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PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES

PEDAGÓGICAS E GESTÃO DO TEMPO


UFCD 3282

Curso Profissional: TAE – Técnico de Ação Educativa


Disciplina: TPIE – Técnicas Pedagógicas e Intervenção Educativa Professora: Carina Botequilha Estevens
ÍNDICE

1. Registo e planificação das atividades


2. Utilização eficaz do tempo
3. Observação e planificação da ação

Curso Profissional: TAE – Técnico de Ação Educativa


Disciplina: TPIE – Técnicas Pedagógicas e Intervenção Educativa Professora: Carina Botequilha Estevens
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

Curso Profissional: TAE – Técnico de Ação Educativa


Disciplina: TPIE – Técnicas Pedagógicas e Intervenção Educativa Professora: Carina Botequilha Estevens
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

1.1. A importância do registo

Curso Profissional: TAE – Técnico de Ação Educativa


Disciplina: TPIE – Técnicas Pedagógicas e Intervenção Educativa Professora: Carina Botequilha Estevens
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Observar é a “ação de considerar e registar o comportamento do indivíduo ou de um grupo,


sem alterar a sua espontaneidade, a sua verdade de expressão”. Para que a observação seja
equilibrada é preciso centrá-la nas tarefas (atividades e situações) e nos comportamentos
relacionais entre o grupo.

 O observador deve procurar ser um espectador objetivo e imparcial, registando e referindo a


situação observada, de forma rigorosa e sistemática, por registo imediato e/ou memorizado.
Deve evitar fazer qualquer tipo de apreciação ou juízo.

Curso Profissional: TAE – Técnico de Ação Educativa


Disciplina: TPIE – Técnicas Pedagógicas e Intervenção Educativa Professora: Carina Botequilha Estevens
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 A observação deve ser situada no tempo,


espaço e contexto. Deve pôr em evidência,
sobretudo, o que a criança gosta de fazer, sabe
fazer. as situações em que se mostra ativa, as
pessoas com quem gosta de agir, etc. a nossa
observação só poderá ser eficaz se se apoiar no
que a criança gosta de fazer, de dizer.

Curso Profissional: TAE – Técnico de Ação Educativa


Disciplina: TPIE – Técnicas Pedagógicas e Intervenção Educativa Professora: Carina Botequilha Estevens
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 A observação sistemática permite:

o Descobrir os interesses e as necessidades de cada criança e, por isso, favorece uma


organização pedagógica apoiada na vida das crianças e a elaboração de projetos que, muito
provavelmente as cativarão.
o Compreender o comportamento da criança e ajustar as suas intervenções, em função das
suas necessidades atuais.
o Evitar que uma criança passe despercebida.
o Proporcionar a análise dos componentes, antes de se lançar a ação.
o Deixar um traçado do comportamento observado, o que permite constatar a evolução das
aquisições e assim determinar a intervenção do adulto. Pode ser realizada a vários níveis
pelos adultos que integram a equipa pedagógica.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 O que podemos observar?

o A socialização e a autonomia da criança, as usas reações com os outros. É importante anotar


as formas de comunicação que utiliza, os ajustamentos que opera em função das reações
dos outros, etc.

o A motricidade – a nível da vida corrente, a nível da motricidade fina, a nível da motricidade


grossa. a linguagem e, outras atividades – pois, não nos é possível observar cada criança ao
longo de todas as atividades que a vida do grupo lhe proporciona.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Eis algumas pistas para aperfeiçoar a observação:

o Não confie na sua memória. Faça um registo enquanto observa.


o Registe detalhes objetiva e rigorosamente, e de um modo tão completo quanto possível, sem
avaliar. Aprenda a separar os seus sentimentos dos factos.
o Utilize várias observações, sempre que possível, feitas por observadores diferentes.
o Tenha consciência do “efeito de aumento” e do “erro lógico”, verifique cuidadosamente o
comportamento em observação com o fim de eliminar estes preconceitos.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

o Defina operacionalmente os comportamentos, para que haja um acordo entre


os
observadores quanto ao que constitui um exemplo de “X” comportamento.
o Recolha informação durante um período de tempo adequado e numa variedade de situações
para assegurar a amostragem do comportamento (fiel, válida) com vista à extração de
conclusões.
o Tenha outros observadores a observarem o mesmo comportamento, sempre que possível e
compare as descobertas.
o Seja tão discreto quanto possível durante o período de observação, com vista a minimizar a
influência do observador sobre o observado.
o Veja os dados de observação como hipóteses a serem testadas e não como
evidência conclusiva acerca da criança.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

1.2. Grelhas de observação e registo


1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 As grelhas de observação e registo são instrumentos de trabalho que servirão de apoio para a
nossa prática, uma vez que é importante observarmos as crianças para podermos direcionar a
nossa prática no caminho certo.

 Pode-se observar como exemplo, a escolha das áreas. o comportamento da criança. a


frequência de um determinado comportamento. a atividade orientada. a rotina diária. espaço
exterior. espaço interior…
Grelha de Avaliação - Observação Directa
Curso:
Sala:

Educador/Professor:
Data:

C o mpreensão do s C o nhecimento A plicação do s C o nhecimento P articipação na R ealização das


A ptidão Espí rito C rí t ico TOTAL*
s A dquirido s s A dquirido s A ctividades*
*
C o tação
5 ,0 5 ,0 5 ,0 5 ,0 20,0
N o me
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

1.3. Do registo à planificação


1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Não existe uma definição única para planificação,


cada educador, técnico ou professor terá a sua,
que é própria e reflete a forma como encara o
processo de ensino/aprendizagem.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Existem definições como:

o Planear é definir com clareza o que se pretende da criança, ou do grupo.


o É uma atividade que consiste em definir e sequenciar os objetivos da aprendizagem das
crianças, determinar processos para avaliar se eles foram bem conseguidos, prever algumas
estratégias de ensino/aprendizagem e selecionar recursos/materiais auxiliares.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Na perspetiva construtivista a planificação passa pela


criação de ambientes estimulantes que propiciem
atividades que não são à partida previsíveis e que, para
além disso, atendam à diversidade das situações e aos
diferentes pontos de partida das crianças.

 Isso pressupõe prever atividades que apresentem os


conteúdos de forma a tornarem-se significativos e
funcionais para as crianças, que sejam desafiantes e lhes
provoquem conflitos cognitivos, ajudando-os a
desenvolver competências de aprender a aprender”.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

Os diferentes tipos de planificação


1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Planificação a longo prazo

 Este tipo de planificação faz-se no começo do ano e tem como principal objetivo selecionar e
distribuir
os conteúdos, tendo em vista o melhor para a escola e baseando-se nas orientações curriculares.

