Você está na página 1de 53

MUNIÇÕES E BALÍSTICA

MUNIÇÃO
DEFINIÇÃO DEMUNIÇÃO

ASSUNTO DAS PROVAS TEÓRICA E ORAL


 
SEGUNDO O INCISO X DO ART. 2ª DOS DECRETOS 9.845, 9.846 E 9.847/2019 - MUNIÇÃO -
CARTUCHO COMPLETO OU SEUS COMPONENTES, INCLUÍDOS O ESTOJO, A ESPOLETA, A
CARGA PROPULSORA, O PROJÉTIL E A BUCHA UTILIZADOS EM ARMAS DE FOGO
DISPARO DE UMA ARMA, CUJO EFEITO DESEJADO PODE SER: DESTRUIÇÃO, ILUMINAÇÃO OU
OCULTAMENTO DO ALVO; EFEITO MORAL SOBRE PESSOAL; EXERCÍCIO; MANEJO; OUTROS EFEITOS
ESPECIAIS.
MUNIÇÕES EXPLOSIVOS
São corpos carregados com São substancias que, sob a ação de
explosivos ou agentes químicos um excitante, se transformam em
destinados a produzir danos. grande volume de gases, sob grande
pressão, em um
curto espaço de tempo e com grande
produção de calor.

TIPOS DE TRANSFORMAÇÕES DOS EXPLOSIVOS

IMAGINEMOS VÁRIOS TIPOS DE EXPLOSIVOS DISPOSTOS EM FORMA DE FIO, SEM NENHUMA COMPRESSÃO E
EXCITADOS AO AR LIVRE. A VELOCIDADE DE TRANSFORMAÇÃO DELES IRÁ VARIAR; UNS SE TRANSFORMAM MAIS
RAPIDAMENTE E OUTROS MAIS
LENTAMENTE. ASSIM, DISTINGUIMOS OS SEGUINTES TIPOS DE TRANSFORMAÇÃO:

TIPO TEMPO
Queima (inflamação) 1 metro em 90 seg
Deflagração (subsônica) 1.000 a 2.000 m/seg

Explosão 2.000 a 4.000 m/seg


Detonação(supersônica) Acima de 4.000 m/seg
EXPLOSIVOS QUANTO À VELOCIDADE DE TRANSFORMAÇÃO

=>BAIXOS EXPLOSIVOS (PÓLVORAS) - SÃO EMPREGADOS


PARA CARGAS DE PROJEÇÃO, ARTIFÍCIOS PIROTÉCNICOS E, EVENTUALMENTE, RUPTURA. ESTES EXPLOSIVOS
QUEIMAM OU DEFLAGRAM
 
=> ALTOS EXPLOSIVOS (EXPLOSIVOS BRISANTES OU DE RUPTURA) - SÃO EMPREGADOS EM RUPTURA, ARREBENTAMENTO,
FRAGMENTAÇÃO, DESTRUIÇÕES, ETC.,E COMO INICIADORES DE EXPLOSÕES. ESTES EXPLODEM OU DETONAM.

TIPOS DE MUNIÇÕES
ASSUNTOS DAS PROVAS TEÓRICAS E ORAL
 
LETAL
MENOS LETAL
DESTRUIÇÃO
ILUMINAÇÃO OU OCULTAMENTO DO ALVO
EXERCÍCIO
MANEJO
EFEITO MORAL SOBRE PESSOAL
OUTROS EFEITOS ESPECIAIS
ATIVIDADES ESPORTIVAS
INDUSTRIAL
DEFINIÇÃO DE CARTUCHO
CARTUCHO É A DESIGNAÇÃO GENÉRICA DAS UNIDADES DE MUNIÇÃO UTILIZADAS NAS ARMAS DE FOGO DE RETROCARGA.
ORIGEM DO CARTUCHO
EM 1836, CASIMIR LEFAUCHEUX INVENTOU O PRIMEIRO CARTUCHO COMPOSTO POR TRÊS ELEMENTOS (PROJÉTIL, CARGA
PROPULSORA E SISTEMA DE DEFLAGRAÇÃO [ESPOLETA]) A OBTER SUCESSO COMERCIAL. ESTE DISPOSITIVO TINHA UM PINO
METÁLICO COM UMA PROJEÇÃO EXTERNA E NO INTERIOR DA CÁPSULA TEM UMA CÂMARA FULMINANTE INSERIDA NA BASE
METÁLICA.

NA FOTO ACIMA, OS PRIMEIROS CARTUCHOS DESENVOLVIDOS POR LEFAUCHEX.


 
SEU PRIMEIRO CARTUCHO CONSISTIA DE UM TUBO DE PAPELÃO CHEIO DE PÓLVORA CUJA EXTREMIDADE FINAL ERA UM
COPO DE IATÃO. O PROJÉTIL ERA CÔNICO E FEITO DE CHUMBO MACIÇO. INTERNAMENTE, NO COPO DE LATÃO, ERA MONTADO
UM PEQUENO RESERVATÓRIO COM UMA MISTURA FULMINANTE, MUITO SIMILAR ÀS ESPOLETAS QUE JÁ ERAM UTILIZADAS
NA ÉPOCA, QUE SERIA DETONADA POR UM PINO QUE ALI SE APOIAVA. ESSE PINO ERA EXPOSTO ALGUNS MILÍMETROS,
ATRAVÉS DE UM ORIFÍCIO LATERAL NA PARTE TRASEIRA DO CARTUCHO; DAÍ ORIGINA-SE O NOME DO SISTEMA: "PIN-FIRE".
MODELO DE CARTUCHOS
COMO EXISTEM DIVERSOS MODELOS DE ARMAS DE RETROCARGA, LOGICAMENTE, EXISTEM DIVERSOS
MODELOS DE CARTUCHOS QUE VARIAM NO FORMATO, NA QUANTIDADE E NO TIPO DE SEUS COMPONENTES. OS
CARTUCHOS MAIS CONHECIDOS E EMPREGADOS, HOJE EM DIA, SÃO:
• CARTUCHOS PARA ARMAS RAIADAS DE PERCUSSÃO
CENTRAL;
• CARTUCHOS PARA ARMAS RAIADAS DE PERCUSSÃO RADIAL;
• CARTUCHOS PARA ARMAS DE ALMA LISA DE PERCUSSÃO CENTRAL.

COMPONENTES DO CARTUCHO E SUAS FUNÇÕES


EM QUASE TODOS OS TIPOS DE CARTUCHOS, VERIFICA-SE A UTILIZAÇÃO DE ALGUNS COMPONENTES ESSENCIAIS
COMO O ESTOJO, A ESPOLETA, O PROPELENTE (PÓLVORA) E O PROJÉTIL:
 
As diferenças entre os cartuchos. devem-se ao
emprego dado aos mesmos, como por exemplo,
os cartuchos de festim e lançadores de granadas que
não têm projéteis .e os. cartuchos de manejo que não
são dotados de espoleta ativa e pólvora.
Especificamente, para os cartuchos destinados às
armas de alma lisa, utilizam-se ainda outros
componentes como a bucha e, em alguns modelos
discos de papelão com finalidades específicas.
DEFINIÇÃO DE ESTOJO
É O COMPONENTE DE UNIÃO MECÂNICA DO CARTUCHO. O ESTOJO POSSIBILITA QUE TODOS OS COMPONENTES
NECESSÁRIOS AO DISPARO FIQUEM UNIDOS EM UMA ÚNICA PEÇA, O QUE FACILITA O MANEJO DA ARMA E
ACELERA O PROCESSO DE CARREGAMENTO.

CLASSIFICAÇÃO ESTOJOS ARMAS ALMA RAIADA


SÃO CLASSIFICADOS À FORMA DO CORPO, TIPO DA BASE E FORMA DE INICIAÇÃO.
 
QUANTO À FORMA DO CORPO:
 
CILÍNDRICO: O ESTOJO MANTÉM SEU DIÂMETRO POR TODA A EXTENSÃO;
CÔNICO OU TRONCO-CÔNICO: O ESTOJO TEM DIÂMETRO MENOR NA BOCA, É POUCO COMUM;
GARRAFA: O ESTOJO TEM UM ESTRANGULAMENTO (GARGALO).
QUANTO AO TIPO DE BASE:
 
CINTURADO: APRESENTA UM ARO DE MAIOR DIÂMETRO QUE A BASE, SITUADO LOGO À FRENTE DESSA, EMPREGADO EM
CARTUCHOS COM MAIOR ENERGIA. ESTE ARO TEM POR FINALIDADE AUMENTAR OS PONTOS DE APOIO DO CARTUCHO NA
CÂMARA. EXEMPLO: O " .300 WINCHESTER MAGNUM".
 
COM SEMI-ARO: COM RESSALTO DE PEQUENAS PROPORÇÕES E UMA RANHURA OU VIROLA, PARA ENCAIXE DO
EXTRATOR. EXEMPLO: ".32 WINCHESTER SELF LOADING" (SELF LOADING É APENAS UMA REFERÊNCIA QUE A ARMA ERA
SEMIAUTOMÁTICA);
 
SEM ARO: A BASE APRESENTA O MESMO DIÂMETRO DO CORPO DO ESTOJO, TEM APENAS A RANHURA OU VIROLA, PARA
ENCAIXE DO EXTRATOR, COMO A MAIORIA DOS CALIBRES DE PISTOLA. EXEMPLO: “.45 ACP”, “.40S&W”;
 
COM ARO: COM RESSALTO NA BASE (ARO OU GOLA) QUE PERMITE O TRAVAMENTO DO ESTOJO NA ARMA. EXEMPLO: ".38
SPL" E DA MAIORIA DOS CARTUCHOS DESTINADOS A REVÓLVERES.
REBATIDO: A BASE TEM DIÂMETRO MENOR QUE O CORPO DO ESTOJO, COMO O CALIBRE ".41 ACTION EXPRESS".
QUANTO AO TIPO DE INICIAÇÃO:
 
FOGO CIRCULAR: A MISTURA AO DETONANTE COLOCADA NO INTERIOR DO ESTOJO, DENTRO DO ARO, E DETONA
QUANDO ESTE É ARREMESSADO PELO PERCURSOR (EX. CALIBRE .22 LR, 22 MAGNUN)
 FOGO CENTRAL: A MISTURA DETONANTE ESTÁ DISPOSTA EM UMA ESPOLETA, FIXADA NO CENTRO DA BASE DO
ESTOJO
(EX. CALIBRE .380 ACP E CALIBRE .38 SPL).
 
DEFINIÇÃO DE ESPOLETA
A ESPOLETA É UM RECIPIENTE QUE CONTÉM A MISTURA DETONANTE E UMA BIGORNA, UTILIZANDO EM
CARTUCHOS DE FOGO CENTRAL, CONHECIDOS COMO MUNIÇÃO PARA ARMAS DE FOGO. A MISTURA DETONANTE
É UM COMPOSTO QUE QUEIMA COM FACILIDADE, BASTANDO O ATRITO GERADO PELO AMASSAMENTO DA
ESPOLETA CONTRA A BIGORNA PROVOCADA PELO PERCUSSOR PARA INCENDIÁ-LA. A QUEIMA DESSA MISTURA
GERA CALOR, QUE PASSA PARA O PROPELENTE (PÓLVORA), ATRAVÉS DE PEQUENOS FUROS NO ESTOJO,
CHAMADOS EVENTOS.

DEFINIÇÃO DE ESPOLETA
AS ESPOLETAS TÊM POR FUNÇÃO INICIAR A QUEIMA DA PÓLVORA (PROPELENTE}. TRATA-SE BASICAMENTE DA
COMBINAÇÃO DE UM EXPLOSIVO COM OUTROS COMPONENTES DEPOSITADOS NO FUNDO DE UM PEQUENO
RECEPTÁCULO METÁLICO DE LATÃO (LIGA DE COBRE “CU” E ZINCO "ZN"), CUJA INICIAÇÃO SE DÁ POR
PERCUSSÃO (CHOQUE VIOLENTO), O QUAL GERA A DETONAÇÃO DESSE EXPLOSIVO. NA DETONAÇÃO OCORRE A
TRANSFORMAÇÃO ABRUPTA DO EXPLOSIVO EM GASES, COM EXTRAORDINÁRIA RAPIDEZ (VELOCIDADE DA
ORDEM DE 5000 M/S;), GERAÇÃO DE CALOR, CHAMA E ELEVADAS PRESSÕES, O QUE IRÁ AGIR SOBRE OS GRÃOS DO
MISTURA INICIADORA DA ESPOLETA
A MISTURA INICIADORA DE UMA ESPOLETA PARA CARTUCHO É COMPOSTA DE MATERIAIS DIVERSOS, COM AS
FUNÇÕES ESPECÍFICAS DE:
UM EXPLOSIVO INICIADOR
MATERIAIS OXIDANTES
MATERIAIS REDUTORES
ATRITANTE
AGLOMERANTE.

