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Bases de Farmacologia

o Definição de fármaco, formas farmacêuticas


o As vias de administração dos fármacos -vantagens e desvantagens
o Principais grupos de fármacos utilizados na população
Origem da Farmacologia
 A farmacologia (do Grego, pharmakos, droga, e logos, estudo) é a
ciência que estuda como os medicamentos ou substâncias
interagem com o organismo, sendo capazes de promover alterações
funcionais e estruturais. Remete de longas datas, desde a
antiguidade, onde as doenças eram associadas a possessões divinas
ou demoníacas, ou ainda, como castigo dos deuses, sendo tratadas e
curadas com preparos de origem vegetal, mineral ou animal,
principalmente por plantas.
 Atualmente a farmacologia é considerada uma das principais
ferramentas para os profissionais de saúde, assim como para aqueles
que têm o contato direto ou indireto com os medicamentos. Ao
estudar os efeitos e mecanismos de ação das drogas, pode-se
compreender não somente como os fármacos atuam, mas também
conhecer a fisiologia normal do organismo. Esse conhecimento
permite empregar os medicamentos de forma mais objetiva,
melhorando o tratamento.
Noções genéricas de farmacologia

  Fármaco: substância de estrutura química definida que quando em um


sistema biológico, modifica uma ou mais funções fisiológicas.
 Substância ativa: é “qualquer substância ou mistura de substâncias destinada
a ser utilizada no fabrico de um medicamento e que, quando utilizada no seu
fabrico, se torna um princípio ativo desse medicamento, destinado a exercer
uma ação farmacológica, imunológica ou metabólica com vista a restaurar,
corrigir ou modificar funções fisiológicas ou a estabelecer um diagnóstico
médico” (Decreto-Lei nº 176/2006 de 30 de Agosto).
 Medicamento: “toda a substância ou associação de substâncias apresentada
como possuindo propriedades curativas ou preventivas de doenças em seres
humanos ou dos seus sintomas ou que possa ser utilizada ou administrada no
ser humano com vista a estabelecer um diagnóstico médico ou, exercendo
uma ação farmacológica, imunológica ou metabólica, a restaurar, corrigir ou
modificar funções fisiológicas” (Decreto-Lei nº 176/2006 de 30 de Agosto).
 Também há medicamentos para plantas e todos os outros animais para além
do homem. Por isso os medicamentos para aplicação nos humanos designam-
se por medicamentos de uso humano.
 Farmacocinética: consiste nas etapas de absorção, distribuição, metabolismo
e excreção ou eliminação do fármaco.

 Farmacodinâmica: efeitos bioquímicos e físicos e mecanismos de ação dos


fármacos

 Droga: matéria-prima de origem mineral, vegetal ou animal que contém um


ou mais fármacos.

 Farmacoterapia: uso de medicamentos para prevenir e tratar doenças.


 A biodisponibilidade descreve a velocidade e o grau com que uma substância
ativa ou a sua forma molecular terapeuticamente ativa é absorvida a partir de
um medicamento e se torna disponível no local de ação. 

 Absorção: consiste em sua passagem para a corrente sanguínea após


administração.
Formas farmacêuticas
 As formas farmacêuticas foram desenvolvidas para facilitar a
administração de medicamentos a pacientes de faixas etárias diferentes ou
em condições especiais, e para permitir seu melhor aproveitamento. Para
uma criança, por exemplo, é melhor engolir gotas em um pouco de água do
que um comprimido.
 Além disso, a forma farmacêutica se relaciona à via de administração que vai
ser utilizada, isto é, a porta de entrada do medicamento no corpo da pessoa,
que pode ser, por via oral, retal, intravenosa, tópica, vaginal, nasal, entre
outras.
 Os medicamentos têm uma longa história e as formas farmacêuticas têm-se
alterado ao longo do tempo. Há formas farmacêuticas que se extinguiram,
outras que se têm modificado, outras recentes e outras absolutamente
contemporâneas.

