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SINAIS VITAIS

Prof. Camila Di Dio


SINAIS VITAIS
São medidas que nos fornecem dados fisiológicos indicando as
condições de saúde da pessoa.

Os SSVV incluem a verificação de:

• Temperatura (T),
• Pulso (P) ou Frequência
cardíaca (FC)
• Frequência Respiratória
(FR),
• Pressão Arterial (PA).
SINAIS VITAIS
Fatores que alteram os sinais vitais:
• Exercícios físicos intensos
• Alimentação
• Idade
• Sexo
• Estresse
• Uso de medicamentos
• Algumas doenças
• Tabagismo e Alcoolismo
• Hora do dia
• Dor
SINAIS VITAIS

TEMPERATURA
Temperatura Corporal
• Vários processos físicos e químicos, sob o
controle do hipotálamo, promovem a
produção ou perda de calor, mantendo a
temperatura corporal mais ou menos
constante, independente das variações do
meio externo.
• Representa o equilíbrio entre o calor
produzido ou adquirido pelo corpo e o calor
que o corpo perde.
• Os seres humanos são homeotérmicos
Temperatura Corporal
O valor médio situa-se em torno de 36ºC

Na ↓ T, são ativados mecanismos para


conservar calor e na ↑ T são ativados
mecanismos que dissipam calor.
SINAIS VITAIS
VARIAÇÃO DA TEMPERATURA
- Normal: 36°C a 37°C

- Acima do Normal:
FEBRIL = 37°C a 37,7°C
HIPER = 37,8°C a 39°C
- Abaixo do Normal:
HIPO = 36°C a 34°C
COLAPSO = abaixo de 34°C
Temperatura Corporal
Fatores que modificam a temperatura:
• hormonais,
• Idade,
• Hora do dia,
• exercícios físicos,
• ambientes muito quentes ou muito frios, e
• infecções.

 A temperatura pode ser mensurada em


diferentes regiões do corpo: oral, retal ou axilar.
Termômetro Clínico

• Escala em °C
• Corpo
• Coluna de mercúrio
• Bulbo
Temperatura Axilar
Valores de temperatura (T) axilar:
• Hipotermia: temperatura abaixo de 36ºC.
• Normotermia: temperatura entre 36 e 36,8ºC.
• Febrícula: temperatura entre 36,9ºC e 37,4ºC.
• Estado febril: temperatura entre 37,5ºC e 38ºC
• Febre: temperatura entre 38ºC e 39ºC.
• Pirexia ou hipertermia: temperatura entre
39,1ºC e 40ºC.
Temperatura Oral
Valores normais: 36,8ºC a 37,2ºC
Contra-indicada:
• para pacientes inconscientes,
• desorientados ou propensos a convulsões;
• em crianças muito novas ou bebês;
• após ingerir líquidos quentes ou gelados,
mascar chicletes ou fumar,
• e em pacientes submetidos a cirurgias de boca,
extrações dentárias,
• Portadores de inflamação orofaríngea.
Temperatura Retal
Representa uma leitura mais precisa, é
geralmente 0,5ºC mais alta que a axilar e oral,
em geral 37,0ºC a 38,0ºC.

Contra-indicada:
• Pacientes com diarréia;
• Cirurgias (ou ferimentos) retais ou próstata
recente, porque pode ocorrer danos nos
tecidos inflamados.
AJUSTES E ADAPTAÇÕES DA TEMPERATURA
CORPORAL DURANTE EXERCÍCIOS
• Homeostasia (Repouso): 36,5 e 37,5ºC
• Variações aceitas entre 36º e 40ºC
• Oral: Usualmente utilizada
- Limitações durante o exercício pela
hiperventilação
• Retal (anal): Normalmente 0,6ºC maior que a
oral
- Limitações: desconforto (8 cm de introdução)
- Suscetibilidade a efeitos térmicos causados pelos
MMII
AJUSTES E ADAPTAÇÕES DA TEMPERATURA
CORPORAL DURANTE EXERCÍCIOS
• Axilar: Fácil mensuração
-Limitação: Grande oscilação da temperatura
-Deve ser mensurada apenas em repouso
• Canal Auditivo (timpânica): Mais próxima do
hipotálamo
-Limitação: desconforto
• Exercício: variação entre 38,3º e 40º
IMPLICAÇÕES FISIOLÓGICAS DAS ALTERAÇÕES TÉRMICAS
CENTRAIS
PULSO ou FREQUENCIA CARDÍACA
• O pulso é a onda de sangue na artéria criada
pela contração do ventrículo esquerdo
durante o ciclo cardíaco.
• Com cada contração o sangue é bombeado
para a Aorta, já cheia, o sangue então é
forçado para fora e flui através das artérias
sistêmicas.
• É sua onda que é sentida como pulso.
PULSO ou FREQUENCIA CARDÍACA

