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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA

DA PARAÍBA
UNIDADE ACADÊMICA DE GESTÃO E NEGÓCIOS
CURSO DE BACHARELADO EM ADMINISTRAÇÃO - MANHÃ
DISCIPLINA: POLÍTICAS PÚBLICAS

ANÁLISE DE POLÍTICAS
PÚBLICAS - UPAS
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ANÁLISE DE POLÍTICAS
PÚBLICAS – UPAS
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A presente pesquisa tem como objetivo a


análise da estrutura do ciclo de políticas
INTRODUÇÃO públicas aplicado ao contexto das Unidades
de Pronto Atendimento (UPAs), as quais
fazem parte do Sistema Único de Saúde
(SUS) e funcionam como unidades
intermediárias entre as Unidades Básicas
de Saúde (UBSs) e os hospitais.
SURGIMENTO DAS UNIDADES DE PRONTO
ATENDIMENTO (UPA)

● Foi lançado através de uma parceria entre o Ministério da Saúde e o


Conselho Nacional de Saúde, com os estados e municípios.

● Em 2003 foi lançado pelo Ministério da Saúde (MS) a Política


Nacional de Urgência e Emergência ;
● Hoje a atenção primária é constituída pelas unidades básicas de
saúde e Equipes de Saúde da Família, enquanto o nível
intermediário de atenção fica a encargo do SAMU 192 e das UPAs;
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SURGIMENTO DAS UNIDADES DE PRONTO
ATENDIMENTO (UPA)

● As UPAs funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana e


podem resolver grande parte das urgências e emergências;
● A UPA inova ao oferecer estrutura simplificada com raio X,
eletrocardiografia, pediatria, laboratório de exames e leitos de
observação;
● As UPAs trabalham de forma integrada com o SAMU.

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SURGIMENTO DAS UNIDADES DE PRONTO
ATENDIMENTO (UPA)
As UPAs são classificadas em três portes:

Porte I: tem o mínimo de 7 leitos de observação. Capacidade de atendimento


médio de 150 pacientes por dia. População na área de abrangência de 50 mil
a 100 mil habitantes.
Porte II: tem o mínimo de 11 leitos de observação. Capacidade de atendimento
médio de 250 pacientes por dia. População na área de abrangência de 100
mil a 200 mil habitantes.
Porte III: tem o mínimo de 15 leitos de observação. Capacidade de
atendimento médio de 350 pacientes por dia. População na área de
abrangência de 200 mil a 300 mil habitantes.

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CICLO DE POLÍTICAS
PÚBLICAS
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As UPAs surgem a partir de problemas identificados
como:
 Superlotação dos prontos-socorros dos hospitais;
Identificação  Infraestrutura precária dos hospitais, o que
compromete a qualidade do atendimento;
do Problema
 Dificuldade em dar soluções a casos de usuários em
nível de atenção intermediária, mas que não
conseguem ser atendidos, pois faltam equipamentos,
materiais, necessários ao atendimento;
 Diminuir o tempo de espera que ocorriam nas
emergências dos hospitais;
 Falta de médicos em número suficiente nos hospitais,
entre outros.
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Uma agenda é “uma lista de questões ou


problemas aos quais agentes governamentais e
outros membros na comunidade de política pública
Formação da estão atentando em certo momento”. (Wu et al.,
Agenda 2014, p.30)
Problemas!?!
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 Primeira UPA – Foi inaugurada em 2007, no Rio
de Janeiro, na comunidade de Marés, uma das
regiões mais carentes de serviços de saúde do
Estado.
Formação da
○ Como surgiu a ideia?
Agenda
Surgiu a partir dos problemas levantados,
como a superlotação dos prontos socorros
nos hospitais do estado do RJ. Seguindo este
entendimento, essa política começou a ser
estruturada e passou a fazer parte da agenda
governamental que é a primeira fase do ciclo de
políticas públicas.
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Nessa fase que


