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ELETRÔNICA DIGITAL III

IFSP – Campus Cubatão


Professor: Marcos Marinovic Doro

1
Sistemas Analógicos e Digitais
 Sistema Analógico: aceitam e respondem a uma voltagem que
variam continuamente em uma determinada faixa
 Sistema Digital: existem somente dois estados de tensão presente,
são eles: 0 (Nível Baixo) ou 1 (Nível Alto).

Analógico Digital

Resistores Microprocessadores
Transistores Portas Lógicas
Indutores

Capacitores
Memórias

2
Sistemas Analógicos e Digitais
 Sistema Analógico: manipulam quantidade física que podem variar
ao longo de uma faixa contínua de valores
 Sistema Digital: manipulam informação lógica ou quantidade física
que podem variam de maneira discreta (passo a passo/degraus).

Analógico Digital

Níveis

3
Sistemas Analógicos e Digitais
 Valores analógicos não podem ser diretamente processados por
sistemas digitais.
 Precisam ser convertidos para uma cadeia de bits.
 Esta conversão é conhecida como Conversão Analógica-Digital.
Sistemas Analógicos e Digitais

Sinal Analógico Sinal Amostral (Degrais)

5V
4V
3V
2V
1V
0V

1 0 1

Digital
Sinal Digital
1 0 0

0 1 1

0 1 0

Sinal
0 0 1

0 0 0

5
Sistemas Analógicos e Digitais
Diversas grandezas físicas com as quais lidamos,
são grandezas analógicas por natureza.

 Pressão
 Temperatura
 Velocidade
 Nível de um líquido
 Vazão
 ...

6
Exemplo de aplicação de conversores A/D
e D/A na Automação Industrial
Transmissor de Temperatura (4 a 20 mA + HART)
Transmissor de temperatura
Sinal de Saída 4-20 mAdc a dois fios (Protocolo HART).
Alimentação 12-45 Vdc
Uma única unidade aceita sinais de:
o Termopares, RTD's e RTD's Diferenciais
Entrada
o Sinais de mV de pirômetros de radiação, células de carga, etc
o Sinais Ohm de indicadores de posição, etc
Exatidão ±0.02 % exatidão básica
Configuração Via comunicação HART(PC ou programador de mão) ou via ajuste local.
Calibração Com referência e sem referência.
Bloco de Controle Sim, com PID incorporado.
Bloco Gerador de
Sim, ideal para processos em batelada.
Setpoint
Indicador de cristal líquido de 4½-dígitos numéricos e 5 caracteres
Indicador
alfanuméricos.
Limites de
Ambiente: -40 a 85 ºC
Temperatura
Conversor D/A (Digital-Analógico)
 Utilizado para converter uma variação digital em
analógica.
 A partir da informação digitalizada (Entrada Digital) se faz
a conversão para a Saída Analógica.
 A Saída Analógica têm-se estas mesmas informações
em níveis tensão correspondentes ao valor binário
injetado na entrada

Exemplo: Conversor D/A de 4 bits com resolução de 1V


A 0
Entrada B 1 Saída
Digital 0 Conversor D/A VS 5 V Analógica
C
D 1

9
Conversor A/D (Analógico-Digital)
 Utilizado para converter um nível de tensão (ou
corrente) em um valor digital correspondente .

Exemplo: Conversor A/D de 4 bits com resolução de 1V

A0
Entrada 7V B1 Saída
Analógica ES Conversor A/D Digital
C1
D1

10
Conversor D/A com rede resistiva ponderada
 É o circuito mais simples que executa a conversão digital-
analógica.
 Trata-se de um circuito utiliza como componentes apenas resistores.
 A tensão de saída é dada pela relação de resistores múltiplos de R.

11
Conversor D/A com rede resistiva ponderada
Para entendermos o circuito, devemos lembrar alguns conceitos:

 Nível 0: corresponde a tensão de 0 volt;


 Nível 1: corresponde a tensão predeterminada, geralmente igual a
Vcc
 R’<< R

12
Conversor D/A com rede resistiva ponderada

 Resistência
  equivalente: Uma resistência de valor baixo em
paralelo com outra de valor alto resulta em aproximadamente a
própria resistência de valor baixo.