 As opções que se fazem a este nível vão sofrer ajustamentos ao longo do ano, e para cada
grupo em particular, após se conhecer as crianças. Pois, é a partir da avaliação que o educador
ou técnico faz das necessidades de cada grupo, que pode intervir diretamente sobre elas.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Planificações a médio prazo

 Designa-se por planificação a médio prazo os planos de um período de aulas.

 Para planificar uma unidade é necessário interligar objetivos, conteúdos e atividades. Desta
forma vai-se traçar o percurso para uma série de aulas e, vai refletir a compreensão que o
educador ou técnico tem tanto ao conteúdo como ao processo de ensino. É também necessário
equacionar os materiais necessários de forma mais concreta, a motivação das crianças, os
instrumentos de avaliação, entre outros.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Planificações a curto prazo/ planos de atividades

 Estes planos são aqueles a que o educador e técnico disponibiliza mais atenção. É também aqui
que melhor se percebe a forma como o educador e técnico encara a dinâmica do
ensino/aprendizagem.

 Normalmente, estes planos esquematizam o conteúdo a ser ensinado, as técnicas motivacionais


a serem exploradas, os passos e atividades específicas preconizadas para as crianças, os
materiais necessários e os processos de avaliação.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Tudo o que é planificado será agora desenvolvido, mas para


tal o educador já deve ter pensado anteriormente nos
conteúdos, nos meios, nos intervenientes (idade da criança),
nos recursos, no lugar, e no tempo (quando). A partir daqui a
atividade pensada pelo educador será posta em ação.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 É fundamental que o educador já tenha traçado os objetivos, técnicas/meios/atividades. É


durante a atividade que o educador observa a evolução e o desenvolvimento da criança, no qual
recorre a registos.

 Durante a atividade o educador observa se a criança atinge os objetivos selecionados e deve


ajudar. No decorrer da atividade poderemos fazer reajustamentos e adaptações. No final avalia-
se para poder voltar a planificar.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

1.4. Da planificação à ação


1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Planear implica basicamente decidir sobre:

o O que pretendemos realizar.


o O que vamos fazer.
o Como vamos fazer.
o O quê e como devemos analisar a situação, a fim de verificarmos
se o que pretendíamos foi atingido.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Planear em termos educacionais será um «processo


contínuo que se preocupa com o «para onde ir» e
«quais as maneiras adequadas para chegar lá», tendo
em vista a situação presente e possibilidades futuras,
para que o desenvolvimento da educação atenda tanto
às necessidades da sociedade como às do indivíduo».
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 As funções da planificação são basicamente:

o Ser um meio que integra todos os fatores que convergem (levam) para o ato
educativo dando-lhe unidade e operacionalidade.
o Ser garantia de coerência e continuidade do trabalho.
o Ser base imprescindível para ponderar objetivamente o rendimento do trabalho pedagógico
(avaliação).
o Ser instrumento dinâmico de base a partir dos dados da avaliação: serve de controlo e ajuste do
ato pedagógico às exigências das crianças, para conseguir aprendizagens mais eficazes e seguras.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 É evidente que, de acordo com as filosofias do educador e das correntes pedagógicas, poderão
existir diferentes modelos de planificação. Compete a cada educador encontrar o seu,
procurando tornar coerente o seu modo de agir, os seus valores em articulação com aquilo que
o Conhecimento nos diz sobre o modo como as crianças crescem, se desenvolvem e aprendem.
Os diferentes modelos de planificação estão também dependentes daquilo que a sociedade
pede à educação.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 Independentemente de modelos diferentes de planificação que possamos utilizar há, no


entanto, aspetos que são comuns a todos os modelos, isto é, instrumentos sem os quais não é
possível construir qualquer processo de planificação. Podemos, por exemplo, considerar a
existência de fases a que qualquer planificação deve obedecer.

 Qualquer planificação deve ter uma fase de conhecimento realidade, uma fase de
preparação,
da uma fase de desenvolvimento e outra de aperfeiçoamento.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 1. A fase de conhecimento da realidade, é preciso que se


faça um levantamento e análise dessa realidade e das suas
dimensões mais significativas, das suas características e
problemas. O responsável pela planificação faz, portanto,
uma sondagem, levantando dados e factos importantes da
realidade educativa. Depois ele estuda cuidadosamente os
dados recolhidos, procurando deduzir conclusões. Trata-se do
diagnóstico. A partir deste diagnóstico o educador pode
lançar-se na elaboração de uma planificação contextualizada.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 2. A fase de preparação implica:

o Determinar objetivos: o que pretendemos com a observação.


o Selecionar e organizar conteúdos: o que vamos observar e registar.
o Selecionar estratégias: como vamos fazer essa observação.
o Selecionar recursos: quais os meios de apoio à observação.
o Definir procedimentos de avaliação: como vamos avaliar o resultado da observação.
1. REGISTO E PLANIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES

 3. A fase de desenvolvimento implica pôr o plano em ação. Esta fase de desenvolvimento poderá
necessitar de reajustamentos, isto é, adaptações indispensáveis para que o plano corra bem.

 4. A fase de aperfeiçoamento implica avaliar para voltar a planificar. São aqui analisados os
resultados das situações de aprendizagem, a adequabilidade dos objetivos, estratégias e
recursos. Pretende-se corrigir deficiências. Esta avaliação poderá ser feita em vários momentos
do percurso de forma a permitir, mesmo durante o processo, os reajustes necessários, os quais
serão garantia de qualidade daquilo que foi projetado.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

2.1. Formas de planeamento de atividades


2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Os planos de atividade de sala devem ser realizados com


uma periodicidade regular, preferencialmente diária.

 Na operacionalização deste plano de atividades importa


ter um conjunto de sugestões ao nível do
relacionamento inter e intrapessoal.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 A elaboração do plano de atividades de cada sala procura rentabilizar as áreas e


espaços interiores e exteriores e tem em consideração os seguintes aspetos:

o Os ritmos de desenvolvimento de cada criança, procurando estruturar as


atividades/brincadeiras de forma graduada e aumentando o seu grau de complexidade à
medida que a criança vai adquirindo novas competências.
o A faixa etária do grupo de crianças a que se destina o plano de atividades de sala.
o O Facto de a aprendizagem nas crianças mais pequenas ocorrer essencialmente através de
atividades individualizadas na prestação de cuidados pessoais.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

oÀ medida que as crianças se vão desenvolvendo, a aprendizagem passa a ser


realizada
através da introdução de atividades não planificadas.
o Para a faixa etária mais elevada a aprendizagem das crianças deverá processar-se através da
introdução de atividades planificadas e estruturadas.
o O respeito pelos interesses individuais de cada criança.
o E que todas circulam pelo máximo de espaços e áreas disponíveis.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 O Plano de Atividades de cada Sala é composto por:

o Plano das rotinas ou cuidados pessoais básicos, flexível e individualizado, de acordo com as
necessidades de cada criança.
o Atividades/brincadeiras livres e espontâneas que ocupam grande parte do dia.
o Atividades/brincadeiras de aprendizagem estruturadas e experiências de jogo
adequadas ao
grupo de crianças em questão, promovendo a aquisição de competências indi.viduais e em
grupo
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

2.2. Listagem detalhada de atividades de rotina


2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Importância da rotina diária na vida da criança

 Uma rotina coerente é uma estrutura. Liberta igualmente crianças e adultos da preocupação de
terem de decidir o que vem a seguir e permite-lhes usar as suas energias criativas nas tarefas
que têm entre mãos.

