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FACULDADE DOM LUIZ DE ORLEANS E

BRAGANÇA
CURSO DE FARMÁCIA
FARMACOGNOSIA I

Metabólitos Secundários: Quinonas

Prof. MSc. Alex José Silveira Filho


alehjosesf@hotmail.com

Ribeira do Pombal/BA
2019
1
O

I QUINONAS
N O

T • Desde a antiguidade, as quinonas têm sido utilizadas não devido as suas atividades
biológicas, mas, principalmente, como corantes;
R • Rubia tinctorum L. (“ruiva-dos-tintureiros”), era conhecida e usada na antiguidade como
corante de alimentos;
O • A purpurina 16 foi uma das primeiras antraquinonas isoladas, quando ligada a um
D substrato produz uma coloração purpura-avermelhada;
• A lawsona 10, extraída das folhas de Lawsonia inermis L. (“hena”), era usada, no Egito
U Antigo, para tingir cabelos;
Ç • Algumas quinonas desempenham importante função fisiológica a exemplo das
filoquinonas 12. As propriedades laxativas das antraquinonas só passaram a ser
à exploradas a partir do Renascimento;

O • No Brasil e países da América do Sul, povos indígenas utilizavam o Handroanthos


heptaphyllus (Vell.) Mattos (“ipê-roxo”) na medicina tradicional.
2
Murex
Murex brandaris
brandaris L.
L.

Queen Berenice II, of Egypt. 3


Emperor Justiniano and
Murex brandaris L. Empress Theodora, of
Empire Byzantine.

4
O

I QUINONAS
N O

T As quinonas são divididas em três principais grupos:


R
O O O
O O O

D 1
3
4

U
2

Ç
O
Fenantrenoquinona
Benzoquinona Naf toquinonas Antraquinonas
O O

à Figura 1: Representação das estruturas básicas dos principais grupos de quinonas.


O
5
O

B
E QUINONAS
N O

Z • As quinonas são compostos orgânicos derivados da oxidação de fenóis, do


mesmo modo que a redução das quinonas pode originas fenois. Tem como
O principal característica a presença de dois grupamentos carbonílicos, que
Q formam um sistema conjugado, com pelo menos duas ligações duplas C-C.
U O
O
I 6
1
2 5
6
1
1 5
N 5
4
3 4
3
2
O O

N O

1,4- benzoquinona ou
1,2- benzoquinona ou
o-benzoquinona ou 1,2-dicetociclohexa-3,5-dieno
A p-benzoquinona ou
1,4-dicetociclohexa-2,5-dieno

S Figura 2: Representação da estrutura básica das quinonas. 6


O

B
E QUINONAS
N O

Z • Tendem a se concentrar em plantas das famílias botânicas: Boranginaceae,


O Iridaceae, Myrsinaceae e Primulaceae.
Q • A benzoquinona primina 6, encontrada em espécies ornamentais do gênero
Primula, demonstrou ação protetora contra insetos fitófagos.
U
• Outra benzoquinona importante é a ubiquinona 7.
I
N H3CO
O
H3CO
O

O 6
H3CO H
N O 7
O
n

A Primina Ubiquinona

S Figura 3: Representação da Primina e Ubiquinona, quinonas de importante atividade biológica. 7


O

B
E QUINONAS
N O

Z • Em 2012, foi publicado um trabalho sobre a atividade antileucêmica in


vitro da primina 6, os resultados mostram que a atividade foi comparável à
O da daunorrubicina (antineoplásico), além da atividade anti-inflamatória,
Q pela inibição da 5-lipoxigenase (LANDA et al., 2012).
U
I
N X
O
N
A
S Figura 4: Cascata de ativação da síntese de mediadores inflamatórios.
Fonte: http://biomedice.blogspot.com.br/2012/03/acido-araquidonico-no-processo-de.html 8
O

B
E QUINONAS
N O

• A ubiquinona 7 ou Coenzima Q10 (CoQ10), é um produto da rota do


Z mevalonato;
O • O mevalonato é utilizado na síntese de isoprenoides esterois, como o
Q colesterol e não-esteroides, como a ubiquinona 7;
U • O uso de inibidores da enzima 3-hidroxi-3-metilglutaril redutase
I coenzima A (HMG-CoA), como estatinas, bloqueiam a produção de
N mevalonato;
O • A ubiquinona participa da fosforilação oxidativa mitocondrial, na
Cadeia Transportadora de Elétrons (CTE);
N
• Suplementação de CoQ10.
A
S CAREL & ANTON, 2008. 9
O

