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Curso de Capacitação

de Porteiros

Instrutor André D’Isep Costa


Desligue o Aparelho Celular ou
Coloque no Silencioso!

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Proibido Fumar no Recinto!

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DICAS PARA BOA APRENDIZAGEM
DE CURSOS LIVRES

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DICAS PARA A BOA APRENDIZAGEM DE CURSOS LIVRES
 O BOM ALUNO DE CURSOS LIVRES:
• Nunca se esquece que o objetivo central é aprender o conteúdo, e não
apenas terminar o curso. Qualquer um termina, só os determinados
aprendem!
• Lê cada trecho do conteúdo com atenção redobrada, não se deixando
dominar pela pressa;
• Sabe que as atividades propostas são fundamentais para o entendimento
do conteúdo e não realizá-las é deixar de aproveitar todo o potencial
daquele momento de aprendizagem;
• Explora profundamente as ilustrações explicativas disponíveis, pois
sabe que elas têm uma função bem mais importante que embelezar o texto,
são fundamentais para exemplificar e melhorar o entendimento sobre o
conteúdo;
• Realiza todos os jogos didáticos disponíveis durante o curso e entende
que eles são momentos de reforço do aprendizado e de descanso do
processo de leitura e estudo. Você aprende enquanto descansa e se
diverte!
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DICAS PARA A BOA APRENDIZAGEM DE CURSOS LIVRES
O BOM ALUNO DE CURSOS LIVRES:
• Executa todas as atividades extras sugeridas pelo monitor, pois sabe
que quanto mais aprofundar seus conhecimentos mais se diferencia dos
demais alunos dos cursos. Todos têm acesso aos mesmos cursos, mas
o aproveitamento que cada aluno faz do seu momento de aprendizagem
diferencia os “alunos certificados” dos “alunos capacitados”;
• Busca complementar sua formação fora do ambiente virtual onde faz o
curso, buscando novas informações e leituras extras, e quando
necessário procurando executar atividades práticas que não são
possíveis de serem feitas durante as aulas. (ex.: uso de softwares
aprendidos.);
• Entende que a aprendizagem não se faz apenas no momento em que
está realizando o curso, mas sim durante todo o dia-a-dia. Ficar atento
às coisas que estão à sua volta permite encontrar elementos para
reforçar aquilo que foi aprendido;
• Critica o que está aprendendo, verificando sempre a aplicação do
conteúdo no dia-a-dia. O aprendizado só tem sentido quando pode
efetivamente ser colocado em prática.
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CONTEÚDO

I PORTEIRO

II COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

III FUNÇÕES DE UM PORTEIRO

IV SEGURANÇA

V PROTEÇÃO CONTRA INDÊNDIOS

VI CONDOMÍNIO

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I. MÓDULO - PORTEIRO

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MÓDULO - PORTEIRO
CIDADANIA E TRABALHO

Em uma sociedade democrática como a


nossa, toda pessoa tem direitos e
deveres a cumprir.
Enquanto sujeito, deve participar da vida
pública e política para o exercício pleno
de sua cidadania, que envolve ter direito
à saúde, à educação, ao voto, ao lazer e
o dever de conviver bem com as outras
pessoas, honrar suas dívidas e
compromissos, manter impostos em dia e
muitos outros.
O trabalho é mais um instrumento da cidadania. É através dele que você se
afirma como cidadão e constrói uma vida digna e participativa. Pelo trabalho,
você promove seu crescimento pessoal e profissional e adquire um papel
ativo dentro da sua sociedade.
O trabalho é um direito seu. Todo mundo precisa e pode trabalhar. 9
MÓDULO - PORTEIRO
O PORTEIRO

O porteiro é um profissional muito


importante e muito comum nas grandes
cidade brasileiras. Porteiro é aquele que
fica na entrada de prédios ou
condomínios residências, edifícios ou
estabelecimentos comerciais controlando
a entrada e a saída de pessoas - que
podem ser moradores, funcionários,
visitas ou entregadores - e veículos.

Mas as suas funções vão muito além disso. Serviços de vigilância e de


elevadores, recebimento e encaminhamento de mensagens, legislação
trabalhista e prevenção de acidentes fazem parte do cotidiano de um
porteiro:

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MÓDULO - PORTEIRO

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MÓDULO - PORTEIRO
OS DIREITOS DO TRABALHADOR

Os trabalhadores têm seus direitos


garantidos pela Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT). Alguns pontos foram
modificados por legislações específicas
ou alterações na própria CLT.
Veja quais são os principais direitos
trabalhistas brasileiros:
- Carteira de trabalho assinada desde o
primeiro dia de serviço;
- Exames médicos de admissão e demissão;
- Repouso semanal remunerado (1 folga por semana);
- Salário pago até o 5º dia útil do mês;
- Primeira parcela do 13º salário paga até 30 de novembro. Segunda
parcela até 20 de dezembro;
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MÓDULO - PORTEIRO

OS DIREITOS DO TRABALHADOR

- Licença maternidade de 120 dias, com


garantia de emprego até 5 meses
depois do parto
- Licença paternidade de 5 dias corridos;

- FGTS: depósito de 8% do salário em conta bancária a favor do


empregado;
- Horas-extras pagas com acréscimo de 50% do valor
da hora normal.
- Garantia de 12 meses em casos de acidente;
- Adicional noturno para quem trabalha de 20% de 22 às 5 horas;

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MÓDULO - PORTEIRO
OS DIREITOS DO TRABALHADOR

- Faltas ao trabalho nos casos de casamento (3 dias),


doação de sangue (1 dia/ano), alistamento eleitoral
(2 dias), morte de parente próximo (2 dias),
testemunho na Justiça do Trabalho (no dia), doença
comprovada por atestado médico;

- Aviso prévio de 30 dias, em caso de


demissão;

- Seguro-desemprego.

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II. MÓDULO – COPETÊNCIAS DE UM
PORTEIRO

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO
APRESENTAÇÃO PESSOAL

Quando alguém chega a um estabelecimento, o porteiro é a primeira


pessoa que ele vê, portanto sua aparência e comportamento vão ser
determinantes para a impressão que o visitante vai ter do lugar.

O porteiro precisa cuidar da apresentação pessoal, o que inclui sua higiene,


o uniforme e os acessórios que influenciam sua aparência.
COMO SE VESTIR

Apresente-se sempre de acordo


com sua ocupação e como os
procedimentos específicos do
estabelecimento.

Se o local onde você trabalha exigir que você use um uniforme,


mantenha-o sempre limpo, bem passado e em perfeitas condições.
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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

COMO SE VESTIR

Caso contrário, escolha com cuidado as roupas que você vai utilizar para
trabalhar. Pesquise muito o tipo de roupa que lhe caia melhor e se está de
acordo com a imagem que você pretende passar para os outros. Lembre-
se que as roupas devem vestir naturalmente, incorporar-se ao seu jeito de
ser.
A roupa que você está usando deve promover sua aparência de maneira
discreta, elegante e eficaz.

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

CABELO, PERFUME, ACESSÓRIOS...


Veja agora algumas dicas importantes sobre como cuidar da sua aparência:
 
• Tenha seus cabelos sempre limpos e bem cuidados, independente do
estilo
  e corte que você adotar;
•  Se tiver bigode, ele não deve ultrapassar a linha do lábio superior;
•  Cuide bem da sua pele;
• Evite guardar objetos nos bolsos para não fazer volume;

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO
 
• Evite perfumes fortes, principalmente em ambientes fechados. Durante o
dia, prefira uma lavanda mais leve e use um desodorante inodoro;
• Leve sempre alguns objetos de que possa precisar numa emergência:
escova de dentes, desodorante, pente, espelho, etc;
• Se usar óculos, aconselhe-se sobre o tipo de armação adequado ao seu
tipo de rosto. Prefira usar lentes anti-reflexo para que as pessoas possam
ver seus olhos. Não use lentes escuras.

COMUNICAÇÃO
 
A função de porteiro exige uma grande capacidade de comunicação. O bom
profissional deve ser capaz de:

 • Reconhecer a necessidade do cliente;


 • Transmitir (oral e/ou escrito) de forma clara e precisa a necessidade do
cliente à equipe de trabalho;
 • Empregar o vocabulário adequado ao contexto.

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

  COMUNIAÇÃO ORAL
É fundamental buscar o equilíbrio entre os diversos elementos da
comunicação oral, como o ritmo, a intensidade, a flexão, o conteúdo, a
emoção, a tonalidade, a articulação, a velocidade, o timbre, a flexibilidade
vocal e a pronúncia para ser capaz de que fazer os outros entenderem
exatamente o que você está querendo dizer.
 
Além disso, é preciso unir a técnica à naturalidade para ser mais autêntica.

O QUE VOCÊ DEVE FAZER:


 
Expresse-se oralmente, de forma clara e articulada. Articule
bem as palavras, mas não exagere nos movimentos do rosto
e músculos da face.

