Você está na página 1de 107

Lubrificação e

Lubrificantes
Lubrificação
A lubrificação é uma operação que consiste em introduzir
uma substância apropriada entre superfícies sólidas que
estejam em contato entre si e que executam movimentos
relativos. Essa substância apropriada normalmente é um
óleo ou uma graxa que impede o contato direto entre as
superfícies sólidas.
Quando recobertos por um lubrificante, os pontos de
atrito das superfícies sólidas fazem com que o atrito sólido
seja substituído pelo atrito fluido, ou seja, em atrito entre
uma superfície sólida e um fluido. Nessas condições, o
desgaste entre as superfícies será bastante reduzido.
Lubrificantes
São as substâncias que, interpostas entre duas
superfícies, em deslocamento relativo, diminuem a
resistência ao movimento.
A função dos lubrificantes é evitar o contato metálico,
reduzir o atrito, e, consequentemente o desgaste,
refrigerar, etc. Os principais fatores que exercem
influência na lubrificação são: VELOCIDADE,
TEMPERATURA e PRESSÃO.
Funções dos lubrificantes
Controle do atrito Transformando o atrito sólido em atrito fluido,
evitando assim a perda de energia.
Controle do desgaste reduzindo ao mínimo o contato entre as superfícies,
origem do desgaste.
Controle da temperatura absorvendo o calor gerado pelo contato das
superfícies (motores, operações de corte etc.).
Controle da corrosão evitando que ação de ácidos destrua os metais
Transmissão de força funcionando como meio hidráulico, transmitindo
força com um mínimo de perda (sistemas hidráulicos,
por exemplo).
Amortecimento de choques transferindo energia mecânica para energia fluida
(como nos amortecedores dos automóveis) e
amortecendo o choque dos dentes de engrenagens.
Remoção de contaminantes evitando a formação de borras, lacas e vernizes.
Vedação impedindo a saída de lubrificantes e a entrada de
partículas estranhas (função das graxas), e impedindo
a entrada de outros fluidos ou gases (função dos óleos
nos cilindros de motores ou compressores).
Tipos de Lubrificantes
LÍQUIDOS - São os lubrificantes mais usados por seu poder de
penetração e principalmente porque atuam como agente
removedor de calor. Compreende os óleos minerais, óleos
sintéticos, óleos graxos e água.
PASTOSOS - São as graxas comuns e também as composições
betuminosas. Sua principal característica é promover vedação
e não escorrer.
GASOSOS - São os lubrificantes que são usados onde não se
podem usar os lubrificantes comuns. Temos como exemplo de
alguns dos mais usados: o AR, os GASES HALOGENADOS, o
NITROGÊNIO. Seu uso é restrito devido principalmente à
necessidade de vedações e altas pressões.
SÓLIDOS - São os lubrificantes que resistem às elevadas
temperaturas. Exemplo dos mais comumente usados: a
GRAFITE, o ÓXIDO DE ZINCO (ZnO2), o TALCO, a MICA,
BISSULFETO de MOLIBDÊNIO (MoS2,), etc. São usadas
também, adicionados a óleos e graxas.
Óleos
Óleos Minerais-> Os óleos minerais são obtidos do petróleo e como tal, são
formados basicamente dos elementos químicos carbono e hidrogênio, sob a
forma de hidrocarbonetos. Estes hidrocarbonetos constituintes do óleo
mineral podem ser predominantemente parafínicos, naftênicos ou mistos.
Óleos Graxos-> Os óleos graxos são óleos orgânicos, extraídos de gorduras
animais ou de óleos vegetais. Eles apresentam grande capacidade de
aderência a superfícies metálicas, comportando-se como excelente
lubrificante, mas possuem pequena resistência à oxidação.
Óleos Compostos-> Os óleos compostos consistem em óleos graxos
adicionados a óleos minerais, conferindo a estes maior oleginosidade.
Óleos Sintéticos-> Os fluidos sintéticos são lubrificantes obtidos a partir de
síntese química. Os principais fluidos sintéticos em uso atualmente são os
ésteres de ácidos dibásicos, ésteres de organofosfatos, ésteres de silicatos,
silicones e compostos de ésteres de poliglocóis.
Vantagens do óleo Sintético:
• Maior IV (Índice de Viscosidade)
• Maior resistência à oxidação
• Menor volatilidade
• Menor ponto de mínima fluidez
Produção de óleos sintéticos:
Propriedades dos óleos Lubrificantes
Densidade (D) é a relação entre a massa de dado volume
da substância considera a determinada temperatura e o
peso de igual volume de água a 4ºC. Massa específica (ρ)
é a massa da unidade de volume da substância
considerada em g/cm3 ou kg/l. Na prática, para medir a
densidade dos líquidos, usamos os densímetros ou
picnómetros, que já nos dão leituras diretas à
temperatura convencionada, que é de 20/ 4ºC. Isto
significa que o volume do produto é considerado a 20º C
em relação da água a 4º C. Outro sistema muito utilizado
é o da Densidade em graus API que pode ser convertida à
densidade normal pela seguinte tabela:
Viscosidade
A viscosidade é a mais importante propriedade física dos
óleos lubrificantes. É a medida da característica de como
o óleo flui. A mecânica de estabelecer uma película
lubrificante adequada depende, em grande parte, da
viscosidade. Para avaliar a viscosidade um óleo
numericamente, quaisquer dos vários testes padrões
podem ser usados. Embora esses testes difiram por terem
maior ou menor riqueza de detalhes eles medem o tempo
necessário em que uma determinada quantidade de óleo,
a uma temperatura estabelecida, flui, por gravidade,
através de um orifício ou estrangulamento de dimensões
especificadas. Mais espesso o óleo, maior será o tempo
necessário para a sua passagem.
O controle rigoroso da temperatura do óleo é importante. A
viscosidade de qualquer óleo de petróleo aumenta quando o
óleo é resfriado e diminuí quando o óleo é aquecido. Por
esta mesma razão, a viscosidade de um óleo deve ter sempre
o seu valor acompanhado da temperatura em que a
viscosidade foi determinada. A viscosidade, pelo seu valor
somente, não significa nada. Os dois métodos mais comuns
de testar a viscosidade de um óleo lubrificante são o Saybolt
e o Cinemático. Destes, o Saybolt (ASTM D88) é o mais
simples. Contudo, o Cinemático (ASTM D445) é
geralmente considerado mais acurado. Há também os
métodos Redwood (Inglaterra) e Engler (Alemanha), que
são largamente usados na Europa. Cada método de teste
tem o seu próprio aparelhamento - viscosímetro.
O viscosímetro Saybolt Universal é usado para óleos de
viscosidade baixas ou intermediárias. Consiste num
recipiente cilíndrico, onde a amostra de óleo é colocada
em um frasco receptor colocado abaixo dele para receber
e medir o óleo descarregado do recipiente, pelo qual o
óleo flui. Este fluxo é interrompido ou iniciado por meio
de uma válvula.
Para óleos muito viscosos, é usado o viscosímetro
Saybolt Furol.
Com óleo à temperatura do teste usualmente 40ºC (100º
F) ou 100ºC (210º F) a passagem do óleo é permitida do
recipiente para o frasco receptor. Isto é feito abrindo-se a
válvula do orifício do recipiente. O tempo, em segundos,
decorrido para o fluxo de óleo encher o frasco receptor
que tem uma marca indicando 60ml, é medido. Este
tempo é a viscosidade Saybolt.
A viscosidade Saybolt pode ser assim representada:
x - Segundos Saybolt Universal a 40°C ou SSU 40°C
y - Segundos Saybolt Universal a 100°C ou SSU a 100°C
z - Segundos Saybolt Furol a 40°C ou SSF a 40°C
w - Segundos Saybolt Furol a 100°C ou SSF a 100°C
A viscosidade Cinemática é o tempo que um determinado volume
de líquido flui, por gravidade através de um tubo capilar. Sua
unidade é o centistoke (cSt). O viscosímetro, dependendo do seu
tipo, é preenchido com o óleo a ser testado, levado a um banho para
normalizar as temperaturas do viscosímetro e do óleo (40ºC ou
100ºC). Depois de normalizada a temperatura, o óleo ainda dentro
do banho, é deixado fluir através do tubo capilar do viscosímetro até
pontos determinados. O tempo de escoamento é medido (em
segundos) e multiplicado por uma constante. Esta constante é
previamente calculada e se refere às variações dimensionais do
viscosímetro.
O resultado desta multiplicação será a viscosidade Cinemática.