B
E QUINONAS
N O

Z
O
Q
U
I
N
O
N
A
Figura 5: Cadeia de Transporte de Elétrons.
S Fonte: wikimedia.org/wiki/File:ETC_electron_transport_chain.svg 10
N
O

A QUINONAS
F
O

T • Tendem a concentrar-se nas família botânicas: Bignoniaceae, Juglandaceae,


O Boranginaceae, Plumbaginaceae entre outras;
Q • A naftoquinona juglona 8, excretada por raízes de Juglans regia L. (“noz
U inglesa”) é um exemplo de substância alelopática, pois atua inibindo a
germinação de outras plantas, outras naftoquinonas como a plumbagina 9,
I lawsona 10 e 7-metiljuglona 11, também inibem a germinação.
O
N H
O O
OH H3C
O

9
O 8 10 11

N OH O
Juglona O O OH O

A Plumbagina
Lawsona 7-metiljuglona

S Figura 6: Representação de algumas naftoquinonas isoladas. 11


N
O

A QUINONAS
F O

T
O • As filoquinonas são metabólitos primários, presentes em plantas
superiores, algas e outros seres fotossintetizantes;
Q
• Nas plantas, as filoquinonas tem efeito de regulação hormonal;
U
• Nos seres humanos, as filoquinonas, como a vitamina K, desempenham
I papel no controle da coagulação;
N • As naftoquinonas tem propriedades antibacterianas, antivirais, antifúngicas,
O antitumoral e antiparasitárias (tripanossomicidas).
N • A juglona 8 é usada como corante industrial, o Natural Brown 7, além de
A ser usado como indicador de pH.
S 12
N
O

A QUINONAS
F
O

T
O O
CH3
O O
CH3
Q 12 13 14

U R
O
O
I O
Fitomenadiona (Vit. K)
N Filoquinona Mediona (Vit. K3)

O
N Figura 7: Representação de naftoquinonas. A fitomenadiona (VITA K) é indicado nos distúrbios de coagulação causados por falha na formação
dos fatores II, VII, IX e X provocada pela deficiência da vitamina K ou quando há interferência na atividade dessa vitamina. Na deficiência de

A protrombina induzida por cumarina ou derivados da indanediona. Como tratamento profilático e terapias de doenças hemorrágicas em recém-
nascidos. Além de hipoprotrombinemia devido a terapia antibacteriana; hipoprotrombinemia secundária por fatores limitantes da absorção ou
da síntese de vitamina K, por exemplo: icterícia obstrutiva, fístula biliar, caquexia, colite ulcerativa, doença celíaca, ressecação intestinal,
S fibrose cística do pâncreas e enterite regional; e hipoprotrombinemia induzida por outra droga, demonstrando que o resultado é devido a
interferência com o metabolismo da vitamina K (por exemplo: salicilatos). 13
A O

N QUINONAS
T O

R • As antraquinonas distribuem-se principalmente entre as plantas das famílias


botânicas: Asphodelaceae, Fabaceae, Lilaceae, Polygonaceae, Rhamnaceae,
A Rubiaceae, Verbenaceae, entre outras;
Q • As antraquinonas são derivadas do antraceno, são abundantes na natureza,
U sendo encontradas, ainda, em fungos e líquens;
I • Os derivados antracênicos 15 vegetais apresentam como estrutura básica o
N sistema 1,8-dihidroxiantrona;
O • As antraquinonas são utilizadas, principalmente, OH O
devido OH
as suas
propriedades laxativas.
N 15
A
Derivado antracênico
S Figura 8: Derivado antracênico, de onde derivam as antraquinonas.
14
A O

N QUINONAS
T O

R O OH

A OH
Q
16
U
I
N O R
O R= H, alizarina
N R=OH, pupurina
A Figura 9: Estrutura química da purpurina e da alizarina (Rubia tinctorum L.).
S 15
Polissacarídeos

MEP
1-Deoxixilulose
5-Fosfato Glicose QUINONAS
B
Heterosídeos cardioativos
Terpenos

I Ác. chiquímico
Flavonoides
Acetil Coa

O Taninos condensados

S Triptofano Fenilalanina Ác. gálico


Ciclo de
Krebs Mevalonato
Malonato

Condensação

S Alcaloides
Tirosina

Taninos Isopreno

Í
Ornitina
indólicos e hidrolisáveis Ác. graxos
Lisina
quinólinicos Policetídeos
Macrolídeos

