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Catástrofes

naturais
André Fernandes Pinto
Nº. 2; 9ºG
Índice
Furacões
Como se forma um Furacão
1 2
O vapor de água aquecido sobe
Furacões têm origem no
para as camadas mais frias,
mar, quando as águas
condensa e forma nuvens densas de
atingem 27 ºC na
tempestade.
superfície e evaporam.

3
A condensação liberta muita energia e cria
uma zona de baixa pressão no topo
atraindo correntes ascendentes de ar.

4
Tromba
O ar ao redor tende a ser atraído para o
centro (ou olho) do furacão e ocupa o
Vapor de água
espaço do ar que subiu, reforçando o
fenómeno.
Formação de um furacão

A água quente aquece o ar


Furacões em contacto com a
superfície marítima,
provocando a formação de
nuvens que dão origem a
violentas trovoadas. O
sistema rotativo da
tempestade, em espiral,
Furacão para a direita no hemisfério
norte e para a esquerda do
 É visível do Espaço.
hemisfério sul, adquire uma
 Possui um sistema rotacional. maior velocidade ao afastar-
se do equador em direção
 Resulta da intensificação da velocidade dos ventos de uma aos polos.
tempestade tropical.
 Apresenta uma intensidade média dos ventos de, pelo
menos, 119 km/h.
 Pode durar vários dias.
Furacões
Condições essenciais à formação de furacões

Ocorrem na zona intertropical (entre os 5° e os 30° de latitude norte e sul), por reunir
determinadas condições:
 efeito da força de Coriolis;
 presença de centros de baixas pressões estáveis devido à convergência de ventos;
 elevada humidade na baixa troposfera;
 águas oceânicas com temperatura superior a 25 ºC.
Quando um furacão entra em contacto com áreas continentais ou com águas oceânicas
mais frias:
 perde a sua fonte de energia e acaba por se dissipar;
 pode retornar ao grau de depressão tropical e, eventualmente, ao de perturbação tropical com
forte precipitação.
Furacões – designação consoante a área geográfica
O mesmo fenómeno, diferentes nomes.

Tufão
Tempestade Tufão
Furacão Furacão ciclónica
severa

Ciclone
tropical Ciclone
tropical severo
Furacões
Áreas do Mundo mais suscetíveis à formação de furacões

As principais áreas de
distribuição dos furações são:
• Oeste do oceano Atlântico
• Norte do oceano Índico
• Nordeste do oceano Pacífico
• Sul do oceano Pacífico
• Sul do oceano Índico
• Leste do oceano Pacífico
Furacões
Áreas de Portugal mais suscetíveis à formação de furacões
Os Açores e os Furacões
• O arquipélago está “no limite do arco
de ação dos furacões do atlântico”.
• Ao deslocarem-se para norte pelas
correntes do Golfo, podem chegar
com maior intensidade aos Açores,
que se localizam na sua trajetória.
• O aquecimento da superfície do mar
(que alimenta os furacões) leva a
que estes se tornem mais intensos,
frequentes e destrutivos e possam
atingir com maior probabilidade os
Açores, como tempestades tropicais.
Furacões
Consequências dos furacões (Avaliados através da escala de Saffir-Simpson)
Velocidade do
Categorias Consequências
vento (km/h)
Queda de ramos ou de pequenas árvores. No litoral, a
1 119-153
maré pode subir entre 1 e 1,7 m.
Danos em telhados, portas e janelas e queda de
árvores. Maiores danos em barcos ancorados,
2 154-177
caravanas e expositores. No litoral, a maré pode subir
entre 1,8 e 2,6 m.
Danos estruturais em casas, destruição de caravanas,
queda de árvores de maior porte e inundações
3 178-209
costeiras. No litoral, a maré pode subir entre 2,7 e 3,8
m.
Furacões
Consequências dos furacões (Avaliados através da escala de Saffir-Simpson)
Velocidade do
Categorias Consequências
vento (km/h)
Destruição da estrutura de telhados, grandes danos em
portas e janelas, queda de árvores e inundações. No
4 210-249 litoral, pode haver uma subida da maré entre 3,9 e 5,6
m. Necessária a evacuação da população numa área
até 10 km a partir da costa.
Pequenos edifícios voam, danos estruturais elevados
em grandes edifícios, colapso de infraestruturas. No
5 ≥ 250 litoral, a subida da maré pode ser superior a 5,7 m.
Necessária a evacuação da população numa área de
16 km a partir da costa.
Furacões
Medidas de proteção entes e durante a passagem dos furacões
Antes da passagem de um furacão:
• Ter sempre à mão um rádio portátil, uma lanterna elétrica e pilhas de reserva, bem como um estojo de primeiros
socorros;
• Reforçar os telhados, portas e janelas;
• Efetuar um seguro da habitação e do respetivo recheio;
• Desobstruir o sistema de drenagem à volta da habitação;
• Ancorar barcos ou transferi-los para áreas mais seguras;
• Afastar-se das áreas baixas junto à costa, porque podem ser inundadas;
• Evacuar a habitação, após indicação fornecida pelas autoridades de Proteção Civil.

