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Anatomofisiologia do Sistema

vestibular
Por Alleluia Losno
Propriocepção

Visão

Labirinto
Sistema vestibular

Osso temporal
Labirinto posterior

Orelha interna
Sistema vestibular

 LABIRINTO ÓSSEO: Vestíbulo e CSC  Perilinfa


 LABIRINTO MEMBRANOSO: Sáculo, utrículo e
ductos semicirculares
 Endolinfa (K)
• VASCULARIZAÇÃO: artéria

do labirinto (ramo da artéria

cerebelar inferior anterior)


Princípio comum: Células
ciliadas
• Possuem estereocílios (50 a 100) e cinocílio

 Ligamentos de elastina/ tip links (canais de K+)

• DESPOLARIZAÇÃO:

E  C (K+ – Ca++ – PA)

*Aspartato e glutamato

•HIPERPOLARIZAÇÃO:

CE
Canais semicirculares
 Lateral
 Verticais: superior ou anterior; posterior ou inferior

• Perpendiculares entre si
•Pares sinérgicos
•Ampolas: 5
•Os CSC ant e post unem-
se e desembocam no
utrículo com uma abertura
comum
Canais semicirculares - ampola

 Componente do labirinto ósseo


 Abriga a crista ampolar (células de sustentação e
células sensoriais) e cúpula gelatinosa

• A cúpula gelatinosa é sensível a


alterações angulares de até 1
grau, no entanto, como seu peso
específico é igual ao da endolinfa,
não é sensível a acelerações
lineares
Canais semicirculares - ampola
A aceleração
angular move a
endolinfa para o
lado oposto à
rotação da
cabeça

Os cinocílios dos
CSC laterais são
proximais ao
utrículo

CSC lateral: Ampulípeta  despolarização; ampulifuga: hiperpolarização


CSC vertical: Ampulípeta  hiperpolarização; ampulifuga: despolarização
Relembrando!!!
Todo movimento da cabeça gera uma
redundância sensorial, ou seja, despolariza
um lado e hiperpolariza o par sinérgico na
mesma proporção. Isso é essencial pois
quando acometido por uma doença unilateral
o paciente não deixa de receber informações
vestibulares (sofre compensação)
Órgãos otolíticos

SÁCULO e UTRÍCULO:
UTRÍCULO
Mácula utricular e sacular  células de
sustentação, sensoriais, camada
gelatinosa e otocônias

Sáculo Utrículo
Esférico Elíptico
Vertical Horizontal
Ex: Elevador Ex: Carro
Órgãos otolíticos
 Não possuem pares sinérgicos, o sinergismo ocorre
dentro do próprio órgão otolítico

• Como a endolinfa se
desloca em um único
sentido por vez, ela irá
despolarizar um lado do
utrículo/sáculo e
hiperpolarizar o outro lado
Órgãos otolíticos
Lembrando...

 CSC são responsáveis pela


percepção da aceleração angular
/ equilíbrio dinâmico

 Os órgãos otolíticos são


responsáveis pela percepção da
aceleração linear / equilíbrio
estático
Inervação - VIII par
 As fibras que saem dos CSC laterais e anteriores, do
utrículo e do sáculo formam o ramo superior do nervo
vestibular e as que saem do sáculo e CSC posterior
formam o ramo inferior

O nervo auditivo recebe


fibras do sáculo (ramus
Hardy) e o nervo
vestibular inferior recebe
fibras do órgão de Corti
(ramus Oort) 
Relacionamento SN
entre o aparelho
auditivo e vestibular
Processamento central
Integra as informações
provenientes da visão,
propriocepção e
labirinto
MAI: VIII par + VII par
Ângulo pontocerebelar
Ascendem
posteriormente
Processamento central
 Lobo floculonodular
(cerebelo) e para os núcleos
vestibulares (bulbo/ponte,
assoalho do IV ventrículo)
 OBS: Os NV recebem
informações dos sistemas
visual, tátil, auditivo e do
cerebelo
 NVNúcleos motores
oculares, cerebelo, NMI (TE
e medula)
Vias vestibulares