Viscosidade Cinemática, cSt = CT


C = Constante do viscosímetro em cSt/S.
t = tempo de escoamento, em segundos.
Atualmente todos os lubrificantes industriais são especificados
com viscosidade Cinemática, conforme a norma ISO.
Índice de Viscosidade
Os líquidos têm uma tendência de reduzir a viscosidade
quando aquecidos e a aumentar a viscosidade quando
resfriados. Contudo, esta correspondência entre a
viscosidade e mudança da temperatura é mais pronunciada
em alguns líquidos do petróleo, as mudanças na viscosidade
podem ter profundos efeitos no desempenho de um
produto ou sobre certas aplicações desse mesmo produto. A
propriedade de resistir às mudanças de temperaturas pode
ser expressa como índice de viscosidade (IV). O índice de
viscosidade é um número abstrato, empírico. Maior IV que
tenha um óleo, menor a sua tendência a mudar de
viscosidade com a mudança de temperatura.
Índice de Viscosidade de alguns óleos
Pontos de Fulgor
O ponto de fulgor é a temperatura mínima à qual um
líquido é suficientemente vaporizado para criar uma
mistura vapor-ar que se inflamará se houver ignição.

Pontos de Inflamação
ponto de inflamação, entretanto, significa alguma coisa
mais. É a mínima temperatura em que o vapor é gerado
em quantidade suficiente para sustentar a combustão.
Em qualquer caso, a combustão é somente possível
quando a relação do vapor de combustível e de ar
permanece entre certos limites. Uma mistura que for
demasiada pobre ou demasiada rica não queimará.
Ponto de Fluidez
Se um óleo lubrificante é resfriado suficientemente, ele
atinge num dado momento, uma temperatura à qual ele
não mais fluirá, mesmo sob a influência da gravidade.

