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Máquinas Hidráulicas

2020.2

Prof. MSc. Vítor Emmanuel Andrade


Apresentação
Professor Vítor Emmanuel Andrade
Líder de TCC – Engenharia de Produção

Engenheiro de Produção-química
Mestre em Engenharia Industrial - Detecção de Falhas em Sistemas Industriais
através de IA
Consultor Sebrae - Gestão Financeira
7 anos de experiência em gestão da educação
16 anos de experiência em engenharia e gestão

Foco de estudo:
- Inteligência Artificial em Sistemas
- Mercado Financeiro

https://linktr.ee/vitor.a
vitor.eandrade@professores.area1.edu.br ndrade
Conteúdo
1. Máquinas de fluxo e seus princípios: estudos dos escoamentos internos, avaliação do número de Reynolds,
escoamentos laminares e turbulentos, cálculo de comprimentos de entrada e desenvolvimento de escoamentos.
2. Caracterização de máquinas de fluxo: classificação das máquinas de fluxo, máquinas para realizar trabalho
sobre um fluido e máquinas para extrair trabalho de um fluido, equação de Euler para turbomáquinas.
3. Fundamentos de hidrodinâmica e classificação de bombas: equação da continuidade, parâmetros de
funcionamento, pressão absoluta e pressão relativa, fluidos de trabalho, bombas de deslocamento positivo e
turbobombas.
4. Potência e Rendimento: Alturas estáticas e dinâmicas cálculo e avaliação das potências motriz, de elevação e
útil, cálculo e avaliação dos rendimentos mecânicos, hidráulicos e total e velocidades nas linhas de recalque e de
aspiração.
5. Perda de carga em instalações: viscosidade, número de Reynolds para avaliação de perdas de carga,
rugosidade em encanamentos, perdas de carga em encanamentos, fator de atrito e diagrama de Moody e Rouse.
6. Cálculo e avaliação das perdas de carga em instalações: formulações empíricas, Flamant, Strickler, Williams-
Hasen, Fair Whipple Hsiao, perdas de carga principais, secundárias e acidentais, diagrama das velocidades.
7. Curvas de dimensionamento de bombas: variação de vazão, altura de carga e rendimento com o número de
rotações, congruência das curvas de descarga e altura de elevação, curvas de igual rendimento, curvas reais.
Conteúdo
8. Associação de bombas centrífugas: regulagem de bombas atuando no registro, regulagem pela variação de
velocidade, associação de bombas em série, associação de bombas em paralelo e instalações série-paralelo.
9. Cavitação e NPSH: fundamentos de cavitação, precauções a tomar para evitar que ocorra cavitação em
bombas radiais e axiais, Net Positive Suction Head (NPSH) requerido e disponível, curvas de NPSH, fator de
cavitação.
10. Bombas de deslocamento positivo: generalidades, classificação, bombas de palhetas, pistão radial, guia
flexível, parafuso, engrenagens e lóbulos, funcionamento e grandezas características, emprego das bombas
rotativas.
11. Turbinas hidráulicas: introdução à instalações hidroelétricas, princípio de operação e classificação das
turbinas hidráulicas, principais modelos, rendimento e faixa de aplicação de turbinas hidráulicas.
12. Turbinas hidráulicas: estudo da velocidade específica aplicada a turbinas hidráulicas, características de
algumas turbinas instaladas no Brasil e dados para o dimensionamento e projeto de turbinas hidráulicas.
13. Turbinas a vapor: classificações de turbinas a vapor em relação a base da turbina, atuação do vapor e
condições do vapor de escape, ação do vapor na turbina, escalonamento de velocidade e escalonamento de
pressão.
14. Turbinas a vapor: Princípios de termodinâmica aplicados no estudo de turbinas a vapor, sistemas e
componentes integrantes de turbinas a vapor, manutenção de turbinas a vapor, painéis de seleção de turbinas.
Referências
- MACINTYRE, Archibald Joseph. Bombas e instalações
de bombeamento. Rio de Janeiro: LTC, 1997.
- SOUZA, Zulcy de. Projeto de máquinas de fluxo:
tomo I, base teórica e experimental. Rio de Janeiro:
Interciência, 2011.
Avisos

Google Classroom
Material e Atividades

hxgkldm
https://t.me/ProfVitor
Metodologia Avaliação
• Presença (Qualitativo)
• AV1 – Processual (Exercícios/Atividades)
• AV2 - 80% Prova/ 20% Atividades
• AV3
Média >= 6,0
Atividades:
- Exercícios no final da aula para a próxima aula
CAP.1 INTRODUÇÃO ÀS MÁQUINAS HIDRÁULICAS

Definição

-MÁQUINA: É um transformador de energia (absorve energia em uma forma


e restitui em outra).

-MÁQUINA HIDRÁULICA: É uma máquina através da qual escoa água, e


que tem a finalidade de trocar energia hidráulica, do escoamento, em
energia mecânica, fornecida ou cedida por outra máquina.
O escoamento flui continuamente e opera transformações do tipo:

Emecânica ⇔ Ecinética ⇔ Epressão


A água é conduzida através do rotor transferindo energia
para ele, que é a faz girar transmitindo potência através do
eixo para uma máquina externa.

-BOMBA HIDRÁULICA: máquina hidráulica que recebe


energia de outra máquina (ex: motor).

-MÁQUINA HIDRÁULICA MOTRIZ OU TURBINA: máquina


hidráulica que fornece energia mecânica para ser
transformada.
CLASSIFICAÇÃO DAS MÁQUINAS
- MÁQUINAS DE FLUIDOS
- MÁQUINAS ELÉTRICAS
-MÁQUINAS FERRAMENTAS
--MÁQUINAS DE FLUIDOS: são aquelas que promovem um intercâmbio
entre a energia do fluido e a energia mecânica.
- MÁQUINAS HIDRÁULICAS - fluido utilizado para promover o
intercâmbio de energia não varia sensivelmente de peso específico (γ)
ao passar pela máquina (escoamento incompressível).
- MÁQUINAS TÉRMICAS - fluido utilizado para promover o intercâmbio
de energia varia sensivelmente de peso específico (γ) ao passar pela
máquina.
- MOTORAS
-GERADORAS

MÁQUINA HIDRÁULICA MOTORA -transforma energia


hidráulica em energia mecânica (Ex: Turbinas
Hidráulicas e Rodas d’água).

MÁQUINA HIDRÁULICA GERADORA - transforma


energia mecânica em energia hidráulica (Ex: Bombas
Hidráulicas e Ventiladores)
2. Conceito geral das Máquinas
Hidráulicas
Sistema hidrodinâmico rotativo de uma bomba hidráulica
de fluxo
energia de pressão Energia cinética Energia
potencial
3. Bombas Hidráulicas

•Máquina através da qual escoa água


•Recebe energia mecânica fornecida por outra máquina e a transforma
em energia hidráulica

Emecânica ⇒ Ecinética ⇒ Ehidráulica

•Comunica ao fluido um acréscimo de energia com a finalidade de


transportá-lo de uma posição de menor energia potencial para outra
de maior energia potencial
3.1. Tipos de Bombas Hidráulicas

•As bombas hidráulicas são classificadas de acordo com o mecanismo de


transferência de energia em:

-BOMBAS DE DESLOCAMENTO POSITIVO OU ALTERNATIVAS


-BOMBAS HIDRODINÂMICAS OU TURBO-BOMBAS
-BOMBAS ESPECIAIS

•A transferência de energia pode se dar por:

E mecânica ⇒ E cinética ⇒ E pressão

Emecânica ⇒ Epressão
BOMBAS ESPECIAIS
•Geralmente devem ser fabricadas com materiais especiais para cada tipo de
aplicação;
•Exemplo: bomba peristáltica
•Aplicação da bomba peristáltica: dosadores de substâncias químicas que não
podem entrar em contato com metais ou lubrificantes usados nas bombas.

O tubo flexível é amassado progressivamente pelo rolete, a


pressão aumenta e empurra o fluido no tubo.
BOMBAS DE DESLOCAMENTO POSITIVO

•O escoamento do fluido é causado pelo aumento de pressão comunicado pela bomba através de
elementos com movimento alternativo ou rotativo.
•Exemplos de BOMBAS ALTERNATIVAS: bombas de pistão, ou êmbolo, e bombas de
diafragma.

•Exemplos de BOMBAS ROTATIVAS: A denominação genérica Bomba Rotativa designa uma


série de bombas volumétricas comandadas por um movimento de rotação, daí a origem do nome.
As bombas rotativas podem ser de Engrenagens, Lóbulos ou Palheta.

•Aplicação das bombas de deslocamento positivo: casos onde é necessário uma vazão constante
independente de variação da carga sobre a bomba, e também quando o volume deve ser medido
com precisão já que a vazão produzida pela bomba é função apenas da sua rotação.
BOMBAS ALTERNATIVAS
Nas bombas de êmbolo, o órgão que produz o movimento do
fluido é um pistão que, em movimentos alternativos aspira e
expulsa o fluido bombeado.
BOMBAS ROTATIVAS
BOMBAS ROTATIVAS
BOMBAS ROTATIVAS
BOMBAS HIDRODINÂMICAS
•Conhecidas também como Bombas Hidráulicas de Fluxo
•Transfere quantidade de movimento para o líquido através da
aceleração provocada por um elemento rotativo dotado de pás
denominado rotor.
PRINCIPAIS COMPONENTES DE UMA BOMBA RADIAL
CENTRÍFUGA
Esquema do sistema hidrodinâmico fixo de uma bomba hidráulica
⋅ ROTOR
⋅ ÓRGÃO MÓVEL QUE FORNECE ENERGIA AO FLUIDO
⋅ DIFUSOR
⋅ CANAL DE SEÇÃO CRESCENTE QUE RECEBE O FLUIDO VINDO DO ROTOR E O
ENCAMINHA À TUBULAÇÃO DE RECALQUE.
⋅ SEÇÃO CRESCENTE NO SENTIDO DO ESCOAMENTO
43.2-Sistema Auxiliar (AS)
É composto por elementos necessários, mas não ligados, ao funcionamento da máquina.
São os:
-Sistema de vedação: impede a fuga da água pelos interstícios entre a caixa e o rotor ou o eixo. O vazamento
não deve ser totalmente eliminado, pois a água também age como lubrificante a sua falta pode levar ao
desgaste prematuro do vedante..
-Sistema de lubrificação.
Sistema de vedação por gaxeta
As bombas são equipamentos mecânicos que fornecem energia
mecânica a um fluido incompressível.

