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UNIVERSIDADE LÚRIO

FACULDADE DE ENGENHARIA
LICENCIATURA EM ENGENHARIA MECÂNICA
2 ͦ ANO

MECÂNICA DOS FLUÍDOS E MÁQUINAS


HIDRÁULICAS

ANÁLISE DIMENSIONAL E SEMELHANÇA

Nome: Carlos Paulo Sassique Andrassone


Número: 20180200315

Docente: Nelson Inoque Envelope, Eng.


INTRODUÇÃO
 Na mecânica dos fluidos é muito difícil encontrar a solução de
muitos problemas por métodos praticamente analíticos, devido ao
grande número de variáveis envolvidas.
 No entanto, desenvolveu-se métodos experimentais que permitem,
nesses problemas, produzir-se modelos matemáticos condizentes
com a realidade.
 A análise dimensional:

 É basicamente um método para reduzir o número e a


complexidade das variáveis experimentais que afectam um dado
fenómeno físico, pela aplicação de um tipo de técnica de
compactação.
 Permite racionalizar a pesquisa.
 A teoria da semelhança, ou teoria dos modelos, é baseada em
princípios abordados pela análise dimensional e resolve certos
problemas através de análise de modelos convenientes do fenómeno 2

em estudo.
CONCEITOS: DIMENSÕES E
UNIDADES
 Uma dimensão é uma medida de uma quantidade
física (sem valores numéricos), enquanto unidade é
uma forma de atribuir um número àquela dimensão.
(Çengel & Cimbala, 2006, pag.246).
 O mesmo autor afirma que existem sete dimensões
primárias (também chamadas de dimensões
fundamentais ou básicas) - massa, comprimento,
tempo, temperatura, corrente eléctrica, quantidade de
luz e quantidade de matéria.
 Então, todas as dimensões não primárias que podem
ser formadas por alguma combinação das setes
dimensões primárias, são chamadas de dimensões 3
derivadas.
CONCEITOS: DIMENSÕES
FUNDAMENTAIS

Fig. 1. As sete dimensões fundamentais ou primárias


4
Fonte: https://vdocuments.mx/download/anaalise-dimensional-e-similaridade
CONCEITOS: DIMENSÕES
FUNDAMENTAIS E DERIVADAS

  Aqui, opta-se pelas bases ou sistemas:
 MLT-massa, comprimento, tempo e temperatura;
 FLT- a força F substitui a massa;
 A equação que relaciona cada grandeza física, num dado
domínio, sua dimensão física, chama-se equação
dimensional.
 Exemplo -1: Escreva a equação dimensional da força na base
MLT𝜃.

 Exemplo -2: Escreva a equação dimensional da massa


especifica na base FLT𝜃.

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CONCEITOS: HOMOGENEIDADE DIMENSIONAL

“Todo termo aditivo de uma equação deve ter as mesmas


dimensões.”

Para percebermos melhor esta lei consideremos, por


exemplo, a equação de Bernoulli para escoamento de um
fluido incompressível:
6
CONCEITOS: HOMOGENEIDADE DIMENSIONAL
 

 ;

 Contudo, todos os termos aditivos têm mesmas dimensões,


validando assim a lei da homogeneidade dimensional.

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CONCEITOS: NÚMEROS E VARIÁVEIS
ADIMENSIONAIS

 Um
  número é adimensional quando independe de todas as
grandezas fundamentais, isto é, sua equação dimensional
apresenta expoente zero em todas as grandezas fundamentais.
 Por exemplo o número de Reynolds:. Onde

 [v]=.
 Então o .
 Os números adimensionais costumam ser indicados pela letra
grega e, pelo exposto acima, qualquer resultará em:
.
 As variáveis adimensionais são definidas como quantidades 8

que mudam ou variam no problema, mas não tem dimensões.


ANÁLISE DIMENSIONAL: O TEOREMA
  DE BUCKINGHAM OU DOS PIS ()
Tendo:
   𝑥1 , 𝑥2 , 𝑥3 ,…., 𝑥𝑛 ;
   
;

 Φ ( 𝜋 1 , 𝜋 2 , … ., 𝜋 𝑚 )=0
Demostra-se que existe:
Onde:
- Os são números adimensionais, construídos por
combinações adequadas das n variaveis;
- A quantidade de números adimensionais é;
 Onde, n=número de grandezas envolvidas no fenómeno ;
 r = número de grandezas fundamentais contidas nas
grandezas de fenómeno (para o nosso caso sabe-se que r ≤ 9

3);
ANÁLISE DIMENSIONAL: O TEOREMA
  DE BUCKINGHAM OU DOS PIS ()
- Os números adimensionais são obtidos por expressões do tipo:

 Os primeiros r factores são os mesmos com excepção do expoente.