Pontos de Névoa
Quando certos óleos são resfriados, os cristais de
parafina começam a se formar antes que o ponto de
fluidez seja atingido. Esta formação cristalina dá ao óleo
uma aparência turva, ou melhor, nebulosa e a
temperatura em que essa névoa começa a se formar é
conhecida como ponto de névoa
Outras propriedades avaliadas
Formação de cinzas-> Resíduos da queima.
Corrosão em lâmina de cobre-> Determinar à proteção
que o óleo oferece as superfícies metálicas.
Formação de Espuma-> Os óleos lubrificantes, quando
agitados em presença do ar tendem a formar espuma.
Insolúveis-> Determinar a quantidade de sedimentos
existentes nos lubrificantes que não se dissolvem em
determinados tipos de solventes.
Acidez e Alcalinidade-> Um óleo mineral puro, de boa
qualidade, é praticamente neutro (pH = 7).
Graxas
A definição de graxa segundo a American Society for
Testing and Material (ASTM) é a seguinte: "Produto da
dispersão de um agente espessante em um lubrificante
líquido, com uma consistência entre sólida e semifluida,
podendo conter outros ingredientes destinados a
conferir-lhe propriedades especiais".
A típica graxa industrial é a combinação de um óleo
mineral com sabão metálico e aditivo. A função do sabão
é reter em suas fibras o óleo que exercerá a ação
lubrificante. O sabão se mantém coeso pela atração
entre suas fibras o que empresta a graxa sua
característica mais importante que é a consistência
(resistência à penetração).
Vantagens da Lubrificação a Graxa
 A aplicação de lubrificante é menos frequente com graxa do que com óleo, e, consequentemente,
o custo final e a mão de obra são reduzidos. Essa aplicação pouco frequente é particularmente
vantajosa em lugares de difícil acesso, tais como motores selados, mancais selados e outros
sistemas;
 Agem com selo contra entrada de matérias estranhas. Da mesma maneira agem como selo contra
vazamento de líquidos manipulados através de válvulas;
 O problema de gotejar ou salpicar é quase eliminado quando as máquinas são lubrificadas com
graxa. Os sistemas de selagem para graxas são simples e de baixo custo, comparados aos
requeridos para óleos;
 A graxa lubrificante mantém alguma lubrificação, mesmo quando o equipamento não foi
lubrificado por um longo período. Exemplificamos com rolamentos, que são lubrificados na sua
origem com graxas especiais, e que duram praticamente toda a vida na máquina em que operam;
 Se for usada uma graxa adequada, sua aderência às superfícies é maior que a dos óleos; portanto,
o seu uso previne o enferrujamento das peças paradas por longo tempo, o que não aconteceria se
óleo estivesse sendo usado;
 Graxas apropriadas resolvem problemas de lubrificação sem corrosão, mesmo em presença de
água;
 Graxas têm a vantagem de minimizar o atrito inicial nos mancais planos e radiais;
 Em certos casos, as graxas reduzem ruídos e vibrações, agindo como amortecedores; por exemplo,
em engrenagens;
 Graxas são preferíveis em condições extremas de operação, tais como altas temperaturas,
extremas pressões, baixas velocidades, choques de cargas, etc;
 Em partes de máquinas já com muito uso (folga), a graxa é praticamente o único meio de
lubrificação.
Desvantagens de Lubrificação a Graxa
O óleo atua melhor em altas rotações. A graxa pode
ocasionar elevado atrito fluido e aumento de
temperatura.
As graxas não são tão resistentes à oxidação quanto os
óleos de alta qualidade.
A graxa não dissipa bem o calor. Quando o lubrificante
tiver de agir como refrigerante, o indicado é usar óleo.
Consistência
A principal característica da graxa é sua consistência. Consistência é a resistência da graxa à
penetração. Quanto mais fácil ser penetrada ela é menos consistente. Quanto mais difícil
sua penetração, a graxa é considerada mais consistente. As graxas são classificadas por sua
consistência. Para sua determinação usamos o seguinte método:
a) Penetração “Trabalhada" e "Não Trabalhada" (ASTM D217-52T)
b) A consistência da graxa é determinada empiricamente, medindo-se a distância que um
cone de dimensões e peso padronizados, geralmente de latão ou aço, penetra na graxa
ensaiada sob determinadas condições.
c) A penetração do cone é expressa em décimos de milímetros e o tempo é de 5 segundos
numa temperatura padronizada em 25°C.
d) No caso de graxas muito duras, que não permitem fazer leituras usando-se o cone, lança-
se mão de agulhas padronizadas e, no caso de graxas muito moles, substitui-se o cone de aço
ou de latão, por um de alumínio ou material plástico. A penetração é determinada a 25°C e a
leitura é feita após o cone permanecer em contato com a graxa durante 5 segundos.
e) Na penetração não trabalhada a graxa é retirada do recipiente onde se encontra e
submetida, tal como se apresenta ao teste de consistência devendo sua temperatura ser
previamente ajustada a 25°C.
f ) Na penetração trabalhada, a graxa é sujeita a um trabalho determinado em um aparelho
denominado "batedor de Graxa", que possui uma placa perfurada que penetra na graxa 60
vezes, podendo avaliar a alteração da consistência do produto quando em serviço. A graxa
trabalhada é menos consistente que a não trabalhada.
Baseado nos valores de penetração trabalhada, o "National Lubricating Greaseln stitute"
(N.L.G.I.), estabeleceu uma classificação das graxas que é aceita mundialmente.
As graxas de consistência NLGI 2 e 3 são as mais
empregadas. São usadas em mancais de rolamento,
operando em velocidades médias ou elevadas.
Penetração na graxa
Ponto de Gota
Denomina-se ponto de Gota de uma graxa lubrificante a
temperatura em que ocorre a separação do fluido do
espessante através de gotejamento.
Na prática, não se deve usar uma graxa em um serviço
cuja temperatura normal de trabalho esteja muito
próxima do seu ponto de gota. Quando possível como
regra geral à graxa deve ter no mínimo um ponto de gota
