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AULÃO

PÓS-MÉDIO
2020

HISTÓRIA

 Acolhida – A Universidade Popular


 Ciências Humanas no ENEM (O que esperar?)
 O que o ENEM exige de você?
 Competências e Habilidades
 Temas recorrentes
 BIZURADA
 Materiais de apoio
ACOLHIDA

ACOLHIDA


CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS
TECNOLOGIAS

 O que esperávamos;
 Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade;
 Possibilidades no novo contexto.
O que o ENEM exige de você?

a) Interpretar

O treino, não simplesmente como repetição, é importante para interpretar um texto, na medida
em que o estudante amplia seu vocabulário e, ao ler textos cada vez mais longos, desenvolva o
poder de concentração. A leitura de qualquer gênero textual e de variadas fontes como jornais
e revistas, contribui para saber interpretar linguagem figurada e identificar múltiplos
significados de uma mesma expressão. Fazer fichamento do livro didático ou de outras fontes
e resumir textos, também é importante para melhorar a interpretação. Perceba que a boa
compreensão de um texto ou enunciado é feita com mais de uma leitura.

Na primeira leitura, identificam-se as informações principais e após a segunda, é possível


observar detalhes e entender o seu significado. Em uma prova, é interessante que se leia a
questão, leia as respostas e depois volte para a questão, para garantir um bom entendimento
do que foi pedido ou mais; dependendo do tempo disponível, faça um rápido esquema com as
ideias principais do enunciado. Use marcação no texto, destacando palavras-chaves e as ideias
mais importantes.
O que o ENEM exige de você?

b) Analisar
A analise crítica é muito exigida na elaboração da redação do ENEM, porém
nas questões de Ciências Humanas a cobrança ocorre de outra maneira, uma
vez que 7 O que o ENEM exige de você? Capítulo 3 as questões na forma de
testes de múltipla escolha, já apresentam as cinco possibilidades de resposta.
Nesse sentido a análise já aparece na questão e cabe ao estudante ter a
percepção de identifica-la.
A prova do ENEM exige tanto a análise de grandes sistemas (história macro,
estrutural) quanto às particularidades e as experiências de diferentes grupos
(micro-história).
De uma forma geral estamos habituados com o ensino da macro história, com
os grandes movimentos e as grandes revoluções e não da micro história, que
destaca aspectos peculiares de grupos sociais – como os indígenas do Brasil,
com seus costumes– e movimentos sociais de grupos considerados marginais.
O que o ENEM exige de você?

c) Comparar
Uma das principais ênfases da prova de Ciências Humanas está colocada nos
conteúdos que tratam de problemas sociais. Temas da atualidade estão
presentes, de alguma forma, em todas as competências, pois a proposição de
alternativas para a resolução de problemas é uma preocupação do ENEM
como um todo. Por isso, há muitas questões ligadas aos conteúdos da História
do Tempo Presente, privilegiando a compreensão dos processos sociais no
Brasil e do mundo na contemporaneidade e em suas relações com o passado.

Nesse sentido é importante não apenas se manter informado sobre as


atualidades como conhecer suas origens e ser capaz de propor alternativas
lógicas e plausíveis para resolver os problemas, além de comparar diferentes
pontos de vista, presentes em textos analíticos e interpretativos.
O que o ENEM exige de você?

d) Associar
A capacidade de associação pode ser exigida de maneiras diferentes.
Uma maneira de o Exame cobrar essa capacidade é com a
interdisciplinaridade, afinal, tratamos de uma parte do exame, de “ciências
humanas” que, teoricamente, não é dividido em disciplinas.
A origem e desenvolvimento das formas de pensar e expressões culturais
diretamente relacionadas às questões filosóficas e sociológicas, assim como
as guerras, conquistas, grandes diásporas, formação de impérios surgem
diretamente associadas aos aspectos geográficos.
Um dos aspectos que é mais trabalhado em aulas de história refere-se aos
interesses envolvidos nas transformações, sejam interesses de classes
sociais (plebe, nobreza, burguesia) ou de instituições (igreja, exército), que
podem variar ao longo do tempo
O que o ENEM exige de você?

e) Identificar
Em determinadas questões a preocupação inicial do ENEM é com a capacidade
do estudante Identificar a “situação problema” proposta, sem a qual torna-se
impossível chegar a alternativa correta. Diversos momentos da história passada e
presente estão associados às transformações, portanto a rupturas e envolvem
interesses sociais. O mesmo se aplica as transformações espaciais e do meio
ambiente, movidas por aspectos naturais ou por interesses socioeconômicos, ou
ainda pela combinação de ambos. Deve-se considerar ainda os aspectos
filosóficos que embasam as transformações sociais e políticas e como se alteraram
ao longo do tempo, destacando-se as temáticas propostas por pensadores que são
estudados no ensino médio e que trataram de temas como Estado, Nação ou
Direitos Sociais. Neste ponto vale a pena reforçar a necessidade de compreender
as concepções filosóficas que justificam as diversas formas de organização social
e política dos Estados ao longo do tempo.
PARA ALÉM DO CONTEÚDO...

 MATRIZ DE REFERÊNCIA
 COMPETÊNCIAS
 HABILIDADES
MATRIZ DE REFERÊNCIA
ENEM

EIXOS COGNITIVOS (comuns a todas as áreas de conhecimento)

 I. Dominar linguagens (DL): dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens
matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa.

 II. Compreender fenômenos (CF): construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a
compreensão de fenômenos naturais, de processos históricogeográficos, da produção tecnológica e das
manifestações artísticas.

 III. Enfrentar situações-problema (SP): selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações
representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.

 IV. Construir argumentação (CA): relacionar informações, representadas em diferentes formas, e


conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente.

 V. Elaborar propostas (EP): recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de
propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a
diversidade sociocultural.
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Humanas e suas Tecnologias

 COMO ESTUDADAR?
Veja um exemplo. A questão a
seguir está no Exame de 2014

Parecer CNE/CP no 3/2004, que instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das
Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Procura-se
oferecer uma resposta, entre outras, na área da educação, à demanda da população afrodescendente, no
sentido de políticas de ações afirmativas. Propõe a divulgação e a produção de conhecimentos, a
formação de atitudes, posturas que eduquem cidadãos orgulhosos de seu pertencimento étnico-racial —
descendentes de africanos, povos indígenas, descendentes de europeus, de asiáticos — para interagirem
na construção de uma nação democrática, em que todos igualmente tenham seus direitos garantidos.
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Disponível em: www.semesp.org.br. Acesso em: 21 nov. 2013 (adaptado).

A orientação adotada por esse parecer fundamenta uma política pública e associa o princípio da inclusão
social a

a) práticas de valorização identitária.


b) medidas de compensação econômica.
c) dispositivos de liberdade de expressão.
d) estratégias de qualificação profissional.
e) instrumentos de modernização jurídica.

 A primeira característica a destacar é: em qual capítulo de seu livro essa
“matéria” foi ensinada? A questão trata claramente da formação da
identidade nacional, no Brasil, destacando a importância de um grupo
considerado como “minoria”, aqueles de origem africana, e a
preocupação da garantia de Direitos.
 Estados com políticas que visam garantir o bem estar dos cidadãos criam
formas de integrar os indivíduos de todas as etnias no meio social em
que estão inseridos, um ótimo exemplo para ilustrar isso são as ações
afirmativas, que buscam integrar e valorizar as diferenças, além de gerar
oportunidades para indivíduos históricamente desprivilegiados.

 A questão se enquadra na Competência 1 e nas habilidades 3 e 5 ao


mesmo tempo
Exemplo de 2014

A Praça da Concórdia, antiga Praça Luís XV, é a maior praça pública de Paris. Inaugurada em
1763, tinha em seu centro uma estátua do rei. Situada ao longo do Sena, ela é a intersecção de
dois eixos monumentais. Bem nesse cruzamento está o Obelisco de Luxor, decorado com
hieróglifos que contam os reinados dos faraós Ramsés II e Ramsés 111. Em 1829, foi oferecido
pelo vice-rei do Egito ao povo francês e, em 1836, instalado na praça diante de mais de 200 mil
espectadores e da família real.
NOBLAT, R. Disponivel em: www.oglobo.com. Acesso em:
12 dez. 2012.

A constituição do espaço público da Praça da Concórdia ao longo dos anos manifesta o(a)

a) lugar da memória na história nacional.


b) caráter espontâneo das festas populares.
c) lembrança da antiguidade da cultura local.
d) triunfo da nação sobre os países africanos.
e) declínio do regime de monarquia absolutista.

 Você aprendeu na escola sobre a Praça da Concórdia? Já tinha ouvido
falar do Obelisco de Luxor? Pode imaginar as relações imperialistas da
França no século XIX, época do neocolonialismo, porém a questão não
exige conhecimentos factuais, não depende da matéria do livro /
apostila, mas de interpretação do texto, que se torna mais fácil quando
percebe que o ENEM valoriza, de fato, determinadas habilidades e não
necessariamente o conhecimento de uma determinada parte do
“conteúdo”.
 A Praça da Concórdia é um local histórico, de muito valor para França e
para o mundo. A Primavera dos povos também se fez presente neste
lugar. Esta questão tem o intuito de cobrir as expectativas sobre
patrimônios culturais e a leta A contempla nosso esperado.

 Essa questão também se relaciona à Competência 1 e a Habilidade 2


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Humanas e suas Tecnologias

ENEM 2014

A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, que começa a ser construída apenas em 1905, foi criada,
ao contrário das outras grandes ferrovias paulistas, para ser uma ferrovia de penetração,
buscando novas áreas para a agricultura e povoamento. Até 1890, o café era quem ditava o
traçado das ferrovias, que eram vistas apenas como auxiliadoras da produção cafeeira.
CARVALHO, D. F. Café, ferrovias e crescimento populacional: o florescimento da região
noroeste paulista. Disponível em: www.historica.arquivoestado.sp.gov.br. Acesso em: 2 ago.
2012.

Essa nova orientação dada à expansão ferroviária, durante a Primeira República, tinha como
objetivo a

a) a articulação de polos produtores para exportação.


b) criação de infraestrutura para atividade industrial.
c) integração de pequenas propriedades policultoras.
d) valorização de regiões de baixa densidade demográfica.
e) promoção de fluxos migratórios do campo para a cidade.

 O principal objetivo para a expansão ferroviária era o
escoamento do café, porém, um outro objetivo pouco
abordado é a intensão de povoamento de áreas
afastadas e de baixa densidade, como aborda a
questão.

 A questão está associada à Competência 2 e a


Habilidade 9
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Humanas e suas Tecnologias

ENEM 2014

TEXTO I
O presidente do jornal de maior circulação do país destacava também os avanços econômicos
obtidos naqueles vinte anos, mas, ao justificar sua adesão aos militares em 1964, deixava clara sua
crença de que a intervenção fora imprescindível para a manutenção da democracia.
Disponivel em: http://oglobo.globo.com. Acesso em: 1 set. 2013 (adaplado).
TEXTO II
Nada pode ser colocado em compensação à perda das liberdades individuais. Não existe nada de
bom quando se aceita uma solução autoritária.
FICO, C. A educação e o golpe de 1964. Disponivel em: www.brasilrecente.com.Acesso em: 4 abro 2014 (adaptado).

Embora enfatizem a defesa da democracia, as visões do movimento político-militar de 1964


divergem ao focarem, respectivamente:

a) Razões de Estado – Soberania popular.


b) Ordenação da Nação – Prerrogativas religiosas.
c) Imposição das Forças Armadas – Deveres sociais.
d) Normatização do Poder Judiciário – Regras morais.
e) Contestação do sistema de governo – Tradições culturais.

 A questão exige capacidade de análise, interpretação
e comparação, acerca de um processo político recente
na História do Brasil.

 Há críticas plausíveis para aceitação ou repúdio ao


Regime Militar e os textos refletem ambos contrastes.
O primeiro mostra que a intervenção foi necessária
para a manutenção do sistema e o segundo preza
irredutivelmente pela liberdade.

O problema central a ser resolvido pelo Novo Regime era a organização de outro
pacto de poder que pudesse substituir o arranjo imperial com grau suficiente de
estabilidade. O próprio presidente Campos Sales resumiu claramente seu objetivo: “É
de lá, dos estados, que se governa a República, por cima das multidões que tumultuam agitadas
nas ruas da capital da União. A política dos estados é a política nacional”.
CARVALHO. J. M. Os Bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Lelras, 1987
(adaptado).

