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COACH

Maurício Rodrigues
dos Reis
SENAI MG
CRONOGRAMA
TREINAMENTO PRESENCIAL COACHING TÉCNICO

02/10 03/10 04/10 05/10 06/10

• Dinâmica de
• Metodologia; grupo; • Análise e coleta de • Coleta de dados;
• Gestão • Apresentação dados complementares • Análise Particular
Energética; do Relatório (se necessário); dos elementos
• Eficiência Técnico; • Análise Particular dos que serão
Energética • Estudos de elementos que serão trabalhados
• Usos finais, Caso; trabalhados; • Apresentação
• Apresentação • Considerações • Soluções de redução para diretoria
das planilhas referentes aos do consumo
• Relatório relatórios e ao energético;
técnico. curso EAD e • Elaboração de
presencial. Relatório.
CONSULTOR
Você, como consultor, é o elo entre os conhecimentos de
eficiência energética e a indústria. Por isso, ao longo deste curso,
serão abordadas as seguintes capacidades técnicas:
BENEFÍCIOS
CONSULTOR EM EFICIÊNCIA ENERGÉTICA
Como Consultor, você deve analisar cada aspecto do uso de energia dentro
das organizações e buscar soluções para tornar a empresa cada vez mais
eficiente. Além das competências técnicas, você deve desenvolver
habilidades pessoais.
CONCEITOS
CONCEITOS
“Eficiência é a capacidade de fazer as coisas ‘certo’ .”

“Eficácia é a capacidade de fazer as coisas ‘certas’.”


Peter Duker
CONCEITOS
“Eficiência diz respeito a método, a modo certo de fazer as coisas. (...) Uma empresa

eficiente é aquela que consegue o seu volume de produção com o menor dispêndio

possível de recursos. Portanto, ao menor custo por unidade produzida”.

“Eficácia diz respeito a resultados, a produtos decorrentes de uma atividade qualquer.

Trata-se da escolha da solução certa para determinado problema ou necessidade. (...)

Uma empresa eficaz coloca no mercado o volume pretendido do produto certo para

determinada necessidade.”
Sérgio Rodrigues Bio
CONCEITOS
“Nem sempre se é eficiente e eficaz ao mesmo
tempo. Na Copa do Mundo de Futebol, eficiência é
jogar futebol com arte, enquanto eficácia é ganhar o
jogo. Eficiência é ir à igreja, enquanto eficácia é
praticar os valores religiosos; eficiência é rezar,
enquanto eficácia é ganhar o céu.”

Chiavenato
CONCEITOS
“Energia é aquilo que permite a mudança da
configuração de um sistema em oposição a uma força
que resiste a essa mudança.”
Maxwell

“Energia é a medida da capacidade de realizar


trabalho.”
(Conceito mais utilizado para energias mecânica e elétrica)
CONCEITOS
“Princípio de Conservação de Energia: Na natureza
nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”

Antoine Lavoisier
CONCEITOS
• Energia química:
Depende de reações químicas e da liberação da energia
acumulada na forma de ligações entre os átomos e moléculas.
Apresenta grande interesse por sua extensa aplicação.
Exemplo: a energia dos combustíveis é, na realidade, energia
química.
CONCEITOS
• Energia térmica:
CALOR - Corresponde à energia em trânsito que se
transfere de um corpo para outro em razão da diferença de
temperatura. Essa transferência ocorre sempre do corpo de
maior temperatura para o de menor temperatura até que
atinjam o equilíbrio térmico.
FRIO – Ausência de calor.
TEMPERATURA - A temperatura é uma grandeza física
utilizada para medir o grau de agitação ou a energia cinética
das moléculas de uma determinada quantidade de
matéria. Termômetro.
CONCEITOS
• Energia mecânica:

CINÉTICA - É a energia ligada ao movimento dos corpos.


Resulta da transferência de energia do sistema que põe o
corpo em movimento.
POTENCIAL - Associa-se diretamente a uma força estática
e pode ser GRAVITACIONAL ou ELÁSTICA.
CONCEITOS
• Energia magnética:

Acumulada na forma de campos magnéticos e utilizada de


modo prático na transformação de energia elétrica em
transformadores.