100°C acima das temperaturas alcançadas durante o
serviço.
Ponto de gota de algumas graxas
Tipos de Graxas
Graxas à base de sabão de cálcio:
As graxas preparadas a partir deste sabão apresentam as
seguintes características: aspecto brilhante ou lustroso,
consistência macia como a manteiga e resistente ao
efeito de lavagem pela água. As graxas deste tipo
trabalham satisfatoriamente até temperaturas de 77°C
(170°F), e são indicadas para casos em que não fiquem
sujeitas as intensas agitações e são especialmente
recomendáveis para a lubrificação de mancais de
deslizamento, bombas de água, chassis, etc;
Graxas à base de sabão de sódio:
Geralmente estas graxas distinguem-se pela sua
estrutura fibrosa, embora algumas apresentem uma
consistência mais macia. Podem suportar temperaturas
mais elevadas, bem como maior agitação, sem que se
deteriorem ou os seus elementos se separem, e oferecem
uma resistência excepcional à oxidação em serviços
prolongados. Resistem pouco à ação da lavagem pela
água e suportam temperaturas de até 121°C. Estas
propriedades as tornam indicadas para rolamentos em
geral, muito embora possam também ser utilizadas em
mancais de deslizamento, em ambientes que não sejam
muito úmidas;
Graxas à base de sabão de lítio:
Pelas suas excepcionais características, as graxas à base de
sabão de lítio são de múltiplas aplicações (MULTI-
PURPOSE) na lubrificação de equipamentos, tanto no
campo industrial como no automotivo. Possuem estrutura
macia, grande estabilidade físico-química e forte
resistência aos efeitos da água. Suas propriedades
permitem uma aplicação em ampla faixa de temperatura,
pois são facilmente bombeadas em temperaturas tão
baixas como 2°C e em contrapartida oferecem notável
desempenho até temperaturas de 150°C. Quando
formuladas com aditivos especiais, as graxas à base de
sabão de lítio adquirem características de extrema pressão;
Graxas à base de sabão de alumínio:
Apresentam uma textura macia e são resistentes a ação
da água. À temperatura acima de 77°C sua estrutura
torna-se gomosa e a graxa é expulsa do metal, cessando
sua ação lubrificante. Possui excelente adesividade e boa
resistência a oxidação. São similares as graxas de sabão
de cálcio, porém, são geralmente de cor mais clara.
Usadas em mancais de rolamento, chassis e outras
aplicações onde se faz valer sua adesividade e resistência
à ação da força centrifuga.
Graxas de sabões mistos:
Neste tipo de graxa, são misturados dois tipos de sabões,
conferindo ao lubrificante as vantagens de cada uma dos
sabões constituintes da mistura. As graxas de sabões mistos
são as soluções entre qualidade e custo, quando
comparadas com graxas que tem sabão de um só metal. Por
exemplo, uma graxa espessada com uma mistura de sabões
de cálcio e sódio combinaria a resistência à ação da água da
graxa de cálcio e a resistência a altas temperaturas, própria
do sabão de sódio. Sem dúvida, as características das graxas
mistas não são tão boas quanto as características das graxas
de um só sabão. Ainda no exemplo acima, a graxa de sabões
mistos seria útil em casos que estivesse exposta a níveis
moderados de água e calor;
Graxas de sabão complexo:
Algumas graxas são engrossadas com um complexo
composto de sabão convencional mais um sal de um
ácido, de peso molecular baixo ou médio. Sabão e sais se
combinam, formando fibras que proporcionam um
sistema espessador que dá lugar a características pouco
usuais. Uma graxa de complexo de lítio tem ponto de
gota muito mais alto do que uma graxa de sabão de lítio,
288°C além de uma excelente estabilidade mecânica e
térmica.
Exemplos de Graxas Automotivas e Industriais
a) Graxa de sabão de lítio:
Ponto de Gota: 188°C; Penetração trabalhada: 285/ 315 décimos de milímetro; NLGI - 2;
Aplicação: cubos de rodas e chassis;
b) Graxa complexa de lítio:
Ponto de gota: 260°C; Penetração trabalhada: 284 décimos de milímetro; NLGI 2; Aplicação:
múltiplas na indústria e na área automotiva;
c) Graxa mista de sódio e cálcio:
Ponto de gota: 179°C; Penetração trabalhada: 284 décimos e milímetro; NLGI 2; Aplicação:
mancais de rolamento;
d) Graxa de sabão de sódio:
Ponto de gota: 165°C; Penetração trabalhada: 384 décimos de milímetro; NLGI O; Aplicação:
mancais planos e de rolamento;
e) Graxa de sabão de cálcio:
Ponto de gota: 82°C; Penetração trabalhada: 265/ 295 décimos e milímetro; NLGI 2; Aplicação:
juntas universais e roletes de tratores de esteira;
f) Graxa sintética de argila:
Ponto de gota: 260°C; Penetração trabalhada: 265/ 295 décimos de milímetro; NLGI 2;
Aplicação: em ambientes com temperatura entre -40°C e 175°C;
As especificações acima se referem a determinados produtos de certos fabricantes e devem ser
consideradas somente para efeito comparativo.
Aditivos
Antioxidantes
Os Antioxidantes são utilizados com a finalidade de evitar, diminuir
ou modificar a reação dos hidrocarbonetos contidos no óleo
lubrificante em presença do oxigênio.
Antiespumante
Impedem com grande eficiência a formação de espuma, mesmo
quando causada por vigorosa agitação e aeração nos equipamentos de
alta velocidade.
Detergente
Aditivo usado em todos os produtos industriais onde seja necessário
manter em suspensão partículas sólidas. A detergência não significa
propriamente uma enérgica ação de limpeza, mas, principalmente, a
função de conservar as máquinas e motores internamente limpos,
reduzindo a tendência de formação de depósitos.
Dispersante
Este aditivo mantém em suspensão, finalmente divididas, todas as
impurezas formadas no interior do sistema ou que nele penetrem e
potencialmente possam formar depósitos, até serem eliminados por
ocasião da troca.
Antiferrugem
Os inibidores de ferrugem são compostos possuindo forte atração
polar pelos metais, ou melhor, pelas superfícies metálicas. Por