 Se R1 << R2 → R1 + R2 ≈ R2

13
Conversor D/A com rede resistiva ponderada

 Teorema da superposição: em um circuito elétrico que contém apenas


componentes lineares e com diversas fontes de corrente e/ou tensão, a
tensão e a corrente totais em um determinado ramo é a soma das
contribuições individuais de cada fonte de tensão e de corrente.

14
Conversor D/A com rede resistiva ponderada
Para 10002 = 810 na entrada
 A = Nível 1 (Vcc)
 B, C e D = Nível 0 (aterrado)

Como R’ << R,
Req = 2R//4R//8R//R’ = R’

 
  𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′
𝑉 𝑆=
𝑅

15
Conversor D/A com rede resistiva ponderada
Para 01002 = 410 na entrada
 B = Nível 1 (Vcc)
 A, C e D = Nível 0 (aterrado)

Como R’ << R,
Req = R//4R//8R//R’ = R’

 
  𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′
𝑉 𝑆=
2𝑅

16
Conversor D/A com rede resistiva ponderada
Para 00102 = 210 na entrada
 C = Nível 1 (Vcc)
 A, B e D = Nível 0 (aterrado)

Como R’ << R,
Req = R//2R//8R//R’ = R’

 
  𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′
𝑉 𝑆=
4𝑅

17
Conversor D/A com rede resistiva ponderada
Para 00012 = 110 na entrada
 D = Nível 1 (Vcc)
 A, B e C = Nível 0 (aterrado)

Como R’ << R,
Req = R//2R//4R//R’ = R’

 
  𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′
𝑉 𝑆=
8𝑅

18
Conversor D/A com rede resistiva ponderada
10002 = 810 01002 = 410 00102 = 210 00012 = 110
  𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′   𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′   𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′   𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′
𝑉 𝑆= 𝑉 𝑆= 𝑉 𝑆= 𝑉 𝑆=
𝑅 2𝑅 4𝑅 8𝑅

Se tivermos, mais de uma entrada com nível 1, poderemos aplicar o


teorema da superposição, somando as contribuições das fontes de
tensão de cada entrada.

Por exemplo: 10102 = 1010 (A e C em nível 1); (B e D em nível 0)


  𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′ 𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′
𝑉 𝑆= +
𝑅 4𝑅

  𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′ 1 1
𝑉 𝑆=
𝑅 ( )
× +
1 4
19
Conversor D/A com rede resistiva ponderada
Generalizando, a tensão de saída para o conversor D/A com rede
resistiva ponderada

Entrada Saída
Digital Analógica
A
B Conversor D/A   𝑉 𝑐𝑐 × 𝑅 ′ 𝐴 𝐵 𝐶 𝐷
C
D
Rede Resistiva
Ponderada
VS 𝑉 𝑆=
𝑅
× ( + + +
1 2 4 8 )
Onde:
 VS: Tensão de saída
 VCC: Tensão para o nível lógico 1
 R e R’: Resistores da rede resistiva ponderada
 A, B, C e D: Níveis lógicos das entradas, variando de (0000) 2 a (1111)2
20
Conversor D/A com rede resistiva ponderada
Desvantagens do conversor
As principais desvantagens do conversor D/A com rede resistiva
ponderada são:
 Valor das resistências variável em função do peso binário do bit
associado.
 Resultados satisfatórios para conversores de até 6 bit’s.
 Resoluções superiores implicam muitos valores de resistências.

