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LÓGICA PROPOSICIONAL

OPERADORES VEROFUNCIONAIS

Símbolo Leitura Formas proposicionais


 não Negação
 e Conjunção
Constantes v ou Disjunção inclusiva
lógicas
w ou… ou… Disjunção exclusiva
→ se..., então… Condicional
↔ …se, e só se,… Bicondicional
Forma lógica Exemplos
P Não P. Deus não existe.
PQ P e Q. Deus existe e a vida tem sentido.
PQ P ou Q. Deus existe ou a vida tem sentido.
PwQ Ou P ou Q. Ou Deus existe ou a vida tem sentido.
P→Q Se P, então Q. Se Deus existe, então a vida tem sentido.
P↔Q P se, e só se, Q. Deus existe se, e só se, a vida tiver sentido.

Operador singular,
Aplica-se apenas a uma proposição. “não”
unário ou monádico
“e”, “ou”, “ou… ou”,
Operador binário ou
Aplica-se a duas proposições. “se..., então”, “se, e só
diádico
se”
NEGAÇÃO Tabela de verdade

P: Portugal é um país asiático. Tabela que apresenta as diversas condições


de verdade de uma forma proposicional
específica, permitindo determinar de modo
 P (Não P)
mecânico a sua verdade ou falsidade.
Portugal não é um país asiático.
A tabela de verdade exibe os valores de
Expressões verdade possíveis da(s) proposição(ões) e os
alternativas valores de verdade resultantes das operações
efetuadas.
Não é verdade que Portugal é um país asiático.
É falso que Portugal seja um país asiático.
É errado afirmar que Portugal é um país asiático. Tabela de verdade da
Não é o caso que Portugal seja um país asiático. negação

A negação é uma proposição com a


P P
forma “Não P”, representando-se por
“ P”. Se P é verdadeira,  P é falsa;
V F
Coluna de referência
se P é falsa,  P é verdadeira. F V
A negação de uma negação (ou dupla Primeira parte Segunda parte
negação) – que se representa por “  P” Sendo o operador da negação o único operador
– equivale a uma afirmação. unário, só haverá duas filas na tabela.
CONJUNÇÃO Tabela de verdade da conjunção
P Q PQ
P: Júpiter é um planeta.
Q: Saturno é um planeta. V V V
V F F
P  Q (P e Q) F V F
Júpiter é um planeta e Saturno é F F F
um planeta.
Sendo o operador da conjunção, à semelhança dos
Expressões alternativas que estudaremos a seguir, um operador binário,
haverá na tabela quatro condições de verdade.
Júpiter e Saturno são planetas.
Júpiter é um planeta e Saturno igualmente.
Não só Júpiter é um planeta, mas também Saturno. A conjunção é uma proposição com a forma
Júpiter é um planeta, assim como Saturno. “P e Q”, simbolizando-se por “P  Q”, a qual
Tanto Júpiter como Saturno são planetas. é verdadeira se as conjuntas (proposições
Quer Júpiter quer Saturno são planetas. conectadas pela conjunção) forem ambas
Júpiter é um planeta, embora Saturno também o seja. verdadeiras e é falsa desde que pelo menos
uma das conjuntas seja falsa.
Embora Messi jogue bem, ele é antipático.
Apesar de gostar de rock, gosto de hip hop.
P: Vou estudar. Tabela de verdade da
DISJUNÇÃO Q: Vou à praia. disjunção inclusiva
INCLUSIVA P Q PQ
PQ (P ou Q) V V V
V F V
Vou estudar ou vou à praia. F V V
F F F
A disjunção inclusiva é uma proposição com a forma “P ou Q”, simbolizando-se por “P  Q”, a qual só é
falsa se ambas as disjuntas forem falsas.

Tabela de verdade da
DISJUNÇÃO P: Vou ao cinema. disjunção exclusiva
EXCLUSIVA Q: Fico em casa. P Q PwQ
V V F
PwQ (Ou P ou Q)
V F V
Ou vou ao cinema ou fico F V V
em casa. F F F
A disjunção exclusiva é uma proposição com a forma “Ou P ou Q”, simbolizando-se por “P W Q”, a qual é
verdadeira se P e Q possuem valores lógicos distintos e falsa se P e Q possuem o mesmo valor lógico.
Observação sobre a
DISJUNÇÃO
EXCLUSIVA

Pode suceder que o próprio contexto nos permita saber qual a disjunção que
está a ser usada. Por exemplo, a seguinte disjunção, aparentemente inclusiva,
na realidade é exclusiva:
 
António tem cinco anos ou António tem sete anos.
João nasceu na Covilhã ou em Viseu.
O atropelado está morto ou está vivo.
Maria está grávida ou não.
Eva tirou positiva ou negativa no teste.
Na bifurcação, viras à esquerda ou à direita.
Edviges é homem ou mulher.
 