No caso de fluidos compressíveis são denominados


compressores e ventiladores.
Classificação das bombas

Dividem-se em 2 grandes grupos de acordo a forma


como a energia é fornecida ao fluido.
Bombas cinéticas (centrífugas)
Bombas de deslocamento positivo
Bombas centrífugas:

A energia é fornecida continuamente ao fluido por um rotor,


que gira a alta velocidade aumentando a energia cinética que
depois é transformada em energia de pressão.
Princípio de funcionamento
Carcaça Descarga
O líquido é succionado pela ação
Voluta de um impulsor que gira
Sucção rapidamente dentro da carcaça.
Pás O movimento produz uma zona
Rotor
de vácuo (no centro) e outra de
alta pressão (na periferia).
Bomba com Difusor: o fluido escoa através de uma série de palhetas
fixas que formam um anel difusor. Isso permite uma conversão mais
eficiente da energia cinética em energia de pressão que a bomba de
voluta simples.

Figura 9.2. Escoamento dentro de uma bomba centrífuga.


a) Bomba de voluta simples; b) Bomba com difusor.
O fluido entra no centro da carcaça devido ao vácuo e é acelerado pelas pás do rotor
que gira a alta velocidade. Pela ação da força centrífuga, o fluido é descarregado na
voluta ou no difusor, onde é desacelerado. A energia cinética é convertida em energia
de pressão. Quanto maior é o número de palhetas menor é a perda por turbulência.
Tipos de escoamento:
Axial: Descarrega o fluido axialmente (é adequado para altas vazões, mas desenvolve
baixas pressões)
Radial: Descarrega o fluido na periferia radialmente (desenvolve altas pressões,
adequado para baixas vazões)
Misto
Tipos de rotores:
Fechado: Para líquidos que não contém substâncias em suspensão
Semi-aberto: Incorpora uma parede no rotor para prevenir que matéria estranha se aloje no rotor e
interfira na operação.
Aberto: Palhetas montadas sobre o eixo. Vantagem: líquidos com sólidos em suspensão.
Desvantagem: sofrer maior desgaste.
Tipos de entrada:
Simples: Utilizada em pequenas unidades
Dupla: Quando há entradas simétricas em
ambos os lados do impulsor. Nesse caso há
melhor distribuição dos esforços mecânicos,
além de proporcionar uma área de sucção
maior, o que permite trabalhar com uma
menor altura positiva na sucção (NPSH) e
diminui a possibilidade de cavitação.

Impulsor de uma bomba


com sucção dupla
As bombas centrífugas podem ser :
- Fluxo axial: simples ou múltiplo estágio impulsor aberto/fechado
- Fluxo misto sucção simples auto-escorvante estágio simples
- Fluxo radial sucção dupla não-escorvante múltiplo estágio

Nos dois últimos casos, o impulsor pode ser aberto, semi-aberto


ou fechado.
Número de rotores:
Um rotor: Simples estágio
Vários rotores: Múltiplos estágios (vários rotores operando em série) que permitem
o desenvolvimento de altas pressões
A bomba centrífuga deve ser escorvada antes de funcionar (a linha de
sucção deve estar cheia de líquido). Quando a bomba tem ar a pressão
desenvolvida é muito pequena devido à baixa densidade do ar.

Dois tipos de escorva


Bomba auto-escorvante
Vantagens das bombas centrífugas:
a) Construção simples
b) Baixo custo
c) Fluido é descarregado a uma pressão uniforme, sem pulsações
d) A linha de descarga pode ser estrangulada (parcialmente fechada) ou completamente fechada
sem danificar a bomba
e) Permite bombear líquidos com sólidos
f) Pode ser acoplada diretamente a motores
g) Não há válvulas envolvidas na operação de bombeamento
h) Menores custos de manutenção que outros tipos de bombas
i) Operação silenciosa (depende da rotação)
Desvantagens das bombas centrífugas:
a) Não servem para altas pressões
b) Sujeitas à incorporação de ar precisam ser escorvadas
c) A máxima eficiência da bomba ocorre dentro de um curto intervalo de
condições
d) Não bombeia eficientemente líquidos muito viscosos
Bomba de turbina regenerativa
Também
chamada de
bomba cinética
ela gera maior
pressão que as
bombas
centrífugas
Bombas de deslocamento positivo
A energia é fornecida periodicamente, mediante superfícies
sólidas móveis, que deslocam porções de fluido desde a
sucção até a linha de descarga. A pressão de saída é
regulada através de válvulas de descarga unidireccionais.
Princípio de funcionamento
As bombas de deslocamento positivo liberam um determinado
volume de fluido de acordo com a velocidade do sistema.
Quando a vazão do processo diminui, a pressão aumenta e o
fluxo da bomba deve ser dirigido para outro lugar, de maneira
que se evite a sobre-pressurização.
Para proteger a bomba e o sistema, o fluido deve ser desviado
a um by-pass, ou aliviado dentro da própria bomba, enviando
o fluido da zona de alta pressão (descarga) para a de baixas
pressões (sucção).
Válvulas de alívio internas:
Muitos fabricantes fornecem bombas que incorporam válvulas
de alívio internas. Quando uma válvula de alívio interna se
aproxima do valor máximo de pressão permitido, esta se abre
e o fluido é dirigido internamente para a zona de sucção da
bomba. Operações desse tipo proporcionam proteção contra a
Alívio externo e válvulas de by-pass:
No projeto do sistema de processo, quando se utilizam
bombas de deslocamento positivo e o risco de queda de
vazão existe, é necessário considerar um arranjo de by-pass
externo que devolva o líquido para a sucção.
A válvula de by-pass externa ou outro dispositivo de controle
abrirão a uma pressão pré-determinada, permitindo que a
pressão não exceda níveis muito altos e evitando que a
bomba cavite.
Válvula reguladora de pressão
As válvulas de alívio internas são projetadas
para proteger o sistema por curtos períodos de
tempo. Quando o fluido recircula dentro da
bomba, a potência introduzida pela bomba se
dissipa na forma de calor, aumentando a
temperatura do produto. Mesmo se o período
de tempo é curto a temperatura do produto
pode subir até o ponto de evaporação na zona
de baixas pressões. Quando há cavitação na
Cavitação em uma bomba de zona de baixas pressões pode ocorrer a
deslocamento positivo com destruição da bomba.
dispositivo de segurança
temporário.
A cavitação é uma situação que pode ocorrer em qualquer tipo
de bomba. Acontece quando há falta de fornecimento de líquido
e a bomba trabalha com uma vazão menor daquela para a qual
foi projetada. As causas comuns da cavitação são a diminuição
da pressão de sucção, NPSH insuficiente, ou operação a
velocidades muito altas.
A cavitação diminui a eficiência, desgasta os metais das pás do
rotor, gera vibração mecânica e ruído.
O NPSH do sistema também depende da velocidade do rotor.
9.3.2. Bombas alternativas
9.3.2.1. Bombas tipo pistão, com válvulas de
retenção
Quando o pistão se desloca para a esquerda, a pressão no cilindro se
reduz, a válvula de retenção na linha de sucção se abre e o líquido entra.
Quando o pistão chega ao final do cilindro, o movimento se inverte e o
pistão se desloca para a direita. Aumenta a pressão no cilindro e a
válvula de admissão fecha. A pressão aumenta e a válvula de descarga
se abre e o líquido sai pressurizado.
Linha de descarga
Pistão
Válvulas de retenção

cilindro Linha de sucção


Bombas de diafragma

Funcionam como bombas de pistão. O movimento é alternativo e


provocado por um elemento flexível de metal, borracha ou
plástico. É adequada para fluidos tóxicos e corrosivos pois se
elimina o contato do líquido com os selos mecânicos.
Bombas de diafragma
9.3.3. Bombas rotativas

Na Figura 9.6 pode-se observar o princípio de funcionamento


das bombas rotativas. Dentre as bombas rotativas, a de lóbulos
é a mais amplamente usada na indústria de alimentos.

a) b) c)

Posição 0º: O fluido escoa através do lóbulo superior. O selo é


no lóbulo inferior. Posição 90º: O fluido escoa através do lóbulo
inferior. O selo é no lóbulo superior. Movimento reverso
Exemplos de bombas rotativas
9.4. Bombas sanitárias
As bombas sanitárias são especificamente projetadas para
manusear alimentos. Conseqüentemente devem preencher
uma série de requisitos para serem adequadas:
• Altamente resistentes à corrosão
• Facilmente desmontáveis para limpeza
• Não provocam a formação de espuma
• O sistema de lubrificação não deve contaminar o alimento
• O atrito entre as partes internas deve ser mínimo para não
haver incorporação de elementos metálicos no alimento
• O desenho mecânico das superfícies deve apresentar
curvas suaves, sem espaços mortos, nos quais o alimento
possa acumular-se.
• O sistema de gaxetas ou o selo mecânico deve vedar
perfeitamente a carcaça

Bomba de lóbulos sanitária.


Condições ótimas de utilização das bombas
Todas as bombas têm condições ótimas de utilização, ou seja, são mais
adequadas para um determinado tipo de fluido, em uma faixa de pressão e a
uma dada vazão volumétrica.
As bombas centrífugas são construídas de modo a fornecerem uma ampla
faixa de vazões, desde uns poucos l/min até 3.104 l/min. As pressões de
descarga podem atingir algumas centenas de atmosferas. Elas trabalham com
líquidos límpidos, líquidos com sólidos abrasivos ou ainda, com alto conteúdo
de sólidos, desde que o líquido não seja muito viscoso (500 centi-Stokes).
1 Stoke = 100 centistokes = 1 cm2/s = 0.0001 m2/s).
As bombas alternativas de pistão só podem ser utilizadas para
deslocamento de fluidos clarificados e limpos, não podendo manusear
fluidos abrasivos. São utilizadas para altas pressões, que somente são
alcançadas para esses tipos de bombas, porém fornecem baixas vazões.
Por outro lado, as bombas de diafragma e as peristálticas são específicas
para líquidos corrosivos, soluções alcalinas, polpas, líquidos biológicos, etc.
As bombas rotativas são especificamente indicadas para fluidos viscosos,
porém não abrasivos. Por isso são usadas, especialmente, com sucos
concentrados, chocolate e geléias.
Bombas Centrifuga radial Centrifuga axial Rotatória, Alternativas
parafuso,
Características engrenagens

Vazão na descarga Estacionária Estacionária Estacionária Pulsante

NPSH: altura de 5m 5m 6,5 m 6,5 m


sucção máxima
permitida

Líquidos Claros, limpos Abrasivos, sujos Viscosos não Limpos e claros


abrasivos

Faixa de pressão Baixa - alta Baixa Baixa- Média Baixa até


máxima
Faixa de vazão Pequena - Pequena - Pequena - média Pequena
máxima máxima
4. Turbinas Hidráulicas

•Transforma a energia hidráulica, do escoamento, em energia


mecânica que pode ser aproveitada para realizar trabalho.
Epressão ⇒ Evelocidade ⇒ Emecânica

4.1. Tipos de Turbinas Hidráulicas

•As turbinas hidráulicas são classificadas de acordo com o


processo de conversão da energia hidráulica em energia mecânica
como:
-TURBINAS DE REAÇÃO

TURBINAS DE AÇÃO

•Transformam energia cinética em energia mecânica à


pressão constante, normalmente à pressão atmosférica.
•Exemplo de turbinas de ação: Turbinas Pelton

TURBINAS PELTON
•Máquinas de ação, ou de impulso, escoamento
tangencial. Operam em altas quedas (maiores que
300m) e baixas vazões.
•Podem ser de um (01) jato, dois (02) jatos, quatro (04)
jatos, (05 jatos) e seis (06) jatos.
Turbina Pelton com seis (06) jatos
TURBINAS PELTON
•A roda Pelton é constituída por um rotor dotado de pás igualmente
espaçadas pela sua periferia. As pás são de formato especial para
receberem um jato d’água e defleti-l o de 180°.

