Você está na página 1de 161

TEOLOGIA SISTEMÁTICA

Igreja Baptista Nova Jerusalém


TEONTOLOGIA
DOUTRINA DE DEUS

Como sabemos que Deus existe?


Podemos realmente conhecer Deus?
Em que sentido Deus é diferente de nós?
DOUTRINA DE DEUS
A doutrina de Deus é o ponto central de grande
parte do restante da teologia.
Todas as pessoas em todos os lugares possuem o
profundo senso interior de que Deus existe, de
que elas são suas criaturas e de que ele é o
criador delas.
Paulo sugere que muitos rejeitaram de forma
activa e intencional alguma verdade que
conheceram a respeito da existência e do
carácter de Deus. (Rm.1.19, 21, 25)
DOUTRINA DE DEUS
Todavia, a Escritura também reconhece que
algumas pessoas negam esse senso interior de
Deus e negam até que Deus existe. (Sl.14.1;
53.1; 10.3-4)
Essas passagens indicam tanto que o pecado
conduz as pessoas a pensar irracionalmente e
a fazê-las negar a existência de Deus.
DOUTRINA DE DEUS
Na vida do cristão, essa consciência interior de Deus
se torna mais forte e mais distinta.
Começamos a conhecer Deus como nosso amoroso
Pai celestial (Rm 8.15, 16), e passamos a
conhecer Jesus Cristo vivo dentro de nosso
coração. (Fp 3.8,10; Ef 3.17; Cl 1.27; Jo 14.23).
A intensidade dessa consciência para o Cristão é
em tal medida que, embora nunca tenhamos visto
a Jesus Cristo, nós de fato o amamos(1Pe 1.8)
NOMES DE DEUS NO VT
Myhla ‘elohiym - plural - o (verdadeiro) Deus (Gn.
1:1);
hwhy Y@hovah - Javé =" Aquele que existe"; o
nome próprio do único Deus verdadeiro; nome
impronunciável. (Gn.2:4);
ynda ‘Adonay - Senhor- título, usado para
substituir Javé como expressão judáica de
reverência (Gn.15:2)
 
NOMES DE DEUS NO NT

yeov theos - A divindade suprema; Deus.


(Mt. 1:23);
kuriov kurios – (supremacia) - aquele a
quem uma pessoa ou coisa pertence,
sobre o qual ele tem o poder de decisão;
Mestre, Messias. (Mt.1:20).
 
A REVELAÇÃO DE DEUS

Existemdois tipos de revelação:


Revelação natural ou geral
Revelação especial ou sobrenatural
 
REVELAÇÃO DE DEUS
Deus é o “mysterium tremendum”,
mistério fascinador, oculto e
desconhecido (At.17:23), mas a história
humana é o registro das ações de Deus no
tempo (At.17:26), pois Deus domina sobre
todos os homens (Dn.4:17), num plano e
propósitos divinos para o Reino de Deus na
terra (Dn.2:7).
REVELAÇÃO DE DEUS

Se Deus não se revelar, o homem não


pode conhecê-lo. Ele é incompreensível;
só o Espírito Santo conhece suas
profundezas. Deus deseja que o homem o
conheça, o adore e viva em sua
comunhão.
 
REVELAÇÃO NATURAL OU GERAL

A criação pode revelar-nos a existência de


Deus: Deus é o Criador; é uma norma para
a sociedade e meio de condenação
(Insuficiente porque o pecado adulterou a
fé humana-(Rm.1:19-20). 
REVELAÇÃO NATURAL OU GERAL

Nas Artes: Deus se revela nas artes pois


Deus é belo e fez um belo mundo e criou
seres para apreciarem essa beleza. O
homem é apenas um “subcriador”,
dotados de dons criativos que revelam
algo de sua natureza maravilhosa.
REVELAÇÃO NATURAL OU GERAL

Na Música: Deus se revela na música pois


os anjos o louvam (Jó.38:7;Is.6:3;Ap.4:8;
Ap.5:12). A voz humana é um instrumento
musical criado por Deus e também os
anjos, foram criados para louvar a Deus
(Sl.150:3-5; Ap.8:2; Ap.14:2).
REVELAÇÃO NATURAL OU GERAL

Na Natureza: A revelação geral revela


Deus como criador, mas não revela o
redentor, narrando apenas a grandeza de
Deus (Sl.8:1; Is.40:12-17). Ela é ampla,
revelando as verdades da ciência, história
e matemática, pelas leis da natureza e
também é essencial para a razão humana
pelo questionamento dos fatos da vida.
REVELAÇÃO ESPECIAL OU SOBRENATURAL

A revelação especial nos revela a teologia


cristã: Deus é o redentor; é uma norma
para a igreja e meio para salvação. A
Bíblia é a norma para todo o ensinamento
cristão, revelando a graça redentora de
Deus e a mensagem da salvação,
explicando o acesso do homem a Deus.
DEFINIÇÃO DE DEUS NA TEOLOGIA
Deus é o Ser Supremo Espírito Infinito,
Eterno, Imutável em seu Ser, Sabedoria,
Poder, Santidade, Justiça, Bondade,
Verdade e Amor, Único, Perfeito, Criador e
Sustentador do universo, Pessoal e
subsiste em três Pessoas ou Distinções:
Pai, Filho e Espírito Santo.
DEFINIÇÃO BÍBLICA DE DEUS
Deus é testemunha entre os homens
(Gn.31:50); zeloso (Dt.4:24);
misericordioso (DT.4:31); único (Dt.6:4);
grande e poderoso (Dt.10:17); perfeito,
verdadeiro, justo e reto (Dt.32:4);
salvador (2 Sm.22:3);
DEFINIÇÃO BÍBLICA DE DEUS
Excelso em poder (Jó.36:22); misterioso e
eterno (Jó.36:26); justo juiz (Sl.7:11); bem
presente (Sl.46:1); santo (Sl.99:9); a
verdade real e eterna (Jr.10:10); Espírito
(Jo.4:24); Fiel (2 Co.1:18); Poderoso (2
Co.9:8)
DEFINIÇÃO BÍBLICA DE DEUS

Único (Gl.3:20); Amor (1 Jo.4:8); é


verdadeiro em seu Filho Jesus Cristo, o
verdadeiro Deus e a vida eterna.
(1Jo.5:20).
EXISTÊNCIA DE DEUS