A impossibilidade de as duas proposições serem verdadeiras em simultâneo
justifica que estejamos perante um caso de disjunção exclusiva.
Tabela de verdade da
P: É novembro. condicional
CONDICIONAL Q: É outono.
(implicação material) P Q P→Q
P→Q (Se P, então Q) V V V
V F F
Se é novembro, é outono. F V V
Expressões
alternativas F F V

É outono se é novembro. Antecedente É uma condição suficiente


É outono caso seja novembro. / Caso seja novembro, é outono. (P) para a consequente.
No caso de ser novembro, é outono.
Sempre que é novembro, é outono. Consequente É uma condição necessária
Desde que seja novembro, é outono. (Q) para a antecedente.
É novembro apenas quando é outono.
A condicional é uma proposição com
Quando é novembro, é outono.
a forma “Se P, então Q”,
Sendo novembro, é outono.
simbolizando-se por “P → Q”, a qual
É novembro somente se é outono.
só é falsa se P – a antecedente – é
Ser novembro é suficiente para ser outono.
verdadeira e Q – a consequente – é
Para ser outono basta ser novembro.
falsa. Em todas as restantes
Ser outono é necessário para ser novembro.
situações, a nova proposição é
É preciso ser outono para ser novembro.
verdadeira.
Não estamos em novembro, a não ser que seja outono.
BICONDICIONAL (equivalência material) Tabela de verdade da
bicondicional

P: Sou pai. P Q P↔Q


Q: Tenho um filho. V V V
P↔Q (Se, e só se) V F F
F V F
Sou pai se, e só se, tenho um filho. F F V

Expressões
alternativas

Sou pai se, e somente se, tenho um filho. A bicondicional é uma proposição
Sou pai se, e apenas se, tenho um filho. com a forma “P se, e só se, Q”,
Eu ter um filho é condição necessária e suficiente para eu simbolizando-se por “P ↔ Q” a qual
ser pai. é verdadeira se ambas as proposições
Ser pai é condição necessária e suficiente para eu ter um equivalentes tiverem o mesmo valor
filho. lógico e falsa se tiverem valores
Se sou pai, tenho um filho e vice-versa. lógicos distintos.
Formas proposicionais e operadores verofuncionais
Proposições
Disjunção
simples
Negação Conjunção Condicional Bicondicional
inclusiva exclusiva

P Q P Q PQ PQ PwQ P→Q P↔Q


V V F F V V F V V
V F F V F V V F F
F V V F F V V V F
F F V V F F F V V
Âmbito dos operadores P: Eu sonho.
Q: Eu estudo.

Operador principal:  Eu sonho e não estudo. PQ

Uma conjunção e uma negação que incide sobre a proposição Q.

Operador principal:  É falso afirmar que eu sonho e não estudo.  (P   Q)

Uma negação que incide sobre a conjunção de P e de  Q.

Âmbito de um operador: refere-se à proposição (ou proposições)


sobre a qual (ou sobre as quais) esse operador incide.

No segundo exemplo, o operador da negação (enquanto operador principal) apresenta


um âmbito diferente do do outro operador da negação.
Formalizar proposições complexas

Isolar as proposições simples


que as constituem e atribuir
Colocar as proposições na variáveis proposicionais a
forma canónica, identificando cada uma. A isto se chama Simbolizar ou formalizar a
os operadores verofuncionais “construir o dicionário” proposição complexa.
envolvidos. dessas proposições ou
proceder à sua
“interpretação”.

Exemplo: Caso estude lógica, sou bom aluno a Filosofia.

Expressão canónica Dicionário Formalização

Se estudo lógica, então sou P: Estudo lógica.


P→Q
bom aluno a Filosofia. Q: Sou bom aluno a Filosofia.
O método das tabelas de verdade

Expressão canónica Dicionário Formalização

Não é verdade que, se está P: Está sol.


 (P → Q))
sol, então está bom tempo. Q: Está bom tempo.

1. P Q  (P → Q) 2. P Q  (P → Q)
Desenhar a tabela, Colocar na tabela
colocando aí as os valores de V V
verdade das
letras
proposições
V F
proposicionais e a
proposição simples, esgotando F V
complexa. as possibilidades.
F F

3. P Q  (P → Q) 4. P Q  (P → Q)
Calcular os valores
de verdade das V V V Calcular os valores V V F V
proposições, de verdade da
excetuando os
V F F proposição relativa
V F V F
daquela que é F V V ao operador F V F V
relativa ao principal.
operador principal. F F V F F F V
 
Para duas variáveis, são necessárias quatro filas; para
três, oito; para quatro, dezasseis, etc.

