Você está na página 1de 38

9123- Técnicas de

aprovisionamento e inventário
25 Horas
2 Objetivos

 Identificar metodologias de gestão de aprovisionamentos.

 Identificar e analisar os diferentes custos associados aos stocks e armazenamento.

 Utilizar os principais instrumentos de controlo e informação de stocks.

Formadora: Conceição Sá
3 Conteúdos

 Aprovisionamento
 Noção
 Fases de aprovisionamento e cuidados com os produtos
 Validades e gestão dos stocks
 Gestão de stocks
 Noção de stocks
 Tipologias de stocks
 Custo de manutenção de stocks
 Controlo de existências e inventariação
 Normas gerais de inventariação de bens e produtos
 Determinação de consumos
 Documentação utilizada nos inventários
 Controlo de qualidade nos aprovisionamentos

Formadora: Conceição Sá
4 Conceito de aprovisionamento

 É um conjunto de atividades, tendo por objetivo colocar à disposição da empresa os bens e


serviços de que necessita para exercer a sua atividade, na quantidade necessária, no
momento oportuno e ao menor custo possível.

Formadora: Conceição Sá
5 Aprovisionamento é:

Função da empresa

Forma mais racional de aquisição de inputs

Representa quase sempre 50% do custo total do valor


das vendas

Formadora: Conceição Sá
6 Elementos do aprovisionamento:

Determinação da
Qualidade dos
quantidade de Prazos de entrega
bens a adquirir
bens a adquirir

Tempo certo para


Preços de bens
adquirir

Formadora: Conceição Sá
7 Determinação da quantidade de bens a adquirir.

Tempos de
Rapidez de
Encomenda
utilização
Entrega

Gestão de
Previsão de venda a
quantidade / Custo
curto/médio prazo
do stock

Formadora: Conceição Sá
8 Qualidade dos bens a adquirir

É a base de
É requisito da
relação com o
empresa
cliente

Fator decisivo da Equilíbrio entre a


aquisição quantidade de
qualidade

Formadora: Conceição Sá
9 Prazos de entrega

Seleção de
Pode parar a
fornecedores
empresa
cumpridores

Prejudica a sua
imagem
Formadora: Conceição Sá
10 Preço dos bens

Preço elevado - não Prospeção preço


Baixo preço – baixa
garante boa baixo sem pôr em
qualidade
qualidade causa a qualidade

Formadora: Conceição Sá
11 Tempo certo para adquirir

Stock a menos Stock a menos não


Stock a mais custo
paragem de satisfação imediata
mais
produção do cliente

Formadora: Conceição Sá
12
Tipos de aprovisionamento

Existem dois tipos de aprovisionamentos:


 Aprovisionamento de BENS

 Aprovisionamento de SERVIÇOS
13 Aprovisionamento de bens

 Aqui vamos tratar, em especial do aprovisionamento de BENS, porque nos interessa


principalmente tudo aquilo que tenha relação direta com a PRODUÇÃO.

Formadora: Conceição Sá
14 Aprovisionamento de serviços

 Os contratos esporádicos ou de forma regular com entidades prestadoras de serviços.

 Será o caso da aquisição de serviços especiais de manutenção, de serviços de segurança, de


serviços de higiene e limpeza, de serviços de consultoria e formação profissional ou ainda
de auditorias, certificações e ensaios de qualidade.

Formadora: Conceição Sá
15 Atividades da função Aprovisionamento
• Manutenção das
• Procura contínua e existências a um nível • Movimentação rápida
• Atividade física e
que assegure o
dinâmica. administrativa abastecimento regular. segura e económica de
• Mercado interno e • Visa proteger o • Com o mínimo custo. todos os bens
externo. produto. necessários.
• Condições ótimas.
• Satisfação das • Insere—se numa ótica
necessidades ao menor de redução de custo.
custo.

