Histórico da Microbiologia

⇒ Ciência

que estuda os organismos microscópicos ou inferiores. cogumelos, protozoários, algas → identificáveis a olho nu → relações morfológicas, fisiológicas e filogenéticas. parasitas representam minoria! e/ou patogênicos

⇒ Bolores,

⇒ Microrganismos

 1674 → Antony van Leeuwenhoek descreveu microrganismo com grandes detalhes → “animálculos”.  1836 → Franz Schulze passava o ar através de uma solução de ácido forte e depois aerava uma infusão de carne previamente fervida em frasco fechado (fig.1).  1837 → Theodor Schwann forçava a passagem do ar através de tubos aquecidos e então aerava o caldo (fig. 2).  1861 → Louis Pasteur usou frascos com colo longo e curvados que foram preenchidos com caldo nutritivo e aquecidos (fig. 3).  John Tyndall → demonstrou que o ar poderia ficar isento de microrganismos por permitir que partículas de poeira se sedimentassem no fundo de uma caixa fechada (fig. 4).

Classificação dos Organismos vivos

→ 10 milhões de espécies → similaridades; → Taxonomia: classificação, nomenclatura,identificação. → Grupos taxonômicos: taxa → espécie → gênero → famílias → ordens → classes → filos ou divisões → reinos.

Classificação dos Microrganismos

Classificação dos Microrganismos

⇒Reino Protista: microrganismos com características de plantas e animais – bactérias algas e protozoários. ⇒Microrganismos procarióticos e eucarióticos: → Com os avanços da microscopia eletrônica descobriu-se: - células eucarióticas: núcleo separado do citoplasma por membrana nuclear; - células membrana. procarióticas: material nuclear sem

O Conceito de Classificação dos Cinco Reinos
Divisão dos reinos (antiga): 1. Monera (procariótos) - microrganismos primitivos; 2. Protista (algas, protozoários, fungos limosos); 3. Plantae (plantas verdes, algas superiores); 4. Fungi (fungos - bolores e leveduras); 5. Animalia (animais que ingerem alimentos). → Whitaker (1969) → 3 modos principais de nutrição: - fotossíntese; - absorção; - ingestão. → 1978- Woese Divisão dos reinos (atual): 1. Eubactérias (células procarióticas); 2. Arqueobactérias (células procarióticas) - microrganismos primitivos; 3. Eucariotos (células eucarióticas).

Características Distintivas dos principais grupos de microrganismos

Protozoários: estrutura e função

 Eucarióticos, unicelulares, ingestão de alimentos, não apresentam parede celular rígida nem clorofila.

Figura 5 – Ilustração esquemática de vários tipos de protozoários: [A] ciliados, [B] flagelados e [C] ameba.

Algas: estrutura e função

 Contêm clorofila, apresentam parede celular rígida.

Figura 6 – Ilustração esquemática e micrográficas de vários tipos de algas microscópicas. [A] Chlamydomonas; [B] Spirogyra; [C] Euglena.

Bactérias: estrutura e função

Célula Procariótica Estruturas Presentes na Célula Procariótica

Figura 7 – Célula Procariótica.

A. Estruturas Externas à Parede Celular
Flagelos:

Figura 8 – Diferenciação dos flagelos quanto à localização.

Pêlos (fímbrias):

Figura 9 – Células bacterianas apresentando pêlos (A) e flagelos (B).

Glicocálice: substância polimérica extracelular cuja extensão depende das condições
do meio em que se encontra a célula.

B. Parede Celular
Principais funções: - Prevenir a ruptura da célula devido à diferença na pressão osmótica do meio intracelular e extracelular; - Atuar como suporte aos flagelos; - Dar forma ao microrganismo; - Regular a entrada e saída de substâncias na célula.

Figura 10 – Estrutura da parede celular das bactérias.

C. Estruturas Internas à Parede Celular
Membrana citoplasmática: seleciona e transporta os nutrientes que podem entrar ou sair da célula, alterando a pressão osmótica. Citoplasma: é um fluido denso, composto por água, compostos químicos como ácidos nucléicos, proteínas, lipídeos, carboidratos e muitos outros. Ribossomos: local onde ocorre a síntese de proteínas. Área nuclear: é a região que contém a informação genética, hereditária de uma geração para outra. Plasmídios: DNA circular e pequeno, muito comum na célula bacteriana.

