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Transporte de Mercadorias Perigosas

Transportes
Específicos
TE -I
CONCEITO DE MERCADORIAS PERIGOSAS

1. INTRODUÇÃO

MERCADORIAS PERIGOSAS matérias e objectos cujo


o transporte rodoviário é autorizado sob certas
condições ou proibido pelo ADR.
ou
MERCADORIAS PERIGOSAS: são matérias e objectos
que, pelas suas características ou pelo seu estado
físico, apresentam RISCOS para as pessoas , os animais
ou o meio ambiente
CONCEITO DE MERCADORIAS PERIGOSAS

• DEFINIÇÕES:

PRESSÃO DE VAPOR: está relacionada com a


volatilidade, ou seja, com a facilidade de um produto se
vaporizar
Unidades de pressão: bar, atm, pascais, kg/cm2.

Ex: Gasóleo (37,8º C) PV = 0,1 kPa


Gasolina (37,8º C) PV  45 – 100 kPa

Quanto mais elevado for o valor da pressão de vapor de


uma substância, mais facilmente ela se evapora
CONCEITO DE MERCADORIAS PERIGOSAS

PONTO DE INFLAMAÇÃO: Temperatura mais baixa


de um líquido à qual os seus vapores formam com o ar
uma mistura inflamável (ºC)
Ex: Gasolina ± -35 ºC Gasóleo ± 58 ºC

PRESSÃO: Força exercida por um sólido, um líquido ou


um gás, por unidade de superfície.
Exprime-se em: quilogramas por centímetro quadrado
(kg/cm2), bar, atmosferas (atm) ou pascais (Pa).

1 atm  101,325 kPa  1,0333 kg/cm 2  1,01325 bar


CONCEITO DE MERCADORIAS PERIGOSAS

Reacção de Neutralização – Reacção entre um ácido


a uma base, até que nenhum deles esteja em excesso e
a solução fique neutra.

ÁCIDO + BASE => SAL + ÁGUA

pH: Escala cujos valores variam entre 0 e 14  


Se o pH > 7, a solução é básica
Se o pH < 7, a solução é ácida
Se o pH = 7, a solução é neutra
QUADRO LEGAL DO TRANSPORTE
MERCADORIAS PERIGOSAS

O transporte rodoviário de mercadorias perigosas


deverá cumprir o que está regulamentado para
qualquer transporte e ainda a regulamentação
especifica contemplada em diversos diplomas
legais dos quais se destacam:
• Decreto-Lei nº 41-A/2010, de 4 de 29 de Abril,
que contém em anexo o ADR 2009
• Decreto-Lei nº 44/2005, de 23 de Fevereiro,
que publica o C. E.
QUADRO LEGAL DO TRANSPORTE
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Portaria nº 331-B/98, de 1 de Junho, com


alterações da Portaria nº 131/2006, de 16
Fevereiro, que impõe restrições à circulação, em
determinados períodos e em algumas vias, a veículos
pesados afectos ao transporte de mercadorias
perigosas;

• Portaria nº 578-A/99, de 28 de Julho, que altera a


Portaria 331-B/98, no que diz respeito à circulação
deste tipo de veículos na Ponte 25 de Abril
QUADRO LEGAL DO TRANSPORTE
MERCADORIAS PERIGOSAS

• ADR: Acordo Europeu Relativo ao Transporte


Internacional de Mercadorias Perigosas por
Estrada
 Accord européen relatif au transport
international des marchandises
dangereuses par route
 European agreement concerning the
international carriage of dangerous goods
by road
LEGISLAÇÃO QUE SE APLICA AO
TRANSPORTE MERCADORIAS PERIGOSAS

Mapa da área de abrangência do ADR


QUADRO LEGAL DO TRANSPORTE
MERCADORIAS PERIGOSAS

O ADR é constituído por 9 partes

PARTE 1 Disposições gerais – todos utilizadores


PARTE 2 Classificação–Fabricantes mercadorias
perigosas
PARTE 3 Lista mercadorias perigosas – todos os
utilizadores
PARTE 4 Utilização de embalagens, cisternas
contentores e GRG, – Enchedores e
utilizadores de embalagens e cisternas
PARTE 5 Procedimentos expedição – Expedidores
QUADRO LEGAL DO TRANSPORTE
MERCADORIAS PERIGOSAS

PARTE 6 Construção e ensaios das embalagens,


GRG e cisternas – Construtores de embalagens e
cisternas
PARTE 7 Condições de transporte, carregamento,
descarga e manuseamento – carregadores de
mercadorias perigosas
PARTE 8 Tripulação, equipamento e operação
dos veículos - transportadores
PARTE 9 Construção e aprovação dos veículos –
construtores de veículos e carroçarias
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

Riscos Exemplos de produtos com estes riscos


Explosão pólvora, dinamite, TNT
Inflamação Gasolina, álcool etílico, enxofre
Comburência Clorato de sódio, água oxigenada
Toxicidade Fenol, pesticidas, cianetos
Radioactividade Urânio natural, aparelhos de uso médicos ou
industrial contendo fontes radioactivas
Corrosividade Ácido sulfúrico, ácido nítrico, lixívia
Instabilidade Cloreto de vinilo, monóxido de azoto
química
Outros riscos Riscos para o ambiente, ligados a matérias não
biodegradáveis- amianto, poluentes marinhos
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

1. CLASSES DE PERIGO

Classe de Perigo é o conjunto das mercadorias


perigosas com o mesmo tipo de risco e/ou com o
mesmo estado físico

Se a matéria possuir mais do que um tipo de risco, é


incluída na classe a que corresponde o risco
predominante no que respeita ao transporte
considerando-se os outros secundários
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS
Classe 1 - Matérias e objectos explosivos   
Classe 2 - Gases
Classe 3 - Matérias líquidas inflamáveis
Classe 4.1 - Matérias sólidas inflamáveis,
Classe 4.2 - Matérias sujeitas a inflamação espontânea  
Classe 4.3 -Matérias que em contacto com a água
libertam gases inflamáveis
Classe 5.1 - Matérias comburentes
Classe 5.2 - Peróxidos orgânicos
Classe 6.1 - Matérias tóxicas
Classe 6.2 - Matérias infecciosas
Classe 7 - Matérias radioactivas 
Classe 8 - Matérias corrosivas
Classe 9 - Matérias e objectos perigosos diversos 
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

2. GRUPO DE EMBALAGEM
Grupo de embalagem é o grupo ao qual são afectadas
certas matérias ou objectos em função do grau de
perigo que apresentam para o transporte

As mercadorias perigosas, com excepção das


pertencentes às Classes 1, 2, 5.2, 6.2 (excepto UN
3291), 7 e auto-reactivas da classe 4.1, são englobadas
num dos seguintes G.E.:
G.E.I – matérias muito perigosas;
G.E.II – matérias medianamente perigosas;
G.E. III – matérias levemente perigosas. 
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

3. NÚMERO ONU:

Cada matéria ou objecto referido no ADR está


afectado a um número de 4 algarismos extraído da
Regulamentação Modelo das Nações Unidas a que se
dá o nome de “número ONU” ou Nº ONU” (UN).

UN 1090 ACETONA
UN 1993 LÍQUIDO INFLAMÁVEL, N.S.A
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

4. AS CLASSES DE PERIGO

• Classe 1 Matérias e objectos Explosivos

a) Matérias Explosivas: São matérias que por reacção


química, podem desprender gases a uma
temperatura, pressão e velocidade tais que possam
ocasionar danos nas imediações.

Matérias pirotécnicas: Matérias destinadas a


produzir um efeito calorífico, sonoro, luminoso ou
fumígeno, tendo por base reacções químicas
exotérmicas auto-sustentadas
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

Objectos explosivos: objectos que contenham


matérias explosivas ou pirotécnicas que estes se
utilizam ou a outros factores externos

c) Matérias e objectos não mencionados em a) ou b


fabricados com o fim de produzir um efeito prático
por explosão ou com fins pirotécnicos

Matérias que por si só não sejam explosivas, mas que


podem formar uma mistura explosiva, não são matérias
da classe 1
Exemplos: material pirotécnico, detonadores
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

DIVISÕES DE RISCO:

 1.1 - Risco de explosão em massa


 1.2 - Risco de projecções
 1.3 - Risco de incêndio
 1.4 - Risco mínimo
 1.5 - Risco de explosão em massa pouco
 1.6 - Objectos pouco sensíveis não comportando
riscos de explosão em massa
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS
GRUPOS DE COMPATIBILIDADE:

Identificados por uma letra maiúscula (A a S)


 A Matéria explosiva primária
.................................................
 S Matérias em que todo o efeito perigoso fica limitado ao
interior do volume

CÓDIGO DE CLASSIFICAÇÃO:

Exemplo: 1.1A – Explosão em massa/Explosivo primário


UN 0431 NITROCELULOSE 1.1D
UN 0012 CARTUCHUS PARA ARMAS DE PEQUENO CALIBRE 1.4S
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Classe 2 – Gases

