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Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Campus A.C. Simões


ICF – Instituto de ciências Farmacêuticas
Disciplina: Bioquímica 2

Uma história de transporte de membrana


e bioenergética

Akyla Rannilly de Araújo Silva


Erica
Laylane Carlos Araujo do Nascimento
Maxwell
Myllena Dalila Silva Paulino

Maceió
20 de Outubro de 2020
Introdução
Por meio de análises químicas realizadas em
1930 em tecidos e células foram percebidas
distribuições assimétricas na concentração dos íons
potássio e sódio dentro e fora das células, após Figura 1 - Theorie auf die
tierischen Organismen
estudos mais aprofundados a hipótese era de que
algo delimitava essa distribuição, não era possível ser
observada na microscopia da época, assim supunha-
se que cada delimitação (membrana), teria uma
permeabilidade seletiva para cada tipo de soluto.
Nesta época foco dos bioquímicos era no
metabolismo das células. Grande participação nesse
metabolismo se deve a membrana plasmática.

Disponível em:
https://bit.ly/3koBCWE
• Células são unidades funcionais
básicas realizando uma série de
processos vitais, sejam em
organismos multicelulares ou A célula
unicelulares.
• Várias células são especializadas Figura 2 – Célula e suas estruturas
para tarefas particulares, em
seguida agrupadas em tecidos e
órgãos.
• Além disso, apresentam alto grau
de organização.
• Importante saber que as
mitocôndrias são as principais
responsáveis pela geração de
energia que permite seu
funcionamento.

Disponível em: – Estudopessoal.com


Membrana PLASMÁTICA

Figura 4 – Membrana e suas estruturas

A membrana plasmática é uma estrutura que delimita a célula, separando o meio intracelular
do meio externo. Apresenta em sua composição lipídios, proteínas e outras substâncias.

Além disso,são estruturas rígidas, formada majoritariamente por uma bicamada


fosfolipídica. Fornece resistência mecânica, definindo o meio interno do externo,
controlando assim o que cruza para fora e para dentro.
Transporte

A membrana plasmática é a principal responsável por mediar os transportes do que existe


dentro e fora da célula, ela funciona como uma blitz que regula quem vai entrar e sair nas
exatas ocasiões.

Algumas proteínas auxiliam no transporte, estão inseridas na membrana, outras se


combinam com produtos químicos específicos que servem como encaixes ou atraem essas
proteínas no meio extracelular, servindo como receptores de informação sinalizadas por
produtos químicos.

Esse transporte que ocorre nas membranas pode ocorrer de forma ativa ou passiva, sendo
que na ativa irá ocorrer gasto energético.
Transporte Figura 5 – Processo de osmose

Transporte passivo: São os que ocorrem sem gasto energético,


onde apenas moléculas com baixo peso molecular conseguem
atravessar a membrana, existem 3 tipos:

• Difusão simples: é o processo onde os solutos ou


partículas vão de acordo com o gradiente de
concentração, passa do meio mais concentrado para o
menos concentrado.
• Difusão facilitada: nela proteínas da membrana
plasmática mudam a sua configuração e reconhecem a
substância a ser transportada como em um mecanismo
de “chave e fechadura”.
• Osmose: ocorre a difusão das moléculas de água
(solvente) para o meio onde há maior concentração de
solutos.
Figura 6 – Processo de osmose

Ambas disponíveis em
biologia.net
Transporte

Transporte Ativo: Neste processo, as substâncias


são transportadas com gasto de energia, podendo Figura 7 – Transporte ativo primário e secundário
ocorrer do local de menor para o de maior
concentração (contra o gradiente de concentração).
• As células de muitos organismos criam
mecanismo de distribuição assimétrica de
sódio e potássio através da membrana onde
quem geralmente estabelece esse gradiente é
uma enzima da membrana plasmática que
mantem os mesmos sempre em níveis
regulares a bomba de sódio e potássio onde
são mandados sódio para fora e potássio
para dentro da célula, isso custa energia para
célula, o ATP.
• Também existe o transporte ativo secundário
onde o gradiente de sódio criado é utilizado
também para a passagem de outras
substâncias.
TRANSPORTE TRANSPORTE
ATIVO ATIVO
PRIMÁRIO SECUNDÁRIO

Disponível em – Uma história de transporte de


membrana e bioenergética
Transporte
Figura 8 – Transportes

• A troca de substâncias entre o meio


intercelular e o intracelular é de
extrema importância para garantir a
manutenção do equilíbrio osmótico
contra o risco de rupturas, que vão
além do bombardeamento de H+.

Vídeo 1 - Mecanismo
Base
Disponível em: NUEPE -UFPR

Desenho feito por aluna:


Myllena Dalila
Potencial de Membrana Figura 9 – Diferença de
concentração de íons

(P.D.M.)

• Ocorre devido a diferença de


concentração de íons
• Gera tensão na membrana
• Importante para o fluxo de
informação e energia celular
• Participação do transporte ativo
• Envolvido em importantes funções
da célula.