TIPOS DE ESPOLETAS

BOXER: MUITO USADA ATUALMENTE, TEM A BIGORNA PRESA À ESPOLETA E UTILIZA APENAS UM EVENTO
CENTRAL, FACILITANDO O DESESPOLETAMENTO DO ESTOJO, NA RECARGA;
BERDAN: UTILIZADA PRINCIPALMENTE EM ARMAS DE USO MILITAR, A BIGORNA É UM PEQUENO RESSALTO NO
CENTRO DA BASE DO ESTOJO ESTANDO À SUA VOLTA DOIS OU MAIS EVENTOS;
BATERIA: UTILIZADA EM CARTUCHOS DE CAÇA, TEM A BATERIA INCORPORADA NA ESPOLETA DE FORMA A SER
IMPOSSÍVEL CAIR, FACILITANDO O PROCESSO DE RECARGA DO ESTOJO.
Bases de cápsulas com espoletas
Berdan (esquerda) e Boxer (direita).
P
E
R
C
BERDAN BOXER U
S
S
Ã
O
QUADRO SINÓPTICO – ESPOLETAS
  Tipo de Uso Eventos Bigorna
espoleta
Boxer Muito usada Um evento Presa à espoleta
atualmente central
Berdan Armas militares 02 ou mais Pequeno ressalto no
eventos em centro da base do
volta estojo
Bateria Cartuchos   Bateria incorporada
na espoleta

TIPOS DE PERCUSSÃO (INICIAÇÃO) DA ESPOLETA

Sendo a espoleta um dos componentes do cartucho, existem 02(dois) tipos de iniciação (percussão)
nas espoletas: Cartuchos de fogo (de percussão/espoleta) radial (circular/anelar/periférica) e cartuchos
de fogo (de percussão/espoleta) central. O cartucho de fogo circular _ou radial (Rimfire) se caracteriza
por não possuir espoleta, estando a mistura iniciadora localizada de forma circular ao longo do anel
interno do culote do estojo (na orla - mais externo). Em função dessa localização, a percussão é feita
sobre esse culote o que exige que o percussor da arma seja montado fora de centro e que a percutida
ocorra bem na borda do culote. Já os cartuchos de fogo central (Centerfire) referem-se às munições que
possuem sua espoleta inserida no centro do estojo.
ESPOLETA
A espoleta utilizada em cartuchos para
armas de alma lisa são do tipo Bateria, e
caracteriza-se por ser constituída por
cápsula, bigorna e estojo próprio com
evento.
NOMENCLATURA DA ESPOLETA:

1.Corpo: Elemento de união dos


componentes;

2. Copo: Recebe a mistura iniciadora

3a. Disco de papel: Mantém a mistura


iniciadora;

3b. Disco de papel: Mantém a bigorna no


lugar, protegendo o evento;

4. Bigorna: Tipo Bateria.


Esquerda: cápsula de fogo anelar. Cartucho de fogo circular
Direita: cápsula de fogo central
(nesta, vê-se claramente a marca
percussor na espoleta).

RESUMINDO ESPOLETA DE:


FOGO CIRCULAR OU RADIAL: A MISTURA DETONANTE É COLOCADA NO INTERIOR DO ESTOJO, DENTRO DO ARO,
E DETONA QUANDO ESTE É AMASSADO PELO PERCURSOR.
FOGO CENTRAL: A MISTURA DETONANTE ESTÁ DISPOSTA EM UMA ESPOLETA, FIXADA NO CENTRO DA BASE DO
ESTOJO".

OBS: HÁ UMA CLASSIFICAÇÃO ESPECÍFICA PARA O SISTEMA DE PERCUSSÃO DOS REVÓLVERES:


VAMOS PRIMEIRAMENTE DEFINIR O QUE É UM PERCUTOR OU PERCUSSOR:
 
PERCUSSOR OU PERCUTOR: É UMA PEÇA DA ARMA DE-FOGO QUE TEM A FUNÇÃO DE PERCUTIR DIRETA OU
INDIRETAMENTE A ESPOLETA DO CARTUCHO.
 
Estojo de Cartucho de Fogo Circular Deflagrado
NOMENCLATURA DO CARTUCHO DE FOGO
CIRCULAR

.22 LR (Long Rifle) com projetil Ponta Oca


(Hollow Point)
FOGO CIRCULAR E FOGO CENTRAL
O percussor é parte integrante da arma

Fogo CIRCULAR ( RIM FIRE ) o percussor percute a mistura iniciadora que


se encontra na orla ( virola ) oca do culote do estojo.

Fogo CENTRAL ( CENTER FIRE ) o percussor percute a espoleta que se


encontra ao centro do culote do estojo.
DE ACORDO COM O CONTEÚDO DO CURSO DE IDENTIFICAÇÃO DE ARMAS DE FOGO NO SITE SENASP - EAD – MÓDULO 02,
(PÁG. 08), OS REVÓLVERES ATUAIS APRESENTAM DOIS SISTEMAS DIFERENTES DE PERCUSSÃO, QUE CONSIDERAM,
BASICAMENTE, A MONTAGEM DO PERCUSSOR: PERCUSSÃO DIRETA E PERCUSSÃO INDIRETA.
 
-PERCUSSÃO DIRETA - O PERCUSSOR É PARTE INTEGRANTE DO CÃO, PODENDO SER UM PROLONGAMENTO DO CÃO
(FIXO), OU ESTAR AFIXADO POR UM PINO (OSCILANTE);
-PERCUSSÃO INDIRETA - O PERCUSSOR SE ENCONTRA EM ESPAÇO PRÓPRIO, NA ARMAÇÃO, E RECEBE O IMPACTO
DO CÃO DE FORMA INDIRETA. COM O DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE SEGURANÇA, COMO O SISTEMA LRWING
JONHSON (EM QUE O CÃO IRÁ IMPACTAR-SE CONTRA A SUA ALAVANCA E ELA, POR SUA VEZ, CONTRA ELE), E POR CAUSA
DESSA SEGURANÇA, ESSE TIPO DE PERCUSSÃO PASSOU A SER ADOTADO POR INÚMEROS FABRICANTES COM AS
RESPECTIVAS MODIFICAÇÕES. NOS MODERNOS REVÓLVERES TAURUS, O SISTEMA DE SEGURANÇA É SEMELHANTE AO
MENCIONADO: O CÃO IRÁ COLIDIR COM A BARRA DE TRANSFERÊNCIA E ELA, POR SUA VEZ, CONTRA O PERCUSSOR.

SISTEMA DE PERCUSSÃO DOS REVÓLVERES

O Percussor é a parte integrante do O Percussor é uma peça independente


cão, podendo ser um que recebe o impacto do cão ou do
prolongamento do cão (fixo), ou martelo para, depois desse impacto,
estar afixado por um pino ser projetado e atingir a espoleta.
(oscilante)
COMPLEMENTANDO O COMENTÁRIO, O CURSO DE BALÍSTICA FORENSE, EAD/SENASP MÓDULO 02(PAG. 16), ASSEVERA:
 

UM MECANISMO DE SEGURANÇA, MUITO EFICIENTE, COM O QUAL É PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL A OCORRÊNCIA


DE DISPARO ACIDENTAL É O QUE TRABALHA COM UMA BARRA DE TRANSFERÊNCIA. NESTE SISTEMA, A BARRA
DE TRANSFERÊNCIA É ACIONADA DIRETAMENTE PELO GATILHO E ESTÁ LIGADA COM O PROLONGAMENTO DO
GATILHO. NELE, QUANDO A ARMA ESTÁ DESENGATILHADA, O CÃO ESTÁ EM CONTATO COM O BATENTE E AFASTADO
DO PERCUTOR. COM O ACIONAMENTO DO GATILHO, A BARRA DE TRANSFERÊNCIA SE INTERPÕE ENTRE O CÃO E O
PERCUTOR, TRANSFERINDO A ENERGIA RECEBIDA DO IMPACTO COM O CÃO PARA O PERCUTOR, POR ISSO O NOME
BARRA DE TRANSFERÊNCIA. NAS ARMAS QUE APRESENTEM UM SISTEMA DE SEGURANÇA DO TIPO BARRA DE
TRANSFERÊNCIA OU SIMILARES, É IMPROVÁVEL OCORRER DISPARO ACIDENTAL POR QUEDA DA ARMA.

DEFINIÇÃO DE PÓLVORA

PÓLVORA OU CARGA DE PROJEÇÃO: É


UM COMBUSTÍVEL SÓLIDO; GRANULAR, COM DIVERSOS FORMATOS DE GRÃOS,
PODENDO INFLAMAR-SE COM GRANDE RAPIDEZ, COM A PRODUÇÃO DE GRANDE VOLUME DE GASES E ELEVAÇÃO DA
TEMPERATURA, SEM NECESSITAR DE OXIGÊNIO DO EXTERIOR.
OS PRÓPRIOS COMPONENTES POSSUEM O OXIGÊNIO NECESSÁRIO PARA A DEFLAGRAÇÃO. É O ELEMENTO ATIVO DO
CARTUCHO. PROPELENTES SÃO SUBSTÂNCIAS QUE QUEIMAM DE FORMA PROGRESSIVA. POR ESSA CARACTERÍSTICA
AS PÓLVORAS SÃO TAMBÉM CHAMADAS DE PROPELENTES.

ORIGEM DA PÓLVORA
A PÓLVORA FOI DESCOBERTA NA CHINA, DURANTE A
DINASTIA HAN. A PÓLVORA FOI USADA PELA PRIMEIRA VEZ PARA LANÇAR PROJÉTEIS DE UMA ARMA PORTÁTIL DE TAMANHO SEMELHANTE AOS RIFLES
ATUAIS NA ARÁBIA, POR VOLTA DE 1304. EM 1886, PAUL VIEILLE INVENTOU NA FRANÇA A PÓLVORA SEM FUMAÇA, CHAMADA DE POUDER B.
FEITA DE NITROCELULOSE GELATINOSA MISTURADA COM ÉTER E ÁLCOOL, ELA ERA PASSADA ATRAVÉS DE ROLOS PARA FORMAR FINAS FOLHAS QUE
ERAM CORTADAS COM UMA GUILHOTINA PARA FORMAR GRÃOS DE TAMANHO DESEJADO. A PÓLVORA SEM FUMAÇA POSSIBILITOU O
DESENVOLVIMENTO DAS MODERNAS ARMAS SEMIAUTOMÁTICAS E DAS ARMAS AUTOMÁTICAS.
TIPO DE PÓLVORA

EXISTEM DOIS TIPOS DE PÓLVORA: PÓLVORA NEGRA E PÓLVORA SEM FUMAÇA OU PÓLVORA QUÍMICA (O TERMO NÃO É MUITO
EXATO, POIS DEVERIA SER "COM POUCA FUMAÇA"). A MAIORIA DOS CARTUCHOS MODERNOS UTILIZA A PÓLVORA “SEM FUMAÇA”.
ENQUANTO A PÓLVORA NEGRA É CLASSIFICADA COMO EXPLOSIVO, A MODERNA PÓLVORA “SEM FUMAÇA” MERAMENTE QUEIMA
RAPIDAMENTE. A PÓLVORA QUEIMA PRODUZINDO UMA ONDE DE DEFLAGRAÇÃO SUBSÔNICA, AO CONTRÁRIO DOS ALTOS EXPLOSIVOS
QUE GERAM UMA ONDA DE DETONAÇÃO SUPERSÔNICA. ISSO REDUZ O PICO DE PRESSÃO NA ARMA, MAS TAMBÉM A TORNA MENOS
CAPACITADA A DESTRUIR ROCHAS OU FORTIFICAÇÕES.
 