Nessa citação, o presidente do Brasil no período expressa uma estratégia política no


sentido de

a) governar com a adesão popular.


b) atrair o apoio das oligarquias regionais.
c) conferir maior autonomia às prefeituras.
d) democratizar o poder do governo central.
e) ampliar a influência da capital no cenário nacional.

 Uma questão de interpretação de texto, mas que se
torna mais fácil com o conhecimento histórico. Está
relacionada à Competência 3 e à Habilidade 11.

 Campos Salles dá início no Brasil a chamada


República Oligárquica, onde um número seleto de
famílias comandavam a política do Brasil sobre um
âmbito de valorização da agroexportação,
principalmente do produto café.
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Humanas e suas Tecnologias


A charge, datada de 1910, ao retratar a
implantação da rede telefônica no Brasil, indica
que esta:

a) permitiria aos índios se apropriarem da


telefonia móvel.

b) ampliaria o contato entre a diversidade de


povos indígenas.

c) faria a comunicação sem ruídos entre grupos


sociais distintos.

d) restringiria a sua área de atendimento aos


estados do norte do país.

e) possibilitaria a integração das diferentes


regiões do território nacional.

 Para a resolução desta questão é importante a leitura atenta
das informações apresentadas pela imagem. A questão fala
sobre o encurtamento das distâncias possibilitado pelo avanço
das comunicações como, por exemplo, a implantação da rede
telefônica no Brasil. A questão procura o desdobramento
correto deste processo, neste sentido, a opção E é a mais
adequada pois apresenta a ideia que o território brasileiro
estaria mais integrado, sendo possíveis as trocas entre as
diversas regiões.
 Questão de interpretação, relacionada à Competência 4 e à
Habilidade 16. A próxima também!
Considerando-se a dinâmica
entre tecnologia e organização do
trabalho, a representação contida
no cartum é caracterizada pelo
pessimismo em relação à

NEVES, E. Engraxate. Disponível em:


a) ideia de progresso.
www.grafar.blogspot.com. Acesso em: 15 fev. b) concentração do capital.
2013.
c) noção de sustentabilidade.
d) organização dos sindicatos.
e) obsolescência dos
equipamentos.

 A questão, de interpretação e análise da imagem, tem uma conotação
sociológica e retrata uma visão acerca das transformações provocadas
pelo processo de mecanização da sociedade, associada às Habilidades
16, 17 e 18

 A Revolução Industrial que ocorre na Inglaterra e depois perpassa


mundo afora sofre muitas críticas e muda a concepção da prestação de
trabalho. O Socialismo de Karl Marx propõe muitas análises sobre o
tema, porém, a maior verdade é que o senso comum da época tinha a
visão de que a tecnologia estava substituindo a mão de obra humana e
prejudicando os vínculos empregatícios.
Agora confira uma questão do Enem de
Ciências Humanas referente
a competência de área 4 e habilidade 16:

(ENEM 2010) Um banco inglês decidiu cobrar de seus clientes cinco libras toda vez que recorressem aos
funcionários de suas agências. E o motivo disso é que, na verdade, não querem clientes em suas agências; o que
querem é reduzir o número de agências, fazendo com que os clientes usem as máquinas automáticas em todo o tipo
de transações. Em suma, eles querem se livrar de seus funcionários.

HOBSBAWM, E. O novo século. São Paulo: Companhia das Letras, 2000 (adaptado).

O exemplo mencionado permite identificar um aspecto da adoção de novas tecnologias na economia capitalista
contemporânea. Um argumento utilizado pelas empresas e uma consequência social de tal aspecto estão em:

 a) qualidade total e estabilidade no trabalho.

 b) pleno emprego e enfraquecimento dos sindicatos

 c) diminuição dos custos e insegurança no emprego.

 d) responsabilidade social e redução do desemprego.

 e) maximização dos lucros e aparecimento de empregos.


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Compreende-se assim o alcance de uma reivindicação que surge desde o
nascimento da cidade na Grécia antiga: a redação das leis. Ao escrevê-las, não se
faz mais que assegurar-lhes permanência e fixidez. As leis tornam-se bem comum,
regra geral, suscetível de ser aplicada a todos da mesma maneira.
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992 (adaptado).

Para o autor, a reivindicação atendida na Grécia antiga, ainda vigente no mundo


contemporâneo, buscava garantir o seguinte princípio:

a) Isonomia — igualdade de tratamento aos cidadãos.


b) Transparência — acesso às informações governamentais.
c) Tripartição — separação entre os poderes políticos estatais.
d) Equiparação — igualdade de gênero na participação política.
e) Elegibilidade — permissão para candidatura aos cargos públicos.

 Está ligada à Competência 5 e as Habilidades 24 e 25.

O conceito de isonomia surgiu na Grécia Antiga, e defende a


máxima: todos os cidadãos são iguais, não devendo haver nenhuma
distinção entre elas dentro de uma sociedade. A isonomia é o pilar
básico de uma democracia. A única questão que o aluno não pode se
confundir quando analisar a isonomia grega, é o conceito de
cidadania. Todos tinham o tratamento igual, porém nem todos eram
cidadãos gregos: escravos, mulheres e menores de 20 anos não eram
considerados cidadãos na Grécia antiga.
 A discussão levantada na charge, publicada logo
após a promulgação da Constituição de 1988, faz
referência ao seguinte conjunto de direitos:

a) Civis, como o direito à vida, à liberdade de


expressão e à propriedade.

b) Sociais, como direito à educação, ao trabalho e


à proteção à maternidade e à infância.

c) Difusos, como direito à paz, ao


desenvolvimento sustentável e ao meio
ambiente saudável.

d) Coletivos, como direito à organização sindical,


à participação partidária e à expressão
religiosa.

PAIVA, M. Disponível em: www.redes.unb.br. e) Políticos, como o direito de votar e ser votado,
Acesso em: 25 maio 2014 à soberania popular e à participação
democrática.

 A constituição de 1988, também conhecida como constituição
cidadã, traz para o brasileira uma série de direitos sociais. Muitas
enxergam esta medida como compensatória, visto o período que
avinhamos acabado de passar, porém, a verdade é que torna-se
um momento único na história, dando vida a força social
esmaecida por tanto tempo. É apenas nesta constituição que
medidas de inclusão social visando a equidade racial são
aplicadas.

 Na questão seguinte, independentemente do ano em que foi


publicada a charge, trata da Habilidade 24.
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Humanas e suas Tecnologias


Se compararmos a idade do planeta Terra, avaliada em quatro e meio bilhões de anos (4,5 .
109 anos), com a de uma pessoa de 45 anos, então, quando começaram a florescer os
primeiros vegetais, a Terra já teria 42 anos. Ela só conviveu com o homem moderno nas
últimas quatro horas e, há cerca de uma hora, viu-o começar a plantar e a colher. Há menos
de um minuto percebeu o ruído de máquinas e de indústrias e, como denuncia uma ONG
de defesa do meio ambiente, foi nesses últimos sessenta segundos que se produziu todo o
lixo do planeta!

O texto acima, ao estabelecer um paralelo entre a idade da Terra e a de uma pessoa, pretende mostrar que

a) a agricultura surgiu logo em seguida aos vegetais, perturbando desde então seu desenvolvimento.
b) o ser humano só se tornou moderno ao dominar a agricultura e a indústria, em suma, ao poluir.
c) desde o surgimento da Terra, são devidas ao ser humano todas as transformações e perturbações.
d) o surgimento do ser humano e da poluição é cerca de dez vezes mais recente que o do nosso planeta.
e) a industrialização tem sido um processo vertiginoso, sem precedentes em termos de dano ambiental.

 Habilidade 28.
Quais os assuntos mais
cobrados de História no Enem

 História do Brasil

Comparativamente, conteúdos de História do Brasil costumam ser mais cobrados do que História Geral na
prova do Enem. De acordo com a coordenadora de avaliações educacionais do Sistema Poliedro, Jéssika
Anastácio, vale focar em conteúdos que passam por aspectos relacionados à cultura, patrimônio, estrutura
política, organização da sociedade e relações entre Estados nacionais. Nesse sentido, dê atenção especial aos
acontecimentos da Idade Contemporânea e do colonialismo. Em termos de número de questões, os assuntos
mais presentes de História do Brasil nos últimos anos de Enem foram:

Segundo Reinado (12,3%)
Governos pós-Ditadura Militar (12,3%)
Era Vargas (11,1%)
República Velha (9,9%)
Administração colonial (4,9%)
Ditadura Militar (4,9%)
Sistema e economia colonial (4,9%)
República Populista (2,5%)
Crise do Sistema Colonial (2,5%)
Processo de Independência (1,2%)
 História Geral

Embora tenha as questões concentradas em menos conteúdos, as questões de História Geral
ainda correspondem a cerca de 33,5% da prova de História do Enem. Nessa área, a dica é focar
nos conflitos de relevância internacional e nas transformações da sociedade decorrentes do
surgimento do capitalismo e do desenvolvimento industrial e tecnológico. 
Segunda Guerra Mundial e suas consequências (13,6%)
Baixa Idade Média (8,6%)
Grécia e Roma (4,9%)
Reformas e Revoluções (2,5%)
Segunda Revolução Industrial e Primeira Guerra Mundial (1,2%)
Grandes Navegações (1,2%)
Revolução Industrial e Iluminismo (1,2%)

Fonte:
https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quais-os-assuntos-mais-cobrados-de-historia-no-
enem
/
FIQUEM ATENTOS PARA
2020

 ANTIGUIDADE ORIENTAL – HEBREUS/JUDEUS
 GRÉCIA - ESPARTA
 GRANDES NAVEGAÇÕES
 PATRIMÔNIO
 BRASIL IMPÉRIO
 REFORMA PROTESTANTE
 LIBERALISMO ECONÔMICO
 REVOLUÇÕES INDUSTRIAIS
 EPIDEMIAS (PESTE DA IDADE MÉDIA E GRIPE ESPANHOLA DE 1918)
 GUERRAS MUNDIAIS
 HOLOCAUSTO
 PÓS-GUERRA: CRIAÇÃO DO ESTADO JUDEU (ISRAEL)
BIZURADA

Introdução à História


O estudo e a escrita da História são realizados com base em pesquisas documentais e interpretações de fatos históricos.
Como não é possível reconstruir o passado tal como aconteceu, os historiadores utilizam fontes, que podem ser
interpretadas de maneiras diferentes, e, por isso, existe uma grande diversidade de produções historiográficas a
respeito de um mesmo tema. No decorrer do tempo, o conceito, o uso e o critério de seleção das fontes históricas
mudou.
Atualmente, é correto afirmar que:

a) toda fonte histórica é necessariamente escrita, as demais são consideradas fontes pré-históricas.

b) o historiador deve priorizar as fontes com notória imparcialidade, tais como jornais e revistas, que retratam o dia a
dia de uma cidade, um estado ou mesmo um país, da forma mais fiel possível.

c) filmes, obras literárias, histórias em quadrinho e pinturas não podem ser consideradas fontes históricas, pois não
têm compromisso com a verdade.

d) as diversas manifestações artísticas, como escultura, pintura ou uma canção, podem ser consideradas fontes
históricas, na medida em que retratam o espírito de um tempo.

e) o documento escrito, de preferência o oficial, imprime um caráter de seriedade ao trabalho do historiador, evitando
que ele trabalhe com mentiras e falsificações.
ENEM 2010
Quem construiu a Tebas de sete portas?
Nos livros estão nomes de reis.

Arrastaram eles os blocos de pedra?
E a Babilônia várias vezes destruída. Quem a reconstruiu tantas vezes?
Em que casas da Lima dourada moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros, na noite em que a Muralha da China ficou pronta?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os ergueu? Sobre quem triunfaram os césares?

BRECHT, B. Perguntas de um trabalhador que lê. Disponível em: http://recantodasletras.uol.com.br. Acesso em: 28 abr. 2010.

Partindo das reflexões de um trabalhador que lê um livro de História, o autor censura a memória construída sobre determinados monumentos e
acontecimentos históricos.
A crítica refere-se ao fato de que

a) os agentes históricos de uma determinada sociedade deveriam ser aqueles que realizaram feitos heroicos ou grandiosos e, por isso, ficaram
na memória.

b) a História deveria se preocupar em memorizar os nomes de reis ou dos governantes das civilizações que se desenvolveram ao longo do
tempo.

c) grandes monumentos históricos foram construídos por trabalhadores, mas sua memória está vinculada aos governantes das sociedades que
os construíram.

d) os trabalhadores consideram que a História é uma ciência de difícil compreensão, pois trata de sociedades antigas e distantes no tempo.

e) as civilizações citadas no texto, embora muito importantes, permanecem sem terem sido alvos de pesquisas históricas.
ENEM 2016

A história não corresponde exatamente ao que foi realmente conservado na memória
popular, mas àquilo que foi selecionado, escrito, descrito, popularizado e
institucionalizado por quem estava encarregado de fazê-lo. Os historiadores, sejam quais
forem seus objetivos, estão envolvidos nesse processo, uma vez que eles contribuem,
conscientemente ou não, para a criação, demolição e reestruturação de imagens do
passado que pertencem não só ao mundo da investigação especializada, mas também à
esfera pública na qual o homem atua como ser político.
HOBSBAWM, E.; RANGER, T. A invenção das tradições. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984 (adaptado).

