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MODELO DE AVALIAÇÃO TRANSCULTURAL DE

GIGER E DAVIDHIZAR
Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Cuidados de Enfermagem a Populações Imigrantes e Minorias Étnicas

2020/2021
PARTE 1
MODELO DE AVALIAÇÃO TRANSCULTURAL
DE GIGER E DAVIDHIZAR

ÍNDICE
MODELO DE AVALIAÇÃO TRANSCULTURAL DE
GIGER E DAVIDHIZAR
PARTE 1.1
PARTE 2 METAPARADIGMAS
MODELOS DE COMPETÊNCIA CULTURAL
- UMA ANÁLISE CRÍTICA

PARTE 3
PARTE 3.1 DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA
CRENÇAS CULTURAIS E DIRETIVAS CULTURAL
ANTECIPADAS

PARTE 3.2
AVALIAÇÃO DOS VALORES DO PROFISISONAL DE
SAÚDE E DIRETIVAS AVANÇADAS
MODELO DE

1
AVALIAÇÃO
TRANSCULTURAL DE
GIGER E
DAVIDHIZAR
CULTURA
…A EXPRESSÃO PADRONIZADA DE QUEM SOMOS

"(…) resposta comportamental padronizada que se desenvolve ao


longo do tempo como resultado da impressão da mente através de
estruturas sociais, religiosas e intelectuais e manifestações
artísticas (…) "
Giger & Davidhizar, 2004
Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e
Minorias Étnicas

Modelo de Avaliação Transcultural


de Giger e Davidhizar

Tem como principal intuito fornecer respostas perante as


necessidades dos enfermeiros de forma a avaliar e
conceder cuidados adequados a doentes culturalmente
diversos.

A cultura é a base de cada indivíduo, o seu alicerce na


vivência quotidiana.
Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e
Minorias Étnicas

Modelo de Avaliação Transcultural


de Giger e Davidhizar

Postula que cada indivíduo é culturalmente único


e deve ser avaliado de acordo com 6 fenómenos
culturais.
Fenómenos
Culturais
COMUNICAÇÃO Relacionada com todo o mundo da interação e
comportamento humano.
Meio pelo qual a cultura é transmitida e preservada.
Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e
Minorias Étnicas

ESPAÇO
MODELO DE AVALIAÇÃO TRANSCULTURAL
DE GIGER E DAVIDHIZAR Distância entre indivíduos quando estes interagem.
Existem 4 zonas de espaço interpessoal: íntimo, pessoal,
social e consultivo, e público.

ORGANIZAÇÃO
Forma como um grupo cultural se organiza em torno do
SOCIAL
grupo familiar.

TEMPO Os grupos culturais podem-se orientar consoante o passado, presente


ou futuro.
Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e
Minorias Étnicas

MODELO DE AVALIAÇÃO TRANSCULTURAL CONTROLO


Habilidade de controlar a natureza e de planear e dirigir
DE GIGER E DAVIDHIZAR
AMBIENTAL
fatores ambientais prejudiciais.

VARIAÇÕES
Presentes entre indivíduos de diferentes grupos raciais.
BIOLÓGICAS
METAPARADIGMAS

1.
ENFERMAGEM CULTURAL

CUIDADOS CULTURALMENTE

COMPETENTES

INDIVÍDUOS CULTURALMENTE ÚNICOS

1
SAÚDE E ESTADO DE SAÚDE

AMBIENTES CULTURALMENTE SENSÍVEIS


Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e
Minorias Étnicas

Modelo de Giger e Davidhizar

METAPARADIGMAS
A enfermagem transcultural é significativa na
manutenção e promoção de bons níveis de saúde nas
minorias sociais. É vista como um campo de prática
culturalmente competente, centrado no utente e na
investigação.
MODELOS DE
COMPETÊNCIA

2 CULTURAL
…UMA ANÁLISE CRÍTICA
Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e
Minorias Étnicas

UMA ANÁLISE CRÍTICA…

MODELOS DE
COMPETÊNCIA CULTURAL

As teorias e modelos de competência cultural, ao interligarem


as conceções de cultura e saúde permitem melhorar o
atendimento às necessidades de saúde de todos os indivíduos.
Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e
Minorias Étnicas

COMPETÊNCIA
CULTURAL

Processo em que o profissional de saúde se


esforça arduamente para alcançar a
capacidade de prestar cuidados de saúde
culturalmente sensíveis.
Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e
Minorias Étnicas

CONSTRUÇÃO DA

COMPETÊNCIA
CULTURAL
A competência cultural constrói-se através de conceitos
interligados: empatia, respeito, confiança, vínculo,
flexibilidade, sinceridade, humildade, compaixão, legitimidade
e disponibilidade para entender outras culturas, habilidade e
conhecimento cultural.
Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e
Minorias Étnicas

c c B BARREIRAS

c
O enfermeiro tem de conhecer e interiorizar a cultura do utente de modo a "prestar cuidados com
abertura e ausência de juízos de valor" .
Porém, existem barreiras à aplicação dos modelos transculturais, entre as quais o enfermeiro não
dar muito valor à cultura familiar e se focar essencialmente na etnicidade do indivíduo.

c
Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e

PRESTAÇÃO DE CUIDADOS Minorias Étnicas

E MÉTODOS DE ENSINO

Os métodos de ensino são especialmente

?
centralizados na etnicidade, sendo possível visualizar o
etnocentrismo no cuidado.

