Você está na página 1de 33

1.

CONCEITOS

CHAMA-SE ASSOCIAÇÃO A:
n Um conjunto de pessoas que se agrupam voluntariamente para
atingir um fim comum;
n Uma organização formada por vários membros, na base de
interesses comuns e controlada pelos mesmos;
n Uma organização que trabalha para a melhoria das condições de
vida dos seus membros, resolvendo assim os seus problemas;
n Num sentido amplo, qualquer iniciativa formal ou informal que
reúne pessoas físicas ou outras sociedades jurídicas com
objectivos comuns, visando superar dificuldades e gerar
benefícios para os seus associados;
2. CARACTERÌSTICAS E PRINCÍPIOS GERAIS DO
ASSOCIATIVISMO (DAS ASSOCIAÇÕES)

O associativismo em geral é caracterizado por:

 Reunião ou junção de mais pessoas para a realização de objectivos e


interesses comuns;

 Seu património é constituído pela contribuição dos associados, ou por


doações, subvenções, etc.;

 Seus fins podem ser alterados pelos próprios associados por


deliberação em assembleia;
 Os seus associados deliberam livremente;

 São entidades do direito privado e não público


CARACTERÌSTICAS E PRINCÍPIOS GERAIS DO ASSOCIATIVISMO (DAS ASSOCIAÇÕES)

1 - PRINCÍPIO DA ADESÃO VOLUNTÁRIA E LIVRE

“As associações são organizações voluntárias, abertas a todas as


pessoas aptas e a usar seus serviços e dispostas a aceitar as
responsabilidades de sócio, sem discriminação social, racial,
política, religiosa e de género”.

Não precisa empurrar


CARACTERÌSTICAS E PRINCÍPIOS GERAIS DO ASSOCIATIVISMO (DAS ASSOCIAÇÕES)

2 – PRINCÍPIO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA PELOS SÓCIOS

“As associações são organizações democráticas, controladas por seus


sócios, que participam activamente no estabelecimento de suas políticas e
na tomada de decisões. Homens e mulheres, com direitos iguais, eleitos
como representantes, são responsáveis para com os sócios”.
CARACTERÌSTICAS E PRINCÍPIOS GERAIS DO ASSOCIATIVISMO (DAS ASSOCIAÇÕES)

3 – PRINCÍPIO DA PARTICIPAÇÃO ECONÔMICA DOS SÓCIOS

“Os sócios contribuem de várias formas (em dinheiro, trabalho ou produtos),


para o desenvolvimento das suas actividades ou para o funcionamento, e
controlam democraticamente as suas associações. Os sócios destinam
eventual uso dos bens ou valores contribuídos para os seus o objectivos
através de deliberação em assembleia geral”.
CARACTERÌSTICAS E PRINCÍPIOS GERAIS DO ASSOCIATIVISMO (DAS ASSOCIAÇÕES)

4 - PRINCÍPIO DA AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA


“As associações são organizações autónomas de ajuda mútua, controladas
por seus membros. Entrando em acordo operacional com outras
entidades, inclusive governamentais, ou recebendo capital de origem
externa, devem fazê-lo de forma a preservar seu controle democrático
pelos sócios e manter sua autonomia”.
CARACTERÌSTICAS E PRINCÍPIOS GERAIS DO ASSOCIATIVISMO (DAS ASSOCIAÇÕES)

5 – PRINCÍPIO DA EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO

“As associações devem proporcionar educação e formação aos sócios,


dirigentes eleitos, gestores, de modo a contribuir efectivamente
para o seu desenvolvimento. Eles deverão informar o público em
geral, particularmente os jovens e os líderes formadores de opinião,
sobre a natureza e os benefícios da cooperação
CARACTERÌSTICAS E PRINCÍPIOS GERAIS DO ASSOCIATIVISMO (DAS ASSOCIAÇÕES)

 6- PRINCÍPIO DA INTERAÇÃO

 “As associações atendem a seus sócios mais efectivamente e fortalecem


o movimento associativo trabalhando juntas, através de estruturas ou
uniões locais, nacionais, regionais e internacionais”.
CARACTERÌSTICAS E PRINCÍPIOS GERAIS DO ASSOCIATIVISMO (DAS ASSOCIAÇÕES)

