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Universidade de Santiago

Departamento de Ciências da Saúde Ambiente e Tecnologias


Nutrição em Saúde Pública

Hipertensão Arterial
Discente:
⁎ Delcy Soares Docente: Ricardo Mendes

Assomada, 2020
Introdução

As doenças cardiovasculares são uma causa importante de morbimortalidade e

consideradas como problema para a saúde pública. Diversos fatores associam-se ao

desenvolvimento das doenças cardiovasculares.

A hipertensão pode ser prevenida ou adiada por um conjunto de intervenções

preventivas, entre as quais está a redução da ingestão de sal, consumir uma dieta rica

em frutas e legumes, praticar exercícios e manter um peso corporal saudável.

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Circulação Sanguínea

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Pressão Arterial

Refere-se à pressão exercida pelo sangue contra a parede das artérias, ou

seja, representa a pressão que o sangue faz sobre as paredes das artérias e está

diretamente relacionada ao ciclo cardíaco.

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Pressão Arterial

A pressão arterial é expressa em duas medidas: a pressão sistólica e pressão

diastólica. A pressão sistólica é a pressão máxima, enquanto a diastólica é a pressão

mínima.

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Classificação da Pressão Arterial

A pressão arterial dependendo do valor é classificada da seguinte forma:

Hipotensão ≤ 90 mmHg ≤ 60 mmHg

Normal ≤ 120 mmHg ≤ 80 mmHg

Hipertensão ≥145 mmHg ≥ 95 mmHg

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Hipertensão Arterial
É uma patologia crónica em que a pressão sanguínea nas artérias se encontra

constantemente elevada. Para a maior parte dos adultos, considera-se que a pessoa tem

hipertensão arterial quando a pressão arterial em repouso é consistentemente superior

a 140/90 mmHg.

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Classificação da Hipertensão Arterial
Sob o ponto de vista de gravidade

Pressão Sistólica Pressão Diastólica


Classificação
mmHg kPa mmHg kPa

Normal 90-119 12-15,9 60-79 8,0-10,5


Pré-Hipertensão 120-139 16,0- 80-89 10,7-11,9
18,5

Hipertensão de grau I 140-159 18,7- 90-99 12,0-13,2


21,2

Hipertensão de grau II 160 21,3 100 13,3


Hipertensão Sistólica Isolada ≥140 18,7 <90 <12

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Classificação da Hipertensão Arterial

Sob o ponto de vista fisiopatológico

Hipertensão arterial primária- a elevada pressão sanguínea não tem causa médica

identificável (90 a 95%), existe uma tendência familiar acentuada mas, como em

muitas outras doenças, ainda não se pode falar de hereditariedade.

Hipertensão arterial secundária, que é provocada por outros transtornos que

afetam os rins, as artérias, o sistema endócrino ou ainda por iatrogenia.

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Diagnóstico da Hipertensão Arterial

A Hipertensão arterial é feito com detalhada anamnese e exame físico, associados a duas

ou mais mensurações pressóricas. Técnicas usadas:

Oscilométrica pelos aparelhos


Auscultatória com uso de esfigmomanómetro
semiautomáticos digitais
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Fatores de risco não modificáveis

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Fatores de risco modificáveis

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Complicações da Hipertensão Arterial
Olhos
Cérebro
Retinopatia Hipertensiva
Acidente vascular cerebral

Microangiopatia cerebral

Demência Cerebral Coração

Doença coronária

Vasos sanguíneos Hipertrofia cardíaca

Aterosclerose Insuficiência cardíaca

Aneurisma

Rins

Nefropatia hipertensiva / Insuficiência renal 13


Prevenção

Prevenção da hipertensão:

 Alimentação saudável

 Baixo consumo de sódio e álcool

 Boa ingestão de alimentos ricos em potássio

 Eliminar o sedentarismo

 Parar de fumar

 Controle do peso corpóreo

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Tratamento

Não Farmacológico Farmacológico


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Tratamento Não Farmacológico

* Dieta equilibrada

* Redução do consumo de sódio, máximo de 2 g ao dia

* Redução do consumo de álcool, máximo 30g de etanol ao dia

* Atividade física, 30 minutos/dia, 3 vezes na semana (mínimo)

* Controle do peso: a meta é alcançar um IMC entre 18,5 e 24,9 Kg/m2, Controle do

estresse psicossocial: meditação, musicoterapia e yoga são técnicas que mostraram

resultado em reduzir a PA.

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Tratamento Farmacológico

1ª Linha 2ª Linha

* Diuréticos * Inibidores diretos da renina

* Inibidores da ECA * Inibidores adrenérgicos de ação

* Blioqueadores de AT1 central

* Bloqueadores de canais de cálcio * Alfabloquadores

* Betabloqueadores * Vasodilatadores diretos

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Epidemiologia

Globalmente, estima-se que 18% das mortes (9,4 milhões) e 162 milhões de anos de

vida perdidos foram atribuídas ao aumento da pressão arterial em 2010.

Cerca de 4 em cada 10 adultos com mais de 25 anos de idade tem hipertensão, e em

muitos países 1 em cada 5 pessoas tem pré-hipertensão.

A OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) promove políticas e projetos de

impacto sobre a saúde pública na prevenção da hipertensão por meio de políticas

públicas para reduzir a ingestão de sal, promover a alimentação saudável e a atividade

física e prevenir a obesidade.

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Hipertenção Arterial em
Cabo Verde

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Contexto Nacional

Na últimas décadas as doenças não transmissíveis têm sido as principais causas da

mortalidade representando novos desafios para a capacidade do serviço nacional de

saúde.

Em 2007 o Ministério da Saúde coadjuvado pelo INE e pela OMS realizou inquéritos

sobre a prevalência e as caractísticas epidemiológicas e fatores de risco modificáveis

da Hipertensão Arterial.

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Prevalência da Hipertensão Arterial em Cabo Verde

Hipertensão Arterial medida = 34,9% da população

58,7
51,4
%

34,3 HTA
26,9

25-34 35-44 45-54 55-64

Prevalência HTA /faixa etária


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Prevalência da Hipertensão Arterial em Cabo Verde

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Prevalência da Hipertensão Arterial em Cabo Verde
Distribuição de Hipertensos por nível de escolaridade
60,00%

50,00%

40,00%

Total
30,00%
Homens
Mulheres

20,00%

1 ,00%
0

0,00%
EBI incpl EBI comp Secundario

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Implicações graves para a sociedade e para os recursos dos
sistemas de saúde

* Grande prevalência em populações jovens e em idades economicamente ativas

* Elevado custo social e económico

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Atividades e Desafios

* Prioridade de saúde publica é Promoção de estilo de vida saúdavel, luta efetiva

contra os fatores de risco, oferta de cuidados integrais.

* Implementar o protocolo

* Organizar e capacitar equipas multidisciplinares

* Garantir material necessário e medicamentos

* Estruturar a rede de vigilância e integrar as DCV no Sistema Nacional Vigilância

Sanitária

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Políticas Públicas
implementadas

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Considerações Finais
A Organização Mundial de Saúde apontou a hipertensão, ou a pressão arterial

elevada, como a principal causa de mortalidade cardiovascular.

Em Cabo Verde as consequências das mudanças demográficas como a urbanização e o

envelhecimento da população impõem desafios ao Sistema Nacional de Saúde, no que

diz respeito ao aumento das doenças crónicas como a hipertensão arterial e a ações

para modificação de estilos de vida;

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