Se refere “ao ocorrem os fluxos que vão
Formulação processo de gerar interferir no processo de
um conjunto de decisão, sendo verificados
de Políticas escolhas de vários fatores, como,
políticas plausíveis soluções possíveis,
Públicas para resolver listagem dos problemas, e
problemas”. (Wu et o momento político atual,
al., 2014, p. 52) fatores esses que podem
interferir diretamente na
formulação de alternativas.
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No momento em que se foi pensado o


programa da UPA, o país passava por um bom
Formulação
momento político e econômico, isso se tornou
de Políticas mais evidente com o PAC 2, o qual trouxe para
o país a retomada do planejamento e
Públicas execução de grandes obras de
infraestrutura. Sendo assim, partindo do
projeto piloto, implantado pelo governo do
estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria
de Estado de Saúde em parceria com o
Ministério da Saúde, expandiu-se o programa
para todo o país.
Com a experiência obtida com a 13

implantação da primeira UPA no Rio de Janeiro,


em 2009, realizou-se a publicação da Portaria
Formulação GM/MS nº 1.020, de 13.05.2009 (revogada
pela Portaria GM/MS nº 1.601, de 07.07.2011),
de Políticas a qual estabeleceu as “diretrizes para a
implantação do componente Unidades de
Públicas Pronto Atendimento (UPA 24h) e o conjunto
de serviços de urgência 24 horas da Rede
de Atenção às Urgências e Emergências
(RUE), em conformidade com a Política
Nacional de Atenção às Urgências”,
iniciando-se assim, a elaboração de um projeto
que atendesse a todo o território brasileiro.
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Conforme o regimento político


A tomada de decisão
brasileiro a partir da decisão
é considerada a fase
Tomada de de implantação de um
de “criação de
programa, entes federativos,
políticas públicas
Decisão por uma questão legal,
que envolve a
podem ou não aderir a uma
seleção de um curso
política federal, como no
de ação a partir de
caso da implantação de uma
uma gama de
UPA em seus municípios, até
opções, incluindo a
porque caberá a estes, a
de manter o status
manutenção e a alocação de
quo”. (Wu et al.,
pessoal para atender a
(2014, p. 77)
população nessas unidades
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 Com relação às UPAs, a decisão para


implantação de uma unidade em determinado
Tomada de local, vai depender de todo um processo, que
Decisão inclui decisão dos gestores locais juntamente
com os conselhos de saúde e,
consequentemente o preenchimento dos
requisitos estabelecidos pelo Ministério da
Saúde, caso manifestem o interesse de
receberem o incentivo financeiro do governo
federal.
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“um processo de A fase de


políticas públicas implementação está
Implementação relacionada ao
em que as momento de colocar
decisões de em prática o que foi
política pública decidido e projetado,
se traduzem em fazendo do que foi
ações” (Wu et al., idealizado algo real,
2014, 97) isto é, tangível.
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No período compreendido entre 2008 e


2010 o governo estabeleceu como meta
Implementação implantar 500 (quinhentas) UPAs e mais
500 (quinhentas) unidades no período
de 2011 a 2015, afim de fortalecer a Rede
de Atenção às Urgências e Emergências
(RUE), da Política Nacional de Atenção às
Urgências.
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Embora houvesse a autorização para


implantação, isso não significaria que as
mesmas estariam em funcionamento no
Implementação mesmo ano, até porque esse processo de
implementação ocorreu a longo prazo,
pois envolveu a habilitação, a construção,
a estruturação e provimento de recursos
humanos por parte dos entes federativos
para que as unidades começassem a
funcionar.
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A avaliação é a “fase do ciclo de


Avaliação políticas públicas em que o processo de
implementação e o desempenho da
política são examinados com o intuito de
conhecer melhor o estado da política e o
nível de redução do problema que a
gerou” (Secchi, 2010, p. 49)
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Nos últimos anos, a implementação das