7 – INTERESSE PELA COMUNIDADE

“As associações trabalham pelo desenvolvimento sustentável de suas


comunidades, municípios, regiões, estados e país através de políticas
aprovadas por seus membros, é assim que as suas intervenções devem se
reflectir em benefício para as suas comunidades”.
3. TIPOS DE ASSOCIAÇÕES

 O termo ASSOCIAÇÃO agrega uma série de modelos


de organização (associações, sindicatos, clubes...) que
possuem objectivos e finalidades diferentes entre si,
mas, que se unem nessa nomenclatura por possuírem
características básicas semelhantes
TIPOS DE ASSOCIAÇÕES

1. ASSOCIAÇÕES FILANTRÓPICAS

 Reúnem voluntários que prestam assistência social a crianças,


idosos, pessoas carentes. Seu carácter é basicamente o da
assistência social. Inclui associações em defesa de pessoas em
condições marginais na sociedade ou que não estão em condições de
superar suas próprias limitações. associação de meninos de rua,
crianças com necessidades especiais, ete
TIPOS DE ASSOCIAÇÕES

2. ASSOCIAÇÕES CULTURAIS, DESPORTIVAS E SOCIAIS

Organizadas por pessoas ligadas ao meio artístico, tem objectivos


educacionais e de promoção de temas relacionados às artes e questões
polemicas da sociedade tais como racismo, género, violência... Fazem
parte desse grupo ainda, os Clubes desportivos e sociais;
TIPOS DE ASSOCIAÇÕES

3. ASSOCIAÇÕES DE CLASSES

Representam os interesses de determinada classe profissional e/ou


empresarial. Ex. Associações de enfermeiros, de professores, ...
TIPOS DE ASSOCIAÇÕES

 4. ASSOCIAÇÕES DE PRODUTORES

 Incluem-se as associações de camponeses, de pequenos proprietários


rurais, de artesãos, que se organizam para realização de actividades
produtivas e/ou defesa de interesses comuns ou representação política na
área produtiva e inclui as cooperativas.
6. ÓRGÃOS SOCIAIS DE UMA ASSOCIAÇÃO

ASSEMBLEIA
GERAL

AG

CONSELHO DE CONSELHO
DIRECÇÃO FISCAL

CD

CF
6. COMPOSIÇÃO DOS ÓRGÃOS SOCIAIS DE UMA ASSOCIAÇÃO

ASSEMBLEIA GERAL
(AG)
(Todos membros reunidos)

Conselho Fiscal
Conselho de Direcção
Presidente Presidente
1 Vogal
Tesoureiro 2 Vogal
Secretario

Gestores
(Equipe operativa) Estes são os empregados,desde o gerente,
os animadores de
extensão/demonstradores, animadores
associativos, balconistas, ete,
FUNÇÕES DOS ÓRGÃO SOCIAIS DE UMA ASSOCIAÇÃO

FUNÇÕES DA ASSEMBLEIA GERAL (AG)

 Toma as decisões mais importantes da vida da associção, tais como:

 Apreciar e aprovar o plano e orçamento, os relatórios de actividades e de


contas,

 Eleger os membros que compõem o Conselho de Direcção e do


Conselho Fiscal

 Aprovação dos estatutos Vs Alteração dos estatutos

 Dissolução da associação
FUNÇÕES DOS ÓRGÃO SOCIAIS DE UMA ASSOCIAÇÃO

FUNÇÕES DO CONSELHO DE DIRECÇÃO

 O conselho de direcção representa e faz a gestão do dia a dia da


associação

 Elabora e submete a aprovação da assembleia geral (AG) o relatório de


actividades e de contas do seu mandato e a proposta de plano de
actividades e orçamento