Definem-se como gases as matérias que:


 a 50 ºC têm uma P.V. > 300 kPa ( 3 bar); ou
 são completamente gasosos a 20 ºC e à pressão de
101,3 kPa

Exemplo: azoto comprimido, metano, cloro, butano,


acetileno, o amoníaco.
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• As matérias e objectos da Classe 2, excepto os


aerossóis, estão afectados a um dos seguintes grupos,
em função das propriedades perigosas apresentadas:

A – Asfixiante O - Comburente
F – Inflamável; T - Tóxico
TO - Tóxico e comburente TF - Tóxico e inflamável
TC – Tóxico e corrosivo
TOC- Tóxico, comburente e corrosivo
TFC – Tóxico, inflamável e corrosivo
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS
• Classe 3 – Líquidos Inflamáveis

Definem-se com matérias líquidas inflamáveis as


matérias que têm:
 um ponto de fusão ou um ponto de fusão inicial até
20 ºC à pressão de 101,3 kPa;
 a 50 ºC, uma pressão de vapor até 300 kPa (3 bar)
e não são completamente gasosos a 20 ºC e à
pressão de 101,3 kPa;
 um Ponto de Inflamação até 60 ºC
Exemplo: gasolina, benzeno.
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

GRUPOS DE EMBALAGEM:
Os líquidos inflamáveis deverão se afectados a um dos
seguintes grupos de embalagem seguintes, segundo o
perigo que representam durante o transporte
Grupo de Ponto de Inflamação Ponto de ebulição inicial
embalagem (em recipiente fechado)
I ----  35 ºC

II < 23 º C > 35 º C

III  23º C e  60º C > 35º C


CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Classe 4.1 – Matérias sólidas inflamáveis, auto-


reactivas e explosivas dessensibilizadas

• Matérias sólidas Inflamáveis: São matérias facilmente


inflamáveis por contacto com uma fonte de inflamação
e que podem inflamar-se por atrito, continuando a
combustão após o afastamento da fonte.

Exemplo: fósforos, pós de metais, enxofre, resíduos de


borracha.
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Classe 4.2 – Matérias sujeitas a inflamação espontânea

Matérias sujeitas a auto-aquecimento: matérias que, em


contacto com o ar, sem acréscimo de energia, são
susceptíveis de auto-aquecimento e inflamarem-se, à
temperatura ambiente.
Só podem inflamar-se em grandes quantidades e após várias
horas ou dias.

Matérias pirofóricas: matérias que em contacto com o ar,


mesmo em pequenas quantidades, se inflamam num período
de 5 minutos.

Exemplo: fósforo branco, resíduos de celulóide


CLASSIFICAÇÃO E RISCO DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Classe 4.3 – Matérias que, em contacto com a água,


libertam gases inflamáveis

Pertencem a esta classe as matérias que, por reacção


com a água, libertam gases inflamáveis susceptíveis de
formar misturas explosivas com o ar, bem como os
objectos que contenham tais matérias

Exemplo: carboneto de cálcio, potássio, bário, sódio,


zinco em pó.
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Classe 5.1 – Matérias comburentes

Esta classe engloba as matérias que, não sendo elas


mesmas necessariamente combustíveis, podem em
geral, ao libertar oxigénio, provocar ou favorecer a
combustão de outras matérias.

Exemplo: Peróxido de hidrogénio concentrado (água


oxigenada), clorato de sódio, nitrato de prata
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Classe 5.2– Peróxidos orgânicos

Matérias que podem ser consideradas como derivadas


do peróxido de hidrogénio, no qual um ou dois átomos de
hidrogénio são substituídos por radicais orgânicos.

Podem decompor-se muito rapidamente sob o efeito do


calor, do choque ou contacto com impurezas,
necessitando alguns regulação da temperatura durante
o transporte.

Exemplo: hidroperóxido de butilo.


CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Classe 6.1 – Matérias tóxicas

São as matérias das quais se sabe, por experiência, ou


se pode admitir, a partir de experiências feitas com
animais, que elas podem, em quantidade relativamente
fraca, prejudicar a saúde do homem ou causar a morte
por inalação, absorção cutânea ou ingestão.

Exemplo: ácido cianídrico, ácido arsénico.


CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Classe 6.2– Matérias infecciosas

Matérias infecciosas são as matérias de que se sabe ou


se tenha razões para crer que contenham agentes
patogénicos susceptíveis de provocar doenças
infecciosas no homem ou nos animais

Exemplo: vírus, bactérias, parasitas,etc.

Temos a considerar:

UN 2814 MATÉRIA INFECCIOSA PARA O HOMEM


CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

 Matérias infecciosas para os animais;


 Resíduos hospitalares;
 Amostras de diagnóstico, como excreções,
secreções, tecidos, transportados para fins de
diagnóstico ou pesquisa, sempre com exclusão dos
animais vivos infectados.

UN 3373 AMOSTRAS CLÍNICAS ou AMOSTRAS DE


DIAGNÓSTICO
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Classe 7– Matérias radioactivas

São matérias que emitem radiações, que provocam


danos graves nas células dos organismos vivos

Exemplo: Tório, Rádio Urânio.

A radioactividade não é detectável pelos órgãos dos


sentidos.
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

As radiações  (alfa) percorrem uma


distância muito pequena e podem ser detidas
por uma folha de papel ou a pele humana


As radiações (beta) percorrem uma
distância de 1 metro aproximadamente e
podem ser detidas por uma folha fina de
metal ou uma madeira com alguns cm

As radiações  (gama) percorrem centenas de


metros no ar e podem ser detidas por uma
parede larga de chumbo ou de cimento
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Classe 8 – Matérias Corrosivas

São matérias que pela sua acção química, danificam o


tecido epitelial da pele e das mucosas com o qual estão
em contacto, ou que em caso de fuga, podem causar
danos a outras mercadorias ou aos meios de transporte.

Exemplo: hidróxido de potássio sólido, ácido clorídrico,


ácido acético, etc.
• Principal norma de segurança: evitar o contacto físico e
o derrame.
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

• Classe 9 – Matérias e objectos perigosos diversos

Matérias e objectos que, durante o transporte,


apresentem perigos diferentes dos contemplados nas
outras classes incluindo:
 Matérias que, inaladas sob a forma de pó fino,
podem por em perigo a saúde;
 Matérias e equipamentos susceptíveis de emitir
dioxinas ao arder como os difenilpoliclorados (PCB);
 Matérias que libertam vapores inflamáveis;
 Pilhas de lítio;
CLASSIFICAÇÃO E RISCOS DAS
MERCADORIAS PERIGOSAS

 Dispositivos de salvamento;
 Matérias perigosas para o ambiente;
 Matérias transportadas a quente;
 Outras matérias que apresentem um risco durante o
transporte e não correspondam às definições de
qualquer outra classe
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE

Na cabina de um veículo que realize o transporte de


mercadorias perigosas, devem existir:

• 1. DOCUMENTO DE TRANSPORTE (Expedidor)

• O Documento de transporte deve ter a seguinte informação:


 O nº ONU precedido das letras “UN”
 Designação oficial do transporte, prevista no ADR/RPE;
 Para as matérias e objectos da Classe 1, o código de
classificação indicado na coluna (3b), do Quadro A.
 O grupo de embalagem atribuído à matéria pode ser
precedido das letras “GE” (por exemplo, ”GE II”), se
aplicável
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE

 Para as matérias e objectos não pertencentes às


classes 1 e 7, os números dos modelos de etiqueta que
figuram na coluna (5) do quadro A.
No caso de serem indicados vários números de modelos
de etiqueta, os que seguem o primeiro deverão ser
indicados entre parênteses.
 Para as matérias e objectos que não tenham indicado
nenhum modelo de etiqueta torna-se necessário indicar
em seu lugar o número da classe segundo a coluna (3a).
 Se aplicável, o código de restrição em túnel que figura
na coluna (15) em maiúsculas e entre parêntesis.
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE

 O número e a descrição dos volumes


 A quantidade total de cada mercadoria perigosa por
número ONU designação oficial do transporte e grupo
de embalagem;
 Nome e endereço do expedidor
 Nome e endereço do(s) destinatário(s)
 Declaração conforme as disposições de algum acordo
particular

UN 1098 ÁLCOOL ALÍLICO, 6.1 (3), I, 5 (C/D)tambores e 2 GRG,


2500 litros
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE

• No caso de transporte internacional:


 Todas as indicações devem figurar na língua do
país de expedição e, se essa não for o francês,
inglês ou alemão, ainda numa destas três línguas
 Se o transporte se faz ao abrigo de um acordo
multilateral, esse facto deve ser mencionado 
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE

• 2. FICHA DE SEGURANÇA (Transportador)

Estas instruções devem ser fornecidas pelo


transportador à tripulação do veículo antes do inicio da
viagem, numa língua (s) que cada membro da tripulação
do veículo possa ler e entender.

