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INTRODUÇÃO A LUBRIFICAÇÃO E O ATRITO NA ANÁLISE DE VIBRAÇÃO

OBJETIVO

Esta palestra tem o objetivo de informar e conscientizar as


pessoas envolvidas no processo de manutenção sobre a
aplicabilidade e eficácia da técnica de análise de vibrações no
diagnóstico e controle de problemas ligados a condição de
lubrificação de rolamentos.
APRESENTANÇÃO

• Panorama sobre manutenção


• Rolamentos e sua vida
• Atrito
• Tribologia
• Rugosidade
• Lubrificação
• Atrito na análise de vibração
MANUTENÇÃO: DEFINIÇÃO GERAL

• Ação de manter a disponibilidade do ativo a um custo ótimo.


• Manter em ordem o funcionamento dos equipamentos através
de intervenções corretas e oportunas.
• É o conjunto de ações necessárias para manter a vida útil dos
ativos, reduzindo a possibilidade de quebras e paradas
inesperadas na linha de produção e também diminuir os
custos operacionais.
TIPOS DE MANUTENÇÃO

• Manutenção corretiva:
Depois de uma parada ou quebra
 Necessita de uma equipe superdimensionada
 Não permite controlar disponibilidade dos equipamentos

• Manutenção sistemática:
De acordo com uma programação preestabelecida
 Substituição prematura de componentes
 Gera desperdício de recursos, pois não há controle de
desgaste dos componentes
• Manutenção sistemática:
TIPOS DE MANUTENÇÃO

• Manutenção condicional:
De acordo com um parâmetro limítrofe predeterminado
 Alta confiabilidade do ativo

• Manutenção preditiva:
Análise da evolução de parâmetros significativos de
deterioração
 Permite alongar e planejar intervenções
 Aumento da confiabilidade do ativo
• Manutenção condicional:
• Manutenção condicional:
ROLAMENTOS E SUA VIDA

Todos os anos, cerca de 10 bilhões de rolamentos são fabricados em


todo o mundo. Apenas uma pequena fração de todos os rolamentos em
uso falham. A maioria deles (ao redor de 90%) sobrevivem ao
equipamento em que estão instalados. Vários rolamentos (9,5%) são
substituídos antes da falha por razões de segurança (preventivas).
Aproximadamente 0,5% dos rolamentos são substituídos porque estão
danificados ou falharam. Isso significa que cerca de 50 000 000 de
rolamentos são substituídos a cada ano devido a danos e falhas.

• 1/3 devido a fadiga


• 1/3 devido a problemas de lubrificação (lubrificante errado,
quantidade errada, intervalo errado)
• 1/6 devido a contaminação
• 1/6 devido a outros motivos (armazenagem, transporte e/ou
montagem incorreta, sobrecarga ou diferentes condições de cargas
que não foram antecipadas no projeto, ajustes incorretos)
ATRITO

O atrito é uma designação genérica da resistência que se opõe ao movimento. Esta


resistência é medida por uma força denominada força de atrito. Encontramos o
atrito em qualquer tipo de movimento entre sólidos, líquidos ou gases. No caso de
movimento entre sólidos, o atrito pode ser definido como a resistência que se
manifesta ao movimentar-se um corpo sobre outro.
TRIBOLOGIA

É a ciência e tecnologia das superfícies interatuantes e em movimento relativo, e


das matérias e métodos com elas relacionados.
SISTEMA TRIBOLÓGICO
Constituição do sistema tribológico ou tribosistema:

• Dois corpos interatuantes (corpo e contra corpo)


• Lubrificante (interface)
• Ambiente circundante à ligação
SISTEMA TRIBOLÓGICO
Para caracterizar completamente a estrutura de um sistema tribológico há que
indicar as propriedades dos elementos que o constituem, assim como as suas inter-
relações:

• A composição química, microestrutura metalúrgica e geometria dos corpos;