Uma vez que a neutralidade é inalcançável na atividade mencionada, é tarefa do


profissional envolvido

a) Criticar as ideias dominantes.


b) respeitar os interesses sociais.
c) defender os direitos das minorias.
d) explicitar as escolhas realizadas.
e) satisfazer os financiadores de pesquisas.
PRÉ-HISTÓRIA

ENEM 2011 - Gravuras e pinturas são duas modalidades da prática gráfica rupestre,
feitas com recursos técnicos diferentes. Existem vastas áreas nas quais há
dominância de uma ou outra técnica no Brasil, o que não impede que ambas
coexistam no mesmo espaço. Mas em todas as regiões há mãos, pés, antropomorfos
e zoomorfos. Os grafismos realizados em blocos ou paredes foram gravados por


meio de diversos recursos: picoteamento, entalhes e raspados.
DANTAS, M. Antes: história da pré-história. Brasília: CCBB, 2006.

.
Nas figuras que representam a arte da pré-
história brasileira e estão localizadas no sítio
arqueológico da Serra da Capivara, estado do
Piauí, e, com base no texto, identificam-se

a) imagens do cotidiano que sugerem caçadas,


danças, manifestações rituais.
b) cenas nas quais prevalece o grafismo entalhado
em superfícies previamente polidas.
c) aspectos recentes, cujo procedimento de datação
indica o recuo das cronologias da prática pré-
histórica.
d) situações ilusórias na reconstituição da pré-
história, pois se localizam em ambientes
degradados.
e) grafismos rupestres que comprovam que foram
realizados por pessoas com sensibilidade estética.
(FATEC/2018-2) Aproximadamente 12 mil anos atrás, a última era glacial
chegava ao fim. Nesse período, os grupos humanos da região do chamado
“Crescente Fértil” já haviam aperfeiçoado o uso de ossos, madeira e marfim para
fabricar agulhas com furos, arpões, lanças, pontas e garfos e, usando pedras
polidas, começaram a fabricar enxadas, foices, pilões e machados, inaugurando
um período que chamamos de Neolítico.

Esse período é caracterizado principalmente pela

a) descoberta do fogo e pela invenção da escrita.

b) descoberta da fundição dos metais e pelo surgimento das primeiras


cidades.

c) invenção da agricultura e pela sedentarização dos primeiros grupos


humanos.

d) invenção da roda e pela mecanização da produção agrícola.

e) invenção dos números e pelo surgimento do capitalismo.


MESOPOTÂMIA

A região do “crescente fértil" costuma ser definida como um dos
principais “berços" da civilização, quando a humanidade deu os
primeiros passos em direção à construção do conceito de Estado.


Sobre essa região e seu contexto geopolítico e histórico, é CORRETO
afirmar que
 
a) Era definida a partir da abrangência de grandes rios, facilitadores
da atividade agrícola, como o Nilo, o Tigre e o Eufrates.

b) Era definida a partir de grandes áreas de cultura de trigo, como a


antiga cidade de Tróia, palco da Guerra do Peloponeso.

c) Situada no centro do continente africano, deu origem ao homem


moderno, também conhecido como homo habilis.

d) Compreendia todo o oriente médio e se estendia a oriente,


abrangendo também territórios que constituem a atual Índia.
EGITO

ENEM 2009 - O Egito é visitado anualmente por milhões de turistas de todos os
quadrantes do planeta, desejosos de ver com os próprios olhos a grandiosidade
do poder esculpida em pedra há milênios: as pirâmides de Gizeh, as tumbas do
Vale dos Reis e os numerosos templos construídos ao longo do Nilo.


O que hoje se transformou em atração turística era, no passado, interpretado de
forma muito diferente, pois

a) significava, entre outros aspectos, o poder que os faraós tinham para escravizar grandes
contingentes populacionais que trabalhavam nesses monumentos.

b) representava para as populações do alto Egito a possibilidade de migrar para o sul e


encontrar trabalho nos canteiros faraônicos.

c) significava a solução para os problemas econômicos, uma vez que os faraós sacrificavam
aos deuses suas riquezas, construindo templos.

d) representava a possibilidade de o faraó ordenar a sociedade, obrigando os desocupados a


trabalharem em obras públicas, que engrandeceram o próprio Egito.

e) significava um peso para a população egípcia, que condenava o luxo faraônico e a religião
baseada em crenças e superstições.

O Egito Antigo tinha sua organização política
constituída por uma monarquia teocrática em que o
Faraó era considerado um “deus” na terra. Este exercia
autoridade absoluta concentrando em suas mãos poder
político e religioso. A forma de trabalho estabelecida no
Egito era a servidão coletiva e a escravidão. Nesse
sentido, o faraó comandava esses trabalhadores não
somente na produção da agricultura, mas também na
construção monumentos que tinham como objetivo
demonstrar o seu poder e cultuar os deuses.
(ENEM 2008) Ao visitar o Egito do seu tempo, o historiador grego Heródoto (484 –
420/30 a.C.) interessou-se por fenômenos que lhe pareceram incomuns, como as
cheias regulares do rio Nilo. A propósito do assunto, escreveu o seguinte:

“Eu queria saber por que o Nilo sobe no começo do verão e subindo continua durante cem dias; por que ele se retrai e a


sua corrente baixa, assim que termina esse número de dias, sendo que permanece baixo o inverno inteiro, até um novo
verão. Alguns gregos apresentam explicações para os fenômenos do rio Nilo. Eles afirmam que os ventos do noroeste
provocam a subida do rio, ao impedir que suas águas corram para o mar. Não obstante, com certa freqüência, esses ventos
deixam de soprar, sem que o rio pare de subir da forma habitual. Além disso, se os ventos do noroeste produzissem esse
efeito, os outros rios que correm na direção contrária aos ventos deveriam apresentar os mesmos efeitos que o Nilo,
mesmo porque eles todos são pequenos, de menor corrente.” (Heródoto. História (trad.). livro II, 19-23. Chicago:
Encyclopaedia Britannica Inc. 2.ª ed. 1990, p. 52-3 (com adaptações)).

Nessa passagem, Heródoto critica a explicação de alguns gregos para os fenômenos do rio Nilo. De acordo com o texto,
julgue as afirmativas abaixo.

I- Para alguns gregos, as cheias do Nilo devem-se ao fato de que suas águas são impedidas de correr para o mar pela força
dos ventos do noroeste.
II- O argumento embasado na influência dos ventos do noroeste nas cheias do Nilo sustenta-se no fato de que, quando os
ventos param, o rio Nilo não sobe.
III- A explicação de alguns gregos para as cheias do Nilo baseava-se no fato de que fenômeno igual ocorria com rios de
menor porte que seguiam na mesma direção dos ventos.

É correto apenas o que se afirma em

a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.

(UFPE) Entre os povos do oriente médio, os hebreus foram os que mais
influenciaram a cultura da civilização ocidental, uma vez que o cristianismo é
considerado como uma continuação das tradições religiosas hebraicas.
A partir do texto anterior, assinale a alternativa incorreta:


a) Originários da Arábia, os hebreus constituíram dois reinos: o de Judá e o de
Israel na Palestina.

b) As guerras geraram a unidade política dos hebreus. Essa unidade se firmou


primeiro em torno de juízes e, depois, em volta dos reis.

c) Os profetas surgiram na Palestina por volta dos séculos VIII e VII a.C., quando
ocorreu uma onda de protestos dos trabalhadores contra os comerciantes.

d) A religião hebraica passou por diversas fases, evoluindo do politeísmo ao


monoteísmo difundido pelos profetas.

e) Os hebreus organizaram-se social e economicamente com base na propriedade


da terra, o que deu início à Diáspora.
(UFTPR/PR) Os hebreus se constituíram inicialmente em um pequeno grupo de pastores nômades, organizados
em clãs, chefiados por um patriarca. Conduzidos por Abraão, deixaram a cidade de Ur, na Mesopotâmia, e se
fixaram na Palestina ("Canaã", a Terra Prometida), por volta de 2000 a.C. Todavia, entre os povos da
Antiguidade Oriental, os hebreus foram um dos que mais influenciaram a cultura da civilização ocidental, uma
vez que o cristianismo é considerado uma continuação das tradições religiosas hebraicas.


Sobre esse povo, assinale a alternativa INCORRETA.

a) As guerras geraram a unidade política dos hebreus. Esta unidade se firmou primeiro em torno de juízes e,
depois, em volta dos reis.

b) A religião foi uma das bases da cultura hebraica e sua principal característica sempre foi a crença em vários
deuses, entre os quais o principal era Jeová que, segundo a tradição, morava no monte Sinai junto a outros
deuses e semi-deuses.

c) Durante o domínio babilônico na Palestina, o nacionalismo dos hebreus foi sufocado pelos imperadores
romanos e o auge da repressão aconteceu com a destruição do templo de Jerusalém, quando os hebreus,
então, dispersaram-se por várias regiões do mundo. Esse episódio ficou conhecido como Diáspora.

d) A Palestina era uma pequena faixa de terra que se estendia pelo vale do rio Jordão. Limitava-se ao norte com
a Fenícia, ao sul, com as terras de Judá, a leste, com o deserto da Arábia e, a oeste, com o mar Mediterrâneo.

e) Os hebreus eram um povo de origem semita, assim como os árabes.


GRÉCIA

(ENEM 2009) - No período 750-338 a. C., a Grécia antiga era composta por cidades-Estado, como por
exemplo Atenas, Esparta, Tebas, que eram independentes umas das outras, mas partilhavam algumas
características culturais, como a língua grega. No centro da Grécia, Delfos era um lugar de culto
religioso frequentado por habitantes de todas as cidades-Estado.

No período 1200-1600 d. C., na parte da Amazônia brasileira onde hoje está o Parque Nacional do


Xingu, há vestígios de quinze cidades que eram cercadas por muros de madeira e que tinham até dois
mil e quinhentos habitantes cada uma. Essas cidades eram ligadas por estradas a centros cerimoniais
com grandes praças. Em torno delas havia roças, pomares e tanques para a criação de tartarugas.
Aparentemente, epidemias dizimaram grande parte da população que lá vivia.
Folha de S. Paulo, ago. 2008 (adaptado).
 
Apesar das diferenças históricas e geográficas existentes entre as duas civilizações elas são semelhantes
pois

a) as ruínas das cidades mencionadas atestam que grandes epidemias dizimaram suas populações.

b) as cidades do Xingu desenvolveram a democracia, tal como foi concebida em Tebas.

c) as duas civilizações tinham cidades autônomas e independentes entre si.

d) os povos do Xingu falavam uma mesma língua, tal como nas cidades-Estado da Grécia.

e) as cidades do Xingu dedicavam-se à arte e à filosofia tal como na Grécia.


