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CIRCUITO COMBINATÓRIO

•Circuito combinatório é aquele em que a saída


depende única e exclusivamente das combinações
das variáveis de entrada.

•Podemos utilizar um circuito combinatório para


resolver problemas em que necessitamos de uma
resposta, quando acontecerem determinadas
situações, representadas pelas variáveis de entrada
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TABELA DA EXPRESSÃ O
SITUAÇÃ O CIRCUITO
VERDADE SIMPLIFICADA

A figura ilustra a sequência do processo de um


circuito combinatório
A partir da situaçã o obtemos:
• A tabela da verdade;
•A expressã o simplificada;
•Desenhamos o circuito;
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CIRCUITO COMBINATÓRIO
• Os circuitos combinatórios classificam-se em:
– Circuitos de Comunicação
• Codificadores
• Descodificadores
• Multiplexadores
• Desmultiplixadores
– Circuitos Aritméticos
• Comparadores
• Somadores
• Subtractores

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CODIFICADORES
• Chamamos de codificador o circuito combinatório que
torna possível a passagem de um código conhecido para
um código desconhecido.
• Um codificador tem um numero m de entradas, sendo que
somente uma delas é activada de cada vez, produzindo
um código de n bits de saída.
• Somente uma entrada pode estar activada num
instante de tempo.
• De acordo com a entrada activa, o circuito codificará
como saída um valor biná rio correspondente a
entrada activada.
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CODIFICADOR
DECIMAL – BCD8421

• A entrada do código vai ser feita, como


no teclado das calculadoras, através de
um conjunto de chaves numeradas de 0 a
9 e a saída por 4 fios, para fornecer um
código binário de 4 bits. (A,B,C e D)

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CODIFICADOR
DECIMAL – BCD8421
Dígito NBCD
Chave
A B C D
Ch0 0 0 0 0
Ch1 0 0 0 1
Ch2 0 0 1 0
Ch3 0 0 1 1
Ch4 0 1 0 0
Ch5 0 1 0 1
Ch6 0 1 1 0
Ch7 0 1 1 1
Ch8 1 0 0 0
Ch9 1 0 0 1

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CODIFICADOR
DECIMAL – BCD8421
• Através da tabela, concluímos que:

– A saída A valerá 1 quando Ch8 ou Ch9 for accionada.

– A saída B valerá 1 quando Ch4 Ch5, Ch6 ou Ch7 for accionada.

– A saída C valerá 1 quando Ch2, Ch3, Ch6 ou Ch7 for accionada.

– A saída D valerá 1 quando Ch1, Ch3, Ch5, Ch7 ou Ch9 for accionada.

• Usaremos para a construção do circuito uma porta NAND em cada


saída.

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CODIFICADOR
DECIMAL – BCD8421

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CODIFICADOR BCD PARA XS – 3

• Montamos a tabela da verdade com:


– Entrada em BCD
– Saída em XS-3
• Simplificamos as expressõ es das saídas
– Método de Karnaugh
• Implementamos o circuito

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CODIFICADOR BCD PARA XS – 3
Dígito NBCD XS-3
Dec.
A B C D S3 S2 S1 S0
0 0 0 0 0 0 0 1 1
1 0 0 0 1 0 1 0 0
2 0 0 1 0 0 1 0 1
3 0 0 1 1 0 1 1 0
4 0 1 0 0 0 1 1 1
5 0 1 0 1 1 0 0 0
6 0 1 1 0 1 0 0 1
7 0 1 1 1 1 0 1 0
8 1 0 0 0 1 0 1 1
9 1 0 0 1 1 1 0 0
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CODIFICADOR BCD PARA XS – 3
S0 C C S1
1 1 1 1
1 1 1 1
B B
X X X X X X X X
A A
1 X X 1 X X
D D

S0  D S1  C D  CD

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CODIFICADOR BCD PARA XS – 3
S2 S3
C C
1 1 1
1 1 1 1
B B
X X X X X X X X
A A
1 X X 1 1 X X
D D

S 2  BC D  BC  BD S3  A  BD  BC

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CODIFICADOR BCD PARA XS – 3

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CODIFICADOR BCD-GRAY
• Projectar o codificador BCD – Gray
– Desenhar a tabela da verdade
– Simplificar as expressõ es das saídas
– Desenhar o circuito

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DESCODIFICADOR

• Os descodificadores são circuitos que transformam


um código desconhecido num código conhecido.

