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HORMÔNIOS

VEGETAIS:
BRASSINOSTERÓI
DES E ÁCIDO
JASMÔNICO

Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia


Cultivo Celular Vegetal
Andressa Balak, Gislaine Novakoski, Isabella Massuda, Nathalie Leal
Brassinosteróide
s
(BRs)
Composição
São uma classe de hormônios vegetais

Estrutura química trata-se de uma lactona


esteroidal

Compõe um grupo de hormônios esteróides

São análogos aos hormônios esteróides


animais na estrutura
Mitchell e colegas de trabalho
extraíram ingredientes específicos
com atividade promotora de
crescimento do pólen de Brassica.

O brassinolídeo foi identificado


como o componente ativo.

Brassica napus

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Estrutura
O brassinolídeo é o primeiro e o mais ativo membro da
família dos brassinosteróides, formada por
mais de 40 membros, isolados de plantas
terrestres e marinhas.

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Localização
As distribuições de BRs diferem entre
tecidos distintos de espécies individuais

Pólens, sementes imaturas, raízes e flores


apresentam maior quantidade, enquanto
brotações e folhas apresentam menor
quantidade

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Funções
● Expansão e divisão celular em partes aéreas
● Alongamento celular
● Gravitropismo
● Diferenciação do xilema durante o desenvolvimento vascular
● Influencia a germinação de sementes
● Retardamento da abscisão das folhas
● Promove ou inibe o crescimento da raiz, de acordo com a concentração
● Aumenta a resistência ao estresse
● Crescimento do tubo polínico
● Indução da síntese de etileno

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Funções
● Estimula certas enzimas que desempenham papel importante no crescimento
● Induz mudanças na composição de alguns aminoácidos em proteínas
● Modifica a composição de ácidos graxos
● Aumenta a capacidade de síntese de compostos polissacarídeos
● Desempenha um papel dominante em relação a outros fitormônios, na medida
em que regulamentam a sua atividade ou a sua produção

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Biossíntese
Esqueleto de colesterol com várias substituições de hidroxila e grupos funcionais ligados
Aplicações
Quando aplicado em raízes de alface e tomateiro, o brassinolídeo afeta o
crescimento do hipocótilo e pecíolos e na base do hipocótilo de feijão causa
alongamento do epicótilo, demonstrando claramente a mobilidade dos
brassinosteróides no sistema vegetal.

Os BR podem controlar a atividade das aquaporinas presentes na membrana


plasmática, proporcionam o aumento da permeabilidade à água e
afrouxamento da parede celular, resultando na expansão celular sem a perda
da integridade da plasmalema.

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Aplicações
Tabela 1 - Efeito dos brassinosteróides no rendimento de culturas de importância econômica.

Cultura Ganho (produtividade) Hormônio Fonte

Feijoeiro Aumento de 45 e 51% na massa Brassinolídeo Meudt et al., 1983


seca de grãos por planta

Milho Aumentou em 7% no peso fresco de Brassinosteróides Lim e Han, 1988


espigas, e em 12% no peso seco de
grãos

Facilita o desenvolvimento dos Brassinolídeo Kazakova et


Batata tubérculos, inibe sua germinação al.,1991
durante o armazenamento

Alface Aumento de 25% na massa fresca Brassinolídeo Meudt et al., 1983

Arroz Aumentou a velocidade de Brassinolídeo Kim e Sa, 1989


crescimento da planta, o tamanho da
raiz, a massa seca da haste e da raiz

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Ácido Jasmônico
(AJ)
Como um mecanismo de resposta, as plantas conseguem mudar a
constituição de compostos moleculares, e muitas dessas alterações
podem estar diretamente relacionadas com defesa e proteção.

Dentre os compostos envolvidos


nessa cascata de sinalização está o
ácido jasmônico

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O ácido jasmônico, seu metil éster (MeAj) e
seus derivados (jasmonatos) foram encontrados
em mais de 200 espécies de plantas,
representando 150 famílias, incluindo
samambaias e musgos.