Disponível em:
Wordpress.com
Mitocôndria
Figura 10 – Mitocôndria e suas estruturas

Além da membrana plasmática, as mitocôndrias são


organelas celulares que estão presentes em
praticamente todas as células eucarióticas.

Elas são encontradas em maior número nas regiões

Carreadores
em que há um maior gasto energético. São as
mitocôndrias as organelas responsáveis pelo processo
de respiração celular, um processo de obtenção de
energia que acontece na presença de oxigênio.

Vale ressaltar também,que a mitocôndria é


responsável pela produção de energia que ocorre
dentro dos processos de metabolismo celular.

Disponível em: Estudopessoal.com


Metabolismo
celular

Figura 11 – Metabolismo
• O metabolismo se refere ao conjunto de reações
bioquímicas que controla a degradação de substâncias em
nosso organismo. Grande parte da formação de energia irá
ocorrer na mitocôndria.

• A respiração celular, processo de síntese de ATP, pode ser


estudada em 3 fases começando com o metabolismo da
glicose na fase 1 chamada de glicólise, depois ciclo de
Krebs e por último fosforilação oxidativa.

• A seleção natural estabeleceu ATP como a molécula


principal para o metabolismo celular, criando assim uma
moeda para armazenamento e utilização de energia. Essa
escolha geriu a necessidade da síntese de ATP que é
frequentemente denominado como um composto "rico em
energia", referindo-se à sua "energia livre".

Disponível em: Stoodi


Glicólise

Na glicólise 5 passos são fundamentais, são eles:

1. Em resumo, essa etapa da respiração celular irá efetuar a quebra da molécula de


glicose em duas moléculas de piruvato, que por sua vez irão proporcionar 4 ATPS
a custo de 2 ATPS.
2. Na glicólise veremos a formação do piruvato ao longo de uma rota específica, isso
envolve a formação e quebra de ligações covalentes bem como a participação de
enzimas que favorecem a formação da glicose com fosfato em seu sexto carbono,
glicose-6-fosfato.
3. Além disso, as enzimas favorecem, ainda, duas reações consecutivas que
conduzem a liberação de energia de uma ao armazenamento de energia da outra.
Isto é a fosforilação, adição de fosfato à molécula da glicose, é usada na síntese
de duas moléculas de ATP.
4. Um problema intrínseco a síntese de ATP é o consumo líquido de (NAD +), um
carregador de energia que deve ser reciclado para manter o fluxo da glicólise. Isso
é conseguido mais tarde convertendo o produto, NADH de volta a NAD+.
5. O produto da glicólise é, então, a formação de duas moléculas de piruvato, quatro
moléculas de ATP, com saldo positivo de dois ATP, uma vez que ocorre um
investimento energético celular de dois ATP, e uma molécula de NADH.
Glicólise

Figura 12 – quebra da glicose em piruvato

Disponível em: Biologiatotal.com.br


Ciclo de Krebs

Seguinte ao processo de glicólise, os piruvatos resultantes dela vão


direto para a mitocôndria, onde irá ocorrer o ciclo de Krebs.

A maior parte da captura de energia resulta da conversão de piruvato


em dióxido de carbono e água ao longo do ciclo de Krebs que ocorre
na matriz mitocondrial. Aqui dois pontos merecem atenção.

1. Durante o ciclo a molécula de piruvato sofre rearranjos e quebras


sucessivas que liberam energia, a maior parte desta é capturada
pelo NAD+ que se transforma em NADH. Aqui a formação do ATP
nessa forma é baixa.
2. Aqui também atua o FAD+, assim como o NAD o FAD é um cofator
bioquímico que armazena energia na forma de H+ porém em menor
quantidade.
Ciclo de Krebs

Figura 13 – ciclo de Krebs

Disponível em: Biologiatotal.com.br


Fosforilação
Oxidativa

Essa fase ocorre nas cristas mitocondriais, todos os NADH gerados retornam
a forma de NAD+, nesse retorno eles geram ATP, essa é a fase em que
ocorre mais geração de energia, também chamada de cadeia respiratória, os
detalhes aos quais precisaremos nos atentar são os seguintes:

1. A reciclagem de NADH em NAD+ ocorre nessa fase do ciclo e é aqui que a


formação propriamente dita, do ATP, vai acontecer.
2. Aqui a energia absorvida no cofator (NADH/FADH) vai sendo liberada aos
poucos em uma estrutura denominada cadeia respiratória, localizada na
membrana interna da mitocôndria, nesse processo é induzido a diferença de
concentração do H+ no exterior da membrana interna para que
posteriormente esse diferencial seja utilizado em favor da síntese de ATP,
com participação da proteína ATP sintase, que fica então disponível para
atividades de alimentação em toda a célula.
3. Gradientes de íons transmembranares, portanto, representam uma segunda
moeda comum para a economia celular.
Figura 14 – Fosforilação Oxidativa Fosforilação
Disponível em: Biologiatotal.com.br Oxidativa
Figura 15 – Equação geral
Disponível em: salabioquimica.com.br

Vídeo 2 – Computação gráfica / Respiração


celular

Disponível em: https://youtu.be/eFlRzifgF60


Agradecemos a sua atenção