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Enfermagem e os Cuidados

com o Corpo Pós-Morte

Acadêmicas:

Georgia Cenatti;
Grasiela M. Simão;
Juliana Berns;
Milene Alfa
O cuidado de enfermagem pós morte, é a última etapa
do ciclo vital, e nela a enfermagem também é
responsável por prestar assistência.

Contemplado na citação do Código de ética dos


profissionais de enfermagem (Resolução COFEN N°
311/2007), em sua seção I, das relações com a pessoa,
família e coletividade; das responsabilidades e deveres
dos profissionais de enfermagem, afirma:

“ Art. 19 – Respeitar o pudor, a privacidade e intimidade


do ser humano, em todo seu ciclo vital, inclusive nas
situações de morte e pós-morte.”
O decreto 94.406/87, que regulamenta a Lei n°
7.498/86, e dispõe sobre a regulação do exercício da
Enfermagem em nosso país, determina:

“Art. 11 – O auxiliar de Enfermagem executa as


atividades auxiliares, de nível médio atribuídas a equipe
de Enfermagem, cabendo-lhe:

VIII – Participar dos procedimentos pós-morte.”...


Cuidados com o corpo

Deixar o corpo limpo; 


Preservar a aparência natural do corpo; 
 Evitar a saída de gazes, odores fétidos, sangue e
secreções; 
 Preparar o corpo para o funeral; 
 Facilitar a identificação do corpo;
Dispor o corpo em posição adequada antes da rigidez
cadavérica.

(POTTER,2013)
SINAIS DE MORTE IMINENTE

Redução da freqüência respiratória e da profundidade da


respiração;
Diminuição ou ausência de pressão arterial;
Pulso fraco ou irregular;
Diaforese( secreção de suor);
Palidez; Cianose;
SNC: varia entre a agitação psicomotora e o estado de
inconsciência, diminuição ou abolição dos reflexos, midríase
gradativa; alterações da musculatura esquelética: relaxamento
muscular, queda da mandíbula, incapacidade da deglutição,
provocando acúmulo de secreção na região orofaríngea,
relaxamento esfincteriano. Diminuição do controle neuromuscular;

(LIMA,2010)
MORTE
Hoje no Brasil o assunto está pacificado, pois a Lei nº
9.434/97 estabeleceu em seu artigo 3º que, considera-
se morto o indivíduo quando ocorrer a:

"... morte encefálica, constatada e registrada por três


médicos não participantes das equipes de remoção e
transplante, mediante a utilização de critérios clínicos
e tecnológicos definidos por resolução do Conselho
Federal de Medicina."
Após a morte, existe uma série de alterações
seqüenciais:
1) Algor Mortis (frio da morte)
2) Rigor Mortis (Rigidez cadavérica)
3) Livor Mortis (manchas cadavérica)
4) Alterações Oculares
5) Putrefação

A Rigidez Cadavérica ou Rigor Mortis é um fenômeno que ocorre


entre 2 e 4 horas após a morte, impedindo qualquer movimento
passivo nas articulações do indivíduo que faleceu. Instala nas
primeiras horas após a morte e tende a se intensificar.

(Laminas ppt Prof. Luciano A. Mello)


Cuidados Com o Corpo Pós-Morte
Após a cessação das funções vitais, o corpo começará a
modificar-se. Ele começara a ficar:

 Mosqueado ou azulado, com aspecto sebáceo e frio;


 O sangue ficará escuro, represado nas áreas dependentes
do corpo (como as costas e o sacro);
Urina e fezes poderão ser liberadas.

A assistência ao corpo de um paciente após a morte deve


ser prestada com dignidade e respeito,
independentemente do procedimento a ser seguido.
Cada instituição segue alguns procedimentos específicos
para atender o indivíduo depois da morte.

Cuidados com corpo pós-morte são os cuidados após a


constatação médica de óbito. Após essa constatação, a
enfermagem deve colocar o corpo do falecido em posição
horizontal e começar os procedimentos para preparar o
corpo antes que ocorra a rigidez cadavérica.

Caso tenha sido autorizada a doação de órgãos, deve-se


fazer imediatamente a comunicação de morte à equipe
responsável pela captação e transporte.
(FERNANDO,2010)
Diante do óbito ocorrido e após ser registrado no
prontuário do paciente, seguem:

Orientações aos familiares;


Verificar com a família sobre roupas e documentos;
Orientar familiares ou acompanhantes sobre o
procedimento;
Preparar materiais que serão utilizados e cuidados a
serem realizados com o corpo após a morte;

(RODRIGUES; et al, 2008)


Após realizar os cuidados no corpo, cobrir o paciente com
lençol até o queixo e perguntar se algum familiar deseja ver antes
de transferir para o necrotério;

Depois que os familiares saírem do quarto, prender com atadura


de crepe o queixo, tornozelo e punhos; transferir o paciente para a
maca; transportar o corpo para o necrotério.