21
Conversor D/A com rede resistiva R-2R
 Diferente da técnica anterior, esta rede resistiva utiliza apenas 2 valores resistivos:
R e 2R.
 A é o Bit Mais Significativo (MSB) e D é o Bit Menos Significativo (LSB)

R R R

2R 2R 2R 2R 2R 2R VS

D C B A
LSB MSB
Para entendermos o circuito, devemos lembrar alguns conceitos:
 Nível 0: corresponde a tensão de 0 volts;
 Nível 1: corresponde a tensão predeterminada, geralmente igual a Vcc
 Resistencia equivalente: Dois resistores em paralelo de iguais valores o equivalente
é a metade do valor da resistência.
 O teorema da Superposição é válido 22
Conversor D/A com rede resistiva R-2R
Para 10002 = 810 na entrada
 A = Nível 1 (Vcc)
 B, C e D = Nível 0 (aterrado)

R R R

2R 2R 2R 2R 2R 2R VS 2R 2R 2R VS

VCC VCC

  𝟐 𝑹
VCC Vcc

 
2R 2R
  𝑉 𝑐𝑐
𝑉 𝑆=
R
3
2R 2R VS
VS

23
Conversor D/A com rede resistiva R-2R
Para 01002 = 410 na entrada
 B = Nível 1 (Vcc)
 A, C e D = Nível 0 (aterrado) VCC

2R
R R R R
R
2R 2R 2R 2R 2R 2R VS 2R 2R 2R 2R VS
2R 2R 2R VS
VCC VCC

  𝟐 𝑹
VCC VCC
Vcc Vs´   𝑉𝑠´
𝑉 𝑆=
2R 2R 2
R
  𝑺 ´ = 𝑽 𝒄𝒄
2R
R R 𝑽
𝟑   𝑉 𝑐𝑐
2R R VS
2R R V S´ R R VS 𝑉 𝑆=
VS´
6
24
Conversor D/A com rede resistiva R/2R
10002 = 810 01002 = 410 00102 = 210 00012 = 110
  𝑉 𝑐𝑐   𝑉 𝑐𝑐   𝑉 𝑐𝑐   𝑉 𝑐𝑐
𝑉 𝑆= 𝑉 𝑆= 𝑉 𝑆= 𝑉 𝑆=
3 6 12 24

Se tivermos, mais de uma entrada com nível 1, poderemos aplicar o


teorema da superposição, somando as contribuições das fontes de
tensão de cada entrada.

Por exemplo: 10102 = 1010 (A e C em nível 1); (B e D em nível 0)


  𝑉 𝑐𝑐 𝑉 𝑐𝑐
𝑉 𝑆= +
3 12

  𝑉 𝐶𝐶 1 1
𝑉 𝑆=
3 (
× +
1 4 )
25
Conversor D/A com rede resistiva R/2R
Generalizando, a tensão de saída para o conversor D/A com rede
R/2R

Entrada Saída
Digital Analógica
A
B   𝑉 𝐶𝐶 𝐴 𝐵 𝐶 𝐷
C
D
Conversor D/A
Rede Resistiva R/2R
VS 𝑉 𝑆=
3
× ( + + +
1 2 4 8 )
Onde:
 VS: Tensão de saída
 VCC: Tensão para o nível lógico 1
 A, B, C e D: Níveis lógicos das entradas, variando de (0000)2 a (1111)2
26
Conversor D/A com amplificador operacional
 Os circuitos apresentados apesar de apresentar um
funcionamento correto, possuem uma característica
desvantajosa que é a de apresentar um baixo valor de
tensão de saída.
 Uma forma resolver este problema e fazer uma
amplificação do sinal de saída, utilizando amplificador
operacional.
+VCC
V-
-
VS
A
V+
+

-VCC
27
Amplificadores operacionais
“Operacionam” funções matemáticas como: soma,
subtração, diferenciação, integração

+VCC
Aplicações
V-
-  Sistemas de controle e regulação
VS  Instrumentação
A
V+  Geração e processamento de sinais
+

-VCC

28
Amplificadores operacionais
 Os amplificadores operacionais são amplificadores de
acoplamento direto, de alto ganho, que usam realimentação para
controle de suas características.
 Eles são hoje encarados como um componente, um bloco
fundamental na construção de circuitos analógicos.
 Internamente, são constituídos de amplificadores transistorizados
em conexão série.