 Estabelece acordos de cooperação e assistência com outras instituições

 Aprecia admissão de novos membros e remete a aprovação da AG


FUNÇÕES DOS ÓRGÃO SOCIAIS DE UMA ASSOCIAÇÃO

FUNÇÕES DO CONSELHO FISCAL

 Verificar o cumprimento dos estatutos, regulamento interno e outros


instrumentos que regulam o funcionamento da associação;
 Verificar o cumprimento das decisões tomadas em assembeia geral;
 Examinar os livros de registo e toda a documentção da associação;
 Verificar e assegurar que os meios da associação estão sendo bem
geridos;
 Emitir parecer sobre os relatórios, planos e orçamento do conselho de
direcção;
 Acompanhar trabalhos de auditoria que vir a ser realizados
COMO SURGE UMA ASSOCIAÇÃO

A razão para se organizar em Associação é a existência de problemas


concretos para os quais a união das pessoas é a solução mais eficaz para
resolve-los – Somar esforços, recursos, ideias, etc. Vontade e desejo de
várias pessoas torna tudo mais fácil, mais barato e possível de ser realizado

Qual é o
problema?
O fundamento essencial do Que soluções? ? ? ?
associativismo é, então, a ?
soma de esforços
proporcionando soluções
eficazes para problemas
comuns
COMO SURGEM INICIATIVAS DE CRIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO

Será possível que a ideia de criar associação surja de uma única vez
na cabeça dos seus fundadores?
• De certeza que não: Alguém pensa primeiro, procura vender a ideia
a outros, e as vezes as ideias se cruzam nesse processo, ou outros
concordam e constroi-se a ideia de todos.

Podemos examinar alguns exemplos de surgimento de


iniciativas de criação de associações:
1. Associação pode se criar a partir de iniciativas dos
próprios membros para resolver um problema
identificado e sentido pelos mesmos
2. Por vezes, a associação é, para os produtores, uma forma para se
beneficiar de algumas vantagens propostas pelas estruturas de
desenvolvimento ou de projectos, ou mesmo uma forma para
organismos de desenvolvimento terem facilidades para canalizar suas
ajudas. Em muitos casos elas são promovidas por organismos de
desenvolvimento como estratégia para uma melhor participação
comunitária nos processos de desenvolvimento que eles apoiam
3. Outras vezes podem surgir a partir de políticos, que influenciam
com discursos do tipo:
“… se vocês se associarem, podereis ter prioridades na distribuição
de insumos ou de créditos, …”
n Será que tem importância alguma a forma como as associações
nascem?
n Talvéz não!
n Mas a sua evolução poderá ser influenciada pela forma como elas
surgem, quer dizer, pode depender da forma como os seus membros
assumem o sentido de pertença da sua organização e como eles
percebem a razão da criação da associação
n Sem importar pela forma como as associações nascem, é importante
considerar que elas não devem ser consideradas perteças de
qualquer que tenha contribuido para o seu surgimento, elas devem
evoluir lançando várias actividades e funcionamando de forma
autónoma
 Uma associação só pode viver e durar se corresponder
a vontade real dos seus membros
 São demasiadas associações que surgiram de várias
maneiras e morreram
PROCESSO DE CRIAÇÃO E CONSTITUIÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO

Para se criar uma associação são necessários vários encontros de


concertação de ideias ou provocar interesse para os potenciais membros

 Estes encontros podem ser promovidos por um conselheiro (facilitador)


ou podem ser de iniciativa própria de alguns membros

 Os interessados devem verificar todas as condições para a criação da


associação.

 Vamos aqui destacar dois desses encontros:

 Encontro de preparação da assembleia (reunião) de constituição


 A reunião ou assembeia de constituição
PROCESSO DE CRIAÇÃO E CONSTITUIÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO

 Encontro de preparação da assembleia de constituição.