(UDESC 2017/2) “Mas, já que estamos a examinar qual é a constituição política perfeita, sendo essa constituição
a que mais contribui para a felicidade da cidade... os cidadãos não devem exercer as artes mecânicas nem as
profissões mercantis; porque este gênero de vida tem qualquer coisa de vil, e é contrário à virtude. É preciso
mesmo, para que sejam verdadeiros cidadãos, que eles não se façam lavradores; porque o descanso lhes é
necessário para fazer nascer a virtude em sua alma, e para executar os deveres civis. (Aristóteles. A política.
Livro IV, cap. VIII)


A partir da citação acima e de seus conhecimentos sobre a estrutura político-social da Grécia Antiga, assinale a
alternativa correta.

a) A ideia de democracia grega está ligada ao fato de que todos aqueles que habitavam uma cidade-estado
dispunham dos mesmos direitos e deveres, uma vez que todos os trabalhos e profissões eram igualmente
valorizados.

b) A cidadania era uma forma de distinção social porque nem todos os habitantes de uma cidade eram
considerados cidadãos. Estrangeiros e mulheres, por exemplo, não dispunham dos direitos de cidadania e não
tinham direito a voto nas assembleias.

c) As profissões mercantis eram desencorajadas devido à supremacia da Igreja Católica na administração


política grega, durante o Período Clássico. Neste período, a usura e o exercício do lucro eram vivamente
condenados por ferirem os princípios cristãos.

d) Todos os homens que habitavam uma cidade eram considerados cidadãos. A cidadania, na Grécia Clássica,
era qualificada em ordens, sendo que os proprietários de terras eram cidadãos de primeira ordem e os
trabalhadores braçais de segunda ordem. Todos, porém, tinham direito de voz e voto nas assembleias.

e) A ideia de cidadania, descrita por Aristóteles, é considerada ainda hoje um ideal, uma vez que é plenamente
inclusiva e qualifica de forma igualitária todos os trabalhos e profissões.
(Mackenzie) Foram características econômicas e sociais da Cidade-Estado Esparta, no
período Arcaico:


a) a posição do indivíduo na comunidade era definida pelo seu grau de parentesco com
o patriarca e sua economia era natural e coletivista.

b) as classes sociais ligadas ao comércio, ao mesmo tempo que adquiriam maior poder
econômico, procuravam ampliar seu domínio social.

c) a existência de uma oligarquia aristocrática, que monopolizava o poder militar,


político e religioso, culturalmente arcaica, sem atividades mercantis.

d) a proibição da escravidão por dívidas pela oligarquia dominante estimulou a vinda


para a cidade de artesãos estrangeiros, a fim de promover o comércio e atividades
culturais.

e) cidade marítima dominada por camponeses proprietários de minifúndios, que


permitia aos estrangeiros, Metecos, a realização de atividades culturais.
(UEL- 2003) (Ponte com a disciplina de Filosofia)
 
“Zeus ocupa o trono do universo. Agora o mundo está ordenado. Os deuses
disputaram entre si, alguns triunfaram. Tudo o que havia de ruim no céu etéreo foi
expulso, ou para a prisão do Tártaro ou para a Terra, entre os mortais. E os homens, o


que acontece com eles? Quem são eles?” (VERNANT, Jean-Pierre. O universo, os
deuses, os homens. Trad. de Rosa Freire d’Aguiar. São Paulo: Companhia das Letras,
2000. p. 56.)

O texto acima é parte de uma narrativa mítica. Considerando que o mito pode ser
uma forma de conhecimento, assinale a alternativa correta.

a) As explicações míticas constroem-se, de maneira argumentativa e autocrítica.

b) O conhecimento mítico segue um rigoroso procedimento lógico-analítico para


estabelecer suas verdades.

c) A verdade do mito obedece a critérios empíricos e científicos de comprovação.

d) O mito busca explicações definitivas acerca do homem e do mundo, e sua verdade


independe de provas.


(UFAM/2006) A civilização romana conheceu a
seguinte evolução política:

a) República, Monarquia e Império


b) Império, República e Monarquia
c) Monarquia, República e Império
d) Monarquia, Império e República
e) Império, Monarquia e República
(UFV) A respeito das classes que compunham a sociedade romana na Antiguidade, é
CORRETO afirmar que:


a) os "plebeus" podiam casar-se com membros das famílias patrícias, forma pela qual
conseguiam quitar suas pendências de terra e dinheiro, conseguindo assim certa ascensão
social.
 
b) os "plebeus" compunham a classe formada pelos camponeses, artesãos e alguns que
conseguiam enriquecer-se por meio do comércio, atividade que lhes era permitida.
 
c) os "clientes" eram estrangeiros acolhidos pelos patrícios e transformados em escravos,
quando sua conduta moral não condizia com a de seus protetores.
 
d) os "patrícios" foram igualados aos plebeus durante a democracia romana, quando da
revolta dos clientes, que lutaram contra a exclusão social da qual eram vítimas.
 
e) os "escravos" por dívida eram resultado da transformação de qualquer romano em
propriedade de outrem, o que ocorria para todos que violassem a obrigação de pagar os
impostos que sustentavam o Estado expansionista.
(UNESP SP/2017) A Igreja foi responsável direta por mais uma transformação, formidável e
silenciosa, nos últimos séculos do Império: a vulgarização da cultura clássica. Essa façanha
fundamental da Igreja nascente indica seu verdadeiro lugar e função na passagem para o Feudalismo.
A condição de existência da civilização da Antiguidade em meio aos séculos caóticos da Idade Média
foi o caráter de resistência da Igreja. Ela foi a ponte entre duas épocas.
(Perry Anderson. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo, 2016. Adaptado.)


O excerto permite afirmar corretamente que a Igreja cristã

a) tornou-se uma instituição do Império Romano e sobreviveu à sua derrocada


quando da invasão dos bárbaros germânicos.

b) limitou suas atividades à esfera cultural e evitou participar das lutas políticas
durante o Feudalismo.

c) manteve-se fiel aos ensinamentos bíblicos e proibiu representações de imagens


religiosas na Idade Média.

d) reconheceu a importância da liberdade religiosa na Europa Ocidental e combateu


a teocracia imperial.

e) combateu o universo religioso do Feudalismo e propagou, em meio aos povos


sem escrita, o paganismo greco-romano.

Um escritor saxão, Aelferic, o Gramático, no seu Colloquium, deixa-nos entrever um pouco da vida do
servo:
— Que dizes tu, lavrador, como fazes o teu trabalho? — pergunta o professor.
— Eu, senhor, trabalho arduamente. De madrugada vou levar os bois para o campo e os atrelo ao arado;
por mais rigoroso que seja o inverno, não me atrevo a ficar em casa, com receio do meu senhor; e depois
de amarrar a relha e a sega ao arado, tenho de lavrar um acre de terra ou mais diariamente.
— E que fazes mais durante o dia?

— Muita coisa mais: encher os cochos, dar água aos bois e levar o esterco fora.
— É trabalho pesado?
— É, sim, é pesado porque não sou livre.
(MORTON. In: AQUINO et al., 1980, p. 390).

O papel do servo, na sociedade medieval, descrito no texto, diferia do papel do homem livre, o vilão,
porque este tinha direito 

a) a ingressar nas categorias mais baixas da cavalaria.


b) à propriedade da terra dentro do feudo, pagando a corveia ao senhor.
c) a ascender aos altos escalões da Igreja, assumindo papéis de mando.
d) à posse do produto da terra para comercializá-lo fora do território feudal.
e) à liberdade de trabalhar na terra para seu próprio benefício, pagando
apenas algumas obrigações.
(IFSP 2013) Leia a descrição abaixo. 
Esses homens não recebiam salário, mas trabalhavam em troca de moradia e
proteção. Eles trabalhavam em terras que não eram suas, mas de um proprietário que
exigia parte da produção. Ali viviam até a morte, nunca podendo abandonar
seu trabalho. Porém, eles não poderiam ser negociados ou expulsos da propriedade. 


Esse trabalhador descrito identifica-se como 

a) um homem que viveu sob o regime de parceria, trabalho típico da segunda


metade do século XIX no Brasil. 
b) um escravo da Antiguidade romana, que não recebia salário nem terras, vivendo
ao lado de seu proprietário. 
c) um servo feudal, preso à terra e às tradições medievais. Morava no feudo de seu
senhor e pagava pela proteção recebida, a talha e a corveia. 
d) um colono que, após 20 anos de trabalho, recebia a propriedade da terra, através
da Lei de Terras de 1850. 
e) um vassalo que jurava obediência ao seu senhor, seu suserano. Além dos serviços
agrícolas prestados, esse vassalo ia à guerra, defendendo os interesses de seu
senhor.
(UFT TO/2011) [...] o domínio da fé é uno, mas há um triplo estatuto na Ordem. A lei humana impõe duas
condições: o nobre e o servo não estão submetidos ao mesmo regime. Os guerreiros são protetores das igrejas.
Eles defendem os poderosos e os fracos [...]. Os servos por sua vez têm outra condição. Esta raça de infelizes não
tem nada sem sofrimento. Quem poderia reconstituir o esforço dos servos, o curso de sua vida e seus numerosos
trabalhos? Fornecer a todos alimento e vestimenta: eis a função do servo. Nenhum homem livre pode viver sem
ele. [...] A casa de Deus que parece una é portanto tripla: uns rezam, outros combatem e outros trabalham.
LAON, Adalberon de Apud FRANCO JUNIOR, Hilário. O feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1983, p. 34.


Nesse texto, o bispo Adalberon de Laon, por volta do século IX, descreve a integração entre Igreja e poder
feudal. Em relação ao poder da Igreja no período medieval é INCORRETO afirmar que:

a) Com a ruralização da economia, que se estendeu por toda a Alta Idade Média, a Igreja, antes concentrada nas cidades,
foi obrigada a se deslocar para o campo, e os bispos e abades se tornaram verdadeiros senhores feudais.

b) O domínio da leitura e da escrita era privilégio quase exclusivo dos bispos, padres, abades e monges. Os membros do
clero eram, por isso, as pessoas mais habilitadas para ocupar cargos públicos, exercendo as funções de notórios,
secretários, chanceleres.

c) A Igreja constituiu seu próprio Estado na península Itálica, quando Pepino, o Breve, doou ao papado o patrimônio de
São Pedro, formado por terras tomadas aos lombardos. Desta forma, o pontífice, que passou a exercer funções de
verdadeiro monarca, teve seu poder temporal aumentado de forma considerável.

d) Seu raio de ação limitava-se à vida espiritual. Ao longo dos séculos, a Igreja não acumulou riquezas e nem terras,
contudo, possuía vassalos e servos – adquiridos graças a doações feitas pelos fiéis que desejavam, por seu intermédio,
serem libertados da condenação divina.

e) Para manter a soberania espiritual, a Igreja decretou guerra sem tréguas contra os hereges, considerados todos aqueles
que interpretavam os ensinamentos cristãos de maneira diferente do que ela pregava. Para reprimi-los, instituiu a
excomunhão e o Tribunal do Santo Ofício.
UNICAMP 2011

Maître de Talbot, “Les travailleurs”,


reproduzido de Edward Landa
& Christian Feller (Ed.), Soil and culture.
New York: Springer, 2010, p. 16.

No quadro acima, observa-se a organização espacial do trabalho agrícola típica do período medieval. A
partir dele, podemos afirmar que

a) os camponeses estão distantes do castelo porque já abandonavam o domínio senhorial, num momento
em que práticas de conservação do solo, como a rotação de culturas, e a invenção de novos instrumentos,
como o arado, aumentavam a produção agrícola.
b) os camponeses utilizavam, então, práticas de plantio direto, o que permitia a melhor conservação do solo
e a fertilidade das terras que pertenciam a um senhor feudal, como sugere o castelo fortificado que domina a
paisagem ao fundo do quadro.
c) um castelo fortificado domina a paisagem, ao fundo, pois os camponeses trabalhavam no domínio de
um senhor; pode-se ver também que utilizavam práticas de rotação de culturas, visando à conservação do
solo e à manutenção da fertilidade das terras.
d) a cena retrata um momento de mudança técnica e social: desenvolviam-se novos instrumentos agrícolas, 
como o arado, e o uso de práticas de plantio direto, o que levava ao aumento da produção, permitindo
que os camponeses abandonassem o domínio senhorial.
Leia o texto a seguir:
“A pandemia que ficou conhecida como Peste Negra assolou a Europa durante o século XIV. Considerável
parte da bibliografia sobre a Idade Média dedica poucas páginas aos fenômenos relacionados a esse terrível
fato, que marcou profundamente o Ocidente, produzindo representações e símbolos que permanecem nos
nossos dias. Segundo os cronistas, poucos acontecimentos foram trágicos como a doença que, por volta de
1347-1350, teria sido a causa do desaparecimento de um terço da população europeia. O período entre 1300 e
o século XVII ficou marcado pela introdução, na Europa, de moléstias oriundas da Ásia, provocada pelos


movimentos populacionais e comerciais. A movimentação do agente da peste, Yersinia pestis, a partir dos
nichos primitivos no sudoeste da China, transcorreu através das rotas das caravanas pela Ásia e espalhou-se
pelo continente a partir dos portos do Mediterrâneo.” (SANTOS, Ricardo Augusto dos. “O Carnaval, a peste e a 'espanhola'”. Hist. Cienc. Saúde-
Manguinhos [online]. 2006, vol. 13, n.1, pp.129-158.)

Partindo das informações apresentadas no texto acima, é possível afirmar que a Peste Negra chegou à
Europa por meio:

a) da vinda de chineses que queriam dizimar a população europeia para poderem ser apropriar de suas
matérias-primas e de suas rotas comerciais.

b) dos portos do Mar Mediterrâneo, que eram centros de proliferação de moléstias.

c) das rotas de caravanas que vinham da China e de outras regiões asiáticas, onde já havia presença do
bacilo Yersinia pestis, agente causador da Peste.

d) dos judeus, que, desde a Idade Antiga, migraram para Europa e foram considerados culpados pela Peste.

e) de armas biológicas, desenvolvidas na Ásia, cujo objetivo era controle demográfico da Europa e da Ásia.