PÓLVORA NEGRA: A MAIS ANTIGA DAS PÓLVORAS, INVENTADA PELOS CHINESES E CONHECIDA NA EUROPA DESDE O SÉCULO XII, CUJA
COMPOSIÇÃO É NITRATO DE POTÁSSIO, CARVÃO VEGETAL E ENXOFRE. EM FUNÇÃO DE SUA GRANULOMETRIA, POSSUI DIVERSAS
CLASSIFICAÇÕES, SENDO O PERCENTUAL DE COMPOSIÇÃO RELATIVAMENTE PADRONIZADO; EM INGLÊS "BLACK POWDER".
NO ESTUDO DA BALÍSTICA E DAS MUNIÇÕES, COMO A PÓLVORA ESTÁ ACONDICIONADA DENTRO DE UM CARTUCHO, ESSE AUMENTO DE
PRESSÃO PODE ATÉ ACARRETAR A EXPLOSÃO DA ARMA, O QUE SÓ NÃO OCORRE POR DOIS FATORES:
FATOR 1: A QUEIMA DA PÓLVORA NÃO É INSTANTÂNEA. AS PÓLVORAS POSSUEM UMA VELOCIDADE DE QUEIMA MUITO ALTA, MAS O
TEMPO NECESSÁRIO PARA A SUA QUEIMA PERMITE UM AUMENTO DA PRESSÃO DE FORMA GRADUAL. O TEMPO DE QUEIMA SERÁ UM DOS
PRINCIPAIS CRITÉRIOS PARA DEFINIR EM QUE TIPO DE ARMA SERÁ EMPREGADA DETERMINADA PÓLVORA (QUANTO MENOR O
COMPRIMENTO DO CANO MAIS VELOZ DEVE SER A SUA QUEIMA).
FATOR 2: A PRESSÃO É EXERCIDA EM TODAS AS DIREÇÕES (PRINCÍPIO DE PASCAL) E, À MEDIDA QUE A PRESSÃO AUMENTA, ELA SUPLANTA
A FORÇA DE ENGASTAMENTO DO PROJÉTIL AO ESTOJO, O QUE PROPICIA O DESLOCAMENTO DO PROJÉTIL ATRAVÉS DO CANO. COM O
AUMENTO GRADUAL DO VOLUME DE CONFINAMENTO DO PROPELENTE EM COMBUSTÃO, A PRESSÃO GERADA DIMINUI E A MANTÉM
DENTRO DOS LIMITES PARA OS QUAIS A ARMA FOI PROJETADA.
(A PRESSÃO É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO VOLUME).
O PROJÉTIL É ACELERADO DURANTE TODO O SEU PERCURSO PELO CANO EM DECORRÊNCIA DA PRESSÃO EXERCIDA PELA
EXPANSIVIDADE DOS GASES RESULTANTES DA QUEIMA DO PROPELENTE. A PRESSÃO ATINGE UM VALOR MÁXIMO, CHAMADO DE PICO DE
PRESSÃO, A PARTIR DO QUAL COMEÇA A DECAIR ATÉ A PRESSÃO ATMOSFÉRICA LOCAL, APÓS A SAÍDA DO PROJÉTIL PELO CANO.
TIPO DE PÓLVORAS QUÍMICAS (SEM FUMAÇA)
PÓLVORA DE BASE SIMPLES: PÓLVORA SEM FUMAÇA, PROPELENTE DESENVOLVIDO PARA ARMAS DE PEQUENO PORTE COMPOSTA
BASICAMENTE DE NITROCELULOSE. SÃO MENOS SENSÍVEIS À VARIAÇÃO DE TEMPERATURA. A TEMPERATURA DE QUEIMA É BEM
MAIS BAIXA, O QUE MELHORA A DURABILIDADE DOS CANOS DAS ARMAS. DEFLAGRAM EM TEMPERATURAS QUE OSCILAM ENTRE
175°C A 178°C.
 
PÓLVORA DE BASE DUPLA: PÓLVORA SEM FUMAÇA, À BASE DE NITROCELULOSE E NOTROGLICERINA. MAIS RESISTENTE À
UMIDADE. GERAM MUITO MAIS ENERGIA QUE AS PÓLVORAS DE BASE SIMPLES. DEFLAGAM EM TEMPERATURAS QUE OSCILAM ENTRE
165°C A 175ºC.
 
PÓLVORA DE BASE TRIPLA: PÓLVORA SEM FUMAÇA, À BASE DE NITROCELULOSE, NITROGLICERINA E NITROGUANINA. –
AS PÓLVORAS QUÍMICAS APRESENTAM-SE SOB A FORMA DE GRÃOS, COM ALGUM DOS SEGUINTES FORMATOS:
 
CILÍNDRICO TUBULAR OU TUBULAR MONOPERFURADO
CILÍNDRICO MULTIPERFURADO
ESFÉRICO
LAMELAR
LENTICULAR
PRISMÁTICO PERFURADO (MONO E MULTIPERFURADO)
PRISMÁTICO NÃO PERFURADO (CÚBICO, LÂMINAS
RETANGULARES)
DISCOIDAL
DISCO COMPACTO E DE FORMATOS IRREGULARES
PÓLVORAS QUANTO À VELOCIDADE DE INFLAMAÇÃO
QUANTO À VELOCIDADE DE INFLAMAÇÃO, AS PÓLVORAS
QUÍMICAS OU SEM FUMAÇA PODEM SER DIVIDIDAS EM PÓLVORAS VIVAS, PÓLVORAS LENTAS E PÓLVORAS
PROGRESSIVAS.
 
PÓLVORAS VIVAS - SÃO AQUELAS QUE SE DECOMPÕEM TOTALMENTE ANTES DO PROJETIL ATINGIR A BOCA DO CANO DA ARMA,
CUJA PRESSÃO SE ELEVA AO MÁXIMO QUASE QUE INSTANTANEAMENTE, CAINDO COM GRANDE RAPIDEZ A ZERO.
 
PÓLVORAS LENTAS - APRESENTAM FENÔMENO AO CONTRÁRIO DAS PÓLVORAS VIVAS.
 
PÓLVORAS PROGRESSIVAS - SÃO AQUELAS NAS QUAIS A COMBUSTÃO SE REALIZA COM O AUMENTO DA SUPERFÍCIE, CUJA
PRESSÃO SE DESENVOLVE DE FORMA NÃO BRUSCA, ATÉ ATINGIR SEU PONTO MÁXIMO E CONSERVANDO-SE ALTA POR MAIS TEMPO.

DEFINIÇÃO DE PROJÉTIL
PROJÉTIL, PELA CONCEITUAÇÃO FÍSICA, CONSISTE EM
QUALQUER SÓLIDO ABANDONADO AO SEU MOVIMENTO APÓS TER RECEBIDO UM IMPULSO INICIAL; O QUE PODE SER OU FOI
LANÇADO. PARA A BALÍSTICA FORENSE, O PROJÉTIL É A PARTE DO CARTUCHO QUE FOI OU QUE PODE SER LANÇADA ATRAVÉS DO
CANO, SOB A AÇÃO DOS GASES RESULTANTES DA QUEIMA DO PROPELENTE.
O PROJÉTIL É UMA MASSA, EM GERAL DE LIGA DE CHUMBO QUE É ARREMESSADA À FRENTE QUANDO DA DETONAÇÃO DA
ESPOLETA E CONSEQUENTE QUEIMA DO PROPELENTE. É A ÚNICA PARTE DO CARTUCHO QUE PASSA PELO CANO DA ARMA E ATINGE O
ALVO. PARA ARREMESSAR O PROJÉTIL É NECESSÁRIA UMA GRANDE QUANTIDADE DE ENERGIA, QUE É OBTIDA PELO PROPELENTE,
DURANTE SUA QUEIMA. O PROPELENTE UTILIZADO NOS CARTUCHOS É A PÓLVORA, QUE, AO QUEIMAR, PRODUZ UM GRANDE
VOLUME DE GASES, GERANDO UM AUMENTO DE PRESSÃO NO INTERIOR DO ESTOJO, SUFICIENTE PARA EXPELIR O PROJÉTIL.
É A PARTE DO CARTUCHO QUE SERÁ LANÇADA ATRAVÉS DO CANO. E QUALQUER CORPO SÓLIDO PASSÍVEL DE SER ARREMESSADO.
PARTES DO PROJÉTIL

UM PROJÉTIL É FUNDAMENTALMENTE DIVIDIDO EM TRÊS PARTES:


 
PONTA - CORPO – BASE

TIPOS DE PROJÉTEIS QUANTO À FINALIDADE


EXPANSIVO - O PROJÉTIL TEM UMA PONTA OCA E RISCOS NA PARTE DE FORA. QUANDO
ELE ENCONTRA UM OBJETO AQUOSO OU GELATINOSO COMO UM ÓRGÃO ANIMAL, ABRE
COMO SE FOSSE UMA FLOR, FAZENDO UMA VERDADEIRA CRATERA DENTRO DO ALVO. O
DANO É TÃO GRANDE QUE SEU USO É PROIBIDO EM GUERRAS.
ENCAMISADO - O PROJÉTIL TEM UM REVESTIMENTO DE COBRE, NÁILON OU OUTRO MATERIAL
QUE DESLIZE PELO CANO DA ARMA MELHOR QUE O CHUMBO. RESULTADO: O TIRO SAI COM MAIS
VELOCIDADE, O QUE MELHORA A PRECISÃO E O ALCANCE DO DISPARO.
 

TRAÇANTE - TEM UMA PEQUENA QUANTIDADE DE FÓSFORO NA BASE OU NA PONTA DO PROJÉTIL


QUE SE INCENDEIA A QUANDO DA COMBUSTÃO DA PÓLVORA OU DEVIDO AO ATRITO COM O AR
DEIXANDO UM RASTRO LUMINOSO VISÍVEL A OLHO NU NA ESCURIDÃO.
 

EXPLOSIVO -APÓS O DISPARO, A CARGA LÍQUIDA CONTIDA NO INTERIOR DO PROJÉTIL


(NORMALMENTE MERCÚRIO OU GLICERINA) SOFRE UMA ACELERAÇÃO VIOLENTA, E SE COMPRIME
PARA TRÁS; QUANDO ATINGE O ALVO,
A SUBSTÂNCIA SE EXPANDE PARA FRENTE. NESTA EXPANSÃO, O LÍQUIDO EMPURRA A PONTA, QUE
SE
PROJETA PARA FRENTE.
QUANTO À PONTA, OS PROJÉTEIS APRESENTAM OS
SEGUINTES FORMATOS MAIS COMUNS:
DIVISÃO DOS TIPOS DE PROJÉTEIS QUANTO AOS COMPONENTES DA PONTA
PROJÉTEIS DE CHUMBO - O CHUMBO - POR SER BARATO E DE FÁCIL OBTENÇÃO; PELO ALTO PESO ESPECÍFICO E BAIXO PONTO DE
FUSÃO; PELA FÁCIL TRABALHABILIDADE E GRANDE MALEABILIDADE - É O ELEMENTO IDEAL PARA OS PROJÉTEIS DE ARMA DE FOGO,
TENDO SIDO O MATERIAL UTILIZADO DESDE OS PRIMEIROS INFORMES DE DISPAROS DE ARMAS DE FOGO ATÉ OS DIAS DE HOJE. O
PROJÉTIL DO TIPO ESFERA FOI INICIALMENTE A ESCOLHA NATURAL POR SER A FORMA QUE APRESENTAVA, A PRINCÍPIO, A MENOR
PERDA DE GASES.
PORÉM, DEVIDO A PROBLEMAS COM O ALCANCE ÚTIL (OS PROJÉTEIS ESFÉRICOS UTILIZADOS NO INÍCIO APRESENTAVAM ALCANCE ÚTIL
DE CERCA DE 50 METROS) E A RESISTÊNCIA, ELES FORAM GRADATIVAMENTE SENDO SUBSTITUÍDOS, NOS CARTUCHOS DESTINADOS A
ARMAS RAIADAS, PELOS PROJÉTEIS DE FORMATO PONTIAGUDO, SEMELHANTE ÀS SETAS. EM SUA EVOLUÇÃO, PROCUROU-SE RESOLVER
PROBLEMAS QUANTO A SUA TRAJETÓRIA, RESISTÊNCIA DO AR, MOVIMENTOS ERRÁTICOS DOS PROJÉTEIS E PROBLEMAS QUE
ADVINHAM DAS CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS, TAIS COMO VEDAÇÃO CORRETA DOS GASES DA PÓLVORA E A DIMINUIÇÃO DO
ATRITO COM O CANO. O MODERNO PROJÉTIL É DE LIGA DE CHUMBO, ISTO É, CHUMBO ENDURECIDO COM ANTIMÔNIO E / OU ESTANHO,
E CONTÉM TODOS OS ELEMENTOS DE SUA EVOLUÇÃO.
 