N Alcaloides pirrolidínicos,
Antraquinonas

T
pirrolizidínicos, tropânicos,
Protoalcaloides Ác. cinânico piperidínicos e quinolizidínicos
Alcaloides

E
isoquinólinicos e
benzoquinólincos Fenilpropanoides Terpenoides
Esteroides

S Lignanas,
ligninas e

E cumarinas

16
Figura 10: Representação da biossíntese de metabólitos secundários.
B QUINONAS
I O OH
O COOH COOH
S 17
OH O OH

S 16
15
Í O
N
Derivado antracênico
T OH Ácido succinilbenzoico

E Ácido p-hidroxibenzoico
CH3; CH2OH; COOH C-3

S OH  C-1 e C8

E Figura 11: Estruturas químicas, dos precursores biossintéticos de benzoquinonas, naftoquinonas e antraquinonas.

17
B
QUINONAS
I O
O

O
S-CoA O
4 HSCoA, CO2
CoA-S
O
O O

S
S 3 malonil Co A

Í
N 3HSCoA, 3CO2

T OH O OH
3H2O, HSCoA, CO2
O O O O

E 18
HO
Emodina-antrona O

S
O O O

E Figura 12: Esquemas da biossíntese de antronas pela via acetato/malonato.


18
B
QUINONAS
I
O Em geral, os derivados antracênicos apresentam-se originalmente como O-
S glicosídeos, com ligação glicosídica sobretudo sobre os grupamentos OH,
nos carbonos C-1, C-8 ou C-6.
S Os C-glicosídeos são derivados de antronas, esta ligação ocorre sempre no
Í C-10.
HO
OH OH O OH

N HO
O
O O OH
20

T 19
R2
OH

R1
R2

HO
O H
R1

E H H

OH
OH

8-O-glicosilantrona
S 10-C-glicosilantrona

E Figura 13: Representação das estruturas químicas dos heterosídeos de antronas. 19


B
QUINONAS
I ANTRAQUINONAS
O
S 21
22 23 24

S
Í CRISOFANOL ALOE-EMODINA

ANTRONAS
REÍNA FRAGULA-EMODINA

N
T 25 26 27 28

E
S CRISOFANOL-ANTRONA ALOE-EMODINA-
ANTRONA
REÍNA-ANTRONA FRAGULA-EMODINA-
ANTRONA

E Figura 14: Representação de antraquinonas e antronas. 20


B
QUINONAS
I
O • As antraquinonas propriamente ditas são mais estáveis e, geralmente, são formadas
de antronas livres por auto-oxidação ou por ação de peroxidases e oxidases;
S • Nas drogas vegetais secas os derivados antracênicos costumam a apresentar-se na
S forma oxidada;
Í • Durante o processo de secagem também pode ocorrer a dimerização destes
derivados.
N Gli O O OH

T
E 29
H H

S
Di-O-glicosildiantrona

E Figura 15: Representação da estrutura química de uma antrona dimérica. OH O O


21 Gli
B QUINONAS
I DERIVADOS DIMÉRICOS ANTRACÊNICOS: derivados de duas unidades de antracenos ligados

O covalentemente (C-C) pelo C10

Hetero-Diantronas: As duas unidades de


S Homo-Diantronas: As duas unidades
de antronas são iguais. Ex: Senidinas A/B
antronas são diferentes. Ex: Senidinas C/D e
seus glicosideos Senosideos C/D. São
S e seus heterosideos Senosideos A/B. São
formados por 2 monomeros de Reína.
formados por uma unidade de Reína e uma

Í OR O OH
de Aloe-emodina.
OR O OH

N
T COOH
H H
COOH
COOH
H H
CH2OH

E OH O OR
Figura 16: Representação da estrutura
químcia de homo-diantronas. OH O OR

S R=H
R=Gli
Senidina A
Senosídeo A
R=H
R=Gli
Senidina C
Senosídeo C

E
R=H Senidina B Figura 17: Representação da estrutura R=H Senidina C
R=Gli Senosídeo B R=Gli Senosídeo C
química de hetero-diantronas. 22
P
R QUINONAS
Físico-químicas
O
P • A coloração dessas substâncias pode variar entre vermelho, amarelo,
R azul, violeta, preto ou laranja;
I • A estrutura quinoide condiciona alta reatividade química, assim as
quinonas são agentes fortemente oxidantes. A exemplo a redução da
E 1,4- benzoquinona em hidroxiquinona;
D • Devido o potencial das quinonas em participarem de processos de
A oxirredução, as propriedades dessas substâncias baseiam-se na
capacidade de transferir elétrons em ambiente físico ou biológico.
D
E
S 23
C
A QUINONAS
R • Reação de Bornträger;
A • 1,2- di-hidroxiantraquinonas  azul-violeta;
C • 1,8 di-hidroxiantraquinonas vermelha;
T • Antronas e diantronas  amarela que muda para o vermelho;
E OH OH OH OH O- OH
R
NH4OH
I NH4+

