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÷ Evolução de abril de 1998:
÷ Paciente compareceu em vigência de "crise" caracterizada por
tremores em MMSS(principalmente à direita), facies de extrema
ansiedade, dificuldade para falar e para respirar com sensação de
aperto na garganta e dor. Exame neurológico normal
÷ Relatou crises de vários tipos: algumas vezes sem pródromos e
algumas vezes como esta. Em outras ocasiões começa a agir
estranho e a falar bobagens, às vezes atendendo e as vezes não
aos comandos. A "crise"de hoje melhorou com conversa e
diazepam IM , entrando paciente em sono profundo desde então.
Refere melhora com uso regular de hidantal 300mg/dia.
÷ A crise de hoje lembrava muito crise conversiva mas a história
pode sugerir crises parciais complexas com e sem generalização
secundária. Cd: manter o paciente em observação e manter
hidantal.
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÷ Evolução de fevereiro/1999:
÷ Foi solicitado consulta médica de urgência pois o
paciente apresentou mal estar e tremores pelo corpo,
que se iniciaram quando realizava lavagem de carros.
÷ Em uso de Tegretol, 200mg de 8 em 8 horas. Vem
usando regularmente a medicação e relata apresentar
tais crises ocasionalmente.
÷ Exame neurológico normal. No momento da consulta,
ele esta orientado referindo bem o que tinha ocorrido
durante o dia.

÷ HD: Síndrome Conversiva.


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÷ Evolução de março de 1999: paciente com tremores generalizados, face de perplexidade,
questionando se havia feito alguma coisa errada.

÷ REVISÃO DA HISTÓRIA CLÍNICA: 21 anos, há aproximadamente 2 anos vem apresentando


episódios de perda de contato com o meio, fugazes, em geral ocorrendo durante a vigília.
Refere outras crises, em que apresenta alucinações auditivas. Essas alucinações auditivas
são, em geral, elaboradas. Num desses episódios, chegou a agredir familiares. Apresenta
crises de medo imotivado, crises de ira, em que chega a agredir terceiros e apresenta uma
mudança da sua voz. Em tais episódios o mesmo fica como se "estivesse possuído". Tem
episódios também em que executa atos complexos, sem conhecimento do que está fazendo.
÷ HP: nega episódio de convulsão febril na infância. Não tem história familiar de crises
epilépticas.
÷ HSE: etilismo inveterado, chegando a utilizar até mais de 1 garrafa de aguardente nos fins de
semana, uso habitual de cola de sapateiro, maconha, solventes. Nega uso de drogas
injetáveis. Informa ter interrompido o hábito de beber há aproximadamente 3 anos.

÷ AO EXAME: exame neurológico normal

÷ IMPRESSÃO CLÍNICA:
÷ 1 - crises parciais complexas.
÷ 2 - Pseudocrises no contexto de psicopatia.

÷ CONDUTA: aumento da dose de Carbamazepina para 800mg ao dia. Eletroencefalograma e


exames hematológicos. Avaliação com a Psicologia.
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÷ Evolução de julho de 1999:


÷ Status epiléptico (crises parciais
complexas e secundariamente
generalizadas).
÷ Posteriormente o paciente foi intubado, e
mantido com pancurônio, midazolam em
perfusão ( 15 mg/hora) e fenitoína IV (
100 MG IV 6/6 H).
    
 
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÷ Evolução de 1999 a 2009: várias internações
devido a crises convulsivas descontroladas ou
status epilépticos inclusive com períodos de
estabilização clínica no primeiro estágio.
Chegou a utilizar risperidona na dose de 0,5 a
1mg ao dia de junho a setembro de 2005,
período em que ficou aparentemente sem
crises convulsivas.
÷ Atualmente: em uso de carbamazepina 600mg
de 8/8h e lamotrigina 100mg ao dia.
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÷ EEG 09/99: Traçado obtido durante vigília, sonolência e sono espontâneo
evidencia ritmo de base dentro de limites normais. Não foram observados
potenciais epileptiformes. A Fotoestimulação e a Hiperpnéia não
acrescentaram novos dados.
÷ EEG 08/2001: Traçado obtido durante vigília evidencia atividade elétrica
cerebral de base dentro dos limites da normalidade. Registro de
descargas espiculares com projeção focal temporal esquerdo.
÷ EEG de 60 minutos 10/2005: ritmo de base alfa irregular, de 08 a 10 Hz,
nas áreas posteriores, atenuado pela abertura ocular. Beta aparece nas
áreas anteriores. HV de 05 min não revela alterações significativas.
Fotoestímulo não modifica o traçado.
÷ EEG 05/08: Ritmo de base alfa irregular, de 08 a 10 Hz, atenuado pela
abertura ocular. Beta aparece nas áreas anteriores. Presença de pontas
e ondas agudas, seguidas ou não de onda lenta, ora nas áreas temporais
esquerdas, ora nas direitas, de modo independente, muito freqüentes. Os
métodos de ativação não trazem novas modificações
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÷ Ressonâncias de encéfalo:
07/1999:
÷ - Ausência de anormalidades detectáveis
pelo método no presente exame.
05/2007:
÷ - Exame dentro dos limites da
normalidade.


  
÷ ´Distúrbios psiquiátricos interictais´

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÷ Presença de 3 de 5 sintomas afetivo-
afetivo-somatoformes em
paciente com epilepsia. Tendem a ser intermitentes e
durar de horas a dias (humor deprimido, anergia,
irritabilidade, insônia, dor, medo, ansiedade, humor
eufórico).
÷ Ocorre com maior frequëncia em pacientes com ELT,
2 a mais anos após o início dos eventos epilépticos.


