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AVALIAÇÃO

COGNITIVA,
COMPORTAMENTAL E
INTERPESSOAL
DA DEPRESSÃO
Retirado de “Treatment Plans and Interventions for Depression and
Anxiety Disorders”, de Robert L. Leahy e Stephen J. Holland.
Copyright 2000 por Robert L. Leahy e Stephen J. Holland.
  Nome do paciente:_______________________ Data:___/___/____

 Avaliação Cognitiva
 Descreva uma situação na qual se sente triste ou deprimido(a):
_________________________________________________________________
_

 Complete a frase seguinte:


“Eu sentia-me triste, porque estava a pensar…”:
_________________________________________________________________
_
“Isso incomodou-me, porque significa que …”:
_______________________________________________________________
 “Eu sentir-me-ia menos deprimido(a) se… ”:
_______________________________________________________________
Pensamentos Automáticos Típicos do/a Paciente:
 
Hipergeneralização:
 Abstracção Selectiva:
 Responsabilidade excessiva:
 Pressuposição de causalidade temporal:
 Desqualificação:
 Auto-Referências:
 Catastrofização:
 Pensamento dicotómico:
 
Crenças desadaptativas subjacentes do/a paciente:
_________________________________________________

Esquema negativo subjacente (especificar):


  
Eventos hipotéticos da infância ou de vida: ________
 
  Estratégias compensatórias: ____________________
 
  Estratégias de evitamento: ______________________
 
Avaliação comportamental
 Especifique exemplos de cada item que se aplique, indicando, se possível, a frequência,
duração, intensidade e os determinantes situacionais:
 Baixo nível de comportamento: _______________________________
 Afastamento dos outros: _____________________________________
 Ruminação: _______________________________________________
 Deficits de habilidades sociais: ________________________________
 Auto-reforço inadequado: ____________________________________
 Reforços inadequados no ambiente: _____________________________
 Exposição a situações adversas: ________________________________
 Desafios e novidades inadequadas: _____________________________
 Habilidades de resolução de problemas diminuídas: ________________
 Falta de recursos (por exemplo, financeiro):________________________
 Perda de actividades reforçadoras no passado: ____________________
Avaliação interpessoal
 Especifique exemplos de cada um dos itens que se apliquem:

 Discussões frequentes: _____________________


 Perda de uma relação: ____________________
 Perda de auto-afirmação: __________________
 Não reforçar as outras pessoas: _____________
 Ser punitivo para as outras pessoas: __________
 Reclamações frequentes: ____________________
 Rejeita o apoio de outros: ___________________
 Poucos contactos com os outros: ________________
 Aparência pouco cuidada ou inapropriada: ______
Revisão das
estratégias comportamentais
Retirado de “Treatment Plans and Interventions for
Depression and Anxiety Disorders”, de Robert L. Leahy e
Stephen J. Holland. Copyright 2000 por Robert L. Leahy e
Stephen J. Holland. Todos os direitos reservados.
Técnica Exemplo

Ajudar a pessoa a desenvolver objectivos comportamentais que


Identificar objectivos
ela gostasse de cumprir a curto prazo e a longo prazo.

Ajudar a pessoa a fazer uma lista de comportamentos positivos


Plano de recompensas que foram importantes no passado ou que ela gostaria de vir a
ter, bem como respectivos reforços positivos.

Ajudar a pessoa a planear actividades recompensadoras,


avaliando cada actividade em termos de prazer e sentimento de
Planear actividades
capacidade e competência, e depois monitorizar as actividades
actuais.

Encorajar a pessoa a programar para si própria comportamentos


Programar actividades de ou tarefas positivas cada vez mais exigentes e estimulantes.
acordo com o seu grau de Utilizar as agendas de actividades e de planeamento de
exigência actividades, dividir as metas mais exigentes em passos menores a
serem alcançados sucessivamente.

Ajudar a pessoa a aumentar a utilização de pensamentos


positivos relativamente a si própria e a identificar reforços
Auto-recompensa
tangíveis que possam ser associados a comportamentos
positivos.
Técnica Exemplo

Encorajar a pessoa a desenvolver estratégias de distracção e


Diminuir a ruminação e a
comportamentos activos de substituição da ruminação e da
auto-consciência excessiva
passividade.

