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Eventos e Publicações

2013/2014
• Eventos em São Paulo:
XIII Seminário Interno de Filosofia.
Feira de Ciências no Caetano de Campos.
IV Encontro de Bioética.
IV Semana de Preparação Pedagógica.
• I Encontro Nacional do PIBID – Vitória / ES.
• Publicação (revista PIBID/Capes – Primus Vitam)
• Virada Cultural No Caetano De Campos
• V Encontro Nacional das Licenciaturas - ENALIC 2014
• Angela Zamora Cilento - Contemplando o caos:
Apreciações sobre o PIBID em Filosofia
• Rafaela Cristiane Aragão de Aguiar Ferreira e Angela
Zamora Cilento - A Arte como Linguagem
Filosófica: A Importância de um projeto artístico
no ensino de Filosofia do Ensino Médio
• Cilene Figueiredo - A Conscientização e Autonomia
como fatores de emancipação no ensino de
Filosofia no Ensino Médio
• Diego José da Silva e Angela Zamora Cilento -
Educação, ensino de Filosofia: Como inovei em sala
de aula a partir da experiência do PIBID
• Danilo Peixoto de Miranda e Angela Zamora Cilento -
Sobre As Origens Da Filosofia: Como A Grécia Antiga
Foi O Único Cenário Possível Para O Nascimento Da
Filosofia.
• Joice Cristina Soares e José Welker de Souza Leite - A
Experiência Do Pibid: Considerações Sobre O Ensino
De Filosofia Com Arte E Implicações Na Formação Do
Docente
• Diego José da Silva - Educação E Filosofia:
Sensibilização E Formação Em Sala De Aula A Partir
Da Experiência Do Pibid
Angela Zamora Cilento - Contemplando o caos:
Apreciações sobre o PIBID em Filosofia
Resumo:" E Zaratustra falou ao povo nestes termos: 'É tempo que o homem se determine um
objetivo. É tempo que o homem plante o germe da sua esperança futura. O seu solo está ainda
bastante rico para tal. Mas um dia, esse solo estará tão pobre e exaurido, que nele nenhuma
árvore de porte poderá mais crescer. (...)Ai de vós!  Eu vos digo: é preciso ter caos ainda dentro
de si para poder gerar uma estrela piscante. Eu vos digo: ainda tendes caos dentro de
vós.”(NIETZSCHE: Z, prólogo, 5). A transposição da citação de Nietzsche  servirá de mote para a
reflexão presente: o solo ainda está fértil para a formação de valores afirmativos da vida,
entretanto,  pode-se perceber que a educação está sob o domínio da lógica do capital, enquanto
processo contínuo de adestramento e ‘docilização’ que retro-alimentam esta engrenagem  em
detrimento da ética e de suas respectivas ações, em caráter semi-formativo. Aristóteles afirma
que a “educação é o viveiro da pólis”, posto que o pensador compreende que as crianças por
meio de uma educação adequada serão, posteriormente, os cidadãos que participarão
ativamente da construção da própria cidade. A escola pública teria desaprendido esta arte, posto
que o que se assiste hoje é a falta de motivação recíproca de alunos e professores. Cabe,
portanto, repensá-la contra o niilismo. Neste sentido,  a interferência do PIBID, tem-se colocado
enquanto portadora de novas possibilidades e de criação de novos valores, geradora de estrelas
piscantes.

PALAVRAS-CHAVE: Educação, Caos, Zaratustra, PIBID, Niilismo.


