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ACIDENTES AMPLIADOS

Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)


ACIDENTES AMPLIADOS
Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

UNIVERSIDADE DO AUTO VALE DO RIO DO PEIXE – UNIARP


CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

RENAN SCOLARO
SANDRO VAZ
THAYSE EDUARDA DRUN

ACIDENTES AMPLIADOS
Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

CAÇADOR
2017
ACIDENTES AMPLIADOS
Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

Acidentes ampliados

Eventos tais como explosões, incêndios e emissões envolvendo substâncias químicas


perigosas, e que podem estar relacionadas a alguma fase do ciclo produtivo
(extração, produção, transporte, armazenamento, uso ou descarte), gerando danos à
saúde dos grupos expostos e ao meio ambiente.
ACIDENTES AMPLIADOS
Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

 Volume: 1 milhão e 360 mil toneladas (753 piscinas olímpicas)


O pior vazamento de petróleo da história não foi propriamente acidental, mas
deliberado. Causou enormes danos à vida selvagem no Golfo Pérsico, depois que
forças iraquianas abriram as válvulas de poços de petróleo e oleodutos ao se
retirarem do Kuwait.
ACIDENTES AMPLIADOS
Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

 Foi mobilizada contra Saddam Hussein, o presidente iraquiano, na Guerra do


Golfo, a maior concentração de forças militares desde a Segunda Guerra. O
conflito armado no Golfo Pérsico começou em 16 de janeiro de 1991 e, apesar de
esperado havia meses, ainda assim surpreendeu pela grandiosidade. Nada menos
que 39 países se aliaram contra Saddam, numa coalizão liderada pelos EUA que
se traduziu em 700 mil soldados e nos mais avançados equipamentos militares,
como as bombas inteligentes e os mísseis de cruzeiro.
ACIDENTES AMPLIADOS
Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

 Tamanha coesão tinha um objetivo: expulsar as forças iraquianas do Kuwait. O


Iraque invadira seu vizinho seis meses antes, por uma velha rixa em torno do
lençol petrolífero de Rumeilah, ao longo da fronteira. O Kuwait, segundo
Saddam, estaria extraindo mais petróleo do que o combinado, gerando excesso de
produção prejudicial à economia do Iraque. A invasão e anexação do Kuwait
foram condenadas pela comunidade internacional. Após os esforços diplomáticos
de praxe, a ONU abriu caminho para o confronto, autorizando uma ação militar
contra as tropas iraquianas se não deixassem o Kuwait até 15 de janeiro.
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Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

 O ultimato foi cumprido. Na madrugada do dia 16, um ataque aéreo dava início à
operação "Tempestade no Deserto", comandada pelo general americano Norman
Schwarzkopf. Mísseis e outras armas de alta tecnologia foram lançados contra
alvos militares do Iraque, destruindo a defesa aérea, as comunicações, prédios do
governo, refinarias de petróleo, estradas e pontes.
ACIDENTES AMPLIADOS
Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

 Saddam tentou imprimir um caráter de guerra santa ao conflito, conclamando os


iraquianos, mas o fervor religioso-ideológico não foi suficiente para vencer a
superioridade militar da coalizão. Em meados de fevereiro, com o Iraque
praticamente em ruínas, os aliados atacaram por terra as tropas iraquianas no
Kuwait. Não durou mais que 100 horas, determinando o fim das operações
militares.
 Em 27 de fevereiro de 1991, o presidente dos EUA, George Bush, anunciou, em
rede nacional de rádio e televisão, o fim da Guerra do Golfo, conforme O
GLOBO noticiou na edição do dia seguinte. O conflito durou 42 dias. Mas o
Iraque só aceitou o cessar-fogo, com ressalvas, em 6 de abril.
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Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

 As perdas foram pequenas para as forças aliadas - algo entre 150 e 300 soldados –
mas não para o Iraque: entre 150 mil e 200 mil iraquianos, entre civis e militares,
morreram. As estimativas mais pessimistas foram feitas pelo Greenpeace. Em sua
retirada do Kuwait, os soldados de Saddam provocaram ainda um desastre
ecológico, incendiando centenas de poços de petróleo
ACIDENTES AMPLIADOS
Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

 O Golfo Persico é uma das zonas costeiras mais ricas em petróleo bruto do
Planeta e responsável por responder pela maior parte das necessidades energéticas
do mundo, pelo menos 50% do total. Tanta riqueza é alvo intenso de disputas e,
por este motivo, forças navais poderosas permanecem nas águas do golfo para
proteger as reservas petrolíferas.
Consequências

Em 1991 o ditador iraquiano Saddam Hussein ordenou que se incendiasse cerca de 700 poços de
petróleo no Kuwait, país que tinha invadido e estava sendo expulso pelas tropas dos Estados Unidos. A
assustadora quantidade de 1 milhão de litros de óleo foram lançados no golfo Pérsico ou queimados. A
fumaça dos poços bloqueou a luz Solar e lançou um mar de fuligem no ar. No mínimo mil pessoas
morreram de problemas respiratórios. A mancha viscosa de 1500 km² matou mais de 25 mil aves e
poluiu 600 quilômetros da costa. O petróleo se infiltrou no solo, impedindo as sementes de germinarem.
A terra ficou com absorção de água quase nula e ainda cerca de 40% da água subterrânea foi
contaminada.
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Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

 As principais consequências da guerra


 Os Estados Unidos se firmaram como a única potência mundial;
 O Egito ganhou prestígio e força, pelo apoio ao EUA;
 O Iraque saiu enfraquecido, perdendo prestígio no cenário mundial.
 O desastre ambiental resultou em uma intensa poluição do ar, que se espalhou por milhares
de quilômetros, e, foram necessários dez meses para que o fogo de milhões de barris de
petróleo que foram despejados no Golfo Pérsico pudessem ser apagados, resultando na
contaminação das águas do Oceano Índico e na zona costeira do Kuwait, além da morte de
milhares de espécies animais que habitavam a região.
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Guerra do Golfo, Kuwait, Golfo Pérsico (janeiro/1991)

 OBRIGADO