Figura 11 - Aspecto de um plasmídio bacteriano.

Morfologia e Estrutura da Célula Bacteriana

Cocos

Bacilos

Espirilos

Figura 12 – Tamanho das células bacterianas.

Figura 13 – Arranjo de bactérias do grupo cocos.

Endoesporos
 Esporos formados dentro das células são exclusivos de bactérias → Bacillus e Clostridium.  Estruturas altamente resistentes a mudanças no ambiente.  Parede celular espessa → proteína, ácido dipicolínico e outros materiais essenciais.  Podem resistir a altas temperaturas, presença de compostos tóxicos e falta de água e outros nutrientes.  A esporulação ou esporogênese ocorre quando há falta de nutrientes importantes (C ou N) provocando a interrupção do crescimento vegetativo.

Figura 14 – Estrutura química do ácido dipicolínico.

Figura 15 – Alterações estruturais da célula bacteriana durante a esporulação.

Figura 16 – Localização dos esporos bacterianos: central, terminal e subterminal.

Reprodução da Célula Bacteriana
 Meio de cultura apropriado + condições ótimas de crescimento = aumento no número de células em período de tempo curto.  Crescimento em uma cultura microbiana → ↑ no número total de células devido à reprodução dos microrganismos individuais na cultura.  Critério que define a vida: organismos tem a capacidade de produzir indivíduos semelhantes.  Existem 2 fenômenos em funcionamento: - O crescimento, ou reprodução, das células individualmente; - O crescimento, ou aumento na população, de uma cultura microbiana.

 Bactérias: multiplicação por reprodução assexuada → processo que não envolve células sexuais.  Células novas surgem apenas de uma célula parental;  Cada célula divide-se em duas células filhas;  Modo de reprodução assexuada dos procariotos → fissão binária transversa → as células dividem-se individualmente em duas células-filhas de tamanho aproximadamente igual.

Figura 17 – Multiplicação bacteriana pela fissão binária transversa.

 Alguns procariotos reproduzem-se assexuadamente por modelos de divisão celular diferentes daqueles da fissão binária:

Figura 18 – Outros tipos de reprodução celular dos procariotos unicelulares: [A] brotamento; [B] fragmentação; e [C] formação de exosporos.

Fungos Filamentosos (Bolores): estrutura e função

Célula Eucariótica Estruturas Presentes na Célula Eucariótica

Figura 19 – Célula eucariótica e seus compostos principais.

Estruturas Presentes na Célula Eucariótica Vegetal

Figura 20 – Célula eucariótica vegetal.

 Características dos Fungos
 Eucarióticos, multicelulares e filamentosos;  Heterotróficos;  Aeróbios ou microaerófilos;  Principais responsáveis pela deterioração de alimentos;  Fitopatógenos;  Produzem metabólitos tóxicos aos animais e a humanos;  Utilização em biotecnologia: fungos comestíveis, produção de enzimas, alimentos, antibióticos.

Figura 21 – Exemplos de manifestações de fungos na natureza.

 Características dos Fungos  Crescimento mais lento que das bactérias;  Sobrevivem: - a baixo pH; - baixa umidade; - alta concentração de sal e açúcares.  Desenvolvimento em ampla faixa de temperatura: ótimo de 22 a 30°C;  Fonte de C  utilizam a glicose, N inorgânico, sais de amônio e nitrato, N orgânico e peptonas  Sua classificação está baseada principalmente na morfologia  forma de suas estruturas reprodutivas, que diferem entre si;

Estrutura e Organização dos Fungos
 

Hifas → filamentos tubulares individuais dos fungos; Hifas: - não-septadas (cenocíticas); - Septadas; - Septadas com células multi-nucleadas.

A

B

Figura 22 – Hifas contínuas (A) e hifas septadas (B).

 

Micélio → conjunto de hifas; Micélio: vegetativo ou aéreo.

 Reprodução de Microrganismos Eucarióticos:
 Reprodução Assexuada → resulta em novas células idênticas às originais.  Reprodução Sexuada → permite a troca do material genético e, assim a geração de um único ser.

Microrganismos eucarióticos

Ocorrem os dois tipos de reprodução, mas ambos precedidos de processos que determinam o número de cromossomos envolvidos.