 A farmacopeia é um livro oficial que normaliza e regulamenta medicamentos,


matérias-primas, reagentes e técnicas operatórias.
A atual farmacopeia oficial portuguesa
Farmacopeia Portuguesa apresenta as seguintes
formas farmacêuticas:

—Adesivos transdérmicos;
—Bólus de libertação pulsátil;
—Cápsulas (duras, moles, de libertação modificada, gastro-resistentes, hóstias);
—Comprimidos (não revestidos, revestidos, efervescentes, solúveis, dispersíveis, orodispersíveis,
de libertação modificada, gastro-ressistentes, para utilizar na cavidade bucal, liofilizados orais);
—Espumas medicamentosas;
—Gomas para mascar medicamentosas;
—Granulados (efervescentes, revestidos, de libertação modificada, gastro-resistentes);
—Lápis;
—Pós cutâneos;
—Pós orais;
—Pré-misturas para alimentos medicamentosos para uso veterinário;
—Preparações auriculares (preparações líquidas para instilação ou pulverização
auricular, preparações auriculares semi-sólidas, pós auriculares, preparações líquidas
para lavagens auriculares, tampões auriculares);
—Preparações bucais (soluções para gargarejar, soluções para lavagem da boca,
soluções gengivais, soluções bucais e suspensões bucais, preparações bucais semi-
sólidas, preparações líquidas para instilação bucal ou pulverização sub-lingual,
pastilhas e pastilhas moles, comprimidos para chupar, comprimidos sub-linguais e
comprimidos bucais, cápsulas bucais, preparações muco-adesivas);
—Preparações farmacêuticas pressurizadas;
—Preparações líquidas orais (soluções, emulsões e suspensões orais; pós e granulados
para soluções ou suspensões orais; pós para gotas orais; xaropes; pós e granulados
para xaropes);
—Preparações nasais (preparações líquidas para instilação ou pulverização nasal; pós
nasais; preparações nasais semi-sólidas; soluções para lavagem nasal);
—Preparações oftálmicas (colírios; soluções para lavagem oftálmica; pós para colírios
e pós para soluções para lavagem oftálmica; preparações oftálmicas semi-sólidas;
insertos oftálmicos);
—Preparações para inalação (preparações líquidas para inalação; pós para inalação);
—Preparações para irrigação;
—Preparações parentéricas (preparações injetáveis; preparações para perfusão;
preparações para injeção ou para perfusão após diluição; pós para injeção ou para
perfusão; geles injetáveis; implantes);
—Preparações retais (supositórios; cápsulas retais; soluções, emulsões e suspensões
retais; pós e comprimidos para soluções e suspensões retais; preparações retais
semi-sólidas; espumas retais; tampões retais);
—Preparações semi-sólidas cutâneas (pomadas, cremes, geles, pastas, cataplasmas,
emplastros medicamentosos);
—Preparações vaginais (óvulos; comprimidos vaginais; cápsulas vaginais; soluções,
emulsões e suspensões vaginais; comprimidos para soluções ou suspensões vaginais;
preparações vaginais semi-sólidas; espumas vaginais; tampões vaginais
medicamentosos);
—Tampões medicamentosos.
As vias de administração dos fármacos

 Cada via de administração é indicada para uma situação específica, e


apresenta vantagens e desvantagens. Sabemos, por exemplo, que uma injeção
é sempre incômoda e muitas vezes dolorosa. No entanto, seu efeito é mais
rápido. Lembre-se que não é apenas a forma do medicamento que é
importante, a sua via de administração também deverá ser escolhida pelo
médico, no ato da prescrição.
Vias de administração

 Enterais – Fármaco entra em contato com qualquer segmento do trato


digestivo (vias sublingual, oral e retal)
 Parenterais – Não utilizam o tubo digestivo. Dividida em direta e indireta
DIRETA: Compreende as áreas acessadas por injeção (intravenosa, intramuscular,
subcutânea e outras)
INDIRETA: as que dela (injeção) prescindem (cutânea, respiratória, conjuntiva,
etc).
 Cada via pode ser abordada por diversos métodos de administração (injeção,
infusão, instilação, deglutição, inalação, sondagem nasogástrica, fricção,
etc), nela se usando variadas formas farmacêuticas.
 Os efeitos podem ser locais ou sistémicos.
PORQUE EXISTEM AS DIFERENTES
FORMAS FARMACÊUTICAS?
Para facilitar a administração;

Garantir a precisão da dose;

Proteger a substância durante o percurso pelo


organismo;

Garantir a presença no local de ação;

Facilitar a ingestão da substância ativa.