ENEM 2011 - A filosofia encontra-se escrita neste grande livro que continuamente
se abre perante nossos olhos (isto é, o universo), que não se pode compreender
antes de entender a língua e conhecer os caracteres com os quais está escrito. Ele
está escrito em língua matemática, os caracteres são triângulos, circunferências e
outras figuras geométricas, sem cujos meios é impossível entender humanamente


as palavras; sem eles, vagamos perdidos dentro de um obscuro labirinto.
GALILEI, G. O ensaiador. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1978.

No contexto da Revolução Científica do século XVII, assumir a posição de Galileu


significava defender a

a) continuidade do vínculo entre ciência e fé dominante na Idade Média.


b) necessidade de o estudo linguístico ser acompanhado do exame matemático.
c) oposição da nova física quantitativa aos pressupostos da filosofia escolástica.
d) importância da independência da investigação científica pretendida pela
Igreja.
e) inadequação da matemática para elaborar uma explicação racional da
natureza.

(PUC-SP 2018/1) A Reforma Protestante, iniciada em 1517 com Lutero, espalhou-se pela
Europa nas décadas seguintes, alimentando revoltas sociais e conflitos políticos. Entre
os reformadores, Calvino mostrou-se mais radical em sua crítica ao catolicismo por que:


a) negava qualquer tipo de autoridade religiosa, pois afirmava a supremacia absoluta
do indivíduo e da sua capacidade de, ao ler a Bíblia, atingir a graça do conhecimento
como caminho para a salvação.

b) criticava as igrejas nacionais e as lideranças dos reis nos cultos, entendendo que os
fiéis atingiriam a salvação por meio de boas obras como a conversão dos pecadores
pela pregação da palavra de Deus.

c) afirmava a predestinação absoluta dos eleitos de Deus, reconhecíveis por sinais tais
como uma vida simples e austera, a frequência ao culto, o trabalho árduo e honesto,
e o cuidado com a família.

d) indicava que a salvação pela fé poderia ser conseguida também com o uso da razão,
e que os fiéis que viveram uma vida santa e celibatária eram modelos a serem
discutidos e ensinados nos seminários.



(PUC-SP)
“Quem quer passar além do Bojador,
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,


Mas nele é que espelhou o céu.”

Fernando Pessoa, “Mar Português”, in Obra poética. Rio de Janeiro, Editora José Aguilar, 1960, p. 19.

O trecho de Fernando Pessoa fala da expansão marítima portuguesa. Para entendê-lo, devemos saber que:

a) o "abismo" refere-se à crença, então generalizada, de que a Terra era plana e que, num determinado
ponto, acabaria, fazendo caírem os navios.

b) a "dor" representa as doenças, desconhecidas dos europeus, mas existentes nas terras a serem
conquistadas pelas expedições.

c) a menção a "Deus" indica a suposição, à época, de que o Criador era contrário ao desbravamento dos
mares e que puniria os navegadores.

d) o "mar" citado é o oceano Índico, onde estão localizadas as Índias, objeto principal dos navegadores.

e) "Bojador" é o ponto ao extremo sul da África e que atravessá-lo significava encontrar o caminho para
o Oriente.
(UEL-PR) Para compreender a expansão marítima nos séculos XV e XVI, é
necessário considerara a importância da cartografia. Sobre o tema, é correto afirmar
que os cartógrafos representaram o mundo:


a) confirmando os conhecimentos estáticos sobre o planeta, resultante da
observação direta dos espaços desconhecidos.

b) ignorando a hagiografia medieval e as crenças na existência de monstros


marinhos e de correntes de ventos nos oceanos.

c) valendo-se de conhecimentos acumulados e transmitidos por meio da filosofia,


da astronomia e da experiência concreta.

d) desconhecendo o valor político de sua arte de cartografar para os rumos da


rivalidade castelhano-portuguesa.

e) anotando nos mapas pontos geográficos, longitudes e latitudes com exímia


precisão, em função dos eficazes instrumentos de navegação.


Utilizando seus conhecimentos sobre o processo de colonização
I. inglesa das Américas, é possível afirmar que:

a) A imagem I representa a chegada dos puritanos ingleses ao


norte do continente americano, e a imagem II indica que desde o
início até os dias atuais a relação dos colonos britânicos com os

indígenas norte-americanos foi sempre pacífica.

b) A imagem I possibilita afirmar que o processo inicial de


colonização realizada por ingleses é semelhante ao realizado,
por exemplo, pelos portugueses na América, estimulando o
deslocamento de famílias inteiras com o objetivo de formar
povoados e não tanto a agricultura de exportação.

c) A imagem II é uma representação do primeiro Dia de Ação de


Graças, festa tradicional estadunidense, iniciada nos primórdios
da colonização e comemorada até os dias atuais, cuja realização
II. busca agradecer aos bons acontecimentos do ano.

d) Tanto a imagem I quanto a imagem II são falsas idealizações do


processo colonizador inglês na América, pois houve
exclusivamente uma colonização baseada na monocultura e na
escravidão, como nos espaços americanos controlados por
espanhóis e portugueses.

e) A imagem I apresenta a chegada dos colonos ingleses a área da


atual Guiana onde estes estabeleceram a primeira colônia,
destruída pelos espanhóis mais tarde, a imagem II mostra a
confraternização entre os indígenas e os colonos que migraram
para a atual costa Leste dos Estados Unidos.

Em geral, os nossos tupinambás ficam bem admirados ao ver os franceses e os outros
dos países longínquos terem tanto trabalho para buscar o seu arabotã, isto é, pau-
brasil. Houve uma vez um ancião da tribo que me fez esta pergunta: “Por que vindes
vós outros, mairs e perós (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos
aquecer? Não tendes madeira em vossa terra?”


LÉRY, J. Viagem à Terra do Brasil. In: FERNANDES, F. Mudanças Sociais no Brasil. São Paulo: Difel, 1974.

O viajante francês Jean de Léry (1534-1611) reproduz um diálogo travado, em 1557,


com um ancião tupinambá, o qual demonstra uma diferença entre a sociedade
europeia e a indígena no sentido:

a) do interesse de ambas em uma exploração comercial mais lucrativa do pau-brasil.

b) da preocupação com a preservação dos recursos ambientais.

c) da curiosidade, reverência e abertura cultural recíprocas.

d) do destino dado ao produto do trabalho nos seus sistemas culturais.

e) da preocupação com o armazenamento de madeira para os períodos de inverno.


A identidade negra não surge da tomada de consciência de uma diferença de
pigmentação ou de uma diferença biológica entre populações negras e brancas
e(ou) negras e amarelas. Ela resulta de um longo processo histórico que começa
com o descobrimento, no século XV, do continente africano e de seus habitantes
pelos navegadores portugueses, descobrimento esse que abriu o caminho às


relações mercantilistas com a África, ao tráfico negreiro, à escravidão e, enfim, à
colonização do continente africano e de seus povos.

K. Munanga. Algumas considerações sobre a diversidade e a identidade negra no


Brasil. In: Diversidade na educação: reflexões e experiências. Brasília:
SEMTEC/MEC, 2003, p. 37.

a) a colonização da África antecedeu as relações comerciais entre esse continente


e a Europa.
b) a exploração da África decorreu do movimento de expansão europeia do início
da Idade Moderna.
c) a colonização da África pelos europeus foi simultânea ao descobrimento desse
continente.
d) a existência de lucrativo comércio na África levou os portugueses a
desenvolverem esse continente.
e) o surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao início da escravidão no Brasil.
(Enem) O açúcar e suas técnicas de produção foram levados à Europa pelos árabes no
século VIII, durante a Idade Média, mas foi principalmente a partir das Cruzadas (séculos
XI e XIII) que a sua procura foi aumentando. Nessa época, passou a ser importado do
Oriente Médio e produzido em pequena escala no sul da Itália, mas continuou a ser um
produto de luxo, extremamente caro, chegando a figurar nos dotes de princesas


casadoiras".

CAMPOS, R. Grandeza do Brasil no tempo de Antonil (1681-1716). São Paulo: Atual, 1996.

Considerando o conceito do Antigo Sistema Colonial, o açúcar foi o produto escolhido por
Portugal para dar início à colonização brasileira, em virtude de:

a) O lucro obtido com o seu comércio ser muito vantajoso.

b) Os árabes serem aliados históricos dos portugueses.

c) A mão de obra necessária para o cultivo ser insuficiente.

d) As feitorias africanas facilitarem a comercialização desse produto.

e) Os nativos da América dominarem uma técnica de cultivo semelhante.


Juntamente com o pintor Frans Post, o artista holandês Albert Eckhout (1610-1666) integrou a comitiva de João Maurício de Nassau a Pernambuco em 1637. No
Brasil, o pintor realizou diversas pinturas e inúmeros desenhos. Entre as obras deste período, o artista compôs quatro pares de pinturas que representavam as
principais etnias brasileiras.

Índia Tupi, Albert Eckhout.

Considerando a representação da mulher tupi na pintura de Eckout, é correto afirmar que a obra

a) possui um registro exclusivamente realista tanto na forma de representar a figura central como também na paisagem que compõe o ambiente.

b) apresenta, além de um caráter documental sobre a cultura tupi, elementos marcantes de uma representação alegórica das etnias.

c) parte de uma observação superficial das características específicas das etnias ao retratar a indígena com traços faciais característicos dos afrodescendentes.

d) retrata com precisão os costumes tradicionais da etnia indígena tupi ao documentar seus objetos manufaturados de uso cotidiano e sua vestimenta.

e) apresenta o indígena como um elemento da natureza selvagem e hostil brasileira, igualando sua importância a de outros elementos da composição como o
sapo e a bananeira.
(ENEM 2013)

“A recuperação da herança cultural africana deve levar em conta o que é próprio do processo
cultural: seu movimento, pluralidade e complexidade. Não se trata, portanto, do resgate ingênuo
do passado nem do seu cultivo nostálgico, mas de procurar perceber o próprio rosto cultural
brasileiro. O que se quer é captar seu movimento para melhor compreendê-lo historicamente.”


MINAS GERAIS: Cadernos do Arquivo 1: Escravidão em
Minas Gerais. Belo Horizonte: Arquivo Público Mineiro, 1988.

Com base no texto, a análise de manifestações culturais de origem africana, como a capoeira ou o
candomblé, deve considerar que elas

A) permanecem como reprodução dos valores e costumes africanos.

B) perderam a relação com o seu passado histórico.

C) derivam da interação entre valores africanos e a experiência histórica brasileira.

D) contribuem para o distanciamento cultural entre negros e brancos no Brasil atual.

E) demonstram a maior complexidade cultural dos africanos em relação aos europeus.


(IFGO/2018)
No começo do século XIX, os bandeirantes foram considerados, pelos
pensadores ligados às elites paulistas, uma espécie de heróis nacionais que


representavam modelos de conduta, de moralidade, de abnegação e de luta
contra as adversidades.
No século XVIII, bandeirante e o bandeirantismo estão associados

a) à necessidade de encontrar outras regiões que oferecessem o pau-brasil


que, no século XVIII, teve sua demanda aumentada na Europa.

b) à ampliação das áreas de comercialização no interior da colônia portuguesa


como claro objetivo de criar um mercado interno desenvolvido.

c) ao processo de interiorização da ocupação da colônia portuguesa na


América e à busca por metais preciosos.

d) à busca por regiões que pudesse oferecer melhores condições de plantio


para a cultura de café que se expandia em São Paulo.
(UNICAMP) A arte colonial mineira seguia as proposições do Concílio de Trento
(1545-1553), dando visibilidade ao catolicismo reformado. O artífice deveria
representar passagens sacras. Não era, portanto, plenamente livre na definição dos
traços e temas das obras. Sua função era criar, segundo os padrões da Igreja, as


peças encomendadas pelas confrarias, grandes mecenas das artes em Minas Gerais.
(Adaptado de Camila F. G. Santiago, “Traços europeus, cores mineiras: três pinturas coloniais inspiradas em uma gravura de Joaquim
Carneiro da Silva”, em Junia Furtado (org.), Sons, formas, cores e movimentos na modernidade atlântica. Europa, Américas e África. São
Paulo: Annablume, 2008, p. 385.)

