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INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

UD IV – SEGURANÇA NA
INSTRUÇÃO E NO SERVIÇO

Ass 01 – Segurança na Instrução e


no Serviço
OBJETIVO
INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

Compreender as normas gerais de


segurança, visando à prevenção de
acidentes na instrução militar e no serviço de
escala.
SUMÁRIO
INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

1) Introdução
Referências bibliográficas
Conceitos
2) Desenvolvimento
Prevenção de acidentes na instrução
Prevenção de acidentes no serviço
Normas gerais de segurança

3) Conclusão
Análise de acidentes ocorridos no meio militar
LEGISLAÇÃO ATINENTE À SEGURANÇA
INSTRUÇÃO
NAS ATIVIDADESGERAL
MILITARES 2ª SCh

PIM 2016 CI 32/1 CI 32/2


DOCUMENTAÇÃO ATINENTE À SEGURANÇA
INSTRUÇÃO
NAS ATIVIDADESGERAL
MILITARES 2ª SCh

Plano de segurança
- condições de execução
- medidas de segurança
- procedimentos para evacuação

Gerenciamento de risco:
- determinação do risco
- qualificação do risco
- cálculo da probabilidade
- cálculo da gravidade do evento
- cálculo do risco
- aplicação de ações de controle
CONCEITOS
INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

ACIDENTE DE INSTRUÇÃO

Acontecimento fortuito na execução da instrução


militar decorrente de causas imponderáveis ou
da imperícia, imprudência ou negligência de
seus agentes, do qual resulta prejuízo material,
dano pessoal ou, pelo menos, a ameaça de que
tais consequências poderiam ter ocorrido.
CONCEITOS
INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

IMPERÍCIA: pouco conhecimento ou falta de habilitação no


que está sendo executado. Indica aprendizagem deficiente
nos domínios cognitivo e psicomotor.

IMPRUDÊNCIA: falta de responsabilidade e da capacidade


de observação e avaliação das circunstâncias, insuficientes
para que o perigo seja bem dimensionado. Indica
aprendizagem deficiente no domínio afetivo.

NEGLIGÊNCIA: falta de atenção ou cuidado no


cumprimento das normas de segurança existentes. Indica,
também, aprendizagem deficiente no domínio afetivo.
CONCEITOS
INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

OFICIAL DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES


NA INSTRUÇÃO (OPAI)

Oficial da Organização Militar, designado em


Boletim Interno, com a missão de assessorar o
comandante nos assuntos pertinentes à prevenção de
acidentes de instrução e nas atividades de risco.
INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

PREVENÇÃO DE ACIDENTES
NA INSTRUÇÃO
1. Pressupostos básicos.
2. O processo ensino-aprendizagem; e
3. Casos específicos.
INSTRUÇÃO GERAL
E NO SERVIÇO 2ª SCh
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

FINALIDADE

Prevenir a ocorrência de acidentes de


instrução e em outras atividades correlatas;

Contribuir para um aumento da mentalidade de


prevenção; e

Apresentar uma orientação básica sobre os


procedimentos necessários para a prevenção de
acidentes.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

PRESSUPOSTOS BÁSICOS
A atividade militar caracteriza-se pela seriedade. Nesta
condição, é inaceitável qualquer tipo de amadorismo,
brincadeira, trote ou qualquer outra atitude que ofenda,
denigra e humilhe a integridade física e mental do militar
subordinado ou sob sua responsabilidade na instrução.

Todo acidente pode e deve ser evitado.

Todo pessoal envolvido direta ou indiretamente com a


instrução deverá estar consciente do grau de risco que a
envolve e da necessidade de que todos se mobilizem em prol
da eficiência, disciplina e rigor funcional.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

PRESSUPOSTOS BÁSICOS
Normalmente, o acidente é resultado de uma sequência de
eventos chamados “fatores contribuintes”, que se somam até
atingirem o ponto de irreversibilidade do mesmo.