PROJÉTEIS ENCAMISADO - SÃO PROJÉTEIS CONSTRUÍDOS POR UM NÚCLEO RECOBERTO POR UMA CAPA EXTERNA CHAMADA CAMISA
OU JAQUETA. A CAMISA É NORMALMENTE FABRICADA COM LIGAS METÁLICAS COMO: COBRE E NÍQUEL, COBRE NÍQUEL E ZINCO;
COBRE E ZINCO, COBRE, ZINCO E ESTANHO OU AÇO. O NÚCLEO É CONSTITUÍDO GERALMENTE DE CHUMBO PRATICAMENTE PURO,
CONFERINDO O PESO NECESSÁRIO E UM BOM DESEMPENHO BALÍSTICO. OS PROJÉTEIS ENCAMISADOS PODEM TER SUA CAPA EXTERNA
ABERTA NA BASE E FECHADA NA PONTA (PROJÉTEIS SÓLIDOS) OU FECHADA NA BASE E ABERTA NA PONTA (PROJÉTEIS EXPANSIVOS).
NOS PROJÉTEIS SÓLIDOS, DESTACA-SE SUA MAIOR CAPACIDADE DE PENETRAÇÃO E ALCANCE. OS PROJÉTEIS EXPANSIVOS DESTINAM-
SE À DEFESA PESSOAL POIS, AO ATINGIR UM ALVO, SÃO CAPAZES DE SE DEFORMAR E AUMENTAR SEU DIÂMETRO, OBTENDO MAIOR
DISSIPAÇÃO DA ENERGIA CINÉTICA, LOGO, MAIOR CAPACIDADE LESIVA.
NOTA
O PROJÉTIL EXPANSIVO TEVE SEU USO PROIBIDO PARA FINS MILITARES PELA CONVENÇÃO DE HAIA, EM 1899. SÃO USADOS NA
AÇÃO POLICIAL UMA VEZ QUE, QUANTO MAIOR A ÁREA DE CONTATO DO PROJÉTIL COM O TECIDO, MAIOR SERÁ A DEGRADAÇÃO
DA_ ENERGIA CINÉTICA. DESTA FORMA, UM PROJÉTIL DO TIPO EXPANSIVO PODE APRESENTAR UMA MAIOR DEGRADAÇÃO DA
ENERGIA CINÉTICA QUE OUTRO DE CALIBRE MAIOR QUE NÃO PERMITA A EXPANSIVIDADE DE SUA PONTA. E QUANTO MAIS
ENERGIA FOR TRANSFERIDA MAIOR SERÁ O POTENCIAL LESIVO E MENOR A POSSIBILIDADE DE TRANSFIXAR.
OS PROJÉTEIS EXPANSIVOS PODEM SER CLASSIFICADOS EM TOTALMENTE ENCAMISADOS (A CAMISA RECOBRE TODO O CORPO
DO PROJÉTIL) E SEMI-ENCAMISADOS (A CAMISA RECOBRE PARCIALMENTE O CORPO, DEIXANDO SUA PARTE POSTERIOR
EXPOSTA). OS TIPOS DE PONTAS SÃO BASICAMENTE OS MESMOS QUE OS ANTERIORMENTE CITADOS PARA OS PROJÉTEIS DE
CHUMBO, COM A ADIÇÃO DE PROJÉTEIS DE PONTA OCA E OUTRAS FORMAS DE PROJÉTEIS EXPANSIVOS.
 
OBS: ENCAMISADO = JAQUETADO
 
PROJÉTEIS ESPECIAIS - SÃO PROJÉTEIS DESENVOLVIDOS COM FINALIDADES ESPECIFICAS, COMO OS PROJÉTEIS TRAÇANTES,
INCENDIÁRIOS, EXPLOSIVOS, PROJÉTEIS DE BORRACHA PARA CONTROLE DE TUMULTOS, ENTRE OUTROS.
 
 
ALGUNS TIPOS DE PROJÉTEIS ESPECIAIS:
 
GLASER
NYCLAD
BAT
ARMOUR PIERCING E METAL PIERCING
PMC ULTRA MAG
BLACK TALON
COMPOUND PLASTIC
 
MUITOS PROJÉTEIS APRESENTAM UM CÓDIGO DE CORES PARA DEFINIR A SUA UTILIZAÇÃO, PRINCIPALMENTE NOS FUZIS E
PROJETEIS ESPECIAIS
Hydra-Shock: Pelo princípio do choque hidrostático, a haste metálica
existente no interior do projetil, amplifica e direciona a pressão dos
fluídos do corpo humano para o interior da cavidade frontal deste. A
velocidade de entrada, somada à pressão destes líquidos provoca a
expansão e fragmentação do projetil, deformando o mesmo com maior
eficiência.

Munição Hydra-Shock
Federal .45 ACP
PROJETEIS ESPECIAIS
SXT-DP BLACK TALON: É uma HALLOW POINT com camisa de
cobre revestida por uma camada de Teflon® negro, sendo mais espessa na
ponta assegurando maior retenção de material mesmo em deformações
extremas. A base é do tipo “ HOLLOW BASE”.
PROJETEIS ESPECIAIS
Glaser Safety Slug: Projetil oco com paredes extremamente finas de
cobre, contendo em seu interior centenas de micro balins. Uma ogiva plástica fecha o
projetil dando forma ao mesmo. Grande velocidade inicial, pois é extremamente leve,
possui boa penetrabilidade. É sólido até o momento que chega ao alvo, pois se
fragmenta e transfere toda a sua energia para o mesmo. Excelente para combate
urbano, pois não há ricochete e não transfixa o alvo.
PROJETEIS ESPECIAIS

THV (TRÈS HAUTE VITESSE) Metal Piercing


CARTUCHOS DE ARMAS DE ALMA LISA
ELEMENTOS ESSENCIAIS DOS CARTUCHOS:
OS CARTUCHOS DESTINADOS A ARMAS DE ALMA LISA APRESENTAM OS SEGUINTES ELEMENTOS ESSENCIAIS:
 
1. ESTOJO;
2. ESPOLETA;
3. PÓLVORA;
4. PROJÉTEIS (PROJÉTEIS SINGULARES, BALINS OU PROJÉTEIS ESPECIAIS)
5. BUCHAS E DISCOS DE PAPELÃO

ESTOJO ARMAS ALMA LISA


OS ESTOJOS DESTINADOS ÀS ARMAS DE ALMA LISA SÃO CONFECCIONADOS EM DIVERSOS MATERIAIS, COMO METAL
(NORMALMENTE LATÃO), PLÁSTICO OU PAPELÃO. ESSES DOIS ÚLTIMOS GERALMENTE APRESENTAM UMA BASE METÁLICA. OS
ESTOJOS EM PAPELÃO ESTÃO EM DESUSO, POIS A ABSORÇÃO DE UMIDADE GERA UM AUMENTO DE VOLUME, DIFICULTANDO A SUA
INTRODUÇÃO NA CÂMARA. OS ESTOJOS METÁLICOS, DEVIDO AO CUSTO DE PRODUÇÃO, NÃO SÃO EMPREGADOS NA CONFECÇÃO
DE CARTUCHOS COMERCIAIS, SENDO UTILIZADOS NA RECARGA ARTESANAL DE MUNIÇÃO. OS ESTOJOS CONFECCIONADOS EM
TUBOS DE PLÁSTICO, POR NÃO ABSORVEREM UMIDADE, POR PERMITIREM UM CONSIDERÁVEL NÚMERO DE RECARGAS E
UM MELHOR FECHAMENTO, SÃO OS MAIS EMPREGADOS ATUALMENTE. NORMALMENTE OS ESTOJOS CONFECCIONADOS EM
TUBO DE PLÁSTICO OU PAPELÃO APRESENTAM UMA BASE METÁLICA (ALTA OU BAIXA), COM A FUNÇÃO DE AUMENTAR A
RESISTÊNCIA E PRINCIPALMENTE DE FORMAR O ARO DE TRAVAMENTO DA CÂMARA (HEADSPACE). NESSES ESTOJOS, É
EMPREGADA UMA BUCHA INTERNA, CONFECCIONADA EM PAPEL OU PLÁSTICO PARA AFIXAR O TUBO À BASE.
FECHAMENTO DOS ESTOJOS DE ARMAS ALMA LISA
O FECHAMENTO DOS ESTOJOS PODE SER DO TIPO ORLADO, OU EM ESTRELA DE 6 OU 8 PONTAS
NOS CARTUCHOS DOTADOS DE PROJÉTEIS SINGULARES (BALOTE) O FECHAMENTO É ORLADO. PARA A UTILIZAÇÃO
DO FECHAMENTO ORLADO EM CARTUCHOS COM CARGA DE BALINS, É NECESSÁRIO O EMPREGO DE UM DISCO DE
PAPELÃO SOBRE ESSA CARGA, O QUE NÃO ACONTECE PARA O FECHAMENTO EM ESTRELA.

ESPOLETAS ARMAS ALMA LISA


RELEMBRANDO:
AS ESPOLETAS TÊM POR FUNÇÃO A INICIAÇÃO DO PROPELENTE (PÓLVORA). DURANTE O ACIONAMENTO DO
GATILHO, O PERCUTOR COMPRIME A MISTURA INICIADORA CONTRA A BIGORNA, CAUSANDO A SUA DETONAÇÃO,
O QUE GERA CALOR, CHAMA E GASES, QUE PASSAM PARA O INTERIOR DO ESTOJO ONDE SE ENCONTRA A PÓLVORA
ATRAVÉS DE ORIFÍCIOS CHAMADOS EVENTOS. A AÇÃO DO CALOR, CHAMA E GASES SOBRE OS GRÃOS DO
PROPELENTE AGITAM, AQUECEM E LEVAM À QUEIMA DO PROPELENTE, O QUE IRÁ GERAR UMA GRANDE
QUANTIDADE DE GASES E A EXPULSÃO DA CARGA DE BALINS.
AS ESPOLETAS UTILIZADAS EM CARTUCHOS DESTINADOS A ARMAS DE ALMA LISA SÃO DO TIPO BATERIA, POSSUEM
UM COPO EXTERNO, NO QUAL SE ALOJA A BIGORNA, E A MISTURA INICIADORA CONTIDA EM UM RECIPIENTE EM
FORMATO DE COPO. A UTILIZAÇÃO DESSE COPO EXTERNO DEVE-SE À POUCA RESISTÊNCIA DA BASE METÁLICA DO
ESTOJO E DA BUCHA INTERNA; DESSA FORMA GARANTE-SE A PERCUSSÃO E UMA MONTAGEM ADEQUADA.

NOS ESTOJOS DE CARTUCHOS METÁLICOS UTILIZADOS PARA RECARGA ARTESANAL, AS ESPOLETAS EMPREGADAS
SÃO DO TIPO BERDAN. AS ESPINGARDAS APRESENTAM POUQUÍSSIMA RESISTÊNCIA AO DESLOCAMENTO DOS
PROJÉTEIS (SINGULAR OU BALINS) QUANDO COMPARADAS ÀS ARMAS DE ALMA RAIADA. A INEXISTÊNCIA DE
RAIAMENTO FAZ COM QUE OS PROJETEIS ABANDONEM O CANO RAPIDAMENTE. ESSE FATO, ASSOCIADO A MAIOR OU
MENOR CAPACIDADE DE EXPANSÃO DAS BUCHAS, TORNA OBRIGATÓRIA A UTILIZAÇÃO DE PÓLVORAS DE QUEIMA
RÁPIDA NOS CARTUCHOS PARA ARMAS DE ALMA LISA, DO MESMO MODO DAQUELAS UTILIZADAS EM ARMAS
CURTAS. AS PÓLVORAS UTILIZADAS NOS CARTUCHOS COMERCIAIS SÃO DE BASE SIMPLES (NITROCELULOSE), EM
FORMATO DE DISCO.
AS PÓLVORAS UTILIZADAS EM ESPINGARDAS APRESENTAM PEQUENOS VALORES DE DENSIDADE GRAVIMÉTRICA4 E
TAMBÉM MENOR TEMPO DE QUEIMA.

DENSIDADE GRAVIMÉTRICA – ANÁLISE QUE VERIFICA A QUANTIDADE MÁXIMA DE PESO DE


PÓLVORA EM 1 LITRO
AS PÓLVORAS QUE APRESENTAM MAIOR DENSIDADE GRAVIMÉTRICA SÃO AS QUE APRESENTAM MAIOR TEMPO DE
QUEIMA (QUEIMA MAIS LENTA). SÃO DESTINADAS ÀS ARMAS LONGAS RAIADAS PELA NECESSIDADE DE MAIOR
ESPAÇO PARA SUA QUEIMA. ESSAS ARMAS PERMITEM A COLOCAÇÃO DE MAIOR QUANTIDADE DE PROPELENTE (EM
PESO) PARA UM MESMO VOLUME DO ESTOJO, DE FORMA QUE SE POSSAM ATINGIR AS ALTAS VELOCIDADES
PREVISTAS PARA OS PROJÉTEIS DESSAS ARMAS. QUANDO, POR EXEMPLO, ACONTECE UM DISPARO DE
ESPINGARDA E A VEDAÇÃO NÃO É BOA, FAZ-SE NECESSÁRIO UTILIZAR PÓLVORAS DE QUEIMA RÁPIDA E,
LOGO, DE MENOR DENSIDADE GRAVIMÉTRICA.