Considerando as informações do enunciado, a arte colonial mineira pode ser


definida como:

a) renascentista, pois criava na colônia uma arte sacra própria do catolicismo


reformado, resgatando os ideais clássicos, segundo os padrões do Concílio de
Trento.
b) barroca, já que seguia os preceitos da Contrarreforma. Era financiada e
encomendada pelas confrarias e criada pelos artífices locais.
c) escolástica, porque seguia as proposições do Concílio de Trento. Os artífices
locais, financiados pela Igreja, apenas reproduziam as obras de arte sacra europeias.
d) popular, por ser criada por artífices locais, que incluíam escravos, libertos,
mulatos e brancos pobres que se colocavam sob a proteção das confrarias.

(ENEM) Os produtos e seu consumo constituem a meta declarada do empreendimento
tecnológico. Essa meta foi proposta pela primeira vez no início da Modernidade, como
expectativa de que o homem poderia dominar a natureza. No entanto, essa expectativa,
convertida em programa anunciado por pensadores como Descartes e Bacon e impulsionado
pelo Iluminismo, não surgiu “de um prazer de poder”, “de um mero imperialismo humano”,


mas da aspiração de libertar o homem e de enriquecer sua vida, física e culturalmente.
CUPANI, A. A tecnologia como problema filosófico: três enfoques, Scientiae Studia. São
Paulo, v. 2 n. 4, 2004 (adaptado).

Autores da filosofia moderna, notadamente Descartes e Bacon, e o projeto iluminista


concebem a ciência como uma forma de saber que almeja libertar o homem das intempéries da
natureza. Nesse contexto, a investigação científica consiste em

a) expor a essência da verdade e resolver definitivamente as disputas teóricas ainda existentes.


b) oferecer a última palavra acerca das coisas que existem e ocupar o lugar que outrora foi da
filosofia.
c) ser a expressão da razão e servir de modelo para outras áreas do saber que almejam o
progresso.
d) explicitar as leis gerais que permitem interpretar a natureza e eliminar os discursos éticos e
religiosos.
e) explicar a dinâmica presente entre os fenômenos naturais e impor limites aos debates
acadêmicos.
(ENEM) O texto abaixo, de John Locke (1632-1704), revela algumas características de uma
determinada corrente de pensamento.

“Se o homem no estado de natureza é tão livre, conforme dissemos, se é senhor absoluto da sua
própria pessoa e posses, igual ao maior e a ninguém sujeito, por que abrirá ele mão dessa liberdade,


por que abandonará o seu império e sujeitar-se-á ao domínio e controle de qualquer outro poder?
Ao que é óbvio responder que, embora no estado de natureza tenha tal direito, a utilização do
mesmo é muito incerta e está constantemente exposto à invasão de terceiros porque, sendo todos
senhores tanto quanto ele, todo homem igual a ele e, na maior parte, pouco observadores da
equidade e da justiça, o proveito da propriedade que possui nesse estado é muito inseguro e muito
arriscado. Estas circunstâncias obrigam-no a abandonar uma condição que, embora livre, está cheia
de temores e perigos constantes; e não é sem razão que procura de boa vontade juntar-se em
sociedade com outros que estão já unidos, ou pretendem unir-se, para a mútua conservação da
vida, da liberdade e dos bens a que chamo de propriedade.”

(Os Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991)

Do ponto de vista político, podemos considerar o texto como uma tentativa de justificar:

a) a existência do governo como um poder oriundo da natureza.


b) a origem do governo como uma propriedade do rei.
c) o absolutismo monárquico como uma imposição da natureza humana.
d) a origem do governo como uma proteção à vida, aos bens e aos direitos.
e) o poder dos governantes, colocando a liberdade individual acima da propriedade.

O pioneirismo inglês na Revolução Industrial foi possível devido a uma
série de fatores, entre os quais podemos afirmar como corretos:
I- Devido a extinção do tráfico de escravos negros que propriciou a
implantação do trabalho assalariado.


II – Após a assinatura do Tratado de Methuen com Portugal que abriu os
portos aos navios ingleses.
III – Acúmulo de capital obtido pela exploração das colônias inglesas,
principalmente na América do Norte.
IV- Mão de obra disponível para trabalhar nas fábricas e importantes
jazidas minerais de carvão.
V- A ocupação do poder político pela burguesia evidenciando a
supremacia do Estado liberal burguês.

Após analisar as afirmativas acima marque a opção correta:


 a) Apenas a alternativa IV está correta.
 b) As alternativas I e II estão corretas.
 c) As alternativas III, IV e V estão corretas.
 d) As alternativas I e V estão corretas.
Um dos principais movimentos trabalhistas contra as péssimas
condições de trabalho na Revolução Industrial ficou conhecido como
Ludismo. Qual das alternativas abaixo explica melhor este movimento?


a) Também conhecidos como "quebradores de máquinas", os ludistas
invadiam fábricas e quebravam as máquinas numa forma de
protesto e revolta com relação às péssimas condições de trabalho
enfrentadas pelos operários.

b) Os ludistas buscavam, através das eleições, eleger representantes do


movimento para lutar pelas causas trabalhistas.

c) Os ludistas protestavam através de passeatas e outras manifestações


pacíficas contra as condições de trabalho dos operários.

d) Os ludistas buscavam negociar melhores condições de trabalho com


os donos das indústrias.

(ENEM) Em 4 de julho de 1776, as treze colônias que vieram inicialmente a constituir os Estados
Unidos da América (EUA) declaravam sua independência e justificavam a ruptura do Pacto Colonial.
Em palavras profundamente subversivas para a época, afirmavam a igualdade dos homens e
apregoavam como seus direitos inalienáveis: o direito à vida, à liberdade e à busca da felicidade.
Afirmavam que o poder dos governantes, aos quais cabia a defesa daqueles direitos, derivava dos
governados.


Esses conceitos revolucionários que ecoavam o Iluminismo foram retomados com maior vigor e
amplitude treze anos mais tarde, em 1789, na França.

Emília Viotti da Costa. Apresentação da coleção. In: Wladimir Pomar. “Revolução Chinesa”. São
Paulo: UNESP, 2003 (com adaptações).

Considerando o texto acima, acerca da independência dos EUA e da Revolução Francesa, assinale a
opção correta.

a) A independência dos EUA e a Revolução Francesa integravam o mesmo contexto histórico, mas se
baseavam em princípios e ideais opostos.
b) O processo revolucionário francês identificou-se com o movimento de independência norte-
americana no apoio ao absolutismo esclarecido.
c) Tanto nos EUA quanto na França, as teses iluministas sustentavam a luta pelo reconhecimento dos
direitos considerados essenciais à dignidade humana.
d) Por ter sido pioneira, a Revolução Francesa exerceu forte influência no desencadeamento da
independência norte-americana.
e) Ao romper o Pacto Colonial, a Revolução Francesa abriu o caminho para as independências das
colônias ibéricas situadas na América.

Vários movimentos contrários à opressão colonial ocorreram nas Américas,
sobretudo no século XIX, visando à independência em relação às
metrópoles. Sobre esses movimentos, é correto afirmar:

a) A maioria deles fracassou, permanecendo os países submetidos às suas



metrópoles, como colônias, até o século XX.

b) San Martín e Simón Bolívar foram líderes de movimentos de


independência ocorridos na América Latina.

c) A Guerra dos Farrapos foi o principal movimento pela independência do


Brasil em relação a Portugal.

d) Os movimentos de independência foram inspirados no exemplo das


colônias africanas, que estavam tornando-se países independentes no
século XIX.

e) Os movimentos de independência da América Latina foram


determinantes na independência das colônias norteamericanas.
Família Real Portuguesa
no Brasil

 https://
www.mindmeister.com/pt/801971313/chegada-da-f
am-lia-real-no-brasil?fullscreen=1

Em 2008 foram comemorados os 200 anos da mudança da família real portuguesa para o Brasil, onde foi instalada a sede do reino. Uma
sequência de eventos importantes ocorreu no período 1808-1821, durante os 13 anos em que D. João VI e a família real portuguesa
permaneceram no Brasil.

Entre esses eventos, destacam-se os seguintes:

• Bahia – 1808: Parada do navio que trazia a família real portuguesa para o Brasil, sob a proteção da marinha britânica, fugindo de um
possível ataque de Napoleão.


• Rio de Janeiro – 1808: desembarque da família real portuguesa na cidade onde residiriam durante sua permanência no Brasil.
• Salvador – 1810: D. João VI assina a carta régia de abertura dos portos ao comércio de todas as nações amigas, ato antecipadamente
negociado com a Inglaterra em troca da escolta dada à esquadra portuguesa.
• Rio de Janeiro – 1816: D. João VI torna-se rei do Brasil e de Portugal, devido à morte de sua mãe, D. Maria I.
• Pernambuco – 1817: As tropas de D. João VI sufocam a revolução republicana.

GOMES. L. 1808: como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história de
Portugal e do Brasil. São Paulo: Editora Planeta, 2007 (adaptado)

Uma das consequências desses eventos foi

a) a decadência do império britânico, em razão do contrabando de produtos ingleses através dos portos brasileiros,

b) o fim do comércio de escravos no Brasil, porque a Inglaterra decretara, em 1806, a proibição do tráfico de escravos em seus
domínios.

c) a conquista da região do rio da Prata em represália à aliança entre a Espanha e a França de Napoleão.

d) a abertura de estradas, que permitiu o rompimento do isolamento que vigorava entre as províncias do país, o que dificultava a
comunicação antes de 1808.

e) o grande desenvolvimento econômico de Portugal após a vinda de D. João VI para o Brasil, uma vez que cessaram as despesas de
manutenção do rei e de sua família.



ENEM 2009 - No tempo da independência do Brasil, circulavam nas classes populares do
Recife trovas que faziam alusão à revolta escrava do Haiti: Marinheiros e caiados Todos
devem se acabar, Porque só pardos e pretos O país hão de habitar.

AMARAL, F. P. do. Apud CARVALHO, A. Estudos pernambucanos. Recife: Cultura


Acadêmica, 1907.

O período da independência do Brasil registra conflitos raciais, como se depreende

a) dos rumores acerca da revolta escrava do Haiti, que circulavam entre a população
escrava e entre os mestiços pobres, alimentando seu desejo por mudanças.

b) da rejeição aos portugueses, brancos, que significava a rejeição à opressão da Metrópole,


como ocorreu na Noite das Garrafadas.

c) do apoio que escravos e negros forros deram à monarquia, com a perspectiva de receber
sua proteção contra as injustiças do sistema escravista.

d) do repúdio que os escravos trabalhadores dos portos demonstravam contra os


marinheiros, porque estes representavam a elite branca opressora.

e) da expulsão de vários líderes negros independentistas, que defendiam a implantação de


uma república negra, a exemplo do Haiti.
Mackenzie-SP – A nação independente continuaria subordinada à economia colonial,
passando do domínio português à tutela britânica. A fachada liberal construída pela elite
europeizada ocultava a miséria e a escravidão da maioria dos habitantes do país.

Emília V. da Costa


A interpretação correta do texto anterior sobre a inde­pendência brasileira seria:

a) a nossa independência caracterizou-se pelo pro­cesso revolucionário que rompeu


socialmente com o passado colonial.

b) a preservação da ordem estabelecida, isto é, escravidão, latifúndios e privilégios políticos


da elite, seria garantida pelo novo governo republi­cano.

c) a rápida transformação da economia foi comandada pela elite política e econômica


interessada na superação da ordem colonial.

d) o espírito liberal de nossas elites não impediu que elas mantivessem as estruturas
arcaicas da escravidão e do latifúndio, sendo a monarquia a garantia de tais privilégios.

e) o rompimento com a dependência inglesa foi ine­vitável, já que, após a independência, o


governo passou a incentivar o mercado interno e a indus­trialização.


 https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/como
-cai-na-prova-segundo-reinado
/
(UFMG 2009) – O Reinado de D. Pedro II foi marcado por ações que demonstravam
o interesse da Monarquia em estimular o crescimento intelectual da nação.
Considerando-se essa informação e outros conhecimentos sobre o assunto, é
CORRETO afirmar que, entre as principais ações nesse sentido, se destaca:

a) a criação de instituições de ensino – como a Escola de Minas de Ouro Preto, que,


embora voltada à formação das elites, cumpriu importante função na pesquisa e na
prospecção de minerais.

b) a fundação do Museu da Inconfidência – um museu-escola –, que representou


um ato de reparação aos mineiros pela perda, no processo de devassa da
Inconfidência Mineira, de seus ilustres intelectuais.

c) o financiamento da vinda da Missão Artística Francesa, que se propôs estimular e


ensinar as mais diversas formas de expressão artística a artistas brasileiros.

d) o resgate e proteção do Barroco Mineiro – e, conseqüentemente, de Aleijadinho,


seu principal representante como forma de valorização da produção cultural
brasileira.
(ENEM) – Ninguém desconhece a necessidade que todos os fazendeiros têm de aumentar o
número de seus trabalhadores. E como até há pouco supriam-se os fazendeiros dos braços
necessários? As fazendas eram alimentadas pela aquisição de escravos, sem o menor auxílio
pecuniário do governo. Ora, se os fazendeiros se supriam de braços à sua custa, e se é possível
obtê-los ainda, posto que de outra qualidade, por que motivo não hão de procurar alcançá-los


pela mesma maneira, isto é, à sua custa?