Para nós a existência de Deus é a grande


pressuposição da teologia. Não há sentido
em falar-se do conhecimento de Deus, se
não se admite que Deus existe.
EXISTÊNCIA DE DEUS
Asuposição não é apenas de que há alguma
coisa, uma idéia, algum poder ou tendência
com propósito, a que se possa aplicar o
nome de Deus, mas que há um ser pessoal
auto-consciente, auto-existente, que é a
origem de todas as coisas e que transcende
a criação inteira, mas ao mesmo tempo é
imanente em cada parte da criação.
EXISTÊNCIA DE DEUS
O Cristão aceita a verdade da existência de
Deus pela fé. Mas esta fé não é uma fé
cega, mas fé baseada em provas, e as
provas se acham, primariamente, na
Escritura como a Palavra de Deus inspirada,
e, secundariamente, na revelação de Deus
na natureza.
EXISTÊNCIA DE DEUS
A prova bíblica sobre este ponto não nos
vem na forma de uma declaração explícita,
e muito menos na forma de um argumento
lógico. Nesse sentido a Bíblia não prova a
existência de Deus. O que mais se aproxima
de uma declaração talvez seja o que lemos
em Hebreus 11:6.
EXISTÊNCIA DE DEUS
ABíblia pressupõe a existência de Deus em
sua declaração inicial, “No principio criou
Deus os céus e a terra”. Ela não somente
descreve a Deus como o Criador de todas as
coisas, mas também como o Sustentador de
todas as Suas criaturas. E como o
Governador de indivíduos e nações (Cl.1:17;
Hb.1:3)
EXISTÊNCIA DE DEUS

Vê-se Deus em quase todas as páginas da


Escritura Sagrada em que Ele se revela em
palavras e atos. Esta revelação de Deus
constitui a base da nossa fé na existência de
Deus.
EXISTÊNCIA DE DEUS

Deve-se notar, contudo, que é somente


pela fé que aceitamos a revelação de Deus e
que obtemos uma real compreensão do seu
conteúdo. João 7.17.
EVIDÊNCIAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS
a)Impulsionador Primário: Se tudo é
energia, só Deus criou a força para iniciar
esta energia geradora de toda a vida.
b) Cosmológico: Existe um universo que
deve ter sido causado por algo, além de si
mesmo e que precisa continuar existindo;
assim, se teve princípio, teve causa e assim
só Deus criou esta 1ª matéria.
EVIDÊNCIAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

c) Moral: Moral vem dEle (Rm.2:12-15)-Leis


morais implicam um legislador moral; como
há uma lei moral objetiva, há um legislador
moral que é Deus.
d)Religiosa: Seres humanos precisam de
Deus; os que os seres humanos precisam
existe; logo, Deus realmente existe.
RELAÇÃO DE DEUS COM O MUNDO

Visão correcta: TEÍSTA/MONOTEÍSTA:


Há um Deus e somente um único Deus, que
é Ele mesmo, em sentido absoluto:
Há 3 religiões monoteístas: Judaísmo,
Cristianismo e Islamismo.
RELAÇÃO DE DEUS COM O MUNDO
Criação e Providência

1) Deus por seu poder e bondade infinitos,


criou o mundo do nada, sem perda de sua
substância, deu existência ao mundo;
RELAÇÃO DE DEUS COM O MUNDO
Criação e Providência
2) Ele não abandonou, depois de criá-lo;
continua a influir em todo momento sobre
ele, com sabedoria e amor, conservando e
dirigindo no sentido dos fins dados na ordem
da criação.
RELAÇÃO DE DEUS COM O MUNDO

Imanência
Deus está unido ao mundo que criou.
Jer. 23.23,24
RELAÇÃO DE DEUS COM O MUNDO

Transcendência
Deus se distingue do mundo em real
independência, como ser infinito, pessoal,
autônomo, inteligente e livre, distinto do
universo que criou, o conserva e o dirige.
(Isaías 55. 8,9; Isaías 6.1-5)
MANEIRAS DE SE REVELAR

a)Teofanias(manifestações)-Deus
próximo, entre anjos, fogo, nuvem,
fumaça, e Anjo do Senhor(2ª pessoa da
trindade);
b)Comunicações directas (auto-
revelação):Voz audível, sonho, visão e
pelo Espírito Santo.
MANEIRAS DE SE REVELAR

c) Milagres (experiência mística): poder


de Deus em situações especiais: Maná,
sarça ardente, abertura do Jordão;
d) Escrituras: revelando aspectos de Deus
e sua obra;
A COGNOSCIBILIDADE DE DEUS (Conhecimento de Deus)

Mesmo se cremos que Deus existe, isso


não nos diz se é possível realmente
conhecer Deus, nem nos diz quanto de
Deus pode ser conhecido.
A COGNOSCIBILIDADE DE DEUS (Conhecimento de Deus)

1. Não podemos nunca entender Deus plenamente


Deus é infinito e nós somos finitos oul,
nunca podemos entender Deus
plenamente. Neste sentido é dito que
Deus é incompreensível
Sal 145.3; 147.5; 139.6; 1 Cor 2.10,11;
Rm 11.33
A COGNOSCIBILIDADE DE DEUS (Conhecimento de Deus)

2. Podemos conhecer Deus verdadeiramente


Alguns dizem que não podemos conhecer
Deus propriamente, mas somente
conhecer alguns factos a respeito dele ou
o que ele faz. Outros dizem que não
podemos conhecer Deus como ele é em si
mesmo, mas somente o que ele nos
relata.
A COGNOSCIBILIDADE DE DEUS (Conhecimento de Deus)

2. Podemos conhecer Deus verdadeiramente


Mas a Bíblia nos afirma que podemos
conhecer o próprio Deus.
Jr 9.23,24; Jo 17.3; Hb 8.11; 1Jo 5.20;
NATUREZA DE DEUS
1)Puramente espiritual, de infinitas perfeições

Deus é puramente Espírito (Jo.4:24)


Auto-consciente,
Auto-determinativo,
Sem corpo limitado,
Não visto por nossos sentidos.
NATUREZA DE DEUS
2)Pessoal

Tem personalidade, inteligência, moral e


racional, através de suas ações: vai, vem,
sustenta, prova, conversa e dá vitória;
revelação mais elevada em Cristo;
NATUREZA DE DEUS
3) Infinitamente Perfeito

Distinguível de todos, sem limites,


exaltado; sua essência e propriedade são
uma, nada se acrescenta a seus atributos,
que dão essência plena de si.
ATRIBUTOS DE DEUS

Diversos métodos diferentes de classificar


os atributos de Deus têm sido usados.
Neste capítulo adotaremos a classificação
mais comum.
ATRIBUTOS DE DEUS

Atributos incomunicáveis de Deus

Sãoatributos que Deus não partilha ou não


comunica a outros.
ATRIBUTOS DE DEUS

Atributos comunicáveis de Deus

São atributos que Deus partilha ou


comunica a outros ou a nós.
ATRIBUTOS DE DEUS

Atributos incomunicáveis de Deus


Simplicidade(não composto de partes)-Jo.4:24
Unidade(indivisível e uno)-Dt.6:4
Infinidade (nada acima dELe)-At.17:24
Imensidade(Não limitado)
Onipresença(em todo lugar)-Sl.139:7
ATRIBUTOS DE DEUS

Atributos incomunicáveis de Deus


Imutável(idêntico)-Tg.1:17
Eterno(Atemporal)-Gn.21:33
Onisciente-(Sabetudo)-Mt.11:21
Onipotente(todo-poderoso)-Ap.19:6
Soberano (Governante supremo do Universo)
ATRIBUTOS DE DEUS

Atributos comunicáveis de Deus


Dividiremos os atributos comunicáveis em
cinco categorias:
Atributos comunicáveis de Deus
ATRIBUTOS QUE DESCREVEM O SER DE DEUS

Espiritualidade (Jo 4.24).


