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Raizes Filosoficas da Psicologia Científicas.

Diferentes Modelos da História da Psicologia


Curso: Psicologia
Cadeira: História da Psicologia
Docente: Herman M. A. Miji, Lic. em Psicologia
Ano: 1
Luena, Março de 2019
Razões deste desenvolvimento tardio

 De acordo as diversas bibliografias consultadas,


foram identificadas duas razões principais
aduzidas para explicar este aparecimento tão
recente da psicologia:

• O carater espiritual, sagrado e transcendental;


• A complexidade do ser humano e do seu
comportamento.
 O carater espiritual, sagrado e transcendental, que a
maioria das instituições humanas atribuíram e atribuem
ao ser humano. Apesar de na altura se aceitar que o
corpo humano é uma realidade material, a verdade é
todas as tendências colocavam o psiquismo na alma
espiritual e sagrada da matéria, isto impediu muito no
surgimento da psicologia.
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Raizes Filosoficas da Psicologia Científicas.

A obra de Wundt testemunha-nos aquilo que, na sua brevidade, está ja insinuado no


texto que escolhemos para explicar o nascimento da psicologia:

A psicologia nascente tem como Esta vida anímica fundamenta-se


objecto a vida anímica, a vida da em elementos sensoriais, em
alma, o que, por sua vez, supõe elementos relacionados com a
reconhecer que no homem há percepção sensorial, de cujas
também um corpo distinto da variadas combinações ou
alma. associações surge a nossa vida
anímica.
Isto leva-nos aos dois grandes problemas que
a Psicologia Cientifica herda da Filosofia.

Dois grandes problemas que a Psicologia Cientifica herda:


1- Problema alma-corpo;
2- O Associacioniso Inglês
Problema alma-corpo

A teoria do dualismo alma-corpo • As pessoas que dormem


se basea nos sonhos que expermentam-se, em actividade, a
ocasionalmente o homem tem si próprio e a outras pessoas
sobre si mesmo e nos quais se vê mortas.
a ir de um lado para o outro, • Ao mesmo tempo, estas pessoas
enquanto o seu corpo jaz imóvel e que sonham estão e sabem que
em descanso. estão em repouso e imóveis.
Questão principal derivada deste dualismo: qual é a relação
existente entre a alma e o corpo? indicaremos a seguir as principais:

a) Interacinismo: o corpo e alma actuam separadamente, mas ao


mesmo tempo a actvidade de um influi ou pode influir na de
outro.

b) Paralelismo psicofíisico: a actividade é também separada,


mas já não se dá a interacção mútua; não obstante, ambas as
actividade estão correlacionadas.
C) O mecanismo materialista: a única realidade verdadeira é
a do corpo e a actividade esperitual é um fenómeno
aparente.

d) O mecanismo esperitualista: a única realidade verdadeira é


a da alma e a actividade do corpo é um fenómeno aparente.
O Associacioniso
Ele consiste sempre em explicar o todo pelo seus elementos, o complexo pelo
simples. E este modoInglês:
de ver as coisas sempre atraiu a mente humana.

O associacionismo pretende analisar o mundo da nossa mente, as nossas


ideias, o nosso conhecimento, a nossa consciência inteectual. Vejamos os
dois aspectos:
• Os elementos básicos da nossa mente são as sensções e as percepções
sensoriais. Assim, James Mill afirma que as ideias não são mais dos que
as copias das sensações.
• A partir destes elementos simples, sensação e ideias como copia, os
associacionista pretende explicar todas as complexidades da nossa vida
mental por simples associações macanicas dos mesmo.
Recordaremos finalmente algumas das leis do associacionismo, que,
segundo o mesmo, regem todos os nossos processos mentais, qualquer que
seja a sua complexidade:

 Lei da continuidade: dois processos psiquicos que se dão


simultânea ou sucessivamente associam-se entre si;
 Lei da frequência: as associações que se fazem mais
frequentemente são as que acabam por ser mais duradouras
e estáveis;
 Lei da proximidade temporal: as associações que se
fizerem mais recentemente são também as mais duradouras
e estáveis.
Resumo
O problema do dualismo alma-corpo, presente nos povos
primitivos, foi objecto da filosofia grega (Platão e Aristóteles) e
chegou a ser quase uma obsessão para a filosofia ocidental no
século XVII.pretendeu-se resolver o problema de relação alma-
corpo.
O associanismo inglês, especificamente mental, busca a
explicação do complexo mundo mental e intelectual, partindo
do conhecimento e análise da mente, da ideia, do conhecimento
e da consciência intelectual.
- Diferentes Modelos para se fazera História da
Psicologia.
- Modelos de História da Psicologia

Existem muitos modos de estudar a história da


psicologia:
• A cronologia ou a crônica dos eventos;
• É também a imposição do caracter diacrônico
da narrativa.
No início deste século, a história da
psicologia caracterizou-se por grandes
escolas ou sistemas. Estas escolas eram
formulações teóricas sobre o que é ou deve
ser psicologia.
Autores que organizam suas narrativas
históricas em função destas escolas
foram Heidbreder (1933), Woodworth
e Sheedan, (1964), Wolman (1960),
Marx e Hillix (1963).
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Am é r i c a
Modelos da história
Sobre os modelos da história, devemos considerar quatro modelo
fundamentais de história da psicologia que são: o Zeitgeist (o esperito do
tempo); Grandes homens; abordagens psicanalitica e Visão
multifactorial.