• O ponto de pressão mais baixo ocorre durante


a diástole ventricular, o ponto mais alto ocorre
durante a sístole (pico de ejeção).

Finalidades
• Avaliar a frequência cardíaca
• Ritmo cardíaco
• A amplitude ou intensidade
PULSO ou FREQUENCIA CARDÍACA

Valores normais: 60 a 100 batimentos por


minuto.

Atividade física, febre, dor, alteração postural,


hemorragias e calor influenciam a frequência
da pulsação.
FATORES QUE INFLUENCIAM O PULSO

• Idade.
– Frequências de pulsos fetais têm em média 120 a
160 bpm.
– Frequências de pulsos de RN variam entre 100 e
190 bpm, e tem em média 120 bpm.
– Frequências de pulsos no adulto têm em média 60
e 100 bpm.
FATORES QUE INFLUENCIAM O PULSO

• Sexo.
• Emoções.
• Exercícios.
• Calor sistêmico ou local.
– A FC ↑ para desviar o fluxo sanguíneo
para as áreas cutâneas.
As artérias em que com frequência são verificados os pulsos:

• Artéria radial,
• Carótidas,
• Braquial,
• Femoral,
• Temporal,
• Poplítea
• Tibial posterior.
PULSO ou FREQUENCIA CARDÍACA
Nomenclatura para alterações na frequência

• Normocárdico: 60 a 100 bpm

• Taquicárdico: Maior que 100 bpm

• Bradicárdico: Menor que 60 bpm


PULSO ou FREQUENCIA CARDÍACA

Nomenclatura para alterações no ritmo


• Regular ou rítmico
• Irregular ou arrítmico

Nomenclatura para alteração na amplitude


• Cheio ou forte
• Fino ou fraco
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA (Finalidades)

• Avaliar a frequência (número de ciclos de inspiração e


expiração),
• Ritmo (regularidade desses ciclos);
• Profundidade (volume do ar inalado e exalado em cada
respiração);
• Som dos movimentos respiratórios (ruídos)
• Valores:
- Eupnéia (Normal) – 14 a 20 rpm
- Taquipnéia – acima de 20 rpm
- Bradipnéia – abaixo de 14 rpm
- Apnéia – ausência de movimento respiratório
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
Valores de referência de acordo com a idade
Idade FR
• Recém nascido 40-60 rpm
• 1 ano 25-40 rpm
• 5 anos 20-30 rpm
• 10 anos 15-25 rpm
• Homem adulto 14-20 rpm
• Mulher adulta 16-20 rpm
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
• Hiperpnéia – 30rpm

• Hipoventilação – diminuição do volume de ar


nos pulmões.

• Hiperventilação – aumento de ar nos pulmões


aumentando a amplitude respiratória.
FATORES QUE INFLUENCIAM A RESPIRAÇÃO

• Idade
• Tamanho corporal e estatura
• Exercício
• Posição do corpo
SONS RESPIRATÓRIOS
• Sibilo: Som de assobio, ocorre tanto na
inspiração como na expiração.
• Estridor: Som áspero, ocorre em obstruções
de VAS.
• Creptação: Sons de chocalho ou bolhosos,
agudo, ocorrem devido a secreções nas
passagens de ar.
• Ronco: Som grave devido a secreções na
traquéia e nos brônquios principais.
PRESSÃO ARTERIAL
PRESSÃO ARTERIAL

“A força do coração
para bombear o
sangue é chamada
de pressão máxima,
ou sistólica”
PRESSÃO ARTERIAL

A resistência que a artéria oferece à passagem


do sangue é chamada de pressão mínima, ou
diastólica
PRESSÃO ARTERIAL
• É a força que o sangue exerce contra a parede de
um vaso.