1) Reprodução Assexuada
 Não envolve a união de núcleos, células sexuais ou órgãos sexuais;  Não implica variação genética;  Novos indivíduos são produzidos por um organismo parental;  Reprodução assexuada dos microrganismos eucarióticos é mais complexa → deve ser precedida de mitose.
 Forma de divisão nuclear na qual todos os cromossomos da célula são duplicados e os dois novos conjuntos se separam para formar os núcleos-filhos idênticos;

Mitose

 A célula se divide em duas células-filhas, cada uma recebendo um núcleo;  Cada célula-filha tem o mesmo número de cromossomos e a mesma composição genética que a célula parental;  É um processo contínuo, com cada fase unindo-se à fase seguinte.

 Entre as mitoses, as células se apresentam em um estágio de “repouso” em relação a divisão celular:

Intérfase

 Os cromossomos não são visíveis nas células vivas, mas podem ser vistos como fitas de cromatina irregulares em preparações coradas;  Os cromossomos são duplicados → as duas duplicatas não se separam até que a última fase da mitose se inicie.

 O processo de mitose pode ser dividido em quatro fases:

Figura 23 – Os 4 estágios da mitose: prófase, metáfase, anáfase e telófase.

Fragmentação: um micélio se fragmenta originando novos micélios. Esporulação: esporos que ao germinar produzem hifas.

Esporos assexuais

Figura 24 – Diversos tipos de esporos.

Esporangiósporos → podem estar contidos em esporângios → hifa diferenciada cuja porção terminal forma um saco→ denominada de esporangióforo.

Figura 25 - Detalhe de uma hifa exibindo um esporângio, hifas e esporos. Os esporangiósporos podem ser móveis ou não e são colocados em liberdade pela ruptura do esporângio.
  

Zoósporos: fungos com motilidade; Aplanósporos: fungos imóveis.

 Conídios ou conídias → são esporos de formação exógena → variam muito na forma, no tamanho, na cor → critério taxonômico.  Conidióforo → os esporos são produzidos de diversas maneiras nas extremidades ou lateralmente à hifa, emergindo livres, a estrutura que carrega os conídios.

Figura 26 – Diferentes tipos de conídios.

Figura 27 - No gênero Aspergillus o conidióforo não-ramificado nasce de uma célula alongada do micélio vegetativo, a célula podal, e termina numa porção intumescida, a vesícula.

2) Reprodução Sexuada  Um novo indivíduo é formado pela fusão de duas células sexuais
diferentes → gametas → procedentes de dois pais de sexos diferentes ou tipos de relação sexuada;  A fusão de gametas é denominada fertilização → zigoto é a célula resultante;  Zigoto → contêm uma mistura de materiais genéticos dos dois gametas;  Divisões mitóticas → cada zigoto se torna um novo organismo.  Por exemplo: um humano adulto possui ~ 60 trilhões de células → todas derivadas da reprodução sexuada, ou divisões mitóticas, de um zigoto unicelular formado quando um espermatozóide e um óvulo se fundem.

 Células corporais comuns ou células somáticas → apresentam duas vezes a quantidade de DNA dos gametas;  Exemplo: célula do fígado → célula somática → tem duas vezes o DNA encontrado em uma célula espermatozóide ou óvulo;  Células somáticas → formam-se durante a mitose de um zigoto que tem dois cromossomos de ambas as células gametas → dando à célula somática um conjunto duplo de cromossomos;  Células somáticas → diplóides → pares de cromossomos emparelhados (cromossomos homólogos – contêm seqüências idênticas de DNA) → 2n;

 Durante o ciclo de vida de um organismo, as células somáticas
promovem outro tipo de divisão celular para formar gametas → meiose;  Gametas → haplóides → contêm somente um cromossomo de cada par de cromossomos presente na células somática – 1n;  Por exemplo:  Diplóide (2n) = 46 cromossomos → células do fígado;  Haplóide (1n) = 23 cromossomos → óvulo ou espermatozóide;

 Fusão de 2 gametas durante a fertilização → cada um dá um conjunto de cromossomos para o zigoto tornando-o diplóide;  Células diplóides em órgãos reprodutivos → podem formar gametas haplóides pela meiose  Alternância de geração → quando células diplóides se alternam com as células haplóides durante um ciclo de vida;  Resumindo:  Mitose: cada célula-filha recebe exatamente o mesmo número e tipo de cromossomos das células  Meiose: o número de cromossomos permanece o mesmo em gerações sucessivas.