• Energia difusa:

Decorrente da diferença de concentrações entre gases,


líquidos e sólidos solúveis.
CONCEITOS
• Energia elétrica:
É a capacidade de uma corrente elétrica (fluxo ordenado
de elétrons) realizar trabalho. variedade de fenômenos que
resultam da presença e do fluxo de uma carga elétrica.
CONCEITOS
“ Eficiência Energética é a relação entre e a quantidade de
energia final utilizada e de um bem produzido ou serviço
realizado.”
Empresa de Pesquisa Energética – EPE
CONCEITOS
“ Eficiência Energética é a atividade que procura otimizar o uso
das fontes de energia. Consiste em usar menos energia para
fornecer a mesma quantidade de valor energético.”

Centro Brasileiro de Informação de Eficiência Energética –


PROCEL Info
CONCEITOS
“Eficiência Energética refere-se a ações de diversas naturezas
que culminam na redução de energia necessária para atender
as demandas da sociedade por serviços de energia sob a
forma de luz, calor/frio, acionamento, transportes e uso em
processos. Objetiva, em síntese, atender as necessidades da
economia com menor uso de energia primária e, portanto,
menor impacto na natureza.”

PNEf – Plano Nacional de Eficiência Energética


CONCEITOS
“ Eficiência Energética compreendem ações de várias áreas de
conhecimento que resultam na redução da energia necessária
para atender as demandas da sociedade utilizando energia
sob qualquer forma. Logo, a EE atende
as necessidades da economia e da
sociedade de forma mais eficiente diminuindo
o impacto na natureza e gerações futuras.”
CONCEITOS
METODOLOGIA
A metodologia é uma grande aliada dos consultores. Palavra derivada do
Latim “methodus” (método), metodologia significa processo ou caminho para
atingir um determinado objetivo.

A metodologia da consultoria de eficiência energética do Indústria +


Eficiente trata-se da padronização dos atendimentos em busca de resultados
satisfatórios para a indústria e deve acontecer o mais próximo possível do que
foi planejado. Ela é elaborada levando em consideração os aspectos
normativos (ABNT NBR ISO 50002 - Diagnósticos Energéticos, 2014) e práticos
sem esquecer as ferramentas (softwares, planilhas, exemplos e outros
recursos) que ajudam a nortear e facilitar todo o processo para o consultor.
METODOLOGIA
METODOLOGIA
METODOLOGIA
METODOLOGIA
Proposta de Atuação
METODOLOGIA
Indicadores Propostos
METODOLOGIA
Indicadores Propostos
METODOLOGIA
Indicadores Propostos

Quando houver mais de uma ação de oportunidade de economia na


mesma carga-alvo selecionada durante a consultoria, você, ao calcular
os indicadores de desempenho, deverá utilizar no denominador,
apenas uma vez, o valor inicial da carga-alvo na fórmula. O valor não
deve ser duplicado para não gerar resultado incorreto.
CARGA ALVO

É o equipamento, uso final, processo, demanda, área e outras tantas


oportunidades com ou sem investimento, que possam ser identificadas como
possuidor dos maiores potenciais de economia/redução de custos
energéticos em uma empresa, desde que seja possível quantificar e qualificar
o consumo energético e que permita projetar ganhos significativos e
alcançáveis com ações de curto e médio prazo.
AÇÕES OPEX
As ações sem investimento ou de
pequenos investimentos, se referem
àquelas que não necessitam de
investimento em Bens de Capital
(Máquinas/Equipamentos) e também são
consideradas neste conceito, as ações
como manutenções, mudanças em
processo, procedimentos, gestão
energética e outros custos operacionais
(OPEX - Operational Expenditure).
AÇÕES OPEX
No quadro, podemos observar três cargas-alvo sem investimento
selecionadas: Demanda, Ar Comprimido e Iluminação.
AÇÕES OPEX
Você deve estar se perguntando... Alteração da demanda sem Investimento? E o
tempo de retorno de 4 meses resultante do investimento de R$ 2.500,00 ?