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

Utilize frases curtas. Uma frase muito comprida pode dificultar a


compreensão por parte das outras pessoas e inclusive fazer com que você
se perca no que está falando. Procure transmitir, de forma clara e objetiva,
mensagens, informações e solicitações dos clientes.
Procure levar em conta o momento, o local e o meio mais oportuno para
transmitir a mensagem. Empregue o tratamento apropriado e utilize a
entonação de voz adequada ao contexto e ao cliente
Seja sincero e tenha convicção no que diz.

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

O QUE VOCÊ DEVE EVITAR:


 
Evite os vícios de linguagem: "tá?", "né?", "ok?", "certo?",
"entendeu?", "percebe?", " é isso aí!", "tipo assim...",
"acho que...".

Evite também os juramentos e as palavras obscenas.

Se não estiver seguro do significado de uma palavra,


evite-a ou consulte um dicionário antes de usá-la

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

CONHECIMENTOS GRAMATICAIS
 
É importante para qualquer um que trabalhe se comunicando com outras
pessoas saber as regras e a gramática da língua que está utilizando.
 
Um erro gramatical pode fazer com que o que você esteja falando assuma
outro sentido, que não o que você queria, deixando as pessoas confusas.
Além disso, dependendo da gravidade do erro, ele pode destruir a sua
imagem e a do estabelecimento que você estiver representando.
 
Portanto, tenha bastante cuidado para não cometer erros gramaticais. E
para não pronunciar as palavras de forma errada, por exemplo, comendo os
"esses" e "erres" nos finais das palavras.

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

CONHECIMENTOS GRAMATICAIS

Procure estudar, praticar e empregar corretamente:


 
• Concordância verbal e nominal;
 
• Flexão de número e grau;
 
• Emprego de pronomes pessoais,
especialmente os de tratamento;
 
• Construção de frase.
 
COMUNICAÇÃO ESCRITA

O porteiro deve ainda dar conta de outras funções ligadas à


comunicação escrita, que devem ser desempenhadas com o máximo de
atenção: 24
MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

LER E SEGUIR INSTRUÇÕES VINCULADAS À PORTARIA

Ler normas de condomínio, dados de correspondências e documentos,


procurando compreender perfeitamente o conteúdo e evitar erros de
interpretação. No caso de dúvidas, se comunique com o síndico ou com o
responsável pelo material.

REALIZAR ATIVIDADES, À PARTIR DAS INSTRUÇÕES

Para isso, é preciso entendê-las.

ESCREVER MENSAGENS SIMPLES SOBRE ASSUNTOS


VÍNCULADOS À PORTARIA

Ser capaz de escrever mensagens compreensíveis e com caligrafia


legível, e preencher corretamente os formulários.

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

LINGUAGEM NÃO VERBAL

Mesmo quando não estão falando nada, as pessoas passam


várias mensagens através da sua postura, gestos, fisionomia,
comportamento. Portanto, é importantíssimo para o porteiro saber
identificar, através da linguagem não verbal, possíveis
necessidades dos clientes. Ele deve ser capaz de reconhecer nos
olhares, gestos, tons de vozes e outros sinais possíveis demandas
dos clientes, interpretando e facilitando a solução.

Além disso, você também deve ser


capaz de se expressar através da
linguagem não verbal para facilitar a
solução de demandas do cliente.

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

LINGUAGEM NÃO VERBAL

Por exemplo, se o cliente estiver nervoso, procure acalmá-lo usando


um tom de voz mais suave e procure uma maneira de resolver o seu
problema o mais rápido possível. Caso ele esteja ansioso - falando
rápido, gesticulando muito e com o olhar inquieto - e demonstrando
medo, use um tom de voz e postura mais enérgica, mostrando que
você está no controle da situação.

Procure reconhecer também se as pessoas estão alcoolizadas,


drogadas ou alteradas de alguma outra forma e aja de acordo. Procure
evitar discussões e deixar que a pessoa perceba sua desaprovação ou
que você está achando a situação cômica. Se você sentir que a
pessoa precisa de ajuda, ofereça auxílio discretamente

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

DISCRIÇÃO

Discrição é uma característica essencial para os porteiros. Por receber


entregas e correspondências, ver quem entra e sai do local e poder ter
uma boa noção dos hábitos e horários das pessoas, ele acaba
sabendo muito sobre a vida de cada um que habita, frequenta ou
trabalha no local.
 
Ninguém gosta de ter sua vida bisbilhotada, e o porteiro deve fazer de
tudo para que os moradores não se sintam assim. Portanto:

• Comporte-se de maneira ética diante dos fatos que envolvam


clientes e colegas de trabalho;

• Garanta o anonimato dos clientes. Não dê informações pessoais


sobre eles a outras pessoas;

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

DISCRIÇÃO

• Mantenha a discrição sobre a vida pessoal e profissional de colegas de


trabalho;
• Evite comentários que dêem a entender que você está prestando
atenção nos hábitos das pessoas;
• Quando for entregar correspondências ou pacotes, não faça perguntas
sobre o conteúdo ou remetente e não demonstre o menor interesse
pelo que está entregando;
• Não comente, de forma alguma, sobre a vida de um morador com o
outro, mesmo que sejam da mesma família;

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

DISCRIÇÃO

• Caso seja preciso passar alguma informação para um cliente,


procure passá-la corretamente e somente para quem se destina.

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

ATITUDES E ATRIBUTOS

COMPORTAMENTO E ATITUDES
A apresentação, o comportamento, as atitudes e a postura do porteiro em
seu trabalho são determinantes para o seu bom desempenho. Portanto,
merecem atenção especial.

É necessário atender a todos de maneira cordial,


segundo padrões socialmente estabelecidos. Os
clientes especiais, idosos e crianças devem ser
tratados com mais cuidado ainda. Ofereça-lhes o
apoio necessário.

Mantenha a atenção e cordialidade com os outros nas diversas atividades


que envolva a portaria. Mesmo em situação de pressão, mantenha-se de
acordo com a etiqueta social no atendimento aos moradores e visitantes.
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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

ATITUDES E ATRIBUTOS

COMPORTAMENTO E ATITUDES
Procurar identificar necessidades, resolvendo ou encaminhando soluções
e garantindo a satisfação dos moradores, visitantes e do público em geral
é uma das posturas mais apreciadas e essenciais para um bom porteiro.

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

ATRIBUTOS

Algumas características são essenciais para um porteiro e devem ser


sempre aperfeiçoadas:
• Acuidade auditiva para identificar pedido e chamado;
• Condição física para transportar pequenos
pesos e permanecer em pé ou andando
durante a jornada de trabalho;

• Atenção, empatia e tolerância;

• Comunicabilidade e expressividade;

• Postura confiante ao lidar com pessoas;


• Capacidade de observação, principalmente
para garantir a segurança do prédio e dos
moradores.
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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

SITUAÇÕES CONFLITUOSAS

Em um condomínio, onde pessoas de hábitos e personalidades


completamente diferentes convivem no mesmo espaço, é praticamente
impossível não surgirem situações de conflito entre os moradores, entre
os moradores e o porteiro, ou envolvendo até visitantes, prestadores de
serviço e entregadores.
Quando esse tipo de situação ocorrer, é preciso manter a calma e:
• Apresentar alternativas de solução;
 
• Manter a segurança das pessoas envolvidas e do estabelecimento;
 
• Buscar soluções rápidas para as situações, mantendo o funcionamento
adequado do prédio;
 
• Evitar que as situações de conflito comprometam a imagem do local.
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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

SITUAÇÕES CONFLITUOSAS

É importante ter equilíbrio emocional perante reclamações, situações


imprevistas, pressões de tempo e demandas simultâneas.
Em situações que envolvam pressões, o porteiro deve ser capaz de tomar
decisões rapidamente e com firmeza.
Procure identificar os problemas existentes no atendimento e indicar
soluções. Em situação de problema que envolva a portaria, você deve ser
capaz de:

• Ouvir reclamações e queixas;


 
• Manter o equilíbrio;
 
• Encaminhar solução, quando possível;
 
• Sistematizar a situação.
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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

POSTURA FÍSICA

O porteiro geralmente trabalha em pé ou sentado, e seu espaço de


movimentação é restrito. Adotar uma postura física adequada ao ficar em
pé por longos períodos e ao transportar peso (bagagens e outros objetos)
é extremamente importante.
A forma como seu corpo se movimenta e expressa é determinante para
seu sucesso ou fracasso como profissional. Por isso, são necessários
alguns cuidados:

• Realize o trabalho de forma segura, evitando repercussões na sua


saúde;
 
• Adote uma postura física adequada, evitando o desgaste físico, ao
ficarem pé, andando ou transportando objetos.

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MÓDULO - COMPETÊNCIAS DE UM PORTEIRO

POSTURA FÍSICA

• Manuseie e transporte objetos, apresentando coordenação motora


adequada.

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III. MÓDULO - FUNÇÕES DE
UM PORTEIRO

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MÓDULO - FUNÇÕES DE UM PORTEIRO

CONTROLE DE ENTRADA E SAÍDA DE PESSOAS

A principal função do porteiro é controlar a entrada e saída de pessoas e


veículos.
ENTRADA DE PESSOAS

Quando qualquer pessoa chegar ao


edifício, o porteiro deve recebê-lo com
educação e cortesia, procurando descobrir
suas necessidades.
 