Durante a passagem de um furacão:


• Seguir as instruções que forem transmitidas pela rádio;
• Ficar dentro da habitação, afastado das janelas e das portas;
• Desligar a eletricidade e fechar o gás e a água;
• Abrir as janelas que se encontram do lado oposto à trajetória do vento, para equilibrar as pressões;
• Vigiar o nível de cheia nas proximidades da habitação;
• Se estiver na rua, proteger a cabeça, pois grande parte das mortes e ferimentos são causados pelo arrastamento
de objetos e detritos.
Furacões Reportagem Jornal “Público”, 8 de Maio de 2019

“Portugal entrou na rota dos furacões” e, na zona de Lisboa, Almada está na linha da frente
Municípios da Área Metropolitana de Lisboa preparam-se para sofrer com alterações climáticas.
Troço entre Cova do Vapor e Fonte da Telha será o mais afetado.

“Portugal entrou na rota dos furações.” A frase é do presidente da


Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e ilustra a situação do
país perante as alterações climáticas em curso e sintetiza o
cenário para os próximos anos traçado pelo Plano Metropolitano
de Adaptação às Alterações Climáticas da Área Metropolitana de
Lisboa (PMAAC-AML), apresentado nesta quarta-feira em
Setúbal, numa conferência internacional que juntou políticos e
técnicos e em que se concluiu que Almada será o primeiro
concelho a sofrer as consequências.
2
Ao subir rapidamente, o ar provoca condensação e
precipitação forte.
A coluna de ar continua a alimentar-se do grande

Tornados aquecimento do solo e rodopia, levantando tudo à


sua frente.

Como se forma um Tornado


1 3
As nuvens estendem-se ao longo da coluna
O forte aquecimento do solo ascendente de ar e atingem o solo.
provoca uma ascensão rápida e É a fase mais destruidora de um tornado, com
intensa do ar. Por arrefecimento, a nuvem em funil na sua maior dimensão e
forma-se uma nuvem em forma de num trajeto vertical em relação ao solo.
funil, dentro da coluna de ar.

Cumulonimbus
O ar quente sobe, Correntes de ar
formando cumulus e ascendente em
cumulonimbus A rotação das nuvens espiral
aumenta ao longo de
várias horas
Formam-se fortes
correntes de ar
Corrente de ar descendente Correntes de
ascendente devido à ar
ocorrência de descendente
chuva contínuas

Tornado
Tornados

Tornado
• Pode surgir em qualquer altura do ano.
• É um fenómeno de curta duração.
• Possui uma coluna de ar rotacional.
• Tem uma grande capacidade destruidora.
• Apresenta ventos com velocidade média na
ordem dos 300 km/h.
Tornados
Condições essenciais à formação de tornados

Apesar da difícil previsão, a génese dos tornados depende da presença de:


• depressões intensas locais;
• ar muito instável que pode ascender rapidamente;
• rápidas mudanças na direção e/ou na velocidade do vento na vertical;
• grandes quantidades de humidade;
• gradientes térmicos acentuados;
• grandes quantidades de calor latente.
Tornados
Estrutura de um tornado
Tornados
Áreas do Mundo mais suscetíveis à formação de tornados

Risco de tornado
Tornados
Áreas de Portugal mais suscetíveis à formação de tornados