P Q R [R  (P  Q)] ↔ (R  Q)
Determinamos primeiro os valores
V V V V V V V de verdade da conjunção “P  Q” e
V V F V V V V da disjunção “R  Q” (a ordem neste
V F V V F V V caso é irrelevante). De seguida,
V F F F F V F determinamos os valores da
F V V V F V V disjunção “R  (P  Q)”. Por fim,
determinamos os valores da
F V F F F F V
bicondicional a partir dos valores
F F V V F V V obtidos para as duas disjunções.
F F F F F V F
Tautologias ou
verdades lógicas

Fórmulas proposicionais que são sempre verdadeiras, qualquer que seja o


valor de verdade das proposições simples que as constituem.

Exemplo Forma lógica

Se observo o céu e escuto o


(P  Q) → P
vento, então observo o céu.

P Q (P  Q) → P
V V V V
V F F V
F V F V
F F F V
Contradições ou
falsidades lógicas

Fórmulas proposicionais que são sempre falsas, independentemente do valor


de verdade das proposições simples que as compõem.

Exemplo Forma lógica

Não penso ou não sonho se, e


( P   Q) ↔ (P  Q)
só se, penso e sonho.

P Q ( P   Q) ↔ (P  Q)
V V F F F F V
V F F V V F F
F V V V F F F
F F V V V F F
Contingências ou proposições indeterminadas

Fórmulas proposicionais que tanto podem ser verdadeiras como falsas,


consoante os valores lógicos das proposições simples que as compõem.

Exemplo Forma lógica

Se passeio ou corro, então


(P  Q) → P
passeio.

P Q (P  Q) → P
V V V V
V F V V
F V V F
F F F V
Tautologias e formas de inferência válida

P Q [(P → Q)  P] → Q Este exemplo, que


V V V traduz o chamado
modus ponens,
V V
F F V constitui uma
V F tautologia.
F V
V F V
F F
V F V

Uma forma de inferência dedutiva é válida se, e somente se, a fórmula


proposicional (implicativa) que lhe corresponde for uma tautologia.
Inspetores de circunstâncias

Consistem numa sequência de tabelas


de verdade, que são feitas para as
premissas e para a conclusão.

Como num argumento dedutivo válido é impossível que as premissas


sejam verdadeiras e a conclusão falsa, num inspetor de circunstâncias
um argumento válido será aquele no qual não existe nenhuma linha que
torne todas as premissas verdadeiras e a conclusão falsa.
Exemplo 1 Argumento Dicionário Formalização
O modus ponens, que
Se sou português,
vimos enquanto
então sou conhecedor
fórmula tautológica, P: Sou português. P→Q
de Camões.
aparece agora, Q: Sou conhecedor de P
Sou português.
enquanto forma de Camões. Q
Logo, sou conhecedor
inferência, com uma
de Camões.
apresentação diferente.
Nota: Em vez do símbolo , também poderemos usar o símbolo , que se designa por
“martelo semântico”. Ambos se leem “Logo”, um indicador de conclusão.

Premissa 1 Premissa 2 Conclusão

P Q P → Q, P Q A primeira linha exprime a única


circunstância em que ambas as
V V V V V premissas são verdadeiras. Ora,
dado que tal circunstância
V F F V F também torna a conclusão
F V V F V verdadeira, o argumento é
F F V F F considerado válido.
Exemplo 2 Argumento Dicionário Formalização

Se corro, então sinto-


P→Q
me bem. P: Corro.
Q
Sinto-me bem. Q: Sinto-me bem.
P
Logo, corro.

Premissa 1 Premissa 2 Conclusão


A primeira e a terceira linhas
P Q P → Q, Q P exprimem as únicas
circunstâncias em que ambas as
premissas são verdadeiras.
V V V V V Contudo, se na primeira linha a
V F F F V circunstância torna a conclusão
F V V V F verdadeira, já na terceira linha a
circunstância em causa torna a
F F V F F conclusão falsa. O argumento é,
por isso, inválido.
Exemplo 3 Argumento Dicionário Formalização

Se leio, aumento a minha inteligência. P: Leio.


Se aumento a minha inteligência, Q: Aumento a minha P→Q
aumento a minha autoestima. inteligência. Q→R
Logo, se leio, aumento R: Aumento a minha P→R
a minha autoestima. autoestima.

Premissa 1 Premissa 2 Conclusão

P Q R P → Q, Q → R  P → R

V V V V V V
Estamos perante um argumento
V V F V F F
válido, pois nas circunstâncias
V F V F V V em que ambas as premissas são
V F F F V F verdadeiras, a conclusão
F V V V V V também o é.
F V F V F V
F F V V V V
F F F V V V
Exemplo 4 Argumento Dicionário Formalização

Se Manuel barafusta e Pedro não


P: Manuel barafusta.
sorri, então o ambiente é pesado. (P   Q) → R
Q: Pedro sorri.
O ambiente é pesado. R
R: O ambiente é
Logo, Manuel barafusta e Pedro não PQ
pesado.
sorri.