PROJÉTEIS OU BALINS
OS PROJÉTEIS OU BALINS (CHUMBOS) UTILIZADOS PARA CARREGAR CARTUCHOS VARIAM NORMALMENTE DE 1,25
A 5,50MM DE DIÂMETRO, SENDO USADOS, AINDA, BALOTES: UM ÚNICO PROJÉTIL DE CHUMBO DE DIÂMETRO
EQUIVALENTE AO CALIBRE DA ESPINGARDA.
AS BUCHAS APRESENTAM A FUNÇÃO DE, AO SE EXPANDIREM, SELAREM O CANO, NÃO PERMITINDO O ESCAPE DE
GASES ORIUNDOS DA QUEIMA DA PÓLVORA E FAZENDO, DESSA FORMA, COM QUE A DISTRIBUIÇÃO DA ENERGIA
SEJA UNIFORME SOBRE A CARGA DE BALINS. REALIZAM AINDA A TAREFA DE MANTER A PRESSÃO EM NÍVEL
ADEQUADO, TANTO NA CÂMARA QUANTO NO CANO DURANTE O DESLOCAMENTO DA CARGA DE BALINS. AS
BUCHAS SÃO CONSTITUÍDAS DE DIVERSOS MATERIAIS, COMO PAPEL, PAPELÃO, CORTIÇA, SERRAGEM E PARAFINA
(PRENSADAS), FELTRO OU BUCHAS PNEUMÁTICAS (PLÁSTICAS).
É COMUM A UTILIZAÇÃO DE DISCOS DE PAPELÃO NA UTILIZAÇÃO DE BUCHAS PRENSADAS PARA SEPARAR A
BUCHA DOS GRÃOS DE PÓLVORA E AINDA PARA SEPARÁ-LA DA CARGA DE BALINS, OU COM A FUNÇÃO DE TAMPA
NOS CARTUCHOS DE FECHAMENTO ORLADO.

OBS: VIDA ÚTIL DOS CARTUCHOS GUARDADOS NA EMBALAGEM ORIGINAL.


 
SEGUNDO A COMPANHIA BRASILEIRA DE CARTUCHOS, A VIDA ÚTIL DE CARTUCHOS MARCA CBC, ARMAZENADOS
EM SUA EMBALAGEM ORIGINAL, É DE CERCA DE 5 (CINCO) ANOS. ISSO SE A MUNIÇÃO FOR ESTOCADA EM
CONDIÇÕES ADEQUADAS, OU SEJA, EM LOCAL BEM VENTILADO, PROTEGIDO DE RAIOS DIRETOS DO SOL E À
TEMPERATURA AMBIENTAL NORMAL (20 A 25ºC). SE A TEMPERATURA FOR MANTIDA UNIFORME, AO REDOR DE 15ºC,
A VIDA ÚTIL DOS CARTUCHOS CBC PODE SER PROLONGADA DE 3 A 4 VEZES. A UMIDADE RELATIVA DO AR IDEAL
PARA A CONSERVAÇÃO DOS CARTUCHOS É DE 40 A 60%. APÓS OS CINCO ANOS, INICIA-SE UM PROCESSO LENTO DE
DECOMPOSIÇÃO DA PÓLVORA, RESULTANDO NUMA DETERIORAÇÃO, TAMBÉM LENTA, MAS PROGRESSIVA, DAS
CARACTERÍSTICAS BALÍSTICAS DA MUNIÇÃO. NA MAIORIA DAS MUNIÇÕES MILITARES, O CARTUCHO É
CONSIDERADO AINDA EM CONDIÇÕES DE USO, MESMO QUE A VELOCIDADE MÉDIA DE UMA SÉRIE DE 10 TIROS
DE ACORDO COM O INFORMATIVO TÉCNICO CBC N°32 – MUNIÇÕES E CARTUCHOS PARA USO
POLICIAL (ATUALIZADO EM ABRIL DE 2018), PÁGINA 07, SÃO RECOMENDAÇÕES DE ARMAZENAGEM:
MUNIÇÕES E CARTUCHOS DEVEM SER ESTOCADOS EM SUA EMBALAGEM ORIGINAL DE FÁBRICA, EM LOCAL
ADEQUADO, VENTILADO E NAS SEGUINTES CONDIÇÕES:
TEMPERATURA 25°C, COM OSCILAÇÕES NÃO SUPERIORES A 15°C.
UMIDADE RELATIVA: 65-75%
EM AMBIENTE COM ATMOSFERA ISENTA DE AGENTES CORROSIVOS, COMO POR EXEMPLO: SOLVENTES ORGÂNICOS,
PRODUTOS DE PETRÓLEO, AMÔNIO, AR SALINO, ETC.
SEPARADOS DE LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS, DE SÓLIDOS INFLAMÁVEIS OU EXPLOSIVOS E DE MATERIAIS OXIDANTES.
RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA:
 
- GUARDE AS ARMAS E AS MUNIÇÕES EM LUGARES SEPARADOS.
- COLOQUE SUA ARMA FORA DO ALCANCE DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES E FALE COM ELES SOBRE O CUIDADO
QUE SE DEVE TER. É MELHOR MANTÊ-LOS INFORMADOS, FAZENDO-OS ENTENDER QUE NÃO DEVEM MEXER EM
ARMA, DO QUE SIMPLESMENTE ESCONDÊ-LA E IGNORAR O ASSUNTO
- NÃO UTILIZE ARMAS SEM LER, NA ÍNTEGRA, O MANUAL DO PROPRIETÁRIO E, NA DÚVIDA, SEMPRE PROCURE UM
SERVIÇO AUTORIZADO.
- SEMPRE APONTE O CANO DA ARMA PARA UMA DIREÇÃO SEGURA E SÓ COLOQUE O DEDO NO GATILHO NO
MOMENTO DO DISPARO. NUNCA DISPARE EM ÁGUA, ROCHA OU QUAISQUER SUPERFÍCIES NAS QUAIS O PROJÉTIL
POSSA RICOCHETEAR.
- USE SOMENTE MUNIÇÃO DE PROCEDÊNCIA CONFIÁVEL E DO MESMO CALIBRE DE SUA ARMA.
- TENHA CERTEZA DE QUE O CANO NÃO ESTÁ OBSTRUÍDO ANTES DE COLOCAR MUNIÇÃO EM SUA ARMA.
- SE A ARMA NÃO DISPARAR QUANDO O GATILHO FOR ACIONADO, ELA DEVE SER MANTIDA APONTADA PARA UM LOCAL SEGURO.
NÃO SE EXPONHA À CULATRA PARA EVITAR ACIDENTES. ESPERE 30 SEGUNDOS E DESCARREGUE A ARMA COM CUIDADO.
- NÃO MODIFIQUE OU ALTERE SUA ARMA E TESTE-A REGULARMENTE.
- TROQUE A MUNIÇÃO A CADA 6 MESES PARA GARANTIR O PERFEITO FUNCIONAMENTO.
- DURANTE A PRÁTICA DE TIRO, USE SEMPRE EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA, COMO ÓCULOS DE PROTEÇÃO E PROTETORES DE
OUVIDOS.
- NUNCA UTILIZE ARMAS SOB EFEITO DE ÁLCOOL OU SUBSTÂNCIAS QUE PREJUDIQUEM A CAPACIDADE MOTORA.
- EVITE A CONTAMINAÇÃO DA MISTURA INICIADORA E/OU PÓLVORA DO CARTUCHO COM ÓLEOS LUBRIFICANTES, POIS A
CONTAMINAÇÃO PODERÁ INUTILIZAR O CARTUCHO.
- NÃO UTILIZE ÓLEO LUBRIFICANTE EM EXCESSO, NEM LUBRIFIQUE A ARMA QUE JÁ ESTÁ MUNICIADA.

BALÍSTICA

O TERMO É ORIGINÁRIO DO GREGO, OU SEJA, BALLO SIGNIFICA “ATIRAR”, “ARREMESSAR” E ICA EXPRESSA “TÉCNICA”, “ARTE”,
“CIÊNCIA”.
ÁREA DA FÍSICA (MECÂNICA) QUE ESTUDA O MOVIMENTO DE CORPOS DESLOCANDO-SE LIVREMENTE NO ESPAÇO EM VIRTUDE DE
UM IMPULSO RECEBIDO;
 
CIÊNCIA QUE ESTUDA O MOVIMENTO DOS PROJÉTEIS, PARTICULARMENTE OS DISPARADOS POR ARMAS DE FOGO.
CIÊNCIA E ARTE QUE ESTUDA INTEGRALMENTE AS ARMAS DE FOGO, O ALCANCE E A DIREÇÃO DOS PROJÉTEIS POR ELAS
EXPELIDOS E OS EFEITOS QUE PRODUZEM (ROBERTO ALBARRACIN – CITADO IN TOCCHETTO DOMINGOS – BALÍSTICA
FORENSE: ASPECTOS TÉCNICOS E JURÍDICOS/9º EDIÇÃO, PÁG. 26 – CAMPINAS – SP. MILLENIUM EDITORA, 2018).
 
CIÊNCIA QUE ESTUDA O MOVIMENTO DE PROJÉTEIS, ESPECIALMENTE DAS ARMAS DE FOGO, SEU COMPORTAMENTO NO
INTERIOR DESTAS E TAMBÉM NO SEU EXTERIOR, COMO A TRAJETÓRIA, IMPACTO, MARCAS, EXPLOSÃO, ETC, UTILIZANDO-
SE DE TÉCNICAS PRÓPRIAS E CONHECIMENTOS DE FÍSICA E QUÍMICA, ALÉM DE SERVIR A OUTRAS CIÊNCIAS. (WIKIPÉDIA).
DEFINIÇÃO DE BALÍSTICA FORENSE
A BALÍSTICA FORENSE É UMA DISCIPLINA, INTEGRANTE DA CRIMINALÍSTICA, QUE ESTUDA AS ARMAS DE FOGO, SUA
MUNIÇÃO E OS EFEITOS DOS TIROS POR ELAS PRODUZIDOS, SEMPRE QUE TIVEREM UMA RELAÇÃO DIRETA OU INDIRETA
COM INFRAÇÕES PENAIS, VISANDO ESCLARECER E PROVAR SUA OCORRÊNCIA.
DIVISÃO DA BALÍSTICA
A DOUTRINA MAJORITÁRIA DIVIDE A BALÍSTICA EM: BALÍSTICA INTERNA, EXTERNA E TERMINAL.
 
VARIAÇÕES:
BALÍSTICA INTERNA (OU INTERIOR), EXTERNA (OU EXTERIOR) E BALÍSTICA TERMINAL (OU DE EFEITOS, OU DOS ALVOS OU
DAS LESÕES.)
DEFINIÇÕES – DIVISÕES DA BALÍSTICA
BALÍSTICA INTERNA: ESTUDA OS FENÓMENOS QUE OCORREM DENTRO DO CANO DE UMA ARMA DE FOGO DURANTE O SEU
DISPARO. MAIS ESPECIFICAMENTE ESTUDA AS VARIAÇÕES DE PRESSÃO DENTRO DO CANO, AS ACELERAÇÕES SOFRIDAS
PELOS PROJÉTEIS, A VIBRAÇÃO DO CANO, ENTRE OUTRAS COISAS.

BALÍSTICA INTERMEDIÁRIA (INTERMÉDIA) OU DE TRANSIÇÃO: ESTUDA OS FENÔMENOS QUE ACONTECEM AOS PROJÉTEIS
DESDE O MOMENTO EM QUE SAEM DO CANO DA ARMA ATÉ O MOMENTO EM QUE DEIXAM DE ESTAR INFLUENCIADOS PELOS
GASES REMANESCENTES À BOCA DO CANO DA ARMA (DOUTRINA MINORITÁRIA)

BALÍSTICA EXTERNA (OU EXTERIOR): ESTUDA AS FORÇAS QUE ATUAM SOBRE OS PROJÉTEIS (MASSA E DENSIDADE DO
PROJÉTIL, RESISTÊNCIA DO AR, GRAVIDADE, ÂNGULO DE LANÇAMENTO, VELOCIDADE DE LANÇAMENTO, FORMA DO
PROJETIL, VENTO, FORÇAS E MOMENTOS INDUZIDOS PELA ROTAÇÃO, ÂNGULO DE ATAQUE, EFEITOS METEREOROLÓGICOS,
ENTRE OUTROS) E CORRESPONDENTES MOVIMENTOS DESTES DURANTE A SUA TRAVESSIA DA ATMOSFERA, DESDE O
MOMENTO QUE DEIXAM DE ESTAR INFLUENCIADOS PELOS GASES REMANESCENTES À BOCA DO CANO DA ARMA, ATÉ OS
PRESUMÍVEIS IMPACTOS COM OS SEUS ALVOS.
 
