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Diversidade Humana

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A difícil tarefa de definir quem é
negro no Brasil
 
Entrevista de Kabengele Munanga (vice-diretor do Centro de Estudos
Africanos e do Museu de Arte Contemporânea da USP).

(...) ele classifica a questão como "problemática",


sobretudo quando se discutem políticas de ação
afirmativa, como cotas para negros em universidades
públicas. "Com os estudos da genética, por meio da
biologia molecular, mostrando que muitos brasileiros
aparentemente brancos trazem marcadores genéticos
africanos, cada um pode se dizer um
afrodescendente. Trata-se de uma decisão política"
A história do povo africano é rica, e, apesar da aculturação,
do sofrimento e das grandes batalhas por direitos, os
negros se tornaram um fator preponderante na
construção do Brasil de hoje. O esforço dos grupos do
movimento negro em todo país promoveu mudanças
importantes na mentalidade dos brasileiros, sobretudo dos
negros.  
Uma das grandes conquistas do movimento negro foi
conscientizar uma grande parte da sociedade brasileira
em relação à questão racial e convencer o governo a
abandonar sua passividade conivente diante das
desigualdades raciais (ALBUQUERQUE E FRAGA FILHO,
2006). Assim, apesar de discriminados e marginalizados, o
negro foi e sempre será um dos alicerces dessa nação.
A escravidão nos legou o racismo como prática social
dominante que liga ideologicamente os brancos, mantendo
seus privilégios, enquanto é negada a cidadania aos negros
e negras (Nogueira, 2017).
Segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), negros e negras, o que inclui pardos e
pretos, compõem 53,6% da população brasileira. Apesar de
maioria, essa população enfrenta desigualdades, a começar
pelo quesito renda: entre os 10% da população mais pobre
do país, 76% são negros. Entre o 1% mais rico, apenas
17,4% são negros.
A população negra é, ainda, a mais suscetível à
violência: um homem negro tem oito vezes
mais chances de ser vítima de homicídio no
Brasil do que um homem branco, apontam
estudos realizados a partir de dados do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
O Mapa da Violência de 2016 mostra que, de 2003 a
2014, o número de homicídios de pessoas brancas
por armas de fogo caiu 26,1%. Em contrapartida, o de
pessoas negras aumentou 46,9%. Das 42.291 pessoas
vítimas de homicídios por armas de fogo no último
ano, 26.354 (62,3%) eram pardas e 3.459 (8,2%) eram
pretas.
Referências

MARCONI, Maria de Andrade; PRESOTTO, Zelia Maria Neves. Antropologia:


uma introdução. 7.ed. São Paulo: Atlas, 2013. ISBN 978-85-224-5217-0.
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http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142004000100005 Acessado
em 14/04/2020.

http://www.scielo.br/pdf/sssoc/n133/0101-6628-sssoc-133-0463.pdf Acessado em 16/04/2020.