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Projeto Integrador II

Aula 3 – Transtornos do neurodesenvolvimento:


Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Professora. Ms. Priscila Salles Figueira
RECAPITULANDO...
O que são os
transtornos do
neurodesenvolvimento?

"São transtornos que


tipicamente se manifestam
cedo, sendo caracterizados por
déficit no desenvolvimento que
acarretam prejuízos no
funcionamento pessoal, social,
acadêmico ou profissional. Esses
déficits podem variar desde
limitações muito específicas na
aprendizagem ou no controle de
funções executivas até prejuízos
globais em habilidade sociais ou
inteligência.” (DSM-V)
QUAIS SÃO OS TRANSTORNOS
DO NEURODESENVOLVIMENTO,
SEGUNDO O DSM-V?

• Deficiência Intelectual;
• Transtornos da Comunicação (linguagem, fala e comunicação);
• Transtorno do Espectro Autista;
• Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade;
• Transtorno específico da Aprendizagem;
• Transtornos motores.
TRANSTORNO DE DÉFICIT DE
ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE - TDAH

DEFINIÇÃO PREVALÊNCIA

• Se caracteriza por sintomas • Levantamentos populacionais


marcantes de: sugerem que o TDAH ocorre na
maioria das culturas em cerca de
1. Desatenção; 5% das crianças e 2,5% dos
2. Hiperatividade e adultos.
3. Impulsividade.
• O TDAH é o transtorno mais
O TDAH tem uma apresentação comum entre os transtornos
clínica bastante heterogênea. psiquiátricos de início na
infância.
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS – DSM V

A. Um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade


que interfere no funcionamento e no desenvolvimento, conforme
caracterizado por: (1) Desatenção; (2) Hiperatividade e Impulsividade.

OBS. No DSM V são explicados os comportamentos considerados como desatenção


ou Hiperatividade/Impulsividade

B. Vários sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividade estavam


presentes antes dos 12 anos de idade.

C. Vários sintomas de desatenção ou hiperatividade-impulsividade estão


presentes em dois ou mais ambientes (p. ex., em casa, na escola, no
trabalho; com amigos ou parentes; em outras atividades).

D. Há evidências claras de que os sintomas interferem no funcionamento


social, acadêmico ou profissional ou de que reduzem sua qualidade.

E. Os sintomas não ocorrem exclusivamente durante o curso de


esquizofrenia ou outro transtorno psicótico e não são mais bem
explicados por outro transtorno mental.
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS – DSM V

No DSM V, são definidos subtipos do TDAH:

1. Apresentação combinada: Se tanto o Critério A1 (desatenção) quanto


o Critério A2 (hiperatividade-impulsividade) são preenchidos nos últimos
6 meses.

2. Apresentação predominantemente desatenta: Se o Critério A1


(desatenção) é preenchido, mas o Critério A2 (hiperatividade-
impulsividade) não é preenchido nos últimos 6 meses.

3. Apresentação predominantemente hiperativa/impulsiva: Se o


Critério A2 (hiperatividade-impulsividade) é preenchido, e o Critério A1
(desatenção) não é preenchido nos últimos 6 meses.
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS – DSM V

Além disso, pede-se para especificar se o TDAH se apresenta:

1. Em remissão parcial: Quando todos os critérios foram preenchidos no


passado, nem todos os critérios foram preenchidos nos últimos 6 meses,
e os sintomas ainda resultam em prejuízo no funcionamento social,
acadêmico ou profissional.

2. Em nível de gravidade:

a) Leve: Poucos sintomas, se algum, estão presentes além daqueles


necessários para fazer o diagnóstico, e os sintomas resultam em não
mais do que pequenos prejuízos no funcionamento social ou profissional.
b) Moderada: Sintomas ou prejuízo funcional entre “leve” e “grave” estão
presentes
c) Grave: Muitos sintomas além daqueles necessários para fazer o
diagnóstico estão presentes, ou vários sintomas particularmente graves
estão presentes, ou os sintomas podem resultar em prejuízo acentuado
no funcionamento social ou profissional.
CARACTERÍSTICAS
SINTOMÁTICAS - TDAH

• Um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade que


interfere no funcionamento ou no desenvolvimento.

Não é porque a pessoa é um pouco desatenta ou mais agitada que vai ser diagnosticada com
TDAH! Tem que influenciar na funcionalidade e na rotina!

Importante observar também a quantidade de critérios apontadas no DSM V que se encaixam com
os comportamentos dessa pessoa.

HIPERATIVIDADE/
DESATENÇÃO
E/OU IMPULSIVIDADE
TDAH – CARACTERÍSTICAS
DIAGNÓSTICAS
• Na infância:

Desatenção: A desatenção manifesta-se comportamentalmente no TDAH


como divagação em tarefas, falta de persistência, dificuldade de manter o
foco e desorganização - e não constitui consequência de desafio ou falta de
compreensão.

Hiperatividade/Impulsividade: atividade motora excessiva (como uma criança


que corre por tudo) quando não apropriado ou remexer, batucar ou conversar
em excesso.
TDAH – CARACTERÍSTICAS
DIAGNÓSTICAS
• Na vida adulta:

Desatenção: em tarefas, falta de persistência, dificuldade de manter o foco e


desorganização - e não constitui consequência de desafio ou falta de compreensão
(semelhante aos sintomas na infância).

Já as caraterísticas de Hiperatividade e Impulsividade são observadas separadamente


em adultos.

Hiperatividade: pode se manifestar como inquietude extrema ou esgotamento dos


outros com sua atividade.

Impulsividade: Ações precipitadas que ocorrem no momento sem premeditação e com


elevado potencial para dano à pessoa (p. ex., atravessar uma rua sem olhar).
Comportamentos impulsivos podem se manifestar com intromissão social (p. ex.,
interromper os outros em excesso) e/ou tomada de decisões importantes sem
considerações acerca das consequências no longo prazo (p. ex., assumir um emprego
sem informações adequadas).
TDAH – CARACTERÍSTICAS
DIAGNÓSTICAS
Características que apoiam o diagnóstico:

• Baixa tolerância a frustração, irritabilidade ou labilidade do humor


(problemas de comportamento).

• Mesmo na ausência de um transtorno específico da aprendizagem, o


desempenho acadêmico ou profissional costuma estar prejudicado.

OBS. Atrasos leves no desenvolvimento linguístico, motor ou social não são específicos
do TDAH, mas ocorrem com frequência em casos de comorbidades com outros
transtornos.
TDAH – QUESTÕES
IMPORTANTES
• A exigência de que vários sintomas estejam presentes antes dos 12
anos de idade exprime a importância de uma apresentação clínica
substancial durante a infância.

• As lembranças dos adultos sobre sintomas na infância tendem a não ser


confiáveis, sendo benéfico obter informações complementares.

MUITO IMPORTANTE

OBS: O TDAH não pode ser diagnosticado antes dos 6 anos de idade, pois os
mecanismos neurobiológicos da atenção/controle atencional ainda não estão
firmados antes dessa idade! Porém nada impede que haja intervenção
precoce (mesmo sem diagnóstico) voltada para o manejo de impulsos e para
o estímulo da função de foco atencional.
E-mail para contato:

priscila.figueira@ftc.edu.br

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