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Técnico de Juventude
– contextos e
práticas de atuação
• O nome que gostaria de ser tratado/a é;

• 3 lugares que gosto, ou gostaria de visitar;

• 3 medos que tenho;

• 3 coisas boas sobre mim;

• 3 passatempos;

• Aposto que não sabem que eu…


“Chuva de
ideias”
• A juventude é….

• Ser jovem é…

• Qualidades de jovens….

• Defeitos de jovens…
Alicerces da profissão
de Técnico de
Juventude
O que é um Técnico/a de
Juventude?
• O Técnico de Juventude é um profissional definido por:
“Intervir na conceção, organização, desenvolvimento e avaliação de
projetos, programas e atividades com e para jovens, mediante
metodologias do domínio da educação não- formal, facilitando e
promovendo a cidadania, a participação, a autonomia, a inclusão e o
desenvolvimento pessoal, social e cultural”.

• https://www.youthcoop.pt/trabalho-de-juventude/
Quais os objetivos deste novo
Perfil Profissional?
• Consolidar as políticas públicas de Juventude no terreno e
da intervenção com jovens, de forma dedicada –
estruturando a sua autonomia, potenciando
oportunidades, facilitando caminhos e opções;
• Criar uma comunidade de profissionais especificamente
formados, motivados e mais preparados para lidar com a
complexidade das realidades no terreno;
• Criar uma identidade clara e publicamente reconhecida no
trabalho no domínio da Juventude, em particular nos
parâmetros de intervenção social, cidadania e participação;
• Catalisar ofertas para os jovens, aumentando
as
probabilidadesasde integração social, empregabilidade,
conhecimento de recursos ao dispor;
• Mobilizar os jovens de forma personalizada, corporificada
num profissional que possa fazer a interligação com
outros atores e instituições no terreno;
• Fomentar a educação não-formal e a sua
complementaridade com os sistemas formais de educação;
• Elevar a eficácia e eficiência da resposta aos problemas
atuais dos jovens e da sociedade;
• Concretizar um processo longo de debate e troca de ideias
com todos os atores do domínio da Juventude, e tornando
palpáveis os resultados de numerosas iniciativas, onde o
IPDJ e as plataformas de jovens têm tido destaque;
• Dar resposta às recomendações nacionais e europeias, das
instituições de referência, em prol de uma intervenção
renovada, capaz e adequada à Juventude, em particular
numa conjuntura geracional que se tem revelado adversa.
O trabalho na área da Juventude:
uma realidade diversa e
polivalente
• O termo juventude é variável. A juventude de uma
geração é construída de acordo com o período a qual
pertence, com costumes que lhes são comuns nessa
determinada condição histórica e de acordo com as
mudanças que ocorrem dentro da sociedade, que vão
influenciar diretamente essa categoria.
• Luís Antonio Groppo (2000): “A juventude como
categoria social não apenas passou por várias metamorfoses na
história da modernidade. Também é uma representação e uma
situação social simbolizada e vivida com muita diversidade na
realidade cotidiana, devido à sua combinação com outras
situações sociais – como a de classe ou estrato social - , e devido
também às diferenças culturais, nacionais e de localidade, bem
como às distinções de etnia e de gênero.” (p.15)
Caso prático nº1: Tratar o tema do
racismo com os jovens
• https://www.youtube.com/watch?v=kaWUyiMSrV0
A diversidade dos contextos de
atuação com jovens

Escolas

IPSS’s

Comunidad
e
Passo 1 - A fazer: Levar Não fazer:
Conhecer o as pessoas a Prometer o que
meio sério não pode

Passo 2
A fazer: Mostrar Não fazer:
Encontra
- interesse. Pregar.
r
contactos
Passo 3 -
Registo, A fazer: Reunir
o maior número
interpretação e de informação
análise

Passo 4 -
A fazer: Ser Não fazer: Ter
Formulação de flexivel. pressa.
plano
Escolas

• Como técnico de juventude, o trabalho efetuado em


escolas é sobretudo em torno dos seus tempos-
livres.
• Manter um diálogo equilibrado torna a conversa mais
continua e mais duradoura.
• Ganhar a confiança pode ser demorado mas é um
processo de empatia muito importante a
desenvolver.
Instituições de Solidariedade Social

• Atendendo a que se tratam de jovens retirados dos


seios familiares, todas as ações desenvolvidas com os
mesmos devem ser pensadas e repensadas de modo a
não destruir empatias criadas anteriormente.
• Utilizar elementos chave é importante para construir
uma ligação de confiança.
Comunidade

• O técnico de juventude na comunidade é fulcral para


ser elo entre os diversos sistemas envolventes.
• Normalmente, temos técnicos em torno da religião,
da educação, dos tempos livres de modo a tornar os
assuntos tratados mais de acordo com os jovens da
comunidade.
A Juventude e as Juventudes: da
unidade à diferença
• A realidade demonstra, no entanto, que não há
somente um tipo de juventude, mas grupos juvenis
que constituem um conjunto heterogêneo, com
diferentes parcelas de oportunidades, dificuldades,
facilidades e poder nas sociedades.
Juventude