O Valor do Medicamento

 O valor do Medicamento assenta essencialmente em quatro pilares:

1.    Valor Terapêutico
Os medicamentos foram responsáveis por evoluções significativas na medicina nos
últimos 30 anos.
Transforma os avanços fundamentais da investigação em tratamentos inovadores,
amplamente disponíveis e acessíveis.
O desenvolvimento de novos medicamentos ajuda no combate a doenças anteriormente
fatais (por exemplo, a varíola, tuberculose, sífilis, difteria e poliomielite) e impulsiona
progressos médicos no tratamento de doenças como o VIH/SIDA, o cancro, as
perturbações nervosas, as úlceras gástricas, a asma e a hipertensão.
2.    Valor Preventivo
Os medicamentos permitem a prevenção da doença e a prevenção de episódios agudos da doença.
As vacinas foram a melhor intervenção de saúde pública no século XX (apenas precedida pela
melhoria das condições de saneamento e do fornecimento de água tratada).

3.    Ganhos em saúde
A utilização dos medicamentos permite obter ganhos em saúde:
Melhor qualidade de vida
Aumento da esperança de vida
Dupla relação entre crescimento económico e melhor saúde: melhor saúde tem um impacto
significativo e positivo no crescimento económico e vice-versa. As melhorias na saúde traduzem-
se em:
  Aumento das poupanças ao longo dos ciclos de vida dos indivíduos
    Maior esperança de vida aumenta o capital humano (aumento da população ativa, reforço da
produtividade do trabalho, redução do absentismo)
    Rendimentos mais elevados
    Melhor educação (aumento da capacidade cognitiva e rendimento escolar, levando a
melhores resultados na educação)
 
 4.    Redução dos custos da doença
Os Medicamentos são a primeira linha terapêutica na maior parte das doenças.
A utilização dos medicamentos permite reduzir os custos da doença:
    Aumento da produtividade
    Redução do absentismo
    Diminuição da incapacidade
    Melhor utilização da rede de cuidados de saúde
MEDICAMENTOS ÓRFÃOS

 Medicamento órfão é um estatuto atribuído por uma entidade oficial


reguladora da saúde, a medicamentos que tratam doenças raras.

 “Os medicamentos órfãos destinam-se à prevenção e/ou


tratamento de doenças cronicamente debilitantes que afectam mais de
cinco em cada 10.000 pessoas na União Europeia, ou que, por razões
económicas, não seriam susceptíveis de ser desenvolvidos sem
incentivos." (European Medicine Agency. Human Medicines. Orphan Medical
products. www.ema.europa.eu/htms/human/orphans/intro.htm)
MEDICAMENTOS GENÉRICOS VS
MEDICAMENTOS DE REFERÊNCIA
Considera-se genérico, um medicamento com a mesma
composição qualitativa e quantitativa em substâncias activas,
a mesma forma farmacêuticae cuja bioequivalência com o
medicamento de referência haja sido demonstrada por estudos de
biodisponibilidade apropriados”.
(Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de Agosto)

 Ou seja, um medicamento genérico é um medicamento com a mesma


substância activa, forma farmacêutica e dosagem e com a mesma indicação
terapêutica que o medicamento original/referência, de marca, que serviu de
referência, mas é por norma muito mais barato.

 Medicamento original define-se como o “medicamento que foi autorizado com


base em documentação completa, incluindo resultados de ensaios
farmacêuticos, pré-clínicos e clínicos”.
Então o medicamento genérico será mesmo eficaz? 

 Sim é igualmente eficaz pois de acordo com o Decreto-Lei n.º 176/2006, de


30 de Agosto, a AIM (autorização de introdução no mercado) de
medicamentos genéricos está sujeita às mesmas disposições legais dos outros
medicamentos, estando dispensada a apresentação de ensaios pré-clínicos e
clínicos desde que demonstrada a bioequivalência com base em estudos de
biodisponibilidade ou quando estes não forem adequados, equivalência
terapêutica por meio de estudos de farmacologia clínica apropriados (estes
testes seguem estritamente o disposto nas normas comunitárias) ou outros a
solicitar pelo INFARMED.
Se o medicamento genérico é igual ao de referência,
então porque é mais barato? 

 O motivo dos medicamentos genéricos serem mais baratos não tem nada a ver
com a ação ou eficácia do medicamento, mas sim com gastos que as
indústrias dos medicamentos de referência têm e que as de genéricos não
têm.
 Ou seja, um laboratório que desenvolve um medicamento novo gasta
milhões em estudos clínicos que levam anos para serem concluídos. Mais
tarde vêm os custos de implementação e consolidação no mercado, bem como
publicidade e propaganda o que envolve custos muito avultados.
 O laboratório que vai desevolver o medicamento genérico não tem estes
gastos, o que não significa que a qualidade é inferior.
Então porque é todos os medicamentos não podem
ter logo genéricos?