• Os descodificadores possuem n entradas e um


número de saídas menor ou igual a 2n

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DESCODIFICADOR
• O display 7 segmentos possibilita-nos a
escrita de nú meros decimais de 0 a 9 e
alguns outros símbolos que podem ser
letras ou sinais.

• O display 7 segmentos pode ser:


– Â nodo comum;
– Cá todo comum.

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DESCODIFICADOR
• O Display ânodo comum, ou seja os terminais do â nodo de
todos os segmentos (led’s) estã o interligados internamente, e,
para o display funcionar, este terminal comum deverá ser
ligado em VCC, enquanto que o segmento para ligar precisa estar
ligados no GRN.

• O Display cátodo comum, é o contrá rio, ou seja, o terminal


comum deverá ser ligado ao GRN e para ligar o segmento é
necessá rio aplicar VCC ao terminal.

• Actualmente o display mais utilizado é o do tipo â nodo comum.

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DESCODIFICADOR

Cátodo comum Ânodo comum

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DESCODIFICADOR
• Projectar um descodificador BCD 7 segmentos.

Sa C C Sb
1
1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1
B B
X X X X X X X X
A A
1 1 X X 1 1 X X
D D

S a  A  C  BD  B D Sb  B  CD  C D
Sa  A  C  B  D Sb  B  C  D

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DESCODIFICADOR
Sc Sd

C C
1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1
B B
X X X X X X X X
A A
1 1 X X 1 1 X X
D D

Sc  B  C  D S d  A  B D  BC  C D  BC D

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DESCODIFICADOR
Se Sf

C C
1 1 1
1 1 1 1
B B
X X X X X X X X
A A
1 X X 1 1 X X
D D

Se  B D  C D S f  A  C D  BC  B D

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DESCODIFICADOR
Sg

C
1 1
1 1 1 S g  A  BC  BC  C D
B
X X X X
A
1 1 X X Sg  A  B  C  C D
D

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Circuito do descodificador BCD –

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7 segmentos

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DESCODIFICADOR

1. Projectar um descodificador Gray-Biná rio.


– Desenhar a tabela da verdade
– Simplificar as expressõ es das saídas (deve-se
ter em conta o mapa de Karnaugh para o có digo
Gray)
– Desenhar o circuito

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DESCODIFICADOR
1. Projectar um circuito combinató rio capaz de seleccionar os
aparelhos indicados na figura com a seguinte prioridade: A, B
e C.

TOCA CD MP 3 RADIO FM
A B C

Selector de
canais

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DESCODIFICADOR
2. Projecte um descodificador para, a partir
de um có digo biná rio, escrever a sequencia
seguinte

CARACTERE S t o P - E r 8
CASO 0 1 2 3 4 5 6 7

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DESCODIFICADOR
1. Projectar um circuito combinató rio capaz de seleccionar
os aparelhos indicados na figura, com a seguinte
prioridade:
• Director, Subdirector, Engenheiro-chefe e Chefe de
Secçã o
Director Subdirector Engenheiro- Chefe de
A B chefe C Secçã o D

Intercom.
central

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MULTIPLEXADOR
• O multiplexador ou Mux é um circuito combinatório
específico com a finalidade de seleccionar, através de
variáveis de selecção, uma de suas entradas, ligando-a
electronicamente à uma única saída
• Circuito que implementa a operação de compartilhamento de
um meio de comunicação.

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MULTIPLEXADOR
• Um circuito elementar que efectua uma multiplexação é uma
chave seletora de 1 pólo e n posições, abaixo:
 Para ligar a informação I4 na
saída basta selecionar a posição 4
da chave.