 Uma vez estabelecida e nela integradas as crianças, a rotina torna-se mais flexível. Por
exemplo, um bom tempo de trabalho ou brincadeira pode, por vezes, ser prolongado ou a rotina
alterada para se adaptar a uma saída ao exterior.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 A rotina diária tem como fim três objetivos importantes:

o Primeiro, proporcionar uma sequência que proporcione à criança um processo de a ajudar a


explorar, planear e executar brincadeiras e projetos e a tomar decisões sobre a aprendizagem.
o Segundo, dar azo a muitos tipos de interação – trabalho de grande/pequeno grupo, de
adulto/criança, de criança/criança e de adultos em equipa – e a tempos em que as atividades
são de iniciativa da criança e de iniciativa do adulto.
o Terceiro, proporcionar tempo para trabalhar numa grande variedade de ambientes – dentro
de casa, ao ar livre, em excursões ao campo, em diferentes áreas de trabalho. Quando a
rotina diária é bem utilizada, pode proporcionar uma estrutura multifacetada que permite a
atividade e a criatividade de crianças e adultos.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Orientações gerais para estruturar uma rotina diária

 A existência de diversidade nos períodos de aprendizagem


possibilita às crianças um leque de experiências e de
interações. Estes momentos integram o planear-fazer-
recordar, tempo em grande grupo e em pequenos grupos, e
tempo ao ar livre.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Os períodos de aprendizagem ativa têm lugar numa sequência razoável e previsível, que vai ao
encontro das necessidades particulares do contexto. As experiências têm lugar num contexto
físico apropriado.

 Cada período envolve as crianças em experiências de aprendizagem ativa, dentro de um clima


de apoio.

 A rotina diária implica a passagem discreta e suave entre experiências atrativas.


2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

O papel desempenhado pelas rotinas


2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Marco de referência:

 Uma vez apreendido pela criança, proporciona


uma grande liberdade de atuação, tanto às
crianças como ao educador.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Segurança:

 Ao saberem com antecedência o que vão fazer a


seguir sentem-se mais seguras e donas do seu
tempo.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Captação do tempo:

 A criança aprende a existência de fases, o seu


nome e a sua sequência: o que acontece antes,
o que acontece depois, o que se faz no início, o
que se faz em todos os momentos da sessão.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Captação cognitiva:

 A perceção sensorial dos momentos completa-se nas rotinas


com uma captação cognitiva da estrutura das atividades.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Virtualidades cognitivas e afetivas:

 Através da rotina a criança terá a oportunidade de: explorar, auto organizar-se, conhecer a
realidade, usar funcionalmente os recursos, autonomizar-se, codificar experiências e tomar
decisões.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Ajudar a criança a aprender a rotina diária

 A criança tem de ter consciência da rotina diária e


saber os nomes das partes que a compõem, para não
pensar o dia a pensar o que irá acontecer a seguir, ou
a preocupar-se porque não vai ter oportunidade de ir
lá para fora brincar nos baloiços.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Eis algumas formas de ajudar as crianças a aprenderem a rotina diária, logo desde o
primeiro dia de atividade:

o Seguir todas as partes da rotina, dia a dia, sempre na mesma ordem.


o Fazer questão de usar, durante o dia, na conversação com a criança, o nome de cada tempo:
“Isso mesmo, chegou o tempo de arrumar, Carla, e vais arrumar os cubos todos”. “Está na
hora de mudarmos a fralda, para irmos dormir bem sequinhos”. “Vamos lavar os dentinhos e
fazer chichi, pois está na hora de dormir”, etc.
o Estabelecer e utilizar um sinal para marcar o fim do tempo. Por exemplo, pôr uma criança a
tocar pandeireta e dizer: “Tempo de arrumar, tempo de arrumar”.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

o Alertar as crianças, alguns minutos antes de acabar cada tempo, para poderem antever o
que se segue.
o No fim de cada tempo falar com as crianças sobre o que vem a seguir. No caso de haver
qualquer alteração na rotina, não esquecer de informar as crianças, durante o tempo de
planeamento.
o Tirar fotografias das atividades durante cada período de tempo do dia. Incitá-las e ajudá-las
a fazer a ligação entre a fotografia e o nome do tempo, em que efetuou as atividades.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

Componentes da rotina diária


2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Cada componente de uma rotina diária deve proporcionar à criança um


tipo diferente de experiência. Eis alguns dos principais elementos que compõem a
rotina:

o Tempo de planeamento: as crianças decidem por si própria o que vão fazer durante o
tempo de trabalho.
o Tempo de trabalho: as crianças executam os projetos e atividades que planearam. Os
adultos deslocam-se entre elas, ajudando-as e dando-lhes apoio no desenvolvimento das
suas ideias.
o Tempo de arrumar: as crianças guardam os projetos ou trabalhos inacabados e reúnem,
ordenam e arrumam os materiais que utilizaram durante o tempo de trabalho.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

o Tempo de síntese de memória: este é o terceiro elemento do ciclo planeamento-trabalho-


síntese de memória. Pequenos grupos de cinco a oito crianças reúnem-se com um adulto
para reverem e representarem as atividades desenvolvidas durante o tempo de trabalho.
o Tempo de refeição: as crianças reúnem-se, a meio da manhã, para fazerem uma refeição
ligeira.
o Tempo de pequenos grupos: as crianças trabalham com materiais, geralmente escolhidos
pelo adulto, numa atividade cuja intenção é permitir ao adulto observar e avaliar as crianças,
em termos de determinada experiência-chave.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

o Tempo de recreio ao ar livre: crianças e adultos participam numa vigorosa atividade física
– correm, lançam objetos, andam de baloiço, trepam, rolam. Tal como em todas as
atividades os adultos incitam as crianças a falarem sobre aquilo que estão a fazer.
o Tempo de trabalho em círculo: todas as crianças e adultos se juntam num grande grupo
para cantarem e inventarem canções que envolvem ação, para tocarem instrumentos
musicais, para se moverem ao som da música, fazerem jogos e, às vezes, discutirem um
acontecimento especial que se aproxima.
o Tempo de repouso ou sono: é o tempo em que as crianças descansam, dormindo ou
lendo um livro.
o Tempo de higiene e asseio: altura em que as crianças realizam atividades de asseio
(pentear, vestir) e higiene (muda de fralda, chichi, lavar as mãos e os dentes).
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

2.3. Previsão do tempo necessário por tarefa


2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 É tarefa dos adultos e da equipa pedagógica organizar


estes componentes numa rotina diária que se adapte às
suas específicas restrições de tempo e de horário. Há
programas que, por exemplo, funcionam com base na hora
das refeições, da sesta e do recreio. outros programas
aproveitam todo o dia e têm dias de trabalho tanto de
manhã como de tarde.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Horário e rotinas para bebés e crianças

 Ao proporcionar, numa creche ou num jardim-de-infância, um horário diário previsível e ao


prestar-se cuidados segundo rotinas tranquilas, estão a dar-se às crianças muitas oportunidades
de realizarem as suas ações e ideias.