Figura 28 – Resumo dos principais eventos que ocorrem na meiose.

Figura 29 – Função da meiose prévia para o processo de fertilização.

Figura 30 – Ciclo celular eucariótico.

Tipos de esporos sexuais: a) Oósporos: presentes em fungos aquáticos. b) Zigospóros: Mucor, Rhizopus c) Ascósporos: Neurospora d) Basidiósporos: Agaricus, Pleurotus

Produção de Zigósporos  Ocorre quando as extremidades de duas hifas se reúnem, com fusão de seus conteúdos e o desenvolvimento de um corpúsculo grande, de paredes espessas chamada de zigósporo.  No gênero Rhizopus → as hifas fisiologicamente distintas e compatíveis formam estruturas especializadas → gametângios.

Figura 31 – Zigospórios de Rhizopus.

Produção de Zigósporos Um ou mais núcleos haplóides (n) de uma das hifas se funde aos da outra → originando zigotos diplóides (2n).  A região em que os gametângios se fundiram diferencia-se em uma estrutura esférica, de parede escura e espessa, onde os zigotos sofrerão meiose e cada um originará quatro esporos haplóides.

Produção de Ascósporos  Ascósporos → os esporos sexuados são formados dentro de um saco → asco.  Ascocarpo → corpo de frutificação.

Figura 32 – Diferentes tipos de ascos.

Produção de Ascósporos  Reprodução sexuada → encontro de dois indivíduos fisiologicamente distintos e compatíveis → fusão de núcleos → produzindo um núcleo zigótico diplóide (2n) → sofre meiose → origina núcleos haplóides (n) → que se diferenciam em ascósporos. Quando se rompe o asco libera os ascóporos, e ao germinarem cada ascósporo dá origem a um novo micélio haplóide.

Figura 33 – Diferentes tipos de ascocarpos.

Produção de Basidiósporos  Basidiósporos: são esporos sexuados que se desenvolvem a partir da extremidade de uma estrutura em clava, chamada basídio. Basidiocarpo: formado a partir da fusão de duas hifas compatíveis com caráter de sexualidade formando células binucleadas ou dicarióticas → formam um corpo de frutificação. No basidiocarpo, algumas hifas se diferenciam em estruturas especiais, os basídios, onde ocorre fusão dos núcleos, resultando em um núcleo zigótico diplóide.  Zigoto diplóide → sofre meiose → origina quatro esporos haplóides → basidiósporos.  Ao cair em local adequado, um basidiósporo germina e origina um novo micélio. Figura 34 – Basídio com basidiósporos.

Classificação

Figura 35 – Esquema do reino Fungi. (Trabulsi, et al.1999. Microbiologia. 3a edição).

Figura 36 – Divisões do reino fungi.

Fungos Inferiores a) Zigomicetos: Saprófitas ou parasitas.

Figura 37 – Representantes do Zigomicetos: Pilobolus crystallinus e Rhizopus arrhizus.

Fungos Inferiores

Figura 38 – Rhizopus – reprodução assexuada.

Fungos Superiores a) Ascomicetos: São saprófitas e parasitas.

Figura 39 – Ascósporos em microscopia eletrônica de transmissão.

Figura 40 – Asca ascósporos (MET).

liberando

os

b) Basidiomicetos: Este grupo abriga os conhecidos cogumelos, que são apreciados como alimentos (Pleurotus sp. e Agaricus sp.).

Figura 41 – Representantes dos Basidiomicetos: Agaricus bisporus e Lentinus edodes.

c) Deuteromicetos: Os gêneros de fungos filamentosos mais encontrados neste grupo são: Aspergillus¸ Penicillium, Trichoderma, Cladosporium, Alternaria e Fusarium.

Figura 42 – Aspergillus herbariorum e Candida albicans, representantes dos Deuteromicetos.

Leveduras: estrutura e função

 Características das Leveduras  Fungos unicelulares, não filamentosos, com características esféricas ou ovais;  Reprodução: assexuada (brotamento ou cissiparidade) ou sexuada.  São comuns: - no solo; - nas superfícies de órgãos dos vegetais (flores e frutos); - no trato intestinal de animais; - em líquidos açucarados.

Reprodução Reprodução Assexuada  Brotamento

Figura 43 – Processo de reprodução por brotamento.

