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11º Ano

PREPARAÇÃO
TEMA III
PARA O EXAME
NACIONAL DE A CONTABILIZAÇÃO
ECONOMIA
DA ACTIVIDADE
ECONÓMICA
11º Ano

8. Os agentes económicos e o circuito económico


8.1 O circuito económico
8.2 O equilíbrio entre Recursos e Empregos

9. A Contabilidade Nacional
9.1. Noção de Contabilidade Nacional
9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional
9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção
9.3.1 Cálculo do valor da produção pela Óptica do Produto
9.3.2 Cálculo do valor da produção pela Óptica do Rendimento
9.3.3 Cálculo do valor da produção pela Óptica da Despesa
9.4 Limitações da Contabilidade Nacional
9.5 As Contas Nacionais Portuguesas
11º Ano

8. Os agentes económicos e o circuito económico


8.1 O circuito económico
8.2 O equilíbrio entre Recursos e Empregos
11º Ano
8.1. O circuito económico

Atividade económica corresponde ao conjunto de operações realizadas pelos agentes


económicos, com o objetivo de criar bens e serviços suscetíveis de satisfazer
necessidades.

As operações que compõem a atividade económica são a produção, a distribuição, a


repartição dos rendimentos (salários, rendas, juros e lucros) e a utilização dos
rendimentos (consumo e poupança).
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8.1. O circuito económico

Desta forma, denomina-se por agente económico o individuo ou entidade que intervém
na atividade económica exercendo pelo menos uma função económica. Estes classificam-
se de acordo com a função que exercem:
 Famílias;

 Empresas;

 Estado;

 Resto do Mundo.
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8.1. O circuito económico

 Famílias: neste agente incluem-se todos os agregados familiares de um país, a sua


principal função é o consumo de bens e serviços. Este agente económico também
oferece a sua força de trabalho.

 Empresas: agentes económicos que se dedicam à produção de bens e serviços, bem


como à repartição de rendimentos:
 Empresas (não financeiras): produção de bens e serviços não financeiros;

 Instituições financeiras: prestação de serviços financeiros (ex.: bancos, seguradoras, etc.)


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8.1. O circuito económico

 Estado: tem como principal função a satisfação das necessidades coletivas, intervindo

na economia através da redistribuição dos rendimentos e do fornecimento de bens e

serviços coletivos, como a saúde e a educação.


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8.1. O circuito económico

 Resto do Mundo: constituído por todas as economias com as quais os agentes económicos

residentes mantêm relações comerciais. Este agente tem como função assegurar o

fornecimento de bens e serviços não produzidos pela economia ou produzidos em quantidades

insuficientes e também possibilitar o escoamento de parte da produção da economia. 


 Economias fechadas (autarcias): os agentes residentes não estabelecem relações comerciais com os não

residentes, procurando assegurar a autossuficiência;

 Economias abertas: os agentes económicos residentes estabelecem relações económicas com agentes

económicos de outros países.


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8.1. O circuito económico

Os agentes económicos, no exercício das suas funções, interagem uns com outros. As relações
que se estabelecem entre os diferentes agentes denominam-se fluxos.

Podemos identificar diferentes tipos de fluxos estabelecidos entre os agentes económicos:


 Fluxos reais: circulação de bens e serviços entre os agentes económicos;

 Fluxos monetários: valor monetário dos bens e serviços transacionados, expresso em moeda,
cheques, etc.
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8.1. O circuito económico

A utilização de fluxos monetários é mais vantajosa do que a utilização de fluxos


reais, uma vez que possibilita a comparação imediata dos valores envolvidos nos
fluxos estabelecidos entre os agentes, pois todos estão expressos em unidades
monetárias, enquanto os fluxos reais podem surgir em unidades diferentes, é por esta
razão que a Contabilidade Nacional apenas utiliza fluxos monetários. Os fluxos reais
circulam em sentido oposto aos fluxos monetários.
 
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8.1. O circuito económico
11º Ano
8.2 O equilíbrio entre Recursos e Empregos

Os fluxos de saída têm de corresponder sempre a fluxos de entrada de igual valor, pois só
assim é possível verificar-se uma situação de equilíbrio económico.

A existência de equilíbrio económico pressupõe que, por um lado, os recursos de cada


agente seja simultaneamente empregos de outros agentes e que o total de empregos
dos agentes seja igual ao total dos seus recursos.
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8.2 O equilíbrio entre Recursos e Empregos

  
Mas também é possível observar o equilíbrio económico através dos análise das principais
agregados macroeconómicos, isto é, as contas nacionais. O Produto Nacional (PN), a
Despesa Nacional (DN) e o Rendimento Nacional (RN) revelam esse equilíbrio, na
medida em que traduzem o principio da igualdade entre o total de recursos e o total de
empregos de uma nação.
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8.2 O equilíbrio entre Recursos e Empregos

 Produto Nacional (PN) – somatório de todos os bens e serviços produzidos por uma
nação durante um determinado período de tempo.