Deus nos deu um espírito por intermédio do
qual o adoramos. (1Co 14.14; Fp 3.3
 Portantohá claramente alguma comunicação de Deus para nós de
natureza espiritual que é algo que pertence a nossa natureza.
Atributos comunicáveis de Deus
ATRIBUTOS QUE DESCREVEM O SER DE DEUS

Invisibilidade (Jo 1.18; Jo 6.46; 1Tm 6.16).


A invisibilidade de Deus significa que a
essência total de Deus, tudo de seu ser
espiritual, nunca será visível para nós, todavia
Deus ainda se mostra a nós por meio das coisas
visíveis criadas.
Atributos comunicáveis de Deus
ATRIBUTOS MENTAIS

Conhecimento (onisciência)
Deus conhece plenamente a si mesmo e a todas
as coisas reais e possíveis em ato simples e
eterno. (Jó 37.16; 1Jo 3.20; Hb 4.13)
Atributos comunicáveis de Deus
ATRIBUTOS MENTAIS

Sabedoria
A sabedoria de Deus significa que Deus sempre
escolhe os melhores alvos e os melhores meios
para chegar a esses alvos. (Rm 16.27; Jó 9.4;
12.13; Sl 104.24)
Atributos comunicáveis de Deus
ATRIBUTOS MORAIS

Bondade(Lc 18.19; Sl 100.5; 106.1; 107.1).


A bondade de Deus significa que Deus é o
padrão final do bem, e que tudo que Ele faz é
digno de aprovação.
Atributos comunicáveis de Deus
ATRIBUTOS MORAIS

Amor (1Jo 4.8; Jo 14.31; 17.24; Rm 5.8;).


Significa dar-se a si mesmo para o benefício
de outros.
Santidade (Ex.26.33; Is. 6.3; 1 Pe 1.16; Hb
12.14)
Significa que Deus é separado do pecado e
dedicado a buscar a sua honra.
Atributos comunicáveis de Deus
ATRIBUTOS MORAIS
Justiça (Dt 32.4; Is. 45.19; Rm 3.25,26).
Significa que Deus sempre age de acordo
com o que é certo e ele próprio é o padrão
final do que é certo.
Ira (Ex 32.9,10; Rm1.18; Cl 3.6; 1Ts 1.10;
Hb 3.11)
Significa que Deus odeia intensamente todo
o pecado.
A TRINDADE

COMO PODE DEUS SER TRÊS PESSOAS E,


TODAVIA, UM SÓ DEUS?
A TRINDADE
A doutrina da trindade é uma das mais
importantes da fé cristã. Estudar os ensinos
da Bíblia sobre a Trindade nos traz grande
luz sobre a questão que é o centro de tudo
o que procuramos em Deus.
Portanto aqui aprendemos que Deus existe
nas pessoas Do Pai, do filho e do Espírito
Santo, sendo, no entanto, um só Deus.
A TRINDADE

Podemos definir a trindade da seguinte


maneira:
Deus existe eternamente como três
pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo; cada
pessoa é plenamente Deus e há um só
Deus.
A TRINDADE
Revelação Parcial da Trindade no VT
A palavra Trindade não é encontrada na
Bíblia, embora a ideia seja ensinada em
muitos lugares. A palavra Trindade significa
“triunidade” ou “ três-em-unidade”.
Ela é usada para sintetizar o ensino da
Escritura de que Deus é três pessoas,
porém um só Deus.
A TRINDADE
Revelação Parcial da Trindade no VT
As vezes pensamos que a Doutrina da
Trindade não é encontrada no Vt e apenas
no NT.
Embora ela não é explicitamente
encontrada no AT, diversas passagens
sugerem ou dão a entender que Deus existe
como mais que uma pessoa.
A TRINDADE
Revelação Parcial da Trindade no VT
EXEMPLOS:
Gn 1.26; 3.22; 11.7; Isaías 6.8; Sl 110.1
A TRINDADE
Revelação mais completa da Trindade no NT
Quando o NT começa, entramos na história
da vinda do filho de Deus á terra, e neste
momento observamos um ensino mais
explícito a respeito da trindade
A TRINDADE
Revelação mais completa da Trindade no NT
EXEMPLOS:
Mt 3.16,17; 28.19; 1Co 12.4-6; 2Co 13.14;
Ef 4.4-6; 1Pe 1.2; Judas 20, 21
A TRINDADE
Em certo sentido, a doutrina da “Trindade”
é um mistério que nunca seremos capazes
de entender plenamente: Mas podemos
resumir esta verdade em três afirmações:
DEUS É TRÊS PESSOAS
CADA PESSOA É PLENAMENTE DEUS
HÁ UM SÓ DEUS
DEUS É TRÊS PESSOAS
O facto de que Deus é três pessoas significa
que o Pai não é o filho; eles são pessoas
distintas. Significa tbém que o Pai não é o
Espírito Santo.
Significa que o Filho não é o Espírito Santo,
e que eles são pessoas distintas. (Jo 1.1,2;
17.24; 1Jo 2.1; Hb 7.25
Para interceder por nós diante do Pai é necessário
que Cristo seja uma pessoa distinta.
DEUS É TRÊS PESSOAS

O Pai não é o Espírito Santo, eles são


distintos. (Jo 14.26; Rm 8.27)
O Filho não é o Espírito Santo (Mt 28.19; Jo
16.7)
DEUS É TRÊS PESSOAS

Alguns têm questionado se o Espírito Santo


é de facto uma pessoa distinta, ou apenas
um “poder” ou “força” de Deus em
operação no mundo.
Como podemos explicar isso?
DEUS É TRÊS PESSOAS

1. O E.S. relaciona-se de forma coordenada


com o Pai e o Filho. (Mt.28.19; 1Co 12.4-6;
2Co13.13; Ef 4.4-6; 1Pe 1.2)
2. O nome conselheiro ou consolador é um
termo dado a alguém que ajuda ou dá
conforto e aconselha outra pessoa ou
pessoas. (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7)
DEUS É TRÊS PESSOAS
3. Outras atividades pessoais dão indicação
de ser uma pessoa e não apenas uma força.
(Jo 14.26; 15. 26; Rm 8.16, 26,27; 1Co
12.11; At 8.29; 13.2; 16.6,7; Ef 4.30.
Portanto, O Espírito Santo é uma pessoa
distinta e não uma força activa.
CADA PESSOA É PLENAMENTE DEUS