Os brotamentos podem ser: - Holoblástico: após separação do broto e cicatrização, nenhum broto adicional ocorre da célula-mãe; - Heteroblástico: surgimento de novos brotos no mesmo local;
Por Brotamento: - ramificado (Saccharomyces)

- multilateral (Debaryozyma)

- bipolar (Hanseniaspora)

 Cissiparidade - FISSÃO: célula se alonga → sofre mitose → divide.

Schizosaccharomyces

Reprodução Sexuada

Figura 44 – Formação de ascósporos em S. cerevisiae e H. saturnos.

Respiração

Figura 45 – Metabolismo respiratório das leveduras.

Estruturas Pseudomicélios

Figura 46 – Estrutura de pseudomicélio.

Micélios verdadeiros

Figura 47 – Formação de micélio verdadeiro em levedura (D).

Artrósporos

Figura 48 – Estrutura de artrósporos.

Classes de Leveduras
Ascomicetos - Saccharomyces: produção do etanol e bebidas; no fermento de panificação; e na deterioração de alimentos (vegetais fermentados, sucos e refrigerantes).

Figura 49 – Leveduras do gênero Saccharomyces.

- Kluyveromyces: deterioração de leite e derivados e na produção de proteína microbiana a partir do soro do leite.

Figura 50 – Gênero Kluyveromyces.

- Pichia e Hansenula: deteriorantes de vegetais fermentados e frutas.

Figura 51 – Gênero Pichia.

- Debaryomyces: são importantes na deterioração de salsichas (produção de limosidade) e também crescem em salmouras e queijos. - Zygosaccharomyces: são importantes na deterioração do mel, melaços, sucos concentrados e produtos açucarados em geral. - Schizosaccharomyces: são importantes na produção de bebidas (rum, principalmente) sendo responsável pela deterioração de produtos açucarados (algumas espécies são osmofílicas).

Deuteromicetos - Rhodotorula: causam problemas em carnes, aves, produtos de laticínios e vegetais fermentados.

Figura 52 – Gênero Rhodotorula.

- Kloeckera: fermentam com rapidez; encontradas principalmente em caldo de cana e suco de frutas. - Candida: importantes na deterioração de gorduras, manteigas e margarinas, azeitonas.

Figura 53 – Levedura Candida albicans em corn meal Agar.

Caracterização dos Microrganismos

⇒Identificar quantos e quais tipos de microrganismos estão presentes num ambiente particular.
⇒ Microbiologistas:

Isolar, enumerar e identificar os microrganismos numa amostra. do microrganismo: cultura pura → Na natureza: culturas mistas. passo: Isolar as diferentes espécies!

⇒ Caracterização

⇒ Primeiro

⇒ Isolamento e cultivo de culturas puras: - Laboratório: meio de cultura; -Material a ser analisado: inóculo; -Processo de inoculação: - Esgotamento por estrias; - Semeadura em superfície; - Pour-plate.

Esgotamento por estrias

⇒Incubação: Multiplicação das células individuais →

colônia. ⇒Conservação: - Curto período: 4 a 10oC; - Longo período: nitrogênio líquido, freezers ou liofilização. ⇒ Microrganismo isolado: testes laboratoriais → identificação → microscópios luminoso ou eletrônico.

Figura 54 – Um microscópio ótico composto. [A] Identificação das partes [B] Corte de um esboço de um microscópio mostrando as partes óticas e o caminho da luz.

⇒ Preparo dos microrganismos para microscopia luminosa.

Figura 55 – As cores das células bacterianas em cada etapa da coloração de Gram.

⇒Informações utilizadas para caracterizar os microrganismos: microscopia simples à análise de material genético.

Informações Utilizadas para Classificar os Microrganismos
As principais categorias de informações usadas para caracterizar espécies diferentes são:

1. Características Morfológicas; 2. Características Metabólicas; 3. Características Antigênicas; 4. Características Patogênicas; 5. Características Genéticas (Sonda de DNA).
Figura 56 – Ilustração esquemática do princípio da técnica da sonda de DNA para identificação de bactérias.

Segurança em Microbiologia Para não haver risco de se trabalhar com microrganismo é necessário saber: 1– O perigo em potencial dos microrganismos com os quais se está trabalhando; 2 – Rotas de entrada no corpo e de infecções; 3 – Métodos corretos de contenção dos microrganismos.

Classificação dos Microrganismos com Base nos Riscos

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