O transportador deve assegurar que cada membro da


tripulação compreende correctamente as instruções e é
capaz de as aplicar.
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE

Antes da partida, a tripulação deve verificar quais as


mercadorias carregadas a bordo e consultar nas
instruções escritas quais as medidas a tomar em caso de
emergência ou de acidente. ".

Devem ser transportadas na cabina do veículo e estar


facilmente acessíveis à tripulação

As instruções escritas devem corresponder ao modelo de


quatro páginas, indicado no ADR tanto na forma como no
conteúdo
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA
O TRANSPORTE
• Medidas a tomar em caso de acidente ou emergência
• Indicações suplementares em função da classe
• Lista de equipamentos

44
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE

• 3. CERTIFICADO DE FORMAÇÃO (Transportador)

• Devem ser titulares de certificado os condutores que:


 Transportem mercadorias perigosas, em veículos de
carga geral, cuja MMA seja inferior a 3,5 toneladas;
ou
 Cisternas fixas, desmontáveis ou veículos-bateria de
capacidade superior a 1 m3; ou
 Contentores-cisterna, cisternas móveis ou CGEM
com capacidade superior a 3000 litros; ou
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE

 Veículos destinados ao transporte de mercadorias


da Classe 1;ou
 Veículos destinados ao transporte de mercadorias
da Classe 7,

O Certificado de Formação, emitido pelo Instituto


da Mobilidade e dos Transporte Terrestres – IMTT,
válido por 5 anos, é o documento que comprova que o
condutor foi aprovado num curso de formação e que
possui a necessária aptidão psico-fisica
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE

• 4. CERTIFICADO DE APROVAÇÃO DE VEÍCULOS


(Transportador)

• É obrigatório para:
 Veículos-cisterna ou que transportem ou
traccionem cisternas;
 Veículos EX/II e EX/III, destinados ao
transporte de matérias e objectos explosivos da
Classe 1,
• Este documento é emitido pelo IMTT deve
acompanhar sempre o veículo e tem a validade de 1
ano
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE

• 5. OUTROS DOCUMENTOS

A lei obriga à existência de outros documentos em


situações especiais:
 Autorização Especial de Circulação – se o veículo
necessita de circular durante períodos de proibição,
com indicação da matrícula, período de tempo a que
diz respeito e respectivo percurso

Este documento obtêm-se junto do Instituto de


Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT), ou Posto
Policial mais próximo  
DOCUMENTAÇÃO QUE ACOMPANHA O
TRANSPORTE

 Autorização de Transporte – emitida pela Direcção


Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) no
caso de para transporte de explosivos;
 Autorização Multilateral/Derrogação – num
transporte internacional de mercadorias perigosas
que se realize ao abrigo de um acordo destes,
deverá existir no veículo uma cópia do texto do
referido acordo.
 Certificado de carregamento do contentor (IMDG) -
quando um transporte de mercadorias perigosas num
grande contentor precede um percurso marítimo
CONSELHEIRO DE SEGURANÇA

• CONSELHEIRO DE SEGURANÇA

• A Directiva 96/35/CE, do Conselho, de 3 de Junho,


estabeleceu a obrigatoriedade das empresa cuja
actividade inclua operações de:

 transporte de mercadorias perigosas por estrada,


caminho-de-ferro ou via navegável
 embalagem, carga, enchimento ou descarga ligadas a
esses transportes

• nomearem um ou mais Conselheiros de Segurança para


supervisionar as condições de realização desses
transporte e respectivas operações de carga e descarga.
CONSELHEIRO DE SEGURANÇA

• Por seu lado, a Directiva nº 2000/18/CE, do Parlamento


Europeu e do Conselho, de 17 de Abril, determinou a
harmonização dos requisitos de exame a que ficam
sujeitos aqueles Conselheiros

• Esta regulamentação foi transposta pelo Decreto-Lei nº


322/2000, de 19 de Dezembro, tendo este sido
revogado, pelo Decreto-Lei 41-A/2010, de 29 de Abril
de 2010
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

• A obrigatoriedade de nomeação do Conselheiro de


Segurança não se aplica contudo a empresas:

 Cujas actividades relevantes incidem em quantidades


abrangidas por isenções prescritas no ADR; ou
 Que efectuam ocasionalmente transportes nacionais
de mercadorias perigosas, ou operações de carga ou
de descarga ligadas a esses transportes, até ao
limite de 50 t/ano; ou
 Que apenas sejam destinatárias de operações de
transporte de mercadorias perigosas
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

• Habilitações/formação

• O Conselheiro de Segurança deve possuir:


 Formação académica mínima correspondente ao 12º
ano (ou equivalente) ou Curriculum reconhecido pelo
IMTT;
 Formação especifica, sobre matérias que constam no
ADR ministrada e avaliada por entidades formadoras
acreditadas e comprovada por aprovação em exame e
periodicamente actualizada
• O IMTT emite um Certificado de Formação, válido por 5
anos
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

• Tarefas do Conselheiro de Segurança:

 Verificar o cumprimento das prescrições relativas


ao transporte de mercadorias perigosas
 Aconselhar a empresa nas operações relacionadas
com o transporte de mercadorias perigosas
 Elaborar um relatório anual destinado à direcção da
empresa ou, se for caso, à autoridade competente,
sobre as actividades da empresa no âmbito do
transporte de mercadorias perigosas.
O relatório é conservado durante 5 anos
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

 Acompanhamento de procedimentos visando o


respeito das prescrições relativas à identificação
das mercadorias perigosas transportadas
 Acompanhamento da prática da empresa em matéria
de avaliação de requisitos especiais das mercadorias
perigosas transportadas quando da aquisição de
meios de transporte
 Acompanhamento de procedimentos que permitam
verificar o material utilizado no transporte de
mercadorias perigosas ou nas operações de carga ou
de descarga
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

 Formação dos empregados da empresa envolvidos e


registo dessa formação nos respectivos processos
individuais
 Implementação de procedimentos de emergência
apropriados aos eventuais acidentes ou incidentes
que possam afectar a segurança durante o
transporte de mercadorias perigosas ou durante as
operações de carga ou de descarga;
 Análise e elaboração de relatórios sobre acidentes,
incidentes, ou infracções graves verificados durante
o transporte, operações de carga ou de descarga
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

 Implementação de medidas apropriadas para evitar a


repetição de acidentes, de incidentes ou de
infracções graves
 Tomada em conta das prescrições legislativas e dos
requisitos especiais relativos ao transporte de
mercadorias perigosas na selecção e utilização de
subcontratados ou outros intervenientes
 A verificação de que o pessoal afecto ao transporte
de mercadorias perigosas ou à carga ou descarga
dessas mercadorias dispõe de procedimentos de
execução e de instruções pormenorizadas  
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

 Implementação de acções de sensibilização para os


riscos ligados ao transporte carga ou descarga de
mercadorias perigosas
 Criação de procedimentos de verificação da
presença, a bordo dos documentos e equipamentos
de obrigatórios, e da conformidade desses
documentos e equipamentos com a regulamentação
 Implementação de procedimentos de verificação do
respeito das prescrições relativas às operações de
carga e de descarga.
 Introdução ou colocação em marcha dum plano de
segurança
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

• Sempre que, durante transporte, carga ou descarga


ocorra um acidente que afecte as pessoas, os bens ou o
ambiente, o conselheiro elabora um relatório de
acidente destinado à direcção da empresa, que por sua
vez o remeterá à ANPC

• Esse relatório não substitui os relatórios elaborados


pela direcção da empresa que sejam exigidos por outra
legislação internacional ou nacional.
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 1. INTRODUÇÃO

• Por material de transporte pode entender-se:


 Veículos;
 Cisternas;
 Contentores;
 Embalagens;
 Grandes embalagens;
 Grandes recipientes para granel GRG.
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• O Expedidor deverá ter em conta:

 Os tipos de embalagens permitidos;


 Os tipos de veículos autorizados – cobertos,
descobertos e com lona
 O transporte a granel na caixa do veículo ou
contentor, só pode efectuar-se se expressamente
autorizado;
 O transporte em cisternas de matérias no estado
líquido ou gasoso ou de produtos pulverulentos só
pode efectuar-se se expressamente autorizado
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 2. EMBALAGENS

Tambores 
Embalagens cilíndricas de metal, cartão, matéria
plástica ou contraplacado, com o fundo plano ou
convexo.
Embalagens redondas com uma parte superior
cónica, ou embalagens em forma de balde
Capacidade máxima: 450 litros (aço ou alumínio)
Massa líquida máxima: 400 kg (aço ou alumínio)
Capacidade máxima: 250 litros (contraplacado)
O MATERIAL DE TRANSPORTE

Barricas de madeira

Embalagens de madeira natural, de secção


circular, com as paredes arqueadas, providas
de aduelas, fundos e aros;