Terminologia:
• Hipertensão arterial: é o termo usado para indicar
pressão arterial acima da normal;
• Hipotensão arterial para indicar pressão arterial
abaixo da normal.
• Quando a pressão arterial se encontra normal,
dizemos que está: normotensa.
PRESSÃO ARTERIAL
VALORES NORMAIS
• Máxima: 100 a 140mmHg
• Mínima: 50 a 90mmHg

- Hipertensão: quando diástole está acima de


100mmHg. Ex. : 180/110mmHg

- Hipotensão: quando sístole está abaixo de


90mmHg. Ex.: 80/40mmHg
FATORES QUE INFLUENCIAM A PRESSÃO
SANGUÍNEA
• Volume sanguíneo.
• Diâmetro ou elasticidade das artérias
(vasoconstrição ou vasodilatação).
• Débito cardíaco (volume de sangue bombeado por
um ventrículo por unidade de tempo) . DC= FC x VS
• Idade.
• Exercício: ↑ demanda de O²
• Manobra de valsalva (↑PA).
• Hipotensão postural. ↓ retorno venoso e débito
cardíaco.
• Posição dos braços.
• Outros fatores de risco.
SONS DE KOROTKOFF
RECADO IMPORTANTE!!!
• PARA REFLETIR.....

• Sejam versáteis... A adaptação é sempre


necessária...
Sinais Vitais – Aula Prática
VERIFICANDO A TEMPERATURA CORPORAL

• Temperatura Oral
– A: Lave as mãos
– B: Reúna os equipamentos
– C: Procedimentos:
• 1: Explique o procedimento e sua razão
• 2: Certifique-se de que o paciente está confortável
• 3: O termômetro deve ser mantido firmemente entre
o polegar e o dedo indicador na ponta oposta ao
bulbo
• 4: Observe o nível da coluna, se necessário chacoalhe o
termômetro até que o mercúrio esteja abaixo de 35ºC
• 5: Peça ao paciente para abrir a boca e coloque o
termômetro na base posterior da língua. Instrua o
paciente para fechar os lábios.
• 6: Deixe o termômetro no lugar por 7 a 8 minutos. Os
tempos variam de 5 a 10 minutos.
• 7: Remova o termômetro
• 8: Faça a limpeza do termômetro
• 9: mantenha o termômetro no nível dos olhos até
que o mercúrio esteja claramente visível e leia o
ponto mais alto na escala que o mercúrio atingiu.
• 10: Registre os resultados
• 11: Recoloque o termômetro em uma área
apropriada para a desinfecção.
TEMPERATURA ORAL
VERIFICANDO A TEMPERATURA AXILAR
• Temperatura Axilar
• São menos precisas, utilizadas quando as
temperaturas orais são contra-indicadas. São
aproximadamente 0,6º C mais baixas que as
temperaturas orais
– A: Lave as mãos
– B: Reúna os equipamentos
– C: Procedimentos:
• Siga os passos de 1 a 4
• 5: Exponha a região axilar, se necessário seque a área.
• 6: Coloque o termômetro na região axilar entre o
tronco e o braço. O braço do paciente deve ser
colocado firmemente na frente do tórax para manter
o termômetro no lugar.
• Deixe o termômetro no lugar por 10 minutos
• 7: Remova o termômetro
• 8: Faça a limpeza do termômetro
• 9: Mantenha o termômetro no nível dos olhos até
que o mercúrio esteja claramente visível e leia o
ponto mais alto na escala que o mercúrio atingiu.
• 10: Registre os resultados
• 11: Recoloque o termômetro em uma área
apropriada para a desinfecção.
TEMPERATURA AXILAR
PROCEDIMENTOS PARA VERIFICAR O PULSO.
• Avaliando os pulsos periféricos.
– A. Lave as mãos.
– B. Reúna os equipamentos.
• Relógio.
• Papel, lápis ou caneta.
– C. Procedimentos.
• Explique o procedimento ao pcte.
• Certifique-se de que o paciente está confortável.
• Selecione o ponto de pulso a ser monitorado.
• Coloque os 3 dedos bem distribuídos e firmemente
sobre o local do pulso.
• Conte o pulso durante 30 segundos e multiplique por 2;
observe o ritmo, volume e a qualidade ou a sensação
do vaso.
• Registre os resultados.
• Avaliando o pulso apical.
– A. Lave as mãos.
– B. Reúna os equipamentos.
• Estetoscópio.
• Lenços antissépticos.
• Relógio.
• Papel, lápis ou caneta.
– C. Procedimentos.
• Explique o procedimento ao pcte.
• Certifique-se de que o paciente está confortável.
• Use o lenço antisséptico.
• Encontre o local onde o pulso será monitorado.
• Aqueça o diafragma do estetoscópio na palma da Mão.
• Coloque o estetoscópio nas orelhas.
• Coloque o diafragma do estetoscópio sobre o ápice do
coração.
• Conte o pulso por 60 segundos.
• Registre os resultados.
• Avaliação do pulso apical-radial.
– Tipicamente os valores são iguais.
– Doenças cardíacas ou oclusão vascular.
– Déficit de pulso.
PROCEDIMENTOS PARA AVALIAR A
RESPIRAÇÃO
• A: Lave as mãos
• B: Reúna os equipamentos
• C: Procedimento:
– 1: Certifique-se de que o paciente está
confortável.
– 2: Exponha a área do tórax se possível.
– 3: Conte as respirações por 30 segundos
– 4: Observe a profundidade, ritmo, característica e
o padrão da respiração.
– 5: Recoloque a roupa no paciente
– 6: Registre os resultados.
VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL
• Equipamento