• As propriedades físico-químicas do lubrificante e seus aditivos;
• A temperatura e a agressividade química do meio ambiente;
• O tipo de contato e modo de lubrificação resultante;
• A reação química entre as superfícies de contato e certos aditivos.
SISTEMA TRIBOLÓGICO
RUGOSIDADE

A rugosidade pode ser descrita como a textura de uma superfície. É formada pelo
arranjo, forma e tamanho de elementos individuais, tal como asperidades (picos e
vales em escala microscópica)

Perfl: Seção vertical


Area de contato: Seção transversal
RUGOSIDADE

A rugosidade é um fator que influencia o comportamento tribológico de uma


ligação funcional, atuando sobre o valor do coeficiente de atrito em contato seco
ou a eficácia de uma película lubrificante em contato lubrificado.
A rugosidade influencia o modo como se pode criar e manter uma película
lubrificante (tipo de lubrificação), e como se consegue fazer chegar de uma forma
eficaz o lubrificante aos pontos de lubrificação (método de lubrificação).

• Quanto maior for a área real de contato do par cinemático (somatório de todas as pequenas
áreas de interatuação das asperidades das duas superfícies) menor será o valor da pressão
local efetiva nessas pequenas zonas reais de contato;
• A espessura da película lubrificante que se cria e mantém entre as superfícies interatuantes
deve exceder a altura média das asperidades, de forma a que as superfícies não entrem
fisicamente em contato.
RUGOSIDADE

Um critério usado para caracterizar e classificar o regime ou tipo de


lubrificação é o fator de espessura relativa de película - fator λ. este fator
relaciona a espessura da película lubrificante característica de um determinado
sistema tribológico com a rugosidade média das suas superfícies interatuantes.
RUGOSIDADE

Regime de lubrificação por película espessa (λ≥10)


obtido, por exemplo, com o tipo de lubrificação
hidrodinâmica.

Regime de lubrificação por película fina (λ≤4),


correspondendo a uma condição de lubrificação
mista.

Regime de lubrificação em camada limite (λ≤1),


correspondendo ao tipo de lubrificação limite.
RUGOSIDADE

Num sistema tribológico com existência de película lubrificante (ex. λ>10)


entre as duas superfícies de contato não faz muito sentido falar de coeficiente de
atrito (sólido). No entanto, continua a haver atrito, designado por atrito fluido
(resistência ao corte – viscosidade).

Tendências:
1. Regime de lubrificação por película espessa (ou mista)
 Alta velocidade
 Lubrificante de baixa viscosidade (reduz a geração de calor por atrito)

2. Regime de lubrificação por película espessa (ou mista)


 Alta carga
 Lubrificante de alta viscosidade (maior resistência a expulsão da área de
contato, separação mais eficaz das superfícies)
LUBRIFICAÇÃO

Uma vez que o atrito e o desgaste provêm do contato das superfícies, o melhor
método para reduzi-los é manter as superfícies separadas, intercalando-se entre
elas uma camada de lubrificante. Isto, fundamentalmente, constitui a lubrificação.
Portanto, lubrificante é qualquer material que, interposto entre duas superfícies
atritantes, reduza o atrito.
FUNÇÃO DOS LUBRIFICANTES
As principais funções dos lubrificantes, nas suas diversas aplicações, são as
seguintes:

• Controle do atrito, transformando o atrito sólido em atrito fluido, evitando


assim a perda de energia.
• Controle do desgaste, reduzindo ao mínimo o contato entre as superfícies,
origem do desgaste.
• Controle da temperatura, absorvendo o calor gerado pelo contato das
superfícies.
• Controle da corrosão, evitando que ação de ácidos e oxidantes destrua o metal.
• Amortecimento de choques, transferindo energia mecânica para energia fluida
(como no amortecimento do choque dos dentes de engrenagens).
• Remoção de contaminantes, evitando a formação de borras, lacas e vernizes.
• Vedação, impedindo a saída do lubrificante e a entrada de partículas estranhas
(função das graxas).
PROBLEMAS RELACIONADOS A LUBRIFICAÇÃO