Você deve acolher, com cordialidade,
quem estiver chegando, cumprimentando-
o e auxiliando-o com o que precisar.

Além disso, ao receber pessoas, o porteiro pode ter que:

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MÓDULO - FUNÇÕES DE UM PORTEIRO
• Avisar sobre a existência e entregar correspondência, encomenda ou
recado;
 
• Verificar com o morador se está esperando aquela pessoa;
 
• Prestar informação;
 
• Abrir a porta do estabelecimento.

Alguns estabelecimentos, geralmente


edifícios comerciais, são mais
exigentes com relação à segurança, e
podem pedir que o porteiro verifique a
identidade de quem entra no local,
anote seu nome, e até mesmo tire
uma foto.

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MÓDULO - FUNÇÕES DE UM PORTEIRO

INFORMAÇÕES
Ao receber pessoas, pode ser que o
porteiro tenha que prestar informações.
Portanto, ele deve se manter informado
sobre:
• Os moradores e seus respectivos apartamentos.
 
• Localização das dependências internas do local.
Exemplo: onde fica o salão de festas, a entrada
para a garagem, os elevadores, etc.

• Horários de funcionamento. Exemplo: em qual horário a piscina pode ser


utilizada, o horário em que o lixo é recolhido diariamente, etc.
 
• Localização e como chegar até pontos turísticos, estabelecimentos e
pontos de táxi ou de ônibus nas proximidades.

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MÓDULO - FUNÇÕES DE UM PORTEIRO

INFORMAÇÕES
Mas cuidado! Apesar de ser importante dar informações, o porteiro deve
estar atento para não falar mais do que deve, ameaçando a privacidade
e até a segurança das pessoas. Ele não deve, por exemplo, informar os
horários, hábitos e dados pessoais dos moradores.

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MÓDULO - FUNÇÕES DE UM PORTEIRO

SAÍDA DAS PESSOAS


O porteiro deve ainda controlar a saída de pessoas, sejam visitantes ou
moradores. Despeça-se de quem estiver saindo, procurando chamá-la
pelo nome. Ter memória visual e auditiva para nomes e fisionomias é
muito útil e recomendado para um porteiro. Qualquer pessoa gosta de
ser chamada pelo nome.

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MÓDULO - FUNÇÕES DE UM PORTEIRO

SAÍDA DAS PESSOAS


Ofereça-se para chamar um táxi, abra a porta para a pessoa sair do
prédio, ajude-a se for o caso a acomodar-se no veículo, auxilie-a com a
bagagem e feche a porta do veículo. Todas essas são atitudes fazem
parte do cotidiano de um porteiro que é um bom profissional.
ENTRADA E SAIDA DE VEÍCULOS
Além do trânsito de pessoas, há o de veículos, que deve também
receber atenção e cuidado.
Alguns edifícios deixam a cargo do
porteiro inclusive abrir e fechar a
garagem para os veículos entrarem
e saírem, abolindo o controle
remoto. Assim, o porteiro tem mais
controle dos veículos e a segurança
é reforçada.
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MÓDULO - FUNÇÕES DE UM PORTEIRO

ENTRADA E SAIDA DE VEÍCULOS


Há ainda edifícios onde os porteiros têm a função de manobrar os carros
e cuidar das chaves dos veículos, que ficam em um quadro de chaves.

Em todos os casos, é preciso ter cuidado e atenção com quem está


entrando dirigindo um veículo na garagem, quem está transitando por
ela, quem está saindo... A garagem é o local onde acontece grande
parte dos roubos em prédios e edifícios. Fique atento!
CUIDADOS COM O LOCAL DE TRABALHO
ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA

O porteiro deve auxiliar na arrumação, limpeza e higienização da


portaria. Manter seu local de trabalho organizado é importantíssimo para
sua imagem como profissional, eficiência e até mesmo conforto.

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MÓDULO - FUNÇÕES DE UM PORTEIRO

ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA
Portanto, é preciso:
 
• Providenciar limpeza quando necessário com o profissional específico;
• Recolher objetos esquecidos
e guardá-los ou devolvê-los,
caso saiba quem é o dono;
 
• Providenciar cinzeiro, cesta
para lixo e utensílios;

• Cuidar do material de uso da portaria;


 
• Notificar necessidade de conserto e reparo.

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MÓDULO - FUNÇÕES DE UM PORTEIRO

CORRESPONDÊNCIAS E ECOMENDAS
Receber e distribuir correspondências e encomendas alheias é uma
tarefa de muita responsabilidade, além de ser uma das mais comuns no
dia a dia da portaria.
Isso pode incluir receber e carimbar
correspondência, entregar documentos ao
destinatário e devolver correspondência.
 
Quando chegarem cartas e encomendas
na portaria, cheque se os endereços dos
destinatários estão corretos. Caso haja erro
do carteiro, ou a pessoa já não habite mais
o prédio, devolva a correspondência
imediatamente para o carteiro.

Separe corretamente o material e entregue-o apenas para quem se


destina
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IV. MÓDULO
SEGURANÇA

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MÓDULO - SEGURANÇA

SEGURANÇA E EMERÊNCIAS
O PORTEIRO E A SEGURANÇA

Cada vez mais o perfil desejado para um porteiro


está voltado para a questão da segurança.
 
Saber lidar com falsos entregadores e prestadores
de serviços é importante, já que eles representam
um grande problema para a segurança. O ideal é
que o porteiro nunca os deixe entrar no
estabelecimento sem conferir antes se eles
realmente foram solicitados.

Outras qualificações, como o manuseio correto de extintores e bombas


d’água, já são exigidas de qualquer profissional.

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MÓDULO - SEGURANÇA

O PORTEIRO E A SEGURANÇA
Para evitar imprevistos, o profissional nunca deve sair do seu
ambiente de trabalho, para não deixar brechas aos assaltantes. Cerca
de 90% das situações de risco são criadas pelo morador, que entra
com o carro e não fecha o portão, por exemplo. O porteiro deve estar
atento para suprir a atenção que o morador geralmente não tem.

Pensando nisso, muitos condomínios inclusive acabaram com o


sistema de controle remoto, pois sendo o porteiro o responsável por
abrir e fechar o portão, tanto de carros como de pedestres, a
incidência de assaltos é bem menor.

SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA
 
Em uma situação de emergência, antes de qualquer outra coisa é preciso estar
calmo. Procure sempre manter seu equilíbrio emocional diante de tais
situações ou não será capaz de tomar qualquer atitude.
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MÓDULO - SEGURANÇA

SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA
 
Em uma situação de emergência, antes de qualquer outra coisa é preciso estar
calmo. Procure sempre manter seu equilíbrio emocional diante de tais
situações ou não será capaz de tomar qualquer atitude.
 
Portanto,
  procure:
1.
  Manter o equilíbrio;
2.
  Estabelecer prioridades;
3. Buscar solução para a situação.

Tenha iniciativa para acionar rapidamente serviços, tais como:


emergência do próprio estabelecimento; corpo de bombeiro; polícia;
emergência de saúde... Quanto mais rápido você agir, mais rápido o
problema será solucionado.

51
MÓDULO - SEGURANÇA
 
Procure manter em local visível os números de telefone de tais
serviços e de outros que precise utilizar com frequência ou com
agilidade.
 
Para lidar com tais situações, é
necessário ter conhecimentos sobre:
 
• Procedimentos de segurança do local;
 
• Procedimentos de primeiros socorros;
 
• Como usar os sistemas operacionais
de incêndio, roubo, falta de energia e
emergência de elevadores.

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MÓDULO - SEGURANÇA

SISTEMAS DE ALARME
 
O porteiro deve ser capaz de operar sistemas e alarme (incêndio, roubo, falta
de energia, defeito no elevador), garantindo as condições de segurança.

 
Informe-se com o síndico, leia o manual
de instruções e converse com o
representante da empresa que presta
manutenção do equipamento.

 
Tenha em mente quais atitudes tomar
para o caso de algum alarme soar,
indicando situação anormal ou de
emergência.

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MÓDULO - SEGURANÇA

CONTROLE DE PESSOAS E VEICULOS

CONTROLE DE ACESSO DE PESSOAS


 
É preciso aplicar os procedimentos de
segurança no controle do acesso de
pessoas ao local, mantendo a
segurança e privacidade dos clientes e
do edifício. Isso pode incluir:
 
• Assegurar a privacidade no fornecimento
de informações. Não falar sobre hábitos,
horários e dados pessoais dos moradores
com ninguém, nem mesmo com outros
moradores;

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MÓDULO - SEGURANÇA

CONTROLE DE PESSOAS E VEICULOS


 
• Controlar o acesso de acompanhantes, visitantes e do público em geral.
Verifique pelo interfone com o morador se ele permite a entrada do
visitante, antes de deixá-lo passar pela portaria. O mesmo deve ser feito
em caso de entregadores e de prestadores de serviços;

• Impedir a entrada ou saída de pessoas, quando orientado.