Pois bem, apesar da necessidade de elaborar um projeto para recontratação


da demanda (gasto com o serviço do projeto de R$ 2.500,00), conforme
solicitado pela concessionária de energia local, o conceito de cargas-alvo sem
investimento ou baixo investimento, trata das ações que não necessitam de
compra de Bens de Capital (Equipamentos, Máquinas). Assim, serviços de
projetos mesmo com um investimento previsto, consideramos para cálculos
dos indicadores de desempenho como OPEX (sem Investimento de Bens de
Capital).
AÇÕES OPEX
Mas, e em relação à Iluminação?
A carga-alvo iluminação também não necessitou de compra de bens de
capital e sim a compra de insumos para a setorização do acionamento das
lâmpadas no Galpão 4. Assim, serviços de manutenção, modificações mesmo
com um baixo investimento previsto, consideramos para cálculos dos
indicadores de desempenho como OPEX (sem Investimento de Bens de
Capital).
AÇÕES CAPEX
Referem-se àquelas que necessitam de
investimento em Bens de Capital CAPEX-
Capital Expenditure, também
consideradas como ações em que, para
conseguir economia de energia, é
necessária a aquisição de
Máquinas/Equipamentos.
AÇÕES CAPEX
CAPEX Vs OPEX
A sigla OPEX (sigla da expressão Inglesa Operational Expenditure, despesas
operacionais em português) se refere ao(s) custo(s) associado(s) à
manutenção dos equipamentos, despesas operacionais e gastos consumíveis
que são necessários ao funcionamento do produto/serviço do negócio de
uma empresa.
A sigla CAPEX é a sigla da expressão inglesa “Capital Expenditure” (despesas
de capital ou investimento em bens de capital, em
português) indica a quantidade de dinheiro gasto
na compra de bens de capital ou na(s) melhoria(s)
de uma determinada empresa. Podemos entender
que é o montante de investimento realizado em
instalações e equipamentos de uma empresa.
GESTÃO DO SISTEMA MOTRIZ
Levantar informações gerais sobre a existência de um sistema de
gerenciamento da utilização/manutenção dos motores utilizados na empresa,
abordando os seguintes itens:
• A empresa possui plano de manutenção preventiva e/ou preditiva voltada
para motores elétricos?
• A empresa precisou fazer manutenção em motores elétricos nos últimos 3
anos?
( ) Sim
( ) Não
Se sim, qual foi o procedimento adotado:
(   ) Utilizou Oficina especializada em reparo de motores?
(   ) Utilizou profissionais da própria empresa para reparo dos motores?
GESTÃO DO SISTEMA MOTRIZ
• Faixa de potência e quantitativo no período
Até 50 cv: ____________
Acima de 50 cv até 100 cv: ______________
Acima de 100 cv:________________
•  Do montante informado no período, qual a porcentagem da natureza dos
problemas:
– Mecânicos (rolamentos, folga no eixo, desbalanceamento, ventilação, etc):
– Elétricos (enrolamentos, escovas, anéis coletores, etc):
– Problemas ou causas mais frequentes:
• A empresa adquiriu motores recentemente ou tem planos para aquisição?
( ) Sim
( ) Não
Se sim, qual foi o procedimento adotado:
(   ) A empresa possui critérios técnicos que priorizam a aquisição de motores de eficientes?
(   ) A empresa possui critérios apenas financeiros não considerando aspectos técnicos ?
GESTÃO DE INSUMOS ENERGÉTICOS
A análise das contas de energia elétrica, análise tarifária, é uma ação de controle do
perfil de consumo da empresa e pode servir como base para importantes tomadas de
decisões. O mesmo controle se aplica aos demais insumos energéticos tais como:
Lenha, Gás Natural - GN, Gás Liquefeito de Petróleo – GLP, Óleo, Diesel, etc.
GESTÃO DE INSUMOS ENERGÉTICOS
GESTÃO DE INSUMOS ENERGÉTICOS
GESTÃO DE INSUMOS ENERGÉTICOS
GESTÃO DE INSUMOS ENERGÉTICOS
GESTÃO DE INSUMOS ENERGÉTICOS
GESTÃO DE INSUMOS ENERGÉTICOS
PLANILHA DE ANÁLISE TARIFÁRIA
IDENTIFICANDO POTENCIAIS DE ECONOMIA

Na eficiência energética, você deverá identificar os usos finais e as prováveis


cargas-alvo existentes na empresa, foco da consultoria. Após a primeira visita
você terá em mãos a análise tarifária e os gastos com outros recursos
energéticos (GLP, lenha, óleo, etc.) utilizados nas instalações.
IDENTIFICANDO POTENCIAIS DE ECONOMIA

Veja agora como é feita a identificação e análise de usos finais e cargas-alvo.