Angela Zamora Cilento e Rafaela Cristiane Aragão de Aguiar
Ferreira - A Arte como Linguagem Filosófica: A Importância de
um projeto artístico no ensino de Filosofia do Ensino Médio
Resumo: Visto as carências precedidas pela precariedade de recursos nos métodos de ensino-
aprendizagem - tais como a falta de comodidade espacial, o curto horário para a aplicação do conteúdo,
e, principalmente, o descaso de investimento na educação e desestímulo político na formação de
professores - nota-se no ensino nas Escolas Estaduais de São Paulo a fragilidade na constituição
apreensiva-compreensiva dos alunos e, enfatídicamente, da vacuidade dos conceitos na linguagem dos
mesmos. Uma problemática que há muito fora discutida no século XX, com a crítica da linguagem posta
por Wittgenstein e a expropriação e (re)apropriação dos conceitos na linguagem política, social e
mercadológica pelos teóricos da Escola de Frankfurt, pôde outrossim, concluir-se que os conceitos
encontram-se, em demasia, desgastados e que sua correspondência já não evidencia a livre expressão
dos sentimentos. A questão que aqui se faz vigente é se de fato a linguagem abrange à todos os sentidos
de compreensão dos discentes, ou um reforço simbólico - tal como as artes - seria a solução para evitar
estopins de estranhamento entre eles. Nesse sentido, o projeto ocupou-se com afinco em desobstruir a
tonalidade somente discursiva e empenhou-se em dar autonomia e oportunidade de agir e interagir,
sensibilizando os estudantes do Ensino Médio através de manifestações estéticas, onde exprimiram o
conteúdo filosófico demonstrado e apreendido através de esculturas, pinturas, desenhos, músicas e
teatro e deu margem à outras idealizações de projetos. E foi justamente a experiência estética que
entrosou os alunos durante quase um ano, provocando a ânsia pela expressão emocional, conciliando a
arte com a linguagem filosófica e instigando também à abrangência da cultura artística. 

Palavras-Chave: Ensino de Filosofia; Arte; Linguagem, PIBID; Filosofia; Arte; Ensino.


Cilene Figueiredo - A Conscientização e Autonomia como
fatores de emancipação no ensino de Filosofia no Ensino Médio

Resumo: Através das atividades colocadas em pratica no PIBID, a qual o principal objetivo foi de
trazer ao aluno à conscientização do uso da liberdade no intuito de poder escolher, exteriorizar
suas ideias e sentimentos através das manifestações artísticas, como: desenho, teatro, música,
poesia entre outros, relacionando-as com o saber. Trata se de liberdade, num sentido mais
restrito como ser pensante, já que o ser-humano só pode ser livre em detrimento do uso de
sua consciência, com atitude critica. A educação como, pratica da liberdade, é um ato de
conhecimento, uma aproximação com a realidade. Tudo isso faz da aula de filosofia uma esfera
insubstituível na estruturação de uma atitude de abertura mental.  A própria filosofia e seu
ensino são colocados como um caminho que conduz a emancipação na sociedade.  A produção
de atividades em grupo é supervalorizada, pois num processo de emancipação e autonomia
não inclui somente o individuo, mas o cidadão que faz parte de uma sociedade, justamente
porque é o encontro do individuo com a sociedade, a formação critica, junto com a educação
se tornam o caminho mais solido e necessário e imprescindível sólido para a emancipação
social. Adorno entende que  sem educação critica, sem uma formação politica e cultural que
crie as condições para um exercício autônomo, livre e soberano de consciência, não há
emancipação possível.

Palavras- chave: Conscientização; Emancipação, liberdade, autonomia.