 É importante que se aprenda e responda ao horário diário personalizado de cada bebé e criança
e, em, simultâneo, desenvolva um horário diário global que se adapte tanto quanto possível a
todas as crianças do grupo.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 A coordenação dos horários múltiplos dos bebés e


das crianças pode apresentar-se como um desafio.
Esta é uma das razões pela qual os grupos de
crianças em creches devem ser pequenos.

 Um horário consistente proporciona às crianças um


sentido de continuidade e controlo. Os bebés e as
crianças sentir-se-ão seguras e confiantes.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Saber o que irá acontecer na etapa seguinte, por exemplo, após a sesta, ajuda as crianças a
sintonizarem-se com o ritmo do próprio corpo e com o ritmo do dia.

 Quando o dia é determinado por um percurso conhecido, as crianças podem sinalizar as suas
necessidades individuais de alimentação, sono, higiene, mudar a fralda ou ir à casa de banho e,
depois de participarem nestas rotinas de cuidados, podem juntar-se de novo ao decurso dos
acontecimentos que interromperam.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Logo pela manhã, se as crianças souberem o que


vão fazer quando os pais os deixam, a separação
dos pais e a aproximação do adulto e aos
companheiros tornar-se-á mais fácil.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Como proceder para organizar uma programação diária? Eis duas


linhas orientadoras:

o Criar um horário diário que seja previsível e no entanto, flexível.


o Incorporar aprendizagem ativa, incluindo apoio do adulto, em cada acontecimento e rotina
de cuidados.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

2.4. Horário diário/semanal


2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 A implementação do Plano ocorre em dois períodos - o período da


manhã e o da tarde.
 A organização do período de permanência das crianças no
estabelecimento encontra-se a cargo dos colaboradores (educador
de infância e auxiliares de ação direta), especialmente do
colaborador responsável por cada grupo.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Período da manhã

o A fase de receção e acolhimento das crianças.


o A fase de adaptação, em que é permitido às crianças a permanência num espaço da sala,
confortável e sossegado (espaço de transição), procurando adaptar-se ao novo período do
dia que começa. Durante este período, e dependendo da faixa etária das crianças e respetiva
autonomia, pode proceder-se:
o Atividades espontâneas, verificando a possibilidade de introduzir algumas atividades
mais
planificadas, no caso de crianças mais pequenas.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Á planificação de algumas das atividades, procurando que as crianças tenham acesso às


diferentes áreas e atividades disponíveis na sala (i.e. que as crianças não se dirijam sempre
para as mesmas áreas).

 A fase de prestação de cuidados pessoais individualizados a cada criança, salientando-se:

o Momento de higiene pessoal.


o Momento das refeições.
o Momentos do descanso.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Fase de dinamização de atividades divididas em:

o Atividades espontâneas vão ocupar a maior parte do período da manhã, das crianças mais
pequenas e de colo. Estas atividades são aproveitadas para promover a aquisição de
aprendizagens, procurando dar contexto e estruturação às atividades em que as crianças se
envolvem.
o Atividades planificadas e estruturadas que devem ocorrer, pelo menos uma vez durante este
período, principalmente para as crianças mais velhas e com maior autonomia.
o Sempre que possível é proporcionada uma saída ao exterior, para realização de atividades
espontâneas e planificadas.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Período da tarde

o À medida que as crianças vão acordando, são levadas para o espaço de transição, para realizar
atividades espontâneas e mais sossegadas. Durante este período, e dependendo da faixa etária
das crianças e respetiva autonomia, realizar-se uma nova planificação de atividades.
o O período da tarde é ocupado com atividades planificadas e espontâneas e prestação de cuidados
pessoais.
o A fase de preparação para a entrega das crianças às famílias.
o A fase de transição, em que as crianças permanecem num espaço da sala, confortável e
sossegado (espaço de transição), onde principalmente as mais velhas, já só se encontram a
realizar atividades espontâneas, que permitam uma transição suave para os cuidados da
família (p.e. sentadas a contar histórias, fazer puzzles, ver um vídeo).
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 As crianças mais pequenas, de acordo com a sua autonomia,


poderão estar num espaço a sociabilizar com as mais velhas,
sob a supervisão de um colaborador.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 EXEMPLO DE HORÁRIO DIÁRIO

 7.30 – Abertura do Infantário (apoio à família assegurado por auxiliares)


 9.30 – Acolhimento feito pela educadora na manta com:

o Canção dos Bons-Dias.


o Preenchimento de quadros temáticos (presenças, tempo, chefe, calendário)
o Diálogo com as crianças sobre o tema abordado naquele dia/semana
o Atividade de motivação: canção, história, jogo, etc.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 10.00 – Atividades coletivas/atividades livre/passeio pelo exterior


 10.30 – Recolha do Material (com canção apropriada)
 10.45 – Higiene (muda de fraldas)
 11.00 – Higiene (lavagem das mãos – saída da sala em comboio – com canção apropriada)
 11.15 – Almoço
 12.00 – Higiene (lavagem das mãos – em comboio)
 12.15 – Sesta
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 15.00 – Lanche
 16.00 – Higiene (lavagem das mãos – saída da sala em comboio – com canção apropriada)
 16.15 - Higiene (muda de fraldas)
 16.30 – Atividades livres/passeio pelo exterior
 17.30 – Atividades de apoio à família orientadas por auxiliares
 19.00 – Encerramento do Infantário
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

2.5. A tomada de decisões


2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 No decorrer do dia, bebés e crianças manipulam diferentes objetos e materiais. O adulto deve
favorecer a exploração em todos os contextos.

 É de facto de interesse suplementar a interação do adulto nesses momentos, uma vez que
aumenta frequentemente a vontade da criança em participar em rotinas e atividades às quais
não podem escapar.

