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UFCD 3120

Normas de proteção e melhoria do ambiente no trabalho florestal

Formador João Rodrigues


FSC PORTUGAL (FOREST STEWARDSHIP COUNCIL) conselho de tratamento florestal

Quem é o FSC em Portugal?


Sendo um esquema de certificação florestal de âmbito internacional, para efeitos de
representação local, o FSC reconhece Parceiros Nacionais (Network Partners), que
acompanham a evolução do FSC no país, prevendo-se que evoluam de figura de Ponto
Focal (FSC Focal Point), para Representante Nacional (FSC National Representative) e
finalmente para Escritório Nacional (FSC National Office).

Entre 2006 e 2007, Portugal contou com a figura de Pessoa de Contacto (FSC Contact
Person) – designação anteriormente atribuída ao Representante Nacional – e, em finais de
2007, os principais agentes do Sector Florestal Português juntaram esforços e constituíram
uma organização sem fins lucrativos, a Associação para uma Gestão Florestal Responsável
(AGFR), que tem como únicas funções a representação local e regulação do esquema de
certificação florestal FSC em Portugal.

Desde o seu início oficial em 2006, que a evolução do FSC em Portugal tem sido
extremamente animadora. A 31 de Dezembro desse ano, existiam cerca de 73.500
hectares de floresta certificada, distribuídos por três certificados de Gestão Florestal.
Cerca de dez anos depois, a área florestal certificada pelo FSC atingindo cerca de 400.000
hectares, distribuídos por 34 Certificados de Gestão Florestal.
O que significa a Certificação da Gestão Florestal

A Certificação Florestal é uma ferramenta que permite aos produtores florestais


evidenciar ao consumidor que os seus produtos são provenientes de florestas
geridas de forma responsável.
A certificação permite usar um logótipo no processo de venda de produtos
provenientes da floresta, evidenciando ao consumidor que estes produtos são
provenientes de florestas onde se pratica uma gestão ecologicamente adequada,
socialmente benéfica e economicamente viável.
A crescente procura de produtos florestais certificados no mercado deve-se ao
facto dos consumidores exigirem cada vez mais uma garantia de que esses
mesmos produtos foram produzidos de acordo com práticas de gestão
sustentável, garantia essa que é fornecida através do cumprimento de uma
“Norma de Gestão Florestal”, composta por um conjunto de requisitos pré-
definidos.
A quem se aplica
A Certificação da Gestão Florestal aplica-se a todos os proprietários/gestores de áreas
florestais, que de forma voluntária pretendam evidenciar as boas práticas de gestão
implementadas na Unidade de Gestão Florestal por si gerida, principalmente a clientes da
indústria transformadora que pretendam comprar matérias-primas certificadas.
A certificação da gestão florestal pode ocorrer em mais diversos tipos de florestas
(mediterrâneas, tropicais, privadas, públicas, comunitárias, florestas naturais ou
plantações) e em diferentes realidades de gestão e estrutura (latifúndio e minifúndio,
certificação individual de propriedades, certificação de grupo).

O que se pode certificar


Em termos práticos, todos os produtos florestais, lenhosos e não lenhosos, podem ser
certificados. A totalidade da área candidata a certificação deve ser avaliada de acordo
com a “Norma de Gestão Florestal”, para poder obter o certificado da gestão florestal,
que abrange a certificação dos produtos.
Atualmente a SATIVA já certificou uma ampla gama de produtos florestais, tanto
produtos lenhosos (exemplo da madeira, lenha, carvão), como produtos não lenhosos
(exemplo da cortiça e do pinha).
Alterações de âmbito (extensão ou redução do âmbito de certificação a novos membros,
produtos ou áreas).
A formalização das alterações deve ser enviada por escrito. A extensão pode originar a
necessidade de uma nova auditoria ou pode ser conjugada com a auditoria anual.
ENTIDADES CERTIFICADORAS

Quais as Entidades acreditadas para certificar no âmbito do sistema FSC?


O processo de Certificação FSC é feito por Entidades Certificadoras qualificadas para esse
efeito. 
O facto dos processos de certificação serem levados a cabo por entidades terceiras
permite assegurar a independência do FSC do processo de avaliação e garantir a
integridade do sistema de certificação.