O armazenamento
Os transportes
As compras
A gestão de
stocks

Formadora: Conceição Sá
16 Objetivos da Gestão Administrativa de Stocks

 Conhecer a qualquer momento:

Quantidade dos bens Quantidade dos bens Quantidades existentes


entrados saídos de cada um dos bens

Análise de desvios entre:


quantidades existentes e
as que deviam existir

Formadora: Conceição Sá
17 Tarefas básicas da Gestão administrativa de
stocks

Registo de existências realizado com base em guia de remessa

• Guia de entrada.
• Guia de saída

Elaboração das fichas de stock – Fichas de armazém

• Ficha de armazém de acordo com o inventário de existência

Formadora: Conceição Sá
18 Circuito Administrativo da Gestão de Stocks
Na compra

Registo de entrada
Guia de Remessa Ficha de Armazém
Guia de entrada

Formadora: Conceição Sá
19 Circuito Administrativo da Gestão de Stocks
Na venda

Registo de saída
Requisições Ficha de Armazém
Guia de Saída

Formadora: Conceição Sá
20 A gestão administrativa de stocks

 Permite saber:

 A quantidade disponível de bens nos armazéns da empresa;

 O valor das perdas e deteriorações sofridas pelos bens do armazém;

 Determinar com segurança qual o momento em que se deve desencadear um novo processo de
requisição de bens;

 Evitar a deterioração dos bens armazenados.

Formadora: Conceição Sá
21 Conceito de stock

 É toda a matéria, produto ou mercadoria que se encontra armazenado na empresa, à espera


de uma futura utilização pelos serviços utilizadores.

Formadora: Conceição Sá
22 Diferentes tipos e stock

Empresa Industrial Empresa Comercial


 Matérias- primas  Mercadorias
 Matérias subsidiárias  Embalagens
 Produtos em curso
 Produtos acabados
 Produtos sobresselentes
 Combustíveis
 Embalagens

Formadora: Conceição Sá
23 Quantidades em stock

Manutenção de stocks Pequenas quantidades de


elevados stock
 Economizar espaço de armazenagem;
 Fazer face à penúria;
 Evitar a deterioração de determinados
 Assegurar o consumo regular do produto; produtos;
 Menor possibilidade de se constituírem
 Usufruir benefícios económicos pela
monos;
compra de grandes quantidades;  Menor capital investido.
 Evitar compras demasiado frequentes;

 Finalidades especulativas.

Formadora: Conceição Sá
24 As atividades da gestão de Stock

 Conjunto de tarefas que têm como objetivo arrumar, movimentar e defender os bens nos
armazéns próprios ou alugados pela empresa

 Minimizar os custos de armazenagem;

 Evitar a deterioração dos materiais armazenados;

 Facilitar a correta identificação de cada material ou produto;

 Racionalizar as movimentações dentro do armazém, tanto nas operações de receção como de


fornecimento aos serviços requisitantes;

 Promover o oportuno e correto fornecimento dos bens requisitados

Formadora: Conceição Sá
25 Formas de Gestão

 JUST IN TIME

 Processo tradicional

Formadora: Conceição Sá
26 Filosofia JIT (Just in Time)

 O stock de matérias é mínimo;


 Suficiente para poucas horas de produção;
 Fornecimento em pequenos lotes, na frequência desejada (treina-se os fornecedores).

Formadora: Conceição Sá
27 Vantagens JIT

 Redução de custos;

 Melhoria da qualidade;

 Aumento da flexibilidade, através da resposta do sistema, atingido pela redução dos


tempos de processamento;

 Aumento do fluxo;

 Maior confiança na qualidade do produto, atingida através da melhor visibilidade dos


problemas e soluções dos mesmos.

Formadora: Conceição Sá
28 Desvantagens JIT

 Precisa de procura estável para gerir o fluxo, o que sabemos não ser possível pelas oscilações do
mercado.

 Muita variedade de produtos tende a complicar o roteiro de produção. Há ainda o risco de


interrupção da produção por falta de stocks, aliado a problemas como quebras, greves, entre outros
problemas.

 Em muitas empresas, a visão que têm de JIT é usar a filosofia de forma míope, apenas para reduzir
custos e aumentar lucros. Essa visão é enganosa, uma vez que se trata de um processo de longo
prazo, dinâmico e que envolve outros fatores (qualidade e satisfação do cliente) como visão
estratégica.

Formadora: Conceição Sá
29 Comparação entre JIT e a visão tradicional
Item Visão tradicional Just in time
Qualidade Conseguida com muito Decorrência natural do trabalho
investimento e custo alto. benfeito na primeira vez.

Mão –de- obra Obedece às ordens superiores. Participa e influencia a produção.