Roda Pelton de 60.000 cv, para um desnível de 320m


TURBINAS DE REAÇÃO
•A água tem a pressão variando desde a entrada da turbina
até a saída, havendo a seguinte conversão de energia:

Ecinética ⇒ Epressão ⇒ Emecânica

•Podem ser de dois tipos:

-AXIAL: fluxo da água é paralelo ao eixo do rotor.


-MISTA: fluxo na entrada do rotor é radial e após interagir
com ele sofre um desvio e passa a ser axial na saída.
•Exemplo de turbinas de reação: Turbinas Francis, Turbinas
Hélice, Bulbo e Kaplan
TURBINAS FRANCIS
•Máquinas de reação do tipo misto.
•Podem ser utilizadas em desníveis desde 20 m até 600 m e médias
vazões;
•O controle da vazão é realizado no distribuidor ou sistema de pás
móveis.
TURBINAS
FRANCIS

Rotores Francis lento normal


rápido
TURBINAS HÉLICE, BULBO E KAPLAN

•Operam grandes vazões e baixas quedas.


•Turbinas do tipo hélice: máquinas com pás fixas.
•Turbinas do tipo Kaplan: pás móveis, posicionadas para o
melhor rendimento.
•Turbinas do tipo Bulbo: integra a turbina e o gerador em um
só invólucro.
TURBINAS HÉLICE, BULBO E KAPLAN

Rotor Kaplan, com as pás em ângulo de 30o.


Rotor Hélice -Axial de simples regulagem (foto à direita), rotor
Kaplan -Axial de dupla regulagem
Tipo: Francis Rápida;
Local: Rio Paraná - PR - BR;
N° de Turb.: 18 + 2 de reserva = 20;
Potência Unitária Máxima: 740.000 [kW];
Altura de Queda Nominal: 118,40 [m];
Vazão máxima: 710 [m3/s];
Rotação nominal: 91,6 [RPM];
Fabricante: MEP - Mecânica Pesada - Taubaté - SP - Brasil
QUANTO À TRAJETÓRIA DO FLUIDO DENTRO DO
ROTOR

⇒ BOMBAS RADIAIS OU CENTRÍFUGAS

⋅ FLUIDO ENTRA NO ROTOR NA DIREÇÃO AXIAL E SAI


NA DIREÇÃO RADIAL

⋅ RECALQUE DE PEQUENAS VAZÕES A GRANDES


DESNÍVEIS

⋅ FORÇA PREDOMINANTE: CENTRÍFUGA


⇒ BOMBAS AXIAIS
⋅ FLUIDO ENTRA NO ROTOR NA DIREÇÃO AXIAL E SAI TAMBÉM NA
DIREÇÃO AXIAL
⋅ RECALQUE DE GRANDES VAZÕES A PEQUENOS DESNÍVEIS
⋅ FORÇA PREDOMINANTE: SUSTENTAÇÃO
⇒ BOMBAS DIAGONAIS OU DE FLUXO MISTO
⋅ FLUIDO ENTRA NO ROTOR NA DIREÇÃO AXIAL E SAI NUMA DIREÇÃO
INTERMEDIÁRIA ENTRE A RADIAL E A AXIAL
⋅ RECALQUE DE MÉDIAS VAZÕES A MÉDIOS DESNÍVEIS
⋅ FORÇA PREDOMINANTE: CENTRÍFUGA E SUSTENTAÇÃO
Classificação das Máquinas de Fluxo, segundo a direção
do escoamento
2. QUANTO AO NÚMERO DE ENTRADAS PARA SUCÇÃO

⇒BOMBAS DE SUCÇÃO SIMPLES OU DE ENTRADA


UNILATERAL

⋅ ENTRADA DO LÍQUIDO POR UMA ÚNICA BOCA DE


SUCÇÃO

⇒ BOMBAS DE DUPLA SUCÇÃO OU DE ENTRADA BILATERAL


⇒ BOMBAS DE DUPLA SUCÇÃO OU DE ENTRADA
BILATERAL
.ENTRADA DO LÍQUIDO POR DUAS BOCAS DE SUCÇÃO,
PARALELAMENTE AO EIXO DE ROTAÇÃO
⋅EQUIVALENTE A DOIS ROTORES SIMPLES MONTADOS
EM PARALELO
⋅ PROPORCIONA O EQUILÍBRIO DOS EMPUXOS AXIAIS
3. QUANTO AO NÚMERO DE ROTORES DENTRO DA
CARCAÇA
⇒ BOMBAS DE SIMPLES ESTÁGIO OU UNICELULAR
⋅ POSSUI UM ÚNICO ROTOR DENTRO DA CARCAÇA
⇒BOMBAS DE MÚLTIPLOS ESTÁGIOS OU MULTICELULAR
⋅ POSSUI DOIS OU MAIS ROTORES DENTRO DA CARCAÇA
⋅ASSOCIAÇÃO DE ROTORES EM SÉRIE DENTRO DA
CARCAÇA
4. QUANTO AO POSICIONAMENTO DO EIXO
⇒ BOMBAS DE EIXO HORIZONTAL
⋅ CONCEPÇÃO CONSTRUTIVA MAIS COMUM
⇒ BOMBAS DE EIXO VERTICAL
⋅ USADA NA EXTRAÇÃO DE ÁGUA DE POÇOS PROFUNDOS
Fenômenos do transporte
(Resumo)
Fenômenos do transporte
Estática e Cinemática
Uma estuda os fluidos parados, a outra em movimento
Hidrodinâmica = Cinemática dos fluidos
Estática = pressão, cilindros e pistões
Fenômenos do transporte
Cinemática
Euler inventou um método de análise que estuda as propriedades de
um escoamento fluido em pontos fixos no espaço em função do tempo
Fenômenos do transporte
Tipos de escoamento:
- No tempo - Regime permanente, Regime variado
- Trajetória: Laminar, Transição e Turbulento
Fenômenos do transporte
Tipos de escoamento:
- Trajetória: Laminar, Transição e Turbulento
- Número de Reynolds (Re) - abriu o campo dos CFD
(computational fluid dynamics)
Fenômenos do transporte
Tipos de escoamento:
- Regime Laminar - baixas vazões
- Regime de Transição Re < 2.000
- Regime turbulento
Então, para um escoamento interno, diâmetro D:

2.000 < Re < 2.400

O número de Reynolds nada mais é do que uma


relação entre as forças de inércia e viscosa.
Quanto maior o seu valor, menor a influência
da força viscosa no escoamento.
Re > 2.400
Fenômenos do transporte
Vazão e velocidade média do escoamento
Vazão volumétrica:

Outra maneira de medir a vazão:

Vazão mássica :
Fenômenos do transporte
Equação da continuidade para regime permanente
Lei da conservação de massa -

Se o fluido for incompressível -


Exemplo
Determinar a vazão volumétrica, a vazão mássica e a velocidade média da seção (2).
Fenômenos do transporte
Para múltiplas entradas e saídas:

Se tivermos um equipamento com várias entradas e várias saídas, em que a


massa específica do fluido em cada uma das entradas seja diferente, a equação
da continuidade é válida? Se for válida, como podemos aplicá-la?
Reflita
Fenômenos do transporte
A energia mecânica pode ser dividida em: potencial, cinética e trabalho.

F = m*a

O trabalho W é representado por uma energia de


pressão Epressão , que corresponde ao potencial de
realização de trabalho das forças de pressão que atuam
em um escoamento fluido
Fenômenos do transporte
A energia mecânica pode ser dividida em: potencial, cinética e trabalho.
Fenômenos do transporte
A equação de Bernoulli é a forma mais simplificada da equação da conservação da energia.
As hipóteses simplificadoras da equação de Bernoulli são:
- Escoamento em regime permanente, ou seja, as propriedades são constantes em relação ao tempo.
- Propriedades uniformes na seção, ou seja, não variam ponto a ponto na área da seção.
- Fluido ideal, ou seja, o escoamento ocorre sem perdas por atrito com a parede da tubulação.
- Fluido incompressível, ou seja, não há variação de massa específica.
- Energia térmica desprezível, ou seja, não há trocas de calor.
- Não há máquinas hidráulicas instaladas no trecho em estudo
Fenômenos do transporte
Fenômenos do transporte

Dividindo por g

Em que os termos expressam um tipo de energia de uma partícula de peso unitário, ou seja, energia
por unidade de peso. Essa definição dá origem ao termo “carga”, portanto, temos uma carga
potencial, uma carga cinética e uma carga de pressão.
Fenômenos do transporte
Utilizando H como sendo a energia total por unidade de peso, podemos reescrever a equação de
Bernoulli como:

E se eu tiver uma bomba?


