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Estado dos Mwenemuta

INTRODUÇÃO

 O trabalho tem o seu enquadramento no


Módulo 1- Estados pré-coloniais, reflecte sobre
a Surgimento, Organização Politica e
Administrativa, Ideologia e decadência do
Estado Mwenemutapa e conclusão
ESTRUTURA DE APRESENTAÇÃO

 A estrutura do trabalho compreende, Contextualização


 objectivo geral e específicos
 Metodologias
 Conceptualização
 Análise da Organização Politica e Administrativa
 Ideologia
 A decadência do Estado do Mwenemutapa no período
de 1440-1450
 Conclusão e Referências bibliográficas
Objectivos
Objectivo Geral
 Conhecer o Surgimento, Organização Politica e
Administrativa, a Ideologia e a decadência do Estado do
Mwenwmutapa no período de 1440-1450
Objectivos Específicos
 Descrever os Conceitos de Organização Politica e
Administração, ideologia e o Estado.

 Descrever as causas da decadência do Estado do


Mwenemutapa no período de 1440-1450.
Metodologia
O presente trabalho constitui-se numa análise exploratória
privilegiando a metodologia qualitativa

ENQUADRAMENTO TEÓRICO E CONCEPTUAL

Segundo Durkhei, E, Estado é sociedade politica


constituída por governos, governantes, e instituições
regidas por normas de conduta;

Burdeau, G, (s/d) defende que Estado é uma ideia, ele


apenas existe porque é pensamento.
Surgimento e limites do Estado dos Mwenemutapa
limites
Norte – Rio Zambeze; Sul – Rio Limpopo; Este –
Oceano Indico;Oeste – Deserto de Kalahari.

O Estado do Mwenemutapa é formado a partir de um


movimento migratório do Grande Zimbabwe, dos povos
Caranga-Chona, para a região do vale do Zambeze, na
sequência da invasão e da conquista por exércitos dirigidos
por Nhatsimba Mutota, ocorrida por volta de 1440-1450

Desenvolveu-se entre, os rios Mazoe e Luia, o Centro de


um novo Estado chefiado pela dinastia dos Mwenemutapa,
que dominou e subordinou a população pré-existente.
Organização politico administrativo
a) Mwenemutapa – Chefe Supremo
b) As três principais mulheres do soberano Nazarira,
Inhahanda e Nambuzia – com funções importantes na
administração
c) Nove altos funcionários – responsáveis pela defesa,
Comércio, festas, relações externas, etc
d) Mambos – chefes dos reinos conquistados
e) Fumos ou Encosses – chefes provinciais
f) Mukuru ou Mwenemusha – chefes das mushas
(comunidades aldeãs)
g) Mukuro ou nwenemusha linhagem produtiva
Estrutura socio economia

 No que tange a estrutura sócio económica pode se


assumir que a sociedade Shona estava dividida em dois
níveis sócio-económicos distintos: a Comunidade
Aldeã (Musha ou Incube) e a Aristocracia Dominante

 No entanto, a articulação entre a aristocracia dominante


e as comunidades aldeãs encerrava relações de
exploração do homem pelo homem, materializadas
pelas obrigações e direitos que cada uma das partes
tinha para com outra.
Ideologia
 As crenças mágico religiosas desempenhavam um papel
fundamental no sistema político Shona eles eram os
detentores do “saber” garantes da fecundidade da terra e
depositários da ordem do mundo e constituíam os antídotos
mais eficazes contra o caos.

 Um culto forte entre os Shona era dedicado aos espíritos


dos antepassados, os MUZIMA, que comportariam os
antepassados de cada, um bem como os antepassados de
cada linhagem. Entre os MUZIMU, os mais representados e
temidos, eram os dos reis.
Decadência
A fixação de mercadores portugueses na costa moçambicana
a partir de 1505, com a ocupação de Sofala, introduzindo
profundas transformações na estrutura sócio política e
económica da sociedade Shona, contribuindo para a
decadência dos Mwenemutapas

As permanentes lutas internas (conflitos inter- dinásticos); o


desenvolvimento dos prazos no vale do Zambeze (Estados
militares), a intensa cristianização prosseguida pelos
missionários; intervenção dos portugueses nos assuntos
internos do Estado e a invasão dos povos Nguni (Nkumalo)
em 1830-34
Conclusão

 O estado de Mwenemutapa nasceu do deslocamento de


parte da população do planalto de Grande Zimbabwe
para o vale de Zambeze, sob a direcção do clã Rozwi,
por volta de 1450

 A base da economia e riqueza do Estado era a


agricultura, a pastorícia, o comercio, a mineração,
tributos, taxas, presentes e na manufactura de industrias
de pequena escala.
Conclusão (cont.)

O presente trabalho permitiu-nos constatar


aspectos comuns entre os Estados Mwenemuta e o
Estado moderno sob ponto vista político
administrativo, nomeadamente, a existência de
hierarquia no exercício do poder politico
administrativo, o pagamento do imposto, a
segurança das pessoas e dos seus bens pelo Estado,
Agricultura como base da economia e o Estado
tem a prerrogativa de assegurar o poder politico.
Conclusão (cont.)
 Em relação aos aspectos divergentes, sob ponto de vista
politico administrativo, constatamos a existência de Estado
Vassalos no Estado dos Mwenemutapa existam Estados o que
não se verifica no Estado Moderno.
 No Estado dos Mwenemutapa o poder político era assegurado pela
intervenção dos SWIKIROS, e no Estado moderno o suporte do
poder politico é a Lei;
 Relativamente a Economia constatamos que no Estado dos
Mwenemutapa o imposto era pago por espécie ou trabalho e na
administração moderna o imposto é em regime monetário
(dinheiro).
 No estado do Mwenemutapa a classe dominada era obrigada a
deslocar-se para o pagamento do importo. No estado moderno os
Serviços públicos aproximam-se cada vez mais ao cidadão para
coletar o imposto;