Capacidade máxima: 250 litros


Massa líquida máxima: 400 kg
O MATERIAL DE TRANSPORTE

Jerricanes
Embalagens metálicas ou de matéria plástica,
de secção rectangular ou poligonal, com um ou
vários orifícios
Capacidade máxima: 60 litros
Massa líquida máxima: 120 kg

Embalagens de faces planas, rectangulares


ou poligonais, de metal, madeira,
contraplacado, aglomerado de madeira,
cartão, matérias plásticas ou outro material
apropriado.
Massa líquida máxima: 400 kg
O MATERIAL DE TRANSPORTE

Saco
Embalagens flexíveis de papel, filme de
matéria plástica, tecido ou outros materiais
apropriados;
Massa líquida máxima : 50 kg
Embalagens
Embalagem constituída por um recipiente interior de
compósitas
matéria plástica, vidro, porcelana ou de grés e por
uma embalagem exterior (de metal, madeira, cartão,
matéria plástica, matéria plástica expandida, etc.).
Uma vez montada mantém-se como um conjunto
indissociável.
Capacidade máxima do recipiente : 60 litros
Massa líquida máxima:75 kg
O MATERIAL DE TRANSPORTE

Embalagens metálicas leves

Embalagens de secção circular, elíptica,


rectangular ou poligonal, bem como embalagens
com a parte superior cónica ou em forma de balde,
de folha-de-flandres ou de materiais metálicos
leves, com uma espessura de parede inferior a 0,5
mm, com um fundo plano ou convexo, munidos de
um ou vários orifícios.

Capacidade máxima: 40 litros


Massa líquida máxima: 50 kg
O MATERIAL DE TRANSPORTE

Embalagem combinada

Combinação de embalagens para fins de


transporte, constituída por uma ou várias
embalagens interiores,acondicionadas numa
embalagem exterior
Sobrembalagem
Invólucro utilizado por um mesmo expedidor
para conter um ou vários volumes consolidados
numa só unidade.
Ex: paleta contendo vários volumes fixados
com um filme retráctil
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 3. APROVAÇÃO DAS EMBALAGENS

1A1 - Código da embalagem


Y - Código de matérias autorizadas
1.6 – Densidade do líquido de ensaio
100 - Pressão máxima de ensaio (kPa)
95 – Ano de fabrico
GB – Sigla do país de aprovação
1035 – Número de registo e sigla do fabricante
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• O grau de exigência dos ensaios realizados sobre o


protótipo e está representada pela letras:

 X – grande exigência, matérias dos grupos I, II ou III


 Y – média exigência, matérias dos grupos II ou III
 Z– menor exigência, matérias do grupo III
ou
 Grupo de embalagem I => X
 Grupo de embalagem II => X ou Y
 Grupo de embalagem III=> X, Y ou Z
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 4. GRANDE EMBALAGEM

• É uma embalagem constituída por uma embalagem exterior


contendo objectos ou embalagens interiores e que:
 É concebida para um manuseamento mecânico;
 Tem uma massa líquida > 400 kg ou uma capacidade >
450 litros mas cujo volume não ultrapassa os 3 m3
 Grandes embalagens flexíveis que não possam ser
empilhadas - Massa Bruta Máxima: 500 kg
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 5. GRANDE RECIPIENTE PARA GRANEL (GRG)

• Caracteriza-se por ser :


 Rígido ou flexível
 Capacidade superior a 450 litros, mas não
ultrapassando 3000 litros
 Concebida para manuseamento mecânico

Marcação: 31H1/Y/04 99 GB/909910800/1200

Matéria plástica rígida para líquidos, com equipamento de


estrutura, resistente a uma carga de empilhamento
O MATERIAL DE TRANSPORTE

GRG
O MATERIAL DE TRANSPORTE

6. RECIPIENTES SOB PRESSÃO

1-Garrafas
recipiente com uma capacidade
expressa em litros de água até 150
litros;

2 – Tubos
Recipientes não soldados com capacidade superior a 150
litros mas não ultrapassando os 3000 litros
O MATERIAL DE TRANSPORTE

3-Tambores sob pressão


recipientes soldados, com uma
capacidade superior a 150 l mas não
ultrapassando 1000 litros (ex: um
recipiente cilíndrico munido de aros de
rolamento, esferas sobre patins);

4 - Quadro de garrafas
Conjunto de garrafas ligadas entre si por um tubo colector e
solidamente mantidas agrupadas. A capacidade total, não deve
ultrapassar os 3000 l. Para o caso dos gases tóxicos a
capacidade não deverá ultrapassar os 1000 l
O MATERIAL DE TRANSPORTE

5-Recipiente criogénico
um recipiente isolado termicamente
para os gases liquefeitos refrigerados
com uma capacidade expressa em litros
de água que não exceda os 1000 litros;

6-Contentor de gás de elementos múltiplos (CGEM)


Equipamento de transporte que compreende elementos ligados
entre si por um tubo colector e montados num quadro.
Elementos de um CGEM: garrafas, tubos, tambores sob
pressão e quadros de garrafas, bem como as cisternas com
capacidade superior a 450 litros para os gases da classe 2.
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 7. CONTENTORES
Caracterizam-se por:

Terem carácter permanente e serem


suficientemente resistentes para
poderem ser utilizado repetidamente;
Serem concebidos para facilitar o
transporte de mercadorias sem
ruptura de carga
Estarem munidos de dispositivos que
os tornem fáceis de manipular
 Serem concebidos de modo a serem
fáceis de encher e esvaziar
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• Contentor para granel

• Sistema de retenção, (incluindo revestimento ou forro)


destinado ao transporte de matérias sólidas, em contacto
directo com o sistema, caracterizando-se por ser:
 de carácter permanente e suficientemente resistente
para poder ser utilizado repetidamente
 concebidos para facilitar o transporte de mercadorias,
sem operações intermédias de carga e descarga, por um
ou vários modos
 Munido de dispositivos que facilitem o seu
manuseamento
 Com uma capacidade de pelo menos 1,0 m3
 Podem ser cobertos (BK1) ou fechados (BK2)
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 8. CISTERNAS

• QUANDO poderá ser feito um transporte em


cisternas?

 se tal for explicitamente autorizado no ADR/RPE


 se as cisternas forem aprovadas
 se o(s) veículo(s) em que a cisterna é transportada
for(em) aprovado(s)
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 8.1. DIFERENTES TIPOS DE CISTERNA

 CISTERNA FIXA
Cisterna com capacidade superior a 1000 litros
fixada permanentemente num veículo (que passa a ser
um veículo-cisterna) ou que é parte integrante do
chassis desse veículo.
O MATERIAL DE TRANSPORTE

 CISTERNA DESMONTÁVEL

Cisterna com capacidade superior a 450 litros, que não seja


uma cisterna fixa, móvel, contentor-cisterna ou um elemento
de um veículo-bateria, que não seja concebida para o
transporte das mercadorias sem ruptura de carga e que
normalmente só possa ser movimentada se estiver vazia.
O MATERIAL DE TRANSPORTE

 CISTERNA MÓVEL:

Cisterna multimodal, utilizada para o transporte de


matérias da classe 1 e das classes 3 a 9 e, quando
utilizada para o transporte de matérias da classe 2, com
capacidade superior a 450 litros
Deve poder ser cheia e esvaziada sem a retirar do
equipamento de estrutura, concebida principalmente para
ser carregada sobre um veículo, ou um navio e estar
equipada de sapatas, de apoios, ou de acessórios que
facilitem a movimentação mecânica
O MATERIAL DE TRANSPORTE

Cisterna Móvel
O MATERIAL DE TRANSPORTE

 CISTERNA PARA RESÍDUOS OPERADA SOB VÁCUO

Uma cisterna fixa, cisterna desmontável, contentor-


cisterna ou caixa móvel cisterna utilizada
principalmente para o transporte de resíduos
perigosos, constituída ou equipada de modo especial
para facilitar a carga e a descarga de resíduos
O MATERIAL DE TRANSPORTE

 CONTENTOR – CISTERNA

Equipamento de transporte que:


 satisfaz a definição de "contentor", utilizado para o
transporte de matérias perigosa líquidas, gasosas,
pulverulentas ou granulares,
 com uma capacidade superior a 450 litros, quando é
destinado ao transporte de matérias da classe 2.
O MATERIAL DE TRANSPORTE

 CONTENTOR DE GÁS DE ELEMENTOS MÚLTIPLOS


(CGEM)

Equipamento de transporte compreendendo elementos


ligados entre si por um tubo colector e montados num
quadro.
Os elementos seguintes, são elementos de um CGEM:
garrafas, tubos, tambores sob pressão e quadros de
garrafas, bem como as cisternas com capacidade
superior a 450 l para os gases da classe 2.
O MATERIAL DE TRANSPORTE