Mecânica dos Fluidos
A potência pode ser dada por uma energia mecânica por unidade de tempo. A potência de uma
máquina pode ser escrita na seguinte maneira:

Em que Pot é a potência recebida pelo fluido e PotB é a potência da bomba hidráulica.
EXEMPLO
Um exemplo de aplicação da equação de conservação da energia com a presença de uma máquina, da
potência e do rendimento de uma máquina é dado pelo exercício a seguir.
A figura ilustra um tanque de grandes dimensões que abastece o tanque menor a uma vazão volumétrica
de 10 L/s. Supondo que o fluido é ideal, tem-se que a máquina instalada no sistema entre os
pontos (1) e (2) é uma bomba hidráulica ou uma turbina hidráulica?
Qual é a potência dessa máquina, se o seu rendimento for de 75%?
Perda de Carga - hp ou J
• Energia Perdida pelo fluido ao vencer as resistências impostas pelo
próprio escoamento.
• Perda de pressão na tubulação - Quanto maior for a velocidade de
deslocamento do fluido na tubulação, maior será a turbulência
• Tubulação:
• Considerar o tipo de fluido a ser transportado
• Distância entre a bomba e o destino do fluido
• Altura das subidas
• Altura da sucção da bomba
• Vazão do fluido
• Quantidade de acessórios hidráulicos utilizados
Perda de Carga

H1 = H2 + Hp1,2 - dutos sem máquina

H1 + HM = H2 + Hp1,2 - com máquina

A queda de pressão de um
escoamento laminar em um trecho
de comprimento L de um conduto de
seção e vazão constantes é
calculada analiticamente por:
Classificação das Perdas de Carga
- Perdas Distribuídas (hd)
- É o tipo de perda de carga que ocorre no escoamento ao longo de
tubos retos, de seção constante, devido ao atrito do fluido com a
parede interna do conduto
- Perdas Localizadas (hl) - A perda de carga localizada ocorre em locais ou
singularidades em que o escoamento sofre perturbações bruscas.
- São consideradas singulares: entradas e saídas de tubulações;
expansões e contrações graduais e bruscas; curvas; cotovelos; tês;
válvulas abertas ou parcialmente abertas etc
Perdas de Carga
- Perdas Distribuídas (hd)
- É o tipo de perda de carga que ocorre no escoamento ao longo de
tubos retos, de seção constante, devido ao atrito do fluido com a
parede interna do conduto

- Menor diâmetro = menor custo


- Menor D = Maior V = Maior Perda de Carga (ΔP)

f - fator de fricção
L - comprimento equivalente da tubulação
Dh - diâmetro interno da tubulação
V - Velocidade média do fluido
Fator de Fricção
• Para escoamento laminar (fator de atrito de Darcy

• A partir do diagrama de Moody, tem-se que f é


uma função somente do número de Reynolds,
sendo independente da rugosidade do conduto
Diagrama de Moody
Utilizado no cálculo do fator de atrito de Darcy.
Ele se baseia na rugosidade relativa e no número de Re
para encontrar o Fator de Atrito.
Rugosidade relativa -> ɛ/D (Rugosidade pelo Diâmetro Hidráulico)
Diagrama de Moody

f = 0.036
Perda Localizada - hl
Uma forma de calcular:

Em que K é o coeficiente de forma, encontrado a partir


de tabelas, gráficos etc. geralmente construídos a partir
de dados experimentais levantados para cada tipo de
singularidade.
Perda Localizada - hl
Outra forma de se calcular a perda de carga localizada é
por meio da teoria do comprimento equivalente (Leq).
Encontrados em catálogos de fabricantes.
Perda Localizada - hl
Coeficientes de forma (K)
Perda Localizada - hl
Coeficientes de forma (K)
Perda Localizada - hl
Coeficientes de forma (K)
Perda Localizada - hl
Coeficientes de forma (K)
Perda Localizada - hl
Coeficientes de forma (K)
Perda Localizada - hl
Coeficientes de forma (K)
Perda Localizada - hl
Coeficientes de forma (K)

h/D é a fração de abertura da válvula


Exemplo 01
Calcular a perda de carga localizada do sistema mostrado
na figura. Considerar o conduto com diâmetro de 5 cm e
comprimento entre as seções 1 e 5 igual a 50 m; o fator de atrito
é igual a 0,025; a velocidade média do escoamento igual a 2 m/s
e a aceleração da gravidade igual a 9,81 m/s2 . Vamos supor que
o comprimento equivalente da válvula de gaveta, inserida no
ponto 2, seja igual a 0,335 m; o comprimento equivalente da
válvula globo, inserida no ponto 3, seja igual a 17,61 m; e o
comprimento equivalente do cotovelo, inserido no ponto 4, seja
igual a 3 m.
Diagrama de Moody

f = 0.036
Exemplo 02

Calcular a vazão de água num conduto, com D = 10 cm e


sabendo-se que dois manômetros instalados a uma
distância de 10 m indicam, respectivamente, 0.15 MPa e
0.145 MPa (𝜸H2O=104 N/m3)
Re = 4.5x104 e e/D = 0.002
Comprimento Equivalente
Comprimento Equivalente

Calcular o comprimento equivalente de uma instalação


hidráulica, conforme esquema a seguir, no qual a
tubulação deverá transportar uma vazão de água de Q
= 30 m3/h e elevar a água a uma altura H= 5,5m.
Comprimento Equivalente
1 - Determinar diâmetro da tubulação

Fórmula de Bresse
K -> 0,9 - Coeficiente de custo de investimento x custo operacional. Usualmente aplica-
se um valor entre 0,8 e 1,0;
Comprimento Equivalente
1 - Determinar o comprimento equivalente
Comprimento Equivalente
1 - Determinar o comprimento equivalente
Comprimento Equivalente
1 - Cálculo da perda de carga
Perda de Carga do Exemplo Anterior
1 - Determinar a vazão em m3/s

Tubo de aço galvanizado novo com D = 3”


Q = 30 m3/h

Q = 0,00833 m3/s
2 - Determinar a área Interna da Tubulação

Ai = 4797 mm2 = 0,004797 m2


Di = 77,93 mm = 0,07793 m
Perda de Carga do Exemplo Anterior
3 - Calcular a velocidade dentro da tubulação

V = Q/A

V = 0,00833 / 0,004796
V = 1,73 m/s
4 - Determinar o fator de fricção

4 - Perda de Carga

= 2,15 m Significa que além dos 5,5 m de elevação a bomba precisa vencer
mais 2,15 m
Associação de Bombas
Associação
São diversas as aplicações e razões para utilizar as associações de bombas, por
exemplo:
• Quando não exista disponível, em catálogo, uma bomba que possa suprir sozinha
os requisitos de pressão e vazão. Ou, caso exista essa bomba disponível, o seu
custo seja maior do que associar bombas menores para atingir a operação
desejada.
• Em aplicações em que existe projeção de aumento da demanda ao longo do
tempo. Assim, é feita uma instalação inicial com a possibilidade de associar uma
quantidade maior de bombas.
• Em aplicações onde a demanda oscila consideravelmente ao logo do período, tal
como em estações de abastecimento de água ou tratamento de efluentes. Nesses
casos, o ajuste da operação pode ser realizado acionando ou desligando bombas
na associação
Bombas em série
• Grandes alturas de elevação
• A vazão que passa pelas bombas são iguais - cte.
• Soma das alturas de elevação
• Potência de acionamento consumida é a soma das potências de cada motor
Bombas em série
• Grandes alturas de elevação
• A vazão que passa pelas bombas são iguais - cte.
• Soma das alturas de elevação
• Potência de acionamento consumida é a soma das potências de cada motor
Bombas em série
• Pode ser feito com bombas individuais ou de múltiplos estágios
• Se individuais:
• Verificar se a sucção da bomba seguinte suporta a pressão gerada pela bomba
anterior
• Bombas de múltiplo estágio - dezenas a centenas (petróleo)
Bombas em série
Curvas Características
• Curva obtida a partir da curva de cada bomba
• Se representarmos as curvas como polinômios de 2o ordem, temos:
Bombas em série
Curvas Características
• Para bombas iguais
Bombas em série
Curvas Características
Operação possível até o
ponto P.
Além de P, a altura de
elevação da bomba A
passaria a ser negativa.
Quanto maior a diferença
entre as características
de operação de cada
bomba, menor será a
região útil da associação.
Bombas em série
Curvas Características
Eficiência

A eficiência de uma
associação em
série de duas bombas
diferentes será
intermediária à
eficiência
Usando as alturas individual de cada
equipamento.

Bombas iguais
Bombas em Paralelo
• Grandes vazões
• A vazão final é a soma das vazões
• Alturas das bombas são iguais
Bombas em Paralelo
• Fornece segurança à operação
• Usada em operações com variação de demanda
• Obtida em associações ou bombas de dupla sucção ou entrada bilateral
Bombas em Paralelo
Curvas Características
• A curva característica de elevação da associação de duas bombas diferentes em paralelo
não pode ser calculada analiticamente e uma análise numérica deve ser conduzida.

É um polinômio inversível.
Bombas em Paralelo
Curvas Características
• Bombas iguais

Substituindo a eq. acima na de altura e considerando HA=H2P


Bombas em Paralelo
Curvas Características
Com bombas diferentes só é possível para
vazões maiores que o ponto P.

Para vazões abaixo do ponto P, a bomba de


menor capacidade, bomba A, não é capaz de
fornecer pressão igual a bomba B e,
portanto, ocorreria fluxo reverso na bomba
A.
Bombas em Paralelo
Curvas Características
Eficiência
Exemplo
Você é o responsável por um terminal de distribuição de combustíveis líquido. Saiba que a demanda de vazão de
combustível no terminal de abastecimento varia em função do número de tanques que estão sendo enchidos
simultaneamente.
Em situações nas quais ocorre uma considerável variação na demanda, é inviável controlar a vazão de combustível por meio
de ajuste da rotação da bomba. Nesses casos, a solução é associar múltiplas bombas em série ou em paralelo, conforme as
demandas de vazão e elevação.
As curvas características de elevação e eficiência do modelo de bomba centrífuga utilizada na distribuição de gasolina, na
rotação de 1750 rpm, são representadas de forma simplificada pelas equações:

Faça uma análise da possibilidade de associar esse modelo de bomba em série e em paralelo. Calcule as curvas
características para, N bombas associadas em série, e N bombas associadas em paralelo. Qual o efeito da rotação nas curvas
características das associações?
Dado: Leis de similaridade para mudança de rotação:
Atividade 03
Agora, você é o responsável técnico pelo sistema de bombeamento de uma estação de distribuição de água
potável. O parque de bombas da estação é responsável por abastecer uma grande região da cidade. O consumo de
água da população varia ao longo do dia, sendo que os picos de demanda acontecem nas primeiras horas do dia e
no início da noite. No restante do período, o consumo diminui consideravelmente. O sistema de bombeamento da
estação é composto por uma associação de duas bombas de alta capacidade de vazão, instaladas em paralelo. Por
causa de uma falha de uma das bombas da associação, é necessário analisar a viabilidade de substituí-la
temporariamente por uma bomba de menor capacidade, já disponível. As curvas características da bomba original,
chamada de Bomba A, e da bomba de menor capacidade, chamada de Bomba B, são mostradas a seguir

Analise a viabilidade de associar essas duas


bombas diferentes em paralelo. Qual será a
curva característica desta associação?
Existe alguma restrição para a operação desse
arranjo de bombas? Analise a associação e
apresente suas conclusões (escrever).