Cor verde - Raro risco de haver fenómenos


severos como tornados

Cor amarela - local favorável à ocorrência de


trombas marítimas e em muito menor grau
tornados( risco fraco)

Cor laranja - local favorável à ocorrência de


tornados (risco moderado) e propício as
supercélulas
Tornados
Consequências dos tornados (Avaliados através da escala de escala de Fujita (F))

Velocidade do Consequências
Categorias
vento (km/h)
• Danos fracos.
F0 Até 110
• Ramos partidos e sinais de trânsito destruídos.
• Danos moderados.
F1 111 a 180 • Telhas arrancadas, garagens parcialmente destruídas e
automóveis deslocados.
• Danos consideráveis.
F2 181 a 250 • Telhados parcialmente destruídos, casas móveis destruídas,
árvores arrancadas e pequenos objetos arremessados.
• Danos severos.
F3 251 a 330 • Telhados e paredes arrancados de casas, árvores e carros
arremessados.
Tornados
Consequências dos tornados (Avaliados através da escala de escala de Fujita (F))

Velocidade do Consequências
Categorias
vento (km/h)
• Danos devastadores.
F4 331 a 420 • Casas destruídas, estruturas arremessadas a grandes
distâncias, carros e objetos grandes arremessados.
• Danos incríveis.
F5 421 a 510 • Casas completamente destruídas, árvores destroçadas e
automóveis atirados e levantados a uma altura de 100 m.
• Danos irreconhecíveis.
F6 511 a 610
• Estes ventos são muito raros e provocam a destruição total.
Tornados
Medidas de proteção entes e durante a passagem dos tornados
Antes da passagem de um tornado:
• Ter sempre à mão um rádio portátil, uma lanterna elétrica e pilhas de reserva, bem como um estojo
de primeiros socorros;
• Reforçar os telhados, portas e janelas;
• Efetuar um seguro da habitação e do respetivo recheio.
Durante a passagem de um tornado:
• Seguir as instruções que forem transmitidas pela rádio;
• Ficar dentro da habitação, afastado das janelas e das portas;
• Desligar a eletricidade e fechar o gás e a água;
• Abrir as janelas que se encontram do lado oposto à trajetória do vento, para equilibrar as pressões;
• Deslocar-se para um abrigo, como uma cave, ou dirigir-se para uma divisão interior da habitação, no
piso mais inferior e colocar-se debaixo de uma peça de mobiliário resistente ou de um colchão;
• Se estiver na rua, proteger a cabeça, pois grande parte das mortes e ferimentos são causados pelo
arrastamento de objetos e detritos.
Tornados
Fonte: PROKOS, Anna – Tornadoes, Gareth Stevens Publishing, 2009
O tornado de Daulatpur – Salturia
Nos EUA, os tornados matam cerca de 80 pessoas por ano, mas no Bangladesh um único tornado
pode causar mais de mil vítimas mortais. Foi o que aconteceu a 26 de abril de 1989.
Grande parte da população do Bangladesh dedica-se à agricultura, especialmente à cultura do arroz.
Nesse ano, o país estava a ser afetado por uma seca severa, que já durava seis meses. O presidente
pediu à nação, inclusivamente, para rezar por chuva. Horas depois, a população teve mais do que
aquilo por que suplicou. Chuva e granizo irromperam dos céus, à medida que um forte tornado
destruía tudo à sua passagem, ao longo de 13 quilómetros. A localidade de Salturia foi
completamente devastada, deixando 80 mil pessoas desalojadas. Milhares de árvores foram
desenraizadas e arremessadas para longe. Várias pessoas foram arrastadas pela força dos ventos e
cerca de 1300 pereceram. As equipas de resgate procuraram sobreviventes nos escombros. O odor
dos cadáveres era insuportável.
Sayeda Begum, um dos sobreviventes, conta que viu “umas nuvens negras a cobrir completamente o
céu. Passados uns segundos, senti que estava a voar justamente com a minha casa.”
Secas