(PHOTOGRAPHEE.EUSHUTTERSTOCK0)
Material Necessário:
Bandeja, que deve ser colocada em um carrinho ou mesa
auxiliar, contendo: uma bacia com água, duas etiquetas com
os dados do falecido, uma cuba-rim com pinça anatômica,
esparadrapo, ataduras, luvas de banho, gaze ou pedaço de
pano, luvas de procedimento, algodão, absorvente, saco
plástico para resíduos, alfinetes de segurança ou fita crepe,
tesoura, material de curativo, avental, lençóis, hamper,
biombos, roupas limpas para o sepultamento (POTTER, 2013).
Técnica de Preparo do Corpo
Cercar o leito com biombo; Colocar luvas;
Retirar todos os travesseiros, deixando o cadáver em decúbito
dorsal horizontal com posição anatômica;
Fechar os olhos do paciente;
Colocar próteses dentárias (caso existam);
Sustentar a mandíbula com ataduras para manter a boca
fechada;
Despir o morto (Caso a roupa seja do paciente, guardar
pertences para entregar a família);
Retirar sondas, drenos, cateteres e trocar os curativos, fixando-
os bem;
Lavar o corpo mantendo-o coberto com o lençol;

(FERNANDO,2010)
Tamponar os orifícios naturais do corpo;
Tamponar orelha e orofaringe (Boca e faringe). Na orelha,
introduzir o algodão o mais profundamente possível;
Para a região orofaríngea tracionar a língua para frente.
Com a pinça introduzir o algodão de modo a bloquear a
orofaringe;
Tamponar o ânus e a vagina (Caso seja o sexo feminino),
introduzindo algodão, e externamente colocar o absorvente
ou algodão para coletar urina ou fezes;
Colocar uma das etiquetas no peito do falecido fixando
com esparadrapo ou outra fita adesiva;
Vestir a roupa a ser usada para o sepultamento;

(POTTER, 2013)
Colocar outra etiqueta do lado de fora do lençol ou
saco mortuário na altura do tórax;
Enfaixar pés e mão usando ataduras;(após visita de
familiares e acompanhantes);
Transportar o corpo para o necrotério ou mortuário
(de acordo com a rotina do hospital);
Proceder a limpeza terminal da unidade;
Encaminhar os pertences do morto (de acordo com a
rotina do hospital);
Retirar luvas;
Lavar as mãos.

(POTTER,2013)
Não realizar tamponamento no corpo que será encaminhado
ao IML;

Após a retirada do corpo, a unidade passará por uma


limpeza terminal;

Anotar no prontuário o horário do óbito, nome do médico


que constatou o óbito, pessoas notificadas, os cuidados
realizados com o corpo, horário de transferência para o
necrotério; notificar o pessoal da higiene para realizar
limpeza terminal do ambiente hospitalar (RODRIGUES; et al,
2008).
O cuidado da enfermagem abrange também dar conforto e
apoio aos familiares e amigos do cliente e proporcionar-lhes
privacidade.

(https://pt.depositphotos.com/143771313/stock-photo-nurse-consoling-senior-woman.html)
O corpo humano merece o mesmo respeito e
dignidade de uma pessoa viva.

(http://esmeraldino.com/goias-um-paciente-terminal)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
•FERNANDO, Carlos. O cuidado de enfermagem. 06 nov 2010.
Disponível em < http://www.recantodasletras.com.br/artigos/2481300
> Acesso em 17 de maio de 2018. Às 20h56min.
•GUIMARÃES, AMC Vivenciando o preparo do corpo após a
morte: o cuidar da enfermagem. [Dissertação].
Guarulhos(SP):Universidade de Guarulhos; 2009.
•LIMA, Idelmira Lopes; et al. Manual do Técnico de Enfermagem. 9
ed. rev. e ampl. Goiânia: AB, 2010.
•POTTER, Patrícia A.; PERRY, Anne Griffin. Fundamentos de
enfermagem: conceitos, processo e prática. 8.ed. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2013.
•RODRIGUES, A. B.; et al. O guia da enfermagem: fundamentos
para assistência. 1ª.ed. São Paulo: Iátria, 2008. p.424.