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TECNOCIÊNCIAS

• Seu enfoque permite refletir, entre outras coisas, sobre a


relação entre indivíduos, informações, documentos,
instituições e máquinas no processo fazê-la propriamente
(a ciência em ação).
TECNOLOGIAS NA VIDA

“(...) tudo o que se consome na Terra agora é fruto da


tecnologia científica: do alimento ao medicamento,
da vestimenta ao mobiliário e à higiene da casa, da
diversão dos jogos eletrônicos à sociabilidade dos
encontros virtuais (LUZ, 2014, p. 5).
TECNOLOGIAS NA ÁREA DE SAÚDE: dimensões

• MATERIAL: equipamentos hospitalares, medicamentos,


vacinas, instrumentos de precisão diagnóstica, órteses,
próteses, insumos nanotecnológicos, protocolos técnicos,
simuladores clínicos, manuais de procedimentos
terapêuticos, prescrições preventivas e curativas

• SIMBÓLICA: instigam desejos, guiam vontades, alimentam


imagens (de profissionais de sucesso, de consumo de
eficientes ações e práticas), sustentam esperanças,
respondem às necessidades-desejos, efetivam realidades
sanitárias, prometem longevidade sem dor e sofrimento

SABER INTERVENTOR
TECNOCIÊNCIAS

Quem faz ciência?


Os de dentro Os de fora

(esotérico) (exotérico)

“quanto mais esotérica uma parte da tecnociência, mais


exotérico precisa ser o recrutamento de pessoas.” (p. 260)

-Interdependência, em coletivo/relações heterogêneas

•É um gigante sobre ombros de anões! (p. 173)


•É questão de desenvolvimento (p.278)
TECNOCIÊNCIAS

•Pesquisador: observação tanto para dentro quanto para


fora do laboratório, visando identificar o maior nº possível
de atores que participam do processo de fazer Ciência =>
REDE -> fluxos, movimentos (ir e vir).

•MOVIMENTOS: aproximações e aos distanciamentos em


relação ao trabalho dentro (centro) e fora (periferia) dos
laboratórios.
TECNOCIÊNCIAS & DESIGUALDADES

• o país que tenha um sistema científico pequeno pode


acreditar nos fatos, comprar as patentes, importar
conhecimentos, exportar pessoal e recursos, mas não
poderá questionar, discordar ou discutir e ser levado a
sério.

• No que se refere a construção de fatos, um país desses


não tem autonomia.

• Metodologia – taxas de investimentos dos países em


ciência, P&D
A SINGULARIDADE DAS CIÊNCIAS:

“... é invenção peculiar - o dispositivo experimental -


que produz ficções convincentes, ficções que têm o
poder de fazer calar qualquer adversário” (Stengers,
1993).

“... diz respeito ao seu poder de produzir assimetrias,


produzir nós em uma rede de atores, de produzir
pontos de passagem obrigatória”. (Latour, 1994)
“A ciência é a política praticada por outros meios”
(Idem, p. 168).
É política na medida em que ela é fonte de poder, ié,
ela convence, interessa, mobiliza, desloca os mais
diversos atores.
TECNOCIÊNCIAS

• DOCUMENTAÇÃO: em seu aspecto burocrático viabiliza


que os resultados das atividades de cientistas e de
engenheiros viagem longas distâncias, propagando-se pela
multiplicidade de fios e de malhas que formam uma
grande rede de saberes e redefinem laços sociais.
Análise sociotécnica: conexões entre técnico &
científico (B. Latour, M. Callon, John Law)

CONEXÕES
(rupturas, alianças,
conflitos) - Especialistas e não especialistas
- Humanos e não humanos

Recusa à dicotomia
(dos modernos):
NATUREZA-CULTURA

Equivalentes nos
processos sociotécnicos
Indissociáveis
Híbrido -> não é possível purificar
- Redes de interesses sociais são insuficientes para explicar
as práticas cotidianas de pesquisa

- Abordagem interdisciplinar não-moderna, descentrada do


humano que religue aqueles elementos (híbridos de
natureza-cultura)=> TRADUÇÃO

- esses encadeamentos sucessivos de relações que tecem a


ação também são chamados TRANSLAÇÃO
Redes Sociotécnicas Complexas
A visão de mundo moderna opõe natureza e cultura,
conhecimentos e artefatos, humano e não-humano entre
outras disjunções.

Mas no mundo da vida real essas dimensões estão


integradas em redes sociotécnicas complexas, onde não
há como separar esses elementos que se interpenetram.

Atores e objetos não existem em si mesmos, mas


surgem como parte de redes ao mesmo tempo semióticas
e sociais, econômicas e politicas, tecnológicas e naturais
em constante interação, nas quais eles são observados,
nomeados, compreendidos e realizados.
Inexistente centralizada, descentralizada, distribuída, + complexa
(BARAN, Paul (1964). "On Distributed Communications Networks," IEEE Transactions on Communication Systems, V.12 (1), pp. 1-9.)
REFERENCIAS