V- Estágio Estágio Estágio


Diferencial de Amplificador Acionador de Vs
V+ Entrada Intermediário Saída

Diagrama de blocos simplificado do Amplificador Operacional


29
Amplificadores operacionais
Diagrama esquemático de um circuito simplificado

Vs = Av.(V+ - V-)

OBS: Tensões de
alimentação simétricas

Recebe o sinal,
O sinal é amplificado Atua como fonte de
compara as tensões aplicadas,
mais uma vez, corrente para fornecer o
as amplifica e
fazendo correções sinal à carga. A corrente na
Gera um sinal de corrente
de desvios de saída pode entrar ou sair do
proporcional à diferença entre
frequência. amp‐op.
as mesmas. 30
Amplificadores operacionais
Diagrama esquemático do LM741

31
Amplificadores operacionais
Simbologia
 V- → Entrada inversora
+VCC
V-  V + → Entrada não inversora
-
VS  V+ - V- → Tensão diferencial
A
V+  A → Ganho
+
 +VCC → Alimentação positiva
-VCC
 -VCC → Alimentação negativa
VS = A.(V+ - V-)  VS → Tensão de saída

32
Amplificadores operacionais
Amplificador ideal

 Impedância de entrada infinita


+VCC
 Impedância de saída igual a zero
V-
-  Ganho de tensão diferencial infinito
VS
A  Tensão de saída nula para tensão
V+
+ de entrada igual a zero
-VCC  Ausência de qualquer limitação em
frequência, amplitude e
temperatura.
33
Amplificadores operacionais
Circuito equivalente

 
 RIN → Resistência de entrada diferencial =

 ROUT → Resistência de saída = 0

 VE → Tensão diferencial de entrada

 AVO → Ganho em malha aberta = 34


Amplificadores operacionais
Amplificador operacional real

35
Amplificadores operacionais
Amplificador Operacional Ideal x Real
Parâmetros Ideal Real (µA741A) AOPs modernos
Impedância de Infinita 2 MΩ Acima de 2,0 TΩ
entrada
Impedância de Nula 75Ω Inferior a 1,0 Ω
saída
Ganho Infinito Acima de -
100000
Resposta em De zero a
frequência infinito - Acima de 15MHz
Razão de rejeição Infinito 90dB -
em modo comum

36
Amplificadores operacionais
Configurações básicas com amplificador operacional
Sem realimentação
 Nessa configuração o Amp-Op é utilizado sem nenhum componente
externo.
 O ganho é estipulado pelo fabricante. Assim, a saída do operacional
tende a saturar em valores inferiores a +VCC e −VCC.

+VCC
V- Algumas aplicações:
-
 Comparador; Conversor A/D
VS
A  Detector de nível;
V+  Detector de passagem por zero;
+

-VCC
37
Amplificadores operacionais
Configurações básicas com amplificador operacional
Realimentação negativa
 Em um sistema realimentado, a saída é amostrada e parte dela é
enviada de volta para a entrada inversora.
 O sinal de retorno é combinado com a entrada original e o resultado é
uma relação saída/entrada definida e estável.

Algumas aplicações:
+VCC  Amplificador inversores; Conversor D/A

V-  Amplificador não inversores;


-  Amplificador somador; Conversor D/A
 Amplificador subtrator;
VS
A  Integrador e e diferenciador;
V+  Buffer;
+  Filtro ativo;
 Retificador de precisão, ceifador, limitador e
-VCC grampeador
38
Amplificadores operacionais
Configurações básicas com amplificador operacional
Realimentação positiva
 É como a realimentação negativa, porém parte do sinal de saída
retorna à entrada não inversora.
 Esta configuração apresenta alguns inconvenientes, pois esse tipo de
realimentação conduz o circuito à instabilidade.