 Os medicamentos genéricos só podem ser fabricados e comercializados,


segundo a lei, perante as seguintes condições:
a) Dez anos após a autorização inicial do medicamento de referência ( de
marca), concedida a nível nacional ou comunitário;
b)

b) Onze anos após a autorização inicial do medicamento de referência, caso,


nos primeiros oito dos dez anos, o titular da autorização de introdução no
mercado do medicamento de referência tenha obtido uma autorização para
uma ou mais indicações terapêuticas novas que, na avaliação científica prévia
à sua autorização, se considere trazerem um benefício clínico significativo
face às terapêuticas até aí existentes.”
AÇÃO E CLASSIFICAÇÃO
DOS MEDICAMENTOS
AÇÃO DOS MEDICAMENTOS
 Os medicamentos atuam no organismo de formas diversas.
 Podemos dizer a ação dos medicamentos é local ou sistémica.
 Local: Quando a medicação age no local onde foi administrada, sem passar
pela corrente sanguínea.
 Sistémica: A medicação foi absorvida e segue pela corrente sanguínea até o
local desejado para atuar.
CLASSIFICAÇÃO DOS MEDICAMENTOS
 1ª CLASSE A SER CONHECIDA: ANTIBIÓTICOS
 CONCEITO: Substâncias que inibem ou matam microorganismos. A depender
de sua origem (produzidas a partir de fungos, bactérias, leveduras ou
industrial) podem atuar em:
 AMPLO ESPECTRO (Eficaz contra muitos microorganismos)
 ESPECTRO LIMITADO (Eficaz contra alguns microorganismos)
ANTIBIÓTICOS
 Atualmente as escolhas, em geral, são de
antibióticos de amplo espectro, para iniciar
a terapêutica precocemente.
TIPOS DE ANTIBIÓTICOS
PENICILINA ORIGEM: 1º ANTIBIÓTICO - PENICILINA G BENZATINA
DO FUNGO PENICILIUM) - SEMISSINTÉTICAS
PENICILINA DERIVADOS DE FORMA - AMOXICILINA
SEMISSINTÉTIC INDUSTRIAL QUIMICAMENTE - AMPICILINA
A DA PENICILINA - OXACILINA SÓDICA

CEFALOSPORIN ESTREPTOCOCOS E ALGUNS - CEFALEXINA


A DE 1ª ESTAFILOCOCOS. E M.O. DAS - CEFAZOLINA
GERAÇÃO VIAS URINÁRIAS SÓDICA
CEFALOSPORIN IGUAL A 1ª GERAÇÃO + - CEFLACOR
A DE 2ª H.INFLUENZAE (COMUM EM - CEFOXITINA
GERAÇÃO OTITES E INFEÇÇÕES SÓDICA
RESPIRATÓRIAS)
CEFALOSPORIN ESTREPTOCOCOS E - CEFIXIMA
A DE 3ª PNEUMOCOCOS, MAIS EFICAZ -
GERAÇÃO CONTRA GRAM (-) DO TGI E CEFTRIAXONA
TIPOS DE ANTIBIÓTICOS
TETRACICLINA AMPLO ESPECTRO, - CLORIDRATO DE
PRINCIPALMENTE CONTRA TETRACICLINA
MICROORGANISMOS DO
SISTEMA RESPIRATÓRIO E
TECIDOS MOLES
ERITROMICINA ESPECTRO LIMITADO, INIBE - ERITROMICINA
CRESCIMENTO DE - AZITROMICINA
MICROORGANISMOS. ATUA
SIMILIAR ÀS PENICILINAS.
QUINOLONA EFICAZ V.O. CONTRA - LEVOFLOXACINO
MICROORGANISMOS QUE - NORFLOXACINO
AFETAM A VIA - CLORIDRATO DE
RESPIRATÓRIA, TGI E CIPROFLOXACINA
URINÁRIA.
ANTIMICÓTICOS

 Grupo de medicamentos que combatem as infecções causadas por fungos.