 Despesa Nacional (DN) – os rendimentos criados a partir do processo produtivo vão


ser utilizados em consumo ou em investimento, traduzindo-se nos gastos de um
determinado país.

 Rendimento Nacional (RN) – rendimentos criados pela nação e que são distribuídos
pelos vários agentes económicos de acordo com a sua participação na atividade
económica
11º Ano

9. A Contabilidade Nacional
9.1. Noção de Contabilidade Nacional
9.2. Conceitos necessários à Contabilidade Nacional
9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção
9.3.1 Cálculo do valor da produção pela Óptica do Produto
9.3.2 Cálculo do valor da produção pela Óptica do Rendimento
9.3.3 Cálculo do valor da produção pela Óptica da Despesa
9.4 Limitações da Contabilidade Nacional
9.5 As Contas Nacionais Portuguesas
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9.1. Noção de Contabilidade Nacional

A contabilidade nacional surge como uma forma de sistematizar as contas de uma nação,
sendo como um instrumento que permite quantificar a realidade económica, ou seja, é
uma representação quantificada e simplificada da economia de um país.

Assim, produzindo informação contabilística sobre um país, possibilita o apuramento do


valor da riqueza por ele gerada, em cada momento, bem como comparações entre
diferentes momentos e regiões e a elaboração de previsões económicas que permitam o
planeamento do futuro.
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9.1. Noção de Contabilidade Nacional

A Contabilidade Nacional tem então como principais objetivos:


 Proporcionar a informação necessária para quantificar a economia de um país;

 Estudar e comparar a evolução de uma economia ao longo do tempo;

 Fornecer os dados necessários à previsão de acontecimentos futuros e tomadas de


decisão com base em informação rigorosa.
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9.1. Noção de Contabilidade Nacional

Sistema de Contabilidade Nacional em vigor: o Sistema de Contas Nacionais Portuguesas


(SCNP 95) baseia-se no Sistema Europeu de Contas (SEC 95). Este tem estatuto de
obrigatoriedade para os Estados-membros da UE.
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9.2. Conceitos necessários à Contabilidade
Nacional

Unidade institucional: centros elementares de decisão económica, ou seja, unidades de


produção que gozam de capacidade de decisão autónoma no exercício da sua função
principal.
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9.2. Conceitos necessários à Contabilidade
Nacional

Setores institucionais: conjuntos/agrupamentos de unidades institucionais, ou seja,


obtêm-se quando se agrega um conjunto de unidades institucionais com características e
comportamentos semelhantes. Estes setores resultam então da desagregação da economia
do país em grupos homogéneos de unidades institucionais – cada grupo homogéneo de
unidades institucionais constitui um setor institucional.
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

 A ótica do Produto dá a conhecer o valor do produto, ou seja, o conjunto de bens e serviços que
foram produzidos durante um certo período de tempo.

 A ótica do Rendimento permite-nos conhecer o valor atribuído como remuneração dos fatores de
produção, ou seja, como foram repartidos pelos diversos agentes os rendimentos, de trabalho e de
capital, gerados na atividade produtiva.

 A ótica da Despesa apresenta-nos os gastos efetuados pelos diferentes setores institucionais, ou


seja, o modo como foram aplicados os rendimentos distribuídos.
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

9.3.1. ÓTICA DO PRODUTO

Existem bens e serviços que, ao contrário dos bens de consumo final (utilizados na
satisfação direta das necessidades humanas), são utilizados na produção de outros,
designando-se por bens de consumo intermédio.
11º Ano
9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

9.3.1. ÓTICA DO PRODUTO

O problema da múltipla contagem pode ocorrer se, ao contabilizarmos os bens que são
incorporados no processo produtivo de outros bens (bens de consumo intermédio), os
incluirmos mais do que uma vez na contagem da produção. Assim, o problema da
múltipla contagem consiste em registar várias vezes o valor do mesmo bem ou
processo de transformação ao longo do calculo do valor do Produto.
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

9.3.1. ÓTICA DO PRODUTO

Para evitar o problema da múltipla contagem o Produto pode ser calculado utilizando dois
métodos:
 o método dos valores acrescentados;

 o método dos produtos finais.