+VCC
V- Algumas aplicações:
-
VS  Comparador com histerese;
A
V+  Multivibrador;
+
 Osciladores
-VCC
39
Amplificadores operacionais
Circuito comparador
VS = A.(V+ - V-)
+VCC
V- VS
-
VS VCC
VE A
VE
V+
+

-VCC VCC

 V- > V+ → VS = -VCC (Saturação negativa/Ganho infinito)


 V- < V+ → VS = +VCC (Saturação positiva/Ganho infinito)
 V- = V+ → VS = 0
40
Amplificadores operacionais
Exemplo: Comparadores de tensão
+12 V +5 V +10 V
V- V- V-
- - -
5v 5v -1 v
VS VS VS
A A A
V+ V+ V+
+ + +
2v 0v 5v
-12 V 0V 0V
     

41
Amplificadores operacionais
Circuito amplificador inversor

R2

R1
-

VE
+ VS

42
Amplificadores operacionais
Curto Virtual e terra virtual

No curto virtual as características abaixo são verdadeiras:


 A diferença de potencial entre as entradas inversora e não
𝑽
inversora é zero → VE =(V+ - V-) = 0 (ganho infinito)   +¿− 𝑽 −= 𝑽 𝑺 ≈ 𝟎 ¿
𝑨

 A corrente que entra tanto na entrada inversora como na entrada


não inversora é zero → I+ = I- = 0 (impedância de entrada infinita)
43
Amplificadores operacionais
Circuito amplificador inversor
I2 Usando o conceito de terra
I1
virtual temos:
R2  
-
R1
VE
+ VS

  𝑅2
𝑉 𝑆 =− ×𝑉 E
𝑅1
44
Amplificadores operacionais
Circuito amplificador Somador inversor

Ro

R1
V1 -
R2
V2
R3 + VS
V3

Rn
Vn

45
Amplificadores operacionais
Circuito amplificador Somador inversor inversor
Pelo circuito do amplificador inversor temos:
 𝑉 → 𝑉 =− 𝑅 o × 𝑉
1 𝑆 1
𝑅1

 𝑉 → 𝑉 =− 𝑅 o × 𝑉
2 S 2
𝑅2

 𝑉 → 𝑉 =− 𝑅o × 𝑉
3 S 3
𝑅3

 𝑉 → 𝑉 =− 𝑅o × 𝑉
𝑛 S n
𝑅n
Aplicando o teorema da Superposição
 
𝑅0 𝑅0 𝑅0 𝑅0
𝑉 𝑆 =−
𝑅1 (
× 𝑉 1 + × 𝑉 2+ ×𝑉 3+ …+ × 𝑉 𝑛
𝑅2 𝑅3 𝑅𝑛 ) 46
Conversor D/A com rede ponderada com amplificador
operacional
 Este circuito nada mais é do que uma aplicação do circuito
somador inversor ponderando as tensões

  𝑅0 𝑅0 𝑅0 𝑅0
𝑉 𝑠 =−
𝑅( × 𝑉 𝐴+
2𝑅
× 𝑉 𝐵+
4𝑅
× 𝑉 𝐶+
8𝑅
×𝑉 𝐷 )
47
Conversor D/A com rede ponderada com amplificador
operacional

  𝑅0 𝑅0 𝑅0 𝑅0
(
𝑉 𝑠 =−
𝑅
× 𝑉 𝐴+
2𝑅
× 𝑉 𝐵+
4𝑅
× 𝑉 𝐶+
8𝑅
×𝑉 𝐷 )
As tensões VA, VB, VC e VD poderão
assumir apenas dois valores:
 Nível 1 = VCC
 Nível 0 = 0 Volt

 
𝑅0 × 𝑉 𝐶𝐶 𝐴 𝐵 𝐶 𝐷
𝑉 𝑠 =−
𝑅
× (
+ + +
1 2 4 8 )
48
Conversor D/A com rede resistiva R-2R com
amplificador operacional
R R R

2R 2R 2R 2R 2R 2R VS

D C B A
LSB MSB

  𝑉 𝐶𝐶 𝐴 𝐵 𝐶 𝐷   𝑅2
𝑉 𝑆=
3
× ( + + +
1 2 4 8 ) 𝑉 𝑜 =−
𝑅1
×𝑉𝑖

  𝑅 𝑜 𝑉 𝐶𝐶 𝐴 𝐵 𝐶 𝐷
𝑉 𝑆 =−
2𝑅
×
3( × + + +
1 2 4 8 )
49
Conversor D/A com rede resistiva R-2R com
amplificador operacional

 
𝑅 𝑜 × 𝑉 𝐶𝐶 𝐴 𝐵 𝐶 𝐷
𝑉 𝑆 =−
6𝑅
× (
+ + +
1 2 4 8 )
50
Especificações dos Conversores D/A
Resolução (Tamanho do degrau)
 É a menor variação na saída analógica em função de uma variação
na entrada digital.
 A resolução também pode ser vista como o peso do Bit Menos
Significativo (LSB).
 Também é chamada de tamanho do degrau da saída analógica.