Secas hidrológicas
 
≠ Secas meteorológicas

Associam-se
Associam-se àà escassez
escassez de de água
água no
no Associam-se
Associam-se àà escassez
escassez de
de precipitação:
precipitação:
solo
solo ee nos
nos reservatórios
reservatórios de
de água:  quando
quando há há falta
falta dede água
água provocada
provocada pelo
pelo
 quando
quando há há uma
uma redução
redução dos
dos níveis
níveis desequilíbrio
desequilíbrio entre
entre aa precipitação
precipitação ee aa
médios
médios de de água
água nosnos reservatórios
reservatórios ee evaporação,
evaporação, ee dependem
dependem de de outros
outros elementos,
elementos,
quando
quando sese verifica
verifica aa diminuição
diminuição de
de água
água como
como aa velocidade
velocidade do do vento,
vento, aa temperatura,
temperatura, aa
no
no solo.
solo. humidade
humidade dodo ar
ar ee aa insolação.
insolação.

CAUSAS
CAUSAS
Secas
Áreas do Mundo mais suscetíveis à seca

Faixa ocidental Ocidente e sul


dos EUAFaixa oriental da Europa Sul, este e
dos EUA sudeste da Ásia

América Central África


subsariana
Faixa ocidental
Faixa da
oriental
América dodoSulBrasil
Secas
Áreas de Portugal mais suscetíveis à seca hidrológica e meteorológica
Secas
Consequências da seca

 Perda de culturas agrícolas.


 Morte do gado por falta de água e de pastagens.
 Falta de água para consumo humano e atividades domésticas.
 Propagação da fome e aumento de doenças relacionadas com a subnutrição, que se
prolongam para além do período de seca.
 Diminuição da qualidade da água.
 Aumento e propagação mais fácil dos incêndios.
 Aumento da desertificação, pois os solos vão ficando ressequidos e, por isso, são mais
facilmente erodidos (desgastados e arrastados) e a vegetação vai desaparecendo.
Secas
Medidas de proteção durante uma seca

Durante uma seca:


• Armazenar apenas a quantidade de água necessária;
• Fechar ligeiramente as torneiras de segurança, de modo a diminuir o caudal de
água;
• Não encher tanques e piscinas;
• Ferver a água;
• Controlar os gastos através de uma leitura regular do contador e da fatura da água.
Vagas de frio

 Quando, num intervalo de pelo menos 6 dias consecutivos, a temperatura


mínima diária é inferior em 5 ºC ao valor médio da temperatura mínima diária
no período de referência.
 Uma vaga de frio é produzida por uma massa de ar frio e geralmente seco
que se desenvolve sobre uma área continental. Está geralmente associada a
ventos moderados ou fortes, que ampliam os efeitos do frio.
Vagas de frio
Áreas do Mundo mais suscetíveis a vagas de frio
Vagas de frio
Áreas de Portugal mais suscetíveis a vagas de frio
Vagas de frio
Consequências das vagas de frio

 Na agricultura, muitas vezes levam à destruição das colheitas e à morte


de muitos animais.
 Podem provocar um aumento da mortalidade, sobretudo em crianças e
idosos.
 Favorecem a formação de tempestades, onde a chuva gelada, por
exemplo, queima as culturas e torna as estradas mais perigosas,
podendo, assim, contribuir para um aumento dos acidentes rodoviários.
Vagas de frio
Medidas de proteção durante as vagas de frio

 Usar roupas quentes com várias camadas.


 Proteger as populações mais carenciadas.
 Ingerir alimentos ricos em calorias e bebidas quentes.
 Armazenar combustível para aquecimento.
 Evitar circular na neve ou no gelo.
 Possuir um estojo de emergência.
Ondas de calor

• Quando, num intervalo de pelo menos 6 dias consecutivos, a temperatura


máxima diária é superior em 5 ºC ao valor médio da temperatura máxima
diária no período de referência.
 Uma onda de calor é produzida por uma massa de ar quente e seco, que se
desenvolve sobre uma área continental. Está geralmente associada a uma
situação de calma atmosférica.

 As ondas de calor podem estar associadas também ao aumento do


aquecimento global e consequentes alterações climáticas.
Ondas de calor
Áreas do Mundo mais suscetíveis a ondas de calor
Ondas de calor
Áreas de Portugal mais suscetíveis a ondas de calor
Ondas de calor
Consequências das ondas de calor

 Na agricultura, muitas vezes levam à destruição das colheitas e à morte de


muitos animais.