 
• Informar, constantemente, ao serviço de segurança sobre o fluxo de
pessoas, em especial sobre pessoas suspeitas;
 
• Manter-se em constante vigilância.

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MÓDULO - SEGURANÇA

COMO AGIR EM SITUAÇÕES ANORMAIS


 
Fique sempre atento e procure observar
e antecipar-se a qualquer possível
problema. Observe todas as pessoas na
área de circulação (portaria, hall de
entrada, recepção e similares) e busque
referências sobre pessoas suspeitas.

Quando constatar ou suspeitar de uma


situação anormal, aja com rapidez e
precisão.

Em caso de forte suspeita ou constatação de roubo ou furto,


encaminhe informações à segurança e até mesmo à polícia.

Você deve ser capaz de prevenir e solucionar problemas, demonstrando


iniciativa.
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MÓDULO - SEGURANÇA

CONTORLE DE VEÍCULOS
 
O porteiro é também responsável pela segurança dos
veículos quando eles estão na garagem do local.
Portanto, ele deve aplicar os procedimentos de
segurança no controle de entrada e saída de
veículos.
 
Registrar a entrada e saída de veículos, observando
anomalias e acionando a emergência, quando
necessário, são atitudes que ele deve adotar. Tenha
cuidado ainda com objetos e utensílios no interior de
veículos.
Mantenha-se em constante vigilância!

Informar, constantemente, o serviço de segurança sobre as ocorrências


que envolvam situações suspeitas e roubos é seu dever.
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MÓDULO - SEGURANÇA

INCÊNDIOS

PROCEDIMENTOS EM CASO DE INCÊNDIO


 
Em caso de incêndio, procure agir
da seguinte maneira:
 
1. Mantenha a calma;
 
2. Nunca salte do prédio ou encoraje
outros a fazê-lo;

3. Oriente os moradores a descerem sempre, e só subirem em último


caso, pois a tendência do calor e do fogo é subir;
 
4. Não utilize elevadores, providenciando para que outras pessoas
também não utilizem;
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MÓDULO - SEGURANÇA

INCÊNDIOS

PROCEDIMENTOS EM CASO DE INCÊNDIO


 
5. Chame o corpo de bombeiros pelo
telefone 193, que pode ser discado
de qualquer telefone público sem
ficha ou cartão.

PRINCIPIOS DE INCÊNDIO

No caso de princípio de incêndio, algumas atitudes podem ajudar a


controlar
  os estragos e o fogo. São elas:
•  Preservar a sua integridade física e de outras pessoas.
• Realizar o primeiro combate ao fogo com os meios disponíveis.
Ex: pano molhado, balde de água, mangueiras de jardim ou extintores;
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MÓDULO - SEGURANÇA

PRINCIPIOS DE INCÊNDIO

• Chame o corpo de bombeiros pelo telefone 193. - Ao sentir cheiro de


gás, ventile ao máximo o ambiente, não provoque qualquer tipo de
chama ou fagulha, nem mesmo ligue ou desligue o interruptor de luz.

EXTINTORES DE INCÊNDIO

O extintor deve estar em local de fácil localização. Os equipamentos de


prevenção e combate a incêndios devem ser mantidos em perfeito
estado, para que funcionem perfeitamente quando solicitados.

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MÓDULO - SEGURANÇA

LACRE

Todo extintor deve ser vistoriado periodicamente, para verificação de


conteúdo e componentes.

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MÓDULO - SEGURANÇA

DATA DE VALIDADE
Ao se aproximar da sua data de vencimento, o extintor deverá passar
por uma revisão completa, feita por empresa especializada.
MANÔMETRO
O mostrador do manômetro indica a pressão
interna do extintor, por meio de ponteiro e
faixas coloridas. Extintor com pressão abaixo
da ideal deverá ser revisado, mesmo que
não esteja com a data vencida.

COMO USAR
 
• Aproxime-se cuidadosamente do foco do incêndio, de costas para o
vento;
•  Rompa o lacre.
• Aperte o gatilho e dirija o jato para a base do fogo, movimentando em
forma de leque. 62
V. MÓDULO - PROTEÇÃO
CONTRA INCÊNDIOS

63
INTRODUÇÃO
É de fundamental importância para uma empresa que todos os colaboradores
tenham noções de Prevenção Contra Incêndios e saibam os procedimentos a serem
adotados em casos de sinistros, atendendo as diretrizes estabelecidas pela Portaria
3.214, de 08 de Junho de 1978 em sua Norma Regulamentadora Nº 23.

64
HISTÓRICO DO FOGO
Desde da época mais remotas, o fogo tem sido de grande utilidade para o homem,
sendo utilizado para aquecimento das cavernas e para o cozimento dos alimentos. Nos
dias de hoje, o fogo tornou-se indispensável.

Utilizamos o calor do fogo para nos aquecermos no inverno, para cozinharmos


alimentos, para a fundição de materiais e para tantas outras coisas exigidas para o
conforto da vida moderna que passaríamos muito tempo a descrevê-las.

Mas o fogo também pode tornar-se um grande inimigo, e dos mais perigosos! Quando
fora de controle, o fogo provoca graves prejuízos, causando vítimas humanas e perdas
materiais.

65
QUÍMICA DO FOGO
CONCEITO DE FOGO

O fogo é um fenômeno químico denominado combustão.

É uma reação química que desprende calor


e luz, alterando profundamente a substância
que se queima.

66
QUÍMICA DO FOGO

Fogo: É uma combustão na qual podemos visualizar produção de chamas com a


liberação de energia (calor e luz).

Combustão: É uma reação química entre dois reagentes, combustível e comburente,


mediante uma condições favorável, o calor.

Incêndio: É o fogo que foge do controle.

67
QUÍMICA DO FOGO
Para a existência do fogo, e necessário que haja a combinação de quatro elementos:
Combustível, Comburente, Calor e Reação Química em Cadeia para que seja formado o :

COMBUSTÍVEL COMBURENTE

CALOR REAÇÃO QUÍMICA


EM CADEIA

68
QUÍMICA DO FOGO

COMBUSTÍVEL: É o elemento que serve de campo de propagação do fogo,


alimentando-o. Quanto ao seu estado físico, se classifica em:

Sólidos: Madeira, papel, tecido, carvão, pólvora, etc...

Madeira em Combustão Papel

69
QUÍMICA DO FOGO
Líquidos:
 Não Voláteis: Graxa, óleos lubrificantes, etc...

 Voláteis: Gasolina, álcool, éter, etc...

Gasolina Óleo Lubrificante

70
QUÍMICA DO FOGO

Gasosos: Metano, Etileno, Gás Liquefeito Petróleo, Gás Natural Veicular, etc...

Gás Natural Veicular Gás Liquefeito Petróleo

71
QUÍMICA DO FOGO
GLP (Gás Liquefeito de Petróleo)

Devido ao uso generalizado deste combustível, ele tem sido,


realmente, causador de uma serie de incêndios.

O GLP quando e produzido é inodoro e para a segurança ele


recebe um aditivo químico que lhe da um cheiro característico,
afim de qualquer vazamento possa ser logo detectado e
tomadas as providencias para sanar o vazamento em questão.

Aditivo Químico: Tetra Hidro Tio Fenol (Mercaptan ou


Mercaptano).

72
QUÍMICA DO FOGO

COMBURENTE: É o componente do tetraedro do fogo que combina-se com o material


combustível, dando início à combustão (queima) e dá vida as chamas.

O oxigênio é um o comburente envolvido no processo da formação do fogo é o


Oxigênio (O2).

O oxigênio está presente no Ar Atmosférico em um percentual aproximado de 21 % (+


ou - 21% de O2).

73
QUÍMICA DO FOGO

CALOR: Calor é o elemento que permite a reação entre o combustível e o


comburente, mantendo e propagando a combustão (ação de queima).

Existem 03 (três) métodos e transmissão do calor:

Condução Convecçã Irradiaçã


o o

74
MÉTODOS DE TRANSMISSÃO DO CALOR

Condução:

É a transmissão de calor que se faz de molécula para molécula, não havendo


intervalo entre os corpos.

Ex: Se aquecermos uma barra de ferro, em uma de suas extremidades, e na


outra houver materiais combustíveis, estes poderão se incendiar.

75
MÉTODOS DE TRANSMISSÃO DO CALOR

Convecção:

É a transmissão de calor característica dos


fluídos de gases e líquidos. Ela se dá pela
formação de correntes ascendentes e
descendentes, nesse caso, as massas
gasosas quentes se acumularão nas partes
mais elevadas e as frias ficarão nos locais
mais baixos.

É por isso que, em construções altas, às


vezes, o fogo (incêndio) se propaga, passa
de um andar para o de cima, por convecção.

