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Geologia

Professora: Flávia Targa Martins


Composição e Estrutura da Terra
Composição e estrutura da Terra
Os terremotos, mais do que qualquer outro fenômeno natural,
demonstram inequivocadamente o caráter dinâmico da Terra.
Composição e estrutura da Terra
Os terremotos, mais do que qualquer outro fenômeno natural,
demonstram inequivocadamente o caráter dinâmico da Terra.

Terremoto Haiti – janeiro de 2010.

Terremoto Chile – fevereiro de 2010.


Composição e estrutura da Terra
Um pouco sobre
GEOLOGIA
Cronologia

BIG BANG 15 bilhões de anos


Formação do sistema solar: 6 bi anos
Formação da Terra: 4,5 bi anos
Composição e estrutura da Terra

• A estrutura da Terra pode ser entendida como uma série de esferas


concêntricas de raio crescente (analogia = como uma cebola).
• Não é possível ter acesso direto às partes mais profundas da Terra
devido às limitações tecnológicas de enfrentar as altas temperaturas e
pressões.
• O furo de sondagem mais profundo feito até hoje (em Kola, Rússia)
atingiu apenas 12 km, uma fração insignificante comparada ao raio da
Terra de 6.370 km.
• Assim, a estrutura interna do planeta só pode ser estudada de maneira
indireta (geofísica).
• A análise das ondas sísmicas, registradas na superfície, permite
deduzir várias características das partes internas da Terra atravessadas
pelas ondas (diferenças de velocidades = diferenças de composição).
• Gravimetria e Magnetometria.
Composição e estrutura da Terra

• O que é Terremoto?
• Com o lento movimento das placas litosféricas, da ordem de alguns
centímetros por ano, tensões vão se acumulando em vários pontos,
principalmente perto de suas bordas.
• As tensões acumuladas podem ser compressivas ou distensivas,
dependendo da direção de movimentação relativa entre as placas.
• Quando essas tensões atingem o limite de resistência das rochas,
ocorre uma ruptura; o movimento repentino entre blocos de cada lado
da ruptura geram vibrações que se propagam em todas as direções.
• O plano de ruptura forma o que se chama de FALHA GEOLÓGICA.
• Os terremotos podem ocorrer no contato entre duas placas litosféricas
(caso mais frequente) ou no interior de uma delas.
Composição e estrutura da Terra

• O ponto onde se inicia a ruptura e a liberação das tensões acumuladas


é chamado de HIPOCENTRO ou FOCO.
• Sua projeção na superfície é o EPICENTRO.
• A distância do foco à superfície é a PROFUNDIDADE FOCAL.
Composição e estrutura da Terra
Composição e estrutura da Terra

• A palavra “terremoto” é utilizada mais para os grandes eventos


destrutivos, enquanto os menores são chamados de abalos ou tremores
de terra, todos são resultado do mesmo processo geológico de acúmulo
lento e liberação rápida de tensões.
• A diferença principal entre os grandes terremotos e os pequenos
tremores é o tamanho da área de ruptura, o que determina a intensidade
das vibrações emitidas.
• Quando ocorre uma ruptura na litosfera (superfície da Terra), são
geradas vibrações sísmicas que se propagam em todas as direções na
forma de ondas → ONDAS SÍSMICAS, que causam danos perto do
epicentro e podem ser registradas por sismógrafos em todo o mundo.
Composição e estrutura da Terra

• Existem vários tipos de ondas sísmicas com velocidades de


propagação diferentes e que percorrem trajetórias distintas.
• Onda P : Longitudinal, as partículas do meio vibram paralelamente à
direção de propagação da onda.
• Onda S: Transversal, as partículas do meio vibram perpendiculares à
direção de propagação da onda.
• Portanto, existem dois tipos de vibrações sísmicas em um meio sólido
que se propagam em todas as direções: vibrações longitudinais e
transversais.
• As ondas P correspondem a deformações de dilatação/compressão e as
ondas S correspondem a deformações tangenciais (também chamadas
de cisalhamento).
Composição e estrutura da Terra

• As velocidades de propagação das ondas P e S dependem


essencialmente do meio por onde elas passam.
• Em geral, quanto maior a densidade de uma rocha, maior a velocidade
das ondas sísmicas.
• É esta propriedade que permite utilizar as ondas sísmicas para obter
informações sobre a estrutura e composição em grandes profundidades.
• Portanto, o método sísmico é de grande importância prática, por
exemplo, na exploração do petróleo e de água subterrânea.
• As vibrações P e S são chamadas ondas internas por se propagarem
em todas as direções a partir de uma perturbação dentro de um meio.
• Além das ondas internas P e S, há uma maneira especial de
propagação de vibrações junto à superfície da Terra: são as ondas
superficiais, que podem ser de dois tipos, Love e Rayleigh.
Composição e estrutura da Terra

• As ondas superficiais Love correspondem a superposições de ondas S


com vibrações horizontais concentradas nas camadas mais externas da
Terra.
• A onda superficial Rayleigh é uma combinação de vibrações P e S
contidas no plano vertical.
• As ondas Love, em geral, têm velocidade de propagação maior que as
ondas Rayleigh.
Composição e estrutura da Terra
Composição e estrutura da Terra

• As principais camadas da Terra foram deduzidas a partir da análise de


milhares de terremotos durante muitas décadas, que permitiram
construir as curvas tempo-distância de todas as curvas refratadas e
refletidas no interior da Terra.
• A sua estrutura principal: crosta, manto, núcleo externo e núcleo
interno.
Composição e estrutura da Terra
Crosta ou Litosfera:
Espessura de 60 km nas
áreas montanhosas , 25 a 50 km nos
continentes e 5 a
10 km nas bacias
oceânicas.