 Exemplos:

 Anfotericina B (infecção sistêmica por fungos)


 Cetoconazol (infecção grave por fungos)
 Fluconazol (Eficaz contra Candidíase vaginal)
 Nistatina (Vaginal e tópico por leveduras.
Miconazol (indicado VO para monílias cutâneas)
TIPOS DE ANTIVIRAIS
 Grupo de medicamentos que combatem ou controlam as doenças virais.
 Exemplos:

MEDICAMENTO INDICAÇÃO
ACICLOVIR HERPES SIMPLES, VARICELA ZOSTER
SÓDICO ORAL OU GENITAL, VARICELA
(CATAPORA) EM IMUNODEPRIMIDOS
CLORIDRATO DE HERPES ZOSTER
VALACICLOVIR
ZALCITABINA AIDS
ZIDOVUDINA AIDS E COMPLEZO RELACIONADO À
AIDS.
TIPOS DE ANTIPARASITÁRIOS
 Grupo de medicamentos que combatem ou controlam as doenças
parasitárias, conhecidas como verminoses.
 Exemplos:

MEDICAMENTO INDICAÇÃO
ALBENDAZOL LESÕES CAUSADAS PELA TAENIA
SOLIUM EM SNC E OUTRAS.
MEBENDAZOL ÁSCARIS, OXIÚRIOS E OUTROS
PARASITAS
LINDANO PEDICULOSE
TIPOS DE SULFONAMIDAS

 Conhecidas como Sulfas, agem no combate de infecções, impedindo o


crescimento bacteriano e de outros microorganismos.

 Exemplos:

MEDICAMENTO INDICAÇÃO
SULFISOXAZOL INFECÇÕES URINÁRIAS AGUDAS
OU RECORRENTES.
COTRIMOXAZOL INFECÇÕES URINÁRIAS, OTITE
TRIMETROPIM E MÉDIA AGUDA.
SULFAMETOXAZOL
ANTI-HISTAMÍNICO
 A histamina é encontrada no corpo humano e liberada quando o mesmo se
expõe a uma substância tóxica. Essa substância gera sintomatologia de reação
alérgica.
 Ou seja, o anti-histamínico inibe a ação da histamina e conseqüentemente
reduz a reação alérgica.

 Exemplos: Cloridrato de Difenidramina;


Maleato de Clorfeniramina; Dimenidrinato;
Cloridrato de Prometazina; Maleato de
Bronfeniramina.
ANTITUSSÍGENOS E EXPECTORANTES
 Aliviam a tosse. Os expectorantes liquefazem o muco nos brônquios e
facilitam a expectoração.

 Exemplos: Codeína, bromidrato de


dextrometorfano.

BRONCODILATADORES
• Dilatam os brônquios, melhorando a troca gasosa
e oxigenação.
• Exemplos: Aminofilina, Glicenato de teofilina
sódica. (muitos administrados por via inalatória)
CARDIOTÓNICOS OU INOTRÓPICOS
 Aumentam a contratilidade do músculo cardíaco.
 Exemplo: Glicosídeo Digitálico

INIBIDORES DA ECA (ENZIMA DE CONVERSÃO


DA ANGIOTENSINA)
• A ECA quando é convertida do tipo I para o II gera
vasoconstricção (aumenta a pressão nos vasos). Então
o inibidor da ECA tem ação anti-hipertensiva e muito
usado na Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC).
• Exemplos: Captopril, Enalapril, Lisinopril
ANTAGONISTA DO RECEPTOR DA
ANGIOTENSINA II

. É usado em pacientes que tem
Efeito similar ao inibidor da ECA
sensibilidade ou não toleram os medicamentos
inibidores da ECA.
 Exemplo: Losartana.
VASOCONSTRITORES
• Atuam na constrição do vaso sanguíneo.
Diminui hemorragias superficiais, elevam a
PA e aumentam a força de contração
cardíaca.
VASODILATADORES
 Aumentam a luz do vaso sanguíneo. Melhorando
a circulação periférica. Usado para tratar
doenças vasculares periféricas, cardiopatias e
outras.
ANTI-HIPERTENSIVOS
• Medicamentos vasodilatadores, ou que
diminue o estímulo nervoso para os vasos
periféricos, ou que aumentam a circulação e
reduz resistência periférica, ou reduz o
débito cardíaco e a resistência periférica
total.
• Exemplos: Captopril; Atenolol; Cloridrato de
COAGULANTES
 Aceleramo processo de coagulação, pois aumentam o número
de plaquetas.
A coagulação ocorre sempre que há lesão em vasos sanguíneos.
 Exemplos: Vitamina K