76
MÉTODOS DE TRANSMISSÃO DO CALOR

Irradiação:
É a transmissão do calor por meio de ondas
e raios. Ela se processa através do espaço
vazio, não necessitando de continuidade
molecular.
Exemplos: O calor irradiado pelo sol.
Quando nos aproximamos de um incêndio,
aquele calor intenso, que sentimos no rosto é
o calor irradiante.

77
MÉTODOS DE TRANSMISSÃO DO CALOR

REAÇÃO EM CADEIA: Os combustíveis, após


iniciarem a combustão, geram mais calor. Este calor
provocará o desprendimento de mais gases ou
vapores combustíveis, desenvolvimento uma reação
em cadeia, que, em resumo é o produto de uma
transformação gerando outra transformação.

78
CLASSES DE INCÊNDIO

CLASSE São os incêndios com materiais de fácil combustão


A (queima), que queimam em sua superfície e profundidade,
deixando resíduos. São eles: tecido, madeira, papel, etc...

São os incêndios com substâncias que queimam somente


CLASSE B
CALOR em sua superfície, não deixando resíduos. São elas: óleos,
graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc...

São os incêndios que ocorrem com equipamentos elétricos


CLASSE C energizados, como motores, transformadores, fios, etc...

CLASSE D São os incêndios que ocorrem com elementos pirofóricos


como magnésio, limalhas de ferro e titânio, etc...

79
METODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO

Os incêndios, como qualquer fogo, se extingue, na generalidade dos casos, por três
processos naturais, usados isoladamente ou em conjunto, que são:

80
METODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO

Retira o comburente (oxigênio) ou baixar sua


concentração a níveis que impossibilitem a
continuidade da combustão, ou seja, baixar a
concentração de oxigênio a menos de 17%.

81
METODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO

É o processo de extinção mais usado, e tem por


finalidade baixar o calor do material, utilizando
normalmente água.

82
METODOS DE EXTINÇÃO DO FOGO

Mais simples e mais barato pois só necessita de


trabalho braçal, para retirar o material que ainda não
entrou em combustão das proximidades do foco de
incêndio.

83
SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES - SPE
São aparelhos de fácil manuseio, destinados a combater princípios de incêndio.
Recebem o nome do agente extintor que transportam em seu interior (por exemplo:
extintor de água, porque contém água em seu interior).

Os extintores, em relação à capacidade de carga do agente extintor, podem ser


portáteis ou sobre rodas. O extintor deve ser utilizado na classe de incêndio
compatível ao seu agente extintor.

Extintor de Água Extintor de PQS Extintor de CO2


84
SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES - SPE

EXTINTOR DE ÁGUA
É indicado para classes de incêndio tipo "A". Dentro do cilindro
A existe gás junto com água sobre pressão, quando acionado o
gatilho, a água é expelida resfriando o material, tornando a
temperatura inferior ao ponto de ignição.

Não deve ser utilizado em classes de incêndio tipo "C", pois pode
acarretar choque elétrico e curto-circuito no equipamento.

Como o objetivo de usar água é conseguir um resfriamento do


material, o extintor de água deve ser usado buscando a máxima
dispersão da água possível, podendo se colocar o dedo na frente
do esguicho, a fim de aumentar a área atingida pela água.

85
SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES - SPE

EXTINTOR DE PQS
É indicado para classe de incêndio tipo "B" mas pode ser
utilizado em incêndio tipo "C". Dentro do cilindro existe um
composto químico em pó, normalmente bicarbonato de sódio,
com um gás propulsor, normalmente dióxido de carbono ou
Nitrogênio.
C
Ao entrar em contato com as chamas, o pó impede a reação
em cadeia e isola o oxigênio da superfície do líquido
inflamável, indispensável à combustão, extinguindo também
o fogo por abafamento.

O pó não se dissipa tão facilmente como o gás e tem também


maior alcance do jato, então sua utilização é diferente. O jato
não deve ser dirigido à base do fogo, devem ser aplicados
jatos curtos de modo que a nuvem expelida perca velocidade
e assente sobre o foco.
86
SISTEMA DE PROTEÇÃO POR EXTINTORES - SPE

EXTINTOR DE CO2
É único agente extintor que ocupa os três estados
da matéria:

Líquido: Quando esta condicionado a uma pressão


de 850 Lib./Pol³.
B  Sólido: Quando liberamos o gatilho, temos
C pequenas partículas de gelo.
 Gasoso: Quando em contato com a atmosfera,
transforma-se em gás, saindo a uma pressão de
70ºC negativos .

Ideal para equipamentos delicados por isso são


fornecidos desde 1kg até carreta de 45kg.

87
SISTEMA HIDRÁULICO PREVENTIVO - SHP

Sistema composto de dispositivos hidráulicos que possibilitam a captação de água


da Reserva Técnica de Incêndio - RTI, para o emprego no combate a incêndio.

88
SISTEMA HIDRÁULICO PREVENTIVO - SHP

HIDRANTES
São dispositivos existentes em redes hidráulicas que possibilitam a captação de
água para emprego nos serviços de bombeiros, principalmente no combate a
incêndio.

Esse tipo de material hidráulico depende da presença do homem para utilização


final da água no combate ao fogo. É a principal instalação fixa de água, de
funcionamento manual.

89
SISTEMA HIDRÁULICO PREVENTIVO - SHP

Hidrante de Coluna Urbano - Tipo “Barbará”


Esse tipo de hidrante é encontrado comumente nas ruas e avenidas. Sua
abertura é feita através de um registro de gaveta, cujo comando é colocado ao
lado do hidrante.

90
SISTEMA HIDRÁULICO PREVENTIVO - SHP

Hidrante Industrial

É um dispositivo existente em redes hidráulicas no


interior de indústrias. Esse tipo de hidrante é
utilizado com água da Reserva Técnica de Incêndio
(RTI), do Sistema Hidráulico Preventivo (SHP) da
empresa.

91
SISTEMA HIDRÁULICO PREVENTIVO - SHP

HIRANTE DE PAREDE - HP
Dispositivo que integra o Sistema Hidráulico Preventivo (SHP) das edificações.
Localizado no interior das caixas de incêndio ou abrigos, poderá ser utilizado
nas operações de combate a incêndio pelo Corpo de Bombeiros, ocupantes da
edificação que possuam treinamento específico. Obrigatoriamente, as caixas
de incêndio deverão possuir: 01 esguicho, 01 chave de mangueira e
mangueiras de incêndio, conforme o projeto da edificação.

92
SISTEMA HIDRÁULICO PREVENTIVO - SHP

HIRANTE DE RECALQUE - HR
Dispositivo do SHP, normalmente encontrado em frente às edificações.
Esse
hidrante é utilizado pelos bombeiros para pressurizar e alimentar o sistema
hidráulico preventivo, possibilitando assim que todos os hidrantes de parede
tenham água com pressão suficiente para o combate ao fogo.

Esse sistema também pode ser utilizado para abastecer as viaturas do


Corpo de Bombeiros, em casos de extrema necessidade onde não existam
hidrantes de coluna nas proximidades.

93
SISTEMA HIDRÁULICO PREVENTIVO - SHP

MANGUEIRAS
São condutores flexíveis, utilizados para conduzir a água sob pressão da fonte de
suprimento ao lugar onde deve ser lançada. Flexível, pois permite o seu manuseio
para todos os lados, resistindo a pressões elevadas.

As mangueiras podem ser de 1 ½” ou 38 milímetros, e de 2 ½” ou de 63 milímetros,


de acordo com a especificação no projeto contra incêndio e pânico. São
constituídas de fibra de tecido vegetal (algodão, linho, etc.) ou de tecido sintético
(poliéster), dependendo da natureza de ocupação da edificação. Possuem um
revestimento interno de borracha, a fim de suportar a pressões hidrostáticas e
hidrodinâmicas, oferecidas pelo SHP.

94
SISTEMA HIDRÁULICO PREVENTIVO - SHP

ESGUICHOS
Equipamento que permite a produção de jato
compacto, neblinado, neblina e controle de vazão. Os
jatos neblinado e neblina são formados pelo desvio
da água, que em sua trajetória choca-se com um
disco que se localiza na saída da água. Os esguichos
reguláveis podem ser encontrados para juntas de 1
½” e 2 ½” e possuem a mesma construção com
tamanhos diferentes.

95
SISTEMA HIDRÁULICO PREVENTIVO - SHP

CHAVE DE MANGUEIRA
Ferramenta utilizada para facilitar o acoplamento ou desacoplamento de juntas
de união das mangueiras. Versátil, uma vez que a mesma ferramenta pode ser
utilizada em juntas de 1 ½” e 2 ½”.

96
SISTEMA DE DETECÇÃO E ALARME

São equipamentos que tem por objetivo detectar e avisar a todos os ocupantes da
edificação, da ocorrência de um incêndio ou de uma situação que possa ocasionar
pânico. O alarme deve ser audível em todos os setores da edificação, abrangidos pelo
sistema de segurança.

FUNCIONAMENTO

O acionamento do alarme pode ser manual ou automático. Quando for automático, o


mesmo estará conectado a detectores de fumaça ou de calor. A edificação deve contar
com um plano de abandono de área, a fim de aperfeiçoar a utilização do alarme de
incêndio.