Erros São aceitáveis, resta corrigi-los. Base do processo de melhoria.

stocks Mantêm a produção, funcionando. Ocultam problemas, devem ser


evitados

Lead-time – Maior tempo, melhor produção. Deve ser reduzido ao mínimo.


Tempo de espera

Filas Necessárias para manter a Não deve haver filas, a produção


velocidade máxima das máquinas. deve ser a tempo (just in time),
sem paragens.

Formadora: Conceição Sá
30 Comparação entre JIT e a visão tradicional

Item Visão tradicional Just in time

Custos Redução, através do incremento no uso de Redução, através da velocidade com que o
máquinas; altas taxas de produto passa pela fábrica.
produção.

Flexibilidade Pelo excesso da capacidade, de Pela redução de todos os tempos


equipamentos, de stocks e de gastos em todas as etapas
despesas administrativas. internas da organização.

Fluxo Empurrado através da fábrica. Puxado através da fábrica.

Formadora: Conceição Sá
31 Inventário - Conceito

 Refere-se ao bens disponíveis em stock para venda no processo normal de um negócio, ou


a serem utilizados na fabricação de produtos comercializados pela empresa, e costumam
conter a descrição do produto bem como a quantidade existente e o local onde se encontra.

Formadora: Conceição Sá
32 Tipos de inventário

 Inventário Periódico
 Inventário Contínuo
 Precisão da Seleção de Encomendas
 Validação da Falta de Produto
 Inventário Anual

Formadora: Conceição Sá
33 Inventário Periódico

 O Inventário periódico é uma contagem de todas as existências e pode ser efetuado a intervalos
mensais, trimestrais ou semestrais e em um ou dois dias, dependendo das quantidades de estoques.

 O método e o processo utilizados são semelhantes aos de um inventário anual, ou seja, todos os
componentes do estoque físico são contados e registados em fichas de inventário ou são digitalizados
e subsequentemente comparados com o ficheiro de validação de estoques.

 Os artigos menos dispendiosos podem ser verificados uma vez por ano, mas os mais dispendiosos,
bem como os produtos que têm prazos de validade, devem ser verificados com mais regularidade.

Formadora: Conceição Sá
34 Inventário Contínuo

 Este sistema de inventário é efetuado durante todo o ano, de acordo com um plano de ação pré-
determinado. Os artigos A podem ser contados mensalmente, os artigos B semanalmente e os artigos C
diariamente. Isso corresponde à manutenção de um registo contínuo da contagem de cada artigo,
apresentando todas as transações e permitindo a realização de validações.

 O impacto deste método sobre as operações das lojas deve ser mínimo ou inexistente, pois as contagens
e validações são efetuadas durante o ano e baseiam-se em ficheiros de validação contínua dos estoques.

 As verificações podem ser efetuadas facilmente em relatórios do inventário contínuo e comparadas


com o ficheiro de validação dos estoques, e as anomalias podem ser detetadas rapidamente.  

Formadora: Conceição Sá
35 Precisão da Seleção de Encomendas

 Pick accuracy é um tipo de verificação que a empresa efetua da altura em que recebe
mercadorias dos fornecedores e/ou quando envia encomendas para os clientes.

 Para efetuar este processo, selecionam-se encomendas que vão ser enviadas a clientes ou,
no armazém, identifica-se uma palete.

 Geralmente existe uma fatura, verificando-se os produtos a entrar ou a sair e comparando-


se os mesmos com a fatura existente.

Formadora: Conceição Sá
36 Validação da Falta de Produto

 Este método de validação de stocks em lojas é efetuado quando deixa de haver stock ou
existem níveis extremamente baixos de determinado artigo.

 Geralmente este tipo de validação é efetuado pelos funcionários da loja.

 A falta de stock é registada e identificam-se as razões que levaram à falta, para assegurar
que o problema não se repita.

Formadora: Conceição Sá
37 Inventário Anual

 Quando não se fazem inventários periódicos ou validações contínuas das existências, é


essencial levar a cabo um inventário anual.

 O inventário anual é efetuado uma vez por ano.

 Em certos casos, fecha-se o armazém ou a loja durante alguns dias ou efetua-se a contagem
dos stocks fora do horário de trabalho.

 Noutros casos, suspende-se a emissão de recibos e faturas até se ter concluído o inventário.

Formadora: Conceição Sá
38

Formadora: Conceição Sá