Munhoz et al., 2000


Vias vestibulares
 VESTÍBULO-CEREBELAR: Pode ser direta (chegam ao
flóculo-nodular sem passar pelos NV) ou indireta
(passam pelos NV e terminam no lobo flóculo-nodular,
núcleo fastígio e no vérmix). Controla a fixação ocular,
reduzindo a intensidade dos movimentos oculares com
olhos abertos
 VESTÍBULO-RETICULAR:
VESTÍBULO-RETICULAR Afeta o SN autônomo, sendo
responsável pelas manifestações neurovegetativas
(náuseas, vômito) associada à vertigem
OBS: Também chamada de via vestíbulo-vagal
Vias vestibulares
 VESTÍBULO-TALAMOCORTICAL:
VESTÍBULO-TALAMOCORTICAL Fazem sinapse
com o núcleo ventral posterior do tálamo antes de
chegar ao córtex. É responsável pela consciência
da posição da cabeça OBS: Essas mesmas áreas
são ativadas por estímulos proprioceptivos e visuais
 VIA VESTÍBULO-ESPINAL: Responsável pelos
reflexos posturais
 VIAS COMISSURAIS: Interligam os labirintos da
orelha esquerda e da direita
Vias vestibulares

 VIAVESTÍBULO-OCULAR OU FASCÍCULO LONGITUDINAL


MEDIAL:
MEDIAL Responsáveis pelo RVO, ou seja, pela fixação
ocular mesmo que haja movimentação cefálica; movimento
ocular em direção contrária ao movimento cefálico.
Fazem sinapse com os núcleos responsáveis pelo movimento
ocular: oculomotor (III par), troclear (IV) e, abducente (VI par)

OBS: O RVO ocorre mesmo com os olhos fechados


Reflexo vestíbulo-ocular

Nistagm
o!
Aplicações clínicas...
A vectoeletronistagmografia
Importante!!!
 A vectoeletronistagmografia fornece muitos dados
mas não constitui uma avaliação otoneurológica
completa
 Posturografia dinâmica, Potencial Miogênico
Vestibular (VEMP), auto rotação cefálica
Vectoeletronistagmogra
fia
Quando realizar?

 Tontura; vertigem (objetiva/ subjetiva)


 Zumbido
 *** Dificuldades escolares
 ***Migrânea
 ***DTM
Vectoeletronistagmografia

 O que avalia? Sistema vestibular periférico e


central
 Como avalia? Através dos movimentos
oculares (nistagnmo/RVO)
 Baseia-se na variação do potencial elétrico
córneo-retinal
 Provas sem registro  video Frenzel
 Provas com registro  eletrodos
Provas sem registro

 Nistagmo de posição:
decúbito dorsal,
lateral D/E, posição
de Rose e Rose
sensibilizada D/E
 Nistagmo de
posicionamento: Dix
Hallpike e Brandt
Daroff
Provas com registro
 Limpeza da pele
 Colocação dos eletrodos
 Calibração
 Nistagmo espontâneo OA/OF
 Nistagmo semiespontâneo Nenhuma prova isolada é
 Rastreio pendular definitiva!!! O laudo é
definido pelo conjunto
 Nistagmo optocinético delas
 PRPD
 Prova calórica: 440C e 300C (água)
Traçado
Referências
 BONALDI, L.V. Bases anatômicas da audição e do equilóbrio,
Editora Santos: São Paulo, 2004
 MOR, R.; FRAGOSO,M.; TAGUSHI,C.K.; FIGUEIREDO,
J.F.F.R. Vestibulometria e Fonoaudiologia: como realizar e
interpretar, editora Lovise: São Paulo, 2001
 MUNHOZ, M.S.L. CAOVILLA, H.H.; SILVA, M.L.G.; GANANÇA,
M.M. Audiologia Clínica. São Paulo: Editora Atheneu, 2000
Obrigada!!!
luafono@yahoo.com.br

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