– Braçadeira com manguito de PA.

– Esfigmomanômetro: registra a leitura da PA.

– Estetoscópio: usado para escutar os sons sobre a


artéria a medida que a pressão é liberada do
manguito.
INTERAÇÃO COM O CLIENTE:
Explicar o procedimento e certificar-se de que o
indivíduo :
Não está com a “bexiga cheia”, não praticou
exercícios físicos antes da medida, não ingeriu
bebidas alcoólicas, café, e não fumou nos 30
minutos que antecedem a medida da PA.

Estabelecer um período de repouso de 5 a 10


minutos
PROCEDIMENTO PARA VERIFICAR A PA
• Artéria braquial
– A. lave as mãos.
– B. reúna os equipamentos.
– C. procedimentos:
• 1. explique o procedimento e sua razão.
• 2. posicione o paciente (a posição
sentada é recomendada.)
• 3. exponha o braço e coloque-o no nível
do coração com o cotovelo estendido.
• 4. coloque o manguito em torno do braço
aproximadamente 2,5 a 5,0 cm acima da fossa
antecubital; o centro do manguito deve estar
alinhado com a artéria braquial.
• 5. verifique se o esfigmomanômetro está registrando
zero.
• 6. faça assepsia dos materiais.
• 7. coloque as olivas do estetoscópio (inclinadas para
a frente) nas orelhas, os tubos do estetoscópio não
devem ser cruzados e devem pender livremente.
• 8. Localize e palpe a artéria braquial na fossa
antecubital; coloque o diafragma do estetoscópio
sobre a artéria.
• 9. feche a válvula do manguito de pressão.
• 10. bombeie o manguito até que o manômetro
registre cerca de 20 mmHg acima da pressão sistólica
esperada.
• 11. libere a válvula com cuidado, deixando o ar sair
lentamente.
• 12. observe o manômetro com atenção e note o ponto
no qual o primeiro som é ouvido; esse é o ponto no qual
o sg. começa a fluir através da artéria e representa a
pressão sistólica; serão agora observadas deflexões no
mostrador.
• 13. continue a soltar o ar cuidadosamente. Observe o
ponto sobre o manômetro quando o som começa a ser
abafado; essa é a primeira pressão diastólica.
• 14. continue a liberar o ar gradualmente.
• 15. observe o ponto do manômetro quando o som
desaparece e a deflexão cessa; esse é registrado como a
segunda pressão diastólica.
• 16. permita que o ar restante seja solto rapidamente.
• 17. assepsia dos materiais.
• 18. registre os resultados.
Pressão poplítea: essencialmente o procedimento é o
mesmo da artéria braquial, com as seguintes variações:
– 1. o paciente é colocado em DV com leve flexão de
joelho.
– 2. a artéria poplítea geralmente fornece valores
sistólicos mais altos e diastólicos mais baixos
– 3. um manguito largo é usado. É colocado ao redor do
terço inferior da coxa. O centro do manguito deve
estar alinhado com a artéria poplítea.