A lubrificação inadequada ou a falta de lubrificação causa uma série de problemas


nas máquinas, como:

• Acelera o desgaste
• Elevação do atrito
• Aquecimento
• Dilatação dos componentes
• Desalinhamento
• Ruído
• Grimpagem e quebra de peças
TIPOS DE LUBRIFICAÇÃO

Podemos considerar os seguintes tipos ou mecanismos de lubrificação:

• Lubrificação hidrodinâmica (LHD)


• Lubrificação limite (LL)
• Lubrificação hidrostática (LHE)
• Lubrificação elastohidrodinâmica (LEHD)
• Lubrificação sólida (LS)
LUBRIFICAÇÃO HIDRODINÂMICA (LHD)

Entre as superfícies de contato do sistema tribológico é autogerada uma película


relativamente espessa de lubrificante com a capacidade de garantir uma separação
eficaz entre essas mesmas superfícies, evitando o contato sólido.
• Geometria dos corpos
• Carga aplicada
• Velocidade relativa
• Viscosidade do lubrificante (fundamental)

Promove o efeito de bombeamento do lubrificante


para a área de contato, criando pressão suficiente
para provocar a separação eficaz das duas
superfícies.
LUBRIFICAÇÃO LIMITE (LL)

É considerada como uma forma de lubrificação imperfeita, pois ocorre quando não
se consegue criar as condições para estabelecer uma película espessa de
lubrificante.
• Aderência (untuosidade)
• Baixa tensão superficial (poder molhante)
• Formação de óxidos e outros compostos

Diz-se lubrificação limite ou em camada limite pois


o fenômeno de lubrificação, embora existente, é
realizado com um contato franco entre as
asperidades das superfícies que interatuam.
LUBRIFICAÇÃO HIDROSTÁTICA (LHE)

Diz respeito ás situações onde existe também uma película espessa de lubrificante,
mas ao contrário do processo hidrodinâmico a pressão necessária para criar e
manter essa película é resultante de uma fonte de alimentação exterior ao
tribosistema (bomba hidráulica).
LUBRIFICAÇÃO ELASTOHIDRODINÂMICA (LEHD)

Trata-se de um tipo de lubrificação hidrodinâmica onde a adequada geometria


forma-se devido a mútua deformação elástica das pequeníssimas áreas de
contato, causadas pela ação das respectivas pressões de Hertz elevadas nos
contatos pontuais ou lineares (pares cinemáticos superiores) – engrenagens e
mancais de rolamento.
LUBRIFICAÇÃO SÓLIDA (LS)

O último tipo de lubrificação é obtido pela interposição de lubrificantes sólidos


entre as superfícies de contato, designando-se naturalmente por lubrificação
sólida.
• Boa aderência às superfícies interatuantes
• Elevada resistência à compressão (penetração)
• Baixa resistência ao corte

Fenômeno de aderência do lubrificante sólido às


superfícies de contato suficiente para resistir a
penetração das asperidades superficiais
interatuantes por compressão.
FATOR CHAVE

FATOR λ REGIME DE LUBRIFICAÇÃO FATOR CHAVE


λ≥10 Lubrificação Hidrodinâmica Viscosidade
Propriedades físico-químicas da
λ≤1 Lubrificação Limite
interação lubrificante-superfícies
Viscosidade
1<λ<10 Lubrificação Mista Propriedades físico-químicas
Rugosidade
Viscosidade
Lubrificação
λ>4-5 Pressão concentrada
Elastohidrodinâmica
Deformação elástica
ATRITO NA ANÁLISE DE VIBRAÇÃO

MOTOR DO TR-3220NA-04
ATRITO NA ANÁLISE DE VIBRAÇÃO

MOTOR DO TR-3220NA-04
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