 Esse conjunto de r factores será denomimado ‘base’ das grandezas
envolvidas no fenómeno.
10
 As grandezas da base devem ser independentes.
ANÁLISE DIMENSIONAL: O TEOREMA
  DE BUCKINGHAM OU DOS PIS ()
 
 Para a escolha das grandezas de base:
 Escreve-se a equação dimensional de todas as grandezas;
 Selecciona-se um número r delas, de forma que cada uma difira da
anterior por, pelo menos, uma grandeza fundamental.
 Por exemplo:
 ;
 ;
 ;
 Nesta exemplo, L é um comprimento característico do
fenómeno;
 Sempre que presente essas grandezas, deverão ser
preferidas, já que a maioria dos adimensionais conhecidos 11

tem origem nela.


O TEOREMA DE BUCKINGHAM OU
 DOS PIS (): EXPOSIÇÃO DAS REGRAS

1a Etapa: identificar a função das grandezas que intervêm no


fenómeno;

2a Etapa: Mostrar a equação dimensional das grandezas que


intervêm no fenómeno;

3a Etapa: calcular o número de adimensionais


independentes;

4a Etapa: Escolher a base;


12
5 Etapa: Construção e calculo de adimensionais;
a
 
O TEOREMA DE BUCKINGHAM OU DOS PIS
(): EXEMPLO
 
Verificou-se em laboratório que a força de arrasto, que age numa esfera lisa que se
movimenta num fluido, é dada por uma função do tipo . Determine a função de
números adimensionais, equivalente à função indicada.

 1a Etapa       e

ou 2a Etapa
3a Etapa

.  5ªEtapa −4 2 α −1 α α
  π  1= FL 𝑇 ❑ . 𝐿𝑇
( ) ( )❑ . ( L )❑ .(F )
1 2 3

4a Etapa . (Errado)
𝛒  ,𝐯 𝐞 𝐃 ;

13
 
O TEOREMA DE BUCKINGHAM OU DOS PIS
(): EXEMPLO

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PRINCIPAIS ADIMENSIONAIS DA
MECÂNICA DOS FLUIDOS
Os adimensionais não são simplesmente números sem dimensões.

 Aqui existem 5:
     
Número de Reynolds (Re): Número de Froude (Fr):
Número de Euler (Eu):

   
Número de Weber (We): Número de Mach (Ma):

15
SEMELHANÇA OU TEORIA DOS MODELOS

 Um modelo é representação simplificada da


realidade.

É usado para predizer o comportamento de alguma


característica do sistema (protótipo).

 Semelhança é o estudo da previsão das condições


do protótipo a partir de observações de modelos.

A maior parte dos projectos de engenharia utilizam 16

esses modelos.
SEMELHANÇA OU TEORIA DOS MODELOS

 Nos modelos aerodinâmicos de aviões e


automóveis a semelhança aplicada é a de Mach.

 Nos modelos hidrodinâmico de escoamentos em


condutos forcados, como turbinas e bombas,
utiliza-se a chamada semelhança de Reynolds.

 Nos condutos livres, canais, usinas hidreléctricas,


vertedouros, eclusas de navegação, utiliza-se a
semelhança de Froude. 17
SEMELHANÇA OU TEORIA DOS MODELOS
  

 Semelhança geométrica:  

 Semelhança cinemática: …………..

 Semelhança dinâmica: 18
ESCALAS DE SEMELHANÇA
 
Escala de semelhança é a relação entre uma grandeza
referente ao modelo e a mesma grandeza referente ao
protótipo.
Por exemplo:
 Escala geométrica;
 Escala das velocidades;
 Escala das viscosidades.
Genericamente: ; Onde:
 é uma dimensão à construção qualquer do modelo;

 é a respectiva dimensão do protótipo.

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RELAÇÃO ENTRE ESCALAS
1.  