Mesmo que as três pessoas são distintas, a


Escritura dá testemunho de cada pessoa da
Trindade é plenamente Deus.
CADA PESSOA É PLENAMENTE DEUS
1. Deus Pai é plenamente Deus. Gn 1.1,26;
1Co 8.6)

2. O Filho é plenamente Deus. (Jo 1.1-4;


20.28; Hb 1.3, 10; Fp 2.5-11; Cl 2.9)

3. O Espírito Santo é plenamente Deus. (Mt.


28.19; Act. 5.3,4; 1Co 3.16; Sl 139.7,8)
DOUTRINAS QUE NEGAM A DIVINDADE DO FILHO
Nome do grupo: Espiritismo Kardecista; Fundador:
Dr. Hippolyte Léon Denizard Rivail, vulgo Allan
Kardec (1857); Mensagem: Assim como Jesus, todos
poderão alcançar a perfeição após muitas
reencarnações. Igreja: O Espiritismo é a Igreja
restaurada e o Consolador prometido por Jesus;
Deus: Não é Pessoa; Jesus: Não é Deus nem teve
corpo humano; Salvação: Através da caridade e por
reencarnações sucessivas; Ressurreição de Jesus:
Não; Escrituras: Livros de Allan Kardec e outros.
DOUTRINAS QUE NEGAM A DIVINDADE DO FILHO
Nome do grupo: Testemunhas de Jeová; Fundador:
Charles Taze Russell(1852-1916) Fundada em 1881;
Mensagem: Jesus abriu a porta para conquistarmos
nossa salvação; Igreja: 144.000 ungidos que irão para
o céu. Deus: Jeová, que é uma só Pessoa; Jesus:Não
é Deus; é o Arcanjo Miguel, a primeira e única
criatura de Jeová. Salvação: Obedecendo as ordens
da Sociedade Torre de Vigia; Ressurreição de
Jesus: Não; Escrituras: Bíblia deles (Tradução do
Novo Mundo) + literaturas dos líderes.
DOUTRINAS QUE NEGAM A DIVINDADE DO FILHO
Nome do grupo: Mormonismo; Fundador: Joseph
Smith (1805-1844) fundado em 1830; Mensagem:
Alcançar a divindade pelas ordenanças do evangelho
mórmon; Igreja: Membros da Igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias. Deus: Tríade 3 deuses;
Jesus:Não é Deus. É irmão de Lúcifer e dos homens;
Salvação: Salvação pelas boas obras da igreja
mórmon; Ressurreição de Jesus: Sim; Escrituras:A
Bíblia, Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios,
Pérola de Grande Valor.
DOUTRINAS QUE NEGAM A DIVINDADE DO FILHO
Nome do grupo: Meninos de Deus; Fundador: Daniel
Brandt Berg (1968); Mensagem: Desistir de tudo para
seguir a Jesus. Já usaram a prostituição para atrair
novos adeptos; Igreja: Família do Amor; Deus: Pai,
Filho e Espírito Santo, mas não Trindade ; Jesus:
Foi uma criação de Deus. Salvação:—; Ressurreição
de Jesus: —; Escrituras: Cartas MO - cartas escritas
por David “Moses” Berg. Mesmo nível de inspiração
do Antigo e Novo Testamentos.
Se a Bíblia somente ensinasse esses dois
factos, não haveria nenhum problema lógico
em colocá-los juntos, pois a solução óbvia
seria a de que há três Deuses.
Mas isso está longe do que a Bíblia ensina.
HÁ UM SÓ DEUS
A Escritura é muitíssimo clara na ideia de que
há um Deus., e um somente.
As três diferentes pessoas da trindade são um
não somente em propósito e em concordância
sobre o que pensam, mas são um emessência,
possuindo a mesma natureza essencial, ou
seja Deus é somente um ser. Não há três
Deuses. Há somente um Deus. (Dt. 6.4,5;
Is. 45. 3,6)
HÁ UM SÓ DEUS

ONovo Testamento também afirma que há


somente um Deus. (1 Tm 2.5)
Soluções simplistas sempre negam algo do
ensino Bíblico
Ao longo da história da Igreja , houve
tentativas de descobrir soluções simples para
a doutrina da trindade, com a negação de
uma das afirmações anteriores.
Soluções simplistas sempre negam algo do
ensino Bíblico
Se alguém nega que Deus existe em três pessoas,
está a dizer as expressões Pai, Filho e Espírito
Santo são apenas nomes diferentes da mesma
pessoa que age diferentemente em tempos
diferentes. Significa que as vezes a mesma pessoa
chama-se a si mesma Pai, as vezes filho e outras
vezes Espírito. Isso negaria que as três pessoas
existem como pessoas distintas.
Soluções simplistas sempre negam algo do
ensino Bíblico

Se alguém nega que cada pessoa da trindade é


plenamente Deus, estamos a dizer que algumas
das pessoas da trindade não são plenamente Deus,
mas somente partes subordinadas a Deus ou
criadas por ele.
Soluções simplistas sempre negam algo do
ensino Bíblico
Também poderiamos negar a que há um só Deus e
isso resultaria na crença em três Deuses, algo
contrariamente a Bíblia.
Portanto, embora o terceiro erro não seja comum,
cada um dos primeiros dois erros aparece de vez
em quando na história da Igreja, e persiste até
hoje.
Erros doutrinários a respeito da trindade
cometidos na história da Igreja
Vamos examinar alguns erros que devemos evitar a
respeito desta doutrina.
Portanto, os maiores erros cometidos devem-se á
negação de uma das três afirmações da trindade.
Modalismo
Alega que há uma só pessoa que aparece a nós de
três diferentes formas ou modos.
Eles dizem por exemplo que no Velho Testamento
Ele aparece como Pai e no NT aparece como Filho e
após o pentecostes Essa pessoa revelou-se então
como Espírito Santo em actividade na Igreja.
Bases Bíblicas para o modalismo: Jo. 10.30; 14.9
Modalismo
O defeito fatal do modalismo, é sua obrigação de
negar os relacionamentos pessoais dentro da
trindade, que aparecem em muitos lugares na
Escritura ou afirmar que eles não foram reais,
simplesmente uma ilusão. Assim o modalismo tem
de negar três pessoas separadas no baptismo de
Jesus.
Modalismo