*OBS: HÁ UM NOVO ESTUDO, EM ÂMBITO INTERNACIONAL, DE UMA SUBDIVISÃO DA BALÍSTICA EXTERNA: TRATA-SE DA
BALÍSTICA TRANSÔNICA QUE TRATA DO ESTUDO DO PROJÉTIL NO MOMENTO EM QUE SAI DA VELOCIDADE SUPERSÔNICA
PARA A SUBSÔNICA, SITUANDO-SE NO ÂMBITO DOS DISPAROS DE LONGA DISTÂNCIA, ATINENTES AS SNIPERS.
NO ENTANTO, A CONAT/PF AINDA NÃO ESTÁ COBRANDO ESSE TEMA NAS PROVAS.
 
BALÍSTICA TERMINAL (OU DE EFEITOS/ DE ALVOS/ DAS LESÕES/ DOS FERIMENTOS): ESTUDA A INTERAÇÃO ENTRE OS
VÁRIOS TIPOS DE PROJÉTEIS E OS SEUS ALVOS.
BALÍSTICA INTERNA (OU INTERIOR): PARTE DA BALÍSTICA QUE ESTUDA A ESTRUTURA, OS MECANISMOS DE
DISPARO, REPETIÇÃO E SEGURANÇA, O FUNCIONAMENTO DAS ARMAS
DE FOGO E A TÉCNICA DO TIRO, BEM COMO OS EFEITOS DA DETONAÇÃO DA ESPOLETA E DEFLAGRAÇÃO DA PÓLVORA
DOS CARTUCHOS, ACELERAÇÃO DO PROJÉTIL NO INTERIOR DO CANO ATÉ QUE O PROJÉTIL SAIA DA BOCA DO CANO
DA ARMA, A EXTRAÇÃO DO ESTOJO, EM ARMAS AUTOMÁTICAS E SEMIAUTOMÁTICAS, E E RECUO DE FERROLHO.
(TOCCHETTO DOMINGOS - BALÍSTICA FORENSE: ASPECTOS TÉCNICOS E JURÍDICOS/9º EDIÇÃO, PÁG.26 – CAMPINAS –
SP. MILLENIUM EDITORA, 2018).

FATORES QUE PODEM INFLUENCIAR NA BALÍSTICA INTERNA

• PRECISÃO DE MEDIDAS INTERNAS E EXTERNAS DO ARMAMENTO E MUNIÇÃO;


• PASSO DE RAIAMENTO DO CANO (E RELAÇÃO COM A MUNIÇÃO);
• DENSIDADE EQUÂNIME DO MATERIAL DO CANO;
• FLUTUABILIDADE DO CANO;
• ALINHAMENTO DA MUNIÇÃO COM O CENTRO DO CANO;
• ALINHAMENTO DO PROJÉTIL COM O CENTRO DO ESTOJO;
• TEMPERATURA INTERNA DO SISTEMA DE ARMAS;
• LIMPEZA DO SISTEMA DE ARMAS;
• CONSISTÊNCIA DOS PICOS DE PRESSÃO DA CARGA PROPELENTE NA CÂMARA.
MOVIMENTOS HARMÔNICOS DOS CANOS
O MOVIMENTO HARMÔNICO É O MOVIMENTO DE REAÇÃO DE UM CANO APÓS O DISPARO, PROVOCADO PELAS
FORÇAS QUE ATUAM DENTRO DO CANO, A PARTIR DO MOMENTO DA IGNIÇÃO DA ESPOLETA QUE REAGE COM
MOVIMENTOS DE CHICOTEIA, RECUO E TORCE. O MOVIMENTO HARMÔNICO DILATA, CONTRAI, VIBRA, FLEXIONA E
OSCILA E ASSIM SENDO, ALTERA O PONTO DE IMPACTO DO PROJÉTIL. AS FREQUÊNCIAS DE RESSONÂNCIA SÃO
MÚLTIPLAS COMO CITAMOS ACIMA E AS VIBRAÇÕES DO CANO SÃO NATURAIS POR SE TRATAR DA ARMA SER UM
SISTEMA MECÂNICO. QUANDO OCORRE O DISPARO PODEMOS DIZER QUE O CANO SOBRE UMA PERTURBAÇÃO EM
SUA FREQUÊNCIA E ASSIM SURGEM AS OSCILAÇÕES. ESSAS OSCILAÇÕES SÃO ONDAS QUE VÃO E VOLTAM. OS
PONTOS ONDE OS EFEITOS SE SOMAM SÃO CHAMADOS DE VENTRES E OS PONTOS ONDE OS EFEITOS SE ANULAM
SÃO CHAMADOS DE NODOS.

 A MELHOR ALTERNATIVA PARA A PRECISÃO É A ALTERAÇÃO NA FREQUÊNCIA DA RESSONÂNCIA DO CANO, O


DISPARO IDEAL DEVE OCORRER NO EFEITO NODOS. OS ATIRADORES DE PRECISÃO NORMALMENTE USAM
SINTONIZADORES DE CANOS PARA PROPORCIONAR UMA MELHOR PRECISÃO E RECARREGAM SUAS PRÓPRIAS
MUNIÇÕES COM CARGAS SEMELHANTES QUE SE AGRUPAM. OS ATIRADORES DE· PRECISÃO NORMALMENTE
·USAM SINTONIZADORES DE CANOS PARA PROPORCIONAR UMA MELHOR PRECISÃO E RECARREGAM SUAS
PRÓPRIAS MUNIÇÕES COM CARGAS SEMELHANTES QUE SE AGRUPAM.
A MELHOR ALTERNATIVA PARA A PRECISÃO É A ALTERAÇÃO NA FREQUÊNCIA DA RESSONÂNCIA DO CANO, O
DISPARO IDEAL DEVE OCORRER NO EFEITO NODOS. OS ATIRADORES DE PRECISÃO NORMALMENTE USAM
SINTONIZADORES DE CANOS PARA PROPORCIONAR UMA MELHOR PRECISÃO E RECARREGAM SUAS PRÓPRIAS
MUNIÇÕES COM CARGAS SEMELHANTES QUE SE AGRUPAM. OS ATIRADORES DE· PRECISÃO NORMALMENTE ·USAM
SINTONIZADORES DE CANOS PARA PROPORCIONAR UMA MELHOR PRECISÃO E RECARREGAM SUAS PRÓPRIAS
MUNIÇÕES COM CARGAS SEMELHANTES QUE SE AGRUPAM.

TIPOS DE MOVIMENTOS HARMÔNICOS

DEVIDO ÀS FORÇAS QUE ATUAM DENTRO DO CANO, A PARTIR DO MOMENTO DA IGNIÇÃO DA ESPOLETA, ESTE
REAGE E PRODUZ OS SEGUINTES MOVIMENTOS HARMÔNICOS:
 
• CHICOTADA
• RECUO
• TORÇÃO
• VIBRAÇÃO
• DILATAÇÃO E CONTRAÇÃO
• FLEXÃO

RELAÇÃO MOVIMENTO HARMÔNICO X TAMANHO DO CANO X RIGIDEZ DO CANO HARMÔNICOS


A RELAÇÃO ENTRE OS MOVIMENTOS HARMÔNICOS, O COMPRIMENTO E RIGIDEZ DOS CANOS
PODE SER AVALIADA DA SEGUINTE MANEIRA:
 
ESPECIFICAMENTE SOBRE O COMPRIMENTO DO CANO, A VERDADE É QUE – DANOS CANOS DE UMA MESMA ESPESSURA –
O CANO MAIS CURTO TEM MELHOR POTENCIAL DE PRECISÃO DO QUE O CANO MAIS LONGO, AINDA QUE CONTRA
INTUITIVA, ESSA AFIRMAÇÃO VERDADEIRA E A EXPLICAÇÃO É RELATIVAMENTE SIMPLES: RIGIDEZ. O CANO MAIS
CURTO É O MAIS RÍGIDO QUE O CANO MAIS LONGO. E O QUE TEM ISSO A VER COM A HISTÓRIA? VIBRAÇÃO. AINDA QUE
NÃO SEJA VISÍVEL, TODO E QUALQUER CANO VIBRA DURANTE O TIRO. ESSA VIBRAÇÃO HARMÔNICA FAZ COM QUE O
CANO SE COMPORTE COMO UMA CORDA QUE É PRESA POR UMA PONTA E AGITADA. NOS CANOS CURTOS A AMPLITUDE
DESSA VIBRAÇÃO É MENOR QUE NOS CANOS LONGOS. COMO ESSA VIBRAÇÃO ALTERA A POSIÇÃO DE BOCA DO CANO EM
RELAÇÃO AO ALVO, FICA CLARA A VANTAGEM DE TER UM CANO MAIS RÍGIDO QUANDO O ASSUNTO É PRECISÃO. NO
CANO CURTO, AFINAL, O PROJÉTIL DEIXA O CANO EM POSIÇÃO MAIS PRÓXIMA DO ALINHAMENTO CORRETO COM O ALVO.
PODEMOS CONCLUIR ENTÃO QUE OS MOVIMENTOS
HARMÔNICOS SÃO DIRETAMENTE PROPORCIONAIS AO TAMANHO DO CANO E INVERSAMENTE PROPORCIONAIS À
RIGIDEZ DO CANO.
 
QUANTO MAIOR FOR O CANO, MAIS MOVIMENTOS HARMÔNICOS ELE TERÁ (DIRETAMENTE PROPORCIONAL)
QUANTO MAIS RÍGIDO FOR O CANO, MENOS MOVIMENTOS HARMÔNICOS ELE TERÁ (INVERSAMENTE PROPORCIONAL).
O CANO NA BALÍSTICA

O CANO É UM COMPONENTE QUE SE DESTACA PELA SUA CONTRIBUIÇÃO DIRETA NA EFETIVIDADE DOS TIROS
PRODUZIDOS PELA ARMA. UMA MESMA ARMA PODE PRODUZIR DISPAROS COM RESULTADOS TOTALMENTE DIFERENTES
EM RAZÃO DA CONFIGURAÇÃO DO CANO UTILIZADO, SEJA PELO TAMANHO, ESPESSURA, COMPOSIÇÃO, FORMA DE
FABRICAÇÃO ETC. ALÉM DISSO, O CANO É UMA PEÇA CAMBIÁVEL, O QUE DÁ A ARMA UMA VERSATILIDADE MAIOR PARA
APLICAÇÕES DIVERSAS.
O CANO TEM ESSA IRREFUTÁVEL IMPORTÂNCIA POR SER O LOCAL ONDE OCORREM AS MAIS INTENSAS REAÇÕES
QUÍMICAS E FÍSICAS DO TIRO, ANTES DE DEIXAR A ARMA. COMO VISTO ANTERIORMENTE, O FUNCIONAMENTO DE UMA
ARMA DE FOGO RESULTA EM ACELERAR UM PROJÉTIL POR MEIO DA ENERGIA FORNECIDA PELA QUEIMA DE UMA CARGA
PROPELENTE E DAR A ELE DIREÇÃO, ESTABILIDADE E FORÇA CAPAZ DE ATINGIR EFETIVAMENTE UM ALVO. E TODOS
ESSES PROCESSOS DE QUEIMA, ACELERAÇÃO E ESTABILIZAÇÃO ACONTECEM DENTRO DO CANO. ELE TEM A FUNÇÃO
PRIMORDIAL DE CONTER TODA -A ENERGIA PRODUZIDA E DIRECIONÁ-LA PARA ACELERAR O PROJÉTIL ATÉ DEIXAR A
ARMA. TEM TAMBÉM A FUNÇÃO DE ESTABILIZAR O PROJÉTIL AUMENTANDO SUA EFETIVIDADE.
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO DOS CANO
TODO CANO POSSUI UMA IDENTIDADE MICROSCÓPICA QUE PODE INDIVIDUALIZÁ-LO COM EXATIDÃO.
INDEPENDENTEMENTE SE A FORMA DE FABRICAÇÃO SEJA INDUSTRIAL OU ARTESANAL, SUAS CARACTERÍSTICAS, E POR
CONSEQUÊNCIA AS QUE ELE PRODUZ, PODEM SER IDENTIFICADAS E INDIVIDUALIZADAS.
SIMPLIFICADAMENTE AS ETAPAS DE FABRICAÇÃO DE CANOS ENVOLVEM CÁLCULOS MATEMÁTICOS E PROCESSOS
QUÍMICOS E MECÂNICOS QUE RESULTAM EM UM TUBO METÁLICO QUE SERVE AO LANÇAMENTO DE PROJÉTEIS.
NESSA MODELAGEM TANTO A FORMA COMO A ESTRUTURA MOLECULAR DO METAL É ALTERADA. FORJAS,
MARTELOS E BROCAS, SÃO EXEMPLOS DE FERRAMENTAS UTILIZADAS NO PROCESSO E QUE EM CADA MOVIMENTO
SOFREM ALTERAÇÕES MICROSCÓPICAS.
A DUREZA DOS METAIS UTILIZADOS NAS FERRAMENTAS É ALTERADA A CADA MOVIMENTO, PRODUZINDO DEFORMAÇÃO OU DESGASTE
E CAUSANDO A NECESSIDADE DE TROCA OU AFIAÇÃO POR NÃO MAIS ESTAREM APTAS À PRODUÇÃO COM A QUALIDADE DESEJADA.
TODAS ESSAS DEFORMAÇÕES, DESGASTES, MATERIAIS UTILIZADOS, TÉCNICA DE PRODUÇÃO ETC, SÃO FATORES QUE IMPRIMEM UMA
IDENTIDADE NOS CANOS. A DEFORMAÇÃO DOS MARTELOS, A REAFIAÇÃO DAS BROCAS, PEQUENAS LIMALHAS DE METAL QUE SE
ARRASTAM INTERNAMENTE NO CANO DURANTE O PROCESSO DE PRODUÇÃO, DIFERENÇAS NOS PROCESSOS PRODUTIVOS SÃO FATORES
DECISIVOS NA QUALIDADE E PODEM PERMITIR À INDIVIDUALIZAÇÃO DE DETERMINADO CANO, OBTIDA PELAS MARCAS DEIXADAS NOS
PROJÉTEIS E ESTOJOS.
TODAVIA, OS PROCESSOS PRODUTIVOS MODERNOS FORAM APERFEIÇOADOS E DIFICULTAM A INDIVIDUALIZAÇÃO DE UM CANO, EM
RAZÃO DO ALTO ÍNDICE DE CANOS IGUAIS PRODUZIDOS NO MESMO LOTE E UTILIZANDO TÉCNICAS QUE NÃO CAVAM O METAL E SIM O
MODELAM. A PADRONIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS ALIADA À MECANIZAÇÃO DA INDÚSTRIA GARANTE PRODUTOS HOMOGENEAMENTE
MAIS SEMELHANTES, BEIRANDO A IGUALDADE POR PARTE DE ALGUNS FABRICANTES.
EXISTEM TRÊS TIPOS DE PROCESSOS DE FABRICAÇÃO DE CANOS DE ARMA DE FOGO, TODOS ELES PARTEM DO MESMO PONTO, UMA
BARRA DE FERRO CILÍNDRICA MACIÇA QUE RECEBE UM FURO CENTRAL NA MEDIDA DO CALIBRE REAL, OU MENOR DEPENDENDO DO
PROCESSO, APÓS ISSO O FURO É CALIBRADO COM UMA BROCA QUE TEM FORMATO DE "V" PARA QUE FIQUE NA MEDIDA EXATA DO
CALIBRE REAL, A PARTIR DAÍ OS PROCESSOS DE CONFECÇÃO DO RAIAMENTO PODEM SER POR USINAGEM, BROCHAMENTO POR BILHA
OU MARTELAMENTO A FRIO.