 Este processo é o funcionamento


básico de um multiplex.
 Entradas de seleção indicam

qual informação é conectada à


saída.
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MULTIPLEXADOR
• Um exemplo de funcionamento de um multiplex com 2
entradas (2 canais – MUX 2:1) é apresentado abaixo:
 Tabela de Funcionamento

• Quando os sinais de entrada são sinais binários, o


multiplexador pode ser implementado com portas lógicas.

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MULTIPLEXADOR
• Para um MUX de duas entradas teremos uma entrada de selecção.
 Tabela da Verdade
•Tabela de Funcionamento
A I0 I1 S
0 0 0 0
0 0 1 0
0 1 0 1
 Mapa de Karnaugh
0 1 1 1
I0
1 0 0 0
1 1
1 0 1 1
A 1 1 1 1 0 0
I1 1 1 1 1
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MULTIPLEXADOR
• Circuito Ló gico:
Bloco representativo do
S  AI 0  AI1 MUX de quatro entradas

I0
s
MUX
I1

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MULTIPLEXADOR
• Para um MUX de quatro entradas teremos duas entradas de selecção.

Variáveis de Saída
Selecção
A B S
Selecção Saída
0 0 I0
I1 Caso 0 P0= A . B S = I0
0 1
Caso 1 P1= A . B S = I1
1 0 I2 Caso 2 P2= A . B S = I2
1 1 I3 Caso 3 P3= A . B S = I3

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MULTIPLEXADOR
• Circuito ló gico Bloco representativo do
MUX de quatro entradas

I0
I1 s
I2 MUX
I3

A B

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MULTIPLEXADOR
• BLOCOS DE MUX I0
I1
I2
I3
I0
I4
I1
I5
I2 MUX MUX
I3 DE 8 s I6
DE 16 s
I7
I4 CANAIS CANAIS
I8
I5
I9
I6
I10
I7
I11
I12
I13
A B C I14
I15

A B C D
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AMPLIAÇÃO DA CAPACIDADE DE UM SISTEMA MUX
• Podemos, a partir de MUX de baixa capacidade, formar
outros para um maior nú mero de informaçõ es de entrada.
•Bloco MUX de 4 canais a partir de blocos de 2 canais.
MUX de 4 canais a partir de blocos de 2 canais

Tabela da verdade

A B S
0 0 I0
0 1 I1
1 0 I2
1 1 I3

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AMPLIAÇÃO DA CAPACIDADE DE UM SISTEMA MUX
• Bloco MUX de 16 canais a partir de blocos de 8 canais.

A B C S
0 0 0
0 0 1
0 1 0
0 1 1
1 0 0
1 0 1
1 1 0
1 1 1

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AMPLIAÇÃO DA CAPACIDADE DE UM SISTEMA MUX

• Montar um MUX de 16 canais a partir de


blocos de 4 canais.

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Utilização do MUX na construção de circuitos combinatórios

• O circuito Multiplex pode ser utilizado para a montagem


de circuitos combinató rios quaisquer.

• Basta para isso seguir os dois passos abaixo:


1. Inicialmente deve-se montar a Tabela da Verdade do
circuito.
2. As saídas que o circuito deve apresentar em cada uma
das possibilidades de entrada devem ser injetadas nos
canais de entrada.

• Dessa forma, quando ocorrer uma das possibilidades das


variáveis de entrada (que passam a ser as variáveis de
seleçã o), a saída do MUX terá o mesmo valor da
correspondente variável
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de saída da Tabela.
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Utilização do MUX na construção de circuitos
combinatórios
• Exemplo: Esquematize o circuito que executa a Tabela,
utilizando blocos MUX:

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Utilização do MUX
na construção de
circuitos
combinatórios

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Utilização do MUX na construção de circuitos combinatórios
• Exercício: Utilizando blocos multiplex, confeccione um
decodificador que transforme do sistema biná rio comum
para o có digo GRAY de 3 bits.