Todo militar que tenha obrigação funcional de manipular ou


manusear materiais perigosos, executar técnicas de risco,
tudo ligado ao cargo que ocupa, deve comportar-se como um
perito responsável em seu nível e em seu universo de ação.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

PRESSUPOSTOS BÁSICOS
Nas atividades de instrução devem ser considerados os seguintes aspectos,
dentre outros:
1. Condições climáticas, esforço dispendido pela tropa e o uniforme da atividade, a fim de
se evitar a intermação, a hipotermia, etc;
2. Supervisão, pelo OPAI, de qualquer atividade de risco;
3. A presença, no local da atividade, de uma ambulância devidamente guarnecida e
equipada com material e medicamento de 1º socorros. Essa equipe deverá estar em
condições de efetuar pronto-atendimento e evacuação para hospital previamente
designado; e
4. O estabelecimento de ligação rádio ou telefônica entre a área do exercício e o
aquartelamento.

Todo militar que tenha obrigação funcional de manipular ou manusear materiais


perigosos, executar técnicas de risco, tudo ligado ao cargo que ocupa, deve
comportar-se como um perito responsável em seu nível e em seu universo de ação.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM FALHO


1. TEMOR INICIAL: O instruendo, no começo de suas
atividades de instrução, teme o material que terá de
manipular ou a técnica que terá de executar por desconhecê-
los e não dominá-los, mas nos quais identifique poder letal ou
perigo para si.

2. CONFIANÇA CRESCENTE: A instrução técnica, com o


manejo, a manipulação, o desenvolvimento de destrezas e a
aquisição de conhecimentos correlatos, substitui,
paulatinamente, o temor inicial por um crescente grau de
confiança do instruendo no material e em si próprio.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM FALHO


3. DESRESPEITO CRESCENTE: O aumento do grau de
confiança do instruendo tende a degenerar-se em desrespeito
crescente pelo material e por si próprio, dando origem a ações
imprudentes ou negligentes no manuseio ou na execução de
técnicas.
4. ACIDENTE: A negligência e a imprudência decorrentes desse
desrespeito crescente, encaminham o instruendo para a
possibilidade de um acidente.
5. MEDO RESTRINGENTE: Como agente, testemunha ou com o
testemunho de um acidente , o instruendo tende a adquirir um
respeito exacerbado pelo material perigoso e técnica de risco que,
normalmente, prejudica a naturalidade no seu manejo ou execução,
indispensável ao combatente.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

O PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM FALHO


INSTRUÇÃO TÉCNICA

Temor Confiança Desrespeito Medo Restringente


Acidente
Esse faseamento indesejável indica, claramente, que,
além da instrução técnica, faz-se necessário o
acompanhamento e a orientação do instruendo para que haja
igual desenvolvimento no domínio afetivo, domínio cognitivo e
psicomotor (instrução técnica).
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM CORRETO

Um processo de ensino-aprendizagem completo


transformará o instruendo em um perito responsável
que é, em última análise, a mais segura forma para
supressão do acidente. A formação do perito
responsável compreende um faseamento conveniente,
que pode ser assim definido.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM CORRETO

1. TEMOR INICIAL: A atitude inicial de temor do instruendo


face ao perigo ou risco evidentes, sendo natural, deve ser
aproveitada como alicerce de todo o processo; nessa fase o
instruendo deve ter conhecimento objetivo das consequências
graves de uma má formação, por meio de exemplos e
ilustrações. É preciso prepará-lo, entretanto, para que
transforme o material perigoso ou a técnica de risco, em
instrumentos normais de trabalho, isto é, com sua letalidade e
periculosidade inteiramente dominados e respectivamente
resguardados.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM CORRETO

2. CONFIANÇA E RESPEITO: O senso de responsabilidade


do militar que executa atividades perigosas para si ou para os
outros, deve ser desenvolvido paralelamente ao aprimoramento
da sua habilitação e destreza, qualificando-o, de uma maneira
geral, como um perito responsável, o que, em qualquer nível,
constitui-se em objetivo da instrução individual.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM CORRETO