Os seus conteúdos são:

 Verificar a necessidade de criacao da associacao


 Que objectivos pretendem alcançar com a criação da associação
 Qual é o nível de interesse dos potenciais membros
 Discutir as vantagens da constituicao de uma associacao
 Escolher ou criar uma comissão instaladora e uma comissao que
trabalhará na elaboração da proposta dos estatutos

NOTA:
 A proposta de estatutos deve ser distribuida a todos interessados caso
seja possivel, antes da reuniao de constituicao
 A comissão instaladora é que Convoca a reuniao de constituicao.
PROCESSO DE CRIAÇÃO E CONSTITUIÇÃO DE UMA ASSOCIAÇÃO

 Reunião da assembleia de constituição da associação

Seus conteúdos são:

 Abertura e introdução pela comissão de constituição


 Logo de início é dado a conhecer os passos dados até a realizaçao da reunião de
constituição em forma de informe ou mesmo relatório
 Faz-se a leitura dos estatutos com todos esclarecimentos
 São aprovados os estatutos
 Definem-se os critérios ou regras para eleição dos membros que vão assumir postos
de lideranças nos órgãos sociais conforme definido nos estatutos
 Faz-se a eleição dos membros dos órgãos sociais
 Tomam posse os elementos eleitos,
 Entre outros assuntos
  
 O promotor de desenvolvimento comunitario pode ser quem coordena y articula
recursos em conjunto com a comunidade para facilitar os procesos de individuos ou
grupos com o fim de que estes logrem seus objectivos.
  
 El facilitador comunitario trabalha directamente com as pessonas para encontrar e
resolver seus propios problemas. A relação entre facilitador comunitario e os
participantes deve ser de mútua confiança, honestidade e respeto. Ajuda a desenvolver
nas comunidades seu propio diagnóstico e a identificar suasfraquezas e
potencialidades.
  
 Dentro das principais tarefas do facilirador no procesos de desenvolvimento
comunitario encontramos:
  
 ¨Estimular aos individuos para pensar e participar no seu propio desenvolviment e da
comunidade onde vive.
  
 ¨Desenvolver capacidades de liderança das pessoas com quem trabalha
  
 ¨Acomphar as pessoas para que adquieran informações a cerca dos métodos e
procedimientos que um grupo ou individuo pode utilizar para dinamizar trocas na
comunidade.
  
 ¨Apoiar na formulação de projectos e os mecanismos apropiados através dos quais
podem avaliar seus resultados e o produto do seu trabalho 
QUATRO LINHAS DE ORIENTAÇÃO PARA OS
CONSELHEIROS DOS GRUPOS

1.     Tomar em conta a grande diversidade de grupos


camponeses existentes e não tentar espartilha-los dentro
de um quadro jurídico RIGOROSAMENTE formal.

 Muitos dos insucessos registados na tentativa de organização


do mundo rural têm origem no facto dos dinamizadores das
actividades dos grupos terem pretendido impor esquemas
organizativos preestabelecidos no lugar de respeitar uma regra
de funcionamento básica: uma organização deve corresponder
a objectivos concretos que os seus membros pretendem
atingir, podendo ser muito formal e bem estruturada, ou
completamente informal.
2. Trabalhar com grupos não significa dar-lhes ordens ou substitui-los
no desenrolar das actividades dos mesmos, mas sim ajuda-los a
tomar decisões depois de ter avaliado devidamente todos os
condicionalismo, todas as vantagens e, sobretudo, todos os riscos, e
ajuda-los a pôr em marcha as actividades escolhidas de forma
eficiente.

3.  O trabalho de apoio aos grupos é muito importante, mas não deve ser
levado e considerado permanente, que pode coloca-los na
dependência.
 Deve se dar maior ênfase a capacitação dos seus membros, lideres e

gestores no domínio da autogestão.


 A formação dos mesmos não deve limitar-se a sessões mais ou

menos prolongadas ou repetitivas, mas devem ser avaliadas por forma


a recolher informações que facilitem a preparação das acções futuras. 
Os conselheiros devem se precaver em relação as
seguintes situações:

a)     Se contentarem em divulgar informações e fazerem


capacitações pensado que tudo o que está sendo dito
está sendo sabido e assumido,
b)    ou de tanto repetirem a mesma formação envolverem-
se eternamente nos assuntos dos seus ‘clientes’ e
substitui-los em tudo
b) Ou ainda pensarem que eles são possuidores de
conhecimentos que os seus clientes