Diego José da Silva e Angela Zamora Cilento - Educação, ensino
de Filosofia: Como inovei em sala de aula a partir da
experiência do PIBID
Diante das instigantes questões que formam a tessitura do corpo teórico sobre o ensino de
filosofia, principalmente as que concernem às estratégias e aplicabilidade, mantendo a
pretensão de, pelos manuais de pedagogia favorecer ao aluno um ambiente de autoestima,
autoconceito, nosso trabalho objetivou buscar novas possibilidades que resultassem
efetivamente no processo de ensino-aprendizagem de maneira significativa. Assim sendo, 
para que os processos de (des) construção e (re) construção dos conhecimentos fossem
possíveis, ou seja,  de (des) educar, conforme ANASTASIOU, para que o educando fosse capaz
de ‘ler-se no mundo’, o que implica em dois momentos: fornecer subsídios e ferramentas,
sensibilizando-os pela experiência estética, especialmente com o drama e a dança, assim
como a percepção e intervenção na realidade circundante, promovendo através da leitura
sua capacidade de reflexão. O contato com o subterrâneo dos textos, com as ordens das
razões e da arte retórica, pôde armar os alunos de um “repertório de topoi”, de uma “grelha
crítica” que ampliou sua intimidade com a linguagem – mesmo que esta prática  tivesse
colocado no centro o problema dos limites ou das margens da filosofia. A produção dessas
atividades em conjunto produziu um “efeito de nomadização” do pensamento, conforme
Fabbrini, isto é, o “deslocamento livre”, o “movimento fluido” da palavra dissociada dos
critérios transcendentes da verdade, universalidade e imutabilidade em oposição à rigidez
dos conceitos tradicionalmente estabelecidos.
Danilo Peixoto de Miranda e Angela Zamora Cilento - Sobre As
Origens Da Filosofia: Como A Grécia Antiga Foi O Único Cenário
Possível Para O Nascimento Da Filosofia.
Resumo: Podemos dizer que a Filosofia “nasceu” depois da investigação filosófica. A
contradição do que escrevi é apenas aparente, e tentarei demonstrar isso neste artigo,
valendo-me da história da filosofia, mais precisamente a que foi escrita por um historiador da
filosofia contemporâneo: Giovanni Reale. Este Italiano é também crítico ferrenho daqueles
que defendem que a Filosofia derivou de antigas sabedorias orientais, e seria nada mais que
uma bem sucedida área do conhecimento justamente por ter agregado conhecimentos
prévios e montado a partir deles um saber mais apurado. Quanto à isso Reale é enfático, para
ele a Filosofia é um saber singular, qualitativamente diferente do que os que vieram
anteriormente à ela e, principalmente, totalmente inovadora;  inaugurando um conjunto
sistemático de pensamento  que influenciaria e determinaria culturalmente uma grande
parcela da população mundial, qual seja, o Ocidente. O surgimento da Filosofia, como
defende Reale, não poderia ter acontecido em nenhum outro lugar ou época no mundo a não
ser na Grécia antiga. O principal motivo disto é que foi lá que os primeiro filósofos
encontraram um cenário cultural e religioso perfeito para a origem da Filosofia, e devem isso,
principalmente, à mitologia grega pois apenas conforme seus preceitos e sua estruturação é
que foi possível a origem da Filosofia.

Palavras-chave: Giovanni Reale; Origem da Filosofia; Mitologia.


Joice Cristina Soares e José Welker de Souza Leite - A Experiência
Do Pibid: Considerações Sobre O Ensino De Filosofia Com Arte E
Implicações Na Formação Do Docente
Resumo: O presente artigo procurará, num primeiro momento, apresentar o Programa
Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e discorrer sobre sua relevância
no contexto escolar atual, especialmente no que tange à desvalorização da profissão de
professor e à queda da qualidade do ensino público estadual. Num segundo momento,
será apresentado o projeto elaborado pelo curso de Filosofia da Universidade
Presbiteriana Mackenzie para o PIBID, que visa a compreensão de conceitos filosóficos
a partir da sensibilização estética e produções artísticas com os alunos do Ensino
Médio. A fim de enfatizar também a relevância do ensino da Filosofia por meio da arte,
o artigo trará considerações da Filosofia sobre o tema tanto para justificar a
necessidade da compreensão filosófica para a Ética quanto para mostrar as
possibilidades da arte como meio para a realização das capacidades humanas. Por fim,
serão apontados alguns pontos de tensão que se originaram entre o que foi idealizado
e o que efetivamente se pode aplicar em sala de aula, abordando as condições
estruturais da escola pública objeto da intervenção, o impacto gerado pela realidade
escolar no processo de formação do licenciando, a delimitação de sua função e os
requisitos necessários para a prática docente, além da questão da motivação dos
alunos frente à Filosofia enquanto disciplina. 
Diego José da Silva - Educação E Filosofia: Sensibilização E
Formação Em Sala De Aula A Partir Da Experiência Do PIBID