  
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÷ Presença de um distúrbio disfórico pré-
pré-existente ou
concomitante ao quadro psicótico acompanhado de
alucinações, paranóia, desilusão ou comportamento
bizarro.
÷ Os sintomas devem estar presentes de forma não
flutuante. Os episódios apresentam duração mais curta
(dias a semanas) que a psicose crônica (meses). É
considerada uma forma mais grave da desordem
disfórica interictal.
÷ Não há história familiar de esquizofrenia e os sintomas
de deteriorização da doença não ocorrem. A
emocionalidade e o relacionamento interpessoal em
geral estão intactos.


  
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÷ Rara manifestação de um status epiléptico não
convulsivo (status de ausência, crises parciais
complexas e status parcial simples).
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÷ Surge 1 a 2 dias após um período de crises
convulsivas repetidas, em que se tem um
aparente ´intervalo de silêncio´, podendo o
paciente estar confuso ou não. Limita-
Limita-se a um
período de dias a semanas.


  

÷ Epidemiologia:
÷ Prevalência: 2 a 27 % em grandes
centros de epilepsia. Grande
variabilidade de metodologia e
amostragem.
÷ Incidência: 12% na Epilepsia do Lobo
Temporal (ELT) e <1% nas epilepsias
generalizadas.
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÷ Fenômemo caracterizado pela
normalização ou melhora do EEG
quando comparado a exames anteriores
na presença de um estado psicótico.
Pode estar associado à mudanças na
dose de um ACV ou à introdução de
uma nova droga. O quadro psicótico
pode ser finalizado por uma crise
convulsiva.
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Critérios Essenciais

÷ 1-Diagnóstico estabelecido de epilepsia (EEG, história clínica e


imagem)
÷ 2-Presença de um distúrbio do comportamento de início agudo ou
subagudo caracterizado por 1 ou + dos seguintes:
÷ Psicose (distúrbio do pensamento, desilusões, alucinações)
÷ Mudança do humor significativa, mania ou depressão
÷ Ansiedade com despersonalização ou desrealização
÷ Histeria motora ou sensorial
÷ 3A
3A--Redução do número total de espículas no EEG em mais de
50% com relação a um registro realizado durante um estado de
comportamento normal. OU
÷ 3B
3B--Relato de completo desaparecimento das crises por pelo
menos 1 semana.
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Critérios de Suporte
÷ 1-Recente modificação posológica na farmacoterapia
em uso (30 dias).
÷ 2- História semelhante de desaparecimento das crises
convulsivas ou distúrbios do comportamento no
passado relatada por familiares ou através de
prontuários médicos ( com ou sem registro de EEG),
com ou sem relação com uso de ACVs.
÷ Diagnóstico:: 1,2 e 3A ou 1,2 e 3B + suporte
Diagnóstico
÷ OBS: EEG de 60 min, em vigília, com 16 canais e
usando o sistema 10-
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÷ Psicose e distúrbios afetivos podem
ocorrer durante a utilização da maioria
dos novos ACVs (topiramato,
vigabatrina, felbamato, lamotrigina,
tiagabina, gabapentina.
÷ A politerapia pode ser um fator
precipitante da psicose interictal.
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÷ Neurolépticos atípicos
÷ Antidepressivos tricíclicos associados ou
não a inibidores da recaptação da
serotonina
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÷ Pseudocrises: ocorrem em 5 a 35 % dos pacientes de centros de
epilepsia. O diagnóstico pode ser particularmente difícil nos
pacientes com Epilepsia do Lobo Temporal.

÷ Desordens dissociativas:
dissociativas: despersonalização,
desrealização,mudança de personalidade, estados de fuga,
ocorrem ocasionalmente em pacientes com epilepsia.

÷ Transtorno de ansiedade:
ansiedade: 16 a 60% dos pacientes aprentam TAG.
A ansiedade pode ocorrer como fenômeno ictal ou inter-
inter-ictal,
sendo mais comum nas epilepsias com foco límbico. Pode ser de
difícil diferenciação com a aura das epilepsias parciais complexas.
   



÷ ´Não existe uma personalidade


epiléptica. O único consenso sobre o
tema fala a favor da diversidade de
personalidades.´
d   8   
9 :
÷ Síndrome comportametal interictal observada nas
epilepsias do lobo temporal que se caracteriza por :
÷ -Humor deprimido
÷ -hiperreligiosidade
÷ -Hipersexualidade
÷ -Circunstancialidade
÷ -Hipergrafia
÷ Outros traços de personalidade relatados: viscosidade,
personalidade dependente, compulsividade
÷ Blumer D, Wakhlu S, Montouris G.Treatment of the Interictal
Psycoses.J Clin Psychiatry 2000;61:110-
2000;61:110-122
÷ Krishnamoorthy ES, Trimble MR. Forced Normalization: Clinical
and Therapeutic Relevance.Epilepsia 1999;40(suppl 10):S57-
10):S57-S54
÷ Umbricht D, Degreef G, Barr W, et al.Postictal and Chronic
Psycosis in Patients with Temporal Lobe Epilepsy. Am J
Psychiatry 1995;152:224-
1995;152:224-231
÷ Torta R, Keller Roberto.Behavioral Psychotic and Anxiety
Disorders in Epilepsy: Etiology, Clinical Features and Therapeutic
Implications. Epilepsia 1999;40(suppl 10): S2-
S2-S20
÷ Waxman SG, Sachdev HS. Frequency of hypergraphia in
temporal lobe epilepsy: an index of interictal behaviour syndrome.
J Neur Neurosur and Psychiatry 1981;44:358-
1981;44:358-360