 O escolher e decidir numa base diária e ser capaz de mudar de ideias de dia para dia, tem como
objetivo proporcionar às crianças um sentido de controlo sobre o seu dia-a-dia.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO
 Eis algumas oportunidades de escolha e de decisões que elas podem tomar:

o Como e quando estabelecer contacto com os educadores e os pais no início e no final do dia.
o Como se deslocar.
o O que e como explorar durante o tempo de escolha livre e o tempo de exterior.
o O que, quanto e como comer.
o O que segurar, observar ou pôr quando mudam as fraldas.
o Se usar bacio ou sanita.
o Se, como e durante quanto tempo participa numa atividade.
o Ao lado de que criança se sentar durante o tempo de grupo.
o Que objetos de conforto ou brinquedos calmos levar para a hora da sesta.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

2.6. A comunicação
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Comunicação significa entrada e saída: o que chega vindo de ti para mim, o que vai de mim
para ti, e o que vai de mim para ti. Significa entrar em contacto usando todo o teu ser: o teu
pensamento mágico, o teu corpo e o seu movimento, os teus efeitos de som, os sentidos –
algumas vezes separadamente, outras em conjunto.

 Comunicação pode acontecer de um para um, de muitos para muitos. Ela tem lugar entre
pessoas, algumas vezes entre não-pessoas (animais, coisas com vida).
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Os seres humanos não têm de falar para comunicar, mas não há dúvida de que as palavras
clarificam muito melhor a transmissão de informações e pensamentos. Nos primeiros anos de
vida, a linguagem corporal desempenha um papel mais importante.

 Não é só o rosto que revela emoções, são também os gestos. Podemos abrir os braços por nos
sentirmos alegres ou tristes. Mas toda a gente sabe ler os sinais mais deliberados, como as
expressões faciais, o apontar, o tocar, o encolher os ombros, os abraços e os beijos.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 As crianças começam a fazer estes sinais nas primeiras semanas


de vida, embora não se apercebam disso. Começam a usar
sinais para comunicar intenções cerca dos 7 ou 8 meses.

 Um bebé que chora e deixa de o fazer quando um adulto chega


está a mostrar que tem presente um sinal comunicativo com
que chama a atenção de outra pessoa e a que esta responde.
Nós os adultos atribuímos intenções de comunicação às
expressões dos bebés, mesmo que estes sejam muito pequenos.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 A importância deste facto é que facilita as interações entre crianças e adultos. A ação constante
de interpretação que os adultos fazem das expressões das crianças permite que a interação
continue e que a criança tenha acesso aos significados.

 A crescente capacidade da criança para utilizar a linguagem, um sistema de comunicação


baseado em palavras e gramática, é um elemento crucial no desenvolvimento cognitivo. A partir
do momento em que conhece as palavras, ela pode utilizá-las para representar objetos e ações.
Ela pode refletir acerca das pessoas, locais e objetos. pode comunicar as suas necessidades,
sentimentos e ideias para exercer controlo sobre a sua própria vida.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 O crescimento da linguagem ilustra a interação entre


todos os aspetos do desenvolvimento: físico, cognitivo,
emocional e social. À medida que as estruturas físicas,
necessárias à produção de sons, sofrem maturação, e
que as conexões neuronais, necessárias à associação de
sons e de significados se tornam ativadas, a interação
social com os adultos inicia os bebés na natureza
comunicativa do discurso.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 O educador e auxiliar educativo, no jardim-de-infância, têm um papel único a desempenhar na


descoberta da utilização que a criança faz da linguagem (para que a utiliza e como o faz).

 Devem observá-la primeiro na relação com os outros, adultos e crianças, e só depois


na situação escolar.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Deverão estar atentos a quaisquer sinais de dificuldade da linguagem e fala da criança, que
podem confundir-se com atrasos de desenvolvimento ou virem a criar-lhe problemas nas suas
relações com os outros e na aprendizagem.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Alguns destes comportamentos são naturais numa determinada fase do desenvolvimento da


criança, ou em determinadas situações, e só são consideradas dificuldades se permanecerem
durante muito tempo, fora da fase correspondente ou da situação em que surgem. Mesmo
assim, é necessário ter em conta que o desenvolvimento da linguagem e da fala, fazem parte
de um processo altamente individual e influenciado pelo meio.

 Se o educador ou o professor identificarem as dificuldades da criança, poderão facilitar a


comunicação com ela e entre ela e as outras crianças, o que influenciará positivamente a
aprendizagem e desenvolvimento social de todas.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

2.7. O tempo dos outros


2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 As crianças em idade pré-escolar não são capazes de separar cronologicamente o tempo.

 Para uma criança as coisas existem só neste momento. Por volta dos 3 anos, as
crianças começam a encarar o tempo como um contínuo, a perceber que existe o antes e o
depois.

 Quando a criança percebe que o tempo é contínuo é capaz de recuar no tampo e reconstruir
acontecimentos e experiências.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 As crianças ao descreverem acontecimentos passados, por palavras:

o Reforçam a sua capacidade de perceber e lidar com a continuidade do tempo.


o Começam a pensar nos acontecimentos passados por ordem sequencial.
o Aprendem as palavras que os adultos utilizam para representar o tempo.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 As crianças pequenas não se apercebem do tempo da mesma forma que os adultos. As


unidades convencionais de tempo que os adultos usam para medir o tempo pouco significado
têm para a maior parte das crianças em idade pré-escolar.

 As crianças desta faixa etária não têm uma visão «objetiva» do tempo. Compreendem a
passagem do tempo em termos do próprio sentir, de forma subjetiva.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 Os adultos também encaram o tempo de forma subjetiva, no entanto, comparam de facto os


acontecimentos subjetivos com medidas objetivas.

 Para as crianças o tempo «voa» ou «arrasta-se» pois falta-lhes a compreensão da dimensão


objetiva do tempo.
2. UTILIZAÇÃO EFICAZ DO TEMPO

 A relação com outras crianças é de grande importância para a criança se acostumar a conviver
com os semelhantes. Além disso, os mecanismos de imitação contribuem de forma notável para
a aprendizagem. A situação familiar da criança é muito peculiar. Ela é o centro do interesse e da
atenção geral. Sente-se um rei no seu mundo particular.

 O contacto com outras crianças, sejam em grupos de brincadeira, em Jardim-de-Infância ou em


creches quebra esta sensação de elemento único e introdu-lo num mundo de relações entre
iguais que irá ter uma importância decisiva no seu desenvolvimento.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

3.1. Desenvolvimento de atividades com crianças


3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 3.1.1. Entrada e acolhimento das crianças e familiares

 Até ir para a creche, a criança tem um relacionamento social restrito à sua casa, com os seus
pais ou responsáveis, e a alguns familiares. Ao frequentar um novo ambiente, ela precisa de um
período para se adaptar ao espaço, às pessoas e às novas relações que vão surgir.

 O sucesso desse processo depende do acolhimento que a instituição oferece. Na escola, a


mediação do educador é determinante, pois a ele compete introduzir o novato no grupo. O ideal
é manter os cuidados específicos e individuais que a criança está acostumada a ter em casa.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Por isso, é importante que um dos pais ou um responsável acompanhe os primeiros dias na
creche: além de mostrar ao educador aspetos relevantes da rotina familiar, ele vai transmitir à
criança segurança até que ela consiga ficar sozinha. Para a adaptação ser completa, é
fundamental também o educador compartilhar com a família as experiências inéditas que os
pequenos vivenciam na escola.