Z O
R
O
R

A Ânion fenolato
Ç Antraquinona livre (róseo ao vermelho)
ABSORVE EM 520 nm AO OLHO HUMANO A COR É VERMELHA
à Emodina – coloração vermelha
O Antronas e diantronas – coloração amarela -> vermelho
Alizarina – coloração azul-violeta
24
P QUINONAS
R Farmacológicas

O
P • A principal ação farmacológica: é LAXATIVA (a intensidade é dependente da dose);

R - os principais responsáveis por esta ação são os derivados hidroxiantracênicos; O-


glicosídeos de diantronas e antraquinonas e também os C-glicosídeos de antronas; as
I formas reduzidas são 10 vezes mais ativas que as oxidadas;

E - O glicosídeos derivados de antronas são mais potentes que os glicosídeos de


antraquinonas, pois estes são hidrolisados;
D
- indicação: como laxantes em prisões de ventre medicamentosas, na preparação de exames
A radiológicos e colonoscópicos, pré e pós-cirurgias anorretais, patologias anais dolorosas;
D • Estudos têm demonstrado atividade anti-Leishmania e Trypanosoma cruzi, de algumas

E naftoquinonas.

S 25
P QUINONAS
R Farmacológicas

O
Mecanismo de ação
P
R Há pelo menos três mecanismos conhecidos:

I - estimulação direta da contração da musculatura lisa do intestino, aumentando a motilidade


intestinal (possivelmente relacionado com a liberação ou com o aumento da síntese de
E histamina ou outros mediadores);
D - inibição da reabsorção de água, sódio e cloro através da inativação da bomba de Na +/K+ -
A ATPase, (aumentando a secreção de potássio);

D - inibição dos canais de Cl-, comprovada para inúmeros 1,8-hidróxi-antranoides (antraquinonas


e antronas).
E
S 26
P QUINONAS
R Farmacológicas

O PLANTA FRESCA
Antronas glicosiladas
Tratamento prévio ADMINISTRAÇÃO
glicosídeos antraquinônicos
P Secagem/aquecimento Antronas diméricas glicosiladas

R
I Antraquinonas reduzidas no cólon
(IRRITAÇÃO E ↓ ABSORÇÃO DE
CÓLON Absorvidas no int. Delg. e
excretadas no int. Grosso
E LÍQUIDOS)

D Hidrólise (b-glucosidases da flora)

A e redução

EFEITO LAXANTE
D
E Tempo de latência = 6-8 h

S Figura 18: Esquema do mecanismo laxativo das quinonas. 27


P QUINONAS
R Farmacológicas

O Cuidados com uso


P
• Escurecimento da mucosa retal e cólon;
R • Modificações morfológicas no intestino;
I • Processos inflamatórios e degenerativos, além de redução do
E peristaltismo;
D • Perda de íons K+  distúrbios renais, neuromusculares, e condução de
estímulos nervosos no miocárdio;
A • Interações medicamentosas;
D • Inibição da Glicoproteína P.
E
S 28
P QUINONAS
R Farmacológicas

O Cuidados com uso


P
R • Evitar o uso concomitante com cardiotônicos digitálicos e diuréticos hipocalemiantes;

I • Não utilizar mais de 2 substâncias antraquinônicas na mesma formulação;

E • Não utilizar em crianças e durante a gravidez (ocitotóxico) e lactação (passa para o


D leite materno);

A • Há um potencial mutagênico, ainda em estudo (Aloe-emodina, emodina, crisofanol e