Ajudar a pessoa a aumentar os comportamentos positivos e


recompensadores relativamente a outras pessoas, como
Treino de competências cumprimentar ou ser reforçador para outras pessoas; aumentar a
sociais segurança em contextos sociais; melhorar a higiene pessoal e a
aparência; promover comportamentos de proximidade; diminuir
as queixas e os comportamentos sociais negativos.
Ajudar a pessoa a aumentar uma assertividade positiva e
Treino de assertividade responsável – por exemplo, reforçar os outros, elogiar, fazer
pedidos ou manter uma postura assertiva em situações difíceis.
Ajudar a pessoa a reconhecer problemas, definir e identificar
Treino de resolução de
recursos, gerar soluções para os problemas, desenvolver planos
problemas
de acção e implementar soluções.
É importante que o terapeuta ajude o paciente a desenvolver
técnicas de distracção, conforme a sua preferência. A distracção é
importante para que o paciente pare os pensamentos ruminantes e
Técnicas de distracção
desenvolva novas actividades. Geralmente, o nível de stress reduz
consideravelmente quando se consegue ter um controlo maior
sobre a ruminação.
Técnicas cognitivas
Técnica Exemplo

Socializar o paciente/Fornecer racional

Estabelecer o contrato Perguntar directamente ao paciente sobre o compromisso


terapêutico que ele pretende ter com a terapia, tal como a vontade e a
disponibilidade que ele tem para vir regularmente à
terapia e de fazer o trabalho de casa.
Biblioterapia Indicar leituras, tais como informações para pacientes ou
livros sobre o tema.
Fornecer brochuras informativas
Indicar como os Exemplo: “Eu sinto-me ansioso (humor) porque eu
pensamentos geram acredito que eu vou falhar (pensamento) ”.
sentimentos

Distinguir pensamentos Exemplo: “Eu posso acreditar que está a chover lá fora,
de factos mas isso não significa que isso seja um facto. Eu preciso
de obter evidências – como ir lá fora – para ver se está a
chover realmente”.
Técnica Exemplo

Identificar e categorizar pensamentos automáticos disfuncionais

Identificar pensamentos Exemplos: “Eu acho que eu vou fracassar”, “Eu falho sempre”,
negativos que surgem “Fracassar é uma coisa terrível”, “Ele vai pensar que eu sou
espontaneamente e parecem louco”, “Não tenho objectivos na vida”.
plausíveis

Identificar as emoções que Exemplos: tristeza, ansiedade.


esses pensamentos provocam

Classificar o quanto acredita Exemplo: “Eu me sinto ansioso (80%) porque eu acho que eu
na veracidade dos vou fracassar (95%).
pensamentos, como também a
intensidade dos sentimentos.

Categorizar os pensamentos Exemplos: “Eu acho que vou fracassar” (Inferência arbirtrária),
automáticos “Eu falho sempre” (Pensamento dicotómico), “É terrível
fracassar” (Catastrofização)
Técnica Exemplo
Desafiar pensamentos automáticos disfuncionais
Fornecer psicoeducação Ex.: Dar informação sobre a segurança nos elevadores para um paciente com
fobia específica de elevadores.
Definição de termos (análise Ex.: Perguntar ao paciente como ele definiria “fracasso” e “sucesso”.
semântica)
Examinar a lógica dos O paciente pode fazer alguma observação concreta no mundo que confirma ou
pensamentos refuta os seus pensamentos?
O paciente não estará a ser precipitado nas conclusões que não seguem premissas
lógicas?
Ex.: “Eu sou um fracasso porque o exame me correu mal”.
Examinar os limites nas O paciente não está a chegar a conclusões sem informação suficiente? Ele não
informações do paciente está apenas à procura de evidências que confirmam as suas ideias, e não para
aquelas que as possam refutar?
Seta vertical descendente Perguntar “e o que significaria (o que aconteceria) se X ocorresse? O que
aconteceria depois?” “e se…?”
Dois pesos, uma medida Perguntar “aplicaria o mesmo pensamento (interpretação, padrão) para os outros,
como aplica para si próprio? Porquê? Por que não?
Desafiar a auto-crítica O paciente não está preso numa auto-critica circular por estar a ser auto-crítico
(ex.: “eu acho que sou um perdedor porque eu estou deprimido e estou deprimido
porque eu sou um perdedor”.)
Examinar as contradições O paciente tem pensamentos contraditórios (ex.: “Eu gostaria de conhecer
internas quantas pessoas fosse possível, mas eu nunca gostaria de ser rejeitado”)?
Técnica Exemplo
Reductio ad absurdum As implicações do pensamento do paciente são absurdas
ex.: “se eu estou solteiro, é porque deve ser impossível para
alguém conseguir amar-me; todas as pessoas casadas já foram
solteiras um dia; por isso, todas as pessoas casadas também não
podem ser amadas?”