interação física ou química na superfície do metal, forma-se uma
película contínua muito tenaz, que não permite o contato ou
penetração da água ou umidade.
Anticorrosivos
São compostos químicos alcalinos, geralmente de função múltipla,
cujo emprego visa neutralizar os produtos ácidos derivados da
combustão em motores. Empregados também em sistemas
hidráulicos compressores e mancais em geral.
Antidesgaste
Podemos considerar dois tipos de aditivos antidesgaste:
a) Aditivo antidesgaste propriamente dito, que tem a função de
formar película de lubrificante mais resistente ao rompimento. O
uso deste aditivo permite duplicar ou mesmo triplicar as cargas que
poderiam ser normalmente suportadas pelo lubrificante mineral
(sem aditivos); São usados em praticamente todos os óleos
industriais e na totalidade dos óleos automotivos.
b) Aditivo de extrema pressão (EP) Os aditivos EP são empregados
em óleos e graxas que trabalham em condições severas. A principal
função de um lubrificante é de separar as superfícies em movimento,
reduzindo a fricção, o desgaste e a geração de calor. Quando as
condições de trabalho do lubrificante são muito severas - altas
cargas, mudanças frequentes de sentido de rotação, choques - a
película tende a se romper e nos locais onde ocorre o atrito, há um
aumento de temperatura.
Aumentador de Índice de Viscosidade
Incorporado ao óleo lubrificante, este aditivo melhora seu
Índice de Viscosidade, ou seja, não permite que ocorram
grandes variações na viscosidade do óleo quando este é
submetido a variações de temperaturas. Resumindo, o resultado
final é um óleo com menos variações de viscosidade com a
temperatura.
Abaixador do Ponto de Fluidez
À medida que a temperatura de um óleo diminui, sua
viscosidade vai aumentando. Ao atingir determinada
temperatura, o óleo não mais fluirá. Ao se usar o aditivo
abaixador do ponto de fluidez, modifica a forma de cristalização
de parafina, permitindo que o lubrificante possa se usado a
temperaturas bem mais baixas, sem prejuízo na sua
viscosidade.
Resumo dos aditivos
Classificação de Lubrificantes
Classificação SAE
A Sociedade dos Engenheiros Automotivos (SAE)
classifica os óleos para motor e transmissão quanto o
grau de viscosidade. Não leva em consideração
aditivação, tipo de serviço, qualidade do combustível,
etc. A viscosidade é feita a 100°C e a diversas baixas
temperaturas, dependendo do grau de viscosidade. A
viscosidade a alta temperatura está relacionada com as
características de consumo e de desgaste de um óleo; a
viscosidade a baixas temperaturas prevê o
comportamento em condições de partida a frio e a
lubrificação a baixas temperaturas.
Os óleos com altos índices de viscosidade, são
geralmente menos sensíveis às variações de temperatura
e por isso, estão em melhores condições para
desempenhar-se de forma eficiente a altas e também a
baixas temperaturas. Os óleos W são para uso a baixas
temperaturas e quanto menor grau SAE, a menores
temperaturas podem ser usados. Para determinação de
viscosidade a baixa temperatura se usa um simulador
denominado "Simulador de Partidas a Frio". Os
resultados da viscosidade são dados em centipoise ou
Poise.
Óleos Multiviscosos
A viscosidade de um óleo muda com a temperatura. A baixa
temperatura o óleo é espesso, sua viscosidade é alta. À medida que a
temperatura aumenta, a viscosidade diminui. Um óleo que flui
lentamente dificulta a partida do motor a temperaturas mais baixas e
pode não ser bombeado adequadamente para manter a pressão de
óleo satisfatória. Por outro lado, os óleos de viscosidade
demasiadamente baixa podem causar uma lubrificação inadequada
(causando desgaste) e um elevado consumo de lubrificante. As
mudanças que se produzem na viscosidade do óleo, com temperaturas
variando, não são as mesmas para todos os lubrificantes. O índice de
viscosidade, como já foi visto, indica o quanto varia a viscosidade em
função das variações de temperatura. Quanto maior o IV, menor a
variação da viscosidade. A adição do aumentador de IV melhorará o
IV. Os óleos multiviscosos ou multigrades, por possuírem aditivo
aumentador de índice de viscosidade sofrem pequenas variações de
viscosidade quando ocorre queda ou aumento de temperatura.
Independente da temperatura do motor, clima ou estação
do ano, o mesmo óleo pode ser usado. No exemplo acima, a
baixas temperaturas o óleo age como um SAE 15W e a altas
temperaturas como um SAE 40.
Peguemos o óleo 5W-30 como exemplo: o 5W representa a
viscosidade que esse produto apresenta quando o motor
está em temperatura ambiente, ou seja, mais fria que
durante o funcionamento. Nessa situação, ele se comporta
como um óleo muito fluido, o que é excelente para partidas.
Esse mesmo óleo funciona como uma viscosidade de 30 –
mais viscoso – no momento em que o motor está quente.
Isso é ótimo porque um óleo muito fluido queimaria muito
rápido devido à temperatura e não conseguiria lubrificar as
peças plenamente.
Faixa de trabalho dos óleos
Classificação ISO
A ISO - Organização Internacional de Normalização -
tem como função criar uma única norma técnica de
validade internacional. A classificação ISO, para
lubrificantes industriais é adotada por todas as
companhias de petróleo. O sistema ISO é baseado na
viscosidade cinemática (centistokes) a 40°C. Os
números que indicam cada grau de viscosidade ISO
representam o ponto médio de uma faixa de viscosidade
compreendida entre 10% acima ou abaixo desses valores.
Dessa forma, um lubrificante designado, por exemplo,
pelo grau ISO 100, tem viscosidade cinemática, a 40°C,
compreendida entre 90 cSt e 110 cSt.
Observações:
a) O sistema ISO se aplica apenas aos lubrificantes
industriais em que a viscosidade seja um fator primário
de seleção, estando excluídos, portanto, os óleos
protetivos, óleos de tratamento térmico, óleos de
transformador, óleos de corte, etc;