ANTICOAGULANTE
• Aumentam o tempo de coagulação sanguínea,
interfere na produção de trombina e
conseqüentemente na formação da fibrina. Usado
em tromboembolismo.
• Exemplos: Heparina sódica, enoxaparina sódica.
ANTIAGREGADOR PLAQUETÁRIO
 Reduza agregação plaquetária e consequente
formação de trombo ou placa de ateroma. Usado
para pacientes com atrosclerose.
 Exemplo: AAS (Ácido acetil salicílico)

ANTIDISLIPIDÉMICOS
• Reduzem o colesterol no sangue.
• Exemplos: Colestiramina (suspensão oral),
Sinvastatina.
ESTIMULANTES DO SNC

 Aumentam a atividade do SNC. Indicados para casos de fadiga ou sonolência e


aumentam o alívio da dor quando associados a analgésicos.
 Exemplo: Cafeína, Sulfato de Anfetamina
DEPRESSORES DO SNC
• Deprimem o SNC. Reduzem a atividade do
SNC.
• Exemplos: Anestésicos gerais EV (Cloridrato
de midazolam; Diazepan), Anestésicos
voláteis (Halotano, Óxido nitroso, éter),
Anestésicos locais (Cloridrato de lidocaína,
cloridrato de procaína).
• Hipnóticos e sedativos: fenobarbital,
Cloridrato de Flurozepam.
ANALGÉSICOS OPIÓIDES
• Medicamentos, derivados do ópio, potentes
na redução da dor. Atuam no SNC e podem
causar dependência.
• Exemplos: Sulfato de morfina; Fosfato de
codeína; Cloridrato de meperidina;
Cloridrato de tramadol.
ANTAGONISTA DOS OPIÓIDES
• Medicamentos que revertem a ação dos
opióides em caso de superdosagem.
• Exemplo: Naloxona.
ANALGÉSICOS NÃO OPIÓIDES
• Medicamentos que atuam na redução da dor,
mas com ação periférica.
• Exemplos:.

ANTICONVULSIVANTES
• Usados no controle da convulsão. É psicótico,
controlado e pode causar dependência.
• Exemplo: Fenitoína; Carbamazepina;
Clonazepan; Fenobarbital; Diazepan.
TRANQUILIZANTES
• Acalmam, tranquilizam.
• É psicótico, controlado e pode causar
dependência.
• Exemplos: Cloridrato de clorpramazina;
Diazepam; Haloperidol; Risperidona.
ANTIDEPRESSIVOS
• Melhoram os sintomas da depressão (tristeza,
fadiga, insônia, perda ou ganho de peso,
desânimo).
• Exemplo:
AÇÃO MEDICAMENTO
INIBIDORES SELETIVOS - FLUOXETINA
DA RECAPTAÇÃO DE - CITALOPRAM
SEROTONINA
ANTIDEPRESSIVOS - CLORIDARTO DE IMIPRAMINA
TRICÍCLICOS - CLORIDRATO DE NORTRIPTILINA
- CLORIDRATO DE AMITRIPTILINA
ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO-
ESTERÓIDES
• Inibem a cicloxigenase (COX), atuando na cascata
inflamatória, diminuindo a inflamação.
• Exemplo:
AÇÃO MEDICAMENTO
INIBIDORES DA COX 1 - AAS
(causam sintomas - IBUPROFENO
gástricos) - DICLOFENACO DE SÓDIO
- CETOPROFENO
- PIROXICAN
INIBIDORES DA COX 2 - CELECOXIB
(menos efeitos
colaterais)
ANTISSECRETORES GÁSTRICOS
• Inibe a secreção de ácido gástrico
indiretamente. Indicados para pacientes com
alterações gástricas.
• Exemplo:
AÇÃO MEDICAMENTO

INIBIDORES DA HISTAMINA NAS CÉLULAS - CIMETIDINA


GÁSTRICAS QUE PRODUZEM O ÁCIDO - RANITIDINA
GÁSTRICO
INIBIDORES DA BOMBA DE PRÓTONS, - OMEPRAZOL
ROMPEM LIGAÇÕES QUÍMICAS NAS CÉLULAS - PANTOPRAZOL
DO ESTÔMAGO. DIMINUEM IRRITAÇÃO E
MELHORA CICATRIZAÇÃO.
ANTIÁCIDOS
• Atuam diretamente no estômago,
neutralizando o ácido gástrico.
• Exemplo: Hidróxido de alumínio, hidróxido
de magnésio, carbonato de cálcio.