Distinguir os Ex.: Indicar como ser reprovado em um exame é diferente de


comportamentos das reprovar como pessoa.
pessoas
Desafiar a reificação Nas auto-críticas, o paciente não estará a tornar “real”, algo que é
abstracto e impossível de se observar (ex.: menos valor)? O
paciente não pode mudar essas reificações para “preferências”
(ex.: eu prefiro que os exames me corram bem”).

Examinar a variabilidade e Ajudar o paciente a examinar a evidência para que o seu


graus do comportamento comportamento varia ao longo do tempo, situações e pessoas, e
que ele acontece em graus que variam num continuum (e não em
termos de tudo ou nada).
Técnica Exemplo

Pesar os prós e contras de Exemplo de um pensamento: “Eu vou ser rejeitado”:


uma evidência Evidências a favor: “eu estou ansioso”, “algumas vezes, as
pessoas não gostam de mim”.
Evidências contra: “Eu sou uma pessoa honesta”, algumas
pessoas gostam de mim”, “não tem nada de mal em dizer olá às
pessoas”, “as pessoas estão aqui na festa para conhecer outras
pessoas”.
A favor: 25%
Contra: 75%
Conclusão: “Eu não tenho muitas evidências convincentes de que
eu vou ser rejeitado. Quem não arrisca, não petisca”.

Examinar a qualidade da A evidência do paciente resistiria à avaliação de outras pessoas?


evidência O paciente está a utilizar a Catastrofização para apoiar os seus
argumentos?

Manter um registo diário Pedir ao paciente que mantenha um diário dos comportamentos
ou eventos que confirmam ou refutam um pensamento.

Fazer uma sondagem da Pedir ao paciente que faça uma sondagem com os outros para
opinião dos outros verificar se suas opiniões confirmam ou não o seu pensamento.
Técnica Exemplo

Análise de custo e Exemplo de pensamento: “eu preciso da aprovação das pessoas”.


benefício Custos: “Esse pensamento deixa-me tímido e ansioso em relação às
pessoas e diminui a minha auto-estima.
Benefícios: Talvez eu tente mais empenhadamente conseguir a
aprovação das pessoas”
Custos: 85%. Benefícios: 15%.

Interpretações Exemplo: perguntar ao paciente, “se alguém não gostar de si, pode ser
alternativas porque vocês são pessoas diferentes? Ou talvez a outra pessoa está de
mau humor hoje, ou seja tímida, ou envolvida com outra pessoa? Ou
pode ser que muitas outras pessoas que podem gostar de si, de facto
gostam?”.
Negação dos problemas O paciente já listou todas as razões pelas quais a situação actual não é
um problema, ao invés de todas as razões para que seja um problema.

Advogado de defesa Dizer ao paciente: “Imagine que você tenha se contratado como
advogado para se defender. Escreva os principais argumentos que tem
a favor de si mesmo, ainda que não acredite neles.

Técnica do continuum Peça ao paciente para localizar a situação em um continuum de 100


de resultados negativos e avaliar o que seria melhor e pior nesse
evento.
Técnica Exemplo

Técnica da tarte Pedir ao paciente que faça uma gráfico de tarte e divida a
responsabilidade pela situação ou evento.

Investigar os factores Existem outras causas para a situação que deveriam ser levadas em
atenuantes, reatribuição. consideração (ex.: provocação, coacção, falta de conhecimento ou
preparação sobre o assunto, falta de vontade, falha dos outros,
dificuldade da tarefa ou falta de clareza nas instruções)? Em caso
afirmativo, o paciente pode reatribuir alguma da responsabilidade
pela situação para outras causas?

Externalizar os dois Assuma o lado dos contras de um pensamento, enquanto o paciente


lados de um pensamento assume o lado dos prós e faça uma representação (ex.: “você vai
através de role play fracassar no exame” ao que o paciente responde: “não há evidências
para que eu fracasse”, ….

Aja “como se” Primeiro em role play e depois em situações reais, peça ao paciente
para agir como se ele não acreditasse no pensamento negativo.

