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INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA EM CRIANÇAS COM

NECESSIADES EDUCATIVAS ESPECÍFICAS


(NEE)
“Estar incluído é muito mais do que uma presença física: é um
sentimento e uma prática mútua de pertença entre a escola e a
criança, isto é, o jovem sentir que pertence à escola e a escola
sentir que é responsável por ele”.
(Rodrigues, 2003, p. 95)
Conceito de NEE

O conceito de necessidades educativas especiais (NEE) surge de uma evolução de


conceitos que, ao longo do tempo, se foram generalizando a quase todos os países
desenvolvidos. Assim, a aceitação e as atitudes perante pessoas com NEE é algo
que tem vindo a ser desenvolvido em função dos contextos sociais e educacionais
em que vivemos.
“Desde sempre existiram pessoas com reduzida capacidade de
compreensão, deformadas ou com qualquer outro tipo de limitação. Em
conformidade com estas características a sociedade julgou-as como não
educáveis e, de várias formas, segregou-as. Estes dois aspectos
caminharam juntos ao longo da história destes sujeitos” - Sousa (1998)
O termo NEE vem, então, responder ao princípio da progressiva
democratização das sociedades, refletindo uma igualdade de direitos no
que respeita à não discriminação de crianças ou jovens em idade escolar,
nomeadamente ao nível das suas características físicas ou intelectuais.
Contudo, importantes autores definem NEE com sendo algo que:

“(…) têm certos alunos com dificuldades maiores que o habitual (mais amplas
e mais profundas) e que precisam, por isso, de ajudas complementares
específicas. Determinar que um aluno apresenta NEE supõe que, para atingir
os objetivos educativos, necessita de meios didáticos ou serviços particulares
e definidos, em função das suas características pessoais”
Este conceito tem por base problemas sociais, físicos, intelectuais e
emocionais, bem como dificuldades de aprendizagem resultantes de fatores
orgânicos ou ambientais. Para o autor, este termo adequa-se a crianças e
jovens que, ao nível escolar, não conseguem acompanhar o currículo
normal, devendo o estabelecimento educativo e o educador realizar
adaptações e transformações com o objetivo de proporcionar estratégias
integrativas e não discriminatórias.

ESCOLA
(função institucional)
É nesta linha que emerge o papel da escola na relação com as crianças e
jovens com NEE, devendo destacar-se o facto de ser importante que os
seus currículos se encontrem preparados para responder, de forma
convincente, à problemática do aluno, de acordo com as suas
particularidades. O currículo deverá ser aberto e flexível, tendo por base
uma escola para todos e uma educação não segregada, não
descartando a responsabilidade de equacionar e disponibilizar respostas
educativas às diversas necessidades dos alunos.