Resumo: Diante das instigantes questões que formam a tessitura do corpo teórico sobre o ensino
de filosofia, principalmente as que concernem às estratégias e aplicabilidade, mantendo a
pretensão de, pelos manuais de pedagogia favorecer ao aluno um ambiente de autoestima,
autoconceito, nosso trabalho objetivou buscar novas possibilidades que resultassem efetivamente
no processo de ensino-aprendizagem de maneira significativa. Assim sendo, para que os processos
de (des) construção e (re) construção dos conhecimentos fossem possíveis, ou seja, de (des)
educar, conforme Anastasiou (2004), para que o educando fosse capaz de ‘ler-se no mundo’, o que
implica em dois momentos: fornecer subsídios e ferramentas, sensibilizando-os pela experiência
estética, especialmente com o drama e a dança, assim como a percepção e intervenção na
realidade circundante, promovendo através da leitura sua capacidade de reflexão. O contato com
o subterrâneo dos textos, com as ordens das razões e da arte retórica, pôde armar os alunos de
um “repertório de topoi”, de uma “grelha crítica” que ampliou sua intimidade com a linguagem –
mesmo que esta prática tivesse colocado no centro o problema dos limites ou das margens da
filosofia. A produção dessas atividades em conjunto produziu um “efeito de nomadização” do
pensamento, conforme Fabbrini, isto é, o “deslocamento livre”, o “movimento fluido” da palavra
dissociada dos critérios transcendentes da verdade, universalidade e imutabilidade em oposição à
rigidez dos conceitos tradicionalmente estabelecidos.

Palavras-chave: Educação; Ensino de Filosofia; Praxis.


• Diego de Souza - O Ensino De Filosofia Por Meio Do
Cordel
• Luciana Carmo dos Santos - A Tragédia grega e a
catarse enquanto recurso pedagógico no ensino de
Filosofia
• Luciano Oliveira- Tolkien e a Filosofia: A mitologia
de Tolkien e o Esclarecimento da Filosofia
• Diego José da Silva e Angela Zamora Cilento de
Rezende - Mimese E Educação: Sensibilização E
Praxis No Ensino De Filosofia
• Filipe Valendorf e Rafaela Aragon - Democracia
Como Sistema Político de Dominação. Filosofia
Política na Sala de aula
Diego de Souza - O Ensino De Filosofia Por
Meio Do Cordel
Resumo: O projeto o ensino de filosofia por meio do cordel objetiva o ensino e expansão da filosofia
através da literatura de cordel. Por ser uma forma literária popular, o cordel ajuda na compreensão de
todos os campos abrangidos pela filosofia por meio de uma linguagem e leitura acessível. A literatura de
cordel tem a vantagem de absorver todo o contexto social e cultural em que o educando está inserido:
desse modo podem ser utilizados todos os costumes e linguagens do seu meio circundante, traduzindo
qualquer texto filosófico à realidade do aluno e da comunidade, aproximando-os não apenas dos temas
sociais, mas de outros que perpassam toda a história da filosofia.
Além do aprendizado significativo em filosofia que o projeto desenvolve, promove também a autonomia
do educando através do exercício criativo da sua imaginação que envolve o processo de criação de um
folheto, ajudando-o também na interpretação e análise de textos, contribuindo contra o analfabetismo
funcional que tanto assola nossa educação atual. O cordel também abrange a pintura e o desenho através
de sua principal ferramenta de ilustração: a xilogravura, que se torna mais uma ferramenta de leitura e
interpretação, ajudando os alunos a terem uma leitura visual e mais uma vez exercendo a criatividade.
Deste modo, o projeto se apropria das interfaces com a arte e literatura bem como promove a
conscientização do educando, colaborando para seu processo formativo no exercício de sua autonomia
que é um dos principais objetivos da filosofia. Em segundo lugar, o cordel viabiliza o acesso dos alunos ao
universo filosófico, pois provém de uma linguagem popular e alia-se à liberdade poética que ele permite
exercer.

Palavras chave: Educação; Filosofia; Cordel; Ensino.