Desafiar o pensamento Exemplo: pergunte ao paciente, “se você acredita que ninguém irá
absolutista gostar de si, é possível que ninguém no mundo de facto goste mesmo
de si?”
Técnica Exemplo
Estabelecer um ponto Se o paciente sempre se compara com o melhor, como seria se ele se
zero para as comparasse com o pior possível? E se ele se comparar com a média
comparações, das pessoas?
despolarizar as
comparações

Reenquadramento Há uma maneira melhor de interpretar o comportamento do paciente


positivo (achar aspectos ou a situação (ex.: ao invés de dizer “eu realmente fui mal no exame”,
positivos nos negativos) não poderia dizer “ainda bem que já fiz este exame!”)?

Descatastrofizar Pergunte ao paciente: “porque é que reprovar no exame seria tão


horrível? Nunca ninguém reprovou antes? Tem solução? Qual?”.

Examinar a “fantasia Pergunte ao paciente, “Imagine o pior resultado possível para X. Como
amedrontadora” lidaria com isso? Quais os comportamentos que poderia controlar se
realmente acontecesse?”

Antecipando reacções Pergunte ao paciente, “como se sentiria se X acontecesse durante 2


futuras dias, uma semana, um mês, ou um ano, de agora em diante”.
Técnica Exemplo
Examinar predições O paciente fez predições no passado que geralmente não se
antigas, a incapacidade de tornaram realidade? Essas predições eram disfuncionais e erradas?
se aprender com essas Essas predições tornaram-se profecias auto-realizadas (isto é, o
predições falsas e as paciente agiu como se elas fossem verdade e de facto acabaram por
profecias auto-realizadas. se realizar)

Testar predições Peça ao paciente para fazer uma lista de predições específicas para a
próxima semana e mantenha a atenção nesses resultados.

Examinar preocupações O paciente preocupou-se com coisas no passado que actualmente


passadas não são mais foco de preocupação? Se sim, peça que ele liste tantas
dessas preocupações quanto forem possível e pergunte, porque é que
essas preocupações não são mais importantes para mim?

Distinguir possibilidade Exemplo: pergunte ao paciente: “pode ser possível que tenha um
de probabilidade ataque do coração se estiver ansioso, mas qual é a probabilidade
disso acontecer?”

Calcular a probabilidade Peça ao paciente que multiplique as probabilidades de uma


sequencial sequência de eventos negativos previstos.
Técnica Exemplo
Lutar contra a Pergunte ao paciente: “só porque X aconteceu no passado, isso
hipergeneralização significa que vai inevitavelmente acontecer de novo?”
Desafiar a necessidade de Diga ao paciente: “você não consegue ter certeza num mundo que é
certeza incerto. Se continuar a tentar eliminar as possibilidades de resultados
negativos, não conseguirá agir”.
Advogar a aceitação Sugerir ao paciente: “ao invés de tentar controlar e mudar tudo, talvez
existam algumas coisas que pode aprender a aceitar e tirar o melhor
proveito possível. Por exemplo, talvez você não precise ser perfeito
no seu emprego, mas talvez você possa aprender a apreciar o que
você pode fazer.
Usar “ponto e contraponto” Para os pensamentos difíceis, que são resistentes às outras técnicas,
com os pensamentos difíceis faça um role play de ponto e contraponto.
Reavaliar o pensamento e Exemplo: “Eu sinto-me ansioso (15%) porque eu acredito que eu vou
emoções negativas originais, a fracassar (20%).
crença na veracidade do
pensamento e intensidade da
emoção
Desenvolver uma resposta Exemplo: “Não há muita evidência de facto de que eu vou fracassar,
racional para um pensamento por isso não há razões para eu pensar que eu vou falhar, e nenhuma
(um pensamento novo, mais razão real para que eu fique tão ansioso.”
realista e mais adaptado)
Técnica Exemplo

Identificar crenças e esquemas disfuncionais


Crenças
Determinar o conteúdo do Exemplos: “Eu tenho que ter sucesso em tudo o que faço”, “se as
“livro de regras” do paciente pessoas não gostam de mim, isso significa que há algo de errado
(os “tenho que”, “devo”, “se comigo”, “eu tenho que ter a aprovação de toda a gente”.
– então”) que subjazem os
pensamentos automáticos
negativos.
Técnica Exemplo
Esquemas
Identificar as visões negativas e Exemplos: “Eu sou incompetente”, “Eu não sou bom”, “eu
disfuncionais de si próprio e dos devo ser admirado”, “os outros vão me rejeitar”, “os outros são
outros que subjazem os todo-poderosos”, “os outros têm que me admirar”.
pensamentos automáticos
distorcidos e as crenças
desadaptadas.
Explicar o processamento Indicar como os esquemas disfuncionais são formados e como
esquemático eles sistematicamente enviesam o modo como os eventos são
percebidos e respondidos.