Exemplo: Resolução de 1V por degrau

51
Especificações dos Conversores D/A
Resolução
 A resolução está relacionado com o número de bits do conversor.
 Quanto maior for o número de bits do conversor, melhor será sua
resolução.
 O projetista deve decidir qual a resolução necessária com base no
desempenho requerido.
Sinal convertido com uma Sinal convertido com uma
Resolução de 1V (3 bits) Resolução de 0,5V (4 bits)

52
Especificações dos Conversores D/A
Fundo de escala
 Valor máximo da saída.
Exemplo: Quando o contador está no número 1111, a saída do
conversor D/A está no seu valor máximo 15 V

53
Especificações dos Conversores D/A
Tempo de conversão
Duração de tempo que se garante que o conversor tenha
um valor válido de saída.
 Para converter um sinal analógico em digital precisamos
realizar uma amostragem

Quanto maior a Taxa de Amostragem,


mais perfeito é o sinal recuperado

O teorema de Nyquist define que a taxa


de amostragem deve ter no mínimo 2
vezes o valor da frequência máxima que
se deseja capturar.
54
Especificações dos Conversores D/A
Tempo de conversão
 A frequência com que o conversor realiza a captura,
chama-se taxa de amostragem.
 Se a frequência for de 20Khz, significa que 20.000 pontos
serão capturados por segundo.

55
Especificações dos Conversores D/A
Tempo de conversão
 Porém quanto maior a taxa de amostragem, mais espaço é
requerido para armazenagem dos dados, pois uma taxa de
40Khz produz o dobro de pontos de uma Taxa de 20Khz.
 Se a taxa de amostragem for muito baixa o sinal recuperado
terá uma qualidade ruim.
 Se a taxa for muito alta a qualidade será boa mas o espaço
requerido será muito maior.
 Para não haver perda de sinal, a taxa de amostragem deve
estar de acordo com o Teorema de Nyquist

56
Especificações dos Conversores D/A
Erros
Nos processos de conversão, diversos erros podem estar
associados, dentre os quais se destacam:
 Erro de quantificação;
 Erro de linearidade;
 Erro de monotocidade;
 Erro de deslocamento (off-set);
 Erro de ganho.

57
Especificações dos Conversores D/A
Erro de quantificação
 É a diferença entre o valor analógico e o valor digital para o qual este
valor analógico foi convertido.
 Este erro é introduzido pela aproximação digital de um sinal contínuo.
 Para reduzir este erro é necessário aumentar o número de bits usa
dos para armazenar o sinal digital, ou seja, diminuir a resolução.

58
Especificações dos Conversores D/A
Linearidade
 Em um conversor D/A ideal, iguais incrementos numéricos da entrada
digital deveriam nos dar incrementos iguais na saída analógica.
 O erro de linearidade pode ser definida como a máxima distância
entre qualquer desses pontos discretos e a reta traçada entre os
pontos zero e fundo de escala para uma conversão unipolar

59
Especificações dos Conversores D/A
Monotocidade
 O teste da escada é usado para verificar a monotonicidade do conversor D/A,
 Para verificar se a saída cresce passo a passo com o incremento da entrada
binária
 Os degraus da escada devem ser todos do mesmo tamanho, não podendo
haver salto de nenhum degrau, nem nenhum degrau descendente até a
tensão de final de escala ser alcançada.