INSTRUÇÃO TÉCNICA

Confiança PERITO
Temor
Respeito RESPONSÁVEL

ACOMPANHAMENTO e ORIENTAÇÃO
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

CASOS ESPECÍFICOS
1. RABDOMIÓLISE
A rabdomiólise é uma síndrome grave que ocorre devido a
uma lesão muscular direta ou indireta. É um resultado da morte das
fibras musculares, que liberam seu conteúdo para a corrente
sanguínea. Esse processo pode afetar principalmente os rins, que
não conseguem remover os resíduos concentrados na urina.

2. LEISHMANIOSE
É uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada
por parasitas do gênero Leishmania. Há dois tipos de leishmaniose:
leishmaniose tegumentar e a visceral (comum em crianças). A
leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se
localizam com maior freqüência nas partes descobertas do corpo.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

RABDOMIÓLISE
A rabdomiólise pode ser causada por diferentes fatores,
como consumo excessivo de álcool e traumas. Porém, no meio
militar está mais relacionada com a atividade física intensa em
condições climáticas desfavoráveis

SINTOMAS: urina escura, fraqueza muscular e dor muscular.

PREVENÇÃO: É importante para o paciente com rabdomiólise


fazer a reposição de fluidos, de forma a conseguir se regenerar
mais rapidamente.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NA INSTRUÇÃO 2ª SCh

LEISHMANIOSE
A leishmaniose é uma doença infecciosa, porém, não
contagiosa, transmitida por mosquitos, insetos e animais
silvestres.

SINTOMAS: febre irregular, anemia, indisposição, palidez da


pele e ou das mucosas, falta de apetite, perda de peso e
inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.

PREVENÇÃO: Utilizar repelentes na pele, quando estiver em


matas de áreas onde há a doença, como é o caso do nosso
Campo de Instrução (CIMNC).
INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

PREVENÇÃO DE ACIDENTES
NO SERVIÇO
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NO SERVIÇO 2ª SCh

- O serviço caracteriza-se pela seriedade e correção de


atitudes.

- Como perito responsável, o militar deve, em razão do nível


funcional em que atua no serviço e do universo em que age, ser
um executante perfeitamente habilitado e conhecedor dos
perigos e riscos das atividades inerentes a seu cargo.

- Todo militar deverá estar inteiramente familiarizado com:


 Manejo do seu armamento individual;
 Plano de defesa do aquartelamento;
Plano de combate a incêndio; e
Plano de chamada.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
INSTRUÇÃO GERAL
NO SERVIÇO 2ª SCh

- O Of Dia também deverá conduzir, pessoalmente, após a


rendição da Parada, um exercício de manejo das armas a ser
realizado por toda guarda do quartel que está entrando de serviço,
bem como a recomendação da fiel obediência às normas de
segurança de uso de armamento, tudo como medida de
prevenção de disparos acidentais, e o mesmo procedimento será
adotado com o pessoal de reforço que assume o serviço ao final
do expediente;
- O Cmt Gda deverá dar conhecimento às praças da guarda
das ordens e disposições regulamentares relativas ao serviço e,
especialmente, das ordens e instruções particulares a cada posto,
relembrando-lhes as normas de segurança; e
- O Cb Gda deverá conduzir o manejo das armas a cada
troca do quarto de hora por parte das sentinelas.
INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

NORMAS GERAIS DE
SEGURANÇA
1. Emprego de munições, explosivos e artifícios.
2. Emprego de armamento leve;
3. Emprego de canhões, morteiros e obuseiros;
4. Emprego de granadas;
5. Deslocamentos motorizados;
6. Marchas e estacionamentos; e
7. Técnicas especiais de combate.
EMPREGO DE MUNIÇÕES,
INSTRUÇÃO GERAL
EXPLOSIVOS E ARTIFÍCIOS 2ª SCh