Finalmente o modalismo perde o coração da


doutrina da expiação, isto é, de que Deus enviou seu
Filho para ser o sacrificio substitutivo, o Filho
suportou a ira de Deus em nosso lugar, e o Pai viu o
sofrimento do Filho e ficou satisfeito. (Is 53.11)
Arianismo
Nega a plena divindade do Filho e do Espírito Santo.
Ário ensinava que Deus Filho fora criado pelo Pai e
que, antes daquele tempo, o Filho não existia, nem o
Espírito Santo, mas o Pai somente.
Afirmam eles que embora o Filho seja um ser
celestial que existia antes da criação, ele não é igual
ao Pai em todos os seus atributos. Os Arianos
fundamentam sua argumentação em textos nos quais
Cristo é chamado Filho unigénito. (Jo 1.14; 3.16, 18;
1Jo 4.9; Cl 1.15)
Arianismo
Esses textos não exigem que creiamos na posição
Ariana. Cl 1.15 faz referência aos privilégios de
autoridade e de governo com respeito a criação.
Privilégios estes pertencentes ao primogénito.
A expressão “Filho unigénito” em grego significa
único de uma espécie ou Filho singular.
Mas Igreja no concílio de Niceia, 325 insistiu na
divindade plena do Filho e que ele é igual a Deus e
não semelhante a Deus.
Importância da Trindade

Porquê a Igreja estava preocupada com a doutrina da


Trindade?
Porque o seu ensino tem implicações para o coração
da fé cristã.
Importância da Trindade
1. A expiação está em jogo. Se Jesus fosse
meramente um ser criado e não plenamente Deus,
então não seria capaz de suportar a ira de Deus
devida por todos os nossos pecados.
2. A justificação somente pela fé é ameaçada se
negarmos a plena divindade do Filho.
3. Se Jesus não fosse Deus infinito orariamos a ele ou
o adorariamos? (Fp 2.9-11; Ap 5. 12-14)
DIFERENÇAS DAS PESSOAS DA TRINDADE
As pessoas da Trindade têm funções primárias
diferentes em relação ao mundo.
Quando a Escritura discute o modo pelo qual
Deus se relaciona com o mundo, tanto na
criação como na redenção, vemos que as
pessoas da Trindade possuem funções ou
atividade primárias diferentes.
DIFERENÇAS DAS PESSOAS DA TRINDADE
 Estas funções diferentes são vistas na obra da criação.
 1. Deus Pai falou as palavras criadoras para trazer o
universo á existência.
 Mas foi Deus filho, a Palavra eterna de Deus, que
realizou os decretos criadores. (Jo. 1.3; 1 Co 8.6; Cl
1.16; Hb 1.2)
 O Espírito Santo estava activo também, de modo
diferente, sustentando e manifestando a presença
imediata de Deus na criação (Gn 1.2; Sl 33.6)
DIFERENÇAS DAS PESSOAS DA TRINDADE
 1. Deus Pai planejou a redenção e enviou seu filho ao
mundo (Jo.3.16; Gl 4.4; Ef 1.9,10).
 2. Deus Filho obedeceu ao Pai e realizou a redenção por
nós (Jo. 6.38; Hb 10.5-7).
 O Espírito Santo foi enviado afim de regenerar-nos, ou
criar em nós a nova vida espiritual (Jo.3.5-8), santificar-
nos (Rm 8.13; 15.16; 1 Pe 1.2), e capacitar-nos para o
serviço (At 1.8; 1Co 12.7-11).
DIFERENÇAS DAS PESSOAS DA TRINDADE
 Portanto podemos dizer que embora as pessoas da
trindade sejam iguais em todos os seus atributos, elas
ainda assim diferem em seu relacionamento com a
criação.
 O Filho e o Espírito Santo são iguais em divindade a Deus
Pai, mas são subordinados em seus papéis ou funções.
Conclusões da Trindade
A Trindade é incompreensível. Não podemos compreender
plenamente o mistério da Trindade. Algum dia, quando virmos Deus
Deus, iremos vê-lo como é e o compreenderemos melhor que agora.
 Por isso Tertuliano disse:
A doutrina da Trindade deve ter sido divinamente revelada, não
construída por seres humanos. Ela é tão absurda para os padrões
humanos que ninguém a poderia inventar. Não defendemos a
doutrina da Trindade porque é evidente por si ou logicamente
convincente. Nós a defendemos por que Deus revelou que ele é
assim. Como alguém disse:
Conclusões da Trindade
Tente explica-la, e perderá a
cabeça;
Mas tente negá-la, e perderá a
alma
PROVIDÊNCIA DIVINA
Qual é o grau de controlo de Deus sobre
a criação?
Se Deus controla tudas as coisas, como
podem nossas acções ter significado
real?
Quais são os decretos de Deus?
PROVIDÊNCIA DIVINA
Uma vez que entendamos que Deus é o criador
todo-poderoso, parece razoável concluir que ele
também preserva e governa cada coisa do
universo.
Embora o termo providência não seja
encontrado na Escritura, ele tem sido usado
para sintetizar o relacionamento comum de
Deus com a sua criação.
PROVIDÊNCIA DIVINA
Podemos definir a providência de Deus da seguinte
forma:
Deus está continuamente envolvido com todas as
coisas criadas de tal modo que ele as mantém
existindo e conservando as propriedades com as quais
as criou, coopera com as coisas criadas em cada
acção, dirigindo suas propriedades distintivas para
fazê-las actuar como elas actuam e dirige-as para
cumprirem seus propósitos.
PROVIDÊNCIA DIVINA
De acordo a definição anterior podemos dividir
a providência geral de Deus em 3 subtópicos:
Preservação
Concorrência (Cooperação)
Governo
Preservação

Deus mantém todas as coisas criadas 3xistindo e


preservando as propriedades com as quais ele as
criou. (Hb 1.3; Cl 1.16,17; At 17.28; Ne 9.6)
A palavra sustenta é utilizada no NT para dar a
ideia de carregar algo de um lugar para outro.
Concorrência (Cooperação)

Deus coopera com as coisas criadas em cada


acção, dirigindo suas propriedades distintivas
para fazê-las agir como agem.
Deus opera ou produz todas as coisas de acordo
com a sua vontade. Nenhum evento na criação
fica fora da providência. (Ef 1.11)
Concorrência (Cooperação)

Existem muitas coisas na criação que cremos ser


meramente ocorrências “naturais”. Mas, a
Escritura diz que Deus faz com que elas
aconteçam. (Sl 148.8; Jó 37.6, 10-13; Sl 104.14)
A Bíblia também afirma que Deus alimenta os
animais selvagens no campo. (Sl 104.27-29; Jó
38.39-41; Mt 6.26; 10.29)
Concorrência (Cooperação)

Por outro lado também devemos entender que


mesmo os eventos casuais como lançar sortes ou
mesmo jogos de sorte, os seus resultados vêm
de Deus. (Pv 16.33)
Concorrência (Cooperação)