É fundamental reforçar o aprofundamento, encontros e


SERÁ A CULTURA interatividade cultural como formas de alcançar melhores

VALORIZADA NO SEU TODO resultados quanto à competência


cultural.
DESENVOLVIMENT

3
O DA
COMPETÊNCIA
CULTURAL
Lei da " Autodeterminação do Doente "
D E S E N V O LV I M E N T O D A C O M P E T Ê N C I A C U LT U R A L

Lei da "Autodeterminação
do Doente "

Implementada com o objetivo de encorajar os pacientes a


exercer mais controlo sobre as decisões de tratamento
médico.

A autodeterminação e a autonomia são consideradas como


sendo um direito e o consentimento informado um elemento
responsável pelos cuidados de saúde.
CRENÇAS
CULTURAIS E

3. DIRETIVAS
ANTECIPADAS
DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA CULTURAL

1
Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e
Minorias Étnicas
MEXICANOS CRENÇAS E CULTURAS

TOMADAS DE
DECISÕES
COREANOS
Povos como os mexicanos e coreanos estão ligados a
um meio familiar de tomada de decisão, mas não se
centram na decisão do doente.
JAPONESES
Por sua vez, para os japoneses e hispânicos a tomada de
decisão é de grande importância tanto em família como
a nível hospitalar.

HISPÂNICOS
CRENÇAS E CULTURAS

TOMADAS DE
DECISÕES
Os américo-africanos, hispânicos e caucasianos,
acreditam que a preparação do fim de vida acarreta
sofrimento para o indivíduo doente.

Para os índios americanos, quem deve decidir não e


apenas a família, mas sim a comunidade.

No meio filipino, a família deve ser a primeira a


receber a notícia de um diagnóstico tenebroso e só esta
tem o direito de informar o enfermo.
CRENÇAS CULTURAIS
VIETNAME, ÍNDIOS NAVAJOS E HISPÂNICOS

No Vietname os profissionais não devem revelar


prognósticos mais reservados, para que isso não
prejudique a saúde frágil do doente.

Por sua vez, os Índios navajos creem que a maneira


como falamos molda o nosso equilíbrio saúde-doença.

Por seu turno, os hispânicos encaram a morte como algo


normal e o término do curso da vida.
MODELO
TRANSCULTURAL
DE GIGER E DAVIDHIZAR
O Modelo de Avaliação Transcultural de Giger e Davidhizar é essencial
para que o enfermeiro organize cuidados culturalmente sensíveis,
recorrendo a dados cruciais, como comunicação, tempo, espaço,
organização social, controlo da capacidade mental e variações biológicas.
AVALIAÇÃO DOS
VALORES DO

3.2
PROFISISONAL DE SAÚDE
E DIRETIVAS AVANÇADAS
DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA CULTURAL
Cuidados de Enfermagem a
Populações Imigrantes e
Minorias Étnicas

DESENVOLVIMENTO DA

COMPETÊNCIA CULTURAL
Deve haver comunicação entre o profissional de saúde e o paciente e negociação entre
visões do mundo e culturas, a fim de atingir objetivos mutuamente aceitáveis.
C MODELO DE AVALIAÇÃO TRANSCULTURAL DE GIGER E DAVIDHIZAR

CONCLUSÃO

É fundamental que os profissionais de saúde tenham compreensão e


sensibilidade cultural de forma a prestar cuidados culturalmente sensíveis,
sempre com o auxílio de modelos e teorias transculturais, como o Modelo
Transcultural de Giger e Davidhizar.
C R E AT I V E AG E N C Y P R E S E N TAT I O N

Referências
MODELO DE AVALIAÇÃO TRANSCULTURAL DE GIGER E DAVIDHIZAR

bibliográficas
Giger, J. N., & Davidhizar, R. (2002). The Giger and Davidhizar Transcultural assessment
model. Journal of transcultural nursing. 13(3), 185-188. doi: 10.1177/10459602013003004

Moita, M. A., & Silva A. L. (2006). Modelos de competência cultural: Uma análise crítica.
Pensar enfermagem. 2, 72-88. Recuperado de https://eds.b.ebscohost.com/eds
/pdfviewer/pdfviewer?vid=1&sid=1751c1eb-de2b-4672-ae2e-4db3dfdbc079%40pdcv
sessmgr05

Giger, J. N., Davidhizar, R. E., & Fordham, P. (2006). Multi-cultural and multi-ethnic
considerations and advanced directives: Developing cultural competency. Journal of
cultural diversiy. 13, 3-9. Recuperado de https://eds.a.ebscohost.com/eds/pdfviewer/pdfv
iewer?vid=1&sid=4d5d67e7-142b-47c2-a3e2-5a03a747a41b%40sdc-vsessmgr02
- ALAN MOORE -
“O que chamamos realidade é apenas o senso comum da nossa cultura.
Ignorar outras culturas é estar cego para outras realidades.”

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