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Sistema Reprodutor

Curso: Técnico Auxiliar de Saúde

Disciplina: Saúde UFCD: 6567


Objetivos:
oConstituição do Sistema Reprodutor
Feminino e masculino;
oFisiologia do Sistema Reprodutor Feminino
e Masculino;
oFinalidade do Sistema Reprodutor;
oDesenvolvimento Embrionário;
oEsterilidade masculina e feminina.
Finalidade do Sistema Reprodutor
A reprodução é um processo pelo qual novos indivíduos
são gerados, a partir de organismos vivos da mesma
espécie. Esse processo permite que as características
dos indivíduos sejam passados para os seus
descendentes, garantindo a continuidade da espécie.
O sistema reprodutor do ser humano, estabelece as
funções de produzir os gâmetas e auxiliar a união destes.
Constituição do Sistema Reprodutor
Feminino
Órgãos que constituem o Sistema Reprodutor
Feminino:
Útero;
Vagina;
Tubas Uterinas ou Trompas de Falópio;
Ovários (Gônadas);
Vagina
A vagina é um canal de 8 a 10 cm de comprimento,
de paredes elásticas, que liga o colo do útero aos
genitais externos. Contém de cada
lado de sua abertura,
internamente,
duas glândulas denominadas
glândulas de Bartholin, 
que segregam um muco
lubrificante.
Útero
O útero possui a forma de
uma pêra invertida, é
musculoso e oco. Na sua
região superior/lateral está
ligado com as tubas
uterinas e na região
inferior está ligado com a
vagina.
Útero

O interior do útero é
revestido por um tecido
muito vascularizado e
sua parede é formada
por três camadas, que
são as mesmas das
tubas uterinas: serosa,
miométrio e
endométrio.
Útero
O endométrio é uma camada de células que
reveste a cavidade uterina e tem uma participação
muito importante durante a ovulação. Todos os
meses torna-se mais espesso para receber o óvulo
fertilizado. Caso não ocorra a fertilização, o
endométrio que se desenvolveu é eliminado
através da menstruação.
Útero
Durante uma gravidez, o
útero se expande e
o feto se desenvolve em
seu interior. É também
responsável pela
expulsão do feto, através
de contrações, no
momento do parto.
Tubas Uterinas ou Trompas de Falópio
Com 10 cm aproximadamente, que estendem-se
do ângulo súpero-lateral do útero para os lados da
pelve. As tubas uterinas transportam os óvulos que
romperam a superfície do ovário até a cavidade do
útero e é onde ocorre a fecundação.
Ovários

Os ovários produzem os óvulos e as hormonas sexuais


femininas, estrogénio e progesterona. Possuem o tamanho
aproximado de uma azeitona.
Ovários

A camada mais externa de tecido é chamada de


córtex e possui milhares de células, que são os
óvulos imaturos, chamados de folículos primários,
que completam seu desenvolvimento durante a
ovulação. Esses folículos começam a crescer e a
desenvolverem-se sob a ação das hormonas,
processo que começa na adolescência.
Hormonas femininas

O estrogénio é produzido pelos folículos ováricos e está


relacionada com o controle da ovulação e com o
desenvolvimento de características femininas na adolescência.
A diminuição de estrogénios faz com que a mulher se sinta
depressiva, com medo, apreensiva, irritada, insegura e
pessimista. A camada de gordura feminina é mais extensa do
que a masculina, porque, aliado a uma má alimentação e/ou à
utilização de determinados medicamentos, o estrogénio contribui
para a consolidação do tecido adiposo, dificultando a sua
metabolização.
Hormonas femininas
A Progesterona é um hormona produzida, a partir da puberdade,
pelo corpo lúteo e pela placenta durante a gravidez. A
progesterona é a segunda hormona feminina e é produzida
principalmente no ovário. No processo da ovulação, o óvulo, célula
fértil feminina, encontra-se dentro de uma pequena bolinha de
líquido chamada folículo, este folículo produz o estrogénio. Após a
libertação do óvulo este folículo se transforma em corpo amarelo
ou lúteo, e começa a produzir progesterona, a qual prepara a
mulher para a gravidez.
Ciclo Menstrual
Constituição do Sistema Reprodutor
Masculino
Órgãos que constituem o Sistema
Reprodutor Masculino:
Pénis;
Testículos;
Epidémios;
Ductos deferentes;
Glândulas anexas;
Ducto ejaculatório;
Pénis