Apresente as curvas e cálculos em Excel


Lista Exercícios 01
Lista Exercícios 01
Cavitação e Curva de carga de
sistemas
Cavitação
Cavitação
Cavitação
Pressão de Saturação - pressão em que ocorre a
mudança de fase a uma dada temperatura,
chamada de temperatura de saturação
Cavitação
Cavitação

Além da erosão das superfícies, a cavitação provoca ruído, vibração e alteração nas
curvas características. O ruído e a vibração são consequências das instabilidades e
características transientes geradas pelo colapso das bolhas no interior da máquina. O
desempenho da bomba também é afetado pela cavitação, pois neste caso, ocorre
diminuição da capacidade do equipamento de transferir energia ao fluido, reduzindo a
sua eficiência
Cavitação
NPSH
Cavitação pode ser evitada se a pressão for mantida acima da pressão de
saturação em todos os pontos da máquina.
NPSH (Net Positive Suction Head) - altura líquida de sucção positiva, que é a
energia que o fluido possui na sucção da bomba.
NPSH Disponível
Diferença entre a pressão absoluta de estagnação na sucção da bomba e a pressão
de vapor do fluido, expressa em altura de coluna de líquido.

É um parâmetro da instalação e não depende da bomba.

Na fase de projeto da instalação de bombeamento, o NPSHD pode ser calculado aplicando-se a


equação da conservação de energia entre o reservatório e a sucção da bomba.
NPSH Disponível
A equação da conservação de energia aplicada entre a superfície do reservatório e
a sucção da bomba.
Aplicação
NPSH Requerido
NPSHR é uma característica da bomba que é obtida experimentalmente pelo
fabricante do equipamento.
Segundo a norma API 610, a obtenção do NPSHR consiste em fixar a rotação e a
vazão e reduzir gradativamente o NPSHD até que a altura de elevação seja reduzida
3% em relação a operação livre de cavitação. Esse procedimento é repetido para
diferentes valores de vazão e, assim, é obtida a curva de NPSH R em função da
vazão, que é fornecida nos catálogos dos fabricantes.

NPSHR expressa o valor mínimo de disponibilidade de energia na sucção da bomba


para que não ocorra cavitação.
NPSH Requerido
Na prática, por segurança, é utilizada uma margem entre o NPSHR e o NPSHD de no mínimo 10 a 15%, não inferior a 0,5
metros.

Um método alternativo para estimar o NPSHR é dado pelo coeficiente de Thoma (σ) , também conhecido como coeficiente
de cavitação

O coeficiente de Thoma pode ser obtido por meio de correlações ou ábacos, em função da velocidade específica da
máquina.

Usar sempre NPSHR, utiliza o Coeficiente de Thoma apenas para os casos em que esses dados não estão disponíveis
Exemplo
Exemplo
Você recebeu o projeto de uma estação elevatória e deve analisá-lo
com o objetivo de verificar a ocorrência de cavitação na bomba
centrífuga utilizada. A estação elevatória, mostrada
esquematicamente na Figura, irá bombear água de um rio para um
reservatório. A tubulação de sucção possui diâmetro interno de 4” e
comprimento linear de 20 m. A distância vertical entre a sucção da
bomba e a superfície livre do rio é h1 = 2,0 m . Os principais acessórios
da tubulação de sucção são uma curva de 90° de raio longo e uma
válvula de esfera.

Os comprimentos equivalentes adimensionais (Le/D) da válvula de


esfera e da curva são 600 e 30, respectivamente. A temperatura de
operação da água é 20 °C. A bomba selecionada no projeto possui
rotor de 219 mm e sua curva de NPSH requerido é mostrada
Exemplo

Baseado nesses dados, desenvolvendo seu


raciocínio crítico e a capacidade de solução de
problemas, faça a análise da instalação,
verificando a possibilidade de ocorrência de
cavitação. Para isso, obtenha a curva de NPSH
disponível. A bomba estará sujeita a cavitação?
Qual a vazão máxima de operação segura quanto
a cavitação? Faça essa análise e apresente os
resultados e suas recomendações para a
instalação de bombeamento proposta pelo seu
cliente.
Atividade 04

https://docs.google.com/spreadsheet
s/d/1u3rcqjo4kG-
hRwa9A_BhMibJ2Nbq8kgHlnk97Vas2
E4/edit?usp=sharing
Curvas de carga de sistemas
Curva característica de um sistema ou
Curva de carga da instalação
Quantidade de energia necessária, em função da
vazão, para que o fluido escoe entre dois pontos.

• Altura de sucção (hs)


• Altura de recalque (hr)
• Altura de elevação (he) - he=hr-hs
Curva característica de um sistema ou
Curva de carga da instalação
Equação da Conservação de Energia

HB é a altura de elevação fornecida pela bomba


Curva característica de um sistema ou
Curva de carga da instalação
hs negativo

P1 = P2 = Patm
V1= 0

Energia (HB) requerida para que o fluido escoe


entre os pontos 1 e 2 é igual à soma da altura
estática de elevação, da perda de carga e da
energia cinética na tubulação de descarga.
Curva característica de um sistema ou
Curva de carga da instalação
Curva característica de um sistema ou
Curva de carga da instalação
Curva característica de um sistema ou
Curva de carga da instalação
Altura de Sucção Positiva
Curva característica de um sistema ou
Curva de carga da instalação
Altura de elevação nula
Curva característica de um sistema ou
Curva de carga da instalação
Altura de elevação negativa
Curva característica de um sistema ou
Curva de carga da instalação
Bombeamento fechado
Projetos de Instalações
Custos
Custos

- CB é o custo da bomba, incluindo o custo de aquisição, instalação, operação e


manutenção.
- CT é o custo da instalação de bombeamento, incluindo o custo de aquisição
dos tubos e dos acessórios, de instalação e de manutenção.
Custos
Custo por unidade de potência - representa o custo médio por unidade de potência da aquisição do conjunto
motor e bomba, custo da energia gasta no acionamento da instalação e sua manutenção.

Pelet - Potência elétrica consumida

Custo da instalação - representa o custo médio da instalação por unidade de diâmetro (L) e comprimento
(D), incluindo o custo dos tubos, acessórios e instalação.
Custos

Pm - potência mecânica consumida pela bomba


Ph - potência hidráulica fornecida ao fluido
Custos

Por fim:

Variáveis: Q e D
Custos
Custo mínimo:

Fórmula de Bresse

O cálculo da constante k nem sempre é trivial, devido às grandes incertezas associadas às grandezas ϕB e ϕT.

A constante k da fórmula de Bresse varia entre 0,7 e 1,5 (Azevedo Netto, 1998).
Um valor médio de k pode ser aceitável em instalações de pequeno porte
Em instalações de grande porte, a fórmula de Bresse pode ser utilizada como uma aproximação inicial,
sendo necessária uma pesquisa econômica mais aprofundada.
Custos
Custos
Outra metodologia é pela Velocidade Econômica (Vecon)

Dada a velocidade econômica e a vazão da instalação:

Valores de velocidade econômica são usualmente definidos com base na experiência prática.
Dada a aplicação da instalação, é necessária uma pesquisa bibliográfica referente às velocidades
econômicas recomendadas.
Custos
Seleção de Bombas Centrífugas
Deve ser realizada após a definição da instalação de bombeamento. A partir das
características da instalação é traçada sua curva de carga. A vazão de operação, em geral, é
uma premissa básica do projeto. Portanto, utilizando a curva de carga da instalação, basta
considerarmos a vazão de operação e definirmos a altura de elevação requerida pelo sistema.
Seleção de Bombas Centrífugas
Seleção de Bombas Centrífugas
Após escolhido o fabricante, o processo de seleção consiste em:
1. Escolhermos uma família de bomba adequada para sua aplicação em um catálogo da
linha completa do fabricante, que forneça a vazão e elevação para cada tipo de
máquina.
2. A partir da família de bomba selecionada, devemos escolher um modelo apropriado e a
velocidade do motor a partir de um diagrama característico, ou diagrama de “tijolos”.
3. Devemos verificar se o modelo pré-selecionado é satisfatório para a aplicação,
utilizando a curva detalhada de desempenho. Em geral, cada gráfico detalhado de
desempenho apresenta as curvas características de elevação versus vazão para
diferentes diâmetros de rotores, curvas de isoeficiência, de NPSH requerido e de
potência consumida.
A seleção é realizada traçando o par (Qop) versus (Hop) no diagrama e verificando em
qual modelo de bombas ocorre a sobreposição das curvas.
Exercício
A aplicação de seu cliente é relativamente simples, pois trata-se da transferência de água entre
dois reservatórios, em que a altura estática de elevação é nula. A distância entre esses reservatórios de
transferência é de 400m e a vazão de operação da instalação deve ser de 60 m3/h. Sua experiência em
projetos hidráulicos com aplicações industriais de transporte de água indica que a velocidade econômica
deve ser de 2,5 m/s na tubulação de descarga e de 1,5m/s na tubulação de sucção. No entanto, como a altura
estática de sucção dessa instalação é positiva, o risco de ocorrência do fenômeno de cavitação é bastante
reduzido e a velocidade econômica da sucção pode ser, também, de 2,5m/s.
Dimensione o diâmetro econômico da tubulação e selecione uma bomba adequada para essa aplicação.
Exemplo
Precisamos fazer a injeção de água em um poço. A água tratada, que é destinada à injeção,
fica armazenada em um reservatório de grandes dimensões e deve ser deslocada até o fundo
do poço. Para uma determinada operação, a vazão de injeção deve ser de 30m 3/h e a pressão
no fundo do poço deve ser de 100 bar. A instalação de bombeamento possui um trecho
horizontal de 40 m e outro vertical de 800 m. O fluido é injetado por uma linha de diâmetro
interno de 0,068 m.
Selecionar a bomba.
Fatores que afetam a operação
Influência da Massa Específica
As curvas características fornecidas pelo fabricante, obtidas em testes experimentais
utilizando água, são válidas para a bombas operando com a salmoura?
• Sim, desde que não haja variação significativa de viscosidade.
• Feito experimentalmente
Influência da Massa Específica
Em relação à potência consumida pela bomba, a semelhança dinâmica na operação impõe que os adimensionais de
potência (Π) sejam iguais.

Para mesma rotação e diâmetro


do rotor
Influência da Massa Específica
Eficiência da bomba

Não é alterada
Influência da Viscosidade
Viscosidade - relevante influência
Bombas são indicadas para aplicações em que a viscosidade do fluido de trabalho é no
máximo algumas poucas dezenas de vezes maior do que a viscosidade da água.