97
SISTEMA DE DETECÇÃO E ALARME

ALARME DE ACIONAMENTO MANUAL


São equipamentos que necessitam do acionamento direto, a fim de fazer soar a sirene.

Acionadores manuais Módulos de acionamento Detectores de fumaça e calor


automáticos (de cima para baixo)

Sirene

98
SISTEMA DE DETECÇÃO E ALARME

ALARME DE ACIONAMENTO AUTOMÁTICO


São equipamentos preparados para enviar ao módulo de acionamento um sinal, para
que o mesmo possa disparar a sirene, assim que detectarem no ambiente à
quantidade mínima necessária de fumaça ou calor para os quais estejam
dimensionados.

Detectores de Fumaça Detectores de Calor

99
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA
O Sistema de Iluminação de Emergência é o conjunto de componentes que, em
funcionamento, proporciona a iluminação suficiente e adequada para permitir a saída fácil e
segura do público para o exterior, no caso de interrupção da alimentação normal, como
também proporciona a execução das manobras de interesse da segurança e intervenção de
socorro.

Esse sistema é obrigatório nas áreas comuns das edificações, sendo elas: corredores,
escadas, elevadores, saídas de emergência etc.

Os principais tipos de sistemas, de acordo com a fonte de energia, são:


conjunto de blocos autônomos, sistema centralizado com baterias e
sistema centralizado com grupo moto gerador.

100
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

CONJUNTO DE BLOCOS AUTÔNOMOS

São aparelhos de iluminação de emergência constituídos de um único invólucro


adequado, contendo lâmpadas incandescentes, fluorescentes ou similares, de fonte de
energia com carregador e controles de supervisão e de sensor de falha na tensão
alternada, dispositivo necessário para colocá-lo em funcionamento, no caso de
interrupção de alimentação da rede elétrica da concessionária ou na falta de uma
iluminação adequada.

101
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

SISTEMA CENTRALIZADO COM BATERIAS

Circuito carregador com recarga automática, de modo a


garantir a autonomia do sistema de iluminação de
emergência.

O sistema centralizado de iluminação de emergência com


baterias não pode ser utilizado para alimentar quaisquer
outros circuitos ou equipamentos.

102
SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

GRUPO MOTO GERADOR


O grupo moto-gerador deve incorporar todos os
dispositivos adicionais que garantam seu arranque
automático após a falta de energia da concessionária, no
máximo, em 12 segundos.

A quantidade de combustível armazenada deve assegurar


o funcionamento no tempo de autonomia do sistema de
iluminação de emergência garantido, incluindo o consumo
nos arranques periódicos essenciais e os testes de
manutenção preventivos e corretivos e estar distribuída de
forma a minimizar o risco existente de inflamação no(s)
ambiente(s) onde estejam armazenados, de acordo com as
exigências dos órgãos competentes.

103
SAIDAS DE EMERGÊNCIA

São caminhos contínuos, devidamente protegido, a ser percorrido pelo usuário, em caso
de sinistro, de qualquer ponto da edificação até atingir a via pública ou espaço aberto
protegido do incêndio, permitindo ainda fácil acesso de auxílio externo para o combate
ao fogo e a retirada da população.

As Saídas de Emergência em Edificações são dimensionadas para o abandono seguro


da população, em caso de incêndio ou pânico e permitir o acesso de guarnições de
bombeiros para o combate ao fogo ou retirada de pessoas.

104
SAIDAS DE EMERGÊNCIA

COMPONENTES DAS SAÍDAS DE EMERGÊNCIAS

A saída de emergência compreende o seguinte:

a) acesso ou rotas de saídas horizontais, isto é, acessos às escadas, quando houver, e


respectivas portas ou ao espaço livre exterior, nas edificações térreas;
b) escadas ou rampas;
c) descarga.

Toda saída de emergência, corredores, balcões, terraços, mezaninos, galerias,


patamares, escadas, rampas e outros, devem ser protegidas de ambos os lados por
paredes ou guardas (guarda-corpos) contínuas, sempre que houver qualquer desnível
maior de 19 cm, para evitar quedas.

105
SAIDAS DE EMERGÊNCIA

PORTA CORTA FOGO (PCF)

As portas corta fogo são próprias para o isolamento e proteção das vias de fuga,
retardando a propagação do incêndio e da fumaça na edificação.

Elas devem resistir ao calor no mínimo por 60 minutos, devem abrir sempre no sentido
de fuga (saída das pessoas), o fechamento deve ser completo, não poderão estar
trancadas por cadeados, não deverão estar calçadas com nenhum dispositivo que
possam mantê-las abertas e deverão ter o dispositivo de fechamento sempre
manutenidos (dobradiça por gravidade ou por molas).

106
PLANO DE ABANDONO

 Para que Existe?


 Cenários de Emergência;
 (Acidentes Considerados Graves, Incêndios, Explosões, Acidentes Ambientais,
Vazamentos... );
 Telefones e/ou Ramais de Emergência;
 Alarmes Sonoros;
 Rotas de Fuga;
 Simulados de Emergência.

“O INCÊNDIO COMEÇA ONDE A PREVENÇÃO FALHA”

107
PLANO DE ABANDONO

Ninguém espera o acontecimento de um incêndio,


baseado nesta afirmação é preciso ter um plano de
abandono, para ser utilizado em caso de sinistro, pois o
incêndio poderá ocorrer em qualquer lugar.

É importante falar que todo incêndio começa pequeno, e


se não for controlado no início, pode atingir proporções
que o próprio Corpo de Bombeiros terá dificuldade em
combatê-lo. Portanto, se faz necessário observar se a
edificação possui todos os recursos destinados a
prevenção e combate a incêndio e pânico, de acordo com
a legislação vigente.

A seguir, veremos uma série de orientações que, se


seguidas, darão condições aos ocupantes da edificação,
para que possam sair em segurança.

108
PLANO DE ABANDONO

Tenha um plano de abandono da edificação;


 Acione o alarme, e chame o Corpo de Bombeiros;
Pratique a fuga da edificação, pelo menos a cada seis
meses;
Procure conhecer a localização da escada de
emergência, dos extintores e do SHP;
Tenha cautela ao colocar trancas nas portas e
janelas, pois os mais prejudicados são as crianças e os
idosos;
Estabeleça um ponto de reunião, para saber se todos
conseguiram deixar a edificação;
Caminhe rapidamente e não corra, evitando o pânico;
Ao encontrar uma porta, toque a mesma com o dorso
da mão, estando quente, não abra.

109
PROCEDIMENTOS PARA EVITAR INCÊNDIOS

 Revisar periodicamente o estado das instalações elétricas, principalmente no que


se refere a sobrecarga;
 Ao substituir um fusível, se este se queimar também, não faça nova tentativa,
recorra a um profissional;
 Ao deixar o escritório, residência, etc., é aconselhável desligar equipamentos
elétricos e se possível a chave geral de instalação elétrica;
 Colocar estopas, panos e outros materiais sujos de graxa ou outros inflamáveis
dentro de um vasilhame com tampa;
 Proporcionar boa ventilação em ambientes onde haja emanação de gases
inflamáveis ou explosivos;
 Não trabalhar com material inflamável, ou de fácil combustão, sem antes observar
se há fogo por perto; Não fumar durante os minutos em que o tanque de seu
automóvel esteja recebendo combustível;
 Não jogar a esmo ou em cestas de lixo, fósforos ou pontas de cigarros usados, sem
antes verificar se estão completamente apagadas;
 Não permitir que crianças brinquem com fogo ou soltem fogos de artifício ou balões.

110
TELEFONES ÚTEIS

POLÍCIA MILITAR................................................................................... 190

POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL........................................................ 191

AMBULÂNCIA (SAMU).......................................................................... 192

CORPO DE BOMBEIROS (RESGATE) ................................................. 193

CENTRO DE CONTROLE DE INTOXICAÇÕES................. 0800-7713733

111
VI. MÓDULO CONDOMÍNIO

112
MÓDULO - CONDOMÍNIO

DEFINIÇÕES E CONCEITO
Condomínio é o conjunto de apartamentos e áreas comuns (escadas, cobertura,
corredores, terreno na vizinhança etc.) de um edifício que os moradores usam e
administram de forma coletiva. Todos os moradores são responsáveis pela
organização e manutenção não apenas do seu próprio apartamento, mas também
das
  áreas comuns, que são utilizadas por todos os moradores.
Área privativa - é a unidade de cada proprietário: casa, apartamento e, em
alguns
  casos, a vaga de garagem.
Áreas comuns - são as indivisíveis, integram a edificação e são utilizadas por
todos os moradores, tais como salão de festas, playground, jardins, corredores,
elevadores,
  dutos de ventilação, caixas d'água etc.
Condômino - é quem habita o imóvel, na condição de proprietário ou inquilino
(locatário).

