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A UTILIZAÇÃO DIDÁTICA DAS CANTIGAS

POPULARES EM SALA DE AULA:


alfabetização e letramento a partir de um gênero textual.

Maria Cecília Silva de Amorim


cissa24@gmail.com
Objetivo

 Baixare utilizar aplicativo para dispositivo


móvel como recurso didático, para trabalhar
um gênero textual - cantigas folclóricas- em
turmas de alfabetização, numa proposta em
arte-educação intermidiática digital.
Justificativa

 Este trabalho foi elaborado a partir da


disciplina Arte-educação versus e-arte –
educação no curso de Arte Educação
Intermidiática Digital promovido pela
Universidade Federal de Goiás - UFG, cuja
proposta é de incluir a metalinguagem digital
na sala de aula e na práxis pedagógica por
meio das intermídias.
Metodologia
Levantamento bibliográfico e de aplicativos digitais na
área de alfabetização tendo como base a alfabetização
com letramento e música folclórica;
Experimento no campo da arte/educação
transformando as cantigas em motivadoras do
letramento por meio tecnologia digital.
Produção de uma poiésis - substantivo que advém do
grego poién, criação, produção com auxilia da
técnica, ação de fazer diversificada, ligada
principalmente à essência do agir. Tal produção se
traduziu em música para crianças, nas melodias das
cantigas populares utilizando o aplicativo Karaokê kids
disponível para android. Planejamento de ensino
Definição de Práxis

 Para Vázquez (2007) e Curado e Silva (2012),


representa uma atividade material e
transformadora, por representar movimento e
articulação entre teoria e prática.
Contexto teórico do trabalho

 Autores como Soares (2012), Mollica (2011),


Bakhtin (1997), Carvalho (2005) discutem a
importância dos gêneros textuais na sala de aula
e de alfabetizar letrando, prática reforçada pela
perspectiva do Pacto Nacional pela Alfabetização
na Idade Certa- PNAIC (BRASIL, 2012), nesse
contexto, aliado ao conceito de e-arte-
educação utilizado por Cunha (2012).
Aplicativo digital como recurso

 Segundo Soares (2003, p. 44) “letramento é o


estado ou condição de quem se envolve nas
numerosas e variadas práticas sociais de leitura e
de escrita”.
O uso do aplicativo Kids Karaokê possibilitou
alfabetização e letramento por meio da utilização
de um aplicativo interativo.
 A reflexão sobre o ensino e a cultura digital nos leva a pensar o
universo dos aplicativos que podem ser utilizados pelas crianças. Um
recurso bastante utilizado na alfabetização é a música. A leitura e a
escrita se apoiam nesta ferramenta que envolve e realmente
encanta.
 Assumir a responsabilidade de educar-se, considerando o
desenvolvimento social e individual faz parte do da consciência do
inacabamento do qual fala Freire(1996). O trabalho com as cantigas
de roda é possível e necessário a todos os professores de
alfabetização, pois são estes profissionais que abrem as janelas do
mundo da leitura para os pequeninos. Com arte e educação aliadas
num ir e vir constante, cabe aos educadores , conhecerem o
Sistema Triangular Digital composto por e-ler, e-fazer e e-
contextualizar, sintetizados por Cunha (2012) para dialogar com
esta geração tecnológica que deve ser alvo do trabalho de
conscientização.
Utilização do aplicativo Kids Karaokê
Lendo e organizando cantigas
Produção e adaptação da cantiga preferida
Apresentando o texto fatiado em grupo
Mural e varal de cantigas
Considerações
 O “chão da sala de aula” configura um laboratório vivo para
experiências inovadoras, ambiente que instiga o desejo de
renovar as práticas educativas. Utilizar um aplicativo para
motivar a aquisição da leitura e da escrita transformada em
prática sociocultural, certamente gera impacto positivo e
feedback acerca de como ensinar melhor com auxílio da
tecnologia digital.
 Muito novos conceitos foram analisados como os de Práxis e
E-arte/ educação em conexão com a prática de letramento.
 Os recursos pedagógicos digitais agregam motivação e
despertam interesse das crianças, causando um envolvimento
intuitivo. Assim, tal prática experimentada neste trabalho
procura demonstrar o êxito de ensinar em parceria com a
tecnologia digital.
Referências
 BAKTHIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
 BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na
Idade Certa. O trabalho com gêneros textuais na sala de aula: ano 02, unidade 5 / Ministério da Educação, Secretaria de
Educação Básica, Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. – Brasília: MEC, SEB, 2012.
 CARVALHO, Marlene. Alfabetizar e letrar: Um diálogo entre a teoria e a prática. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.
 CUNHA, Fernanda Pereira da. E- Arte/educação: educação digital crítica. São Paulo: Annablume; Brasília: Capes, 2012.
 CURADO E SILVA, Kátia Augusta . A pesquisa na formação e no trabalho dos professores da educação básica. Rev. Diálogo
Educ., Curitiba, v. 12, n. 37, p. 743-762, set./dez. 2012. Disponível em http://
www2.pucpr.br/reol/pb/index.php/dialogo?dd1=7201&dd99=view&dd98=pb . Acesso em 18 de agosto de 2017.
 FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. 21ª ed.
 MOLLICA, Maria Cecília. Fala, letramento e inclusão social. São Paulo: Contexto, 2011.
 SOARES, M. B. Letramento: um tema em três gêneros. 2ª ed. Belo Horizonte, Autêntica, 2003.
 VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Filosofia da Práxis. Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales – CLACSO; São
Paulo: Expressão Popular, Brasil, 2007.
 SOUSA. Ryta de Kassya Motta de Avelar. Cantigas populares: um gênero para alfabetizar letrando. Dissertação
(mestrado) UFP:2007. Disponível em http://
www.repositorio.ufpe.br/bitstream/handle/123456789/4585/arquivo5515_1.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em 21
de agosto de 2017.
Obrigada a todos!