As leis de similaridade não são válidas para fluidos mais viscosos do que a água.
Portanto, não podemos estimar o desempenho de uma bomba operando com fluido
viscoso, com base na curva de catálogo do fabricante, obtida com água e utilizando as
leis de similaridade.
Influência da Viscosidade
Influência da Viscosidade
Influência da Viscosidade
Procedimentos usuais:
1. Testar experimentalmente o equipamento com o fluido da viscosidade desejada e medir seu
desempenho. Em geral, os fabricantes possuem restrições para realizar esses testes, principalmente
porque as bancadas de testes são projetadas para operar com água.

2. Utilizar ábacos ou correlações para fazer a correção do desempenho. Esse procedimento tem como
base as curvas de operação utilizando água como fluido de trabalho e, então, são aplicados fatores de
correção para a obtenção do desempenho em função da viscosidade do novo fluido de trabalho.
a. Procedimento menos preciso do que o primeiro, porém não apresenta custos associados.
Influência da Viscosidade
Fatores de correção aplicados: Os fatores de correção dependem da
rotação da bomba.
Quanto maior a rotação, menor a
influência da viscosidade no
desempenho da bomba.
Influência da Viscosidade
Existem diferentes referências que propõem procedimentos para obtermos esses fatores de correção. Um
dos procedimentos mais citados é o proposto pelo Hydraulic Institute - USA (1955).
● Bombas simples estágio
○ 1 a 8” (25 a 200 mm) flange de recalque
○ Q = 3400 a 340000 bpd (540 a 540000 m3/h),
○ H entre 6 a 600 ft (1,8 a 183 m)
○ Viscosidade cinemática entre 4 a 3300 cSt
● Óleos derivados do petróleo

Obteve-se 2 ábacos:
● Para bombas de 2 até 8”
● Para bombas de 1” de diâmetro
Para uma determinada vazão de água no
ponto de melhor eficiência (BEP), localizada
no eixo das abcissas, traçamos uma linha
vertical até a curva correspondente à
elevação com água no BEP.

A partir desse ponto, traçamos uma linha


horizontal até a viscosidade que se deseja
realizar a correção. Então, traçamos uma
nova linha vertical até os fatores de
correção.

Versão mais atual é a norma ANSI-HI 9.6.7


Em vez de apresentar os fatores de
correção na forma de ábacos, essa norma
apresenta correlações que facilitam a
implementação desse procedimento em
planilhas eletrônicas e
programas computacionais de seleção de
bombas.
https://bit.ly/3oacFAN
Influência de Gás e Instabilidade de
Operação
• Aeração - entrada de ar ambiente na bomba.
• Ocorre quando a tubulação de sucção possui vazamento e a pressão manométrica
no interior do tubo diminui até chegar em valores abaixo da pressão atmosférica.
Ar ambiente entra na tubulação e se mistura com o fluido de trabalho.
• É confundida com o fenômeno de cavitação
• Provoca efeitos semelhantes
• Mistura de gás por utilização de reservatórios de sucção com nível inadequado
• Mudança de fase do fluido de trabalho
Influência de Gás e Instabilidade de
Operação
• Diminuição no desempenho da bomba
• Instabilidades na operação
• Ocorrem porque a curva característica da bomba passa a apresentar pontos de
máximo e inflexões, podendo fornecer diferentes pontos de operação do sistema.
Influência de Sólidos em Suspensão
• Há variação da massa específica e da viscosidade do fluido - variam de acordo com a
concentração e com a granulometria do particulado sólido
• Escolha do tipo de rotor tipo aberto ou semiaberto
• Outro fator - material em que a bomba é fabricada - selecionar materiais resistentes à
abrasão, à corrosão e à erosão (metal duro e elastômeros)
Exemplo

Uma determinada operação de produção exige que


petróleo cru seja bombeado entre dois reservatórios.
Para essa tarefa, deve ser utilizada uma bomba
centrífuga específica para operação com petróleo,
cuja curva característica é mostrada na Figura
(diâmetro de 237 mm). O petróleo que deve ser
transportado possui massa específica de 896 kg/m3
e viscosidade de 395cP .
Atividade 04
A instalação de bombeamento de um cliente opera com água, que é
transportada entre dois reservatórios, conforme mostrado na Figura. A
instalação possui altura estática de sucção nula, comprimento linear de
200 m e diâmetro interno da tubulação de 90 mm.
A bomba é uma Meganorm 100-065-200 com rotor de 219 mm.
(Dados da bomba no catálogo)
Atividade 04
Seu cliente fez uma consulta sobre a possibilidade de utilizar
essa mesma instalação sem alterações, para operar com óleo
lubrificante mineral de massa específica 850 kg/m3 e
viscosidade de 100cP. Analise o comportamento da instalação
ao substituir o fluido de trabalho. Qual a alteração do ponto
de operação da instalação?
Utilize a Norma ANSI-HI 9.6.7
Rotação Específica
O Ns, calculado no ponto de rendimento ótimo da máquina, caracteriza a
família da bomba, de modo que máqs. geometricamente semelhantes têm
a mesma Rotação Específica.
Para uma mesma bomba o Ns não muda com a rotação nominal n.
Rotação Específica - Relação de
Semelhança
Maneira de prever o desempenho de um protótipo a partir de ensaios.
Parte-se da suposição de que máquinas geometricamente semelhantes
trabalham em condições de semelhança, desde que tenham o mesmo
rendimento
Curvas características
Relação: H=f(Q) / Pot = f(Q) / η = f(Q)
• Estabelecidas experimentalmente em bancada
Para cada valor de Q e H, a potência útil ou hidráulica é:

Potência mecânica absorvida pela bomba


Curvas características
Então o rendimento é dado por:
Curvas características
Curva característica da bomba
KSB-MEGANORM, modelo 32-
160, 1750 rpm, rotor diâmetro
148-176
Curvas características
EXEMPLO
Para a bomba, com rotor de
162mm, n = 1750 rpm, no
Ponto A de trabalho, com Q =
10 m3/h e H = 10,5m.
1. Classifique a bomba
2. Qual o ponto de
funcionamento
(homólogo de A) de uma
bomba geometricamente
semelhante a esta, com n
igual e rotor = 172 mm.
Resolução
Curva Característica de uma
Instalação
A energia necessária para a bomba é a soma das perdas de cargas
do sistema para uma vazão Q.
Curva Característica de uma
Instalação
Quando a bomba trabalha em conjunto com o sistema de tubulações, a energia fornecida pela bomba é
igual à energia requerida pelo sistema, para a vazão bombeada. Então, para o Ponto de Equilíbrio, onde
H+E, temos Q e H.
Juntam-se as 2 curvas e obtém-se o Ponto de Funcionamento da Bomba ou Ponto de Operação
Curva de NPSH
A curva de NPSH representa a pressão mínima que o líquido deve ter para
não iniciar sua evaporação e posterior condensação na entrada da bomba,
em sua parte interna, junto ao rotor. (NPSH - net positive suction head)
A interpretação errada da curva NPSH leva a um dimensionamento
incorreto da tubulação de sucção e isso acarreta a erosão do rotor,
fenômeno chamado de cavitação do rotor da bomba.
Atualmente, entre todas as curvas características da bomba inclui-se a
curva de NPSH, que é desenhada em função de uma vazão (Q) para um
determinado diâmetro do rotor.
A curva de NPSH é também conhecida por NPSH requerido, cuja notação é
NPSHr, que é fornecida pelo fabricante da bomba.
Curva de NPSH
Curva de NPSH
NPSH
NPSH requerido

NPSH disponível

NPSHd > NPSHr


Exemplo
Imagine que você tenha determinado a altura geométrica de
um sistema (Hgeom) e calculado a sua perda de carga (∆P) e
com esses dados obtido a altura total do sistema como H =
30m e a necessidade da vazão volumétrica seja de 118m3/h.
Com o auxílio das curvas da bomba, determine as
características de funcionamento de uma bomba.
Exemplo
Atividade 01
Análise de Turbomáquinas
Princípio da quantidade de movimento aplicado a um
volume de controle VC.

Estabelece que o torque aplicado pelas forças de superfície, forças de campo e torque de eixo resultam
em uma variação da quantidade de movimento angular do escoamento.
Análise de Turbomáquinas
Simplificando os termos:

Desprezamos as forças de superfície, forças de campo e consideramos em regime permanente


Análise de Turbomáquinas
Para o VC da figura, temos a
Eq. de Euler ou Eq. fundamental das turbomáquinas:

m - vazão mássica
Vt1 e Vt2 - componentes
tangenciais da velocidade do
fluido
Análise de Turbomáquinas
Como estamos em uma análise ideal, não temos perda de energia durante a transf. da
máquina para o fluido. Assim, a Potência mecânica consumida é:

Em que U é a Veloc.
Tangencial do Rotor
na posição r

A altura de elevação (H∞) fornecida idealmente


Análise de Turbomáquinas
Diagrama de Velocidades
Simplificações: rotor tem infinitas pás de espessura desprezível.
Assim, o escoamento relativo da pá, sendo unidimensional, é determinado exatamente pela curvatura da
pá, em todo o seu percurso através do rotor. Podemos, então, considerar que o vetor velocidade
absoluta do fluido é sempre tangente às pás do rotor, em qualquer ponto do escoamento.

W - Veloc. relativa do escoamento em r


U - veloc. tangencial do rotor
ß - definidos entre o vetor velocidade
relativa e a direção tangencial (oposto
ao giro do rotor
V - velocidade absoluta do escoamento
Análise de Turbomáquinas
Diagrama de Velocidades

b1 e b2 - espessura do rotor entrada e


saída
D1 e D2 - diâmetros de entrada e
saída
Análise de Turbomáquinas
Diagrama de Velocidades

A transferência máxima de energia para o escoamento ocorre quando o termo negativo for nulo. Isso é possível
quando Vt1 = 0.
Nessa condição, a velocidade absoluta do escoamento é puramente radial e o fluido não terá quantidade de
movimento angular. Quando essa hipótese é assumida, refere-se que o escoamento não sofre choque de entrada.
A condição de escoamento sem choque pode ser obtida especificando o ângulo β1 da pá para a vazão e rotação de
projeto.

Juntando tudo!

Temos uma equação em função


explicitamente das variáveis da bomba. Note que, para uma rotação fixa, C1 e C2 são valores constantes
para cada geometria de rotor.
Análise de Turbomáquinas
Diagrama de Velocidades

A eq. abaixo postula que a altura de elevação teórica varia linearmente em função da vazão, e, ainda, que o ângulo β2
determina a forma dessa dependência. Quando β2 > ° 90 , a altura de elevação teórica H∞ aumenta linearmente com a
vazão Q. Se β2 < ° 90°, a altura de elevação diminui linearmente com vazão Q. Caso β2 = 90°, a altura de elevação H∞ é
constante e não varia com a vazão Q. A dependência entre a altura de elevação e vazão,geralmente, é mostrada nas
curvas características das bombas.
Análise de Turbomáquinas
Potência Hidráulica e Eficiência

Para que a Equação de Euler represente de maneira mais adequada o processo real, devem ser consideradas correções,
com base na eliminação das idealizações assumidas na formulação apresentada anteriormente.