1. USINAGEM OU BROCHAMENTO POR CORTE


 
O RAIAMENTO É FEITO COM UMA FERRAMENTA PARECIDA COM UMA NAVALHA, ELA É INTRODUZIDA NO CANO ATÉ A EXTREMIDADE
OPOSTA, ENTÃO A MÁQUINA PUXA ELA PELO CANO AO MESMO TEMPO EM QUE GIRA A FERRAMENTA NO PASSO DE RAIA QUE SERÁ
CONFECCIONADO; NESTE PROCESSO CADA RAIA É CONFECCIONADA POR VEZ, OU SEJA, CADA IDA E VOLTA DA NAVALHA FAZ UMA RAIA,
APÓS A RAIA PRONTA A MÁQUINA GIRA O CANO PARA A POSIÇÃO DA RAIA SEGUINTE E ASSIM SUCESSIVAMENTE; ESTE PROCESSO É UM
POUCO DEMORADO E PODE OCORRER MAIOR RISCO DE IMPERFEIÇÕES, SUA VANTAGEM É SER UM POUCO MAIS BARATO QUE OS
DEMAIS, POIS É SIMPLES. CADA FERRAMENTA CONFECCIONA O RAIAMENTO DE 1.500 A 8.000 CANOS, POR USINAGEM, ISTO É, MEDIANTE
A REMOÇÃO DO MATERIAL (AÇO) QUE OCUPAVA O ESPAÇO DE CADA RAIA, E CADA FERRAMENTA SOFRE, EM MÉDIA, DEZ AFIAÇÕES.
TODAS AS ARMAS FABRICADAS PELA FORJAS TAURUS, TÊM SEU RAIAMENTO CONFECCIONADO POR ESSE SISTEMA.
II. BROCHAMENTO POR BILHA OU BILHAMENTO
ESTE PROCESSO É PARECIDO COM A USINAGEM, PORÉM A FERRAMENTA USADA É A BILHA QUE SERIA ALGO COMO UM
PEQUENO CILINDRO “SEXTAVADO” ONDE O SEXTAVADO SÃO AS RAIAS, ESTA FERRAMENTA É FIXA, NÃO GIRA, E É
TRACIONADA, AS PARTES SALIENTES DA BROCA (O "SEXTAVADO") VÃO FORMAR AS RAIAS, E O MATERIAL QUE OCUPAVA O
ESPAÇO É DESLOCADO PARA O LADO (ENCRUAMENTO), FORMANDO OS CHEIOS. A FERRAMENTA PASSADA PELO CANO FICA
FIXA, NÃO GIRA, ENQUANTO A MÁQUINA GIRA O CANO NO SENTIDO DO PASSO DE RAIA A SER CONFECCIONADO. NÃO HÁ
NESTE PROCESSO RETIRADA DE MATERIAL, POIS AS FERRAMENTAS (BILHA) USADAS PARA PRODUZIR AS RAIAS NÃO SOFREM
AFIAÇÃO, POIS UMA VEZ QUE APRESENTAM DESGASTE, SÃO INUTILIZADAS E SUBSTITUÍDAS POR NOVAS. COM CADA BILHA É
POSSÍVEL A CONFECÇÃO DE ATÉ 8 MIL CANOS; ESTE PROCESSO GARANTE MELHOR PRECISÃO POIS TODAS AS RAIAS SÃO
FEITAS DE UMA SÓ VEZ E UNIFORMEMENTE, É USADO PARA FAZER CANOS DE ARMAS DE COMPETIÇÃO QUE EXIGEM
PRECISÃO POR EXEMPLO, É UM PROCESSO POUCO MAIS RÁPIDO QUE O POR USINAGEM.
AS RAIAS FEITAS POR ESTE PROCESSO NÃO TÊM CANTOS TÃO VIVOS QUANTO OS FEITOS POR USINAGEM, POR ESTE MOTIVO
SOFREM MENOS DESGASTE O QUE GARANTE MAIS DURABILIDADE DO CANO, AS ARMAS DA AMADEO ROSSI ERAM
FABRICADAS POR ESTE PROCESSO.
 
III. MARTELAMENTO (FORJAMENTO) A FRIO
ESTE PROCESSO É O MAIS CARO E COMPLEXO, POIS EXIGE MAQUINARIA ESPECIFICA E CARA; ESTE PROCESSO CONSISTE EM
INTRODUZIR NO CANO UMA FERRAMENTA QUE É UM MANDRIL OU MACHO, DE FORMATO CÔNICO, CUJA SUPERFÍCIE EXTERNA
TEM A FORMA CONTRÁRIA À DO RAIAMENTO DESEJADO MOLDE DAS RAIAS (IMAGEM ESPELHADA) APÓS ISSO EM UMA
MÁQUINA ESPECIFICA PARA TAL MARTELANDO O CANO EM TODAS AS DIREÇÕES 1.100 VEZES POR MINUTO, COM UMA
PRESSÃO DE FORJAMENTO DE 10T, PRODUZINDO UMA DIMINUIÇÃO DO SEU DIÂMETRO EXTERNO, COM O CONSEQUENTE
ALONGAMENTO E IMPRESSÃO INTERNA DO RAIAMENTO. O AVANÇO E O GIRO DA BARRA CILÍNDRICA SÃO REALIZADOS PELA
MÁQUINA, RESULTANDO UM PERFIL INTERNO (RAIAMENTO) DE ALTA PREC1SAO DIMENSIONAL, POLIDO, LIVRE DE
ARRANHÕES E SEM A NECESSIDADE DE OPERAÇÕES POSTERIORES DE ACABAMENTO. A IMBEL PRODUZ SEUS CANOS POR ESTE
PROCESSO DESDE 1974, A GLOCK TAMBÉM USA, TAL PROCESSO GARANTE UM EXCELENTE EQUILÍBRIO DE DURABILIDADE E
PRECISÃO. PARTES DO CANO
PARTES DO CANO

A) CÂMARA - É A PARTE POSTERIOR DO CANO ONDE É ALOJADA A MUNIÇÃO. INTERNAMENTE, A CÂMARA É LISA
PARA ACOMODAR PERFEITAMENTE O ESTOJO DA MUNIÇÃO, INDEPENDENTE DA CONFIGURAÇÃO DO RESTANTE DO
CANO.
TEM DIMENSÕES DISTINTAS NO DIÂMETRO E FORMA EM FUNÇÃO DAS ESPECIFICAÇÕES DA MUNIÇÃO E AINDA PODE
CONTER EXTERNAMENTE OUTROS COMPONENTES DE FIXAÇÃO NO CONJUNTO DA ARMA. POR SER O LOCAL DE
CONTENÇÃO INICIAL DA COMBUSTÃO DO PROPELENTE, AS PAREDES DA CÂMARA SÃO MAIS RESISTENTES QUE NO
RESTO DO CANO, POIS É ONDE OCORRE O MAIOR PICO DE PRESSÃO ORIUNDO DA QUEIMA DA PÓLVORA. A PRESSÃO
EXERCIDA NO MOMENTO DA QUEIMA DA PÓLVORA É CONTIDA LATERALMENTE PELA PAREDE DA CÂMARA E NA
PARTE DE TRÁS PELA CULATRA OU CABEÇA DO FERROLHO, RESTANDO APENAS A EXPULSÃO DO PROJÉTIL COMO
FORMA DE EXPANSÃO DA ENERGIA. O RESULTADO É O DESLOCAMENTO DO PROJÉTIL NO SENTIDO DA BOCA DO
CANO. COMO EXCEÇÃO AO DISPOSTO ACIMA, VALE RESSALTAR QUE EXISTEM PARTES DIFERENCIADAS NELE QUE
SÃO DE GRANDE IMPORTÂNCIA INDIVIDUALMENTE. DEPENDENDO DO TIPO DE ARMA O CANO PODE TER COMO
COMPONENTES A CÂMARA, O PRÓPRIO CORPO, E O CHOQUE (ALGUNS FIXOS E OUTROS CAMBIÁVEIS DE ACORDO
COM APLICAÇÃO). COMO REGRA, NOS REVOLVERES A CÂMARA NÃO ESTÁ INTEGRADA AO CANO. A DETONAÇÃO DA
MUNIÇÃO OCORRE NO TAMBOR, QUE É COMPOSTO DE VÁRIAS CÂMARAS QUE SE ALINHAM AO CANO NO MOMENTO
DE CADA DISPARO;
B) CORPO DO CANO - O CORPO DO CANO É O PROLONGAMENTO CILÍNDRICO POR ONDE A ENERGIA PRODUZIDA
PELA QUEIMA IRÁ SE EXPANDIR E ACELERAR O PROJÉTIL. SEU COMPRIMENTO INTERFERE DIRETAMENTE NO
APROVEITAMENTO DA QUEIMA E POR CONSEQUÊNCIA NA VELOCIDADE E ENERGIA DO PROJÉTIL, COMO EXPLICADO
MAIS ALÉM; 
C) COROA - ELA É UMA FORMA DE ACABAMENTO FINAL DA BOCA DO CANO. TEM FUNÇÃO DE PROTEÇÃO DO RAIAMENTO
E POR ESSA RAZÃO DEVE SER MUITO BEM PROTEGIDA CONTRA QUALQUER DANO. NA COROA SE ENCERRAM AS RAIAS E
ESSE ENCERRAMENTO DEVE SER MILIMETRICAMENTE SIMULTÂNEO, POIS CASO NÃO SEJA PODE OCORRER A
DESESTABILIZAÇÃO DO PROJETIL AO DEIXAR O CANO. NÃO PODE HAVER VAZAMENTO DESIGUAL DOS GASES EM
NENHUM PONTO DA CIRCUNFERÊNCIA DA COROA, SOB PENA DE PERDA DA ESTABILIDADE DO TIRO;
 
D) CHOQUE - É A DIMINUIÇÃO, O ESTRANGULAMENTO DA BOCA DO CANO DA ARMA DE ALMA LISA. NUMA ARMA DOTADA
DE CHOKE A CARGA DE PROJÉTEIS PASSA POR UM PROCESSO DE AGRUPAMENTO AO SAIR DO CANO E POR ISSO DEMORAM
MAIS A SE DISPERSAR. SEGUNDO A. E. HARTINK, O CHOKE "É UMA REDUÇÃO CÔNICA QUE EXERCE INFLUÊNCIA NA
DISPERSÃO DO CHUMBO". SEGUNDO DOMINGOS TOCCHETTO, O CHOQUE É UM ESTREITAMENTO DA ALMA DO CAPO,
JUNTO À SUA BOCA, COM A FINALIDADE DE PRODUZIR MELHOR AGRUPAMENTO DOS CHUMBOS, VISANDO À
OBTENÇÃO DE MAIOR ALCANCE E PRECISÃO DE TIRO.