Mas para qualquer um desses eventos como


chuva ou neve, crescimento da relva, sol e
estrelas, alimentação dos animais ou sorteios,
poderíamos teoricamente dar uma explicação
natural completamente satisfatória. Ainda assim
a Bíblia diz-nos que Deus faz a relva crescer e
que Deus causa a chuva.
Concorrência (Cooperação)
Portanto não é correcto pensarmos que se
conhecemos a causa natural de algo neste
mundo, então Deus não a causou. Também não
é correcto pensar que os acontecimentos são
causados parcialmente por Deus e parcialmente
por factores do mundo criado.
Se este fosse o caso, a coisas que não podemos
explicar atribuímos a Deus e as que podemos
explicar atribuímos a criação.
Concorrência (Cooperação)
A doutrina da concorrência ou cooperação
afirma que Deus dirige e opera por meio das
coisas criadas, de modo que estas coisas em si
mesmas produzem os resultados que vemos.
Deste modo podemos afirmar que os eventos
são plenamente (100%) causados por Deus e
plenamente (100%) causados também pelas
coisas criadas.
Concorrência (Cooperação)
No entanto, as causas divinas e as causas da criatura
operam de modos diferentes.
A causa divina opera como causa dirigente invisível
que atua nos bastidores e, poderia ser chamada
“CAUSA PRIMÁRIA” que planeja e inicia tudo o que
acontece.
 Mas a coisa criada ocasiona ações em conformidade
com as propriedades da própria criatura. Tais
factores e propriedades da criatura podem portanto
ser chamados “Causas secundárias.
Concorrência (Cooperação)

A Bíblia também nos fala do controlo providencial de


Deus sobre os negócios humanos. (Jó 12.23; Sl 22.28)
Ele também estabeleceu o tempo da existência e o
lugar de cada nação sobre a terra. (At 17.26)
Concorrência (Cooperação)
 Estaprovidência ou mesmo cooperação também ocorre em
nossa vida onde Deus realiza os vários eventos em nós. Por
exemplo nossa dependência de Deus para dar-nos comida de
cada dia é afirmada cada vez que oramos (Mt 6.11).
E Paulo também assegura esta nossa dependência a Deus.
(Fp 4.19)
 Também Deus planeja nosso dias antes de nascermos. (Sl
139.16; Jó 14.5)
 Portanto todas nossas acções estão debaixo do cuidado
providencial de Deus. (At 17.28; Jr 10.23; Pv 16.9; 1 Co 4.7)
Concorrência (Cooperação)
 Deusinfluencia os desejos e as decisões das pessoas. (Sl
33.14,15; Fp 2.13)
Concorrência (Cooperação)
 Todas estas passagens levam-nos a concluir de que a obra
concorrente da providência divina estende-se a todos os
aspectos de nossa vida. Nossas palavras, passos e
movimentos, nosso coração e nossas habilidades provêm
todos de Deus.
 Masdevemos evitar a interpretação de temos escolhas ou
negamos esta capacidade. A Bíblia repetidas vezes afirma
que nós fazemos escolhas e elas são reais ou seja o Senhor
dotou-nos com a capacidade de fazer escolhas.
Concorrência (Cooperação)

 Portanto,parece melhor afirmar que Deus causa todas as


coisas que acontecem, mas que ele o faz de tal modo que
leva em conta nossa capacidade de desejar, de fazer
escolhas responsáveis, de fazer escolhas que tenham
resultados reais e eternos e por essa razão somos
considerados responsáveis.
Concorrência (Cooperação)

Se Deus causa tudo o que acontece no


mundo, a pergunta que se faz é se Deus é o
causador do mal no mundo?
Se assim for podemos considerar Deus
responsável pelo pecado?
Concorrência (Cooperação)
 Olhando pelo que as Escrituras nos dizem, podemos afirmar
que Deus causa ou causou os eventos maus. Mas devemos
nos lembrar de que estas passagens não mostram Deus
fazendo diretamente alguma coisa má, e sim ocasionando as
ações más por meio da vontade activa de suas criaturas
morais. (Gn 37.11; 45.5; 50.20). (Ex 9.16; Rm 9.17)
 Temos aqui a combinação de acções más produzidas por
homens pecaminosos, mas também vemos o controlo
providencial supremo de Deus por meio do qual os
propósitos de Deus foram realizados.
Plano de Deus ou acção humana?
As pessoas fazem o que fazem porque Deus
decidiu que era exatamente assim que
agiriam ou Deus primeiro prevê o que eles
farão e depois decide o que irá acontecer?
Calvinistas
Acreditam que o plano de Deus é
logicamente anterior e que as decisões
humanas são consequência do que Deus
predeterminou.
Afirmam que o plano de Deus é
incondicional. (Rm 11.2; At 2.23; 1Pe
1.2,20; Rm 9.11-13,18,20-24; Jo 15.16)
Arminianos

Dão maior valor á liberdade humana.


Acreditam que Deus permite e espera que
os seres humanos exerçam a vontade que
receberam. Mt. 11.28; Rm 8.29
Livre arbítrio
 SeDeus exerce o controlo providencial sobre todos os
eventos, em que sentido somos livres?
A espécie de liberdade que é muitas vezes entendida por
aqueles que negam o controlo providencial de Deus sobre
todas as coisas é a liberdade de agir fora da atividade
sustentadora e controladora de Deus, liberdade que inclui
ser capaz de tomar decisões que não sejam causadas por
nada externo a nós próprios.
A Escritura em nenhum lugar diz que somos livres nesse
sentido. Esta espécie de liberdade é impossível analizando o
que a Bíblia diz (Hb 1.3; Ef 1.11).
Livre arbítrio
A liberdade absoluta, totalmemente livre do controlo de
Deus é simplesmente impossível no mundo
providencialmente sustentado e dirigido pelo próprio Deus.
 Mas somos livre no sentido em que qualquer criatura de
Deus poderia ser, fazendo escolhas voluntárias que têm
efeitos reais.
Conclusão
A doutrina da providência de modo algum nos encoraja a
permanecer preguiçosos, esperando pelo resultado de
certos eventos.
A doutrina da providência deveria encorajar-nos a combinar
nossa confiança completa no controlo soberano de Deus com
a percepção de que o uso dos meios ordinários é necessário
para as coisas saírem do jeito que Deus planejou que
saíssem.
A crença sincera na providência divina não é
desencorajamento, mas o incentivo á acção.
Conclusão
 Portanto, a despeito das afirmações da doutrina da
providência, devemos chegar ao ponto em que confessamos
que não entendemos como é que Deus pode ordenar que
realizemos as más acções e ainda assim nos considere
responsáveis por elas e sem o direito de culpa-lo.
 Podemos afirmar que todas estas coisas são verdadeiras
porque a Escritura as ensina. Mas a Escritura não diz como
Deus nos considera resonsáveis por aquilo que ele ordena
que venha a acontecer.
OS ANJOS, SATANÁS E
OS DEMÓNIOS
O que são anjos?
Por que Deus os criou?
Como os cristãos devem considerar
actualmente Satanás e os demônios?
Anjos

