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Viagens interplanetárias e interestelares!!!!!

Prof. Lucas Rafael Farinha


CIÊNCIAS 9 anos – Escola Prof Urias Braga Costa
Missões espaciais
Não passou nem meio século do histórico vôo de
Yuri Gagárin até os dias atuais. Durante milhões de
anos nossos pés foram o único meio de
locomoção. Passamos a utilizar animais com essa
finalidade apenas há alguns milhares de anos e
motores de combustão interna há pouco mais de
um século.
Até pouco tempo a velocidade das comunicações
era igual a velocidade dos transportes. Hoje
atravessamos o continente em algumas horas,
voando mais alto que o Monte Everest com
tranqüilidade. A cada 90 minutos a Estação
Espacial Internacional (EEI) – permanentemente
habitada desde o ano 2000 – completa uma volta
na Terra.
Se não nos rendermos ao egoísmo e à estupidez, a
solução de nossos problemas na Terra estará cada
vez mais ligada ao espaço. Já fizemos muito, Mas
o caminho a percorrer é infinitamente maior e mais
fascinante. De uma forma ou de outra, somos todos
parte das missões espaciais.
a exploração de outros Planetas,
satélites, asteróides ou cometas
• É feita por sonda espacial não tripulada.
• Algumas sondas, como Landers ou
Rovers, pousam na superfície dos astros
celestes, para estudos de sua geologia e
do seu clima. Sputnik
1,o
primeiro
satélite
espacial

sonda Mariner.
Genesis. A Venus Express.
TIPOS DE SONDAS
• Sobrevôo (flyby): sonda que passa próxima a um astro e o analisa com seus
instrumentos;

• Orbitador (orbiter): sonda que entra em órbita de um astro, passando a


funcionar como um satélite artificial do mesmo;

• Impacto: sonda que é colidida com um astro, fazendo análises durante a


aproximação ou colisão com o mesmo;

• Aterrisadora (lander): sonda que pousa num astro analisando-o in loco,


muitas vezes levando consigo uma sonda veicular;

• Veicular (rover): sonda com capacidade de locomoção para analisar uma área
maior de um astro;

• Observatório: sonda com capacidade telescópica, que pode atuar em uma ou


mais faixas do espectro eletromagnético, para efetuar observações
astronômicas sem as distorções provocadas pela atmosfera terrestre.
E se fossemos realizar uma viagem
interplanetária?

Quais as
dificuldades?

Comentários
Cidade Vizinha
(Américo)
Entrevista do Astronauta: Rom
Garan
 Viveu na Estação
Espacial ISS por
meses no ano de
2011

 Escreveu um livro
relatando todas as
dificuldades de se
viver no espaço
1) A ausência de peso
Garan contou que suas primeiras sensações ao adentrar o Espaço não foram
exatamente empolgantes, pois sentiu bastante náuseas. Mesmo com os
treinamentos da NASA simulando a gravidade zero, o astronauta conta que é
muito diferente vivenciar a ausência de peso por algumas horas e 24 horas por
dia.
2) Dormir
Na ISS, não se descansa do mesmo jeito que fazemos aqui na Terra. Como não há gravidade,
não é possível deitar o corpo da mesma forma, apoiando a cabeça em um travesseiro. O
astronauta contou que levou várias semanas para que os músculos de seu pescoço se
ajustassem à posição de dormir na Estação Espacial, o que resultou em diversas noites em
claro. A ausência de dias claros e noites escuras também foi uma barreira. Para contornar a
dificuldade, Garan disse que se concentrava em pontos do chão, paredes e teto para conseguir
embarcar no sono.
3) Manter a noção do tempo

 Contabilizar a passagem de horas, dias e


semanas não é algo tão fácil de fazer estando no
Espaço, já que a contagem do tempo é feita
seguindo parâmetros diferentes. Cada dia é
chamado de “Flight Days” (FD), e o primeiro
dia ganha o título de FD1, o segundo FD2, e
assim por diante.
4) Lidar com fluidos corporais
Na Terra, o suor escorre pelo nosso corpo ou as lágrimas caem por conta da existência
da gravidade – que “puxa” tudo para baixo. Já no Espaço, onde a força da gravidade é
inexistente, se o astronauta chorar, suas lágrimas flutuarão como pequenas bolinhas de
líquido concentrado.

“Último banheiro na Terra”, diz uma placa localizada acima de um sanitário na


plataforma de lançamentos da NASA, e o aviso, se ignorado, faz com que os
astronautas vivenciem a experiência nada agradável de fazer suas necessidades
fisiológicas em um ambiente sem gravidade mais cedo. Quando a urina ou os as fezes
saem do corpo dos astronautas no Espaço, os dejetos precisam ser sugados por uma
máquina para que não corram o risco de saírem flutuando pela nave. Enquanto a urina é
purificada e transformada em água potável, as fezes são armazenadas em uma nave
paralela não tripulada que envia o conteúdo de volta para a Terra – sendo queimados
pela atmosfera do nosso planeta, sem que haja nenhum tipo de contato com o solo ou
contaminação.

E como fazer para tomar banho? Como não há chuveiros nos banheiros da ISS, os
astronautas precisam tomar um “banho de gato” utilizando esponjas especiais.
5) Superar a vista
Ao avistar a Terra da Estação Espacial Internacional, os
astronautas têm uma oportunidade única de observar de longe
fenômenos naturais estonteantes como a Aurora Boreal, ou
admirar as luzes artificiais das grandes cidades brilhando à noite.
Uma janela envidraçada chamada “Cupola” fornece a melhor
vista da Terra, de acordo com muitos dos astronautas que viveram
um tempo na ISS.

Apesar de tanta beleza, a vista faz com que a visão que se tem do
nosso planeta acabe mudando, e fica difícil superar as revelações
que uma vista tão reveladora proporciona. Garan contou em seu
livro que essa visão fez com que ele mudasse completamente sua
forma de encarar a Terra, tornando-se um ativista em prol da
saúde do planeta.
A astronauta Tracy Caldwell Dyson admira a vista aérea da Terra na ISS
(Reprodução: Divulgação)
O NOVO PROJETO DA NASA
O destino da futura missão seria a Proxima Centauri, a estrela mais
próxima do Sol. Recentemente, descobriu-se que ela possui um planeta habitável
do tamanho da Terra. A proposta de Freeman contempla uma nave capaz de viajar
a 10% da velocidade da luz, alcançando a Proxima em 40 anos. As primeiras
imagens feitas de lá chegariam à Terra cerca de quatro anos mais tarde, em 2113,
quase daqui a um século.
Isso significa que os engenheiros e cientistas que analisarem essas
imagens nem sequer terão nascido quando a nave for lançada e, provavelmente, a
maioria de seus projetistas originais já estarão mortos. Nenhuma missão espacial
enfrentou esse tipo de horizonte temporal - e esse é exatamente um de seus
maiores desafios, admite Freeman. “As missões espaciais agora são feitas com um
enfoque muito conservador. Se realmente queremos enviar uma missão a outra
estrela, não podemos fazer isso. Temos que ser um pouco mais loucos”,
reconhece.
POR QUE A PRÓXIMA
CENTAURI?

Devido a descoberta de um possível segundo


planeta que, seguindo o padrão de nomenclatura nos
sistemas estelares, se chamaria Proxima c. Ele seria
pelo menos 6 vezes mais massivo que a Terra e,
portanto, seria uma super-Terra. Além disso, o
Proxima c deve completar uma volta em torno da
Proxima Centauri a cada 5,2 anos terrestres.
Vídeo de uma possível Nave
espacial futurista
Obrigado
, bom
descanso
e até
breve!!