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MARKETING

SOCIAL E A
QUESTÃO
AMBIENTAL
1 INTRODUÇÃO
Atualmente tem aumentado o número de
pessoas preocupadas com a questão ambiental,
e as organizações têm buscado
estratégias do marketing verde para ajustar-se
às novas expectativas dos consumidores, como
também, se enquadrar nas exigências das leis
ambientais que estimulam, ou até mesmo
obrigam as empresas a contribuírem com o
meio ambiente, amenizando a degradação
ambiental, como na diminuição de resíduos
sólidos, recolhimento de embalagens usadas,
descarte correto de produtos, e a redução na
emissão de gases poluentes na atmosfera.
1.1 JUSTIFICATIVA
Um grande desafio atual é conscientizar os
consumidores quanto à crise ambiental do
planeta, ao ponto que essa conscientização
possa se converter na mudança de
comportamentos, hábitos, atitudes e estilos de
vida dos consumidores, voltadas a um consumo
sustentável, o que resultará em novas práticas
em relação à natureza, restabelecendo o
respeito no convívio dos humanos com os
outros seres vivos. O fator social (imagem
pessoal) é apontado como fator primário na
decisão, onde a apresentação no mercado e
marketing para estes produtos estimulam cada
vez mais a utilidade como um valor social.
1.2 PROBLEMATIZAÇÃO
Atualmente tem aumentado o número de pessoas
preocupadas com a questão ambiental, e as
organizações têm buscado estratégias do marketing
verde para ajustar-se às novas expectativas dos
consumidores, como também, se enquadrar nas
exigências das leis ambientais que estimulam, ou até
mesmo obrigam as empresas a contribuírem com o
meio ambiente, amenizando a degradação ambiental,
como na diminuição de resíduos sólidos, recolhimento
de embalagens usadas, descarte correto de produtos,
e a redução na emissão de gases poluentes na
atmosfera.
1.3 OBJETIVOS

1.3.1 Objetivos Gerais


Analisar as atitudes dos consumidores em relação ao
consumo sustentável e verificar a influência do marketing
verde na decisão de compra, observando a intenção de
compra dos produtos ecológicos e a percepção do preço
destes produtos.
Mostrar que os consumidores buscam melhorias
tecnológicas, porém aceitam os problemas nos fatores
utilitários, pelo fato do produto possuir muitas
funcionalidades e algumas delas, do tipo hedônicas, serem
um ponto central e deixarem estes muito satisfeitos com a
beleza e o entusiasmo do uso.
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 MARKETING VERDE

O marketing verde surge para auxiliar a


lucratividade das empresas e melhorar sua
imagem, por meio de práticas mais
conscientes (ALMENDRA, 2012).
De certo, as empresas assimilam o Marketing
Verde como uma ferramenta estratégica, e
buscam atrair o seu público alvo utilizando-se
desta ferramenta e posicionando seus produtos na
chamada ‘linha verde’, na qual os
produtos/serviços são percebidos como menos
prejudiciais ao meio ambiente (AZEVÊDO et
al.,2007).
Para aplicar efetivamente as estratégias de
comunicação ecológica são necessários alguns
instrumentos de promoção de produtos ecológicos.
De acordo com Las Casas (2009), é fundamental que o
administrador de marketing procure diversas formas
para informar eficientemente aos consumidores sobre
os seus produtos, serviços, marca, até mesmo para
assim formar a imagem da empresa.
O fator determinante da influência no processo de
decisão de compra do consumidor é a atitude.
Blackwell, Miniard, Engel (2005) asseguram que as
atitudes representam o que o consumidor gosta ou
não, isto é, geralmente as pessoas fazem aquilo que
gostam e evitam o que não gostam.
De acordo com Peters (2000, p.72), o Marketing Pessoal
fortalece o crescimento pessoal e profissional da marca da
pessoa. As pessoas tem características diferentes, com
culturas diferentes, logo é importante que haja na empresa
segmentos para cada público, afim de proporcionar a
facilidade de acesso ao produto e logicamente. Segundo
Oliveira Neto (1999), marketing pessoal não trata nem
reduz as pessoas a um objeto. Ao contrário, valoriza o ser
humano em todos os seus atributos e características
inclusive em sua complexa estrutura física, intelectual e
espiritual. Ou seja, enaltece e aproveita o máximo do
potencial humano com suas características inerentes com
foco humanístico e não como produtos. Assim, o marketing
Pessoal surge para destacar o profissional, a pessoa,
através de melhorias em seu estereótipo, comportamento,
postura e maneira de se relacionar com as
pessoas e no ambiente.
Baseado no comportamento, decisão,
intenção, uso, devoção (Pimentel e
Reynolds, 2004) e outros aspectos de
consumo e de psicologia do consumidor,
foram criadas manchetes (temáticas as
quais as discussões são abordadas)
para apresentar o ponto de vista dos
usuários pesquisados, a correlação com
a literatura existente sobre valores
conceituais e práticos, e as
interpretações dos autores pelas
convergências
Quando um produto é composto por múltiplas
categorias, os consumidores possuem suas
decisões voltadas para posições hedônicas
(Heath and Soll, 1996). Desta forma, eles
satisfazem pequenos interesses e margens de
budget. A substituição de um produto por outro
está ficando clara nas pesquisas desenvolvidas
na literatura(Thompson et al., 2005), porém
ilógicas pelo ponto de vista tecnológico, pois
produtos com mais qualidades de utilização têm
seu uso ampliado por produtos integrados, os
quais não possuem o melhor que o mercado
pode oferecer.
De acordo com Ashley (2002, p. 40), “a
imagem que se tem do conceito de empresa
afetará a amplitude de visão e de mudanças
quanto à responsabilidade social nos
negócios.” A autora propõe um modelo para a
visualização dessas relações como ponto de
partida para uma empresa diagnosticar, de um
lado, as expectativas que tem sobre essas
relações e, por outro, realizar um
levantamento quanto às expectativas de seus
stakeholders, no que diz respeito as suas
ações de responsabilidade social.
3 CONCLUSÃO