TÉCNICAS DE EMPREGO
- escolher áreas abertas e distantes de instalações (edifícios,
residências, etc) e de equipamentos (viaturas, etc);

- colocar placas indicativas nos campos de instrução, alertando


para o perigo e para a proibição de entrada de pessoal não
autorizado;

- empregar apenas o pessoal estritamente necessário à atividade,


mantendo os demais participantes além da distância de segurança;

- observar silêncio para não prejudicar a concentração do pessoal


envolvido na atividade;
EMPREGO DE MUNIÇÕES,
INSTRUÇÃO GERAL
EXPLOSIVOS E ARTIFÍCIOS 2ª SCh

TÉCNICAS DE EMPREGO
- controlar adequadamente o material utilizado, impossibilitando
desvios;

- verificar as condições do material;

- não expor o material ao tempo e à umidade, nem deixá-lo sob a


ação dos raios solares por período maior do que o absolutamente
necessário ao transporte;

- empregar ferramentas que não produzam faíscas, tais como as


confeccionadas em cobre, madeira, etc; e

- não fumar enquanto estiver manipulando explosivos.


EMPREGO DE MUNIÇÕES,
INSTRUÇÃO GERAL
EXPLOSIVOS E ARTIFÍCIOS 2ª SCh

TRANSPORTE DE MUNIÇÃO
- a munição deverá ser transportada em cunhetes, cofres, bolsas e
porta-carregadores apropriados. Seus elementos devem estar nos
respectivos acondicionamentos e separados de acordo com sua
natureza;

- os iniciadores (espoletas, etc) devem ser transportados


separadamente das cargas explosivas, se possível em outra
viatura;

- nenhum explosivo ou componente de munição pode ser


transportado nos bolsos dos uniformes;

- os motoristas devem ser instruídos quanto aos cuidados a serem


observados, bem como sobre o manejo dos extintores de incêndio;
EMPREGO DE MUNIÇÕES,
INSTRUÇÃO GERAL
EXPLOSIVOS E ARTIFÍCIOS 2ª SCh

TRANSPORTE DE MUNIÇÃO
- as munições e os explosivos devem ser fixados firmemente à
viatura e cobertos com encerado impermeável, não ultrapassando a
altura da carroceria;

- nenhum material e pessoal pode ser transportado na carroceria da


viatura, quando esta estiver transportando munições e explosivos.

- tabuletas visíveis devem ser afixadas nos lados e na parte traseira


das viaturas, com os dizeres “CUIDADO! EXPLOSIVOS”, além de
bandeirolas vermelhas na frente e atrás; e

- para o transporte de munições e explosivos em viaturas com


carroceria metálica deve-se colocar um estrado de madeira sobre a
carroceria.
EMPREGO DE
INSTRUÇÃO GERAL
ARMAMENTO LEVE 2ª SCh

RECOMENDAÇÕES GERAIS
- o armamento destinado à execução do tiro real, durante o
transporte, deve estar descarregado;
- antes ou após a instrução, ou o serviço que empregue quaisquer
tipos de cartuchos, deve ocorrer uma inspeção de armas, munições e
equipamentos relacionados com a atividade. Deve ser verificada a
existência de cartuchos ou corpos estranhos na câmara ou no cano
das armas inspecionadas;
- os Cmt Gda, por ocasião dos serviços, em reunião com seu pessoal,
devem relembrar, demonstrar e praticar as regras de segurança
relativas ao manejo do armamento a ser empregado;
- as inspeções de armamento do pessoal de serviço devem ser
realizadas em locais previamente designados, de forma a
proporcionar as melhores condições de segurança;
EMPREGO DE
INSTRUÇÃO GERAL
ARMAMENTO LEVE 2ª SCh