A B C S0 S1 S2 I
0 0 0 0 0 0 I0
0 0 1 0 0 1 I1
0 1 0 0 1 1 I2
0 1 1 0 1 0 I3
1 0 0 1 1 0 I4
1 0 1 1 1 1 I5
1 1 0 1 0 1 I6
1 1 1 1 0 0 I7

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Utilização do MUX na construção de circuitos
combinatórios

I0
I1
I2 MUX
I3 DE 8 s
I4 CANAIS
I5
I6
I7

A B C

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MUX
DE 8 S0

CANAIS

A B C

I0 MUX
I1 DE 8 s1
I2 MUX CANAIS
I3 DE 8 s
I4 CANAIS
I5
I6 A B C
I7
MUX
DE 8 s2
A B C CANAIS

A B C
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DEMULTIPLEXADOR
• Entende-se por demultiplexador (demultiplex- DEMUX) como
sendo o bloco que efectua a funçã o inversa do multiplex
– Enviar informaçõ es contidas num ú nico canal a vá rios canais de saída.

• Bloco Ló gico • Circuito Equivalente

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DEMULTIPLEXADOR
• Um exemplo de funcionamento de um demultiplex com 2
saídas (DEMUX 1:2) é apresentado abaixo:

 Tabela de Funcionamento
I0
E
DEMUX 1:2 I1

A
Se os sinais de entrada sã o biná rios, o demultiplexador
pode ser implementado com portas ló gicas.
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Projeto do Circuito de um Demultiplex 1:2
• Tabela de Funcionamento
 Tabela da Verdade

A E I0 I1
0 0 0 0
Mapa de Karnaugh 0 1 1 0

E E
1 0 0 0
1 1 1 0 1
A A 1

I 0  AE I1  AE
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Projeto do Circuito de um Demultiplex 1:2
• Circuito Ló gico:

I 0  AE

I1  AE

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Projeto do Circuito de um Demultiplex 1:2
• O nú mero de saídas de dados IN pode ser aumentado
arbitrariamente
– Circuitos comerciais possuem o nú mero de saídas IN igual
a uma potência de base dois.
– Neste caso, observe que o nú mero de entradas de seleçã o
é dado por log2 IN.
– Exemplo: Demultiplex 1:8 – Possui 4 entradas (sendo 3
seletoras).
• A complexidade do projecto de demultiplex a partir da
tabela da verdade e dos mapas K aumenta rapidamente com
o nú mero de saídas de dados.
– Existe, portanto, a necessidade de um método de projeto
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Projecto do Circuito de um Demultiplex 1:2
• Pode-se obter a expressã o ló gica de um demultiplex a partir de
sua Tabela de Funcionamento como segue:
– A cada linha da tabela deve-se formar uma funçã o AND com todas as
variáveis de selecçã o e com a entrada do demultiplex, como segue:
• Se o valor da variável de seleçã o for 0, toma-se a variável na forma negada;
• Se o valor da variável de seleçã o for 1, toma-se a variável na forma nominal;
• A variável de entrada deve estar sempre na forma nominal.
– A saída nã o-nula correspondente à cada linha da tabela é igual a funçã o
AND formada no passo anterior.
• Exemplo: Tabela de Funcionamento de um DEMUX 1:2

I 0  AE
I1  AE

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AMPLIAÇÃO DA CAPACIDADE DE UM SISTEMA DEMUX
• É possível implementar um DEMUX de maior capacidade a partir de
DEMUX’s de menor capacidade utilizando uma estrutura em “á rvore”.
• Exemplo de um DEMUX 1:4

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AMPLIAÇÃO DA CAPACIDADE DE UM SISTEMA DEMUX

1. Obter um bloco DEMUX de 16 canais a partir de blocos de


8 canais.
2. Montar um DEMUX de 16 canais a partir de blocos de 4
canais.
3. Montar um DEMUX de 16 canais a partir de blocos de 2
canais.

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