A taxa com que a bomba insere


energia ao escoamento em um
processo real

A diferença entre a potência hidráulica e a potência


de mecânica é a ineficiência da bomba
Análise de Turbomáquinas
Potência Hidráulica e Eficiência

A diferença entre a potência hidráulica e a potência de mecânica é a ineficiência da bomba.

Eficiência da Bomba e Eficiência do Motor A eficiência energética


do conjunto motor-
bomba é dada pelo
produto das eficiências
de cada equipamento.
Exemplo 0X
Desenvolver o projeto de uma bomba que será aplicada no transporte de água
entre dois reservatórios. Segundo os requisitos de projeto, essa bomba deve
fornecer vazão de 0,1 m^3/s e elevação de 100 m, operando a 1750 rpm. Foram
propostas as seguintes características geométricas para o projeto da bomba para
solução do problema proposto.
rad/s

Como a bomba consegue elevar em 106.1 m e a


especificação de projeto é de 100 m, a mesma
atende aos requisitos do projeto.
Exemplo 0Y
Descrição da situação-problema
Você é o projetista de uma empresa fabricante de
bombas. Os equipamentos que sua empresa
dispõe em catálogo foram projetados para operar
com água. No entanto, uma nova demanda para
bombas operando com gasolina (ρ = 720 kg/m3) foi
apresentada para sua equipe de engenharia. Por
questões de redução de custo, foi proposta a
adequação de uma bomba padrão, projetada para
operar com água, para essa nova aplicação. Assim,
as dimensões principais do rotor devem ser
mantidas, tais como diâmetros interno e externo e
espessura das pás, mostradas na figura a seguir.
Você deve calcular qual deve ser o ângulo de
entrada das pás, para que a velocidade do
escoamento de entrada seja puramente radial.
Considere como condição de projeto a rotação de
1750 rpm e vazão de 570 kg/s.
V1 = Vn1
REFERÊNCIAS
FOX, W. R.; McDONALD, A. T.; PRITCHARD, P. J. Introduction to Fluid
Mechanics. Editora John Wiley & Sons, 2011.
MH - Atividade 01
Devido às irreversibilidades na transferência de energia das bombas para o escoamento, a altura de
elevação real fornecida pela máquina é menor do que aquela resultante da Equação de Euler. Assim, a
determinação da altura de elevação e pressão de descarga é definida com maior precisão quando as
variáveis de processo são medidas. As medidas de desempenho de uma bomba centrífuga, operando com
água na rotação de 3500 rpm, são mostradas a seguir.

A vazão bombeada é de 10 m 3/h e o torque aplicado ao eixo da bomba é de 5 N.m. Nessas condições, a eficiência da bomba
é de 75% e a eficiência do motor elétrico é de 85%. Para a massa específica da água 998 kg/m3. Qual a potência elétrica
requerida e a pressão na saída da bomba?
Bombas de deslocamento positivo
- Bombas volumétricas
- Variação volume
- Pressão e energia cinética (pode ser deprezada)
- temos que a vazão de operação é invariável com a curva de carga da
instalação, sendo função apenas da rotação
- Essa característica faz com que as bombas de deslocamento positivo
predominem nas aplicações em sistemas de controle e transmissão
hidráulica
- Apropriadas para operar com substâncias de elevada viscosidade
Bombas de deslocamento positivo

Independentemente do tipo de movimento ou da forma construtiva, a transferência


de energia sempre ocorrerá devido à variação volumétrica.
Aumento da viscosidade melhora o desempenho, pois auxiliam na vedação das folgas
internas, diminuindo os vazamentos e recirculações, promovendo um aumento de
eficiência volumétrica das bombas de deslocamento positivo.
Deslocamento positivo - Pistão
Até 300 MPa de pressão e vazões que podem chegar a 300m3/h.
Deslocamento positivo - Diafragma
Até 300m3/h e pressões máximas de 40 MPa.
São menos restritivas quanto à presença de sólidos em suspensão no
fluido de trabalho
Deslocamento positivo - Parafuso
Vazões da ordem de
1000m3/h
Pressões de até 14 MPa
Esses equipamentos são
indicados para
bombeamento de fluidos de
elevada viscosidade, porém
não abrasivos.
https://www.youtube.com/watch?
v=mTtygutPjmI
Deslocamento positivo - helicoidais
Variante das bombas de
parafusos
Bombas de parafuso único
ou bombas de cavidades
progressivas.

https://www.youtube.com/watch?v=FX97BUQbD-c
Deslocamento positivo - Engrenagem
Pressão de descarga varia de acordo com a
altura de elevação requerida pela instalação.
Versáteis - diversos tipos de fluidos, em uma
ampla faixa de vazão, pressão e viscosidade.
Restrição - fluidos contendo sólidos abrasivos
em suspensão
Vazão máxima 1000m3/h
Pressões podem ultrapassar 20 MPa
Maior vantagem - operar com fluidos viscosos
Deslocamento positivo - Lóbulos
Apropriadas para operar com fluidos de elevada
viscosidade, oferecendo baixa taxa de
cisalhamento.
Amplamente utilizada na indústria alimentícia
Pressões 1,5 MPa e vazões de até 250m3/h.
Deslocamento positivo - Palhetas
Lubrificação entre as palhetas e a carcaça é
realizada pelo próprio fluido de trabalho
Vantagem - baixa pulsação de vazão (ou seja,
baixa intermitência), sendo amplamente
empregadas em sistema de controle e
transmissão hidráulica e em transporte de
combustível e de óleo lubrificante.
Curvas características de bombas de deslocamento positivo

• Bombas centrífugas - Q x H
• Bombas de deslocamento positivo isso não ocorre, pois,
teoricamente, a vazão independe da altura de elevação.
• Teoricamente (rotação constante) a curva característica é uma reta
paralela ao eixo da altura de elevação -> fornece uma vazão constante
• Na operação real - comportamento é pouco influenciado pela pressão
de trabalho
• Bomba possui folgas internas e o aumento da pressão faz com
que os vazamentos internos aumentem, reduzindo sua eficiência
volumétrica
Curvas características de bombas de deslocamento positivo
Curvas características de bombas de deslocamento positivo

• Potência consumida no acionamento da bomba aumenta


proporcionalmente com a altura de elevação. Mesmo para a altura de
elevação nula existe um torque inicial para acionar o equipamento,
devido ao atrito
• Cavitação - possibilidade de operarem com fluidos de elevada
viscosidade, a perda de carga na tubulação de sucção aumenta
consideravelmente, reduzindo o NPSH disponível na sucção da
bomba. Portanto, é usual que as instalações que utilizam bombas de
deslocamento positivo possuam altura estática de sucção positiva.
Curvas características de bombas de deslocamento positivo

• Controle da vazão - variação de rotação ou pela utilização de um


sistema de bypass
• Não é recomendado válvula de controle de vazão a montante -
ineficiente e representa um risco à operação do sistema
Curvas características de bombas de
deslocamento positivo
Curvas características - Exemplo 1
Instalação de transferência de petróleo possui altura estática de elevação de 20 m, diâmetro
interno de 154 mm e comprimento linear de 4000m. O fluido bombeado possui massa
específica de 880 kg/m3 e viscosidade de 200cP . Para esse sistema foi selecionada uma
bomba de deslocamento positivo do tipo helicoidal, operando na rotação nominal de 600
rpm.
Calcular o ponto de operação de uma instalação de bombeamento que utiliza uma bomba
helicoidal de deslocamento positivo.
Curvas características - Exemplo 2
Você precisa saber a eficiência de uma bomba de engrenagens em um dado sistema (não
existe informação aparente sobre isso). A bomba selecionada para a aplicação é o modelo
D07. É possível definir a eficiência dessa bomba baseando-se nas curvas características
fornecidas? A eficiência desse equipamento varia em função da pressão de descarga?
Curvas características - Exemplo 2
BOMBAS DESLOCAMENTO
POSITIVO
BOMBAS ALTERNATIVAS
• “Ponto morto” alto
• Ta e Tr - energias exigidas por kgf de líquido para manter as
válvulas de sucção (aspiração) e recalque abertas
• J’a e J’r - energias exigidas por kgf de liq para adquirir as
acelerações nos encanamentos de sucção e recalque
Bombas Alternativas
Bombas Alternativas

Representa a energia fornecida para cada kgf para que ele atravesse os encanamentos,
vencendo todas os desníveis e perdas de cargas e adquira aceleração decorrente da
velocidade de escoamento.
Convenções:
• ha - máximo
• hr - mínimo
• H - valores máximos, pois entra na fórmula da potência motriz.
Bombas Alternativas
Máxima altura de sucção

Não ultrapassar 70% do valor acima


Ja - fornecido pelas fórmulas de Hidráulica
T - ensaio dos fabricantes
Bombas Alternativas
PERDA DE ENERGIA DEVIDA ACELERAÇÃO AO LÍQUIDO

Cálculo da energia para


acelera o líquido na
sucção
(Hydraulic Institute)
COMO REDUZIR A ENERGIA J’ CEDIDA PARA ACELERAR O
LÍQUIDO

• Aumentar a seção do encanamento


• Diminuir a aceleração do êmbolo (trocar manivela por haste de ação direta)
• Utilizar duas bombas de duplo efeito ligadas aos mesmos encanamentos e
acionadas por manivelas defasadas de 90º
• Empregar a câmara de ar - velocidade cte
DESCARGA NAS BOMBAS DE ÊMBOLO OU DE PISTÃO

• Bomba simples efeito:


• Volume do escoamento
• 2R’ - curso do êmbolo
• 𝝮e - área da face ativa
• ƛ - rendimento volumétrico (entre 0 e 1) - relação entre o volume aspirado e o
volume gerado pela face do êmbolo
• Varia de 0,85 (bombas pequenas) a 0,98 em bombas grandes e de boa
qualidade
POTÊNCIA MOTRIZ