Luciana Carmo dos Santos - A Tragédia grega e a catarse
enquanto recurso pedagógico no ensino de Filosofia
Resumo: Nossa proposta objetifica o pensar da tragédia grega enquanto recurso pedagógico para o
ensino de Filosofia. Seu potencial estético pedagógico expresso pela catarse se encontra legitimado
pelo estagirita em sua obra a “Poética”, nela Aristóteles ressalta a função educadora da tragédia e
decorre sobre os elementos que a compõem, assim como alguns critérios segundo sua concepção.
Tragédia do grego τραγῳδία (τράγος - tragos significa "bode" e ᾠδή – ode significa "canto")
articulado como canto do bode ou canto para o bode, remetendo aos ditirambos, canções dedicadas
ao deus Dionísio, deus da metamorphosis, deus da transformação, deus do êxtase e do entusiasmo
onde em seus cultos cânticos eram entoados mediantes encenações a qual chamaremos de Drama
Satírico uma vez que as personagens que lhe compunham o coro se fantasiavam de sátiros, os eternos
companheiros de Dionísio.
A relevância das tragédias no ensino de filosofia se dá pela perspectiva transformadora proporcionada
pela catarse, uma vez que as tragédias gregas engendram arquétipos de vivencias humanas e
permitem através da imagética a deliberação. Seu formato e composição podem convenientemente
despertar o interesse dos discentes no ensino médio e até mesmo do ensino fundamental permitindo
deste modo a construção de uma ponte entre a abstração dos conceitos filosóficos e a vivência
cotidiana, posto que segundo o filosofo alemão Nietzsche “ A tragédia é um hino de louvor a vida em
suas manifestações ébrias de instinto e emoção bem como um Tonico de vontade de viver”.

Palavras chaves: Tragédia grega – Catarse - ensino de filosofia – recurso pedagógico.


Luciano Oliveira- Tolkien e a Filosofia: A mitologia de Tolkien e o
Esclarecimento da Filosofia

Resumo: O presente trabalha objetiva estabelecer uma relação entre a mitologia de J. R. R. Tolkien,
contido nos livros: Silmarillion, O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Tendo em vista uma relação abundante
com a história da filosofia e o ensino de filosofia. O objetivo é de extrair dos textos de Tolkien, de como os
personagens – especialmente Gandalf e os hobbits – se relacionam com o mundo ao seu redor, com as
ideologias políticas, com as guerras por propriedades, as tensões sociais entre várias raças convivendo na
terra-média (nome do continente), o sentido da vida e a procura de um saber elevado ante a busca
constante pela mediocridade. Conceituado isto, pode-se fazer um paralelo com o mundo em que vivemos
e, sobretudo, extrair os conceitos filosóficos do conto mito-poético de Tolkien. Principalmente, fazer uma
relação direta com o ensino de filosofia para alunos do ensino-médio e, mostrando como às aventuras de
Tolkien, carregadas de conceitos filosóficos de toda história da filosofia, implica diretamente, no
desconforto de sair de uma zona de segurança do mundo pessoal do “Eu” e, conquanto, instigando que o
interlocutor sinta-se impactantemente desconfortável ao descobrir o universo filosófico. Este desconforto
está relacionado ao processo de esclarecimento que os ouvintes e alunos se deparam ao enfrentar sair do
conforto de suas mediocridades e serem chacoalhados pelo espírito da filosofia que ecoa entre as
gerações, mas muitas vezes não é ouvida, por escolha do próprio sujeito ou por uma incompreensão do
que é filosofia. A mitologia de Tolkien traz consigo todos estes elementos que são conceituados na
filosofia e, o mito completou 86 anos em 2014, e é inserida entre os jovens e, acima de tudo, constata-se
uma interação entre esta literatura, nossa cultura judaico-cristã e uma relação forte com a filosofia.