K μ=K ρ K v K L
 𝜌𝑚 v 𝑚 L𝑚 𝜌𝑝 v 𝑝 𝐿𝑝  𝜇 𝑚𝜌𝑚 v 𝑚 𝐿 𝑚  
= =
𝜇𝑚 𝜇𝑝 𝜇𝑝 𝜌 𝑝 v 𝑝 𝐿𝑝
2.

   𝐹 ρm v 2m L2m   2 2
𝐹𝑝
𝑚
= 2
ρp v p Lp
2 K F =K K K
ρ v L

3.
  v 2𝑚 v 2p  v 2 Lm g m   2
=
L m gm L p g p v
=
m
2
Lp g p
p
K =𝐾 𝐿 𝐾 g
v
20
EXEMPLO
Quer-se determinar a força de arrasto que age no ‘sonar’ de um, submarino por meio de
testes efectuados com um modelo na escala 1:5. Os testes são realizados em água a 20 oC, a
uma velocidade de 60 km/h, e a força de arrasto medida é 30 N. Sabendo que o protótipo
será utilizado em água a 4,00C, calcular a velocidade do submarino em condições de
semelhança completa e, nessas condições, determinar a força de arrasto correspondente.

𝐾𝑔
Solução: f  ( v ,L , ρ , μ ,F a ) =0 Φ
  ( ℜ, Eu )=0 𝜌  𝐻 𝑂 ( 4 ℃ ) ≅ 𝜌 𝐻 𝑂 ( 20 ℃ )=1000
2 2
𝑚
3

 =  =  

10− 3 1 5
𝐾  𝜇=𝐾 𝜌 𝐾 v 𝐾 𝐿 ⟹ −3
=1 × 𝐾 v × ⟹ 𝐾 v = =3 , 16
1 ,58 . 10 5 1, 58

  12  K = Fm = 0 , 4 ⇒ F = 30 =75 N
2 2
L
5
2
K F =K ρ K K =1× ( 3 ,16 ) × =0 , 4
v () F
Fp p
0,4

21
A força de arrasto no sonar real será de 75N.
EXERCÍCIO RESOLVIDO

22
EXERCÍCIO RESOLVIDO

23
EXERCÍCIO RESOLVIDO

24
CONCLUSÃO
 O número de adimensionais depende do número de
grandezas listadas-quanto mais grandezas, mais
adimensionais são gerados;
 Pode-se usar os adimensionais e modelos em muitas
situações;
 Porem há coisas que eles não fazem. Por, exemplo eles não
fornecem a forma da função que controla o fenómeno do
qual os adimensionais foram derivadas, a qual deve ser
determinada, normalmente, por via experimental. Tampouco
antecipam o número de adimensionais envolvidos, o seu
significado e a importância relativa de cada um deles;
 Usar a teoria dos modelos facilita-nos a vida.

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BIBLIOGRAFIA CONSULTADAS
 Brunetti, F. (s.d). Mecânicas dos Fluídos. (2a ed).
 White, F. M.(2011). Mecânica dos Fluidos, 6a ed. (Fecchio
M. M, Trad.).(A obra origianal foi publicada em 2007).
Porto Alegre : AMGH Editora Ltda.
 Bistafa, S. R. (2010). Mecânica dos Fluidos: noções e
aplicações. São Paulo: Editora Blucher.
 Çengel, Y.A. & Cimbala, J.M. (2012).Mecânica dos
Fluídos: Fundamentos e aplicações. (Katia, A. R.&Mário
M.F. Trad.).(A obra original foi publicada em 2006) São
Paulo: AMGH Editora Ltda.
 Fox, R.W., Mcdonald, A. T., Pritchard, P. J., Leylegian, J.C.
Introdução à Mecânica dos fluídos, 8a ed. (Ricardo, N. N.
K., Trad.) 26
HÁ CAMINHOS QUE AO HOMEM PARECE DIREITO,
MAS O FIM DELE SÃO OS CAMINHOS DA MORTE.
PROVÉRBIOS 14:12

DISSE-LHE JESUS: EU SOU O CAMINHO, E A


VERDADE, E A VIDA. NINGUÉM VEM AO PAI
SENÃO POR MIM.
JOÃO 14:6

OBRIGADO PELA ATENÇÃO


DISPENSADA..!
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