ANTIEMÉTICO
• Medicamentos que reduzem, previnem ou
aliviam os episódios de êmese.
• Exemplos: Cloridrato de metoclopramida,
dimenidrinato
LAXANTES
• Aliviam os quadros de constipação.
• Exemplo: Agar, metilcelulose (aumentam o
volume quando em contato com água
estimulando mecanicamente a motilidade
intestinal); óleo mineral (lubrificantes que
reduzem a consistência do bolo fecal).
HORMONAS
ANTIDIABÉTICOS ORAIS
• Usados no controle e regulação da glicemia.
Muito indicado para diabéticos tipo 2.
• Exemplos: Acarbose; metformina.

DIURÉTICOS
• Usados para aumentar a excreção de água e
eletrólitos pelos rins. Indicados em
tratamento de Hipertensão arterial.
• Exemplos: Hidroclorotiazida, Furosemida,
Espironolactona.
Principais grupos de fármacos utilizados na
população

Idosos
 Os medicamentos, a intervenção médica mais comum, são uma parte
importante dos cuidados médicos para os idosos. Sem medicamentos, muitos
idosos funcionariam pior ou morreriam antes.
Jovens
 Analgésicos, anti-inflamatórios, suplementos para dormir, para a ansiedade e
concentração são os medicamentos mais consumidos pelos jovens.

"Desde logo, há um consumo em excesso de paracetamol e as


pessoas não sabem os riscos que tem, mesmo em termos
hepáticos". No ibuprofeno, "pode haver sangramentos das
paredes digestivas. Muitas vezes são vendidos em doses
limitadas, mas depois as pessoas tomam mais do que um
comprimido e há riscos”.
Grávidas
Adultos-População em Geral
 Os medicamentos para a diabetes, hipertensão e anticoagulantes orais são
responsáveis pelo maior volume de encargos ao longo do ano, totalizando 388
milhões de euros (+ 6,3%). As substâncias mais utilizadas no SNS destinam-se
ao tratamento da diabetes, hipercolesterolemia (colesterol elevado),
destacando-se também os analgésicos e os antibióticos.
 Há contudo uma redução generalizada de 3% do tratamento com antibióticos. 
 O consumo de ansiolíticos apresenta uma tendência estável em Portugal desde 2014 e no ano passado foram
compradas 10,5 milhões de embalagens.
 O aumento do consumo de antidepressivos segue a mesma tendência do que nos restantes países da OCDE,
onde o consumo duplicou entre 2000 e 2017, o que pode refletir um melhor diagnóstico da depressão, melhor
acesso a medicamentos ou ainda uma evolução das orientações clínicas para o tratamento da depressão.
 Ainda assim, Portugal tem um dos maiores consumos de antidepressivos, estando em quinto lugar entre os 29
países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico analisados.
 O documento do Conselho Nacional de Saúde considera que são “particularmente preocupantes” em Portugal
os dados do consumo de benzodiazepinas, medicamentos usados para a ansiedade que podem causar
dependência com uso continuado.
 “As benzodiazepinas e análogos são apenas indicados para o controlo de curto prazo da ansiedade e insónia,
podendo ter efeitos deletérios [nocivos] se mantidos de forma crónica”, como possível adição e disfunção
cognitiva, refere o relatório.
 Dados de 2016 mostram que 1,9 milhões de utentes tiveram pelo menos uma prescrição de benzodiazepinas.
O que são as benzodiazepinas? 
 São um grupo de fármacos ansiolíticos, comummente conhecidos por calmantes,
utilizados para redução de ansiedade, tratamento de insónia e relaxamento
muscular. Algumas das mais conhecidas são: diazepam (Unisedil R); alprazolam
(XanaxR); lorazepam (LoreninR); bromazepam (LexotanR); loflazepato de etilo
(VictanR), entre outras. Segundo o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento
(INFARMED), estes fármacos encontram-se entre os mais utilizados em Portugal.
 https://
sicnoticias.pt/especiais/sono/2018-03-16-Portugueses-entre-os-europeus-que-
mais-consomem-medicamentos-para-dormir
 https://
sicnoticias.pt/pais/2017-11-13-Mais-de-800-mil-portugueses-tomam-calmante
s-todos-os-dias

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