 Podem provocar um aumento da mortalidade, sobretudo em crianças e


idosos.

 São favoráveis ao aparecimento de incêndios.


Vagas de frio
Medidas de proteção durante as ondas de calor

 Ingerir líquidos com regularidade.


 Evitar ingerir bebidas açucaradas.
 Manter-se em lugares frescos.
 Arrefecer a casa durante a noite, abrindo as janelas.
 Evitar a realização de atividades físicas intensas.
 Usar roupas leves, de cores claras e de algodão.
 Evitar a circulação nas horas de maior calor.
Cheias e inundações

Cheias ≠
 
Inundações

Fenómenos
Fenómenos hidrológicos
hidrológicos extremos,
extremos, de de Fenómenos
Fenómenos hidrológicos
hidrológicos
frequência
frequência variável,
variável, naturais
naturais ouou induzidos
induzidos extremos,
extremos, de
de frequência
frequência
pela
pela ação
ação humana,
humana, que que consistem
consistem no no variável,
variável, naturais
naturais ou
ou induzidos
induzidos
transbordo
transbordo de de um um curso
curso de de águaágua pela
pela ação
ação humana,
humana, que que
relativamente
relativamente ao ao seu
seu leito
leito ordinário,
ordinário, consistem
consistem nana submersão
submersão de de
originando
originando aa inundação
inundação dos dos terrenos
terrenos uma
uma área
área usualmente
usualmente emersa.
emersa.
ribeirinhos
ribeirinhos (leito
(leito de
de cheia).
cheia).
Cheias e inundações
Cheias ≠
 
Inundações

Peso da Régua Boulder, Colorado, EUA


Cheias e inundações
Áreas do Mundo mais suscetíveis a cheias e inundações
Cheias e inundações
Áreas de Portugal mais suscetíveis a cheias e inundações
Cheias
Cheia ou inundação fluvial

Principais causas naturais: Principais fatores humanos:


 Chuvas intensas e prolongadas  Canalização dos rios
 Rochas muito impermeáveis  Assoreamento dos canais dos
 Bacia hidrográfica de pequena rios
dimensão  Impermeabilização dos solos
 Degelo  Desflorestação
 Libertação de caudais de
barragens
Cheias
Inundação urbana

Principais causas naturais: Principais fatores humanos:


 Chuvas intensas e prolongadas  Construção em leito de
 Subida da toalha freática inundação

 Cheias  Sobrecarga dos sistemas de


drenagem
 Dimensão da bacia hidrográfica
 Falha de estruturas (exs.: diques
e barragens)
 Assoreamento dos sistemas de
drenagem artificiais
Cheias
Inundação costeira

Principais causas naturais: Principais fatores humanos:


 Subida das águas do mar  Construção em áreas de
associada à passagem de inundação
tempestades
 Construção de infraestruturas
 Sismos, tsunâmis e maremotos costeiras, como esporões
 Subida do nível do mar  Falha em estruturas como
(alterações climáticas) diques e enrocamentos
Cheias e inundações
Consequências das cheias e inundações

 Perda de vidas humanas


 Pessoas desalojadas
 Populações isoladas
 Explorações agrícolas e agropecuárias destruídas Negativos
 Infraestruturas e equipamentos submersos
 Dificuldade no acesso a bens essenciais, como água, eletricidade ou
combustível

• Enriquecimento dos solos nas planícies aluviais Positivo


Cheias e inundações
Prevenção das cheias e inundações

 Elaboração de cartas de risco


 Manutenção dos sistemas de drenagem e escoamento
 Construção de barragens para regularização dos caudais dos rios
 Reflorestação das vertentes das bacias hidrográficas
Cheias e inundações
Medidas de proteção durante as cheias ou inundações
 Colocar um anteparo de metal ou de madeira ou construir uma barreira com sacos de
areia junto de portas e de janelas.
 Reservar água potável e alimentos enlatados em quantidade suficiente para dois ou três
dias.
 Preparar um estojo de emergência com rádio, lanterna a pilhas, pilhas de reserva,
material de primeiros socorros, medicamentos essenciais e agasalhos.
 Desligar a água, o gás e a eletricidade.
 Beber apenas água engarrafada.
 Cumprir as indicações dadas pela Autoridade Nacional de Proteção Civil.
 Identificar pontos altos para refúgio.
 Reunir os objetos mais importantes a levar em caso de evacuação.
 Manter a serenidade.
 Evitar andar descalço.
Reportagem

Cheias
Movimentos de vertentes e avalanches
Movimentos de Avalanches
vertente

Arcos de Valdevez, Portugal Alasca, EUA


Movimentos de vertentes e avalanches
Principais tipos de movimentos de vertente

Desabamento
Movimento de desprendimento ou queda de blocos.