• É uma construção social, ou seja, a produção de uma


determinada sociedade originada a partir das
múltiplas formas como ela vê os jovens, produção
esta na qual se conjugam, entre outros fatores,
estereótipos, momentos referência
shistóricos,
múltiplas, além de diferentes e
situações de classe, gênero, etnia, grupo
diversificadas
etc.
Juventude
s
• Torna-se cada vez mais corriqueiro o emprego do
termo “juventudes”, no plural, no sentido não de se
dar conta de todas as especificidades, mas sim de
apontar a enorme gama de possibilidades presente
nessa categoria.
Da unidade à
diferença
• Embora essas duas visões impliquem em diferentes
abordagens, elas nãose anulam. Isto
porque, doenfoque, a
dependend tanto
apresentar juventude
como pode
um grupo
se
o
aparentemente homogêneo quanto heterogêneo.
O Técnico de Juventude enquanto
agente educativo: a importância da
educação não-formal
• A educação não formal é aquela que ocorre fora do
sistema formal de ensino, sendo complementar a este.
• É um processo organizado, mas geralmente os resultados
de aprendizagem não são avaliados formalmente.
• A Educação Não-formal tem como objetivo resgatar de
forma efetiva, valores essenciais para a formação de
cidadãos protagonistas de sua própria vida, trazendo para
eles a prática da cidadania, apreensão social,
profissionalização, reforço escolar, dimensão
sociocultural, entre outros.
• O ensino informal é considerado o que provém das
experiências que vivemos ao longo de toda a vida,
não possuindo qualquer organização nem qualquer
sistematização.
• Processa-se fora da esfera escolar e é veiculado pelos
museus, meios de comunicação e outras instituições
que organizam eventos de diversa ordem, tais como
cursos livres, feiras e encontros, com o propósito do
ensinar (…) a um público heterogéneo.
Diversidade de saberes e práticas

• Trabalhar com jovens não é de todo estático e o


processo torna-se continuo no que refere às práticas
a ter com os mesmos.
• Os jovens de hoje não são iguais aos de ontem.
• As sociedades estão em constante mudança e por
isso sempre em processo de aprendizagem.
Do voluntariado à profissionalização:
atores na área da juventude
• Os TJ podem ajudar os jovens a encontrar um
programa de voluntariado direcionado para as suas
vocações ou para a descoberta das mesmas. O
voluntariado em instituições de solidariedade social
poderá ser um dos primeiros pontos a abordar, desde
a parte do envelhecimento até mesmo à área animal,
o intuito é desenvolver competências pessoais que
ajudem a encontrar ferramentas de atuação na
pratica.
• Os programas de voluntariado jovem são muitas
vezes ferramentas que possibilitam sair da zona de
conforto, da cidade ou até mesmo do país. As
facilidades de acesso à informação são
disponibilizadas pelos TJ.
Trabalho com e para Jovens:
a importância da
facilitação
• A função de um facilitador é facilitar. Parece
redundante, é verdade. Mas dentro dessa frase há um
mundo de informações.
• “O papel da facilitação é tornar esse processo mais fácil e criar
um ambiente propício”, resume Marcos Vianna,
facilitador e cofundador da Dois Desenvolvimento,
empresa especializada no assunto.
• Facilitação, no entanto, não é apenas ministrar um curso
ou dar um treinamento – situações em que se faz
necessária de maneira mais evidente.
• Um facilitador deverá com os jovens procurar estimular
na participação ativa da cidadania;
• Guiar os processos “normais” no desenvolvimento do
jovem;
• Dar feedback do que está a acontecer e das decisões a
serem tomadas.
A convergência da atuação:
intervenção multidisciplinar e
trabalho de equipa
Pai
s