Podemos definir anjos como sendo seres


espirituais criados com juízo moral e alta
inteligência, mas sem corpos físicos.
Anjos (seres espirituais criados)

Os anjos não existem desde sempre; eles são


parte do universo que Deus criou. (Ne 9.6; Sl
148.2,5; Cl 1.16)
Os anjos exercem juízo moral, como podemos
perceber pelo facto de que alguns deles
pecaram e caíram de seu estado original (2Pe
2.4; Jd 6)
Anjos (seres espirituais criados)
Sua inteligência é vista por toda a escritura á
medida que eles falam com as pessoas e cantam
louvores. (Mt 28.5; At 12.6-11; Ap 4.11; 5.11)
Como seres espirituais (Hb 1.14), os anjos não
possuem corpos físicos (Lc 24.39).
Portanto, normalmente eles não podem ser
vistos por nós a menos que Deus nos dê
capacidade espiritual para vê-los. (Nm 22.31; 2
Rs 6.17; Lc 2.13)
Anjos (seres espirituais criados)
Em suas atividades ordinárias de nos guardar e
nos proteger bem como de se juntar conosco
para adoração de Deus eles são invisíveis.
Mas, em certas ocasiões anjos tomaram forma
corporal para aparecer a várias pessoas (Mt
28.5; Hb 13.2)
Outros nomes para anjos
A Escritura às vezes usa outros termos para os
anjos, como filhos de Deus (Jó 1.6; 2.1; Sl 29.1;
89.6); santos (Sl 89.5,7; Zc 14.5; Dn 4.13);
espíritos (Hb 1.14); sentinelas (Dn 4.13,17,23);
tronos, soberanias, poderes, autoridades (Cl
1.16) e governos( Ef 1.21).
Número e organização dos Anjos
A Bíblia não contém nenhuma informação definida
sobre o número dos anjos, mas mostra que
constituem um poderoso exército. (Mt 26.53; Ap
5.11)
Portanto, podemos assegurar que os anjos constituem
um imensurável companhia, um poderoso exército.
Sendo espíritos que não se casam e não nascem uns
dos outros. Seu número total e completo foi criado
no princípio; não há mais aumento em suas fileiras.
Outras espécies ou classes de seres
QUERUBINS. A Bíbliacelestiais
menciona repetidamente os
querubins. Eles guardam a entrada do paraíso (Gn
3.24), observam o propiciatório (Ex 25.18, 20; Is
37.16; Hb 9.5) e constituem a carruagem de que Deus
se serve para descer á terra (2 Sm 22.11; Sl 18.10)
Os querubins mais que outras criaturas foram
destinados a revelar o poder, a majestade e a glória
de Deus, e a defender a santidade de Deus no éden,
no tabernáculo, no templo e na descida de Deus à
terra.
Outras espécies ou classes de seres
SERAFINS.
celestiais
Este grupo somente é mencionado em Is
6.2-7, onde eles continuamente adoram ao Senhor.
Diferentemente dos querubins, estes permanecem
como servidores em torno do trono do Rei celestial,
cantam louvores a Ele e estão sempre prontos a fazer
o que Ele manda.
Outras espécies ou classes de seres
celestiais de todos os anjos,
 Gabriel e Miguel. Diferentemente
estes são mencionados pelos nomes.
 Gabriel aparece em Dn 8.16; 9.21; Lc 1.19,26. A grande
maioria de teólogos o consideram como um anjo criado.
 Mas de acordo as Escrituras, Gabriel pode ser um dos
sete anjos que se acham diante de Deus (Ap 8.2; Lc
1.19).
 Parece que sua função principal é servir de
intermediário e intérprete de revelações divinas.
Outras espécies ou classes de seres
celestiais
 O nome Miguel significa “quem como Deus”.
 Ele é mencionado em Dn 10.13,21; Jd 9; Ap.12.7.
 Por ser chamado de arcanjo parece que ele ocupa um
importante lugar entre os anjos e também parece ser o
líder do exército angelical.
As pessoas possuem anjos da guarda?

A Bíblia menciona claramente que Deus envia os seus


anjos para a nossa proteção. (Sl 91.11,12)
 As vezes pessoas deduzem que Deus dá um anjo de
guarda específico para cada indivíduo no mundo ou para
cada cristão e se têm baseado nas palavras de Jesus em
Mt 18.10, Jesus poderia estar a dizer que os anjos
designados a proteger as crianças têm pronto acesso á
presença de Deus.
As pessoas possuem anjos da guarda?

 Quando os discípulos em Atos 12.15 dizem que o anjo de


Pedro devia estar batendo a porta, isso não significa que
temos um anjo de guarda, mas um anjo que estava
tomando conta de Pedro naquela situação específica.
 Portanto, a Bíblia não nos ensina que temos anjos de
guarda específicos, mas sim anjos que têm a tarefa de
nos proteger e guardar.
Poder dos anjos