Palavra Chave: Ensino de Filosofia; História da Filosofia, Esclarecimento, Mito


Diego José da Silva e Angela Zamora Cilento de Rezende -
Mimese E Educação: Sensibilização E Práxis No Ensino De
Filosofia
Resumo: A pesquisa iniciou-se a partir da preocupação com as metodologias e didáticas
discutidas no campo do ensino de filosofia e também através dos moldes pedagógicos mais
utilizados. De tal modo, entendemos que o “ensinar” (não necessariamente filosofia) passa por
campos diversos e nos encaminhamos para os processos de construção da linguagem a partir do
filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que oferece e promove em sua filosofia discussões
recorrentes ao início e sentido da linguagem com suas problemáticas; reflexões sobre a arte e o
drama através do filósofo Aristóteles e, também, ao livro “Origem Social do Teatro”, 2006, do
autor Richard Courtney como ferramenta representativa da própria linguagem, no qual se aponta
o drama como aspecto de linguagem laboral para entendimento da vida. Imitar e educar são
práticas que são discutidas e elaboradas através dos processos de construção desde as
sociedades primitivas. Entender que a linguagem exerce funções necessárias para construção de
entendimento de si, do mundo e das formas do mundo para possibilidade de exercício da
cidadania e crítica, enquanto emancipação de sujeitos políticos. O desenvolvimento da pesquisa
mencionada nos forneceu subsídios para engajamentos na realidade dos alunos, proporcionando
discussões sobre assuntos que envolvem o ser humano, o conhecimento e a mutabilidade das
formas políticas e de linguagem. Assim, o debate sobre conceitos são expressas em atividades
artísticas, ou seja, da teoria a práxis.

Palavras-chave: Educação; Filosofia; Linguagem; Estética; Imitação.


Filipe Valendorf e Rafaela Aragon - Democracia Como Sistema
Político de Dominação. Filosofia Política na Sala de aula
Resumo: Este trabalho tem por objetivo mostrar que todo tipo de democracia sempre teve, desde os gregos, um caráter
restritivo de instrumento de dominação política. Compartilhamos da perspectiva de que o Iluminismo foi o centro das
grandes polêmicas liberais em fins do século XVIII. Isso se deveu a dois motivos - Primeiro: o liberalismo francês foi
obrigado a travar um embate contra a nobreza francesa (respaldada pelo clero) que se colocava efetivamente em
oposição à ascensão econômica da burguesia. Segundo: era necessário deslegitimar o "radicalismo jacobino" que tinha
um projeto social mais amplo. Procuraremos, portanto, compreender o conceito de "liberdade negativa" em Constant,
que distinguia a "liberdade dos antigos" da "liberdade dos modernos". A primeira entendida como a "absorção do
indivíduo pelo social", a segunda tendo como primazia a vida particular do indivíduo. Ao mesmo tempo em que
Constant repudiava a intervenção do Estado e da Igreja nos negócios individuais, ele também procurara deslegitimar o
jacobinismo afirmando que a democracia ateniense se mantinha com base na escravidão. Após esta primeira análise,
procuraremos entender, com Mikhail Rostovtzeff, que, para além da escravidão, a reforma democrática de Péricles era
realizada dentro de um processo imperialista que tinha como prioridade a expansão do comércio ateniense. Entretanto,
mesmo na tradição liberal nos deparamos com um componente restritivo: Tocqueville, por exemplo, ainda tendo
consciência crítica da sorte dos negros estadunidenses, enxergava nos EUA um "grande exemplo de democracia".
Domenico Losurdo, porém, irá se utilizar da categoria de "democracia para o povo dos senhores". Este conceito destaca
que tanto a democracia estadunidense quanto a "liberdade moderna" na França, tinham como finalidade a manutenção
do poder das classes proprietárias. Mas o conceito utilizado por Losurdo não tem como objetivo tão somente a crítica à
tradição liberal; ele se amplia também contra boa parte da social-democracia européia dos séculos XIX e XX que, após os
trabalhadores conquistarem seus direitos políticos, associava-se ao projeto colonialista de suas respectivas nações. O
que, enfim, nos coloca novamente diante de uma democracia que restringe direitos formais aos povos de cor nas
colônias, em benefício dos cidadãos das metrópoles.