Identificar estratégias usadas Ajudar o paciente a determinar o quanto ele evita desafiar o
para evitar ou para compensar esquema (ex.: “Se você acha que é impossível as pessoas o
os esquemas amarem, então evita envolver-se com as pessoas?”); ou
compensa para manter o esquema (ex.: “Se você acredita que é
inferior aos outros, você tenta ser perfeito para superar a sua
‘inferioridade’?).
Técnica Exemplo
Desafiar as crenças e esquemas disfuncionais
Crenças
Usar técnicas para desafiar Veja acima.
os pensamentos
automáticos disfuncionais
Avaliar os padrões do Pergunte ao paciente: “Será que tem expectativas irrealistas para si
paciente mesmo? Os seus padrões estão alto demais? Baixos demais? Vagos
demais? Os seus padrões estão a dar espaço para uma curva de
aprendizagem?”
Examinar o sistema de Pergunte ao paciente: “qual é a sua hierarquia de valores? Por
valores do paciente exemplo, coloca o sucesso acima de qualquer outra coisa? Tenta
conseguir tudo ao mesmo tempo?”
Avaliar os padrões sociais Pergunte ao paciente: “Está a tentar com todas as forças atingir os
padrões da sociedade – por exemplo, beleza e magreza, para as
mulheres, ou poder e status, para os homens? Se não atingir esses
padrões, acha que isso o torna uma pessoa má ou sem valor?
Distinguir progresso de Ajude o paciente a examinar as vantagens de tentar sempre
perfeição melhorar, ao invés de tentar ser perfeito.
Técnica Exemplo

Desafiar a idealização dos outros Pedir ao paciente que tente listar todas as pessoas que ele
conhece que são completamente perfeitas. Como é improvável
que haja alguma, o que isso significa para o cliente sobre o
facto dele conseguir atingir a perfeição? Ou então peça ao
paciente que pergunte a uma pessoa que ele admira se ele ou
ela já cometeu algum erro ou teve algum problema. Considere
como que a resposta dessa pessoa implica sobre a idealização
dos outros e auto-depreciação do paciente.

Advogue em prol da flexibilidade Ajude o paciente a examinar as vantagens de ser mais flexível
adaptativa nos seus padrões e comportamentos.

Tomar emprestado a perspectiva Pergunte ao paciente: “Ao invés de ficar refém do seu modo de
de outras pessoas reagir, tente pensar em alguém que você conheça e que acredite
ser altamente adaptado. Como essa pessoa pensaria e agiria
nessas circunstâncias?”
Técnica Exemplo

Enfatizar a curiosidade, o desafio Exemplo: Sugira ao paciente: “Se você for mal em um exame,
e crescimento ao invés da trabalhe mais em como você pode desenvolver a curiosidade
perfeição sobre essa matéria ou se sentir desafiado para melhorar no
futuro, ao invés de focar em sua nota como a medida final do
seu valor”.

Reexaminar as crenças Exemplo de crenças mais adaptadas: “Eu tenho valor


desadaptadas e substituir por independente do que os outros pensam de mim”.
novas crenças, mais adaptadas Custos: “Talvez eu fique orgulhoso e aliene as pessoas”.
Benefícios: “Aumento da auto-confiança, menos timidez,
menos dependência dos outros, mais assertividade”.
Custos: 5%. Benefícios: 95%.
Conclusão: “Esse nova crença é melhor do que aquela que eu
tenho e uso para que as pessoas gostem de mim, para que
assim eu goste de mim.”
Técnica Exemplo
Esquemas
Usar técnicas para desafiar Veja acima.
os pensamentos
automáticos distorcidos e as
crenças desadaptativos.
Activar memórias antigas Pergunte ao paciente: “Quem lhe ensinou a pensar nessa formal?
para identificar a fonte dos Foram os seus pais? Professores? Amigos? Você acha que os
esquemas ensinamentos deles foi válido?
Desafiar as fontes dos Peça ao paciente fazer um Role Play de si mesmo desafiando a fonte
esquemas através de Role do esquema e argumentando vigorosamente contra essa pessoa.
Play
Reestruturação imagética: Peça ao paciente para se imaginar a voltar atrás no tempo e a
reescrevendo os guiões de confrontar a fonte de um esquema. Ou então peça ao paciente que
vida reveja os seu guião de vida negativos, para que tenha um resultado
positivo (ex.: para uma imagem negativa enquanto criança de estar a
ser humilhado, peça ao paciente que escreva um guião em que ele
rejeita ou critica a pessoa responsável pela humilhação).
Escrever cartas para a fonte Peça ao paciente que escreva cartas para a fonte do esquema (que
dos esquemas negativos. não precisa ser enviada), expressando a sua raiva ou frustração.
Técnica Exemplo
Esquemas