O pênis é o órgão muscular


encarregado de depositar os
espermatozoides no interior da vagina.
O seu interior é composto por três
cilindros de tecido esponjoso, os vasos
cavernosos, formados por vasos
sanguíneos que, durante o ato sexual,
estimulados pelo sistema nervoso
autónomo, recebem uma quantidade
maior de sangue, dilatando-se e
provocando a ereção do órgão.
Pénis

A glande é coberta pelo prepúcio, uma camada de pele


que a protege. Quando há ereção, o prepúcio fica
recolhido e a glande fica exposta. Quando isso não
ocorre, há o que chamamos de fimose, uma anomalia
que impossibilita a exposição da glande com o pênis
erecto. Felizmente, pode ser facilmente corrigida com
uma cirurgia simples de circuncisão;
Encontram-se protegidos dentro do
saco escrotal. As paredes dos
testículos contêm células dispostas
Testículos
em camadas, sendo as mais internas
chamadas de células germinativas
primordiais. Estas participam no
processo de espermatogénese, a
formação de novos espermatozoides.
É importante lembrar que, por estarem
situados no saco escrotal, os
testículos estão sujeitos a uma
temperatura de cerca de 2 a 3º C mais
baixa que a do resto do corpo e esta é
fundamental para a espermatogénese.
Entre estes tubos, existem as
células de Leydig ou células
Testículos
intersticiais, estruturas que
produzem a hormona masculina
testosterona, responsável pelo
desenvolvimento de caracteres
sexuais secundários masculinos.
Os testículos são glândulas mistas,
pois produzem ao mesmo tempo
espermatozoides (secreção
externa) e testosterona (secreção
interna);
Hormona masculina
A testosterona é fundamental para o desenvolvimento
dos tecidos reprodutores masculinos, como os testículos
ou a próstata, e na promoção de características sexuais
secundárias, como o aumento da musculatura,
massa óssea e o crescimento de pelos no corpo. Estudos
experimentais têm mostrado que os níveis elevados de
testosterona aumentam a manifestação da agressão,
enquanto estudos correlacionais associam a testosterona
a uma maior impulsividade e alterações neurais
relacionados com a agressão e raiva.
Epidémio
▪ Os túbulos seminíferos existentes
dentro dos testículos convergem
todos para uma estrutura
chamada de epidídimo, que tem
como função armazenar os
espermatozoides até que estes
sejam liberados no ato sexual. Por
ter dois testículos, o homem tem
também dois epidídimos;
Canal deferente
Cada epidídimo está ligado a um
canal fino e longo denominado
canal deferente. Por eles os
espermatozoides passam pelas
glândulas anexas, onde se
misturam com as suas secreções
para posteriormente serem
expulsos do organismo através
da uretra;
Vesícula Seminal
São as primeiras glândulas a agir sobre os
espermatozoides. Estas libertam um líquido nutritivo, o
fluido seminal, rico em açúcares, principalmente frutose.
Tem carácter alcalino, neutralizando o meio ácido da uretra
e do canal vaginal e evitando a morte dos espermatozoides.
Próstata

A sua secreção, viscosa e alcalina,


incorpora a composição do sémen,
conferindo mobilidade aos
espermatozoides no meio exterior,
além de combater o pH ácido da
vagina, prejudicial aos mesmos;
Glândulas de Cowper
As glândulas bulbouretrais ou
glândulas de Cowper localizam-se sob
a próstata, ligadas à uretra. Durante a
estimulação sexual libertam uma
secreção lubrificante que facilita a
relação sexual e limpa a uretra dos
resíduos de urina.
Duto Ejaculatório

O sémen é
formado e expulso
pela uretra no
clímax do ato
sexual.
Fisiologia da Reprodução
Fecundação

A fecundação consiste na união de


dois gâmetas (ou células sexuais),
um feminino e outro masculino,
produzindo uma célula, o ovo ou
zigoto, a partir da qual se
desenvolve um novo ser vivo.
Fecundação
Nos organismos superiores, os gâmetas, que se
formam por meiose, contêm metade do número
normal de cromossomas da espécie a que
pertencem. Durante a fecundação, com a
ocorrência da fusão dos dois gâmetas e dos seus
núcleos - cariogamia - o número de cromossomas
característico da espécie é reposto.
Fecundação
A fecundação humana é o nome que se dá
quando um óvulo é fertilizado por um
espermatozoide, durante o período fértil da
mulher, dando início a uma gravidez.
Também pode ser chamada de conceção
e, geralmente, ocorre nas trompas de
Falópio. Depois de algumas horas, o
zigoto, que é o óvulo fecundado, migra
para o útero, onde irá se desenvolver.
Ocorrência da Fecundação