Estas entidades avaliam as organizações de gestão florestal e as operações de Cadeia de


Custódia comparando o seu desempenho com as normas FSC e emitem, ou não, um
certificado que é válido por 5 anos. A primeira auditoria é designada por Avaliação
(Assessment) ou Auditoria de Concessão e uma vez emitido o certificado FSC, a Entidade
Certificadora monitorizará anualmente(através de Auditorias de
Acompanhamento/Audits) para verificar a conformidade com as exigências de
certificação FSC.
Conceitos importantes

ESPÉCIE - é o conjunto de indivíduos semelhantes (estruturalmente, funcionalmente e


bioquimicamente) que se reproduzem naturalmente, originando descendentes férteis.
Ex.: Homo sapiens
POPULAÇÃO - é o conjunto de indivíduos de mesma espécie que vivem numa mesma área
em um determinado período. Ex.: população de ratos em um bueiro, em um determinado
dia; população de bactérias causando amigdalite por 10 dias, 10 mil pessoas vivendo
numa cidade em 1996, etc.
COMUNIDADE OU BIOCENOSE - é o conjunto de populações de diversas espécies que
habitam uma mesma região num determinado período. Ex.: seres de uma floresta, de um
rio, de um lago de um brejo, dos campos, dos oceanos, etc.
ECOSSISTEMA OU SISTEMA ECOLÓGICO - é o conjunto formado pelo meio ambiente
físico, ou seja, o BIÓTOPO (formado por fatores abióticos como: solo, água, ar) mais a
comunidade (formada por componentes bióticos - seres vivos) que com o meio se
relaciona.
HABITAT - é o lugar específico onde uma espécie pode ser encontrada, isto é, o seu
"ENDEREÇO" dentro do ecossistema. Exemplo: Uma planta pode ser o habitat de um
inseto, o leão pode ser encontrado nas savanas africanas, etc.
O que é uma floresta ?

A floresta é uma parte muito importante do nosso ecossistema, constituindo


um elemento fundamental para o seu equilíbrio. Formada por árvores,
arbustos, ervas e um grande número de outros seres vivos. a floresta ocupa a
segunda maior parte da superfície da terra fora de água. Encontra-se, no
entanto, distribuída de forma irregular, devido à diversidade climática e às
características dos terrenos.
A importância das florestas.

O papel das florestas na vida das populações sempre foi importante. No entanto, apenas
nas últimas décadas é que as influências florestais sobre o clima, ar, água, solo, saúde e
aspetos psicológicos dos homens ganharam a sua real importância, porque começaram a
aparecer consequências negativas na qualidade de vida.

“Quer continuar a respirar? Comece a preservar!”


As alterações sofridas nas florestas portuguesas.
A floresta portuguesa é característica de um clima mediterrânico e, em tempos atrás, era
constituída em larga escala por espécies como o carvalho-alvarinho, o castanheiro, a
azinheira, o sobreiro, o medronheiro e a oliveira. Dessas áreas restam manchas
florestais e das espécies apenas pequenas zonas ou núcleos. Da zona vegetal primitiva
portuguesa resta a mata do Solitário, na Serra da Arrábida.

O que está a destruir as florestas?

-Conversão para agricultura;


-Fogos florestais;
-Sobre-exploração da madeira;
-Fragmentação por estradas;
-Poluição atmosférica;
-Alterações climáticas;
-Introdução de espécies exóticas (plantas, etc).
Implicações da destruição das nossas florestas.

Implicações ambientais
A nível ambiental, o declínio florestal em Portugal diminui a biodiversidade, pondo
algumas espécies em perigo e levando a que outras desapareçam por completo do nosso
país.
As áreas que sofreram desflorestação rapidamente tornam se secas, dando lugar a
vegetação de baixo porte ou à propagação de espécies de crescimento rápido. Por fim, a
emissão de dióxido de carbono será maior, e também menor será o dióxido de carbono
fixado pelas plantas e no solo, já que não existirão plantas para fazer a remoção do dióxido
de carbono da atmosfera para a floresta.
A destruição da floresta leva ao desaparecimento da fauna e da flora dessa região, a uma
elevada erosão do solo desprotegido, a uma modificação das bacias hidrográficas, muitas
vezes com grandes prejuízos materiais e mesmo de vidas humanas.
Causas dos incêndios.

Causas por negligência Causas Desconhecidas


-Práticas Agrícolas;
-Explorações florestais;
-Atividades industriais;
-Vias de comunicação;
-Público em Geral.

Trovoadas secas
-Erupções vulcânicas;
-Devido à seca. -Fogo posto
Medidas de prevenção.

-Sensibilização da população em geral em especial junto das escolas e da população rural;


-Compartimentação da mancha florestal alternando a floresta com áreas agrícolas;
-Criação de faixas, ou manchas, de descontinuidade ao longo das redes viárias;
-Manutenção dos caminhos florestais em bom estado de circulação;
-Redução da densidade de árvores;
-Criação de postos de vigia;
-Gestão adequada da floresta.
Noção de ambiente

O meio ambiente é um sistema formado por elementos naturais e artificiais relacionados


entre si e que são modificados pela ação humana. Trata-se do meio que condiciona a
forma de vida da sociedade e que inclui valores naturais, sociais e culturais que existem
num determinado local e momento.