Comunidad Professores
e

Técnicos Auxiliares
• O trabalho multidisciplinar deve ser pensado desde o
ciclo familiar até à comunidade.
• Deixar algum dos ciclos por trabalhar é colocar de
parte um dos elementos de ligação para o trabalho
dos jovens.
Estudos de caso: o “youth work” na
Europa
• Oqueéisso?
• O trabalho juvenil tem três características
essenciais:
• Jovens optam por participar
• O trabalho ocorre onde os jovens são
• Reconhece que o jovem e o jovem trabalhador são
parceiros em um processo de aprendizagem
• O trabalho juvenil engloba uma ampla gama de
atividades (por exemplo, sociais, culturais,
educacionais, desportivas e políticas) realizadas com,
por e para os jovens, através de aprendizado não
formal e informal. O seu valor é reconhecido
nas conclusões do Conselho sobre o trabalho
juvenil e destacado num estudo publicado em
2014 .
• Quais são os objetivos?
• O trabalho juvenil ajuda os jovens a alcançar o seu
potencial total. Incentiva o desenvolvimento pessoal,
autonomia, iniciativa e participação na sociedade.
• Quemesátenvovldio?
• O trabalho juvenil oferece educação extra-escolar,
bem como atividades de lazer gerenciadas por
profissionais juvenis voluntários e líderes juvenis.
• É organizado de diferentes maneiras - através de
organizações lideradas por jovens, organizações para
jovens, grupos informais ou serviços para jovens e
autoridades públicas.
• Comoaconece?t
• O trabalho juvenil é entregue em diferentes formas e
configurações (por exemplo, acesso aberto, baseado em
grupo, baseado em programas e divulgação) a nível local,
regional, nacional e europeu.
• A sua eficácia levou a um número crescente de
organizações - como as que trabalham na justiça juvenil e
na melhoria da saúde - a desenvolver uma abordagem de
trabalho juvenil. Isso permite aos jovens (que de outra
forma possam ser alienados) o suporte para obter os
serviços de que precisam.
https://www.youtube.com/watch?v=vAyG9ytsC_4
Métodos e técnicas de
diagnóstico de situações
sociais
Análise do contexto

• Teoria ecológica – analisar todos os sistemas


• Microssistema- família
Lar

Bairro
Escola /
Trabalho
Tempo
de
lazer
Técnicas de abordagem

• Dinâmicas
• Palestras
• Workshops
• Conversas de grupo
• Conversas individuais
Educação por pares
• Educação por pares informal, tal como o exemplo da
história, quando os jovens passam simplesmente
informação sobre assuntos que lhes interessam, sem
ninguém lhes ter ensinado ou pedido para o fazerem;
• Educação por pares formal, onde se diz aos jovens para
passarem uma certa mensagem sem que eles tenham
influência no conteúdo;
• E ainda um terceiro tipo de educação por pares, que será
discutido aqui, onde os jovens recebem formação para
desenvolverem um programa onde passam uma certa
mensagem aos seus pares.
A abordagem contratual

• A abordagem contratual é baseada num compromisso


intensificado entre a pessoa que trabalha com jovens e o
jovem, e na confiança mútua. Ambos são parceiros no
desenvolvimento do contrato e responsáveis pelas tarefas
que devem alcançar, com os respetivos direitos e deveres.
Pode ser utilizado na estrutura de um projeto específico
ou na vida diária, num cenário individual ou de grupos.
• A abordagem contratual é uma ferramenta e não um
objetivo em si mesma.
Gestão de Conflitos

• Em qualquer conflito, existe o potencial para o


crescimento e para a mudança positiva. Contudo,
para muitas pessoas, a experiência ou a interpretação
de conflito é meramente negativa, associada à
violência e à destruição.
• O conflito não é necessariamente destrutivo, desde
que se lide com o conflito de forma apropriada.
Aplicação de instrumentos de
diagnóstico (inquéritos, entrevista
semi direta)
• Mesmo antes de uma entrevista inicial, a empatia
preparatória aumenta sua sensibilidade perante o
jovem para eventuais pensamentos, sentimentos
sobre si mesmo e da situação a apresentar.
• A empatia preparatória é, portanto, sempre
preliminar, e sempre sujeita a mudanças imediatas
baseadas em comunicações reais por parte do jovem
aquando a entrevista.
Entrevist
a
• A entrevista, como outros instrumentos, exige
procedimento para o seu desenvolvimento
um
que chamaremos de etapas,
sendo o planeamento,
execução e o registo. a
Tipos de entrevista
• Direta ou inquérito: perguntas formuladas diretamente
com resposta única e normalmente não muito extensas. O
inquérito é o comumente utilizado para respostas tipo e de
rápida resolução.
• Semi-direta: uma entrevista semiaberta, não é tão
tipografada como a direta deixando alguma margem para
respostas mais extensas.
• Aberta: a entrevista aberta é apenas seguida por um
conjunto de tópicos mas não respeitando questões diretas.
É mais extensa dando uma maior abertura para o tipo de
resposta utilizado pelo informador.
Análise de resultados e propostas de
intervenção
• Análise qualitativa: baseada em entrevistas aberta,
possível de realizar uma descrição densa.

• Análise quantitativa: baseada em factos concretos,


números, normalmente trabalhada estatisticamente.
Descrição densa
Análise
estatística
• As propostas de intervenção tomam aqui o seu
primeiro impulso para se poder intervir diretamente
com os jovens. Antes de um plano é preciso realizar
o diagnóstico, seja ele com a ajuda de entrevistas ou
observação. Depois desse ponto estão reunidas as
informações para análise (que poderá ser auxiliada
pela restante equipa multidisciplinar) e a posterior
intervenção, seja ela centrada no jovem ou no grupo.
Poderá ser utilizada a intervenção indireta, por
folhetos, cartazes, entre outros. Ou direta com a
intervenção mais centrada e direcionada com
projetos práticos desde workshops, conferências,
entre outros.
OBRIGADA PELA ATENÇÃO