RECOMENDAÇÕES GERAIS
- o pessoal participante de atividades que incluam a execução de tiro
real, mesmo na condição de assistente, deve usar capacete balístico;
- os incidentes de tiro devem ser sanados com a aplicação das regras
próprias de cada arma, e da cautela necessária;
- o emprego do armamento com munição de festim exige o reforçador
apropriado; mesmo com ele, a arma nunca deve ser apontada e
disparada na direção de pessoas a distâncias inferiores a 10 (dez)
metros;
- nunca conduzir o armamento para o alojamento; e
- após a instrução ou serviço, o armamento deve ser conduzido pelo
pessoal, em forma, diretamente para a respectiva sala d’armas ou
reserva, onde, após manutenido, será guardado.
EMPREGO DE
INSTRUÇÃO GERAL
ARMAMENTO LEVE 2ª SCh

O RESPONSÁVEL PELA EXECUÇÃO DO TIRO DEVERÁ:


- recomendar previamente a disciplina de tiro, haja vista que o
estande não apresenta proteção total;
- não permitir a execução de tiro pelo pessoal que não tenha
atingido o Objetivo Individual de Instrução (OII) do Teste da
Instrução Preparatória (TIP);
- comandar e controlar o manuseio do armamento, visando a evitar
disparos acidentais;
- não permitir que tiros sejam realizados fora da linha de tiro;
- empregar o mínimo de atiradores por monitor (ideal: 3 por 1); e
- alertar os atiradores quanto ao controle que devem ter sobre a
direção e a horizontalidade da arma, evitando-se, assim, a
realização de “tiros altos”, “tiros baixos” e “tiros laterais”.
EMPREGO DE CANHÕES, OBUSEIROS
INSTRUÇÃO GERAL
E ENGENHOS DE LANÇAMENTO 2ª SCh

- limpeza de campos de tiro à frente das posições de tiro;


- escolha de alvos e áreas de impacto que não possibilitem o ricochete;
- escolha de direção de tiro que não ofereça risco ao pessoal;
- delimitação e isolamento da área de tiro;
- delimitação e limpeza da área a ser atingida pelo sopro de retaguarda;
- exclusão de posições de tiro próximas a redes de alta tensão;
- uso de capacete balístico pelo pessoal participante ou assistente, e
afastamento das áreas consideradas perigosas;
- utilização dos dispositivos de segurança das armas e munições;
- utilização do protetor auricular para a realização de tiro; e
- manipulação cuidadosa da munição para o tiro e da munição após
nega do disparo.
EMPREGO DE GRANADAS
INSTRUÇÃO GERAL
DE MÃO E DE BOCAL 2ª SCh

- a área de lançamento deve ser delimitada e isolada;

- o lançamento de granada real deve ser precedido de exercícios com


granadas inertes;

- o lançamento exige o uso de capacete balístico para todos os


participantes e assistentes;

- o dispositivo de segurança da granada só deve ser removido no


momento do lançamento;

- granadas reais não devem ser manuseadas ou manipuladas em


ambientes fechados;

- a verificação de falhas é incumbência obrigatória dos instrutores;


EMPREGO DE GRANADAS
INSTRUÇÃO GERAL
DE MÃO E DE BOCAL 2ª SCh

- no ponto de lançamento, preferentemente em abrigo para dois


homens, devem permanecer apenas o instrutor e um instruendo; os
demais participantes permanecem abrigados, observando-se a
distância de segurança mais de 30 m;

- antes do lançamento de granadas de bocal, o fuzil deve ser


examinado pelo responsável pela atividade ou por militar competente
designado por ele, para a constatação da colocação do obturador do
cilindro de gases na posição da granada; e