fisciona).
D
E
S 29
P QUINONAS
R Farmacológicas

O Emprego farmacêutico e industrial


P
R • As quinonas são empregadas como pigmentos (Juglona e Alcanina);
I • Anti-inflamatórios (Diacetilado de reína);
E • Produção de antibióticos como o grupo das antraciclinas (aloe-emodina);
D • Associações de extratos vegetais com funções laxativas;
A • Produção de nutracêuticos (ubiquinona).
D
E
S 30
E
S
P Senna alexandrina Mill.
É
C Folhas secas de Cassia senna L. (Alexandrina)
I
Folhas secas de Cassia angustifolia VAHL (Tinnevelly)
E
S Mistura das folhas das duas espécies
V
E Frutos secos de Cassia senna L. (Alexandrina)
G Frutos secos de Cassia angustifolia VAHL (Tinnevelly)
E
T
A
I
S
31
E
S
P Senna alexandrina Mill.
É
C
-Diantronas glicosiladas derivadas de Aloe-emodina-antrona e de
I Reína-antrona. (PhEur: mínimo de 2,5% glicosídeos Senosídeo C
E hidroxiantracênicos calculados como Senosídeo B). Principais [Heterodiantrona, válido para
S componentes: Senosídeos A-D, A1, E e F (Aglicona = Senidina) Senosídeo C1, D, D1]

V
-Glicosídeos de reína e aloe-emodina.
E
G
E
T Uso
A Em forma de chás ou extratos como forma final para obstipação Senosídeo B
I intestinal. [Homodiantrona, válido
S para Senosídeo A, A1]
32
E
S Rhamnus purshiana D.C.
P
É
C A casca seca dos troncos e ramos de Rhamnus purshiana DC.
I
E Utilizada como laxante.
S
V
E
G
E
T
A
I
S Glicofrangulina A
33
E
S Aloe sp.
P
É Aloe vera L., Aloe ferox Mill. (Aloe capensis e híbridos); Aloe barbadensis Mill.
C
I
E O suco seco das folhas das diversas espécies de
Aloe.
S
V Uso
E Apresenta atividade laxante mais intensa que as
demais drogas vegetais e gel cicatrizante.
G
E Toxidade
T Pode causar dores abdominais e irritação
gastrintestinal e em altas doses, nefrite, diarréia
A com sangue e gastrite hemorrágica.
I
S Uso contra-indicado em caso de hemorroidas*.
34
E
S Aloe sp.
P
É
C
I
E
S
V
E
G
E
T
A
I
S
35
E
S
P IPÊ-ROXO
O
Tabebuia heptaphylla Vell.
É Handroanthos heptaphyllus (Vell.) Mattos
C
I Droga: casca do caule OH
Composição: Lapachol 30 (e outras quinonas)
E Propriedade: atividade antitumoral (lapachol)
O
30
S Lapachol

V HENA
Lawsonia inermis L.
E O
G Droga: folhas OH
E Composição: lawsona
Propriedade: folhas - uso oral: diurético e adstringente
T folhas - uso tópico: eczemas, micoses, feridas,
A corante para cabelos, pele e unhas (tons 10 O
avermelhados) Lawsona
I
S
36
E
S Hypericum perfuratum L.
P
É
C
Flores recentemente coletadas e secas.
I
E Composição:
S -Naftodiantronas, primordialmente hipericina e PSEUDOHIPERICINA
V pseudohipericina;
E
-No total cerca de 10 naftoantronas são
G
conhecidas na erva-de-são-joão, das quais
E
hipericina e pseudohipericina são as que
T ocorrem em maior teor.
A
I
HIPERICINA
S
37
E
S Hypericum perfuratum L.
P
É
C Efeito farmacológico do extrato de hipérico
-Inibe in vitro a recaptação sináptica de diferentes neurotransmissores (serotonina,
I
noradrenalina, L-glutamato, ácido gamaaminobutílico – GABA)
E -O efeito é análogo (menor intensidade ) a ação dos antidepressivos sintéticos - AS (os quais não
S atuam sobre a recaptação de GABA ou L-glutamato)
V -In vivo (ratos) apresentou efeito similar aos AS após administração subcrônica
E -Eficaz em diversos modelos farmacológicos para avaliação de fármacos antidepressivos
G
E Fração ativa
T
Em comparação com o extrato completo, a hiperforina apresentou inibição de recaptação de
A diversos neurotransmissores in vitro.
I
S
38
R
E CAREL, F.S.; ANTON, F.H.S. Efeitos da ubiquinona (coenzima Q10)
F em miopatia em usuários de estatinas. Current Opinion in Lipidology,
E 2008.
R Farmacognosia: do produto natural ao medicamento/Organizadores,
Ê Cláudia Maria Oliveira Simões ... [et al.], - Porto Alegre: Artmed, 2017.
N SILVA M.N.; FERREIRA, F.V.; SOUZA, M.C.B.V. An overview of the
chemistry and pharmacology of naphthoquinones with emphasis on b-
C lapachone and derivatives. Quím. Nova vol. 26 no.3 São
I Paulo May/June 2003.
A
S
39
OBRIGADO!!!

40

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