CGEM
O MATERIAL DE TRANSPORTE

 VEÍCULO-BATERIA

Veículo que compreende elementos ligados entre si por um


tubo colector montados de forma permanente numa unidade
de transporte.
Os elementos seguintes são elementos de um veículo-
bateria: garrafas, tubos, tambores sob pressão e s quadros
de garrafas, bem como as cisternas com capacidade superior
a 450 l para os gases da classe 2.
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 8.2 APROVAÇÃO DAS CISTERNAS

A aprovação de qualquer tipo de cisterna IMPLICA: 


 Acompanhamento da construção
 Verificações e ensaios iniciais;
 Verificações e ensaios periódicos

• ORGANISMOS DE INSPECÇÃO RECONHECIDOS


 Rinave - Qualidade e Segurança, ACE;
 ISQ - Instituto de Soldadura e Qualidade
 SGS-CIAT - Portuguesa, Lda.
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• AUTORIDADE COMPETENTE - DRE

Aprova as cisternas com base nos relatórios


elaborados pelos Organismos de Inspecção e, emite
a respectiva Autorização de Utilização :
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 8. 4 TIPO E PERIODICIDADE DOS ENSAIOS

 Controle inicial antes da entrada em serviço


 Controle após entrada em serviço
   - Inspecção periódica – 6 em 6 ou 5 em 5 anos ,
- Inspecção intercalar – 3 em 3 ou 2,5 em 2,5 anos

A Autorização de Utilização dos equipamentos não


fixos, deve acompanhar o Certificado de Aprovação
do veículo em que a cisterna é transportada
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 8.5. Marcação das Cisternas


Placa metálica, resistente à corrosão
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 9. EXIGÊNCIAS RELATIVAS AOS VEÍCULOS

Uma unidade de transporte não pode comportar mais


do que um reboque ou semi-reboque

Cada unidade de transporte tem de possuir os


seguintes equipamentos:
 Pelo menos um calço para as rodas
 Dois sinais de aviso portáteis – lanternas, cones ou
triângulos reflectores
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• 9. EXIGÊNCIAS RELATIVAS AOS VEÍCULOS

Para o transporte de qualquer mercadoria perigosa, não


abrangida por isenções, os transportadores ou
proprietários das unidades de transporte devem
garantir a existência do seguinte equipamento:
 Um calço para as rodas, por veículo, de dimensões
apropriadas à massa máxima admitida para o veículo
e ao diâmetro das rodas;
 Dois sinais de aviso portáteis;
O MATERIAL DE TRANSPORTE

 Líquido de lavagem para os olhos – NÃO


NECESSÁRIO para etiquetas de perigo nº 1, 1.4, 1.5,
1.6, 2.1, 2.2 e 2.3;
 Uma pá, APENAS para as etiquetas de perigo 3, 4.1,
4.3, 8 e 9;
 Uma protecção de entrada de esgoto, APENAS
para as etiquetas de perigo 3, 4.1, 4.3, 8 e 9
 Um reservatório colector em plástico, APENAS
para as etiquetas de perigo 3, 4.1, 4.3, 8 e 9
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• E ainda, para cada membro da tripulação:


 Um colete fluorescente (semelhante, por exemplo,
ao descrito na norma europeia EN 471, igual ao
requerido pelo código da estrada)
 Um aparelho de iluminação portátil – lanterna de
bolso – de acordo com as regras do 8.3.4
 Um par de luvas de protecção
 Um equipamento de protecção dos olhos (óculos de
protecção)
O MATERIAL DE TRANSPORTE

 Uma máscara de evacuação de urgência, APENAS


para os números de etiqueta de perigo 2.3 e 6.1:
matérias sólidas, líquidas ou gasosas tóxicas – por
exemplo uma máscara com filtro combinado
gás/poeiras do tipo A1B1E1K1-P1 ou A2B2E2K2-P2
que é semelhante ao descrito na norma EN 141
O MATERIAL DE TRANSPORTE

 Um colete ou um fato fluorescente e uma lanterna


de bolso, para cada membro da tripulação
 Equipamento de protecção individual e o
equipamento necessário para se tomarem as
medidas suplementares e/ou especiais indicadas
nas fichas de segurança
 Uma protecção respiratória quando aplicável, no
caso do transporte de gases tóxicos
O MATERIAL DE TRANSPORTE

• Meios de extinção de incêndios

Pelo menos um extintor com um mínimo de 2 kg, de pó


químico (ou equivalente) destinado a combater um
incêndio no motor
As unidades com uma MMA:
 Superior a 7,5 ton. devem ter um ou mais extintores
com uma capacidade mínima total de 12 kg, um dos
quais, com uma capacidade mínima de 6 kg
 Superior a 3,5 ton. mas inferior ou igual a 7,5 ton.
devem possuir um ou mais extintores com uma
capacidade mínima total de 8 kg, um dos quais, com
uma capacidade mínima de 6 kg
O MATERIAL DE TRANSPORTE

 Inferior ou igual a 3,5 ton. devem ter um ou mais


extintores com uma capacidade mínima de 4 kg
• Para a determinação destes valores pode levar-se em
linha de conta o extintor de 2 kg
Os extintores devem:
 Estar munidos de um selo e ter uma marca
 Ter uma inscrição indicando o mês e ano da próxima
inspecção ou a data limite de utilização
 Ser sujeitos a inspecções periódicas
 Instalados de modo a permitir o fácil acesso
 Estar protegidos contra intempéries
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• 1. ETIQUETAS DE PERIGO E MARCAÇÃO DE


VOLUMES

 Representam de forma expressiva, e normalizada, os


diferentes perigos que as mercadorias apresentam;
 Os desenhos e pictogramas, pretendem transmitir
às pessoas não especializadas um noção intuitiva dos
riscos das matérias;
 São elementos auxiliares das operações de
separação de cargas no carregamento de
mercadorias perigosas
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO
• Etiquetas EMBALAGENS/RECIPIENTES/GRG: 10x10 cm

• Placas-etiquetas CISTERNAS/CONTENTORES/GRANEL: 25x25 cm

1 3 4 4 4

2 2 2 5.1

6 6 8
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

Marca temperatura

Marca ambiente

104
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO
• Disposições relativas às etiquetas:

• Todas as etiquetas excepto a n º 11, devem ter:


 Forma de um quadrado apoiado numa ponta (em
losango);
 Dimensões mínimas de 100 mm x 100 mm podendo ser
mais reduzidas, se a dimensão do volume o exigir, na
condição de continuarem visíveis;

• Colocação de etiquetas:
 Embalagens: no mínimo uma etiqueta de 10 cm x 10 cm,
 GRG com capacidade superior a 450 l: duas, em lados
opostos
 Grande embalagem: duas, em lados opostos
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO
• Com excepção das classe 1 e 7, as setas de orientação
deve ser colocada em dois lados opostos dos volumes
contendo:

 Líquidos em recipientes cujos fechos não sejam


visíveis do exterior;
 Recipientes munidos de respiradouro ou recipientes
munidos de respiradouro sem embalagem exterior; e
 Gases liquefeitos refrigerados.

Nota: Para além das etiquetas e marcação, todos os


volumes, deverão levar o nº ONU da matéria transportada
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• 2. PLACAS-ETIQUETAS

• Características:

 Ter pelo menos 250 mm por 250 mm;


 Corresponder ao modelo da etiqueta da
mercadoria;
 Ter o número ou os algarismos em caracteres de
pelo menos 25 mm de altura.algarismos
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• Colocação

• Contentores, CGEM, contentores-cisterna e cisternas


móveis:
 Placas-etiquetas nas faces laterais;
 Placas-etiquetas em cada extremidade

• Veículos-cisterna, veículos-bateria e veículos com cisternas


desmontáveis
 Placas-etiquetas nas paredes laterais e à retaguarda

Nota: Cisternas vazios por limpar devem continuar a ter as


placas-etiquetas da carga anterior
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• 3. PAINÉIS LARANJA

• Destinam-se a alertar as pessoas de que existem


mercadorias perigosas no veículo, devendo:
 Ser colocadas à frente e à retaguarda do veículo;
 Ser metálicos, pintados com uma tinta de tonalidade
laranja com propriedades reflectoras;
 Ter uma dimensão de 400 mm x 300 mm, podendo
variar ± 10%, com uma cercadura preta de 15 mm,
podendo apresentar a meio uma linha negra
horizontal
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• Painéis nos veículos de “carga geral”

 São lisos, sem qualquer informação específica


respeitante às mercadorias;
 Depois de descarregada a mercadoria perigosa, e se
não tiverem ficado resíduos no veículo, os painéis
devem ser retirados ou ocultados;
 Se forem ocultados , o seu revestimento deve ser total
e permanecer eficaz após um incêndio com a duração
de 15 minutos.
• O veículo não deve levar painéis, quando se transportam
mercadorias perigosas, ao abrigo de isenções
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

•Painéis nos veículos de “carga geral”