- as granadas falhadas devem ser destruídas de acordo com as


normas.
DESLOCAMENTOS
INSTRUÇÃO GERAL
MOTORIZADOS 2ª SCh

QUADRO DAS VELOCIDADES MÁXIMAS


DESLOCAMENTOS
INSTRUÇÃO GERAL
MOTORIZADOS 2ª SCh

PROCEDIMENTOS
- observar a sinalização de trânsito;
- a velocidade máxima a ser desenvolvida por viaturas não
operacionais, em deslocamento isolado, é determinada pela
regulamentação de tráfego civil;
- deverá ser afixado no painel da Vtr, em frente ao assento do chefe
da Vtr, uma cópia do quadro de velocidades máximas e das
distâncias entre viaturas;
- a velocidade máxima de um comboio deve constar no documento
que autorizar o deslocamento;
- a fiel observância dos limites máximos autorizados e do respeito às
leis do trânsito é da responsabilidade dos seguintes elementos: dos
chefes de viaturas e do próprio motorista, quando estiver sozinho;
DESLOCAMENTOS
INSTRUÇÃO GERAL
MOTORIZADOS 2ª SCh

PROCEDIMENTOS
- o Regulador de Marcha de um comboio, deslocando-se na primeira
viatura da primeira unidade de marcha, controla a velocidade do
deslocamento de todas as viaturas do comboio;
- o Regulador de Marcha de um comboio e o chefe da última Vtr
desse comboio devem portar meios de comunicações para facilitar o
controle desse deslocamento e demais providências, caso ocorra
qualquer anormalidade; e
- é impositivo o uso do cinto de segurança nas viaturas;
- as viaturas ambulância, operacionais ou não, em deslocamento
isolado, além de prioridade, gozam de livre trânsito e estacionamento,
quando identificadas por dispositivos de alarme sonoro, de luz
intermitente e pelo distintivo de identificação, caso estiverem em
serviço de urgência.
DESLOCAMENTOS
INSTRUÇÃO GERAL
MOTORIZADOS 2ª SCh

PROCEDIMENTOS
- nenhum responsável poderá alegar, como explicação ou justificativa,
o desconhecimento dos limites máximos autorizados, das ordens
particulares e das leis de trânsito em vigor;
- nos deslocamentos de viaturas operacionais, em comboio ou
isoladas, o chefe da viatura, obrigatoriamente um oficial ou graduado
mais antigo que o motorista, deve deslocar-se na cabine, ao lado do
motorista, e fiscalizar a observância das normas de segurança;
- as viaturas não podem ser dirigidas por motoristas que não
possuam a Carteira Nacional de Habilitação e Carteira de Motorista
Militar correspondentes às suas classes ou categorias.
- RESTRIÇÃO DO USO DE MOTOCICLETAS POR PARTE DOS
ALUNOS.
DESLOCAMENTOS
INSTRUÇÃO GERAL
MOTORIZADOS 2ª SCh

PROCEDIMENTOS
- quando em viagens para fora da guarnição, o comandante da
missão deverá elaborar um plano do qual constarão os seguintes
detalhes, dentre outros:
(1) telefones de sua OM, de hospitais e de postos da Polícia
Rodoviária Federal e (ou) Estadual ao longo do itinerário;
(2) localização dos principais pontos de parada e
disponibilidade de telefones para contatos com a OM;
(3) relação de itens pertinentes à manutenção da Vtr a serem
verificados nos altos-horários e técnicos;
(4) condutas a serem adotadas em caso de acidentes, como:
- socorro aos feridos e pessoas em estado de choque;
- balizamento/isolamento da área para evitar outros acidentes;
- evacuação dos feridos para os hospitais mais próximos; e
- informar à OM, à PRF e à OM de PE mais próxima.
MARCHAS E
INSTRUÇÃO GERAL
ESTACIONAMENTOS 2ª SCh

- na seleção do itinerário de marcha de qualquer tipo, deve-se


evitar, sempre que possível, as vias de tráfego intenso ou difícil.
Não sendo possível essa medida, cuidados especiais devem ser
observados;
- em princípio, quando não houver determinação específica, as
unidades de valor batalhão devem executar as marchas
centralizadas, tendo como unidades de marcha as subunidades;

