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25 DE ABRIL DE 1974

HISTÓRIA
ÍNDICE
• Introdução-------------------------------------------------------------------------------Pág.3

• Desenvolvimento
O descontentamento da população---------------------------------------------------Pág.4,5
A revolução----------------------------------------------------------------------------------Pág.6,7
Principais militares envolvidos----------------------------------------------------------Pág.8,9
Junta de Salvação--------------------------------------------------------------------------Pág.10,11

• Conclusão--------------------------------------------------------------------------------Pág.12

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INTRODUÇÃO

▪ O 25 de abril de 1974 marcou o início de uma nova era para


Portugal, um país que depois de 48 anos se tornou numa república
democrática.
▪ Este dia permitiu restabelecer a liberdade em Portugal!

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O DESCONTENTAMENTO DA POPULAÇÃO
A população encontrava-se descontente
por vários motivos:

1. Devido á permanência dos soldados


na guerra colonial- o governo
português insistia em manter a posse
das colónias africanas, enviando para a
guerra todos os jovens. Os portugueses
nunca poderiam vencer a guerra
colonial, porque quase toda a África já
era independente na altura. Durante os
13 anos que durou a guerra colonial
(1961 – 1974) quase 9 mil soldados
morreram e cerca de 30 mil ficaram
feridos. 
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2. Devido á falta de liberdade- Na altura o regime em vigor era
o Estado Novo (regime totalitário), que defendia os princípios
dos regimes fascistas:

• Culto ao chefe
• Partido Único e proibição da oposição, controlada pela
censura e pela PIDE
• Corporativismo
• Nacionalismo e colonialismo

Quem desobedece-se de alguma maneira ao regime era


perseguido, preso e torturado pela polícia política (PIDE). As
pessoas não eram livres!

3. Devido á situação de pobreza vivida pela maioria- Portugal era um país pobre e gastava metade do
dinheiro com as despesas da guerra, logo quase não havia obras públicas (o que gerava desemprego),
não havia dinheiro para subsídios, pensões, etc…

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A Revolução
• Em 1973 começaram a surgir as primeiras
manifestações do povo contra a guerra colonial, mas
o governo de Marcello Caetano reforçou o poder
da PIDE e continuou com a guerra. Os militares,
descontentes com a guerra, uniram forças com o
povo e começaram a planear um Golpe de Estado.

• Por isso os militares formaram o Movimento das


Forças Armadas (MFA), com o objetivo de derrubar
o Estado Novo e definiram um plano às escondidas,
porque era necessário manter o plano longe da
PIDE, que tinha agentes não identificados por todo
o lado.

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 A revolução iniciou-se na madrugada de 25 de abril de 1974.

 O MFA deu o sinal para o início da revolução através da rádio, ao colocar a tocar
as músicas “E Depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho e “Grândola Vila Morena”,
de José Afonso (músicas proibidas pela PIDE) que eram a senha que daria aos
vários quartéis a indicação de que a Revolução estava em curso.

 Através da rádio informaram a população sobre o que estava a acontecer e


pediram que se mantivessem em casa, para evitar incidentes, mas a população
saiu ás ruas e apoiou os militares com comida e bebidas.

 Em poucas horas reuniram-se muitos militares em Lisboa, vindos de todo o país.


Estes militares ocuparam na capital zonas estratégicas, junto dos ministérios e
depois cercaram o quartel da GNR do Carmo, onde se tinha refugiado Marcello
Caetano, o sucessor de Salazar na ditadura.

 A certa altura, uma vendedora de flores distribuiu cravos e os soldados


colocaram o pé do seu cravo no cano da espingarda e os civis puseram a flor ao
peito. Ninguém morreu nem foi ferido, apenas existiu o vermelho dos cravos e
não do sangue, por isso ficou conhecida como revolução dos cravos.

 Ao fim da tarde, Marcello Caetano rendeu-se e entregou o poder ao general


Spínola. Iniciou-se assim a Democracia.
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PRINCIPAIS MILITARES ENVOLVIDOS

O major Otelo Saraiva de Carvalho

 Desempenhou um papel muito


importante como comandante
operacional.
 Dirigiu todas as operações a partir
do quartel da Pontinha, junto de
Lisboa.

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O Capitão Salgueiro de Maia

 Comandou os militares e os
tanques que saíram de Santarém
em direção a Lisboa e, aí, esteve
nos momentos principais.
 Pressionou Marcello Caetano a
render-se.

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Junta de Salvação Nacional
• A destituição do governo de Marcello Caetano
e do presidente Américo Thomaz, exigiam uma
solução que possibilitasse dar continuidade
aos propósitos do 25 de Abril.

• A solução estava presente no programa do


MFA e consistia na nomeação de uma Junta de
Salvação Nacional que entrou imediatamente
em funções, e que assegurou o poder até á
definição do primeiro Governo Provisório.

• A Junta de Salvação Nacional era presidida


pelo General Spínola.

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Esta Junta devolveu as liberdades fundamentais aos cidadãos:

1. Os presos políticos foram libertados;


2. Eliminaram organismos com a DGS (ex: PIDE), a Mocidade Portuguesa e a Legião
Portuguesa;
3. Foi reconhecida a liberdade de expressão e o fim da censura;
4. Foi anunciado o fim da guerra colonial e iniciaram-se negociações para descolonizar
as colonias;
5. Iniciou-se uma nova política económica com o objetivo de melhorar a qualidade de
vida dos Portugueses.

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CONCLUSÃO
• O 25 de abril de 1974, foi um dia muito importante para a história de
Portugal, pois permitiu a instauração da Democracia, regime que se
mantêm até hoje.
• Sem este acontecimento não teríamos a liberdade de expressão e de
escolha que temos hoje em dia.

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TRABALHO
REALIZADO
POR:
CONSTANÇA
MATEUS Nº7 9ºD
Escola EB 2,3 Prof. João F. Pratas
Ano Letivo 2019/2020

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