Um óvulo é libertado de um
dos ovários, aproximadamente,
14 dias antes do primeiro dia
do período menstrual e segue
para uma das tubas uterinas.
Se houver espermatozoides
presentes, a fertilização ocorre
e o óvulo fecundado é
transportado até o útero.
Nidação
O termo nidação refere-se ao momento de
implantação de um embrião na parede
uterina. Como o processo de transferência
do embrião das trompas uterinas (onde
ocorreu a fertilização) até ao útero pode
demorar cerca de 4 a 15 dias, então a
fixação do embrião ocorrerá nesse
intervalo de tempo. Na maioria dos casos,
a nidação ocorre na parede posterior do
útero, no endométrio.
Nidação

Após todo esse processo, o próprio embrião passa


a produzir HCG (Hormônio Coriônico
Gonadotrófico) que irá impedir a regressão do
corpo amarelo, mantendo assim a produção de
estrogénio e progesterona.
Fases do desenvolvimento Embrionário
1º fase: da fecundação à formação das três camadas
O desenvolvimento embrionário tem início com a
fecundação, ou seja, o processo através do qual o gâmeta
masculino, o espermatozoide, e o gâmeta feminino, o
ovócito, se unem formando um zigoto. As características do
novo indivíduo são determinadas pelos cromossomas
herdados nesse momento do pai e da mãe.
1º fase: da fecundação à formação das três camadas
O zigoto, guiado pela sua informação genética
única, inicia rapidamente a constante divisão,
diferenciação e migração celular, que irão formar
todos os tecidos do organismo de forma
surpreendentemente precisa. Em seguida
implanta-se na parede do útero.
1º fase: da fecundação à formação das três camadas

Na segunda semana, depois da nidação, liberta


hormonas para que a cavidade uterina se vá
especializando com o objetivo de proteger, nutrir,
e fornecer as hormonas necessárias ao seu
crescimento.
Vão começar a formar-se as estruturas
percursoras das membranas fetais e da placenta
- ao fim da segunda semana inicia-se uma
circulação uteroplacentária primitiva.  
2º fase: da 3ª à 8ª semana – Período embrionário

Neste período, estabelece-se o eixo do corpo e cada


uma das três camadas principais: ectoderme,
mesoderme e endoderme, dá origem aos seus
próprios tecidos e sistemas de órgãos. O sistema
vascular e o coração, permitem que o seu sangue,
que não se mistura com o da mãe, flua e nutra os
tecidos em rápido crescimento.
2º fase: da 3ª à 8ª semana – Período embrionário

As fundações do sistema nervoso estão


estabelecidas. O cérebro está a formar-se, e
formadas a vesículas encefálicas, toma proporções
do adulto. Os olhos começam a desenvolver-se.
Surgem e evoluem os pulmões, intestino e
estômago, a glândula pituitária, dentes e gengivas,
pele e pelos.
2º fase: da 3ª à 8ª semana – Período embrionário

Formam-se os membros, o esqueleto e outros


tecidos estruturais: o embrião mexe-se e reage a
estímulos. A boca, orelhas e nariz desenvolvem-se
e podem fazer lembrar traços de família. Epitélio
sensorial surge e torna, entre outros, os lábios
sensíveis ao toque. À oitava semana estão
formados os órgãos, estabelecidas as principais
características da forma do corpo.
Terceira fase: da 9ª semana ao nascimento- Período Fetal

Este período, em que já estão formados os principais


sistemas de órgãos, caracteriza-se pelo rápido
crescimento do corpo e pela maturação destes sistemas.
É notável o aumento do comprimento durante o terceiro,
quarto e quintos meses, (5 cm por mês) enquanto o
ganho de peso é mais importante durante os 2 últimos
meses de gestação (700g por mês). Outra alteração
notável é a desaceleração relativa do crescimento da
cabeça.
Terceira fase: da 9ª semana ao nascimento- Período Fetal