UPAs começou a passar por um processo
Avaliação mais criterioso de monitoramento, o que
possibilitou aos gestores começar a fazer
avaliações de resultados, no caso das
unidades que já estão em funcionamento e,
consequentemente, a melhorar a qualidade
dos processos ainda em andamento, para
que equívocos não se repitam.
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Atualmente já existe um plano, denominado de Plano de


Ação Regional, que contém o desenho da Rede de Atenção às
Urgências e Emergências e contempla o detalhamento técnico
Avaliação de cada componente, as metas a serem cumpridas, o
cronograma de implantação (além dos mecanismos de
regulação, monitoramento e avaliação), o estabelecimento de
responsabilidades e o aporte de recursos pela União, pelo
estado, pelo Distrito Federal e pelos municípios envolvidos,
bem como a previsão de auditoria da execução das ações e
dos recursos, quando necessário (Ministério da Saúde, 2013).
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Com base em tudo que foi pesquisado, podemos
concluir que o ciclo de políticas públicas apesar de não
refletir a real dinâmica ou vida de uma política pública, é
uma ferramenta eficaz e que permite organizar a vida de
uma política pública em fases sequenciais. Além disso,
CONCLUSÃO
cabe salientar que os agentes públicos de todos os níveis
de governo desempenham um papel vital no
desenvolvimento, na adoção e na implementação de uma
política pública de governo.
Vale salientar que para que uma política pública tenha
sucesso é necessário planejamento e integração dos
diversos níveis estatais e sociais, a fim de melhor
estruturar e implementar a política pública a que se
destinar o objetivo.
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ARRETCHE, MARTA. Financiamento federal e gestão local de políticas


sociais: o difícil equilíbrio entre regulação, responsabilidade e
autonomia. Saúde coletiva vol.8 no.2 Rio de Janeiro  2003. Disponível em:<
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-812320030002
REFERÊNCIAS 00002
>. Acesso em: 17 de ago. 2017.
 
Governo do Rio de Janeiro, 2017. Disponível em: <
http://www.rj.gov.br/web/informacaopublica/exibeconteudo?article-id=104132
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>. Acesso em 7 de ago. 2017.

Ministério da Saúde. Política nacional de atenção às urgências / Ed.


Ministério da Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2003. 228 p.: il. – (Série
E. Legislação de Saúde). Disponível em: <
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Portal da Saúde, 2014. Disponível em: <


http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/o-ministerio/principal/secretari
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REFERÊNCIAS Portal Brasil. Unidades ajudam a desafogar os prontos-socorros.
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PORTAL BRASIL. Unidades ajudam a desafogar os prontos-
socorros. Disponível em:
http://www.brasil.gov.br/saude/2011/08/unidades-ajudam-a-desafogar-o
s-prontos-socorros
. Acesso em: 15 de ago. 2017.
25
Portal da Saúde, 2017. Disponível em: <
http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/profissional-e-gestor/gestao-da-
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>. Acesso em: 17 de ago. 2017.
SECCHI, Leonardo. Políticas Públicas: Conceitos, esquemas de análise,
REFERÊNCIAS casos práticos. São Paulo: Cengage Learning, 2012.
Tribunal de Contas da União. Consolidação de Fiscalização de
Orientação Centralizada. Unidades Básicas de Saúde e Unidades de
Pronto Atendimento. Disponível em: <www.tcu.gov.br/Consultas/Juris/
Docs/judoc/Acord/20150617/AC_1426_21_15_P.doc>. Acesso em: 17 de
ago. de 2017.
WU, Xun; RAMESCH, M.; HOWLETT, Michael; FRITZEN, Scott. Guia de
políticas públicas: gerenciando processos / Xun Wu, M. Ramesh, Michael
Howlett, Scott Fritzen; traduzido por Ricardo Avelar de Souza. – Brasília:
Enap, 2014.
 
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OBRIGADA!

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