- ligações devem ser estabelecidas entre todos os integrantes da


coluna de marcha, de modo que seu comandante, continuamente,
seja informado da situação existente;
- as marchas noturnas exigem cuidados especiais, como o
emprego de equipamentos de sinalização à distância;
MARCHAS E
INSTRUÇÃO GERAL
ESTACIONAMENTOS 2ª SCh

- o estacionamento de uma OM ou de seus elementos deve


manter-se em ligação com o seu aquartelamento ou, na sua
impossibilidade técnica, com o local mais próximo de onde possam
ser providenciados socorros adequados em caso de acidentes; e

- em qualquer estacionamento deve ser mantida uma equipe de


primeiros socorros. Essa equipe deve dispor de soro antiofídico e
de medicamentos específicos contra mordedura ou picada de
animais peçonhentos existentes na região.
TÉCNICAS ESPECIAIS
INSTRUÇÃO GERAL
DE COMBATE 2ª SCh

PATRULHAS
- preferencialmente deverão ser realizadas em campos de
instrução;

- os itinerários devem ser minuciosamente reconhecidos


pelos instrutores, antes dos lançamentos de patrulhas
noturnas; e

- restringir ao máximo o contato físico entre tropas e


figuração, de modo a impedir incidentes que resultem em
quaisquer prejuízos à integridade física ou moral dos
participantes.
TÉCNICAS ESPECIAIS
INSTRUÇÃO GERAL
DE COMBATE 2ª SCh

PISTA DE CORDAS
- a execução de técnicas para a transposição de obstáculos exige
medidas de segurança adequadas, em face da possibilidade de
quedas;
- na execução do cabo aéreo ou tirolesa deverão ser observados
os seguintes aspectos, dentre outros:
(1) os instrutores e monitores deverão testar o dispositivo
antes dos alunos;
(2) prever segurança alternativa para o caso da roldana
travar durante o percurso;
(3) verificar se estão em boas condições o “cabo trilho”, a
roldana e o mosquetão; e
(4) prever segurança embaixo, caso o aluno tenha que
saltar na água.
TÉCNICAS ESPECIAIS
INSTRUÇÃO GERAL
DE COMBATE 2ª SCh

TRANSPOSIÇÃO DE CURSO D’ÁGUA

- as atividades na água, onde houver a possibilidade de


afogamento do pessoal participante, exigem o emprego de coletes
salva-vidas. A inexistência deste equipamento obriga os
responsáveis a adotar medidas preventivas envolvendo botes,
bóias e pessoal de salvamento, em condições de prestar o socorro
necessário. Os instruendos não nadadores deverão ser
identificados e os cuidados com a sua segurança deverão ser
redobrados.
TÉCNICAS ESPECIAIS
INSTRUÇÃO GERAL
DE COMBATE 2ª SCh

TRANSPOSIÇÃO DE CURSO D’ÁGUA

- separar os não-nadadores e treiná-los individualmente em local


raso, antes da passagem propriamente dita;

- reforçar as medidas de segurança, inclusive destinando-lhes


coletes salva-vidas; e

- em caso de evidente dificuldade do instruendo em realizar


atividades na água, não obrigá-lo a passar. Para que ele atinja
esse OII, poderá ser adestrado progressivamente, durante o seu
tempo de serviço militar.
CONCLUSÃO
INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

RETIRADA DE DÚVIDAS
CONCLUSÃO
INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

“Uma preocupação real pela


segurança, expressada sincera e
repetidamente, mas que não é posta
em prática através de ações, oferece
tanta proteção contra o perigo
quanto nenhuma preocupação”.
CONCLUSÃO
INSTRUÇÃO GERAL 2ª SCh

“A segurança na instrução, no ensino


e no serviço diário espelha o elevado
grau de competência profissional de
seus quadros e evita a ocorrência de
acidentes com custos elevados e a
possível perda de vidas”.