Imagem e emoção Peça ao paciente para fechar os olhos, evocar um sentimento negativo
(e.g. solidão) e depois associar uma imagem com essa emoção. Peça
ao paciente que complete a frase: “Essa imagem me incomoda porque
ela me faz pensar em…”

Confrontar a imagem Ajude o paciente a desenvolver uma imagem de si mesmo enfrentando


competentemente uma pessoa ou uma situação ameaçadora.
Minimizar a imagem Ajude o paciente a desenvolver uma imagem da pessoa ou coisa
assustadora temida como sendo muito menor e mais fraca que o paciente, ao invés
de maior e mais forte.

Dessensibilizar as imagens Peça ao paciente que se submeta a exposição repetida a uma imagem
ou situação, para diminuir a sua capacidade para suscitaro medo,
associando com relaxamento.

“Declarações de Direito” Ajude o paciente a compor uma “Declaração de Direito” (ex. o direito
de cometer erros, de ser humano, etc.)
Reavaliar os esquemas Ex. “Eu sou competente” e “os outros são apenas humanos”, ao invés
originais e desenvolver de “Eu sou incompetente” e “os outros são poderosos”.
esquemas novos mais
adaptados
Técnica Exemplo

Resolução de problemas e auto-controle


Identificar o problema Há um problema que precisa ser resolvido? Por exemplo, se o
paciente vai mal num exame, talvez seja precise de estudar mais.
Aceitar o problema Ajude o paciente a aceitar a existência do problema e começar a
trabalhar visando a sua solução, ao invés de ser auto-crítico e
catastrofizar.
Examinar a meta, gerar Qual é a meta do paciente na situação? Se uma meta não funcionou,
metas alternativas o paciente pode modificar a meta ou gerar metas alternativas (ex.
substituir o “ser amados por todos” por “encontrar pessoas novas”
ou “aprender como eu posso fazer bem alguma coisa”)?
Passos anti-procrastinação Guiar o paciente através de uma série de passos para minimizar a
procrastinação (especificar uma meta, dividir essa meta em passos
menores, examinar os custos e benefícios do primeiro passo em
detrimento de um outro passo alternativo, agendar um horário, um
local e a duração da actividade, fazer um Role Play da resistência
que pode acontecer no início da actividade, e, finalmente, iniciar a
actividade.)
Auto-correção Encorajar o paciente a aprender de cada erro ao invés de começar a
auto-criticar-se.
Técnica Exemplo
Desenvolver afirmações auto- Peça ao paciente para desenvolver auto-instruções para usar em
instrutivas, criar um “cartão de momentos de dificuldades (ex.: “Não me preocupo com a activação
confrontação” da ansiedade. É só activação. Não é perigosa. Eu não estou a ficar
louco. Eu posso tolerá-la.”). Coloque essas afirmações em
lembretes, em um “cartão de confrontação” ao qual o paciente pode
recorrer facilmente.
Adiar uma decisão Para um paciente impulsivo, pode ser útil adiar tomar uma decisão
por um momento, até uma certa quantidade de tempo ter passado,
ou até o paciente ter tido duas noites de sono, por exemplo.
Pesquisar com os amigos Para reduzir a compulsão, pode-se pedir ao paciente para fazer uma
sondagem com cinco amigos, sobre o que eles acham da ideia ou da
acção desejada.
Antecipar os problemas Peça ao paciente que liste os tipos de problemas que ele pode vir a
encontrar e que desenvolva respostas racionais para esses.
Inoculação Junto com o paciente, faça um role play dos piores pensamentos
negativos e problemas que podem aparecer, e pedir ao paciente que
indique como ele os enfrentaria.
Afirmações de auto-reforço Encoraje o paciente a listar os pensamentos positivos sobre si
mesmo depois de fazer algo positivo.
Revisão de soluções de problemas Peça ao paciente que reveja problemas passados e as soluções que
ele utilizou para esses problemas.

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