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Formação de Professores em Educação

Especial / Sala de Recursos Multifuncionais

MÓDULO III

•D E F I C I Ê N C I A V I S U A L

•O R I E N T A Ç Ã O E M O B I L I D A D E
IMPORTÂNCIA DA VISÃO

A VISÃO É O CANAL MAIS IMPORTANTE DE


RELACIONAMENTO DO INDIVÍDUO COM O MUNDO EXTERIOR.

O CÉREBRO HUMANO É MUITO MAIS USADO PARA A VISÃO


DO QUE PARA QUALQUER OUTRO SENTIDO. É ATRAVÉS DA
VISÃO QUE ADQUIRIMOS MAIS DA METADE DOS
CONHECIMENTOS A RESPEITO DO MUNDO QUE NOS CERCA.

AO NASCER AINDA NÃO SABEMOS ENXERGAR: É PRECISO


APRENDER A VER.
FUNCIONAMENTO DA VISÃO

QUANDO OLHAMOS NA DIREÇÃO DE ALGUM OBJETO,


A IMAGEM ATRAVESSA A CÓRNEA E CHEGA À ÍRIS,
QUE REGULA A QUANTIDADE DE LUZ RECEBIDA POR
MEIO DE UMA ABERTURA CHAMADA PUPILA. QUANTO
MAIOR A PUPILA, MAIS LUZ ENTRA NO OLHO.
PASSADA A PUPILA, A IMAGEM CHEGA AO
CRISTALINO, E É FOCADA SOBRE A RETINA. A LENTE
DO OLHO PRODUZ UMA IMAGEM INVERTIDA, E O
CÉREBRO A CONVERTE PARA A POSIÇÃO CORRETA.
CONCEITOS E DEFINIÇÕES

BAIXA-VISÃO:

BAIXA VISÃO É AQUELE QUE TEM VISÃO ÚTIL PARA


PROPÓSITOS DA SALA DE AULA, MAS QUE PRECISARÁ
DE AUXÍLIOS ÓPTICOS (ÓCULOS, LUPA, LENTES, ENTRE
OUTROS) E AMPLIAÇÕES PARA LER E ESCREVER.
UMA DEFINIÇÃO BEM SIMPLIFICADA DA BAIXA VISÃO
É A INCAPACIDADE DE ENXERGAR COM CLAREZA
SUFICIENTE PARA CONTAR OS DEDOS DA MÃO A UMA
DISTÂNCIA DE 3m À LUZ DO DIA.
CONCEITOS E DEFINIÇÕES

CEGUEIRA

A CEGUEIRA É UMA ALTERAÇÃO GRAVE OU TOTAL DE


UMA OU MAIS DAS FUNÇÕES ELEMENTARES DA VISÃO QUE
AFETA DE MODO IRREMEDIÁVEL A CAPACIDADE DE
PERCEBER COR, TAMANHO, DISTÂNCIA, FORMA, POSIÇÃO
OU MOVIMENTO EM UM CAMPO MAIS OU MENOS
ABRANGENTE. PODE OCORRER DESDE O NASCIMENTO
(CEGUEIRA CONGÊNITA), OU POSTERIORMENTE
(CEGUEIRA ADVENTÍCIA, USUALMENTE CONHECIDA COMO
ADQUIRIDA) EM DECORRÊNCIA DE CAUSAS ORGÂNICAS OU
ACIDENTAIS
CAUSAS

•TOXOPLASMOSE;
•RUBÉOLA CONGÊNITA (CONTRAÍDA DURANTE A GRAVIDEZ);
•CATARATA;
•TRACOMA;
•RETINITES;
•INFECÇÕES;
•TUMORES;
•DIABETES;
•TRAUMATISMOS PROVOCADOS POR ACIDENTES DOMÉSTICOS;
•ACIDENTES DE TRÂNSITO;
•ENTRE OUTROS.
CAMINHOS DA APRENDIZAGEM

A EXPERIÊNCIA E O APRENDIZADO DAS CRIANÇAS


COM DEFICIÊNCIA VISUAL DEPENDEM MUITO DE SEUS
OUTROS ÓRGÃOS DOS SENTIDOS, JÁ QUE NÃO
CONTAM (TOTAL OU PARCIALMENTE) COM A VISÃO.
A FALTA DE ESTÍMULOS E EXPERIÊNCIAS QUE
MOBILIZAM OS SENTIDOS DISPONÍVEIS PODE
PREJUDICAR A COMPREENSÃO DAS RELAÇÕES
ESPACIAIS E TEMPORAIS E A AQUISIÇÃO DE
CONCEITOS NECESSÁRIOS AO PROCESSO DE
ALFABETIZAÇÃO.
ALFABETIZAÇÃO

CABE À E S CO L A AB R I R F R E NT E S DE
CO NH E C I M E N T O , S U P RI R L A C U NA S E
M I N I M I Z A R A S C A RÊ NCI A S . A E D U C A ÇÃ O
PRECISA INVESTIR CO M VIGOR NO
D E S E N V O L V I M E N T O I NT E G R A L D A C R I A NÇ A ,
UTILIZANDO T É C NI CA S E RECURSOS
E S P E CÍ F I C O S PARA P R O M O VE R A
AP R E N D I Z A G E M P E L O S I S T E M A B R AI L L E .
AÇÕES DO PROFESSOR