b) Os óleos automotivos continuam sendo designados


pelo grau SAE. O termo VG significa grau de viscosidade
(viscosity grade).
Aplicação
A escolha da Viscosidade do óleo
Classificação de AGMA
A Instituição "American Gears Manufacturers Association"
(AGMA) tem as seguintes classificações:

AGMA PARA LUBRIFICANTES DE ENGRENAGENS


FECHADAS.
A faixa de viscosidade que identifica o número AGMA está
baseada na ASTM D2422. Todos os óleos EP (com aditivação
de extrema-pressão) devem possuir um IV mínimo de 60.
Os óleos sem EP, de 1 a 6, devem possuir um IV mínimo de 30
(se a temperatura de operação for maior do que 44°C, IV
mínimo de 60). Os 7, 8 e 8A Compounds têm de 3 a 10% de
gordura natural ou sintética e devem possuir IV mínimo de 90.
AGMA PARA LUBRIFICANTES DE ENGRENAGENS
ABERTAS
A faixa de viscosidades que identifica o número AGMA
está baseada na ASTM D2422. O sufixo R identifica os
lubrificantes com diluente volátil, não inflamável. As
faixas de viscosidades correspondentes são referentes aos
produtos sem o solvente.
Comparativo
Métodos de aplicação dos lubrificantes
A escolha do método de aplicação dos lubrificantes depende
dos seguintes fatores:
Tipo de lubrificante a ser empregado (graxa ou óleo);
Viscosidade do lubrificante;
Quantidade do lubrificante;
Custo do dispositivo de lubrificação

Quanto ao sistema de lubrificação, esta pode ser:


Por gravidade;
Por capilaridade;
Por salpico;
Por imersão;
Por sistema forçado;
Métodos de lubrificação com óleo
Lubrificação por Gravidade
Lubrificação Manual
A lubrificação manual é feita por meio de almotolias e
não é muito eficiente, pois, não produz uma camada
homogênea de lubrificante.
Copo com Agulha ou Vareta
Esse dispositivo possui uma agulha que passa por um
orifício e cuja ponta repousa sobre o eixo. Quando o eixo
gira, imprime um movimento alternativo à agulha,
liberando o fluxo de lubrificante, que continua fluindo
enquanto dura o movimento do eixo.
Copo Conta Gotas
Esse é o tipo de copo mais comumente usado na
lubrificação industrial, sua vantagem esta na
possibilidade de regular a quantidade de óleo aplicado
sobre o mancal.
Sistema de Circulação
Consiste em uma bomba mecânica colocada no
reservatório inferior da máquina que bombeia o óleo
para um outro depósito acima do equipamento,
atingindo assim os pontos de lubrificação.
Métodos de Lubrificação por Capilaridade
Copo com Mecha
Nesse dispositivo, o lubrificante flui através de um pavio
que fica encharcado de óleo. A vazão depende da
viscosidade do óleo, da temperatura e do tamanho e
traçado do pavio.
Por Estopa ou Almofada
Por esse método, coloca-se uma quantidade de estopa
(ou uma almofada feita de tecido absorvente) embebida
em óleo em contato com a parte inferior do eixo. Por
ação capilar, o óleo de embebimento escoa pela estopa
(ou pela almofada) em direção ao mancal.
Método de Lubrificação por Salpico
Por Anel ou Corrente
Nesse método de lubrificação, o lubrificante fica em um
reservatório abaixo do mancal. Um anel, cuja parte
inferior permanece mergulhada no óleo, passa em torno
do eixo. Quando o eixo se movimenta, o anel acompanha
esse movimento e o lubrificante é levado ao eixo e ao
ponto de contato entre ambos. Se uma maior quantidade
de lubrificante é necessária, utiliza-se uma corrente em
lugar do anel. O mesmo acontecerá se o óleo utilizado
for mais viscoso.
Por Colar
O método é semelhante a lubrificação por anel, porém, o
anel é substituído por um colar. O óleo transportado
pelo colar vai até o mancal por meio de ranhuras.
Emprega-se esse método em eixos de maior velocidade
ou quando se usa óleo mais viscoso.
Por Borrifo (esquicho)
O óleo é borrifado devido aos movimentos das peças do
conjunto mecânico, como um sistema de lubrificação
por esguicho, no qual os dentes da engrenagem pegam o
óleo e o espalham em torno da câmara do redutor
Método de Lubrificação por Imersão
Por Banho de Óleo
Nesse método, as peças a serem lubrificadas mergulham
total ou parcialmente num recipiente de óleo. O excesso
de lubrificante é distribuído por meio de ranhuras a
outras peças. O nível do óleo deve ser constantemente
controlado porque, além de lubrificar, ele tem a função
de resfriar a peça. Esse tipo de lubrificação é empregado
em mancais de rolamentos de eixos horizontais e em
caixas de engrenagens.
Método de Lubrificação por Sistema Forçado
Lubrificação por Perda
É um sistema que utiliza uma bomba que retira óleo de
um reservatório e força-o por entre as superfícies
metálicas a serem lubrificadas. Esse método é
empregado na lubrificação guias e mancais.
Método de Lubrificação por Névoa de Óleo
Consiste na pulverização do óleo — em geral por meio de sistemas
tipo Venturi — para distribuição, através de tubulações, às partes a
serem lubrificadas. Este processo foi, originariamente,
desenvolvido para resolver os problemas de lubrificação dos
rolamentos de esferas, nas árvores de retificadoras, que giram a
altas velocidades em ambientes onde existem aparas metálicas,
poeira, etc. A lubrificação por névoa dá excelentes resultados nos
casos em que quantidades muito pequenas de óleo são requeridas,
pois torna-se relativamente simples a dosagem adequada do
lubrificante, em função das necessidades das peças a lubrificar.
Outras vantagens importantes desse método, decorrentes da
passagem do fluxo de ar comprimido impregnado de óleo pelas
partes lubrificadas, são: a vedação, devido a impossibilidade de
aparas metálicas e outras impurezas penetrarem nos rolamentos
em sentido contrário ao do ar, e ainda, a eficiente eliminação do
calor gerado.
Por Circulação
Neste sistema o óleo é bombeado de um depósito para as
partes a serem lubrificadas. Após a passagem pelas
peças, o óleo volta para o reservatório.
Métodos de lubrificação a graxa
Manual com Pincel ou Espátula
É um método através do qual se aplica uma película de
graxa sobre a peça a ser lubrificada.