Foi isolado pela primeira vez em 1962 do óleo


essencial de Jasminum grandiflorum L. e de
Rosmarimus officinalis L.

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Representa um novo tipo de hormônio
vegetal, que desempenha papel crucial no
crescimento, desenvolvimento e resposta
Ácido a diferentes condições de estresse
ambiental da planta e induz a expressão
jasmônico de genes relacionados à defesa.
Localização
O nível de AJ em plantas varia em função do tecido,
do tipo de célula, da fase de desenvolvimento e da
resposta a diversos estímulos ambientais

São encontrados por toda a planta, com as maiores


concentrações sendo observadas em tecidos em
crescimento, como:

⊷ Hipocótilo, plúmula, ápice radicular, flores, frutos


e folhas jovens

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Funções Induz a expressão
de genes
relacionados à
defesa ao ataque
de herbívoros
Papel importante (pragas e animais)
na defesa das e ferimentos
plantas contra

Induz a expressão de genes danos causados por


que codificam proteínas raios UV-B
específicas-inibidores de
proteases, enzimas
envolvidas com a produção
de flavonóides

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Efeitos
● Transdução de sinal de estresses
● Inibição do crescimento e germinação de sementes
● Promoção da senescência e abscisão foliar
● Formação de tubérculos
● Amadurecimento de frutos
● Reação defensiva em outras plantas (volátil - MeJA)

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● São sintetizados a partir do ácido linolênico,
esse ácido é liberado dos lipídeos de membrana
plasmática e então convertido em AJ por uma
rota chamada octadecanóide.

Biossíntes ● Duas organelas participam dessa biossíntese: o


cloroplasto e o peroxissomo. No cloroplasto, um

e intermediário derivado do ácido linolênico é


ciclizado e então transportado para o
peroxissomo onde as enzimas da rota β-
oxidação completam a conversão para AJ.
● O dano causado pelo herbívoro induz a
defesa sistêmica. A sistemina é liberada
pelas células danificadas e liga-se ao seu
receptor (LRR) na membrana plasmática.
Isso ativa a fosfolipase, que gera um sinal
que inicia a biossíntese do AJ.
● O AJ então é transportado pelo floema,
sistemicamente para toda a planta por um
mecanismo ainda desconhecido.
● Nos tecidos alvo, o AJ é liberado e ativa a
expressão de genes que codificam os
inibidores de proteases.

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Aplicações
Aumento do rendimento de culturas de morango, soja e cana-de-açúcar (Koda, 1992)

Estimulação da formação de tubérculos em inhame e batata e amadurecimento em


frutos de tomate e maçã (Sembdner & Parthier, 1993)

Aplicaçõe
Produção de inibidores de proteases em tomateiros e em arroz (Farmer & Ryan,
1990)
sInibição da germinação de esporos de Pyricularia oryzae, fungo que provoca doença
conhecida como brusone (Hamberg & Garder, 1992)
Referências
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6566436/

https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Morfofisiologia_vegetal/morfovegetal29.php

http://www.uenf.br/Uenf/Downloads/PRODVEGETAL_3434_1282066094.pdf

https://revistas.unicentro.br/index.php/ambiencia/article/view/1657/2290

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-05362010000400009

https://studylibpt.com/doc/3386326/outros-horm%C3%B4nios-vegetais-brassinosteroides--poliaminas--...

https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/180735/orzari_i_dr_jabo.pdf?sequence=3&isAllowed=y

https://bmcbiol.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12915-016-0340-8

https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/tecnologia/luciamariacararetoalves/defesa-herbivoros_fisiologi
a-vegetal_taiz-e-zeiger-cap13_4ed-2009.pdf

https://www.fcav.unesp.br/Home/departamentos/tecnologia/luciamariacararetoalves/defesa-herbivoros_fisiologi
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