 Boas-vindas calorosas e acolhedoras por parte dos adultos bem como despedidas agradáveis e
cordiais, permitem assegurar às crianças e aos pais que a instituição é como se fosse lar – fora
de casa – seguro e simpático.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 A curto prazo, as crianças aprendem a lidar com as boas-


vindas e despedidas e esta atitude ajuda-as a ampliarem o
seu leque de confiança para além dos pais e da família,
passando a incluir nesse leque os educadores, auxiliares e
os colegas do infantário ou jardim-de-infância.

 A longo prazo, com estes rituais de forma


consistente,
lidar constitui uma
bem experiência sólida para as
crianças aprenderem a lidar com a chegada e a partida de
familiares e amigos pela sua vida futura.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 É bom referir que mesmo quando a instituição tem uma zona de entrada ampla para receber as
crianças não há um sítio pré-determinado para as boas-vindas e despedidas. O local onde estas
ocorrem dependerá das necessidades e das preferências da criança e dos pais.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO
 Quais os comportamentos que os bebés e as crianças manifestam
normalmente,
quando se separam dos pais?

 Estes podem variar entre:


o Chorar. o Evitar o contacto visual.
o Gritar. o Ignorar a mãe, os pais e/ou o adulto
o Bater. envolvido.
o Não largar as pernas dos pais. o Sorrir.
o Agarrar um brinquedo interessante. o Palrar.
o Observar com interesse outras crianças. o Dizer adeus ao pai ou à mãe.
o Chuchar o dedo. o Juntar-se a uma atividade que está a
decorrer.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

Como ajudar nos momentos de chegada e de partida?


3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 1. Dar as boas vindas e fazer as despedidas calmamente,


de forma a tranquilizar as crianças e pais.

 Para isso, evite a luta emocional. Fique disponível para transmitir


confiança, apoio e tranquilidade. Permaneça calmo e amigo, de
forma a ajudar as crianças e pais a sentirem-se tranquilos e
confiantes.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 2. Reconhecer os sentimentos das crianças e dos


pais acerca da separação e do reencontro.

 Ajude na redução da intensidade emocional das


separações e reencontros, procurando com delicadeza e
veracidade descrever as emoções que estão a observar.
Por exemplo: “É triste ver o pai ir-se embora, Joana” ou
“Estás a chorar tanto que já tens os olhos vermelhos,
Rui, não gostas de ver a mãe ir para o trabalho.”
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Procure descrever os sentimentos dos pais, como por exemplo: “Parece que quer ficar com a
Rita e também chegar a horas ao emprego, dona Isabel. É complicado satisfazer as duas
situações”.

 Apoie os pais ansiosos, mantendo-se calmo, reconhecendo os seus sentimentos e encorajando-


os a levarem o seu tempo e a ficarem na instituição pelo tempo que lhes for possível.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Um bebé ou uma criança pode sentir-se


particularmente vulnerável quando é deixado por
um dos pais num local que não é a sua casa, com
pessoas que não lhe são familiares. Não possuindo
uma noção convencional de tempo, a criança não
consegue perceber a diferença entre ser deixada
por 6 horas ou ser deixada para sempre.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Por isso, as emoções das crianças pequenas ao início do seu dia na instituição, podem variar
entre o desconforto, a ansiedade, o medo ou o terror até à mágoa, até à solidão, à dor ou ao
desespero face ao abandono.

 Perante este quadro verbalize os sentimentos de filhos e pais, de modo a ajudar a reduzir as
suas emoções, deixando-lhes o caminho livre para começarem a pensar no momento seguinte
do dia.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 3. Seguir os indícios das crianças sobre o querer entrar e sair das atividades.

 Siga os indícios ou sinais da criança sobre o modo como esta prefere entrar ou deixar as
atividades da instituição diariamente, como agarrar-se a um objeto preferido: boneca, cobertor,
animal de peluche, chupeta, fotografia…

 Respeite a escolha da criança como uma manifestação assertiva do self que constitui um
importante marco no desenvolvimento da capacidade de auto ajuda.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Os bebés mais velhos e as crianças mais novas que já se conseguem deslocar sozinhos poderão
lidar com essa transição de casa para a instituição de várias maneiras: poderão primeiro não
largar a mãe ou o pai, depois virar-se para um brinquedo ou escolher algo para brincar, não
mostrar qualquer desejo de contacto físico ou visual com o adulto enquanto estão na presença
dos pais ou depois de estes saírem…
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 4. Comunicar abertamente com as crianças sobre as chegadas e partidas dos pais.

 Deixe que as crianças saibam quando os pais partem e voltem à instituição. Estabeleça um
ritual de separação e reencontro.

 Estas formas de atuar estimulam a confiança e a comunicação. As crianças compreendem e


ficam confortadas pela promessa tranquilizante e animadora do reencontro.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 5. Trocar informações e observações com os pais sobre as crianças.

 Os educadores podem dar a conhecer aos pais as ações e as comunicações dos seus filhos no
centro e reciprocamente os pais podem informar os educadores daquilo que as crianças fizeram
em casa.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 3.1.2. Atividades pedagógicas na sala e no exterior

 A atividade é o modo dinâmico de levar a cabo os processos de aprendizagem. Ela permite


estruturar as decisões do educador, em estrita relação com a aprendizagem da criança.

 Uma atividade só tem sentido na medida em que por um lado se consiga uma finalidade e, por
outro mobilize recursos e possibilite o desempenho de operações, que atuando sobre os
recursos permitem alcançar o previamente proposto, ou seja, o desenvolvimento da criança.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Na seleção de uma atividade deve partir-se do pressuposto de que há que salvaguardar as


situações e ou circunstâncias em que as crianças põem em prática as aprendizagens que, eles
próprios, vão construindo.