Manual com Pistola/Bomba


Nesse método a graxa é introduzida por intermédio do
pino graxeiro de uma bomba manual.
Copo “Stauffer”
Nesse método os copos são enchidos com graxa e, ao se
girar a tampa a graxa é impelida pelo orifício, localizada
na parte inferior do copo. Ao se encher o copo, deve-se
evitar a formação de bolhas de ar. O copo deverá ser
recarregado de graxa quando a tampa rosqueada atingir
o fim do curso da rosca.
Por Enchimento
Esse método de lubrificação é usado em mancais de
rolamento. A graxa é aplicada manualmente até a
metade da capacidade do depósito, dependendo da
orientação do fabricante do rolamento.
Sistema automático de Lubrificação à Graxa
Lubrificação de rolamentos
À graxa: Ao lubrificar os rolamentos, a graxa deve ser
distribuída uniformemente no espaço livre entre os corpos
rolantes e os anéis do rolamento. Os rolamentos devem ser
girados manualmente, até que todas as superfícies
internas estejam cobertas.
Quantidade de graxa:
G=0,005.D.B D-Diâmetro externo B-Largura do rolamento.

À óleos: O nível de óleo dentro da caixa de rolamentos


deve ser mantido baixo, não excedendo o centro do corpo
rolante situado mais baixo. Também muito útil, em
determinados casos, é o uso de lubrificação por neblina.
Recebimento e Manuseio de Lubrificantes
Um controle no recebimento é de fundamental
importância para o bom desempenho dos lubrificantes
em uma indústria. Para que ele seja feito de maneira
eficiente, certas regras deverão ser sempre seguidas:
a) designar uma única pessoa responsável por essa
tarefa, que deverá ter conhecimento das necessidades de
lubrificação da fábrica;
b) verificar se o produto que está sendo entregue está de
acordo com o pedido feito e a nota fiscal;
c) verificar se os lacres dos tambores e baldes não foram
violados;
d) verificar as condições da embalagem quanto a sua
estrutura e identificação do produto.
A mercadoria, ao ser recebida, deve ser retirada do
veículo transportador por meio de equipamentos
adequados, tais como empilhadeiras, guinchos, talhas,
etc...Plataformas de descarga ao mesmo nível dos
veículos de transporte facilitam o manuseio dos volumes
e diminuem o risco de avarias. Neste caso, o uso de
carrinho ou empilhadeira reduz o tempo de descarga e
oferece maior segurança.
Descarregamento
Movimentação e levantamento
Estocagem
Fatores que Afetam os Produtos Estocados
Contaminação pela Água
Contaminação por Impurezas
Contaminação com Outros Tipos de Lubrificantes;
Deterioração Devido a Extremos de Temperaturas;
Deterioração Devido a Armazenagem Prolongada;
Retirada do óleo
Os Recursos da Distribuição de Lubrificantes
Equipamentos para Distribuir Óleo
a) almotolia de diafragma;
b) almotolia tipo bomba adaptável;
c) bomba de transferência de óleo, manual, com
recipiente de 50 L e carrinho para locomoção;
d) bomba de transferência de óleo, manual adaptável a
tambores de 200 litros;
e) bomba manual de transferência de óleo com
capacidade para 20 litros;
f) carrinho para transferência de óleo equipado com
bomba elétrica.
Equipamentos para Distribuir Graxa
a) pistola manual.
b) pistola de pressão com alavanca lateral.
c) pistola de pressão com acionamento pneumático.
d) bomba manual adaptável em baldes de graxa de 20Kg.
e) engraxadeira pneumática portátil, com reservatório de
30 Kg e carrinho para locomoção.
f) Propulsora pneumática de graxa adaptável em
tambores de 170 Kg, com 4 saídas para lubrificação.
Descarte de Óleos Usados
Para as empresas que utilizam grande quantidade de óleos
lubrificantes, a recuperação de determinados tipos de óleos
para reutilização no mesmo ou outros fins constitui-se uma
grande forma de economia. Através dos métodos de
decantação, centrifugação e filtração é possível recuperar ou
aumentar a vida útil dos lubrificantes industriais. Entretanto,
sempre haverá uma parte que não poderá ser reaproveitada e
que precisará ser descartada. Através de orientação estipulada
pela A.N.P. - Agência Nacional do Petróleo é obrigatório
captarem-se todas as sobras e envasá-las convenientemente em
tanques ou embalagens limpas, para posterior revenda às
empresas especializadas em recuperação e refinação de óleos
lubrificantes, que posteriormente os revenderão para outros
fins.
Ferrografia – Controlando o Desgaste de Máquinas
Resumo:
A Ferrografia é uma técnica de monitoramento e diagnose de
condições de máquinas. A partir da quantificação e análise da
morfologia das partículas de desgaste (limalhas), encontradas
em amostras de lubrificantes, determinam-se: tipos de
desgaste, contaminantes, desempenho do lubrificante etc.
Com estes dados torna-se possível à tomada de decisão quanto
ao tipo e urgência de intervenção de manutenção necessária. A
Ferrografia é classificada como uma técnica de Manutenção
Preditiva, embora possua inúmeras outras aplicações, tais
como desenvolvimento de materiais e lubrificantes. O trabalho
apresenta os conceitos básicos da Ferrografia bem, como casos
históricos reais de solução de problemas.
Princípios
Os princípios básicos são:
a) Toda máquina se desgasta;
b) O desgaste gera partículas;
c) O tamanho e a quantidade das partículas indicam a
severidade do desgaste;
d) A morfologia e o acabamento superficial das
partículas indicam o tipo de desgaste.
Fluidos de Corte
“Fluidos de corte são aqueles líquidos e gases aplicados
na ferramenta e no material que está sendo usinado, a
fim de facilitar a operação de corte.” Fonte: Mark´s
Standard Handbook for Mechanical Engineers, 8th
Edition.
Também são chamados de lubrificantes, ou
refrigerantes, em virtude das suas principais funções na
usinagem.
Funções dos Fluidos de Corte:
Lubrificar a baixas velocidades de corte;
Refrigerar a altas velocidades de corte;
Remoção do cavaco da zona de corte;
Proteção da máquina-ferramenta e da peça contra oxidação.

