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MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA

RELACIONAMENTO MOTOR-
VEÍCULO
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COMPORTAMENTO DE UM MOTOR INSTALADO EM UM DADO VEÍCULO

Resistências que o motor tem que vencer considerando em velocidade


constante (a = 0) e uma dada rampa de inclinação α.
1)Força de arrasto.
2)Força de resistência ao rolamento.
3)Força de rampa.
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COMPORTAMENTO DE UM MOTOR INSTALADO EM UM DADO VEÍCULO

Força de tração necessária para vencer todos as resistências ao movimento.


Fres = Farr + Frol + Fram
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FORÇA DE ARRASTO
É a resistência oferecida pelo ar durante o movimento do veículo, que possui
como fatores:
a)À forma do veículo.
b)À sustentação
c)Ao atrito na superfície
d)Às interferências.
e)Ao fluxo interno de ar.
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FORÇA DE RESISTÊNCIA AO ROLAMENTO

A resistência ao rolamento é a energia perdida durante o rolamento, devido à


deformações e deflexões nos pneus.
Segundo Gent resistência ao rolamento é a energia mecânica convertida em
calor por um pneumático ao mover-se por uma unidade de distância de uma
rodovia.
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FORÇA DE RESISTÊNCIA AO ROLAMENTO


A resistência ao rolamento é função dos seguites fatores: piso, velocidade do
veículo, do tipo e estado do pneu e da pressão de enchimento deste.
Apesar da resistência ao rolamento ser obtida em unidades de energia
dissipada por unidades de distância percorrida, muitos autores definem uma
força de resistência ao rolamento que atua contra o movimento do automóvel.
Devido ao grande número de variáveis é impossível estabelecer uma
equação para o cálculo da força de resistência ao rolamento que seja válida
para todos os casos.
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FORÇA DE RESISTÊNCIA AO ROLAMENTO


Frol = Frolf + Frolt =(ffGf + ftGt)cosα
Onde:
Frol: Resistência ao rolamento das rodas frontais.
Frolt: Resistência ao rolamento das rodas traseiras.
ff: Coeficiente de resistência ao rolamento dos pneus dianteiros.
ft: Coeficiente de resistência ao rolamento dos pneus traseiros.
Gf: Peso nas rodas dianteiras.
Gt: Peso nas rodas traseiras.
α: Inclinação da estrada.
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COEFICIENTE DE RESISTÊNCIA AO ROLAMENTO


O coeficiente de resistência ao rolamento está diretamente relacionado com a
velocidade do veículo, com a estrutura da superfície do solo e com a pressão
de enchimento dos pneus , principal fator na determinação da elasticidade do
pneu, enquanto o diâmetro dos pneus é inversamente proporcional a esse
coeficiente.
a)Velocidade:
Com o aumento da velocidade do automóvel, aumenta a frequência de
deformações cíclicas sofridas pela estrutura do pneumático, podendo excitar
algumas frequências naturais do pneu, amplificando as deformações na saída
do contato com pavimento. Essas deformações amplificadas ocasionam um
acréscimo na temperatura interna do pneu e maior dissipação de calor do
mesmo. Esse aumento faz com que cresça a resistência ao rolamento.
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COEFICIENTE DE RESISTÊNCIA AO ROLAMENTO


A influência da velociadade ocorre em velocidades acima de 40 mph,
aproximadamente 64,4 km/h.
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Resistência a rolagem vs velocidade do veículo


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COEFICIENTE DE RESISTÊNCIA AO ROLAMENTO


b) Pressão dos pneus:
A pressão interna do pneus, junto com a carga aplicada, pode alterar o nível de
deformação sofrido pelo mesmo durante sua operação, assim como alterar a
área de contato entre pneu-pavimento, assim influenciando a dissipação de
energia.
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COEFICIENTE DE RESISTÊNCIA AO ROLAMENTO


Por meio da expressão abaixo pode-se estimar o coeficiente de resistência ao
rolamento.