O marketing é uma ferramenta que tem sido


implantada a pouco tempo em algumas
organizações, contudo, para que esta implantação
e utilização seja realizada é preciso que os
dirigentes da organização tenha uma equipe
qualificada e que tenha capacidade de se adaptar
às mudanças. Com uma imagem empresarial
fortalecida, sujeita a poucos riscos, pois o consenso
existe sobre a necessidade de satisfazer e de dar
prioridade às carências sociais, a empresa canaliza
a sua busca de competitividade para fatores como
preço, qualidade, marca, serviços e tecnologia.
O Marketing Pessoal, como ferramenta de
orientação profissional e pessoal, tem como
conceito prático desenvolver a sensibilidade
de uma pessoa para se perceber, e se
integrar num certo momento, numa situação,
nas mudanças e transformações que surgem
no meio organizacional e social, como forma
de revalorização das suas habilidades e
competências.
REFERÊNCIAS
 ASHLEY, P. A. (coordenação). Ética e responsabilidade social nos negócios. São Paulo: Saraiva,
2002
 ALMENDRA, Fernanda Barbosa. Consumidor Verde: estudo de caso sobre perfil e características
do mercado. 2012. 69 f . Monografia(Especialização em Gestão Ambiental) -Universidade Federal
de São Carlos, São Carlos–S.P. 2012. Disponível
em:<http://www.stratmarket.com.br/publicacoes/Consumidor_Verde.pdf

 AZEVÊDO, Alexandre Cabral de; GALÃO, Fabiano Palhares; BACCARO, Thais Accioly. A
pesquisa na área do comportamento do consumidor no Marketing ambiental–uma revisão da
produção acadêmica Brasileira entre 1994 e 2007. SEMEAD, Paraná, Universidade do Norte do
Paraná, 2007. Disponível em
http://www.ead.fea.usp.br/semead/11semead/resultado/trabalhosPDF/725.pdf

 BLACKWELL, Roger D.; MINIARD, Paul W. e ENGEL, James F. Comportamento do


consumidor. São Paulo: Pioneira Thomson Learning,2005.

 LAS CASAS, Alexandre Luzzi. Marketing: conceitos, exercícios, casos. 8. ed. São Paulo: Atlas,
2009.

 OLIVEIRA NETO, Pedro Carvalho de. Marketing Pessoal: o posicionamento pessoal através do
marketing. 6.ed. Fortaleza,1999

 PETERS, T. Reinventando o trabalho. São Paulo: Campus, 2000.

 Pimentel, R. W., and Reynolds, K. E. (2004). A Model for Consumer Devotion: Affective
Commitment with Proactive Sustaining Behaviors, Academy of Marketing Science Review, V.
2004, N. 5, pg. 1.