Eles são utilizados quando as condições de trabalho são desfavoráveis,


em prol de alcançar os seguintes benefícios:

Redução da força e potência necessárias ao corte;


Redução do consumo de Energia;
Diminuição da temperatura da peça e da ferramenta em trabalho;
Desobstrução da região de corte;
Aumento da vida da ferramenta;
Eliminação do gume postiço;
Melhor acabamento da superfície usinada.
Classificação dos fluidos de corte
Os meios lubri-refrigerantes são classificados em 4
grupos, de acordo com as substâncias (ou misturas) que
os compõem:

Meios lubri-refrigerantes miscíveis com a água (Ex.:


soluções aquosas e emulsões)
Meios lubri-refrigerantes não miscíveis com a água
(óleos integrais) (Ex.: óleos graxos e óleos minerais)
Gases e névoas
Sólidos (Ex.: bissulfeto de molibidênio (MoS2))
Meios lubri-refrigerantes miscíveis com a água:
Emulsões-> Os fluidos emulsionáveis são compostos
básicos de óleos minerais ou semissintéticos
adicionados à água, mais agentes emulsificantes que
garantem a uniformidade da mistura.

 Soluções aquosas-> São compostos monofásicos de


óleos que se dissolvem completamente na água. São
comumente chamados de fluidos sintéticos,
caracterizam-se por ser isentas de óleo mineral.
Consistem de sais orgânicos e inorgânicos e aditivos.
Os mais comuns oferecem boa proteção anticorrosiva e
refrigerante.
Meios lubri-refrigerantes não miscíveis com a água:
Óleos graxos-> óleos de origem animal e vegetal, sua
utilização se tornou inviável a alto custo e à rápida
deterioração, porem são empregados nos óleos
minerais, com o objetivo de melhorar propriedades
lubrificantes.
Óleos minerais-> Geralmente utilizados os óleos
parafínicos pois possuem menor custo. Além de
possuírem elevada resistência a oxidação e mantem
sua viscosidade constante em ampla faixa de
temperatura.
Gases e névoas:
O ar é o mais comum fluido gasoso utilizado, estando presente até
mesmo na usinagem a seco. O ar comprimido é utilizado para melhorar a
retirada de calor e expulsão do cavaco da zona de corte. Os fluidos
gasosos, com sua menor viscosidade, são mais eficientes na capacidade
de penetrar até a zona ativa da ferramenta. Outros gases como argônio,
hélio, nitrogênio e dióxido de carbono também são utilizados para a
refrigeração e proteção contra oxidação, embora apenas em casos
específicos, devido aos custos envolvidos.

Névoas e gases são usadas em operações de mecânica de precisão,


usinagem de alta velocidade e em QMFC (quantidade mínima de fluido
de corte).

O termo QMFC é empregado para sistemas de névoa onde o consumo na


operação permanece abaixo de 50 ml/h de fluido de corte. Nesse tipo de
aplicação o fluido é disperso na forma de spray sobre a região que se
deseja refrigerar ou lubrificar.
Vantagens:
Menor consumo de óleo, reduzindo os custos e os impacos ao meio-
ambiente;
Melhor visibilidade para o operador;
Melhora da vida da ferramenta.
Desvantagens:
Capacidade de lubrificação e refrigeração limitadas;
É necessário um sistema de exaustão.
Sólidos ( MoS2 ):
A pasta de Bissulfeto de Molibdênio (MoS2) pode ser
aplicada na superfície de saída da ferramenta com um
pincel. Pelas suas características lubrificantes em
condições de extrema pressão, tem dado excelentes
resultados.
Aditivos:
Antiespumantes;
Anticorrosivos;
Detergentes;
Emulsificantes;
Surfactantes;
Biocidas;
Extrema pressão.
Seleção do Fluido de Corte:
São muitos os fatores que influenciam na escolha de um
fluido de corte. Segue uma listagem de alguns fatores
importantes e, respectivamente, algumas orientações
básicas para a escolha de fluido para cada um deles:

Processo de Usinagem;
Máquina-Ferramenta utilizada;
Produção (diversidade de produtos e matérias);
Análise Econômica;
Operadores e Meio Ambiente;
Recomendações dos Fabricantes;
Como regra geral:
usinabilidade baixa > baixa vc > Lubrificação > Fluidos integrais.
usinabilidade alta > alta vc > Refrigeração > Soluções ou Emulsções.

Material da Peça
Magnésio:
Nunca usar fluido à base de água > risco de ignição.
Ferro Fundido:
Cinzento e o Maleável > geralmente usinagem a seco.
Esferoidal > Emulsão.
Alumínio:
Geralmente a seco ou com refrigeração para controlar dilatação térmica.
Al + Zn > não usar soluções > risco de incêndio.
Aço: usinabilidade muito variada > adimite todos os tipos de fluido de
corte
Métodos de aplicação:
Manual por meio de almotolia;

Manual por meio de pincel;

Jorro de fluido a baixa pressão;

Pulverização (névoa);

Sistema de alta pressão

Você também pode gostar