1. Zeitgeist (o esperito do tempo): Wolfgang Goethe


(1749-1832), viu este modelo como um conjunto de
opiniões que dominam um momento especifico da historia
e que, sem nosso saber, forma o pensamento de todos os
que vivem em seu contexto;
Este modelo não caracteriza e
descreve, mas Modelos da história
determina,
controla a conduta da sociedade
humana no tempo e lugares
especiíficos.

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3. Abordagem Psicanalítica
Fala-se de Psicohistoria. Em ultima analise toda historia é
uma psicohistoria, o estudo do comportamento dos homens
e dos grupos de homens.

A psicologia cientifica põe enfase nos estudos das leis


gerais do comportamento. O histotidaor está interssado no
comportamento de indviduos.
Modelos da história

4. Uma Visão multifactorial


Os enventos históricos como todos os eventos que concerne a
conduta humana. O modelo teve que acomodar uma variedade de
estrategias:
• Dirigir a tenção do historiador a variaveis que podem ser
examinadas impiricamente;
• Que suprem uma base valida para a sintese historica. Ambos, o
actor e o contexto, devem ser considerados.
Dentre os modelos acima apresentado, diversos
actores defende que existem diversos modos de
se estuda a a historia da psicologia. Um modo
muito usual é a cronologia ou a crônica dos
eventos.
Métodos Históricos

Em princípio, a pesquisa histórica não difere de


outras categorias de pesquisa: Pesquisa
Histórica = E (evidência) versus T (teoria).
Evidência coordenada e interpretada pela
teoria. Para nos referirmos aos métodos sobre
a história devemos nos ater a coletar e
interpretar a evidência.
A pesquisa histórica envolve técnicas distintas da pesquisa de
laboratório, clínica, ou de ambiente social.

Uma das técnicas do método histórico a ter em atenção é a


descrição e à interpretação.

A historiografia começa com o relato de quem fez, o que fez,


quando, e em que lugar, porém procura fazer um relato que
explica não só “o quê” mas o “porquê”.
Na psicologia, preferi-se o modelo geral de conduta proposto por
Woodworth (S-O-R, estímulo-organismo-resposta) ao modelo S-R
(estimulo-resposta) do behaviorismo clássico. O modelo de Woodworth
(1869-1962) tem a vantagem do paralelismo com as três categorias de
dados históricos:

 Factos que concernem à situação;


 Factos acerca da gente que participa do evento;
 Factos que se referem ao evento mesmo.
Alguns historiadores acham proveitoso diferenciar entre duas categorias
ou classes de condições:
 1) antecedentes; são considerados como condições gerais, condições
que fazem possível um evento;
 2) agentes precipitantes: são condições específicas, particulares, que
fazem o evento inevitável.

Na perspectiva do modelo S-O-R da conduta, os eventos são


condicionados por processos de estimulação externa e de estimulação
interna (percepções, crenças, aspirações, expectativas).
O Pluralismo Metodológico na História da Psicologia

Após a crise dos modelos historiográficos tradicionais (positivista, idealista,


marxista), a grande maioria dos historiadores contemporâneos concorda com o
facto de que a historiografia não dispõe de arcabouços metodológicos
preestabelecidos. Escolhem-se as modalidades de elaboração dos dados a partir
do dar-se efectivo da indagação que, por sua vez, inscreve-se no contexto social e
cultural ao qual o próprio historiador pertence.

Esta pluralidade de caminhos metodológicos diz respeito


aos dois campos:
• a História dos Saberes Psicológicos;
• História da Psicologia Científica.
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Conclusão
Ressaltamos, por fim, que componentes essenciais do método
historiográfico, bem como dos critérios que norteiam a escolha dos
objetos de estudo, são a curiosidade, as perguntas e os interesses
culturais e sociais de cada estudioso. Se, conforme escreve Ariès, "a
história se concebe como um diálogo onde o presente não está nunca
ausente,” a reconstrução histórica é “não apenas uma técnica de
especialista, mas uma maneira de ser no tempo do homem moderno”
(Áries, 1989, p. 246).
Muito Obrigado pela vossa atenção
Referências Bibliográficas
 Freitas, R. H., org. (2008). História da psicologia: pesquisa, formação, ensino [online]. Rio de
Janeiro: Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, 133 p. ISBN:. Available from SciELO Books
<http://books.scielo.org>.
 Gomes, W. B., (S/D). Introdução ao estudo de História da Psicologia. Revista de Psicologica.
 Cambaúva, L. G., Silva, L. C. Da e Ferreira, W., (1998). Reflexões sobre o estudo da História da
Psicologia. Universidade Estadual de Maringá, p. 207-227, serie 3.
 Caparros, A. (1999). História da Psicologia. Editora Platano, 1ª edição. Lisboa.

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