 Aparentemente os anjos têm poder muito grande. São


chamados anjos poderosos que obedecem a sua palavra
(Sl 103.20)
 Os anjos são aparentemente maiores em força e poder
que o homens rebeldes (2Pe 2.11; Mt 28.2; Hb 2.7)
 Mas, quando o Senhor retornar, seremos elevados á
posição mais alta que a dos anjos (1 Co 6.3
O papel dos anjos no propósito de Deus
 1. Os anjos mostram a grandeza do plano de Deus e de
seu amor por nós (1Co 6.3; Hb 1.14; 2.16)
 2. São prova de que o mundo invisível é real (At 23.8;
2Rs 6.17; Hb 12.22)
 3. Os anjos executam alguns dos planos de Deus (Lc 1.
11-19; At 8.26; 10.3-8,22; 27.23,24; Mt 16.27; Lc 9.26;
2Ts 1.7; Zc 1.10,11; Dn 10.13; Ap 12.7,8; 1Ts 4.16; Ap
18.1,2,21; 19.17,18)
O papel dos anjos no propósito de Deus
 4.Os anjos glorificam a Deus diretamente. (Sl 103.20;
Ap 4.8; 1Co 11.10)
Nossa relação com os anjos
 Devemos estar conscientes dos anjos na nossa vida (Hb
12.22,23; 13.2)
 Devemos nos precaver a não receber doutrina falsa dos
anjos (Gl 1.8; 2Co 11.14)
 Não devemos adorar, orar a eles nem os procurar. (Cl
2.18; Ap 19.10
DEMÓNIOS E SUA ORIGEM
Demónios e sua origem
Iguais aos anjos, os demónios também são
seres espirituais criados com juízo moral e
com alta inteligência, mas sem corpos
físicos.
Podemos definir os demónios da seguinte
maneira: Os demônios são anjos maus que
pecaram contra Deus e que agora operam
continuamente o mal no mundo.
Demónios e sua origem
Quando Deus criou o mundo, ele viu que
tudo era bom. Isto significa que o mesmo
mundo angelical que Deus havia criado não
possuía anjos maus ou demônios.
Mas entre Gn 1.31 e Gn 3.1, deve ter
havido uma rebelião no mundo angelical,
onde muitos anjos voltaram-se contra Deus
e tornando-se maus.
Demónios e sua origem
No Novo testamento vemos este relato da
queda de anjos maus em 2Pe 2.4; Jd 6
A ênfase recai sobre o facto de que eles
são removidos da glória da presença de
Deus e sua atividade é restringida, mas o
texto não sugere que a influência dos
demônios tenha sido removida do mundo.
Demónios e sua origem
Também tem uma referência da queda de
Satanás, o príncipe dos demónios, em Isaías
14.
O pecado de Satanás é descrito como
orgulho e tentativa de ser igual a Deus em
posição e autoridade.
Satanás como cabeça dos demônios
Satanás é o nome pessoal do cabeça dos
demônios. Esse nome é mencionado em Jó
1.6; 1 Cr 21.1; Zc 3.1; Mt 4.10; Lc 10.18
Nomes de Satanás
Diabo (Mt 4.1; 13.39; 25.41; Ap 12.9; 20.2)
Serpente (Gn 3.1,14; 2Co 11.3)
Belzebu (Mt 10.25; 12.24,27; Lc 11.15)
O príncipe deste mundo (Jo 12.31; 14.30;
16.11)
Príncipe do poder do ar (Ef 2.2)
O Maligno (Mt 13.19; 1Jo 2.13)
Actividade de Satanás e dos demónios
1. Satanás foi o originador do pecado.
Satanás pecou antes dos seres humanos
terem caído. Gn 3.1-6; 2Co 11.3
O NT nos informa que Satanás foi homicida
e que ele é mentiroso e pai da mentira(Jo
8.44). A característica do Diabo tem sido a
de originar o pecado e a de induzir outros a
pecar
Actividade de Satanás e dos demónios
2. Os demônios se opõem e tentam destruir
toda a obra de Deus.
As táticas de Satanás e seus demônios são
as de usar as mentiras (Jo 8.44), o engano
(Ap 12.9), o assassinato (Sl 106.37)
Tentam cegar as pessoas para o evangelho
(2Co 4.4)
Actividade de Satanás e dos demónios

3.Os demônios são limitados pelo controlo de Deus e


têm poder limitado.
A história de Jó mostra-nos que Satanás somente
pode fazer o que Deus lhe permite fazer.
Por causa da rebelião dos demônios já não têm o
poder que tinham como anjos bons, portanto o seu
poder é provavelmente menor que dos anjos.
Actividade de Satanás e dos demónios

SATANÁS CONHECE NOSSO FUTURO OU OS NOSSOS


PENSAMENTOS?
Não devemos pensar que os demônios podem
conhecer o futuro ou que eles possam ler nossa
mente ou conhecer nossos pensamentos. Is 46.9,10;
Dn 2.27,28
Actividade de Satanás e dos demónios
Os demônios podem saber de coisas de nossa vida
porque eles nos observam, ouvem-nos.
Portanto não devemos nos iludir com o ocultismo que
algumas vezes parecem demonstrar tal
conhecimento.
Estes resultados não provam que os demônios possam
ler os nossos pensamentos, pois a Bíblia nada aponta
para este sentido.
Nossa relação com os demônios
Os demônios são activos no mundo de hoje?
Algumas pessoas influenciadas pela ideia de somente
admitir a realidade do que pode ser visto, tocado, ou
ouvido, negam que os demônios existam hoje. Estas
pessoas sustentam que anjos e demônios são
simplesmente mitos ensidados na Bíblia e em outras
culturas antigas.
Nossa relação com os demônios
Também não devemos pensar que haja menos
atividade demoníaca hoje no mundo do que houve no
tempo do NT.
Estamos no mesmo período do plano global de Deus.
Nossa relação com os demônios
Todo mal e pecado procedem de Satanás e demônios?
Nem todo mal e pecado procedem de Satanás e
demônios, mas em alguns casos sim.
No NT , percebemos que pouco espaço é dado a
discussão da atividade demoníaca na vida dos
crentes.
A ênfase é dizer aos crentes para não pecar, mas
viver rectamente.
Nossa relação com os demônios
Por exemplo, Paulo ao escrever aos Coríntios, ele não
diz á Igreja para repreender o espírito de divisão (1
Co 1.10), nem diz para repreender o espírito do
incesto (1 Co 5.1-5).
Vemos que embora o NT reconheça a influência da
actividade demoníaca no mundo e sobre a vida dos
crentes, seu foco primário a respeito do crescimento
cristão não é a atividade demoníaca, mas as escolhas
e acções feitas pelos crentes. (Gl 5.16-26; Ef 4.1;
6.9; Cl 3.1; 4.6)
Nossa relação com os demônios
Portanto, precisamos aceitar nossa responsabilidade
de obedecer ao Senhor e não culpar as forças
demoníacas por nossos actos errados. (Rm 6.1-23;
1Co 10.13)
Este deveria ser o foco principal de nossos esforços
hoje, quando lutamos por crescer em santidade e fé,
para vencer desejos e acções pecaminosos que
permanecem em nossa vida.
Nossa relação com os demônios
 Mas também o NT destaca a presença da influência
demoníaca no mundo e na vida dos cristãos. (1 Tm 4.1-4;
2Tm 2.24-26; Jo 8.44; 1Jo 3.8)
 Quando vemos todas estas afirmações, vemos que
Satanás é visto como o originador das mentiras, dos
assassínios, do engano, do falso ensino e do pecado em
geral.
 Por causa disso podemos concluir que o NT quer que
entendamos que há algum grau de influência demoníaca
em todas as coisas erradas e pecados que ocorrem hoje.
Nossa relação com os demônios
 Nem todo pecado é causado por Satanás ou pelos
demônios, mas a atividade demoníaca é provavelmente
um elemento presente em quase todo pecado que se
opõe a obra de Deus. (Ef 4.26,27).
 Se possuirmos áreas de contínuo pecado em nossa vida,
há fraquezas e buracos em nossa couraça da justiça e
nessas áreas é que somos vulneráveis ao ataque
demoníaco. (1Jo 5.18)
Nossa relação com os demônios

O cristão pode ser possuído pelo demônio?


 Se entendermos possessão como sendo a influência total
demoníaca na vida do possuído sem que a mesma não
tenha nenhum poder de escolha para fazer o certo e
obedecer a Deus, podemos afirmar que o crente não é
possuído pelo demônio. (Rm 6.14; 1Jo 5.18)
Nossa relação com os demônios

 Por outro lado, pode haver diferentes graus de ataque


ou influência demoníaca na vida dos crentes. (Lc
13.11,16)
 Em todos os casos, o remédio será sempre o mesmo:
repreenda o demônio em nome de Jesus e ordene que
saia.