 As atividades devem ser tão flexíveis e diferentes quanto possível, de modo a dar corpo e
encher de conteúdo as áreas curriculares. As áreas curriculares consistem em facilitar a
integração da ação educativa, potenciando o carácter globalizador do que a criança aprende.
São esquemas organizadores de programação da ação educativa.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Quanto aos critérios possíveis para selecionar atividades, destaco os seguintes:

o Os próprios interesses e motivações das crianças.


o Os conhecimentos prévios e o grau de capacidades alcançadas pelas crianças.
o As atividades que relacionem as novas aprendizagens com a estrutura cognitiva prévia das
crianças.
o A promoção do desenvolvimento de habilidades sociais.
o As necessidades do contexto escolar.
o Os recursos humanos e materiais disponíveis.
o As características do próprio grupo de crianças e suas experiências.
o As características socioculturais.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Assim uma atividade didática é sempre gratificante desde que:

o Permita que as crianças procedam a escolhas e, além disso, os


leve a refletir sobre as próprias escolhas.
o Atribua às crianças a responsabilidade pelo desempenho de
papéis ativos nas situações concretas de aprendizagem.
o Exija das crianças a exploração de ideias e permita a aplicação de
métodos intelectuais sobre problemas do quotidiano, tanto
pessoais como sociais.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

o Propicie situações em que as crianças manipulem objetos, materiais e peça concretas.


o Crie condições para que as crianças examinem problemas/situações com que o
cidadão comum não costuma, regra geral, preocupar-se.
o Proporcione, ao educador e às crianças, riscos calculados e assumidos de êxito e de fracasso.
o Exija que as crianças aperfeiçoem os seus esforços habituais.
o Estimule as crianças no uso e domínio de regras e de princípios significativos.
o Proporcione às crianças a possibilidade de partilhar com outros a planificação de um projeto,
a sua concretização e os eventuais resultados a que chegaram.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Não é difícil, pois, perceber que a seleção de uma atividade se prende diretamente com os
recursos e materiais curriculares disponíveis.

 Por outras palavras, a seleção de uma atividade só faz sentido quando projetada à luz
dos elementos que a tornam concretizável, ou seja, os recursos e materiais curriculares.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 O estruturar das propostas de atividades pode incluir exemplificações, orientações, seleção de meios
auxiliares, informações, etc. que ultrapassando o nível das disciplinas permita responder ao seguinte:

o Que se pretende fazer?


o Para quê?
o Como fazê-lo?
o Com que materiais e recursos?
o Que tipo de organização de atividade parece ser a mais adequada?
o Que distribuição de espaço?
o Qual a oportunidade e duração?
o Que atitudes deve o adulto mostrar?
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Alguns dos materiais referidos podem não existir na instituição, mas é possível utilizar recursos
da comunidade como a sede de agrupamento, escolas próximas, autarquias, paróquia, etc.

 A nossa maneira de praticar e levar a cabo atividades é determinada pelo próprio aluno que a
vai receber, fazendo com que ele seja o verdadeiro protagonista dessa aprendizagem. Nesse
sentido, e com o empenho em que resulte científica, séria e eficazmente, partimos das
características da maneira de ser peculiar das crianças desta idade: ativa/global/motriz.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Ao organizar o horário das turmas é preciso antes


de mais nada conhecer bem o horário geral da
instituição: a que horas as crianças chegam? Há
uma tolerância de quantos minutos? E a saída, a
que horas é?

 O lanche é servido no mesmo horário para todas


as turmas ou obedece a uma escala? Nesse caso,
qual é o horário do lanche em cada sala? E quais
os horários de entrada e saída dos adultos
encarregados da turma?
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Além disso é necessário lembrar algumas regras. Uma das


mais importantes é que as atividades devem ser alternadas
quanto à movimentação que exigem e ao número de
crianças que envolvem.

 Assim, depois de uma atividade muito agitada, como a


recreação ao ar livre, deve ser prevista outra um pouco
mais calma, como cantar ou ouvir uma música. Isto porque
a transição demasiado brusca (depois da recreação o
repouso, por exemplo) é difícil para as crianças.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Da mesma forma, depois de uma atividade da qual se espera que o grupo todo tome parte,
como ouvir uma história ou planificar uma atividade, é interessante que as crianças possam
escolher o que querem fazer, individualmente ou em grupos.

 É recomendável também, que, para facilitar a criação de hábitos e a aquisição dos conceitos
relativos ao tempo, algumas atividades sejam realizadas sempre no mesmo momento.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Além da entrada e saída, a merenda é sempre a atividade mais estável. O horário das outras
atividades deve ser previsto com flexibilidade suficiente para atender às necessidades das
crianças e para que não se tornem obrigações rígidas e desinteressantes.

 As crianças precisam de ser sempre avisadas, com uma pequena antecedência, quando for o
momento de trocar de atividade.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Não é preciso prever um horário para ir á casa de


banho, uma vez que nestas idades as crianças não têm
ainda uma capacidade de esperar para satisfazer as
suas necessidades e precisam de se sentir seguras de
que o poderão fazer de acordo com a sua urgência.

 No entanto, é necessário acostumá-la a lavara as


mãos após as atividades ao ar livre e antes das
refeições. O adulto pode aproveitar esses momentos
para lembrar às crianças o uso da casa de banho.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 É importante prever o tempo que as crianças levam


para arrumar os materiais, para limpar a sala e lavar as
mãos após a merenda, para as atividades diversificadas
e para a recreação ao ar livre.

 As atividades coletivas começarão com poucos minutos


de duração (10 min. mais ou menos) e poder-se-ão
estender aos poucos, sem ultrapassar, porém, 20 ou 25
minutos para as crianças de 5 anos.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 De um modo geral, as atividades diárias são:

o Atividades diversificadas de livre escolha.


o Atividades de recreação ao ar livre.
o Histórias e poesias.
o Higiene das mãos, lanche, arrumação da sala e dos
materiais.
o Rodinhas (pelo menos 2 por dia).
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Há outras atividades que não são realizadas


diariamente e podem ter a duração variada, de acordo
com o interesse das crianças: expressão corporal,
música, pesquisas, entrevistas, relatos, experiências,
visitas de estudo, dramatizações, elaboração de
histórias, atividades físicas e assim por diante.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 As visitas de estudo e outras atividades semelhantes, como a dramatização de uma história, a


montagem de um mural ou organização de uma festa, podem ocupar até um dia inteiro,
alternando todos os horários rotineiros. Para isso é necessário conversar com o grupo e
combinar o que se vai fazer, de que modo, em que horário.

 Quando as crianças tiverem encerrado as atividades e estiverem prontas para a saída, é


interessante deixar os últimos 5 minutos para elas conversarem informal e espontaneamente.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

Atividades de interior
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Como apoiar as crianças no tempo de grupo?

 1. Planear antecipadamente e proporcionar experiências ativas em grupo.

 É fundamental que os adultos se reúnam para a planificação do dia. É nesta altura que a equipa
pensa antecipadamente sobre o que irá apresentar em termos de materiais ou experiências, no
tempo de grupo que irá ocorrer.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 É refletindo sobre aquilo que sabem sobre as crianças que


cuidam e apoiando-se nas experiências-chave, que os adultos
encontram suporte para apresentar propostas de atividades
em grupo, para que as crianças apreciem, achem desafiantes
e sejam capazes de realizar com sucesso.

 As atividades do tempo de grupo podem partir de alguns


materiais e ações simples, de materiais ou ações preferidas
ou familiares e de oportunidades para música e movimento.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 A grande vantagem do planeamento vem do facto de que as


crianças não têm de esperar que os adultos recolham os
materiais, o tempo de grupo pode iniciar-se e terminar
suavemente, e a rotina diária pode fluir, por exemplo, do
tempo exterior para o tempo em grupo e deste para o almoço.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 2. Recolher materiais e oferecê-los às crianças.