SE TIVER UM ALUNO CEGO EM SUA SALA, O PROFESSOR PRECISA


SEMPRE:
• FALAR EM VOZ ALTA O QUE ESTÁ ESCRITO NO QUADRO NEGRO;
• SEMPRE QUE POSSÍVEL, PASSAR PARA ESSE ALUNO COM
DEFICIÊNCIA A MESMA LIÇÃO DADA AOS OUTROS, EM CLASSE OU
PARA CASA;
• BUSCAR APOIO COM O PROFESSOR ESPECIALIZADO (DA SALA DE
RECURSOS, DE APOIO PEDAGÓGICO OU DO ENSINO ITINERANTE),
QUE ENSINARÁ À CRIANÇA O SISTEMA BRAILLE E ACOMPANHARÁ O
PROCESSO DE APRENDIZAGEM E DE DESENVOLVIMENTO DO
RACIOCÍNIO;
• A PARTIR DO MOMENTO EM QUE A CRIANÇA ESTIVER
ALFABETIZADA, ORIENTÁ-LA PARA QUE ANOTE TODAS AS TAREFAS.
TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO

BAIXA-VISÃO

•S O F T W A R E S E S P E C I A I S , C O M O O P R O G R A M A
LENTEPRO, DESENVOLVIDO PELO NÚCLEO DE
C O M P U T A Ç Ã O E L E T R Ô NI C A D A U N I V E R S I D A D E
F E D E R A L D O R I O D E J A NE I R O , E N T R E O U T R O S ;
•S I S T E M A S Q U E P E R M I T E M A A M P L I A Ç Ã O
DIRETA DO TEXTO, COMO OS CIRCUITOS
FECHADOS DE TELEVISÃO.
TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO

C E GU EI R A

•D O S V O X
•V I R T U A L V I S I O N
•I MP R E S S O R A E M B R A I L L E
•R E G L E T E D E M E S A
•T E R M I N A L B RA I L L E ( DI S P L A Y B R A I L L E )
•B R A I L L E F A L A D O ( M I NI CO M P U T A D O R ).
ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE

A O RI E N T A Ç Ã O É A C A P A CI D A D E D E
PERCEBER O AM B I E N T E , SABER ONDE
ESTAMOS.
S I G N I F I CA O A P R E ND I Z A D O D O U S O DO S
OUTROS SENTIDOS PARA OBTER
I N F O RM A Ç Õ E S D O A MB I E N T E .
ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE

M O B I L I D A D E É A C A P A CI D A D E D E NO S
M O V I M E NT A RM O S .
É O A P R E ND I Z A D O P A R A O CO N T R O L E DO S
M O V I M E NT O S DE FORMA CLARA E
O RG A N I Z A D A .
ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE

V O CÊ D E V E E N S I N A R A O S E U A L U N O C O M
DEFICIÊNCIA VISUAL QUE O PROCESSO DE
O RI E N T A Ç Ã O T E M CO M O P R I NC Í P I O T R Ê S
QUESTÕES BÁSICAS:
1)O N D E E S T O U ?
2)P A R A O ND E Q U E R O I R? ( O ND E E S T Á O M E U
O BJ E T I V O ? )
3)CO M O V O U C H E G A R A O L O CA L D E S E J A DO ?
ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE

MAS, PARA O ALUNO ELABORAR ESSAS QUESTÕES,


ELE DEVERÁ PASSAR PELO PROCESSO QUE ENVOLVE
AS SEGUINTES FASES:
1)P E R C E P Ç Ã O , CAPTAR AS INFORMAÇÕES
PRESENTES NO MEIO AMBIENTE PELOS CANAIS
SENSORIAIS;
2)A N Á L I S E , O R G A N I Z A Ç Ã O D O S D A D O S P E R C E B I D O S
EM GRAUS VARIADOS DE CONFIANÇA,
FAMILIARIDADE, SENSAÇÕES E OUTROS;
ORIENTAÇÃO E MOBILIDADE

3)S E L E Ç Ã O , ESCOLHA DOS ELEMENTOS MAIS


IMPORTANTES QUE SATISFAÇAM AS NECESSIDADES
IMEDIATAS DE ORIENTAÇÃO;
4)P L A N E J A M E N T O , P L A N O D E A Ç Ã O , C O M O P O S S O
CHEGAR AO MEU OBJETIVO, COM BASE NAS FASES
ANTERIORES;
PARA, ENTÃO, CHEGAR À:
5)E X E C U Ç Ã O , A M O B I L I D A D E P R O P R I A M E N T E D I T A ,
REALIZAR O PLANO DE AÇÃO ATRAVÉS DA PRÁTICA.
CONSCIÊNCIA CORPORAL

1. IMAGEM CORPORAL

2. CONCEITO CORPORAL

3. CONCEPÇÃO DO CORPO
TÉCNICAS APLICADAS EM ORIENTAÇÃO E
MOBILIDADE

1. TÉCNICA DO GUIA VIDENTE

2. AS TÉCNICAS DE AUTOAJUDA

3. TÉCNICAS COM O USO DA BENGALA


LONGA OU TÉCNICAS DE HOOVER