Composição do meio ambiente

-Seres vivos
-Solo
-Agua
-Ar

É imprescindível preservá-lo para o desenvolvimento sustentável das gerações atuais e das


vindouras.
Poluição e saúde ambiental

Saúde ambiental
• A Saúde Ambiental compreende os aspetos da saúde humana (incluindo a qualidade de
vida), que são determinados por fatores físicos, químicos, biológicos, sociais e psicológicos
do ambiente.

Plano Nacional de Saúde (2004-2010) destacou como principais problemas no âmbito da


Saúde Ambiental, a pouca atenção dos serviços de saúde relativamente a:
• Poluição atmosférica
• Alterações climáticas
• Aumento das doenças associadas ao consumo de água
• Problemas associados com as edificações
• Riscos químicos e biológicos pouco regulamentados
• Insegurança alimentar
• Riscos radioativos não quantificados
• Pouca atenção da saúde à questão dos resíduos
Medidas de proteção da água e do solo

Definição de solo A camada superficial da crosta terrestre situada entre o substrato


rochoso e a superfície. O solo é composto por partículas minerais, matéria orgânica,
água, ar e organismos vivos.

Funções do solo
• Produção alimentar e outra biomassa, designadamente agricultura e silvicultura;
• Armazenagem, filtragem e transformação de nutrientes, substâncias e águas, e
reconstituição das massas de águas subterrâneas
• Base para a vida e a biodiversidade, nomeadamente em termos de habitats, espécies e
gene;
• Ambiente físico e cultural para o homem e as atividades humanas;
• Fonte de matérias primas;
• Reservatório de carbono;
• Conservação do património geológico, geomorfológico e arqueológico.
Medidas de proteção da agua e do solo

Principais Ameaças para o solo

• Erosão
• Diminuição da matéria orgânica
• Compactação; • Salinização
• Deslizamentos de terra
• Acidificação; • Contaminação
• Impermeabilização

Diretiva Quadro para a Proteção do Solo Pensar global e agir local

A Diretiva apresentada pela Comissão, seguindo os princípios orientadores enunciados na


Estratégia, promove o seu objetivo geral através do estabelecimento de disposições que
cobrem três campos essenciais
• A prevenção de ameaças e respetivos processos de degradação de solos
• A identificação das zonas ameaçadas, em risco ou mesmo já degradadas consoante o
tipo de ameaça e a abordagem aplicável
• A ação sobre as zonas de risco e os sítios contaminados com medidas adequadas à sua
atenuação, eliminação ou recuperação, de âmbito local, regional ou nacional.
AGUA

O nosso planeta possui uma pequena quantidade de água potável, ou seja, própria para
o consumo, e os recursos hídricos vem sendo degradados por diversos fatores, e um
dos principais é a poluição ambiental.

Os nossos rios constantemente são poluídos e não recebem tratamentos adequados.

O desmatamento das margens dos rios não proporciona proteção do solo, pois com a
ausência de árvores, as águas das chuvas correm de forma rápida para os rios,
provocando assim, enchentes e trazendo restos que podem criar problemas no solo do
fundo dos rios.
Construções clandestinas que crescem às margens dos rios e de represas poluem os
reservatórios, e isso causa ameaça a saúde da população.
É importante que toda a sociedade esteja consciente que a preservação da água é
necessária, e que a qualidade de vida das futuras gerações depende da maneira de
como usamos os nossos recursos hídricos. Então, se faz urgentemente necessárias
ações e medidas, que possam contribuir para a preservação da nossa água.
Se cada cidadão fizer a sua parte, todos juntos poderemos contribuir para a
preservação do nosso bem mais valioso.
AGUA

A água por ser um bem natural de uso coletivo, necessita ser preservada.
Devido a fatores que causam a sua poluição e o seu desperdício, foi criado no dia 22 de
março de 1992 pela ONU (Organização das Nações Unidas) o Dia Mundial da Água.
Assim, a cada ano, no dia 22 de março, discute-se sobre diversos temas que estejam
relacionados à água.
O objetivo principal da criação do Dia Mundial da Água é oferecer um momento de
reflexão, em que proporcione uma conscientização mundial e também para que possa
ser criadas medidas de preservação de tal riqueza natural.

O desperdício de água causa um grande dano ambiental, pois além de contribuir para a
escassez desse recurso futuramente, também faz com que a conta de água seja
aumentada, assim você tem bons motivos para economizar.
Evite o desperdício das seguintes formas:
Feche a torneira enquanto escova os dentes
Tome banhos rápidos
Regule as válvulas de descarga
Use baldes em vez de mangueiras ao limpar as áreas externas entre outras.
Todas essas medidas contribuem para a preservação da água.

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