• Em bombas de êmbolo o rendimento varia de 0,65 a 0,85


CÂMARA DE AR
• Ar represado - mantém a descarga praticamente constante
• Pode ser aplicada no recalque ou sucção (1º preferencialmente)
• Armazena os excessos para restituí-los na deficiência
CÂMARA DE AR
• Volume de ar:
• 22x a descarga aspira pelo êmbolo - 1 cilindro, simples
efeito
• 10x a descarga - 1 cilindro , duplo efeito
• 5x a descarga - duplex, duplo efeito
• 2x a descarga - triplex, duplo efeito
• As câmaras já vêm instaladas com válvula para regular
experimentalmente o volume de ar.
• Em bombas multiplex, oferecem escoamento praticamente
uniforme
BOMBAS DE ÊMBOLO - Orientações práticas
• Pressão:
• Não têm limite de pressão (1k atms ou mais)
• Velocidade da água
• No tubo de sucção
• Linhas curtas (<50 m) +/- 1,5 m/s
• linhas longas (> 50 m) +/- 0,75 m/s
• No tubo de recalque
• Linhas curtas: 1,5 < v < 2,0 m/s
• Linhas longas: v +/- 1 m/s
• Abertura livre de entrada no crivo da sucção: 2 a 3x o área da seção do tubo de
escoamento
• Abertura livre das válvulas: 1,5 a 2x a área dos tubos de sucção ou de recalque
• Válvula de alívio - usada em instalações de bomba de êmbolo
NPSH BOMBAS DE ÊMBOLO
• Leva-se em consideração as parcelas J’a e Ta
NPSH BOMBAS DE ÊMBOLO
NPSH BOMBAS DE ÊMBOLO - Gráfico de W. Wilson
Conhecendo:
● Descarga da Bomba
● RPM do eixo da
manivela
● EXEMPLO:
Q = 20gpm
n = 1800 rpm
BOMBAS ROTATIVAS
• Lubrificação
• Viscosidades altas - acima de 50.000 SSU
• Altura estática de sucção elevada
GRANDEZAS CARACTERÍSTICAS
• Capacidade teórica (CT) - volume que pode-se deslocar sem carga ou pressão
(espaço entre os dentes)
• Deslizamento (slip) ou retorno (D) - volume que volta da descarga para a sucção
• Descarga efetiva - volume que sai da boca de recalque (CT-D)
• Altura Manométrica - diferença entre as pressões de saída e entrada da bomba
BOMBAS ROTATIVAS - Gráfico das Grandezas
BOMBAS ROTATIVAS - Emprego
• Lubrificação sob pressão
• Processos químicos
• Comandos e controles hidráulicos de máquinas
• Bombeamento de petróleo e GLP
• Indústria de Alimentos
• Cosméticos
• Cerâmicas
• Papel e celulose
Bombas
Lembre-se sempre que, quando operamos uma bomba, queremos obter dela uma
determinada vazão (Q) para uma altura manométrica especificada (H), com um
melhor rendimento e assim conseguir um menor consumo de energia. Quando isso não acontece
pode ser conseqüência de um mau projeto hidráulico.
Muitas vezes a bomba pode ter sido bem projetada para uma determinada instalação hidráulica,
mas, por causa de uma manutenção mal feita, pode ocorrer a modificação de algum fator de
funcionamento original da bomba. A modificação
desse fator de funcionamento pode alterar as curvas características da bomba.
As alterações que modificam a curva característica da bomba podem ocorrer devido à:
• mudança da rotação;
• mudança do diâmetro externo do rotor;
• modificação da natureza do líquido bombeado.
NPSH
BOMBAS DESLOCAMENTO
POSITIVO
BOMBAS DESLOCAMENTO
POSITIVO
BOMBAS DESLOCAMENTO
POSITIVO
BOMBAS DESLOCAMENTO
POSITIVO
BOMBAS DESLOCAMENTO
POSITIVO
BOMBAS DESLOCAMENTO
POSITIVO
BOMBAS DESLOCAMENTO
POSITIVO
BOMBAS DESLOCAMENTO
POSITIVO
BOMBAS DESLOCAMENTO
POSITIVO
BOMBA DE ENGRENAGEM
BOMBA DE ENGRENAGEM
BOMBA DE ENGRENAGEM
BOMBA DE PALHETA
BOMBA DE PALHETA
BOMBA DE PISTÃO
BOMBA DE PISTÃO
BOMBA DE PISTÃO
BOMBA DE PISTÃO
BOMBA DE PISTÃO
BOMBAS ALTERNATIVAS
• “Ponto morto” alto
• Ta e Tr - energias exigidas por kgf de líquido para manter as
válvulas de sucção (aspiração) e recalque abertas
• J’a e J’r - energias exigidas por kgf de liq para adquirir as
acelerações nos encanamentos de sucção e recalque
Bombas Alternativas
Bombas Alternativas

Representa a energia fornecida para cada kgf para que ele


atravesse os encanamentos, vencendo todas os desníveis e
perdas de cargas e adquira aceleração decorrente da velocidade
de escoamento.
Convenções:
• ha - máximo
• hr - mínimo
• H - valores máximos, pois entra na fórmula da potência
Bombas Alternativas
Máxima altura de sucção

Não ultrapassar 70% do valor acima


Ja - fornecido pelas fórmulas de Hidráulica
T - ensaio dos fabricantes
Bombas Alternativas
PERDA DE ENERGIA DEVIDA ACELERAÇÃO AO LÍQUIDO
- peso específico do líquido
- a aceleração instantânea do líquido
- comprimento do encanamento
- área da seção transversal do encanamento
Massa sujeita a aceleração

Força submetida ao líquido

Chamemos de J’ a altura de uma coluna líquida que fornece em sua base de área 𝛀 a
força mj; corresponde à perda de energia para comunicar ao líquido a aceleração j.
Então:
Bombas Alternativas
R’ e L’ - comprimentos da manivela e da
Aceleração êmbolo biela
𝛚𝐭 - angulo da manivela no tempo 𝐭
Aceleração do líquido no encanamento e no 𝝮e - área nítida da face ativa do êmbolo
cilindro são inversamente proporcionais às áreas
das seções de escoamento
Fazendo as substituições:

Máximo de J’ ocorre para 𝝮𝐭 = 0

Cálculo da energia para


acelera o líquido na
sucção
(Hydraulic Institute)
Exemplo
Uma bomba de 2”x5” (diâmetro = 2” e curso igual a 5”), triplex, gira a 360 rpm
e desloca 21 m3/h de água ao longo de um tubo de aspiração tendo 4” de
diâmetro e uma extensão de 8m. Calcular J’a.
CEDIDA PARA ACELERAR O
LÍQUIDO
• Aumentar a seção do encanamento
• Diminuir a aceleração do êmbolo (trocar manivela por haste
de ação direta)
• Utilizar duas bombas de duplo efeito ligadas aos mesmos
encanamentos e acionadas por manivelas defasadas de 90º
• Empregar a câmara de ar - velocidade cte
DESCARGA NAS BOMBAS DE ÊMBOLO OU DE
PISTÃO
• Bomba simples efeito:
• Volume do escoamento
• 2R’ - curso do êmbolo
• 𝝮e - área da face ativa
• ƛ - rendimento volumétrico (entre 0 e 1) - relação entre o
volume aspirado e o volume gerado pela face do êmbolo
• Varia de 0,85 (bombas pequenas) a 0,98 em bombas
grandes e de boa qualidade
POTÊNCIA MOTRIZ

• Em bombas de êmbolo o rendimento varia de 0,65 a 0,85


CÂMARA DE AR
• Ar represado - mantém a descarga praticamente constante
• Pode ser aplicada no recalque ou sucção (1º
preferencialmente)
• Armazena os excessos para restituí-los na deficiência
CÂMARA DE AR
• Volume de ar:
• 22x a descarga aspira pelo êmbolo - 1 cilindro, simples
efeito
• 10x a descarga - 1 cilindro , duplo efeito
• 5x a descarga - duplex, duplo efeito
• 2x a descarga - triplex, duplo efeito
• As câmaras já vêm instaladas com válvula para regular
experimentalmente o volume de ar.
• Em bombas multiplex, oferecem escoamento praticamente
uniforme
BOMBAS DE ÊMBOLO - Orientações práticas
• Pressão:
• Não têm limite de pressão (1k atms ou mais)
• Velocidade da água
• No tubo de sucção
• Linhas curtas (<50 m) +/- 1,5 m/s
• linhas longas (> 50 m) +/- 0,75 m/s
• No tubo de recalque
• Linhas curtas: 1,5 < v < 2,0 m/s
• Linhas longas: v +/- 1 m/s
• Abertura livre de entrada no crivo da sucção: 2 a 3x o
área da seção do tubo de escoamento
BOMBAS DE ÊMBOLO - Orientações práticas
• Pressão:
• Não têm limite de pressão (1k atms ou mais)
• Velocidade da água
• No tubo de sucção
• Linhas curtas (<50 m) +/- 1,5 m/s
• linhas longas (> 50 m) +/- 0,75 m/s
• No tubo de recalque
• Linhas curtas: 1,5 < v < 2,0 m/s
• Linhas longas: v +/- 1 m/s
• Abertura livre de entrada no crivo da sucção: 2 a 3x o
área da seção do tubo de escoamento
NPSH BOMBAS DE ÊMBOLO
• Leva-se em consideração as parcelas J’a e Ta
NPSH BOMBAS DE ÊMBOLO
NPSH BOMBAS DE ÊMBOLO
NPSH BOMBAS DE ÊMBOLO - Gráfico de W.
Wilson Conhecendo:
● Descarga da Bomba
● RPM do eixo da
manivela
● EXEMPLO:
Q = 20gpm
n = 1800 rpm
BOMBAS ROTATIVAS
• Lubrificação
• Viscosidades altas - acima de 50.000 SSU
• Altura estática de sucção elevada
GRANDEZAS CARACTERÍSTICAS
• Capacidade teórica (CT) - volume que pode-se deslocar sem carga ou pressão
(espaço entre os dentes)
• Deslizamento (slip) ou retorno (D) - volume que volta da descarga para a
sucção
• Descarga efetiva - volume que sai da boca de recalque (CT-D)
• Altura Manométrica - diferença entre as pressões de saída e entrada da
bomba
BOMBAS ROTATIVAS - Gráfico das Grandezas
BOMBAS ROTATIVAS - Emprego
• Lubrificação sob pressão
• Processos químicos
• Comandos e controles hidráulicos de máquinas
• Bombeamento de petróleo e GLP
• Indústria de Alimentos
• Cosméticos
• Cerâmicas
• Papel e celulose
Escoamento no rotor Designação corrente

de ação ou impulsão turbina Pelton e turbina Michell-Banki-Ossberger

de reação helico-centrípeta (ou radiais- turbina Francis


axiais)

mista (ou diagonal) Turbina Mista e Turbina Dériaz

axial Turbina Hélice, Turbina Kaplan, Turbina bolbo e Turbinas Straflo