 De manhã, antes que as crianças cheguem ou enquanto elas se encontram na sesta, os


materiais que serão utilizados no tempo de grupo devem ser reunidos e colocados junto ao sítio
onde irão ser manipulados. É importante verificar se há materiais suficientes para todas as
crianças.

 Estes procedimentos permitem que o tempo de grupo comece imediatamente, de modo a que
as crianças não tenham de esperar enquanto o adulto prepara as coisas podendo deixar que os
materiais, canções ou atividades propostas ajudem a aliciar as crianças para o tempo de grupo.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Geralmente são as crianças que tomam a iniciativa em


manipulá-los. Porém, em raras ocasiões, as crianças podem
hesitar ou não mostrar interesse pelos materiais
escolhidos. Nesta situação, o adulto deve começar por
utilizar ele próprio esses materiais.

 Se este procedimento não resultar, os materiais devem ser


colocados de lado para serem utilizados noutro dia e em
alternativa serão colocados à disposição outros substitutos
(blocos, puzzles, carrinhos… ou outra coisa qualquer que
se saiba que é do seu interesse).
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 3. Respeitar as opções e as ideias das crianças sobre a utilização dos materiais.

 As crianças podem decidir se querem ou não participar e quanto tempo permanecer, pode
decidir sobre o que se deve fazer com os materiais, quais os materiais que se devem juntar,
sobre o modo como podem variar as atividades, quais os versos, quando se cantam canções,
etc…
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Como atuar?

o Procure proporcionar materiais e experiências interessantes que as crianças desejem explorar


e experimentar durante o tempo de grupo.
o Apoie as escolhas e as ideias das crianças, pois elas têm necessidade de aprender por conta
própria através da manipulação direta.
o Coloque-se ao nível físico das crianças, observando aquilo que estão a fazer e escutando
aquilo que dizem.
o Siga os indícios das crianças e imite as suas ações, é uma forma de lhes indicar que percebe
aquilo que elas estão a fazer e que consegue compreender aquilo que elas estão a pensar e a
aprender.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Metodologia a seguir:

o Descreva as ações das crianças enquanto as observa.


o Não as pressione a responder.
o Faça comentários breves e factuais, pois ajuda a criança a reconhecer que as suas ações
podem ser descritas por palavras.
o Esteja ao nível físico das crianças.
o Procure uma pausa momentânea na ação.
o Capte a atenção da criança e dirija esses comentários de uma forma pessoalmente significativa.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 5. Interpretar as ações e comunicações das


crianças para com outros companheiros.

 Nas atividades de grupo é natural que as crianças


combinem expressões verbais e não-verbais para criarem
estilos pessoais de comunicação. Acontece que às vezes
compreendem-se uns aos outros e noutras situações
precisam de uma interpretação por parte do adulto, para
que se estabeleça uma plena comunicação.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 6. Deixar que as ações das crianças anunciem o fim de tempo de grupo.

 A duração do tempo de grupo não é constante nem uniforme: varia de dia para dia e depende
do envolvimento das crianças.
 Como perceber que o tempo de grupo acabou?

o Quando as crianças estão no lavatório a lavar as mãos.


o Quando todas as crianças já deixaram uma determinada área e foram para outra atividade.
o Quando as crianças já arrumaram os materiais e limparam o espaço de atividades.
o Quando se sentaram à mesa…
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Em certas ocasiões e em determinadas


atividades (pinturas, brincadeiras com
água, barro…) é necessário avisá-las para
que tenham tempo para chegar ao fim.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Tempo de exterior
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 Como apoiar as crianças no tempo de exterior?

 1. Proporcionar materiais diversos para o conforto e as brincadeiras das crianças.

 Os adultos devem colocar em carrinhos brinquedos ou materiais diversos para brincar, para que
as crianças possam ajudar a transportá-los para o exterior. Devem fornecer pequenos baldes,
cestos ou sacos de pano com asas para que as crianças possam utilizar para transportar os seus
brinquedos de areia, bolas de ténis, serpentinas, utensílios para fazer bolas de sabão e giz…,
para o exterior.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 2. Favorecer uma variedade de experiências a bebés pequenos.

 Como proceder?

o Coloque as crianças pequenas num local seguro e varie a sua localização de tempos a tempos.
o Pare em determinados locais de saída e regresso, para que as crianças possam observar o
ambiente.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 É provável que possam observar uma série de


acontecimentos como por exemplo: as crianças mais velhas a
brincar, as flores a rebentar, pedrinhas, cascas de árvores,
insetos, folhas secas na relva, ramos por cima da sua cabeça,
céu e nuvens, pássaros, etc…
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 3. Utilize estratégias de apoio adequadas ao tempo de exterior.

 Estratégias a seguir:

o Ter uma atenção redobrada enquanto exploram e brincam.


o Seguir as suas pistas e ideias.
o Envolver os adultos na brincadeira e na conversa do tipo dar-e-receber.
o Apoiar as interações das crianças com os pares.
o Ajudar a adotarem uma abordagem de resolução de problemas a quaisquer conflitos sociais
que possam surgir.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 É importante dar espaço de comunicação às crianças


mais velhas para falarem sobre as suas intenções e
sobre aquilo que fizeram. E tal como já foi referido, no
final do tempo de exterior, é necessário incentivar as
crianças a ajudarem na arrumação do material e a
transportarem-no de volta para os seus locais no
interior das instalações.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 4. Observar a natureza com as crianças.

 No contacto com a natureza o papel dos adultos será o de apreciarem as ações e os interesses
das crianças, comentarem ou reconhecerem quando é adequado fazê-lo e dar-lhes muito tempo
para pararem e contactarem com o ambiente natural.

 Nesta caminhada os bebés e as crianças estão a ganhar uma compreensão essencial sobre o
mundo natural através das suas ações e da sua receção sensorial, enquanto que os adultos
terão a possibilidade de testemunhar todo esse encanto e fascínio pela natureza.
3. OBSERVAÇÃO E PLANIFICAÇÃO DA AÇÃO

 5. Terminar de forma calma o tempo de exterior.

 É necessário, antes do final do tempo de exterior, informar as


crianças de que esse tempo está a terminar. O adulto pode, para
o efeito, avisar por palavras ou cantarolar.

 Gradativamente, as crianças pequenas acabam por associar este


ritual da frase ou cantilena, com o recolher dos brinquedos e
materiais e ir para dentro das instalações, para casa ou qualquer
outra coisa que aconteça a seguir. Mesmo com bebés, é fulcral
dar-lhes a conhecer os motivos por que os adultos pegam neles,
dobram as mantas e os levam para o interior.
 PLANIFICAÇÃO DE
ATIVIDADES PEDAGÓGICAS E GESTÃO
DO TEMPO

 UFCD 3282

 ®2015