Full Choque pleno ou cheio


Improved Modificado melhorado (3/4 de choque)
Modified
Modified Modificado (1/2 Choque)
Improved Cylinder Cilíndrico melhorado (1/2 choque)
Cylinder Cilíndrico (sem choque)
MUITO SE FALA QUE O COMPRIMENTO MAIOR DO CANO DE UMA ARMA AUMENTA SUA POTÊNCIA, PRECISÃO E A
VELOCIDADE DO TIRO. NÃO QUE ESSAS AFIRMAÇÕES SEJAM FALSAS, MAS HÁ QUE SE TER CUIDADO. AFIRMAR
QUE UM CANO LONGO PRODUZ UM TIRO COM MAIS POTÊNCIA E PRECISÃO É MUITO RELATIVO. PRIMEIRAMENTE É
PRECISO ESCLARECER ALGUNS ASPECTOS. TUDO DEVE SER CONSIDERADO EM RELAÇÃO À MUNIÇÃO UTILIZADA.
O FABRICANTE DE MUNIÇÃO DESENVOLVE SEU PRODUTO COM DETERMINADAS ESPECIFICAÇÕES QUE PODEM TER
COMPORTAMENTOS DIFERENTES EM CANOS DE DIFERENTES TAMANHOS E AINDA COM PASSOS DE RAIAMENTO
DIFERENTE.
QUANDO OCORRE A PERCUSSÃO DA ESPOLETA E ESSA POR SUA VEZ PROVOCA O INÍCIO DA QUEIMA DA PÓLVORA,
COMEÇA TAMBÉM O PROCESSO DE PRODUÇÃO DE ENERGIA/GÁS DENTRO DO ESTOJO. DEVIDO O ESTOJO ESTAR
CONTIDO PELA CULATRA E PELA PAREDE CIRCULAR DA CÂMARA, A EXPANSÃO DOS GASES FORÇA O PROJÉTIL EM
DIREÇÃO À BOCA DO CANO. COMO A CARGA DE PÓLVORA QUEIMA PROGRESSIVAMENTE, A TRANSFORMAÇÃO
DESSA CARGA EM ENERGIA TAMBÉM OCORRE DE FORMA GRADUAL. ESSE PROCESSO FAZ COM QUE O PROJÉTIL
COMECE A SER ACELERADO NA MEDIDA DO AUMENTO DA EXPANSÃO DOS GASES GERADOS. ELE MANTÉM A
ACELERAÇÃO ENQUANTO HOUVER PÓLVORA SENDO CONVERTIDA EM ENERGIA. PORTANTO, SUA ACELERAÇÃO
MÁXIMA OCORRE NO EXATO MOMENTO EM QUE A CARGA DE PÓLVORA TERMINA DE SER QUEIMADA. NESSE
INSTANTE, PARA QUE SEU DESEMPENHO BALÍSTICO FOSSE MAXIMIZADO, ATINGINDO SUA MAIOR VELOCIDADE, O
PROJÉTIL DEVERIA ESTAR DEIXANDO O CANO E INICIANDO O VOO. DEVERIA SER COINCIDENTE O FINAL DA
QUEIMA E O FINAL DO CANO.
ASSIM, FICA MAIS SIMPLES ENTENDER QUE SE O CANO FOR LONGO DEMAIS, A QUEIMA DA PÓLVORA IRÁ
TERMINAR ANTES DE O PROJÉTIL DEIXAR O CANO, OU SEJA, O PROJÉTIL VAI DEIXAR DE SER EMPURRADO AINDA
DENTRO DO CANO PROVOCANDO SUA DESACELERAÇÃO EM FUNÇÃO DO ATRITO. ESSA DESACELERAÇÃO É TANTO
MAIOR QUANTO MAIS CURTO FOR O PASSO DO RAIAMENTO. DA MESMA FORMA, SE O CANO FOR DEMASIADO
CURTO ELE NÃO PERMITIRÁ A QUEIMA INTEGRAL DA PÓLVORA EM SEU INTERIOR, O QUE ACARRETARÁ EM UMA
VELOCIDADE ABAIXO DA QUE SERIA POSSÍVEL. É COMUM NOTAR LABAREDAS DE FOGO EM DISPAROS COM
ARMAS DOTADAS DE CANOS CURTOS. ISSO NADA MAIS É DO QUE A QUEIMA DE PÓLVORA NO AR, APÓS A BOCA DO
O TAMANHO IDEAL DE UM CANO NÃO SE MEDE SIMPLESMENTE EM CURTO OU LONGO. ESSE FATOR VAI VARIAR DE
ACORDO COM A MUNIÇÃO A SER EMPREGADA. NÃO É ABSOLUTA A ASSERTIVA DE DIZER QUE UM CANO LONGO VAI
PRODUZIR MAIS VELOCIDADE OU QUE UM CANO CURTO VAI PRODUZIR UM TIRO MAIS LENTO. TUDO VAI
DEPENDER DE QUANTO O PROJÉTIL APROVEITOU A EXPANSÃO DOS GASES NA SUA ACELERAÇÃO AINDA DENTRO
DO CANO. NA ATIVIDADE DE RECARGA DE MUNIÇÃO UTILIZA-SE PÓLVORA DE QUEIMA MAIS RÁPIDA PARA ARMAS
COM CANOS MAIS CURTOS PARA QUE HAJA MAIOR PERCENTUAL DE QUEIMA AINDA DENTRO DO CANO E PÓLVORA
DE QUEIMA MAIS LENTA PARA TIROS COM ARMAS DE CANOS MAIS LONGOS, UMA VEZ QUE HÁ MAIOR TEMPO
PARA SER QUEIMADA DENTRO DO CANO.

DIANTE DO EXPOSTO E MESMO NÃO SENDO UMA REGRA ABSOLUTA, DENTRO DE PARÂMETROS ACEITÁVEIS E
CONSIDERANDO TODOS OS ASPECTOS APRESENTADOS, OS CANOS MAIS LONGOS PODEM PRODUZIR TIROS COM
MAIOR VELOCIDADE E MAIOR POTÊNCIA, SE COMPARADOS A CANOS CURTOS.
FATO INTERESSANTE QUE DEMONSTRA A IMPORTÂNCIA DO TAMANHO DO CANO É QUE EM ESPECIFICAÇÕES DE
COLETES BALÍSTICOS A CLASSIFICAÇÃO QUANTO AOS NÍVEIS DE PROTEÇÃO PARA UMA MUNIÇÃO PODE MUDAR
EM FUNÇÃO DO TAMANHO DO CANO.

PARA O MESMO CALIBRE PODE HAVER CLASSIFICAÇÃO DIFERENTE QUANTO À RESISTÊNCIA DO COLETE,
LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO A ENERGIA PRODUZIDA PELO PROJÉTIL, QUE ESTÁ DIRETAMENTE LIGADA AO
COMPRIMENTO DO CANO COM QUE FOI DISPARADO. COMO EXEMPLO, HÁ NÍVEIS DE COLETES QUE RESISTEM AO
CALIBRE 9X19MM DISPARADO POR PISTOLA, MAS QUE NÃO RESISTEM AO MESMO CALIBRE DISPARADO DE UMA
SUBMETRALHADORA HK MPS. COMO FOI DITO, ISSO OCORRE PORQUE EM CANOS MAIORES A ENERGIA FICA
CONTIDA POR MAIS TEMPO "EMPURRANDO" O PROJÉTIL PARA FORA DO CANO SEM SE DISSIPAR, O QUE FORNECE
AO PROJÉTIL ACELERAÇÃO POR MAIS TEMPO, RESULTANDO EM AUMENTO CONSIDERÁVEL DE VELOCIDADE AO
DEIXAR O CANO. EM CANOS MENORES O TEMPO DE ATUAÇÃO DA FORÇA IMPULSORA DIMINUI E POR
CONSEQUÊNCIA O PROJÉTIL É ACELERADO POR MENOS TEMPO, POIS LOGO QUE ACABA O CANO A ENERGIA SE
TAMANHO DO CANO X PRECISÃO
A PRECISÃO DE UM TIRO DEVE SER COMPREENDIDA CONSIDERANDO O PROJÉTIL AINDA DENTRO DA ARMA E
DURANTE O VOO ATÉ ATINGIR SEU ALVO, O QUE É ESTUDADO PELA BALÍSTICA INTERNA E BALÍSTICA EXTERNA,
RESPECTIVAMENTE. PORÉM, O COMPRIMENTO DO CANO TAMBÉM INTERFERE NA PRECISÃO.
MAS AO CONTRÁRIO DO QUE SE ACREDITA O CANO MAIS LONGO NÃO MELHORA A PRECISÃO DO TIRO, PODENDO
SIM FAVORECER A PRECISÃO DO ATIRADOR. EM ARMAS DE CANOS MAIS LONGOS A DISTÂNCIA ENTRE ALÇA E
MASSA DE MIRA É MAIOR, O QUE PERMITE MAIOR ACUIDADE NO ALINHAMENTO DO APARELHO DE PONTARIA EM
RELAÇÃO AO ALVO. O PESO DE ARMAS DE CANOS MAIS LONGOS TAMBÉM FAVORECE O ATIRADOR GARANTINDO-
LHE MAIS FIRMEZA NOS PROCEDIMENTOS. PORTANTO, A MAIOR FIRMEZA E O MELHOR ALINHAMENTO DO
APARELHO DE PONTARIA PERMITEM QUE SE APLIQUEM MELHOR OS FUNDAMENTOS DO TIRO, MELHORANDO A
PRECISÃO DO ATIRADOR.
MAS TOMANDO-SE POR BASE A BALÍSTICA INTERNA, NO MOMENTO DO TIRO O CANO SE MOVIMENTA. DURANTE O
DESLOCAMENTO DO PROJÉTIL O CANO EXERCE ALGUNS MOVIMENTOS JÁ ELENCADOS INICIALMENTE, CAUSADOS
PELA ONDA DE CHOQUE PRODUZIDA PELA QUEIMA DO PROPELENTE, FAZENDO COM QUE A BOCA DO CANO
DESEMPENHE MOVIMENTO CIRCULAR NA MESMA ORIENTAÇÃO DO RAIAMENTO. COMO A BASE DO CANO ESTÁ
PRESA À AÇÃO DA ARMA, ESSA VIBRAÇÃO VAI CHEGAR MAIS FORTE À BOCA DO CANO, DESLOCANDO-A EM
RELAÇÃO AO SEU EIXO ORIGINAL E POR CONSEQUÊNCIA EM RELAÇÃO AO ALVO VISADO. ESSA AMPLITUDE
CIRCULAR DA BOCA DO CANO É MAIOR EM CANOS MAIORES. CONSIDERANDO ESSE ASPECTO, MESMO QUE PAREÇA
INCOERENTE, EM RAZÃO DA SUA RIGIDEZ E COMPRIMENTO, UM CANO CURTO É MAIS PRECISO, POIS A AMPLITUDE
DA VIBRAÇÃO É BEM MENOR NA SUA BOCA.
POR ISSO ATIRADORES E POLICIAIS DEDICADOS AO TIRO DE PRECISÃO UTILIZAM CANOS DE PAREDES MAIS
GROSSAS, CHAMADOS DE CANOS "BULL", COMO FORMA DE MINIMIZAR A AMPLITUDE DESSA VIBRAÇÃO, EM
RAZÃO DA SUA MAIOR RIGIDEZ. TAMBÉM UTILIZAM ARMAS EM QUE O CANO NÃO TOCA A CORONHA, PARA NÃO
HAVER NENHUMA INTERFERÊNCIA NO MOVIMENTO VIBRATÓRIO DO CANO. ESSA CONFIGURAÇÃO É DENOMINADA
"CANO FLUTUANTE".
QUALQUER TOQUE DA CORONHA NO CANO IRÁ INTERFERIR NO SEU MOVIMENTO ORIGINAL E PODERÁ ACARRETAR

Você também pode gostar