Escoada
Movimento desordenado de terras, lamas ou detritos.

Deslizamento
Movimento de deslizamento de rochas ou de detritos ao longo
de uma superfície.
Movimentos de vertentes e avalanches
Áreas do Mundo mais suscetíveis a movimentos de vertentes
Movimentos de vertentes e avalanches

Áreas mais suscetíveis a movimentos Áreas mais suscetíveis a avalanches


de vertentes Áreas mais elevadas, sobretudo em
• Áreas de maior altitude. regiões montanhosas, como:
• Relevos com vertentes inclinadas. • Himalaias;
• Presença de materiais pouco • Montanhas Rochosas;
consolidados, como argilas, arenitos e • Alpes;
cascalhos.
• Andes;
• Áreas que sofreram desflorestação.
• regiões onde a temperatura se mantém
• Áreas onde os valores de precipitação abaixo de 0 ºC no inverno.
são elevados.
Movimentos de vertentes e avalanches
Causas dos movimentos de vertente

Causas naturais
 Declive acentuado das vertentes.
 Exposição das vertentes a ventos e massas de ar predominantes.
 Baixo grau de consolidação dos materiais.
 Elevada quantidade de água disponível.
 Força da gravidade.
 Escassa cobertura vegetal das vertentes.
 Predomínio de materiais impermeáveis, como a argila.
 Vibrações causadas por sismos.
 Formação de gelo ou acumulação de água nas fissuras.
Movimentos de vertentes e avalanches
Causas dos movimentos de vertente

Causas humanas
 Ocupação caótica das vertentes urbanizadas.
 Execução inadequada de aterros.
 Retirada descontrolada da cobertura vegetal.
 Construção de estradas e cortes realizados em
vertentes com declive intenso.
 Fortes vibrações nas vertentes devido a explosões,
escavações e trânsito.
Loteamento Retiro da Princesa,
Mirandela
Movimentos de vertentes e avalanches
Causas das avalanches
Causas naturais
• Acumulação de neve ou de gelo no inverno.
• Grau de coesão das camadas de neve (diminui quando aumenta a temperatura).
• Peso elevado das camadas de neve.
• Declive acentuado da vertente.
• Força da gravidade.
• Vibrações causadas por sismos.

Causas humanas Afeganistão


• Fortes vibrações nas vertentes provocadas por explosões, trânsito e sons.
Movimentos de vertentes e avalanches
Consequências dos movimentos de vertente e avalanches
Infraestruturas
 Destruição de infraestruturas, equipamentos, indústrias e habitações.
 Interrupção do fornecimento de bens e/ou serviços básicos (exs.:
água potável, eletricidade, telefone e combustível) e da circulação
rodoviária.
População
 Perda de vidas humanas. Bella Vista, Bolívia
 Evacuação e desalojamento de pessoas.
 Isolamento de povoações.

Coreia do Sul
Movimentos de vertentes e avalanches
Medidas de prevenção dos movimentos de vertente

• Reordenamento gradual do sistema


viário e da ocupação urbana.
• Construção controlada de aterros.
• Reflorestação das vertentes.
• Construção e manutenção dos
sistemas de drenagem.
Obras de drenagem em Maceió, Brasil
Movimentos de vertentes e avalanches
Medidas de prevenção das avalanches

• Monitorização dos estados de tempo.

• Monitorização das camadas de neve.


• Antecipação do fenómeno, através de
explosões controladas.
• Construção de obstáculos em forma de «V»
invertido, com o objetivo de desviar o curso
de avalanches. Barreira de redução da velocidade da avalanche
• Construção de barreiras para reduzir a
velocidade da avalanche.
FIM

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