113
MÓDULO - CONDOMÍNIO
QUEM ADMINISTRA

A administração do condomínio pode ser realizada pelos


próprios condôminos (autogestão) ou por terceiros
(administradora). Mas, independentemente da modalidade
adotada, é fundamental a divisão das despesas e receitas
e uma atenção especial ao cumprimento das leis
trabalhistas, previdenciárias, civis e normas de segurança
(incêndio, elevadores, pára-raios, cerca elétrica etc.)

ADMINISTRADORA

Empresa que presta serviços administrando o condomínio. Normalmente é


indicada pelo síndico e aprovada pelos condôminos em assembléia. Está
obrigada a acatar as deliberações tomadas e a prestar contas ao
condomínio, de preferência mensalmente. Não possui direito a voto.

114
MÓDULO - CONDOMÍNIO
AUTOGESTÃO

Neste modelo, os próprios condôminos administram o condomínio sem a


presença da administradora. A opção pela autogestão deve ser decidida
em assembléia. Sugere-se que a prestação de contas seja realizada
mensalmente
QUEM É QUEM

SÍNDICO

É a pessoa que gerencia os interesses e negócios do condomínio e que


pode ou não ser moradora do prédio. É eleito na forma prevista em
convenção, por até 2 anos, com direito à reeleição. Suas principais
atribuições são:
• Representar o condomínio;
• Cumprir e fazer cumprir a convenção e regulamento interno;
• Exercer a administração interna da edificação;
115
MÓDULO - CONDOMÍNIO
SÍNDICO
• Prestar contas à assembléia dos condôminos;
• Impor multas estabelecidas por lei;
• Guardar durante 5 anos a documentação relativa ao condomínio.
SUBSÍNDICO

É a pessoa que substitui o síndico nas suas atribuições, quando de sua


impossibilidade. A eleição de subsíndico deve ser prevista na
convenção.
CONSELHO CONSULTIVO

Grupo consultivo composto por 3 condôminos. Esse conselho é eleito


para assessorar o síndico na solução dos problemas do condomínio. Seu
mandato é de, no máximo, 2 anos, com direito à reeleição.

116
MÓDULO - CONDOMÍNIO

De acordo com o Novo Código Civil, a destituição do síndico que praticar


irregularidades, que não prestar contas, ou não administrar
convenientemente o condomínio deve ocorrer em assembléia convocada
para este fim, pelo voto da maioria absoluta de seus membros.

117
MÓDULO - CONDOMÍNIO
NORMAS DO CONDOMÍNIO

As questões envolvendo o condomínio devem


ser resolvidas de preferência internamente,
através de assembleias. Somente após terem
sido esgotadas as tentativas de solução
amigável ou consenso, a questão deve ser
submetida à apreciação judicial e parâmetros
estabelecidos na convenção ou no
regulamento interno.

A lei básica que regula o condomínio é a Lei 4.591, de 16 de dezembro


de 1964, existindo também regulamentação na Lei 10.406 de 10 de
janeiro de 2002 (Novo Código Civil) e na Lei 8.245 (Lei do Inquilinato),
de 18 de outubro de 1991.

118
MÓDULO - CONDOMÍNIO
FRAÇÃO IDEAL

É a parte indivisível e indeterminável das áreas comuns e de terreno,


proporcional à unidade autônoma de cada condômino. Como nem todos os
condomínios apresentam unidades autônomas com a mesma área útil, os
proprietários dos apartamentos ou casas maiores podem possuir frações
ideais diferentes. Normalmente, é de acordo com essa fração ideal que
são estipulados seus deveres (como o valor do condomínio) e seus
direitos (por exemplo, a maior representatividade nas votações).
CONVENÇÃO

É o conjunto de normas do condomínio, que constituem a sua lei interna.


Deve ser elaborada de acordo com as normas legais, por escrito e
aprovada em assembléia por proprietários que representem, no mínimo,
2/3
  das frações ideais.
A convenção, depois de registrada no Cartório de Registro de Imóveis
competente, deve ser obedecida por todos os moradores, não podendo,
contudo, ser contrária à legislação em vigor.
119
MÓDULO - CONDOMÍNIO
Deve conter, dentre outras, as seguintes normas:
• Discriminação e especificações das áreas comuns e privativas;
• Definição das funções e das regras de utilização das áreas e serviços
comuns;
• Discriminação da forma e proporção dos pagamentos de despesas
ordinárias e extraordinárias;
• Forma de escolha do síndico, subsíndico e do conselho consultivo.
• Atribuições do síndico e a definição se seu trabalho será ou não
remunerado;
• Modo e prazo de convocação das assembleias, bem como o quórum
mínimo exigido;
• Forma de contribuição para constituição do fundo de reserva, parcela
paga pelos proprietários destinada a cobrir gastos não previstos;
• Forma e quórum mínimo necessários para alteração da convenção e do
regimento interno. Qualquer alteração deve ser registrada em Cartório de
Registro de Imóveis;
• Definição das funções do conselho consultivo.
120
MÓDULO - CONDOMÍNIO
REGIMENTO INTERNO

São as regras que regulam a conduta dos condôminos (proprietários,


locatários, ocupantes das unidades) para que haja uma convivência
harmônica entre as pessoas. Pode constar do próprio texto da
convenção ou, como acontece normalmente, ter um texto próprio que
deve ser aprovado em Assembléia Geral.

PRINCIPAIS ITENS DA CONVENÇÃO E DO REGIMENTO INTERNO  

ANIMAIS

A permissão ou proibição de animais de


estimação no condomínio deve estar prevista
na convenção ou no regulamento interno.

121
MÓDULO - CONDOMÍNIO
CONSTRUÇÃO E OBRAS

Reformas ou alterações nas áreas internas privativas são permitidas,


desde que estejam dentro do estabelecido em legislação específica para a
edificação, em convenção, e que não comprometam a estrutura do edifício
nem prejudiquem os outros moradores. As áreas de uso comum não
podem ser alteradas, salvo aprovação de todos os condôminos.

FACHADA

A legislação de condomínio proíbe qualquer alteração que modifique a


fachada do prédio, salvo se for obtida autorização de todos os
condôminos. 

Os infratores estão sujeitos a uma multa prevista na convenção e podem


ser obrigados a desfazer a alteração.

122
MÓDULO - CONDOMÍNIO
GARAGEM
A utilização de garagem em espaço de uso comum pelos moradores pode
ocasionar atritos. Por isso, convém que a convenção estipule regras,
como:
 
• Identificação para entrada do veículo (selos, cartões, chaves de
acionamento, papel do porteiro, etc.);
• Demarcação da vaga (fixa, por chegada, por rodízio ou sorteio);
• A definição de vagas pelo tamanho do veículo;
• Necessidade de manobras (pelo morador ou funcionário do condomínio);
• Responsabilidade sobre furtos e danos;
• Permissão ou não de lavagem de carros na garagem;
• Possibilidade ou não de locação de vagas para terceiros,
estranhos ao condomínio;
• Utilização da garagem por visitantes;
• Normas de segurança (sinalização, iluminação, extintores, demarcação
etc.);
• Forma jurídica da garagem, se área privativa ou comum. 123
MÓDULO - CONDOMÍNIO
HORÁRIO
A convenção, o regimento interno ou as assembléias, em função da
conveniência da maioria dos condôminos, determinam os horários para
realização de mudanças, uso do salão de festas e de jogos, do
playground, da piscina, do fechamento das portas de acesso, de uso da
garagem, etc. Ninguém - síndico, administradora ou condômino - pode
determinar, unilateralmente, os horários.

124
MÓDULO - CONDOMÍNIO
PISCINA
As regras para a utilização da piscina - como o horário e época de
funcionamento, o exame médico, o uso por visitantes, a contratação de
pessoal para segurança e a manutenção - são itens que devem ser
regulados pela convenção ou regimento interno.

SALÃO DE FESTA

O uso do salão deve ser previsto na convenção ou no regimento interno,


no que diz respeito à forma de sua utilização (custo, limpeza, horário,
equipamentos etc.).

ASSEMBLÉIA

É a reunião na qual os moradores tomam decisões a respeito do


condomínio. Tais decisões, desde que não contrariem as leis em vigor,
tornam-se as regras do condomínio e só podem ser anuladas
judicialmente ou por deliberação em outra assembléia. Existem três tipos
de assembléias para deliberações sobre a edificação: 125
MÓDULO - CONDOMÍNIO
ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

É realizada sempre que os interesses do condomínio exigirem, convocada


pelo síndico ou por no mínimo ¼ dos condôminos. Geralmente, as
deliberações são aprovadas pela maioria dos presentes, com direito a
voto.
ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA

É realizada uma vez por ano. Tem como principal finalidade a aprovação
de verbas para as despesas de condomínio do próximo exercício, bem
como aprovar e apresentar a prestação de contas do exercício que se
encerrou.

ASSEMBLEIA GERAL ESPECIAL

É realizada em casos especiais definidos em lei, como nas situações


abaixo:
 
• Ocorrência de sinistro total ou que destrua mais de 2/3 da edificação; 126
MÓDULO - CONDOMÍNIO
• Para decisão sobre demolição e reconstrução da edificação ou ainda
sobre a alienação do imóvel, quer por motivos urbanísticos ou
arquitetônicos, quer em decorrência de condenação da edificação em
virtude de insegurança ou insalubridade.