A sinalização dos veículos de carga geral que transporte


mercadorias perigosas faz-se com painéis lisos, que não
podem ficar visíveis quando o transporte terminar e não
houver mercadorias perigosas a bordo
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• Painel para veículos de carga geral


ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• Painéis nos veículos-cisterna e de transporte a


granel

 Devem apresentar duas séries de números (número


ONU e de Perigo);
 Os números são gravados ou prensados na chapa
metálica, ou são constituídos por caracteres
salientes amovíveis;
 Se houver um incêndio que atinja os painéis, os
números devem continuar visíveis ao fim de pelo
menos 15 minutos
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

Painel para veículos-cisterna e transporte a granel

NÚMERO DE PERIGO
  
 
NÚMERO ONU
 

 
 
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• Número ONU

 É constituído por quatro algarismos;


 Aparece na parte inferior do painel;
 Identifica a matéria transportada

1170 ÁLCOOL ETILICO


1203 GASOLINA
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• Número de perigo

 É constituído por dois ou três algarismos;


 Aparece na parte superior do painel;
 Identifica o perigo da matéria transportada
 O primeiro algarismo representa o perigo principal
da matéria (classe);
 O segundo e terceiro os perigos secundários , ou
uma intensidade do perigo principal
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO
1º algarismo 2º ou 3º algarismos
(perigo principal) (perigo secundário)
 
0 - sem risco secundário
2 - gás 2 - emanação de gases
3 - líquido inflamável 3 - inflamabilidade de líquidos e gases
4 - sólido inflamável 4 - inflamabilidade de sólidos
5 - comburente 5 - comburente
6 - tóxico ou infeccioso 6 - tóxico
7 - radioactivo
8 - corrosivo 8 - corrosivo
9 - matéria perigosa diversa 9 - sujeito a reacção violenta e espontânea
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• 5. COLOCAÇAO DAS ETIQUETAS,PLACAS-


ETIQUETAS E PAINÉIS

Expedidor: responsável pelo fornecimento das


etiquetas para embalagens e GRG

Transportador: responsável pela sinalização do


veículo, contentores ou cisternas no que se refere a
 Painéis laranja;
 Placas-etiquetas
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

 
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

Sinalização de uma unidade de transporte com uma


só mercadoria perigosa:
Painéis com números à frente e retaguarda do
veículo
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• Sinalização de um veículo compartimentado


transportando as matérias com os Nºs ONU:
 1202 – Gasóleo, ou Carburante Diesel, (III);
 1203 – Gasolina, (II);
 1223 –, Querozeno, (III);
 1268 –Destilados de Petróleo, n.s.a;(III);
 1863 – Carburante de Aviação, (II).
A unidade de transporte é sinalizada à frente e á
retaguarda com painéis com os números
correspondentes à matéria mais perigos
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO
Veículo-cisterna transportando gasolina e gasóleo
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• Transporte de mais do que uma mercadoria perigosa


em:
 Veículo-cisterna, com compartimentos diferentes, ou
 Unidade de transporte, com mais do que uma
cisterna

• A sinalização é feita com:


 Painéis lisos à frente e à retaguarda da unidade de
transporte, e
 Painéis com números correspondentes às matérias,
colocados lateralmente nos compartimentos, ou nas
cisternas e paralelamente ao eixo longitudinal
ETIQUETAS, PLACAS ETIQUETAS E
SINALIZAÇÃO

• Transporte simultâneo de duas matérias perigosas


diferentes
REGIMES DE ISENÇÃO AO ADR/RPE

• 1. ISENÇÕES TOTAIS

1.1. Ligadas à natureza da operação de transporte

 Transporte efectuado por pessoas singulares,


quando as mercadorias se encontram acondicionadas
para a venda a retalho e se destinam à sua utilização
individual, doméstica, actividades de lazer ou
desportivas;
 Transporte de máquinas ou equipamentos que
comportem acessoriamente mercadorias perigosas
na sua estrutura ou nos seus circuitos de
funcionamento
REGIMES DE ISENÇÃO AO ADR/RPE

 Transporte efectuado por empresas, acessório à sua


actividade principal, tal como para aprovisionamento de
estaleiros, ou trajectos de retorno, para trabalhos de
medição, reparação ou de manutenção, em quantidades
que não ultrapassem 450 litros por embalagem nem as
quantidades máximas especificadas em 1.1.3.6
 Transporte efectuado por serviços de intervenção, em
particular por veículos pronto-socorro que reboquem
veículos sinistrados ou avariados contendo mercadorias
perigosas;
 Transportes de emergência destinados a salvar vidas
humanas ou a proteger o ambiente
REGIMES DE ISENÇÃO AO ADR/RPE
1.2. Quantidades Limitadas

• Permite o transporte de matérias perigosas sem o


cumprimento das prescrições do ADR, quando cumpridas
certas disposições relacionadas com a embalagem e a
massa.
Assim:
 As quantidades máximas liquidas por embalagem
interior não devem ultrapassar os valores indicados na
coluna (2) ou (4); (3.4.6)
 A massa bruta de uma embalagem combinada, não deve
ultrapassar 30 kg e para as embalagens interiores,
colocadas em tabuleiros com cobertura retráctil ou
extensível, não deve ultrapassar 20 kg.
REGIMES DE ISENÇÃO AO ADR/RPE

 Devem ser respeitadas as condições gerais de


embalagem e cada volume deve levar, de modo claro
e durável:
- Número ONU da mercadoria nele contida, precedida
da sigla UN; ou
- No caso de mercadorias diferentes, transportados
no mesmo volume, os números de identificação de
cada matéria ou a sigla “LQ” ( “Limited Quantities”)
- Estas inscrições devem figurar no interior de um
losango de 10 x 10 cm; podendo ser reduzidas, se o
tamanho do volume o não permitir,sob condição de
que as inscrições permaneçam bem visíveis.
REGIMES DE ISENÇÃO AO ADR/RPE
REGIMES DE ISENÇÃO AO ADR/RPE

• 2. ISENÇÕES PARCIAIS

Aplicam-se quando a quantidade de mercadorias perigosas a


bordo de uma única unidade de transporte, não ultrapassar os
valores indicados na coluna (3) do quadro 1.1.3.6 quando:
 as mercadorias perigosas a bordo da unidade de
transporte são da mesma categoria, ou
 O valor calculado segundo a expressão:

QCT1 x 50 + QCT2 x 3 + QCT3 ≤ 1000

quando as mercadorias perigosas a bordo da unidade de


transporte são de várias categorias
REGIMES DE ISENÇÃO AO ADR/RPE

• Podem ser transportadas em volumes sem que seja


necessário:
 cumprir prescrições relativas à segurança pública
 sinalização do veículo
 levar Ficha de Segurança
 levar o equipamento obrigatório a bordo do veículo
(excepto extintor de 2 kg para cabina)
 ter certificado de formação (quando aplicável)
 ter certificado de aprovação (quando aplicável)
 Cumprir a proibição de abrir volumes que contenham
mercadorias perigosas
 Cumprir a proibição de fumar
REGIMES DE ISENÇÃO AO ADR/RPE

Quando são transportadas na mesma unidade de


transporte mercadorias perigosas pertencentes a
diferentes categorias de transporte, a soma da :
 (QCT1) multiplicada por "50“
 (QCT2) multiplicada por "3“
 (QCT3) não deve ultrapassar "1 000".
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• 1. A SEGURANÇA DA CIRCULAÇÃO

Assenta sobretudo, na aptidão de condutor o qual terá


de ter:

 Motivação geral para a profissão


 Preparação técnica completa e actualizada
 Civismo e sentido de responsabilidade
 Saúde física e psíquica
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• Durante o transporte de mercadorias perigosas é:

 Proibido transportar passageiros que não façam


parte da tripulação do veículo;
 Obrigatório que os veículos que transportam
mercadorias perigosas circulem com as luzes de
cruzamento acesas
• No que se refere aos períodos de condução e repouso
de um motorista de mercadorias perigosas, realça-se
que estes se encontram agora totalmente harmonizados
pelas regras comunitárias em vigor neste domínio
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• 2.ESTACIONAMENTO DOS VEÍCULOS QUE


TRANSPORTAM MATÉRIAS PERIGOSAS

Além das prescrições gerais estes veículos devem


observar ainda as seguintes regras especiais:
 Ter accionado o respectivo travão de mão
 Alertar as autoridades em situações de derrame
 As paragens por necessidade de serviço não devem,
ocorrer nas imediações de lugares habitados ou locais
de reunião e o estacionamento só poderá prolongar-se
nesses lugares com a autorização da autoridade
policial local 
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

Os veículos carregados com determinadas matérias em


certas quantidades só poderão estacionar:
 Sob vigilância, ou
 Sem vigilância, desde que se encontrem ao ar livre
num depósito ou nas dependências de uma fábrica e
desde que ofereçam todas as garantias de segurança
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

Se estas condições não se verificarem, o veículo, poderá


estacionar, à parte, nos seguintes locais:
 Parque de estacionamento vigiado por um encarregado,
que será informado da natureza da carga e do local onde
se encontra o condutor
 Parque de estacionamento público ou privado onde haja
pouca probabilidade de o veículo ser danificado por
outros veículos
 Espaço livre apropriado, fora das grandes vias públicas e
dos lugares habitados, e que não sirva normalmente de
local de passagem nem de aglomeração de público (que
deverá ser designado pela autoridade policial local).
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

3. RESTRIÇÕES À CIRCULAÇÃO

Através de sinais de trânsito especiais

Trânsito proibido a veículos transportando produtos


facilmente inflamáveis ou explosivos
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

Trânsito proibido a veículos transportando produtos susceptíveis


de poluírem as água
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

Trânsito proibido a veículos transportando mercadorias perigosas


OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• Através de diplomas regulamentares específicos

Portaria 331-B/98, de 1 de Junho.