Palavras-chave: liberdade negativa - imperialismo atenisense - democracia


2015
• XV Semana de Filosofia – Filosofia e Literatura. Tarde do
Ensino Médio.
• Publicação na Revista Digital de Ensino de Filosofia –
ReFiLo - Volume 1 – Número 02 –jul./dez. 2015. Título:
Filosofia, Pedagogia e Teatro – relatos e experimentos em
territórios da educação. Diego José da Silva e Angela
Zamora Cilento.
• Publicação VI Simpósio Internacional De Filosofia E
Educação. Título: Dos Cacos Ao Caleidoscópio:
Apaixonando-se Pelo Ensino De Filosofia Outra Vez! -
Angela Zamora Cilento
2015
• Produção De Material Didático-pedagógico A
Partir Do PIBID No Curso De Licenciatura. Revista
Pandora Brasil N. 66
• Produção De Material Didático-pedagógico A
Partir Do PIBID No Curso De Licenciatura. Revista
Pandora Brasil n. 68
• II Encontro Nacional do PIBID\FILOSOFIA na UFABC
• I Encontro Interpibid Do Major Arcy
• Virada Cultural Na E. E. Caetano De Campos
Filosofia, Pedagogia e Teatro – relatos e experimentos em
territórios da educação Diego José da Silva e Angela Zamora Cilento

Resumo: Nosso relato de experiência partiu da curiosidade de entendermos as questões


"como ensinar?" e "o que pode ser ensinado em filosofia”? Após algumas experiências e
estudos sistemáticos assumimos posições teóricas acerca da perspectiva educacional, bem
como sua avaliação. Tais experiências estão indissoluvelmente relacionadas ao PIBID: uma
nova visão sobre o ensinar que se atualiza a todo instante. Isso nos permitiu tratar de noções
cognitivas, emocionais e físicas que interferiram diretamente no corpo do sujeito/aluno,
provocando gradualmente mudança qualitativa nos corpos e no ambiente da sala de aula
com a prática teatral. Objetivamos aqui apresentar e reforçar a importância dessa prática na
sala de aula, pois percebemos que todo esse movimento nos ofereceu perspectivas
excitantes: além do ensino rigoroso dos conceitos, contemplou-se a plasticidade no ensino de
filosofia; mais do que a apreensão cognitiva e conceitual, o aluno descobriu em si mesmo
potencialidades até então latentes.

Palavras chave: Educação; Ensino de Filosofia; PIBID; Teatro


Dos Cacos Ao Caleidoscópio: Apaixonando-se Pelo Ensino De
Filosofia Outra Vez! - Angela Zamora Cilento

Resumo: A despeito de todos os problemas nos quais se estruturam as relações


humanas na cultura ocidental legitimada por um discurso neoliberal,
proporcionado pela expansão da economia global, tais como a desigualdade
social e a fome, configura-se para além do âmbito nacional uma sociedade
fissurada e patológica, há ainda a possibilidade de uma aprendizagem
significativa dos alunos e de realização pessoal do docente. Este trabalho
objetiva discutir primeiramente, sobre os cacos do mundo contemporâneo e de
seus efeitos na educação. Em segundo, apresenta alguns relatos sobre prática
docente da autora no curso de filosofia da Universidade Presbiteriana Mackenzie
no que concerne ao PIBID- Filosofia-Capes e na disciplina denominada Oficina de
Práticas Pedagógicas. Este trabalho tem suscitado e ressucitado uma grande
paixão – o ensino de filosofia.