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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

9.3.1. ÓTICA DO PRODUTO

Método dos valores acrescentados: baseia-se na determinação do valor acrescentado

(representa a capacidade de criar riqueza por cada unidade institucional) por cada unidade

produtiva e é calculado através da diferença entre o valor das vendas e o valor das

compras que foi necessário realizar para se conseguir efetuar a produção.


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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

  
9.3.1. ÓTICA DO PRODUTO

Primeiro há que calcular o valor acrescentado de cada unidade institucional:

Seguidamente, calcula-se o Produto através da soma dos valores acrescentados de todas as


unidades institucionais participantes no processo produtivo:  
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

  
9.3.1. ÓTICA DO PRODUTO
Método dos produtos finais: determina-se o valor do Produto através dos valores das vens de
bens e serviços de consumo final, ou seja, não são considerados neste método os bens de
consumo intermédio.

Primeiro, é necessário identificar os produtos finais, bens de consumo final. Depois, há que
proceder à somo de todos os valores referentes ao consumo final:

 
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

  
9.3.1. ÓTICA DO PRODUTO
Método dos produtos finais: determina-se o valor do Produto através dos valores das vens de
bens e serviços de consumo final, ou seja, não são considerados neste método os bens de
consumo intermédio.

Primeiro, é necessário identificar os produtos finais, bens de consumo final. Depois, há que
proceder à somo de todos os valores referentes ao consumo final:

 
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

9.3.2. ÓTICA DO RENDIMENTO

As componentes da despesa são:


 O consumo;

 O investimento;

 As exportações;

 As importações.
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

9.3.3. ÓTICA DA DESPESA

Consumo Total (CT) – abrange todas as despesas de consumo realizadas pelo Estado e o total das
despesas realizadas pelas famílias e pelas empresas.
 Privado (C): conjunto das despesas das famílias realizadas na satisfação das suas necessidades
(alimentação; vestuário; transporte).

 Público (G): gastos do Estado, necessários ao funcionamento da Administração Pública e à satisfação


das necessidades coletivas (saúde; educação; defesa e segurança nacionais).
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

  
9.3.3. ÓTICA DA DESPESA
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

9.3.3. ÓTICA DA DESPESA

Investimento Bruto (I)

 Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF): despesas efetuadas pelas empresas e pelo Estado na
aquisição de maios de trabalho como equipamentos, instalações ou máquinas e aquisição de
habitação pelas famílias.

 Variação de Existências (VE): alterações no valor das existências em armazém de produtos


acabados, de produtos em curso de fabrico e de matérias-primas e subsidiárias.
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

  
9.3.3. ÓTICA DA DESPESA
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

  
9.3.3. ÓTICA DA DESPESA

 Exportações: vendas ao exterior de bens e serviços produzidos internamente.

 Importações: aquisição de bens e serviços efetuadas pelas unidades residentes ao


exterior.
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

9.3.3. ÓTICA DA DESPESA

Como se processa a formação da Despesas Interna? Primeiramente foi apresentado os


conceitos de Procura Interna e Procura Global, por forma a conseguirmos determinar a
Despesa Interna.
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

  
9.3.3. ÓTICA DA DESPESA

A Procura Interna corresponde ao total de despesas suportadas com a produção de bens e


serviços consumidos pelos agentes nacionais (consumo total e o investimento bruto.)
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9.3. Óticas de cálculo do Valor da Produção

  
9.3.3. ÓTICA DA DESPESA
 Procura Interna: corresponde ao total das despesas realizadas por todos os residentes.

 Procura Global: corresponde à despesa efetuada por todos os residentes e não residentes

em relação aos bens e serviços nacionais.


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9.4 Limitações da Contabilidade Nacional

 Não regista as atividades que se destinam ao autoconsumo ou a atividade das donas de casa,

nem a bricolage e a jardinagem;

 Não regista a economia paralela: fuga ao pagamento de impostos e descontos sociais, e ao

cumprimento de requisitos legais e processos administrativos; nem a economia ilegal como o

tráfico de drogas ou a prática ilegal da medicina.


11º Ano
9.4 Limitações da Contabilidade Nacional

 Não tem em conta a natureza dos bens obtidos e a sua importância social, não havendo, por

exemplo, distinção entre a produção de armas e medicamentos e não se registando também a

utilização de mão de obra infantil.


11º Ano
9.5 As Contas Nacionais Portuguesas

 Não considera a existência de externalidades positivas e negativas, ou seja, o impacto


que a ação de um agente económico tem sobre o bem-estar de outros que não
participem nessa ação. Podem ser positivas como é o caso das descobertas e invenções
realizadas por cientistas, das quais vêm a beneficiar muitas pessoas ou negativas como
é o caso da poluição ambiental provocada pelas fábricas.