Resposta de Manuel Felizardo de Souza e Mello, diretor geral das Terras Públicas,ao Senador
Vergueiro. In: ALENCASTRO, L.F. (Org.) História da vida privada no Brasil. São Paulo:Cia
das Letras, 1998 (adaptado).

O fragmento do discurso dirigido ao parlamentar do Império refere-se às mudanças então em


curso no campo brasileiro, que confrontaram o Estado e a elite agrária em torno do objetivo de:

a) Fomentar ações públicas para ocupação das terras do interior.

b) Adotar o regime assalariado para proteção da mão de obra estrangeira.

c) Definir uma política de subsídio governamental para o fomento da imigração.

d) Regulamentar o tráfico interprovincial de cativos para sobrevivência das fazendas.

e) Financiar a fixação de famílias camponesas para estímulo da agricultura de subsistência


(ENEM) Substitui-se então uma história crítica, profunda, por uma crônica de detalhes onde o
patriotismo e a bravura dos nossos soldados encobrem a vilania dos motivos que levaram a
Inglaterra a armar brasileiros e argentinos para a destruição da mais gloriosa república que já se
viu na América Latina, a do Paraguai.


CHIAVENATTO, J. J. Genocídio americano: A Guerra doParaguai. São Paulo: Brasiliense, 1979
(adaptado).

O imperialismo inglês, “destruindo o Paraguai, mantém o status quo na América Meridional,


impedindo a ascensão do seu único Estado economicamente livre”. Essa teoria conspiratória vai
contra a realidade dos fatos e não tem provas documentais. Contudo essa teoria tem alguma
repercussão.

(DORATIOTO. F. Maldita guerra: nova história da Guerra do Paraguai. São Paulo: Cia. das
Letras, 2002 (adaptado).

Uma leitura dessas narrativas divergentes demonstra que ambas estão refletindo sobre

a) a carência de fontes para a pesquisa sobre os reais motivos dessa Guerra.


b) o caráter positivista das diferentes versões sobre essa Guerra.
c) o resultado das intervenções britânicas nos cenários de batalha.
d) a dificuldade de elaborar explicações convincentes sobre os motivos dessa Guerra.
e) o nível de crueldade das ações do exército brasileiro e argentino durante o conflito.
Leia a letra da música abaixo: Ao que faz com qualquer
Todo Camburão Tem Um Pouco De Navio Negreiro Figurinha do cinema
Marcelo Yuka e O Rappa Comparado, comparado
Ao que faz com qualquer
Figurinha do cinema
Ou das colunas sociais
Todo camburão tem um pouco de navio negreiro


Tudo começou quando a gente conversava Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
Naquela esquina alí
De frente àquela praça
Veio os homens
E nos pararam
Documento por favor
Então a gente apresentou
Mas eles não paravam
Qual é negão? qual é negão?
O que que tá pegando?
Qual é negão? qual é negão?
É mole de ver
Que em qualquer dura
O tempo passa mais lento pro negão
Quem segurava com força a chibata
Agora usa farda
Engatilha a macaca
Escolhe sempre o primeiro
Negro pra passar na revista
Pra passar na revista
Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
É mole de ver
Que para o negro
Mesmo a aids possui hierarquia
"Ao fim de uma madrugada e confusa, de 14 para 15 de novembro de 1889, vários
grupos militares de oposição concentraram-se diante do Ministério do Exército do
Rio de Janeiro (onde estava reunido o governo imperial) e seu protesto culminou
com a proclamação da República pela mais importante figura militar do país, o
marechal Deodoro da Fonseca." (100 Anos de República - Um retrato Ilustrado da
História do Brasil. 1904-1918. vol.2. Ed. Abril. São Paulo, 1989)

O início da República no Brasil foi descrito, desde sua fundação, como uma
“proclamação”. No entanto, cada vez mais, os historiadores preferem o termo
“golpe de Estado”, pois:

a) A república foi implantada por grupos apoiados por forças internacionais.


b) Não houve participação popular e foi dirigido contra um governo constitucional.
c) A intenção primeira era derrubar o gabinete do visconde Ouro Preto e não
proclamar um novo regime.
d) Foi realizada durante a madrugada e não à luz do dia.
A poetisa Emília Freitas subiu a um palanque, nervosa, pedindo desculpas por não
possuir títulos nem conhecimentos, mas orgulhosa ofereceu a sua pena que “sem
ser hábil, é, em compensação, guiada pelo poder da vontade”. Maria Tomásia
pronunciava orações que levantavam os ouvintes. A escritora Francisca Clotilde


arrebatava, declamando seus poemas. Aquelas
“angélicas senhoras”, “heroínas da caridade”, levantavam dinheiro para comprar
liberdades e usavam de seu entusiasmo a fim de convencer os donos de escravos a
fazerem alforrias gratuitamente.

MIRANDA, A. Disponível em: www.opovoonline.com.br. Acesso em: 10 jun. 2015

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As práticas culturais narradas remetem, historicamente, ao movimento

a) feminista.
b) sufragista.
c) socialista.
d) republicano.
e) abolicionista.
Observe atentamente o cartaz abaixo:

Assinale a alternativa correta sobre a economia no Brasil neste período:

a) As atividades econômicas principais eram o cultivo do café e a fabricação da


borracha, sem espaço para a indústria.
b) Observa-se um movimento de migração da cidade para o campo, por conta da
malha ferroviária desenvolvida desde o séc. XIX.
c) O café era o principal produto de exportação e as primeiras indústrias se
implantavam nas grandes cidades.
d) A principal atividade industrial deste período era a pesada.
As revoltas de Canudo e Contestado, durante a República Velha, apesar de
acontecerem em pontos distantes da geografia nacional, são semelhantes em suas
causas. Assinale a alternativa correta que expressa esta coincidência:

a) Tanto Canudos, na Bahia, quanto Contestado, no sul, lutavam pela derrubada no


regime republicano.

b) Ambas as revoltas foram causadas por pessoas que se sentiam excluídas da


República e que não notaram melhorias em suas condições de vida.

c) Tratou-se de um levante organizado por ex-escravos que pediam equiparação de


direitos civis com os brancos.

d) Os dois acontecimentos foram capitaneados por militares que insuflaram a


população pobre contra a República recém-instaurada.
A Semana de Arte de São Paulo, em 1922, provocou uma inflexão nas artes do
Brasil, porque:

a) Introduziu conceitos da vanguarda europeia no cenário artístico brasileiro.

b) Reafirmou a estética do realismo socialista na obra de artistas como Tarsila


do Amaral e Anita Mafalti.

c) Impôs a reflexão nacionalista ligada aos movimentos de direita que


começavam a surgir na Europa como o fascismo.

d) Consagrou a estética do saudosismo ao privilegiar o passado como tema


das obras artísticas.
Quando a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) é deflagrada, o Brasil adora uma
postura de neutralidade. No entanto, três anos mais tarde, decide declarar guerra
à Alemanha. Assinale a alternativa que explique esta postura do Brasil:

a) O Brasil segue a postura de neutralidade dos Estados Unidos, porém muda de


opinião quando este é atacado pelos alemães.

b) O governo brasileiro prefere não contrariar a numerosa colônia germânica no


sul do país e se declara neutro, contudo opta pela beligerância quando navios
mercantes são atacados pelos submarinos alemães.

c) O Brasil prefere a neutralidade seguindo as recomendações dos chanceleres da


América. No entanto, entra na guerra ao ver suas águas territoriais ameaçadas
com a proximidade da Marinha alemã.

d) O país escolhe a neutralidade por causa dos negócios que mantinha com a
Alemanha, mas declara a guerra quando esta afunda navios brasileiros.
(ENEM) “Completamente analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não
lendo jornais, nem revistas, nas quais se limita a ver as figuras, o trabalhador
rural, a não ser em casos esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No
plano político, ele luta com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de
cabresto, que resultam, em grande parte, da nossa organização econômica
rural.”

(LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1976


(adaptado))

O coronelismo, fenômeno político da Primeira República (1889-1930), tinha


como uma de suas principais características o controle do voto, o que limitava,
portanto, o exercício da cidadania. Nesse período, esta prática estava vinculada
a uma estrutura social:

a) igualitária, com um nível satisfatório de distribuição da renda.


b) estagnada, com uma relativa harmonia entre as classes.
c) tradicional, com a manutenção da escravidão nos engenhos como forma
produtiva típica.
d) ditatorial, perturbada por um constante clima de opressão mantido pelo
exército e polícia.
e) agrária, marcada pela concentração da terra e do poder político local e
regional.
A Revolução de 1930 marcou a história republicana brasileira, que passou a ser dividida, a partir
de então, entre República Velha e República Nova. Sobre esse episódio, leia e analise as afirmativas
abaixo.

I - Denomina-se Revolução de 1930 o movimento armado que depôs o então presidente da


República Washington Luiz Pereira de Souza, pouco antes do término do seu mandato.

II - Getúlio Vargas não tomou parte nesse movimento, assumindo uma postura legalista e
democrática, que marcaria sua história política.

III - O objetivo principal desse movimento era impedir a posse de Júlio Prestes, que havia
derrotado a chapa de Getúlio Vargas e João Pessoa, nas eleições presidenciais de março de 1930.

IV - Os protagonistas desse episódio esforçaram-se por ampliar o significado da Revolução,


investindo na idéia de República Nova como ruptura em relação à República Velha, e associando o
regime instalado em 1930 à idéia de Brasil moderno.

V - A Revolução de 1930 marcou a história republicana brasileira, ao romper com o controle


oligárquico do poder político e inaugurar uma longa fase de governo democrático, somente
rompida com o Golpe de 1964.

Assinale a alternativa correta, em relação às afirmativas.

a) Somente as afirmativas I, II, III e IV são verdadeiras.


b) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas II, IV e V são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.

(UFF) Muitos historiadores consideram a Primeira Guerra Mundial como fator de peso
na crise das sociedades liberais contemporâneas. Assinale a opção que contém
argumentos todos corretos a favor de tal opinião.

a) A economia de guerra levou a um intervencionismo de Estado sem precedentes; a


“união sagrada” foi invocada em favor de sérias restrições às liberdades civis e
políticas e, em função da guerra recém-terminada, eclodiram em 1920 graves
dificuldades econômicas que abalaram os países liberais, sobretudo através da inflação.

b) Em todos os países, a economia de guerra forçou a abolir os sindicatos operários, a


confiscar as fortunas privadas e a fechar os Parlamentos, pondo assim em cheque os
pilares básicos da sociedade liberal.

c) Durante a guerra foi preciso instaurar regimes autoritários e ditatoriais em países


antes liberais como a França e a Inglaterra, num prenúncio do fascismo ainda por vir.

d) A guerra transformou Estados antes liberais em gestores de uma economia


militarizada que utilizou de novo o trabalho servil para a confecção de armas e
munições, em flagrante desrespeito às liberdades individuais.

e) Derrotadas na Primeira Guerra Mundial, as grandes potências liberais foram, por tal
razão, impotentes para conter, a seguir, o desafio comunista e o fascismo.


(UFRN) Em relação à Segunda Guerra Mundial, é correto afirmar que:

a) Hitler empreendeu uma implacável perseguição aos judeus, que resultou


na morte de seis milhões de pessoas;
b) os norte-americanos permaneceram neutros na guerra até 1941, quando
bombardearam Hiroshima e Nagasaki;
c) de Gaulle foi o chefe do governo de Vichy;
d) com o ataque alemão a Pearl Harbor, os norte-americanos resolveram
entrar na guerra;
e) a Crise de 1929 nada teve a ver com a Segunda Guerra Mundial.
(ENEM) Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da
União Soviética, não foram um período homogêneo único na história do mundo.
(…) dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década
de 70. Apesar disso, a história deste período foi reunida sob um padrão único pela
situação internacional peculiar que o dominou até a queda da URSS.