 Às 21 semanas a mãe reconhece claramente os


movimentos do feto.
 Às 28 semanas já está apto para viver, embora com
grande dificuldade.
 Aos 266 dias ou 38 semanas após a fertilização o feto
está preparado para o nascimento, após o qual,
dependente dos cuidados de um adulto, concluirá o seu
crescimento e maturação em alguns sistemas
Esterilidade masculina e feminina
O que é infertilidade/esterilidade?
Infertilidade é quando um casal não consegue a gravidez
desejada ao fim de um ano de vida sexual ativa e
contínua, sem usar qualquer método contracetivo.
Esterilidade, é a impossibilidade do homem ou da mulher
de produzir gametas (células sexuais:
óvulos/espermatozoide) ou zigotos (células que resultam
da fusão entre óvulos e espermatozoides) viáveis.
Podemos dizer que um casal é infértil se tem
apenas uma diminuição da probabilidade
de gravidez, que podem ser contornadas por
medidas médicas, e que é estéril quando a
capacidade de gerar filhos é nula.
Nestes casos são feitos exames ao homem e a mulher com o
intuito de detetar as possíveis causas e, a partir daí, definir
quais os possíveis métodos de tratamento para que o casal
consiga gerar filhos. Devemos levar em conta que não é
apenas a frequência com que o casal tem relações sexuais
que é importante, afinal, a fertilização acontece num curto
prazo de no máximo 72 horas em relação à ovulação da
mulher.
As causas mais frequentes de infertilidade
masculina estão relacionadas com a produção de
espermatozoides e problemas de caminho destes
espermatozoides até o óvulo.
Um homem pode acabar por se tornar estéril por
conta de doenças ou problemas adquiridos ao
longo da vida, além do facto de que o próprio
envelhecimento provoca alterações funcionais que
acabam por gerar a redução da produção de
espermatozoides.
Os problemas de infertilidade masculina acabam por ser
resolvidos através de técnicas e tratamentos, tais como a
fertilização assistida, o beneficiamento de sémen, a inseminação
artificial, a fertilização in vitro e a injeção intracitoplasmática de
esperma. No beneficiamento de sémen acontece uma seleção
dos melhores espermatozoides que serão utilizados na
fecundação. A inseminação artificial consiste na colocação do
sémen dentro do útero da mulher durante o período fértil.
Finalmente fertilização in vitro, conhecida também como “bebé
de proveta”, o sémen é colocado em contacto com o óvulo
dentro de um tubo de vidro, e após a fecundação, o óvulo é
recolocado no útero. Finalmente na técnica injeção
intracitoplasmática o óvulo é colocado dentro do óvulo por meio
de um microscópio.
Esterilidade feminina
As causas de infertilidade feminina podem ser várias e
devem ser averiguadas:
▪ Problemas na ovulação (fator ovulatório)
▪ Alterações tubárias (fator tubário)
▪ Alterações no útero (fator uterino)
▪ Endometriose (quando o tecido uterino se encontra fora
do útero)
Fatores de risco:
Baseada nos principais fatores da infertilidade, a Sociedade
Americana de Medicina Reprodutiva estabeleceu quatro cuidados
principais:
▪ Idade: não deixar para engravidar tarde
▪ Doenças sexualmente transmissíveis: prevenir e tratar
rapidamente
▪ Peso: evitar baixo peso ou obesidade
▪ Tabagismo: para de fumar, pois o cigarro reduz a fertilidade.
Impotência sexual

A impotência sexual masculina, ou disfunção erétil, é a


incapacidade de iniciar e manter uma ereção em, pelo
menos, metade das tentativas de contato íntimo, podendo
também ser considerada a interrupção das tentativas durante a
relação.
Causas de impotência sexual masculina

As causas por distúrbios mecânicos ou


fisiológicos, muitas vezes, têm relação com
antecedentes cirúrgicos, como cirurgia vascular,
pélvica, retal ou da próstata. Alguns medicamentos e
mesmo a ingestão regular de álcool e drogas
ilícitas podem provocar a impotência, da mesma
forma como concentrações baixas de testosterona
no sangue.
Tratamento para impotência sexual masculina

Em grande parte das vezes, a disfunção erétil pode


ser tratada. Mas, o tipo de tratamento depende da
sua causa e do estilo de vida do doente. Já a cura,
ela pode estar na psicoterapia, na reposição
hormonal, injeções, dispositivos a vácuo ou na
intervenção cirúrgica com a introdução de
prótese, por exemplo.
FIM