ILUMINAÇÃO
ILUMINAÇÃO
SOFTWARES LUMINOTÉCNICOS
Para análises em ambientes diversos você poderá utilizar os softwares
disponíveis no mercado entre os quais destacamos o DIAlux que é gratuito e
permite simulação de ambientes internos e externo com a utilização de
curvas fotométricas das luminárias de diversos fabricantes. Outros softwares
para iluminação:
• RELUZ;
• CalcuLuX;
• DIAlux EVO;

Para download do DIAlux: https://www.dial.de/en/dialux/download


ILUMINAÇÃO
OPORTUNIDADES DE MELHORIA
OPORTUNIDADE IDENTIFICADA AÇÃO DE MELHORIA

Iluminação em excesso Redução ou desligamento de luminárias,


substituição por menor potência
Falta de aproveitamento da iluminação Utilização de telhas translúcidas, brises ou
natural abertura de janelas.
Uso de equipamentos com baixa eficiência Substituição por tecnologia mais eficiente
luminosa como T5 ou LED
Falta de comandos (interruptores) das Setorização de circuitos de iluminação
luminárias Utilização de sensores
Ausência de manutenção, depreciando o Limpeza de luminárias e sistemas de
sistema aproveitamento da luz natural

Hábitos de uso inadequados Desligar quando não estiver utilizando o


ambiente.
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS
MOTORES ELÉTRICOS
VENTILADORES E EXAUSTORES
SISTEMAS DE BOMBEAMENTO
SISTEMAS DE AR COMPRIMIDO
SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO
FORNOS
CLIMATIZAÇÃO
CALDEIRAS
EFICIÊNCIA ENERGÉTICA NO PROCESSO
ANÁLISE DE CARGAS
Para auxiliá-lo a calcular o ganho energético, será necessário utilizar a Planilha
de Análise de Cargas. A planilha de Análise de Cargas é formada por pelas
abas Relação de Cargas Geral, Sistemas de Iluminação, Sistemas de Ar
Comprimido, Fluxo Dados, Fluxo Energético e Indicadores.

• Relação de Cargas Geral: Calcula o consumo atual e proposto para cargas


como motores elétricos, ar condicionado, eletroeletrônicos, fornos,
estufas e outros.

• Sistemas de Iluminação: Calcula o consumo atual e proposto de


equipamento de iluminação a partir de substituição por equivalência de
lâmpadas.
ANÁLISE DE CARGAS
• Sistemas de Ar Comprimido: Calcula o
consumo atual e proposto,
vazamentos, redução de pressão e
redução da temperatura na captação
de ar.

• Indicadores: Aba da planilha que


calcula os indicadores utilizados pelo
programa ao inserirmos as ações
sobre as cargas-alvo definidas e
respectivos consumos atual e redução
do consumo
ANÁLISE DE CARGAS
ANÁLISE DE CARGAS
ANÁLISE DE CARGAS
ANÁLISE DE CARGAS
SIMULAÇÃO DE POSSIBILIDADES
RELATÓRIOS
RELATÓRIO TÉCNICO
O RELATÓRIO TÉCNICO deverá subsidiar a empresa atendida na implantação
das ações de melhoria de desempenho definidas por você. Para isso,
identifique e registre todas as medições/informações relevantes feitas
durante o diagnóstico, considerando:
• Frequência, consistência, exatidão, repetibilidade e representatividade dos
dados.
• Lógica das medições e como elas contribuem para a análise.
• Dificuldades encontradas na coleta dos dados, visita ao local e análise.
• Incertezas das medições e das amostragens e seus efeitos nos dados
relatados.
RELATÓRIO TÉCNICO
PRIORIDADES
RELATÓRIO EXECUTIVO
O RELATÓRIO EXECUTIVO será encaminhado ao DN para prestação de contas
junto aos órgãos financiadores e contém os registros dos ganhos energéticos
obtidos a partir das ações de melhoria de desempenho energético
implantadas e monitoradas nas 40 horas após início das intervenções.
APRESENTAÇÃO DO RELATÓRIO
Após a elaboração do Relatório Técnico você deverá apresentá-lo ao cliente.
Para isto recomendamos que se utilize de um documento em Power Point
(PPT) para auxiliá-lo na apresentação das:
IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO
Agora é hora de realizar o acompanhamento das ações sem investimento
passíveis de implantação dentro do período do programa, acordadas com a
empresa na etapa anterior.

Você deverá apoiar a empresa na implantação das ações propostas e realizar


os levantamento dos impactos das ações adotas que serão base para os
indicadores do relatório executivo.

Você é um importante ator junto à empresa


para o sucesso das ações de melhoria de desempenho
energético.

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