60
Especificações dos Conversores D/A
Deslocamento (Off-set)
 O erro de off-set faz com que as saídas do conversor sejam afetadas
por um valor fixo, deslocando o valor analógico para cima da reta
traçada entre o pontos zero e o fundo de escala.
 O erro de off-set, se não corrigido, será somado a saída do conversor
em todas as entradas.

61
Especificações dos Conversores D/A
Erro de Ganho
 Corresponde a uma mudança na inclinação da função de
transferência do conversor, quando o erro de deslocamento
(offset) é reduzido a zero.
 Pode ser causado por imprecisões no fator de escala ou mesmo
na tensão de referência

62
Especificações dos Conversores D/A
Os fabricantes costumam especificar os erros de diversas formas. A
mais comum é expressar a partir da forma relativa, em porcentagem:
Exemplo:
Se um conversor possui um erro de linearidade = ±0.01% do
fundo da escala. Sendo que o Fundo de escala deste conversor é de
9,375V este porcentual resulta em:
±0.01% x 9,375 = ± 0,9375mV
Portanto:
 O resultado real do degrau pode apresentar até uma diferença de até
0,9375mV do valor esperado.

63
Causas dos erros de conversão
 Flutuação nos valores dos componentes do conversor (por exemplo,
nos valores dos resistores) devido a variações de temperatura,
envelhecimento do componente, etc.
 Conexões abertas ou curtos em qualquer uma das entradas digitais.
Isto pode fazer com que o peso de uma entrada jamais seja
considerado na formação da saída analógica, ou que seu peso seja
sempre considerado, independente do valor da entrada.
 Falha na tensão de referência. Como a saída analógica depende da
tensão de referência VREF, uma falha no fornecimento desta tensão
pode produzir resultados fora das especificações.
 Erro de off-set, causado pelo envelhecimento de componentes ou por
variação da temperatura, fazendo com que as saídas do conversor
sejam afetadas por um valor fixo.
 Erro de ganho, causado pelo ganho inadequado amplificador
operacional.
64
Causas dos erros de conversão
 As entradas digitais não podem estar ligadas diretamente aos
circuitos digitais (flip-flop, portas lógicas, etc.), pois os níveis lógicos
destes dispositivos não possuem valores precisos.
 A entrada digital deve controlar uma chave semicondutora

65
Causas dos erros de conversão
 Cada entrada digital controla uma chave semicondutora
(Configuração R/2R)

66
Exemplos de circuito integrado
Conversor D/A - DAC7621
 É um conversor digital/analógico de 12 bits
 As entradas digitais são indicadas por DB0
a DB11 e existe um terra específico para
as mesmas (DGND).
 O pino AGND é o terra analógico, para a
saída analógica (Vout) e tensão de
alimentação.
 Cada unidade binária de entrada
corresponde a 1 mV de saída, que varia
portanto de 0 V (000H na entrada) até
4,095 V (FFFH na entrada).

67
Exemplos de circuito integrado
Conversor D/A - DAC7621
 A entrada CS (chip select) é para o
caso de haver mais de um dispositivo
no circuito.
 A entrada CLR (clear) zera o
dispositivo.
 Alimentação Vdd deve ser de 4,75 a
5,25 V.

68
Exemplos de circuito integrado
Conversor D/A - DAC7621
 As entradas digitais passam antes da conversão por dois
registradores temporários: registrador de entrada (Reg in) e
do conversor (Reg DAC).
 As entradas auxiliares (R/W, CS e LDDAC) manipulam as
operações dos registradores

69
Exemplos de circuito integrado
Conversor D/A - ADC557
 Conversor digital analógico
de 8 bits
 As entradas digitais são
indicadas por BIT1 (bit mais
significativo) a BIT8 (bit
menos significativo)

70
Exemplos de circuito integrado
Conversor D/A - ADC557
 Configuração unipolar do AD557, com operação entre 0V e
2,55V.
 A tensão de saída pode ser calculada como:
Vout = (equivalente decimal do código de entrada ) x 0,01 V

71
Exemplos de circuito integrado
ADC557
Combinando o uso de uma porta de um microcontrolador e os
8 bits de entrada do AD557, é possível geral diversos tipos de
forma de onda

72