PALAVRAS-CHAVE: reengenharia; espaço compósito; educação; ensino de


filosofia; PIBID.
2016
• XVI Seminário Interno Do Curso De Filosofia
• Apresentação De Trabalho no IV Simpósio De Estética PUC-
SP por Angela Zamora Cilento, Quézia Siqueira e Sérgio
Lemes.
• Visita Ao SESC Alunos Do Major Arcy. Exposição Provocar
Urbanos: Inquietações sobre a cidade.
• Produções Artísticas De Vídeos Alunos da EE Major Arcy
• Produções Artísticas De Charges Dos Alunos da EE Major
Arcy
• Trabalho De Conclusão De Curso – TCC em Filosofia. (Em
Andamento)
2016
• Produções dos alunos do pibidiano Felipe Barreto
Santana sobre o tema trabalho.
• Colaboração da pibidiana Daniela do Carmo no
Colégio Alexandra- Feira de Ciências.
• Participação em projetos comunitários – EE Alberto
Cardoso de Melo
• II Mostra PIBID Major Arcy - Reconstruindo
Paradigmas - FAPCON
2016
• Trabalho Aceito para o Simpof – Tubarão. Título:
Relato de experiência: o tema da cidadania em
questão. Contribuições da psicologia para o
ensino de filosofia no PIBID. Elaboração de uma
sequência didática por etapas sobre filosofia
política - Quézia Siqueira Pereira Freitas
• Artigo encaminhado a Revista Refilo da
Universidade Federal de Santa Maria e aguarda
o parecer.
2016
• Publicação De Material Produzido Pelos
Alunos Do Curso De Filosofia Mackenzie
Pandora. N.75
• Submissão À Editora Mackenzie, Os Artigos
Apresentados No II Encontro Pibid\filosofia –
Ufabc\mackenzie 2015.
2016
• Seminário Institucional PIBID\Mackenzie.
• Publicação no VIII Colóquio Internacional De
Filosofia E Educação. Título: Processos De
Subjetivação Na Contemporaneidade E O Ensino
De Filosofia - Angela Zamora Cilento
Processos De Subjetivação Na Contemporaneidade E O Ensino
De Filosofia - Angela Zamora Cilento

Resumo: O presente objetiva estabelecer algumas notações sobre os conceitos de pós-moderno e


contemporâneo, visto que os dois termos são utilizados indistintamente. Pretende-se, por meio de alguns
autores, traçar as diferenças e\ou pontos de contato entre os dois termos. A seguir, discute-se sobre a
tessitura da noção de sujeito na cultura ocidental a fim de propiciar a reflexão sobre a sua ‘dissolução’ e\ou
‘composição’ na contemporaneidade. A subjetividade, portanto, não está mais nem associada a um princípio
de identidade como o único elemento que a constitui - nem à filosofia cartesiana, na clássica divisão de
alma\corpo. Na contemporaneidade, “o sujeito assume identidades diferentes em diferentes momentos,
identidades que não são unificadas ao redor de eu ‘eu’ coerente. Dentro de nós, há identidades
contraditórias, empurrando em diferentes direções, de tal modo que nossas identificações são sempre
deslocadas.” (HALL, 2006, p. 13). Esta digressão, permitirá o desenvolvimento da segunda parte do trabalho.
Nela, não apenas o lamento de uma precarização do ensino em geral, mas há a denúncia da necessidade de
uma excelência no ensino de filosofia, pois se o sujeito é algo em ‘construção’ e que assume identidades
diferentes em diferentes momentos, a filosofia, enquanto disciplina obrigatória no curriculo escolar
nacional, permitirá no processo de ensino-aprendizagem, com base em uma verdadeira relação dialógica
entre todos os envolvidos, o autoconhecimento, a sensibilidade, um conhecimento ímpar em relação às
vicissitudes da vida e a responsabilidade perante o mundo. Pretende-se, ao fim e ao cabo, indicar alguns
paralelos entre o ensino de filosofia qualitativo e sua contribuição para o processo de subjetivação nos
educandos. E, a atuação do PIBID no espaço escolar é um ingrediente essencial para isso.

PALAVRAS-CHAVE: Sujeito; contemporaneidade\pós-modernidade; filosofia, ensino de filosofia, PIBID.


2016
• VI Encontro Nacional das Licenciaturas e X Seminário
Institucional PIBID\PUCPR. Título: Relações entre
PIBID e Estágio Supervisionado: Repensando as
práticas - Marili Moreira da Silva Vieira, Magda
Medhat Pechliye, Maura Vicenza Rossi, Ana Paula
Ferreira da Silva, Marcelo Martins Bueno, Ângela
Zamora Cilento.