Premissa 1 Premissa 2 Conclusão

P Q R (P   Q) → R, R  P   Q

V V V F F V V F F
Há três circunstâncias (1.ª, 5.ª
V V F F F V F F F e 7.ª) em que ambas as
V F V V V V V V V premissas são verdadeiras e a
V F F V V F F V V conclusão é falsa. Logo, o
F V V F F V V F F argumento é inválido.
F V F F F V F F F
F F V F V V V F V
F F F F V V F F V
Modus ponens: Exemplo Formalização
Algumas afirmação do
formas de antecedente na
segunda premissa Se está sol, então vou à praia. P→Q
inferência e do Está sol. P
válida consequente na Logo, vou à praia. Q
conclusão.

Modus tollens: Exemplo Formalização


negação do
consequente na Se está sol, então vou à praia. P→Q
segunda premissa Não vou à praia. Q
e do antecedente Logo, não está sol. P
na conclusão.

Exemplo Formalização

Se Deus existe, então o mundo é finito.


P→Q
Logo, se o mundo não é finito, então
Q→P
Deus não existe.
Contraposição
Exemplo Formalização
Se o mundo não é finito, então Deus não
existe. Q→P
Logo, se Deus existe, então o mundo é P→Q
finito.
Exemplo Formalização

Canto ou estou alegre. PQ


Silogismo
Não canto. P
disjuntivo
Logo, estou alegre. Q
(disjunção
inclusiva) ou Exemplo Formalização
modus tollendo
ponens Canto ou estou alegre. PQ
Não estou alegre. Q
Logo, canto. P

Exemplo Formalização
Se viajar, então aprendo novas coisas.
Silogismo Se aprendo novas coisas, então torno- P→Q
hipotético me melhor pessoa. Q→R
Logo, se viajar, então torno-me melhor P→R
pessoa.
Exemplo Formalização
Leis de De
Morgan:
indicam-nos Não é verdade que sou injusto e cruel.  (P  Q)
Logo, não sou injusto ou não sou cruel. PQ
que de uma Negação
conjunção da
conjunção Exemplo Formalização
negativa
podemos Não sou injusto ou não sou cruel.
inferir uma PQ
Logo, não é verdade que sou injusto e
  (P  Q)
disjunção cruel.
de
negações, e Exemplo Formalização
que de uma
disjunção Não é verdade que há sol ou chuva.  (P  Q)
negativa Logo, não há sol e não há chuva. PQ
Negação
podemos da
inferir uma disjunção Exemplo Formalização
conjunção
Não há sol e não há chuva.
de PQ
Logo, não é verdade que há sol ou
negações.   (P  Q)
chuva.
Exemplo Formalização

Não é verdade que eu não penso. P


Logo, eu penso.. P
Negação
dupla Exemplo Formalização

Eu penso. P
Logo, não é verdade que eu não penso. P
Variáveis de fórmula

Representam qualquer tipo de proposição (simples ou complexa). Usam-se as


letras iniciais do alfabeto: A, B, C, etc.
Exemplo Dicionário Formalização

Se tenho livros, então sou feliz e sábio. P: Tenho livros. P → (Q  R)


Não é verdade que sou feliz e sábio. Q: Sou feliz.  (Q  R)
Logo, não tenho livros. R: Sou sábio. P

Formalização

A→B
B
A
FORMAS DE INFERÊNCIA VÁLIDA

Modus ponens Modus tollens


A→B A→B
A B
B A
Silogismo disjuntivo Silogismo hipotético
AB AB A→B
A B B→C
B A A→C
Contraposição Leis de De Morgan

A→B B→A Nota: o  (A  B) AB


B→A A→B símbolo   AB   (A  B))
significa, no
presente
O
OU A→BB→A contexto, que  (A  B)   A   B
tanto se pode U
Negação dupla inferir
validamente  (A  B) AB
A A num como  AB   (A  B)
A A noutro
sentido. O
OU AA  (A  B)   A   B
U
PRINCIPAIS FALÁCIAS FORMAIS (FORMAS DE INFERÊNCIA INVÁLIDA)

Exemplo Formalização

Falácia da
afirmação do Se és meu amigo, então dizes-me sempre a verdade. P→Q
consequente Dizes-me sempre a verdade. Q
Logo, és meu amigo. P

Comete-se quando, a partir de uma proposição condicional, se afirma o consequente na


segunda premissa, concluindo-se com a afirmação do antecedente.

Exemplo Formalização

Falácia da
negação do Se és meu amigo, então dizes-me sempre a verdade. P→Q
antecedente Não és meu amigo. P
Logo, não me dizes sempre a verdade. Q

Comete-se quando, a partir de uma proposição condicional, se nega o antecedente na


segunda premissa, concluindo-se com a negação do consequente.

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