PROCURAÇÃO
É um documento, por meio do qual uma pessoa recebe poderes de outra
para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses. Normalmente
é escrita, podendo ser feita por instrumento público (tabelião) ou particular.
É com esse instrumento que o locatário pode participar das assembléias
em nome do locador. Caso o proprietário do imóvel não compareça às
assembléias, o inquilino, mesmo sem procuração, poderá votar questões
envolvendo despesas ordinárias de condomínio.

QUORUM
É o número legal mínimo de condôminos que devem estar presentes para
a realização das assembléias, para que tenham validade. Os principais
quoruns são:  127
MÓDULO - CONDOMÍNIO

• Para deliberação das assembléias gerais ordinárias: normalmente


maioria simples dos presentes com direito a voto, salvo estipulação
diversa em convenção.

• Para aprovação da convenção: votos dos proprietários que representem,


no mínimo, 2/3 das frações ideais que compõem o condomínio;
 
• Para alteração da convenção: votos de condôminos que representem no
mínimo 2/3 do total das frações ideais, salvo a estipulação diversa em
convenção;
 
• Para deliberação sobre reconstrução ou venda do terreno ou materiais,
em virtude de sinistro total ou que destruiu de mais de 2/3 da edificação:
mínimo de votos que representem a metade mais um das frações ideais
de terreno (Art.14 da Lei 4.591/64);

128
MÓDULO - CONDOMÍNIO
• Para deliberação sobre demolição e reconstrução do prédio ou alienação
em virtude de insegurança, insalubridade, motivos urbanísticos ou
arquitetônicos: condôminos que representem pelo menos 2/3 do total de
unidades isoladas e frações ideais correspondentes a 80% do terreno e
coisas comuns (Art. 17 da Lei 4.591/64);

• Para convocação de assembléia geral extraordinária: 1/4, no mínimo, dos


condôminos;

• Para destituição do síndico: é necessário o voto da maioria absoluta dos


membros presentes em assembléia especialmente convocada;
 
• Para os casos de alienação, concessão a terceiros de parte de uso
comum, alteração do destino de parte do terreno ou coisa de uso
comum: totalidade de votos representativos do condomínio.
ALIENAÇÃO
 
Transferir
  o imóvel para outra pessoa.
129
MÓDULO - CONDOMÍNIO
CONCESSÃO
Permitir que outra pessoa use o imóvel.
DESPESAS E PAGAMENTOS
Todas as despesas e receitas devem ser
demonstradas por meio de um balancete contábil
aprovado, normalmente, pelo Conselho
Consultivo. A forma de arrecadação é
determinada por assembléia em função dos
 custos apurados ou previstos.
DESPESAS ORDINÁRIAS
São as despesas relativas à limpeza, manutenção e conservação do
condomínio (ex.: conta de luz utilizada em áreas comuns, manutenção de
elevadores, conta de água, pequenos reparos, etc.), aos salários e
encargos dos funcionários e à parcela de seguro contra incêndio da
edificação. Essas despesas são pagas pelo morador da unidade, seja ele
proprietário ou inquilino (Art. 23 da Lei. 8.245 de 18/10/91 - Nova Lei do
Inquilinato). 130
MÓDULO - CONDOMÍNIO
DESPESAS EXTRAORDINARIAS
Dentre outras, são as despesas referentes a: obras que interessam à
estrutura integral ou de habitabilidade da edificação; iluminação; pinturas
de laterais, fachadas, esquadrias externas; instalação de equipamentos
de segurança e lazer; decoração e paisagismo nas partes de uso
comum; constituição de fundo de reserva. São entendidas ainda como
despesas extraordinárias: eventuais indenizações ocorridas em datas
anteriores à do início de eventual locação contratada, onde as despesas
cabem, exclusivamente, ao proprietário da unidade, e não ao inquilino
(Art. 22 da Lei 8.245/91).
FUNDO DE RESERVA
É um valor pago pelos proprietários para fazer frente a despesas não
previstas e por vezes urgentes ou inadiáveis. A forma de arrecadação é
regulada pela convenção. Se o fundo de reserva vier a ser utilizado,
excepcionalmente, para cobrir despesas ordinárias (custeio ou
complementação), deverá ser reposto pelo inquilino, salvo se anterior ao
início de sua locação.
131
MÓDULO - CONDOMÍNIO
PAGAMENTO POR PREVISÃO
É o pagamento da contribuição condominial antecipado. É calculado em
função da previsão de gastos para um determinado período. Deve ser
aprovado em assembléia. Ocorrendo déficit em função de imprevistos,
aumento de consumo, de preços e tarifas, etc., a cobertura deve ser
feita por rateio extra.

PAGAMENTO POR RATEIO

É o pagamento da contribuição condominial apurado, após o


levantamento de todos os gastos de um determinado período. Também
deve ser aprovado em assembléia. Nesta modalidade de pagamento,
não há lançamento de rateio extra.

132
MÓDULO - CONDOMÍNIO
RATEIO EXTRA
É o pagamento suplementar para cobrir uma receita insuficiente ou
gasto imprevisto num determinado período. Destina-se a cobrir
despesas ordinárias ou extraordinárias. É necessário verificar, no
demonstrativo de despesas, a origem do rateio extra para determinar se
o pagamento deve ser feito pelo inquilino ou pelo proprietário.

REAJUSTE

Não existe, na lei, nenhuma forma prevista de reajuste para as


contribuições condominiais. A assembléia é soberana para determinar a
forma de arrecadação em função dos custos apurados ou previstos.

133
MÓDULO - CONDOMÍNIO
ATRASO NO PAGAMENTO
O artigo 12, parágrafo 3º, da Lei 4.591/64, estabelece que, no caso de
atraso de pagamentos, pode-se cobrar uma multa de até 20% mais juros
de 1% ao mês e correção monetária em atrasos superiores a seis
meses. Entretanto, o Poder Judiciário tem decidido pela aplicação de
correção monetária a partir do vencimento, para débitos inferiores a seis
meses. A partir de 11 de janeiro de 2003, de acordo com o Art. 1.336, §
1.º do Novo Código Civil, o condômino que não pagar a sua contribuição
ficará sujeito aos juros moratórios convencionados ou, não sendo
previstos, os de um por cento (1%) ao mês e multa de até dois (2%) por
cento sobre o débito.
 
As penalidades aplicáveis, na ocorrência de atraso no pagamento do
valor condominial, devem estar previstas na própria convenção da
edificação. Compete aos condôminos, caso haja interesse, fixar ou
alterar o estipulado obedecendo a forma e o quórum determinado na
convenção. Os atrasos nos pagamentos prejudicam o orçamento de
todo o condomínio, acabando por vezes sendo objeto de ações judiciais.
134
MÓDULO - CONDOMÍNIO
MULTAS
Têm como objetivo punir os que não fazem uso normal das unidades e
áreas comuns dentro dos padrões pré-estabelecidos, sejam os
infratores, moradores, funcionários, visitantes, etc. A violação dos
padrões fixados sujeita o infrator ao pagamento da multa estabelecida
pela Convenção, Regulamento Interno ou Assembléia Geral, sem
prejuízo da responsabilidade civil ou criminal que no caso couber. Cabe
ao síndico efetuar o procedimento de cobrança da multa, que reverterá
para o condomínio.

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MÓDULO - CONDOMÍNIO
NORMAS DE SEGURANÇA
Existe uma série de exigências legais, principalmente municipais, no que
diz respeito às normas de higiene e segurança. Quando não cumpridas,
implicam desde punições até interdição do edifício. Por envolverem
questões de segurança, dentre outras, devem ser observadas as
exigências quanto:
 
• Condições de instalações elétricas, hidráulicas, sanitárias e de gás;
 
• Sistema de pára-raios;
 
• Limpeza caixa d'água;
 
• Acondicionamento, recolhimento e depósito de lixo;
 
• Extintores, porta corta-fogo, saídas de emergência e elevadores.
 
 
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MÓDULO - CONDOMÍNIO
SEGURO DE INCÊNDIO
O Artigo 13 da Lei 4.591/64 obriga a contratação de seguro que inclua
tanto as unidades autônomas quanto as áreas comuns. É uma despesa
ordinária. No caso de imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da
Habitação (SFH), esse seguro já vem incluso no boleto de pagamento
das prestações.

FURTO EM CONDOMÍNIO
Para os casos envolvendo furto, roubo, quebra de vidros, etc.,
o seguro é opcional. É conveniente que a atribuição de
responsabilidades esteja prevista em convenção e em
contratos por vezes firmados com empresas de prestação de
serviços ou de vigilância.
 
Geralmente, quando a chave do carro é deixada em quadro de
chaves, com o porteiro para manobras, na ocorrência de furto
ou avaria do veículo a responsabilidade é do condomínio.
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OBRIGADO PELA ATENÇÃO!

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