Proíbe o trânsito a veículos pesados transportando
mercadorias perigosas 
Das 18 às 21 horas de
 Sextas-feiras, Domingos, Feriados Nacionais e
vésperas de Feriados Nacionais, em algumas vias
Das 7 às 10 horas de
 Segundas-feiras (excepto meses de Julho e Agosto),
nos acessos a Lisboa e Porto, no sentido de entrada
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• Portaria 578-A/99, de 28 de Junho.


O trânsito na Ponte 25 de Abril e Viaduto Norte apenas
é permitido entre as 2 e as 5 horas todos os dias úteis,
Domingos e Feriados

Portaria 131/2006, de 16 de Fevereiro.


Introduz alterações na Portaria 331-B/98, de 1 de
Junho.
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• Portaria nº 331-B/98, e Portaria nº 131/2006,

• Proíbem o trânsito a veículos pesados afectos ao


transporte de mercadorias perigosas:

• Das 18 às 21 horas de Sextas-feiras, Domingos,


Feriados Nacionais e vésperas de Feriados Nacionais, nas
seguintes vias:

• EN 6, entre Lisboa e Cascais


• EN 10, entre o Infantado e Vila Franca de Xira
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• EN 12, Estrada da Circunvalação;


• EN 14, entre Porto e Braga;
• EN 15, entre Porto e Campo (A4);
• EN 105, entre Porto e Alfena (nó com o IC 24);
• EN 109, entre Coimbrões e Miramar;
• EN 208, entre Alto da Maia e Valongo;
• EN 209, entre Porto, Gondomar e Valongo;
• EN 1, entre Vila Franca de Xira e Vila Nova de
Gaia (Santo Ovídeo);
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• EN 4, entre Pegões e Montemor-o-Novo;


• EN 13, entre Porto e Viana do Castelo;
• EN 101, entre Braga e Vila Verde;
• EN 247, entre Cascais e Carvoeira;
• EN 109, entre Miramar e Leiria;
• EN 125, entre Lagos e Vila Real de Sto António;
• EN 222, entre Porto e Barragem de
Crestuma/Lever ;
• EN 366, entre o nó de Aveiras de Cima e Alcoentre;
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• Variante à EN 366, entre Alcoentre e Quebradas


(nó com o IC 2);
• IP 1, entre o nó de acesso a norte de Alcácer do Sal
e a EN 125

• O trânsito na Ponte 25 de Abril e Viaduto Norte


apenas é permitido entre as 2 e as 5 horas todos os
dias úteis, Domingos e Feriados, conforme referido na
Portaria nº 578-A/99, de 28 de Junho.
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• Das 7 às 10 horas de Segundas-feiras (excepto meses


de Julho e Agosto), nas vias a seguir indicadas, de
acesso a Lisboa e Porto, no sentido de entrada:
• Acesso a Lisboa
• A1 Alverca => Lisboa;
• A2 Almada => Lisboa;
• A5 Ligação à CREL => Lisboa;
• A8 Loures => Lisboa;
• IC 19 Nó da CREL => Lisboa;
• EN 6 Cascais => Lisboa;
• EN 10 V.F. Xira => Lisboa;
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• Acesso ao Porto
• A3 Ligação ao IC 24 => Porto;
• A4 Nó com a A3 => Porto;
• EN 13 Moreira => Porto;
• EN 105 Alfena (nó com IC 4) => Porto;
• IC 1 Miramar => Porto;
• EN 209 Gondomar => Porto;
• EN 222 Avintes => Porto;
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

• EXCEPÇÕES
 Mercadorias perigosas destinadas às unidades de
saúde públicas ou privadas
 Mercadorias perigosas destinadas às Forças
Armadas, militarizadas e policiais
 Combustíveis destinados ao abastecimento de
aeroportos e portos marítimos
 Mercadorias perigosas que provenham de navios ou
se destinem ao respectivo carregamento
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

O Instituto de Mobilidade de Transportes Terrestres pode


conceder autorizações especiais de circulação desde que
 Os veículos transportem mercadorias imprescindíveis à
laboração contínua de unidades de produção;
 A unidade de produção seja servida unicamente por uma
via sujeita a restrições e desde que ela conduza
directamente a outra que não seja abrangida pela
restrição
Os postos policiais mais próximos também podem conceder
essas autorizações, assim como autorizar a conclusão de um
transporte que, por motivos imprevistos, não concluiu antes
do período de restrição
OS VEÍCULOS EM CIRCULAÇÃO

O túnel da Gardunha está


permanentemente interditado a
este tipo de transportes
CARGA, DESCARGA E MOVIMENTAÇÃO

1. CARREGAMENTO

  Cuidados a ter durante o carregamento

 Proceder a uma inspecção visual da estrutura do


veículo ou contentor nomeadamente paredes
interiores, tectos e fundos que devem estar isentas de
protuberâncias ou danos não devendo os forros ou o
equipamento de retenção, apresentar danos
susceptíveis de comprometer as capacidades de
retenção da carga
 Não fumar durante o manuseamento, na proximidade
ou no interior dos veículos e contentores
CARGA, DESCARGA E MOVIMENTAÇÃO

 Não utilizar, no interior dos veículos, aparelhos de


iluminação que possam produzir chamas ou faíscas
 Arrumar e escorar convenientemente as embalagens no
interior do veículo ou contentor, não utilizando para
isso materiais inflamáveis
 Num carregamento de garrafas de gás, deitar as
garrafas na caixa do veículo, no sentido longitudinal ou
transversal, devidamente calçadas ou presas de modo a
não se poderem deslocar e só carregar mais do que
uma fiada de garrafas se o seu centro de gravidade
não ultrapassar a altura dos taipais
CARGA, DESCARGA E MOVIMENTAÇÃO

 Os volumes munidos de etiquetas, 6.1 ou 6.2 e 9[1] não


devem ser empilhados por cima nem carregados na
proximidade imediata de volumes que se sabe conterem
géneros alimentares, outros objectos de consumo ou
alimentos para animais
 Não abrir qualquer embalagem contendo matérias
perigosas
 Assegurar-se de que o motor do veículo se encontra
parado e o travão de mão accionado
     
[1] Nºs ONU 2212, 2315, 2590, 3151, 3152 ou 3245
CARGA, DESCARGA E MOVIMENTAÇÃO

 Se se verificar derrame do conteúdo de alguma


embalagem, limpar, de imediato, o veículo ou contentor
 Prestar especial atenção à limpeza do veículo se se
tratar de matérias da classe 4.3
 Respeitar as interdições de carregamento em comum.
Os volumes munidos de etiquetas de perigo diferentes,
não devem ser carregados em comum, a menos que esse
seja autorizado
 Respeitar as interdições de carregamento em comum, o
que significa que as embalagens com etiquetas modelo
Nº 1, 1.4 (excepto 1.4S), 1.5, ou 1.6, não devem ser
carregados em comum, a menos que esse seja
autorizado, conforme o quadro
CARGA, DESCARGA E MANUSEAMENTO
Carregamento
em comum:
CARGA, DESCARGA E MOVIMENTAÇÃO

2. MOVIMENTAÇÃO E ESTIVA

• Aspectos a ter em atenção:

 Os volumes devem ser convenientemente arrumados no


veículo e ficar seguros, por meios apropriados, de
modo a evitar qualquer deslocação de uns em relação
aos outros ou, em relação às paredes do veículo
 O carregamento pode ser protegido por meio de
cintas, travessas corrediças, suportes reguláveis,
sacos insufláveis e dispositivos de ferrolho anti-
deslizantes
CARGA, DESCARGA E MOVIMENTAÇÃO

 Todas as disposições relativas ao carregamento e à


descarga dos veículos, bem como à estiva e
movimentação das matérias, aplicam-se também ao
carregamento, estiva e descarga dos contentores nos
veículos
 Os volumes munidos de etiquetas em conformidade
com o modelo nº 11 devem ser colocados ao alto com as
pontas das setas voltadas para cima
CARGA, DESCARGA E MOVIMENTAÇÃO