Magma pastoso: corresponde a porção


abaixo da crosta terrestre.

Núcleo: porção central da


Terra. Espessura de 3.470 km
e 6.000°C de temperatura.
Composição e estrutura da Terra
O manto superior possui uma parte rígida e uma parte dúctil.
A parte dúctil é chamada de astenosfera.
A parte rígida é chamada de litosfera.
É o responsável pelas grandes perturbações (falhamentos,
dobramentos, rupturas, terremotos, magmatismo, etc.)
verificados na crosta, graças à sua
lenta movimentação horizontal de 2 a 6 cm/ano acima da zona
mais fluída, ou astenosfera.

O núcleo externo deve ser mais liquefeito, constituído


predominantemente por uma liga de ferro e níquel, mais
algum elemento de baixo número atômico ainda não
identificado.
O núcleo interno deve ser sólido composto por uma liga de
ferro e níquel.
Crosta terrestre ou litosfera

• Crosta: camada mais externa e delgada da Terra. É a parte externa


consolidada, com espessura relativamente fina, sendo mais espessa sob os
continentes e mais delgada sob os oceanos.
• A crosta terrestre é constituída de ROCHAS.
• É a sede de fenômenos geológicos relacionados à dinâmica interna, como
movimentos tectônicos, sísmicos, magmáticos, metamórficos, etc.
Crosta terrestre ou litosfera

• A litosfera (em grego “lito” significa “pedra) é a superfície do planeta,


composta de materiais sólidos e também denominada de crosta
terrestre. É a verdadeira “casca” da Terra.
Crosta terrestre ou litosfera
Crosta Continental: Menos densa e geologicamente
mais antiga e complexa. Normalmente apresenta uma camada
superior formada por rochas graníticas e uma inferior de
rochas basálticas. Espessura de 25 a 50 km, sendo que sob as
grandes cordilheiras pode atingir até 100 km.
Crosta Oceânica: Comparativamente mais densa e mais jovem
que a continental. Normalmente é formada por uma camada
homogênea de rochas basálticas. Espessura média varia de 5 a
10 km.
Crosta terrestre ou litosfera
• Em 1935, para comparar os tamanhos relativos dos sismos, Charles F.
Richter, sismólogo americano, formulou uma escala de magnitude.
• O princípio básico da escala é que as magnitudes sejam expressas na
escala logarítmica.
• Existem várias fórmulas diferentes para calcular a magnitude Richter,
dependendo do tipo da onda sísmica medida no sismograma.
• Da forma como foi definida, a magnitude Richter não tem um limite
inferior nem superior.
• Tremores muito pequenos, sentidos num raio de poucos quilômetros e
sem causar danos, têm magnitude da ordem 3.
• Sismos moderados, que podem causar algum dano têm magnitudes na
faixa de 5 a 6.
• Os terremotos com grande poder de destruição têm magnitudes acima
de 7 → maiores magnitudes registradas chegaram a 8,5 (Chile e
Himalaias).
Crosta terrestre ou litosfera
• A nova escala de magnitude (Mw): a escala Richter, por definição,
não tem unidade e apenas compara os terremotos entre si.
• Atualmente, os sismólogos usam uma nova escala de magnitude que
melhor reflete os tamanhos absolutos dos terremotos, baseada nos
processos físicos que ocorrem durante a ruptura.
• Essa magnitude é baseada no momento “momento sísmico” Mo.
• Sismicidade mundial: a atividade sísmica mundial, delimita áreas da
superfície terrestre como se fossem as peças de um “quebra-cabeça
global” .
• A distribuição dos sismos é uma das melhores evidências dos limites
dessas “peças” chamadas placas tectônicas.
• Cerca de 75 % da energia liberada com terremotos ocorre ao longo
das estruturas marginais do Oceano Pacífico, caracterizando o
“Cinturão Circum-Pacífico” ou o “Cinturão de Fogo do Pacífico”.
Crosta terrestre ou litosfera
• Padrão Linha: sismos bastante rasos, com profundidades focais de
poucos quilômetros, ex. Oceano Atlântico e no Índico.
• Padrão em Faixa: distribuição dos sismos ao longo de faixas
caracteriza o Cinturão Circum-Pacífico, assim como atividade sísmica
na Europa e Ásia. Os sismos nestas faixas são principalmente rasos.
• No interior das placas, também ocorrem sismos, chamados “sismos
interplaca”, em decorrência das tensões geradas nas bordas das placas
transmitirem-se por todo o seu interior.
• Sismicidade do Brasil: ocupando grande parte da estável Plataforma
Sul-americana, o Brasil era considerado, até pouco tempo, como
assísmico, por não se conhecer a ocorrência de sismos destrutivos.
• Estudos sismológicos desde a década de 70 mostraram que a atividade
sísmica no Brasil, apesar de baixa, não pode ser negligenciada
(epicentros Sudeste e Nordeste).
Crosta terrestre ou litosfera
• Origem e Transferência do Calor Interno da Terra: o núcleo esquenta
o manto e o calor é transferido até a superfície da Terra por correntes de
convecção.

A radiação solar é a responsável


pelos fenômenos que ocorrem na
superfície da Terra e na atmosfera.
Entretanto, a poucas dezenas de
centímetros de profundidade da
superfície, seus efeitos diretos sobre a
temperatura terrestre são praticamente
desprezíveis e o aumento de
temperatura que sentimos ao
descermos no interior de uma mina,
por exemplo, é somente devido ao
FLUXO DE CALOR do interior da
Terra → incremento contínuo de
temperatura (a cada 33 m que nos
aprofundamos, aumento de 1oC).
BIBLIOGRAFIA
TEIXEIRA, W.; TOLEDO, M.C.M.; FAIRCHILD, T.R.; FÁBIO TAIOLI.
Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2001. 558 p.

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