(HOBSBAWM, Eric J. Era dos Extremos. São Paulo: Cia das Letras,1996)

O período citado no texto e conhecido por “Guerra Fria” pode ser definido como
aquele momento histórico em que houve:

a) corrida armamentista entre as potências imperialistas europeias ocasionando a


Primeira Guerra Mundial.

b) domínio dos países socialistas do Sul do globo pelos países capitalistas do Norte.

c) choque ideológico entre a Alemanha Nazista / União Soviética Stalinista,


durante os anos 30.

d) disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as potências


orientais, como a China e o Japão.

e) constante confronto das duas superpotências que emergiram da Segunda Guerra


Mundial.
a) a apropriação de objetos do cotidiano, na
tentativa de romper qualquer barreira entre a
arte e a vida comum. As obras acima fazem
parte do movimento Pop Art, do inglês “arte
popular”, que começou em 1960 nos Estados
Unidos.

b) o interesse do artista são os temas comuns,


que falem sobre o cotidiano. Para tornar suas
obras populares o artista Pop usa semelhantes
recursos aos dos meios de comunicação em
massa apropriando-se de objetos e produtos
de gosto popular.

c) que o artista faz uso de apropriações comuns à


produção artística contemporânea. Suas obras,
naquele momento, tinham um caráter de
contestação política e se inseriam nas novas
formas de propor arte que se popularizavam
desde os anos 60.

Durante a ditadura militar no Brasil, a partir do d) que o valor artístico não está na imagem e sim
golpe de 1964, muitos artistas foram perseguidos e na ação proposta pelo artista, que propõe a
reprodução da sua obra por qualquer pessoa
impedidos de mostrar suas obras. Toda a criando uma barreira que o protegia da
censura e fazia sua obra ser popular e ele um
produção artística deveria antes ser avaliada pela artista conhecido por todos.
censura, que liberava o que considerava adequado
e) a tentativa do artista em burlar a ditadura. Se
para ser mostrado ao público. Manifestações observarmos bem, as duas obras fazem parte
de um mesmo trabalho - Inserções em
contrárias ao governo militar só passavam pela circuitos ideológicos - e só podem ser
censura se conseguissem enganar os censores, ou entendidas quando todas as obras desse
projeto estão juntas.
se encontrassem outros caminhos de divulgação.

Nas obras acima podemos perceber


ENEM 2010
Ato Institucional nº 5

Art. 10 - Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos,
contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.

Art. 11 – Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de


acordo com este Ato Institucional e seus Atos Complementares, bem como os
respectivos efeitos.

Disponível em: http://www.senado.gov.br. Acesso em: 29 jul. 2010.

Nos artigos do AI-5 selecionados, o governo militar procurou limitar a atuação do


poder judiciário, porque isso significava

a) a substituição da Constituição de 1967


b) o início do processo de distensão política
c) a garantia legal para o autoritarismo dos juízes
d) a ampliação dos poderes nas mãos do Executivo
e) a revogação dos instrumentos jurídicos implantados durante o regime militar
de 1964
Em 1974, a cantora Elis Regina, gravou a canção “O Mestre-sala dos Mares”,
cujo título original era “O Almirante Negro”, da dupla de compositores João
Bosco e Aldir Blanc. No entanto, o caminho para o lançamento da música foi
longo porque:

a) A primeira versão usava termos inadequados de acordo com a moral vigente


na época.
b) Ambos os compositores eram visados pela ditadura por seu envolvimento
com o partido Comunista.
c) A censura não liberou a letra, pois esta usava termos como “almirante” e
“marinheiro”, que foram considerados inadequados.
d) Os censores implicaram com o fato de um homem negro ser homenageado
por dois expoentes da Música Popular Brasileira (MPB).
(UECE/2018)

Leia atentamente os seguintes excertos a respeito da atuação da Igreja Católica no Brasil na década de 1960:

“Certamente sem querer, a ditadura contribui bastante para a conscientização do clero e bispos em algumas áreas. O caso de
D. Paulo Evaristo Arns, cardeal-arcebispo de São Paulo […] é bem expressivo. […] Em 1964, simpatizou com o golpe, como
a maioria dos religiosos. […] Como em todo o Brasil, a repressão agiu brutalmente em São Paulo, sobretudo após o AI-5, e
logo D. Evaristo passou a receber denúncias e mais denúncias de famílias de mortos, “desaparecidos”, mutilados. A
exemplo de D. Waldyr, ele “não podia ficar parado”. Gradativamente, tornou-se um de nossos bispos mais corajosos,
combativos e identificados com a causa do povo”.

SALEM, Helena. Dos palácios à miséria da periferia. In: SALEM, Helena (Org.). A Igreja dos Oprimidos. Col. Brasil Hoje nº
3. São Paulo: Ed. Brasil Debates, 1981, p.33.

“Em 1964, enquanto a maioria do episcopado defendia o golpe de Estado, iniciavam-se perseguições políticas, inclusive
entre padres e outros religiosos, forçando gradativamente a hierarquia a assumir a defesa desses setores. Se a ala
conservadora se encarregava de aproximar a Igreja do Estado, os setores progressistas participavam de passeatas e
manifestações em oposição ao regime, num “processo educativo em que as bases educam seus dirigentes”.

DOIMO, Ana Maria. Movimento Social Urbano, Igreja e Participação Popular. Petrópolis, RJ: Vozes, 1984, p.34.

A partir dos textos acima, pode-se concluir acertadamente que

a) todos os setores da Igreja Católica, inclusive aqueles ligados à TFP (Tradição, Família e Propriedade), participaram
ativamente dos movimentos que visavam derrubar o regime autoritário instalado em 1964.
b) apesar de alguns opositores ao regime militar aparecerem no início do período ditatorial, não houve, ao longo dos 21
anos de governos militares, nenhuma oposição dentro da Igreja.
c) a Igreja Católica apoiou o início da ditadura militar iniciada em 1964, mas, a partir dos atos praticados pelos governos
do período, nasceram dentro dela movimentos de oposição ao regime.
d) como em tantos outros momentos da nossa história, a Igreja Católica, assim como outras igrejas cristãs, não se envolveu
em questões políticas, deixadas ao encargo dos leigos.
(FMABC SP/2018)

O processo de redemocratização do Brasil que marcou a transição para o governo


civil, entre 1974 e 1985, foi

a) imposto pelo setor moderado das Forças Armadas e apoiado pelos partidos
liberais, resultando na completa neutralização dos grupos armados de esquerda
que lutavam contra o regime militar.
b) compactuado pelos diversos setores das Forças Armadas e pelas elites civis,
mas marcado por restrita mobilização operária, o que contribuiu para a
decretação de uma Lei de Anistia que inocentava tanto as ações dos grupos
guerrilheiros como os torturadores.
c) contraditório, pois encampado amplamente pela esquerda e pelo setor radical
das Forças Armadas que não admitia abandonar o controle do Estado,
culminando em um impasse político que resultou na ingovernabilidade do
presidente eleito em 1985.
d) conflitivo, marcado pela existência de expressiva pressão política por parte de
movimentos sociais e da oposição liberal, mas conduzido pelos militares, que
impuseram eleições indiretas, ao fim desse período de transição.
e) consensual, apoiado por grandes empresários de multinacionais, partidos de
oposição, e pelo setor mais conservador das Forças Armadas, resultando na
convocação de uma assembleia constituinte para a efetivação da mudança
política.
(UNCISAL AL/2018) A ditadura no Brasil, até pelo longo período que durou, foi uma
construção histórica. É impossível compreendê-la sem trazer à tona suas bases políticas e sociais
– múltiplas e diferenciadas. A partir dos anos 1980, foram elaboradas, em nome da conciliação
nacional, “versões e memórias apaziguadoras”, deixando de lado o debate acerca das bases
sociais que sustentaram o regime.

REIS FILHO, Daniel Aarão. Ditadura e democracia no Brasil: do golpe de 1964 à Constituição de
1988. Rio de Janeiro: Zahar, 2014. p. 128 (Adaptado).

Considerando o debate historiográfico sobre o período de 1964 a 1985 no Brasil, assinale a


alternativa correta.

a) Foi um período marcado por presidentes advindos do exército brasileiro, como João Goulart
e José Sarney.

b) O início desse momento histórico foi marcado por uma série de manifestações (ou
"marchas") organizada principalmente por setores do clero, por entidades femininas e por
políticos conservadores, intitulada Marcha da Família com Deus pela Liberdade.

c) A economia desse período foi marcada por fortes depressão e flutuação cambial, frutos do
capitalismo liberal implementado pelos presidentes militares.

d) Esse período foi marcado por uma grande efervescência cultural, como o movimento
tropicália e o cinema novo, que foi fruto de políticas do Estado como o Ato Institucional 5.

e) Foi um período em que a liberdade política prevaleceu, sendo marcado por uma
multiplicidade de partidos políticos, como MDB, ARENA, PSOL, PT, PSDB.
(Enem 2016)
Batizado por Tancredo Neves de "Nova República", o período que marca o
reencontro do Brasil com os governos civis e a democracia ainda não completou seu
quinto ano e já viveu dias de grande comoção. Começou com a tragédia de
Tancredo, seguiu pela euforia do Plano Cruzado, conheceu as depressões da inflação
e das ameaças da hiperinflação e desembocou na movimentação que antecede as
primeiras eleições diretas para presidente em 29 anos.
O álbum dos presidentes: a história vista pelo JB. Jornal do Brasil, 15 nov. 1989.

O período descrito apresenta continuidades e rupturas em relação à conjuntura


histórica anterior. Uma dessas continuidades consistiu na:

a) representação do legislativo com a fórmula do bipartidarismo.

b) detenção de lideranças populares por crimes de subversão.

c) presença de políticos com trajetórias no regime autoritário.

d) prorrogação das restrições advindas dos atos institucionais.

e) estabilidade da economia com o congelamento anual de preços.


(UFPR) – Universidade Federal do Paraná –
Que alternativa apresenta fator que levou à ingovernabilidade e ao posterior
impeachment do presidente Fernando Collor de Mello?

a) Reação das elites ao confisco da poupança pelo Plano Collor e à taxação do


capital financeiro.

b) Pressão dos Estados Unidos, que viam nas reformas propostas por Collor
indícios de uma política protecionista prejudicial a seus interesses comerciais.

c) Envolvimento do presidente em atentado ao líder oposicionista Ulisses


Guimarães.

d) Pressão dos partidos de oposição, entidades profissionais e movimento


estudantil pela apuração das denúncias de corrupção no governo.

e) Conspiração militar que culminou em golpe de estado, devido à


esquerdização da política de governo e à aproximação diplomática entre o
presidente e os países comunistas.
Observe o mapa abaixo:

Temos, acima, a representação do espaço geográfico industrial brasileiro. O que se pode perceber,
com a leitura do mapa, é:
a) a dinâmica homogênea da industrialização brasileira.
b) o peso que a Zona Franca de Manaus possui graças ao fato de ela, sozinha, ser equivalente a toda
produção industrial do centro-sul do país.
c) a herança histórica da concentração industrial ocorrida na região Sudeste do país.
d) o elevado processo de devastação de áreas naturais para a construção de zonas industriais.
e) que o Rio Grande do Sul é a Unidade Federativa mais industrializada do país.


 Vidas Negras Importam
 Clima
 Mulheres
 Tecnologia
Referências e material de apoio

 https://blog.enem.com.br/4692/

 https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/quais-os-assuntos-mais-cobrados-de-historia-no-enem/
 https://guiadoestudante.abril.com.br/enem/enem-o-que-cai-na-prova-de-ciencias-humanas-e-suas-tecnologias/
 https://www.passeidireto.com/arquivo/59243083/missu-questoes-modelo-enem-com-gabarito
 http://claudiorecco.com.br/wp-content/uploads/2016/02/As-Ciencias-Humanas-do-ENEM.pdf
 https://soexercicios.com.br/plataforma/questoes-de-vestibular/ENEM/15641/Segundo-Reinado/2?init=true&ves
tibular=ENEM&topicos=15641&page=2&assuntos=-segundo-reinado-#
login ]
 https://www.todamateria.com.br/exercicios-sobre-a-republica-velha/

 HISTÓRIAS DO BRASIL - https://


www.youtube.com/watch?v=lIVU79GTsw4&list=PLLOoZxPk_oPsfzk2rdBtoY-jykOqAefKx (IMPORTANTE)

 Se liga nessa História - https://www.youtube.com/user/seliganessahistoria1


 Canal História e Tu - https://www.youtube.com/channel/UCaC3mNKKYcuAtaSuCUzU5VA
 DESCOMPLICA - https://www.youtube.com/channel/UCT0JugAtGmqiYkwxFZOwAtg

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