3. DESCARGA

• Medidas a tomar durante a descarga:

 Depois da descarga de um veículo, se se verificar que


algumas embalagens deixaram escapar parte do seu
conteúdo, dever-se-á, proceder à limpeza do veículo
antes de um novo carregamento
 Os veículos que tenham recebido matérias perigosas a
granel, devem ser convenientemente limpos, a menos
que o novo carregamento seja composto por matéria
perigosa idêntica àquela que constituía o carregamento
anterior
CARGA, DESCARGA E MOVIMENTAÇÃO

 Todas as disposições relativas à limpeza e


descontaminação de veículos aplicam-se também à
limpeza e descontaminação de contentores
 Os contentores ou veículos vazios que tenham
transportado uma matéria perigosa sólida a granel
estão submetidos às mesmas prescrições que os
contentores ou veículos cheios, a não ser que tenham
sido tomadas medidas apropriadas para excluir
qualquer risco
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

2. OS INTERVENIENTES NO TRANSPORTE

2.1 Expedidor/responsável pela carga


A empresa que expede mercadorias perigosas para si
mesma ou para um terceiro. Quando o transporte é
efectuado na base de um contrato de transporte,
expedidor segundo esse contrato é considerado como o
expedidor

2.2 Transportador/proprietário do veículo


A empresa que efectua o transporte com ou sem contrato
de transporte.
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

2.3 Destinatário

Segundo segundo o contrato de transporte

Se o destinatário designa um terceiro em conformidade


com as disposições aplicáveis ao contrato de transporte,
este último é considerado como o destinatário

Se o transporte é efectuado sem contrato de transporte,


a empresa que toma a seu cargo as mercadorias perigosas
à chegada deve ser considerada como o destinatário
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES


2.4. Embalador

A empresa que enche as mercadorias perigosas nas


embalagens, grandes embalagens e GRG e, se for o caso,
prepara os volumes para fins de transporte.

Deve observar as prescrições relativas:


 Às condições de embalagem
 Às condições de embalagem em comum
 Às marcas e etiquetas de perigo nos volumes.

2.5. Carregador
A empresa que carrega as mercadorias perigosas num
veículo ou num grande contentor
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

2.6. Enchedor
A empresa que procede ao carregamento de cisternas ou de
produtos a granel.
2.7. Motorista
 Não deve responsabilizar-se por volumes danificados ou
mal etiquetados;
 Deve colocar as protecções da carga;
 Deve respeitar as prescrições de expedição;
 Deve ser portador dos documentos de acompanhamento e
apresentá-los;
 Em caso de perigo, deve agir de acordo com as Fichas de
Segurança;
 Em caso de acidente, deve informar as autoridades
competentes
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

2.8. Operador de contentor-cisterna ou de cisterna móvel

A empresa em nome da qual o contentor-cisterna ou a


cisterna móvel são registados ou admitidos ao tráfego
devendo:
 Garantir a observância das prescrições relativas à
construção, ao equipamento, aos ensaios e à marcação
 Garantir que a manutenção seja efectuada de forma a
que, submetidos às solicitações normais de exploração,
satisfaçam às prescrições do RPE, até ao próximo ensaio
 Providenciar um controle excepcional quando a segurança
do reservatório ou dos seus equipamentos puder ser
comprometida por uma reparação, uma modificação ou um
acidente
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

3. RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

3.1. São responsabilidades do Expedidor:

 Confirmar se as mercadorias perigosas são admitidas


ao transporte
 Verificar se as mercadorias perigosas necessitam de
autorização especial de transporte, autorização de
derrogação ou cópia do acordo de derrogação, e
facultá-la (s) se necessário
 Garantir a existência de documento de transporte
relativo à mercadoria perigosa transportada
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

 Preencher correctamente o documento de


transporte
 Utilizar embalagens aprovadas, adequadas à
matéria transportada, evidenciando a
respectiva marcação de aprovação e que se
encontrem em bom estado de conservação
 Utilizar cisternas desmontáveis, CGEM,
cisternas amovíveis ONU e contentores-
cisternas admitidos para o transporte em
causa
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

 Utilizar cisternas desmontáveis, CGEM, cisternas


amovíveis ONU e contentores-cisternas aprovados,
com os equipamentos ou acessórios adequados e em
bom estado, assim como garantir a existência do
documento de aprovação dos reservatórios dessas
cisternas
 Cumprir todas as prescrições sobre a adequada
marcação e etiquetagem dos volumes
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

3.2. São responsabilidades do Carregador:

 Cumprir e fazer cumprir, as normas de segurança da


carga, manuseamento e movimentação das mercadorias
perigosas durante a carga, no transporte em volumes
 Cumprir as normas de proibição de carregamento em
comum de volumes num mesmo veículo ou contentor
 Garantir o cumprimento das normas de segurança
relativas à separação de géneros alimentares, objectos
de consumo e de alimentos para animais
 Verificar o cumprimento das normas de proibição de
carga em locais públicos ou aglomerados urbanos, assim
como providenciar autorização, se necessária
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

3.3. São responsabilidades do Enchedor:

 Cumprir e fazer cumprir, as normas de segurança da


carga, no transporte em cisternas ou a granel
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

3.4. São responsabilidades do Transportador:

 Utilizar veículos admitidos e que cumpram as condições


técnicas exigidas para o transporte em causa
 Garantir a existência do certificado de aprovação do
veículo, correspondendo às prescrições estabelecidas
para o transporte em causa, se necessário
 Acautelar a realização do transporte em embalagens,
veículos-cisterna, cisternas desmontáveis, veículo-
bateria, CGEM, cisternas amovíveis ONU ou
contentores-cisternas de forma a não apresentem
fugas da matéria transportada
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

 Cumprir as exigências relativas à sinalização dos


veículos, contentores ou cisternas, no que se refere
aos painéis cor de laranja e às placas-etiquetas
 Assegurar a existência dos extintores
correspondentes ao veículo e à carga, assim como a sua
operacionalidade, adequação e validade das provas
periódicas dos extintores obrigatórios
 Garantir a existência do equipamento do veículo e do
condutor, nomeadamente sinais de aviso portáteis,
calços para as rodas, lanterna portátil, colete ou fato
fluorescente ou outro que conste das instruções
escritas
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

 Acautelara existência e adequação do certificado de


formação do condutor, se necessário
 Cumprir e fazer cumprir, a proibição de transportar
quaisquer passageiros para além do pessoal de bordo
 Providenciar que o estacionamento de veículos é feito
em locais em que não estejam previstas interdições
específicas do transporte de mercadorias perigosas
 Fornecer ao condutor instruções escritas (fichas de
segurança), correspondentes às matérias
transportadas
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

3.5. São responsabilidades do Destinatário:

 Cumprir e fazer cumprir, as normas de segurança da


descarga, manuseamento e movimentação das
mercadorias perigosas durante a descarga, no
transporte em volumes, em cisternas ou a granel
 Certificar-se do cumprimento das normas de proibição
de descarga em locais públicos ou aglomerados
urbanos, assim como da existência de autorização, se
necessária
RESPONSABILIDADES E OBRIGAÇÕES

3.6. São responsabilidades conjuntas do Carregador e do


Transportador:
 O cumprimento das normas referentes ao limite máximo
de quantidades transportadas, no transporte em volumes

3.7. São responsabilidades conjuntas do Enchedor e do


Transportador:
 O cumprimento das normas referentes às taxas de
enchimento, no transporte em cisternas

3.8. É da responsabilidade do Agente do Facto Constitutivo:


 O cumprimento da proibição de fumar durante a carga, a
descarga ou qualquer manuseamento ou movimentação de
mercadorias perigosas.
QUESTÕES

Exame de Março de 2006

 Os veículos que transporta mercadorias perigosas devem ter, entre outros, o


seguinte equipamento obrigatório:
a) Caixa de primeiros socorros
b) Caixa de ferramentas
c) Sistema de GPS
d) Extintores e sinais de aviso portáteis

Exame de Março de 2004

 Devem transitar sempre com luz de cruzamento (médios) acesa


a) Os veículos afectos ao transporte de mercadorias perigosas
b) Os veículos afectos ao transporte de produtos alimentares perecíveis
c) Os veículos pesados com peso bruto superior a 12 Ton.
d) Todos os veículos afectos ao transporte de mercadorias
QUESTÕES

 O certificado de aprovação de um veículo que transporte ou


traccione uma cisterna deve ser revalidado:
a) Todos os anos
b) De dois em dois anos
c) De seis em seis meses
d) De cinco em cinco anos

 A responsabilidade pela colocação dos painéis laranja e placas-


etiquetas num veículo-cisterna é do:
a) Proprietário do veículo;
b) Expedidor da mercadoria;
c) Motorista;
d) Destinatário da mercadoria