f = (0,0116 + 0,0000142. s). s


Onde:
s: coeficiente característico do tipo de piso

Concreto ou asfalto Terra Areia


s
1,316 7,017 26,316
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RELACIONAMENTO MOTOR-VEÍCULO
Quando o veículo apresenta velocidade constante, isto é, está numa situação
de equilíbrio dinâmico, então a força resistente será equilibrada pela força de
propulsão.
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RELACIONAMENTO MOTOR-VEÍCULO

A transmissão comunica às rodas a potência do motor transformada em


energia mecânica. Num automóvel convencional, com motor dianteiro, a
transmissão tem inicio no volante do motor e prolonga-se através da
embreagem, da caixa de câmbio, do eixo de transmissão e do diferencial até as
rodas de trás. Os automóveis com motor à frente e com tração dianteira ou com
o motor atrás e tração nas rodas de trás dispensam o eixo transmissão sendo,
neste caso, o movimento transmitido por meio de eixos curtos.
A embreagem, que se situa entre o volante do motor e a caixa de cambio,
permite desligar a energia motriz da parte restante da transmissão para libertar
esta do torque quando as mudanças são engrenadas ou mudadas.
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DIFERENCIAL

O diferencial ajuda a compor o que chamamos de Powertrain do carro, o


movimento sai do motor, passa pela caixa é entregue ao eixo com  a ajuda do
diferencial.
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DIFERENCIAL DE UM F-1

O torque sai do motor, passa pela caixa de marchas onde ele é multiplicado e
então chega na entrada do diferencial (1) fazendo girar o pinhão (2) que por sua
vez gira a coroa do diferencial (3). Quando o carro está em linha reta, a coroa
do diferencial (3) faz girar a engrenagem solar (4) que por sua vez gira o suporte
das engrenagens planetárias (6) fazendo com que as duas rodas girem de fato
na mesma velocidade.
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DIFERENCIAL DE UM F-1

O diferencial ainda possui um conjunto de engrenagens planetárias(5) que no


momento em que o carro está em linha reta permanecem estáticas. A
presença dessas engrenagens planetárias (5) é o que de fato permite ao
carro fazer a curva com perfeição. Quando uma roda começa a girar em
velocidade diferente da outra, essa diferença é compensada pelo giro das
engrenagens planetárias distribuindo o torque entre os dois lados.
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REDUÇÃO DO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL

Dependentes do veículo:

Filtros de ar e combustível obstruídos;

Injetores de combustível avariados;

Vazamento de combustível;

Embreagem desregulada, resultando em acelerações desnecessárias;

Pressão dos pneus abaixo do recomendado gerando maior atrito;

Rodas prendendo o veículo por problemas nos freios;

Tipo de carroceria.
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REDUÇÃO DO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL

Dependentes de condições gerais:

Excesso de carga;

Distribuição incorreta de carga;

Estrada em condições precárias;

Uso frequente do A/C, exigindo maior esforço do motor;

Rotas com subidas íngremes, congestionadas ou com paradas frequentes.


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REDUÇÃO DO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL

Dependentes da ação do condutor:

Acelerar excessivamente o motor na partida, no desligamento e para encher


os tanques de ar;

Arrancar o veículo de maneira brusca ou violenta;

Realizar as trocas de marcha com rotações excessivas;

Conduzir o veículo em alta velocidade sabendo que se aproxima de


obstáculos;

Conduzir o veículo em velocidade superior ao permitido pela via;

Deixar o veículo “apanhar” em baixa rotação com acelerador no máximo;


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REDUÇÃO DO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL

Dependentes da ação do condutor:

 Frenagem bruscas com trocas de marcha em momento inadequado;

 Acelerar desnecessariamente para apressar ou assustar quem está à frente;

Bombear o acelerador enquanto troca de marcha;

Conduzir o veículo com o câmbio em neutro para aproveitar o embalo além


de perigoso, consome mais;

Utilizar marcha inadequada ao tipo de tráfego encontrado no momento;

Deixar o motor em marcha-lenta por muito tempo.